
Quase todos os textos que publicou sobre a organizaçón da sociedade acabam por reflectir sobre o lugar central da educaçón em qualquer proxecto que aspire a unha sociedade libre. Bertrand Russell dirixíu, com a sua mulher Dora, a escola infantil de Beacon Hill de 1927 a 1935, que, como tantas outras cousas na sua vida, foi alvo de controvérsia: causou escândalo que as crianças brincassem nuas. Em suma, foi um exercício de educaçón antiautoritária, que assumia e radicalizava o programa de Maria Montessori de unha educaçón baseada na abertura da mente das crianças. A experiência non foi tán bem sucedida como desexavam. O coléxio enfrentou graves dificuldades precisamente por causa das suas características inovadoras: atraíu crianças problemáticas, com que os Russell, non estabam a contar, e a sua história decorreu entre o activismo militante de Dora e a distância intelectual de Bertrand. Ele estaba nesta aventura como teórico e financiador ocasional, mas pôde contemplar de perto as dificuldades da educaçón. O seu libro “Sobre a Educaçón” (1926) é fruto desta época da sua vida. Apesar de ele próprio reconhecer as suas carências técnicas em teoría didáctica, e de a sua experiência como professor ter sído limitada, é um recurso proveitoso para a reflexón e para a filosofia da educaçón. Nas suas reflexóns estabelece unha ligaçón entre as suas ideias sobre a importância moral das emoçóns, a busca da harmonia emocional, a necessidade do conhecimento e a resistência às pretensóns do Estado. O tema central das preocupaçóns de Russell é a educaçón em liberdade e a educaçón para a liberdade. Alguns dos seus textos sobre a relaçón entre professