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BREVE HISTÓRIA DE QUASE TUDO

Por razóns desconhecidas os seus átomos vam dispersar-se em silêncio, para se transformarem noutras cousas. E será o fim da história para si. Apesar de tudo, xá non é nada mau que assim sexa. De um modo xeral, o mesmo non acontece no universo, polo menos que se saiba. O que non deixa de ser estranho, porque os átomos que com tán boa vontade e xenerosidade se agregam para formar os seres humanos aqui naTerra som exactamente os mesmos que se recusam a fazê-lo em todo e qualquer outro lugar. A vida pode ser muitas cousas, mas do ponto de vista químico, é curiosamente simples: carbono, hidroxénio, oxixénio e azoto, um pouco de cálcio, unha pitada de enxofre, uns pozinhos de outros elementos muito corriqueiros – nada que non possa encontrar-se nunha farmácia normal – e pronto, non é preciso mais nada. A única característica especial dos átomos que o constituiem a si, é o facto de o constituírem a si. E nisso consiste o milagre da vida. Quer formem ou non vida em qualquer outro lugar do universo, é inegábel que formam muitas outras cousas, melhor dizendo, formam tudo o resto que existe. Sem eles non haberia àgua, aire, rochas, estrelas ou planetas, nuvens gasosas distantes ou nebulosas a xirar, ou qualquer outra das cousas que fazem do universo unha matéria tán rica. Os átomos som tán numerosos e necessários que temos a tentaçón de esquecer que, na realidade, nem sequer precisariam de existir. Non há nenhuma lei que esixa que o universo se encha de inúmeras partículas de matéria ou que produza luz e gravidade ou as outras propriedades físicas com que se articula a nossa existência. Na verdade, non tem de haber universo nenhum. E non hoube, durante a maior parte do tempo. Non houbo átomos e non houbo um universo onde eles pudessem fluctuar. Non houbo nada. Nada de nada, em lado nenhum. Portanto, só temos de agradecer aos átomos.

BILL BRYSON

POPPER (O “MODUS TOLLENS”)

Que razóns pode Popper apresentar a favor desta tese aparentemente tán contrária ‘a nossa intuiçón e ao que qualquer pessoa minimamente informada espera da ciência? O seu argumento principal a favor desta tese, ao que parece tán deprimente, é de carácter estrictamente lóxico-formal. No entanto, na orixem da sua concepçón cabe um papel a unha constataçón histórica, bem como a unha tomada de posiçón ética. Começaremos pola constataçón histórica, continuaremos com o argumento lóxico (que é o central) e terminaremos com a questón ética. Popper apercebeu-se muito cedo (segundo ele próprio, na adolescência) de que as grandes teorías científicas do passado, inclusive as de maior êxito, foram a posteriori consideradas falsas. O exemplo histórico de maior relevância foi a teoría da gravitaçón de Newton. Durante mais de duzentos anos depois de ter sido formulada, esta teoría foi considerada, tanto polos próprios físicos como polos leigos, unha contribuiçón impressionante e definitiva para o conhecimento humano: explicaba (e sobretudo previa!) toda unha série de fenómenos que até entón tinham permanecido inexplicábeis, do movimento dos planetas à oscilaçón do pêndulo, passando polas marés e pola forma da terra. Contudo, apesar de todas estas conquistas formidábeis, no início do século XX apareceu um “axitador”, Einstein, que, apoiando-se tanto nas suas próprias consideraçóns teóricas como nas experiências e nas observaçóns de outros, refutou de vez a teoría newtoniana. As experiências e observaçóns posteriores continuaram a dar razón a Einstein e non a Newton. Poderíamos sem dúvida, alegar que o caso da teoría de Newton e de muitas outras boas teorías científicas, que na altura em que foram propostas tiveram mais ou menos êxito, mas a longo prazo se verificou serem falsas, som lamentábeis, porêm, non vale a pena estar sempre a referi-las e, em princípio, poderá conceber-se unha teoría que, polo menos para um certo âmbito da realidade, sexa definitivamente confirmada e, portanto, simplesmente verdadeira. Foi isto que muitos cientistas pensarom (e ainda pensam): independentemente do que tenha acontecido no passado, um dia encontraremos a teoría definitiva sobre o universo (ou, polo menos, sobre unha parte dele). Todavia, é neste ponto que entra em acçón o poderoso argumento lóxico-formal de Popper: é por razóns lóxicas estrictas que unha teoría científica, por plausíbel que pareça e por bem corroborada que estexa por muitas observaçóns e experiências particulares, nunca poderá conter em sí mesma a garantia da sua veracidade, e estará sempre sob a ameaça de ser refutada. O argumento que Popper utiliza para xustificar a sua tese é unha regra da lóxica: o chamado “modus tollens”, unha peça-chave da metodoloxía popperiana.

C. ULISES MOULINES

ESCRITORES HISPÂNOS (HILARIO ASCASUBI)

Ascasubi, Hilario (Posta del Fraile Muerto, 1807-1875). Poeta do gauchismo e xornalista arxentino, que se opúxo ao rexíme do dictador Rosas e que conseguíu escapar da cárcere trás dous anos de cautiveiro. Asentou-se em Montevideo, Uruguay, a partir de 1832. Alí continuou com a tradiçón literária gauchesca de Juan Gualberto Godoy e Bartolomé Hidalgo em revistas feitas por el mesmo e que frequentemente non passabam do primeiro número, como “El Arriero Argentino” (dous de Septembro de 1830), a qual escrebeu baixo o pseudónimo de “Gaucho Cordobés”. Editou também, com mais fortuna “El Gaucho en Campaña” (quatro números em 1839). “El Gaucho Jacinto Cielo” (doze números em 1843). A maior parte dos seus escrítos perderom-se, mas ainda quedam restos dos seus trabalhos, em dous libros aparecidos ainda em vida do autor: “Trovos de Paulino Lucero” (1853, dous vols.) e “Paulino Lucero ou Los gauchos del Río de la Plata cantando y combatiendo contra los tiranos de las Repúblicas Argentina y Oriental del Uruguay”, 1839-1851 (París, 1872). Editou também a revista satírica “Aniceto el Gallo”, na qual o título se servía também como pseudónimo; alcanzou catorze números e um boletín especial que se publicou entre os anos 1853 e 1859. A contribuiçón mais substâncial de Ascasubi à literatura gauchesca foi “Santos Véga”, poema narrativo de considerábel lonxitude; as duas primeiras partes aparecerom entre 1850-1851 como “Los mellizos de La Flor” e tenhem mais de mil versos. Narra a vida de dous xémeos, um bom e o outro criminal, através da voz do “payador” Santos Vega. Ascasubi terminou o seu poema em París quase vinte anos despois. Em total alcanza os 12.604 versos e foi publicado como o primeiro volûme das suas “Obras Completas” (París, 1872).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (LITERATURA ARTÚRICA)

Artúrica, Literatura. As novelas europeias do “ciclo de Arturo”, forom parte integrante da tradiçón oral e escrita desde o século XII. Ningunha novela permaneceu igual a través do tempo, ou ao passar de um país para outro, ou de unha fala para a outra. A maioría enriqueceu-se com passaxens que provinham de fontes diversas às que orixinalmente tinham criádo ao rei Arturo e aos cabaleiros da “Tábora Redonda”. As primeiras referências à chamada “matéria de Bretanha”, dentro da Península Ibérica encontram-se em Catalunha, alá por finais do século XII. Unha novela provençal em verso chamada “Jaufré”, escríta por um discípulo de Chrétien de Troyes, está dedicada a um rey catalán. Do século XIII em diante, muitas obras françêsas do “Ciclo Artúrico” em prosa e em verso forom conhecidas em Catalunha, e várias forom traducídas. A entrada em Castela tivo lugar mais tarde, xá que as traduçóns mais temperáns ao castelán provenhem do século XIV. Ainda que o artúrico tivo um bom nível de aceitaçón, as obras producidas em Castela som escásas: unha versón do “ciclo da post-Vulgata” escríto em Frânça (1230-1240), conhecido como o “Roman du Graal” dividido em três partes: a primeira foi chamada de “José Abarimatia” e trata da história temperam do “Grial”; a segunda narra a história de “Merlín” e a criaçón da “Tábora Redonda”, sendo publicada baixo o título de “Balandró del sabio Merlín” a finais do século XV; a terceira parte trata da conquista do “Grial” e publicou-se a princípios do século XVI com o nome de “La demanda del santo Grial”. Também existe um largo fragmento manuscrito chamado “Lanzarote del Lago” de princípios do século XVI. A história de “Tristán e Isolda”, da qual conservamos duas versóns: um largo fragmento do século XIV e unha impresón de “Tristán de Leonís” de 1501. A ediçón de 1534 deste libro contém unha segunda parte que narra as aventuras do filho do herói, polo qual se reúnem baixo outro título, “Crónica de don Tristán de Leonís y del rei don Tristán el Joven”. Ambas versóns, a manuscrita e a impresa, derivam de unha fonte comúm, pressumibelmente italiana e non francêsa; “Tablante de Ricamonte” é unha narraçón que algo debe à xá mencionada novela em verso “Jaufré”; conseguíu até sete ediçóns entre 1513 e 1629. Parece ser que esta foi a única mostra de novelas artúricas que Cervantes conhecia directamente, pois a menciona no seu Quixote (I, 16). O “ciclo” deixou de ser publicado em Espanha despois de 1530.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (MIGUEL ARTIGAS FERRANDO)

Artigas ferrando, Miguel (Blesa, Teruel, 1887-1947). Professor e bibliotecário. Foi director da Biblioteca Menéndez y Pelayo de 1915 a 1930, e logo director da Biblioteca Nacional de Madrid, a partir dessa data até à sua morte. Axudou a dirixir a ediçón nacional das “Obras completas de Menéndez y Pelayo” (Santander, 1940-1959, 65 vols.) e escrebeu diversas obras sobre o mesmo autor, no qual era especialista. Escrebeu também algúns estudos sobre Góngora como: “Don Luis de Góngora y Argote” (1925), “Semblanza de Góngora” (1928) e “La vida y la obra de Góngora” (1938).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ESTEBAN DE ARTEAGA)

Arteaga, Esteban de (Moraleja de Coca, Segovia, 1747-1799). Producíu obras de estéctica literária. Em 1767 foi expulsado de Espanha xunto com os xesuítas, ainda non se sabe de certo se chegou a ordenar-se sacerdote da Companhia. Em 1769 abandonou a Companhia e passou a viver em Itália, onde publicou tanto em castelán como em italiano. Arteaga foi o escritor de estéctica mais notábel da sua época. Entre as suas obras podemos citar: “Investigaciones filosóficas sobre la belleza ideal” (1789), “La rivoluzione del teatro musicale italiano dalla sua origine fino al presente” (1783-1788, 3 volûmes), “Memorias para servir a la música española” (1789) e “Della influenza degli arabi sull origine della poesia moderna in Europa” (1791).

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ESCRITORES HISPÂNOS (VERSOS DE ARTE MENOR)

Arte menor, Versos. Som versos que tenhem de duas a oito sílabas, com somente um acento rítmico, ainda que às vezes podem ter dous.

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ESCRITORES HISPÂNOS (VERSOS DE ARTE MAIOR)

Arte maior, Versos. Ou coplas de arte maior, som aqueles formados por um número variábel de sílabas (de nove a catorce) com quatro pausas, duas em cada hemistíquio, e unha cesura. O têrmo aplíca-se polo comúm a versos de doze sílabas com unha forte cesura depois da sexta, fórmula especialmente popular no século XV. Pode-se fazer multitude de combinaçóns com este verso, no qual o rítmo é anapéstico e non yâmbico.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTÓN ARRUFAT)

Arrufat, Antón (La Habana, 1935). Dramaturgo cubano que cultiva o “teatro do absurdo”. O seu tema por antonomasia é o “tempo” e os estragos que causa ao home. “El caso se investiga” (1957), ridiculiza os métodos policiacos á maneira de Mack Sennet nos seus films mudos. “El vivo al pollo” (1961), que trata de unha mulher que embalsama o seu marido morto para poder conservá-lo sempre ao seu lado. A mulher acaba casándo-se com o embalsamador, e o difunto converte-se na melhor propaganda do negócio. A inexorábel destruçón do rutinário, aparece em “El último tren” e “La repetiçón”, ambas de 1963. “Todos los domingos” (1965) mostra-nos unha mulher paralítica que foi abandonada polo seu prometido vinte anos antes. Ela dedica-se a alugar muchachos xovens, que a visitam cada Domingo, vestidos exactamente igual a el. A enfermeIra da mulher, mata ao último dos impostores com unhas tissouras, mentras que ela rí aloucadamente. A sua obra “Los siete contra Tebas” (1968), baseada na traxédia de Ésquilo, provocou unha forte reaçón por parte do rexíme de Castro.

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ESCRITORES HISPÂNOS (RAFAEL ALBERTO ARRIETA)

Arrieta, Rafael Alberto (Buenos Aires, 1889-1968). Historiador literário e Poeta arxentino. Foi professor de literatura europeia na Universidade de La Plata, onde se tinha graduado. Entre 1917 e 1918 editou a “Revista Atenea”. Colaborou e editou a “História de la literatura argentina” (1960, seis volûmes). Ganhou o “Prémio Nacional de Filosofía” com a sua obra “Don Gregório Beeche y los bibliógrafos americanos de Chile y del Plata” (1942). A sua obra poética inclúie “Alma y momento” (1910), “El espejo de la fuente” (1912), “Las noches de oro” (1917), “Fugacidad” (1921), “Estío serrano (1926) e “Tiempo cautivo” (1947).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN BAUTISTA ARRIAZA Y SUPERVIELA)

Arriaza y Superviela, Juan Bautista (Madrid, 1770-1837). Poeta. Durante um tempo pertenceu à Marinha, mas foi licenciado em 1798. Servíu entón no corpo diplomático e foi asignado a Londres. Os seus primeiros versos forom publicados em “Primicias” (Paris, 1797), aos quais seguirom “Ensayos poéticos” (1799) e “Poesías Líricas” (1822). Cultivou também a poesía política nas suas “Poesías patrióticas” (Londres, 1810) e por elas foi chamado “el poeta oficial”, xa que com os seus versos celebraba os nascimentos, matrimonios ou mortes dos reis, assím como as proezas do povo espanhol em luta, como os famosos poemas sobre o dous de Maio. A sua traduçón da “Poética de Boileau” (1807) fixo-se célebre. Foi um poeta excessivamente fácil, ainda que os seus poemas eróticos estém dentro da melhor tradiçón da sua época. As suas poesías forom editadas na BAE, por L. A. de Cueto (vol. LXVII, 1875).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN JOSÉ ARREOLA)

Arreola, Juan José (Zapotlán, 1918). Contista e actor mexicano. Os seus primeiros contos aparecerom em Guadalajara em revistas estudantís dos anos quarenta. Editou, xunto com Juan Rulfo, a revista “Pan”. Foi actor de “La Comédie Française” baixo a direçón de Jean Louis Barrault. O seu libro “Varia invención” apareceu em 1949. “Confabulario” apareceu em 1952 e unha ediçón mais âmpla dos seus “Contos reunidos” apareceu em 1955. Em 1958 publicou “Punta de plata”, bestiário de fábulas satíricas que mais tarde forom incluídas, xunto com os dous libros anteriores, em “Confabulario total 1941-1961” (1962). Com a obra teatral “La feria” ganhou o “Primeiro Prémio de Teatro en Bellas Artes” (1963), nela conxura textos bíblicos de Isaías, Ezequiel e os Apócrifos, com dactos extraídos dos arquivos de “La Colonia” e parte das memórias da sua infância, por outro lado sempre pressentes no resto das suas obras. Em “Palindroma” (1971) percébe-se unha correspondência de inquietudes estécticas com Borges, com quem a miúdo se o compara inxustamente. Arreola é um dos criadores mais orixinais do seu continente.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO ARRAÍZ)

Arraíz, Antonio (Barquisimeto, 1903-1962). Poeta e novelista venezolano que iniciou a sua produçón com os poemas vanguardistas reunidos em “Áspero” (1924). Despois dedicou-se à novela, a miúdo poderosamente autobiográfica, como quando escrebe “Puros hombres” (1938), obra na que narra a vida dos presos políticos durante a dictadura de Gómez (1908-1935). “Dámaso Velázquez” (1943), também chamada “El mar es como un potro”, é unha novela brutal e vigorosa situada no Caribe. “Todos iban desorientados” (1951) é unha sátira social cheia de intelixência, na qual se analiza a caída de algunhas famílias venezolanas. Também escrebeu unha fábula, “Tío tigre y tío conejo” (1945), na qual reflexa actitudes tipicamente venezolanas.

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ESCRITORES HISPÂNOS (FERNANDO ARRABAL)

Arrabal, Fernando (Melilla, 1932). Dramaturgo espanhol. Estudou dereito em Madrid, mas reside em Frânça desde 1954 e nesse país escrebeu a maior parte da sua obra. As suas peças teatrais reflexam a crueldade e a inocência, a violência e o mal, num intento por mostrar os vários tipos de moral que existem simultâneamente na sociedade. Arrabal reconhece a dívida que tem contraída com Beckett, mas Esslin (no seu “teatro do absurdo”, 1962) mostrou até que ponto o influênciou Dalí. Julliard publicou vários volûmes do seu “Théàtre”. O volûme I (1958) inclúie “Oraison”, “Les deux bourreaux”, “Fando et Lis” e “Le cimetière des voitures”; o volûme II (1961) “Guernica”, “Le labyrinthe”, “Le tricycle”, “Pique-nique en campagne” e “La bicyclette du condamné”; e o volûme III (1965), “le couronnement”, “Le grand cérémonial”, “Concert dans un oeuf” e “Cérémonie pour un noir assassiné”. Em “Orchestration théâtrale”, estreada em 1959, Arrabal intentou fazer unha obra sem diálogo, usando como vehículo expressivo as formas abstractas dos universos de Calders ou Miró. O seu gosto polo xadrez e outros xogos, levárom-no a escreber várias séries de obras dramáticas rituais como “L’architecte et L’Empereur d’Assyrie” (1967), para duas personáxes, brilhantemente representada por Jorge Lavelli em 1967. Também escrebeu “Baal Babylone” (París, 1959) e “L’enterrement de la sardine” (París, 1961). Em 1982 obtívo o Prémio Nadal, com a novela “La torre herida por el rayo”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (PADRE JUAN AROLAS)

Arolas, Padre Juan (Barcelona, 1805- 1849). Poeta e xornalista. Foi ordenado sacerdote ós dezaseis anos e ingressou na ordem dos ensinantes das escolas pías. Trabalhou em Valencia de 1835 a 1842. Com unha excessiva emotividade, acabou por morrer louco. Incapacitado antes, para exercer a sua vocaçón. Os seus poemas amorosos, influídos por Víctor Hugo, resultam mais eróticos do que sería de esperar no período romântico espanhol. Nos seus versos relixiosos encontraremos unha pegada de Lamartine, mentras que Rivas e Zorrilla, influíron nas suas “Leyendas” e em “Romances históricos”. Em 1840 forom editadas as suas “Poesías caballerescas y orientales” e as suas “Poesías religiosas, orientales, caballerescas y amatorias” (1842). L. L. Roselló e j. Olea, editarom baixo o nome de “Poesías escogidas” em (1921).

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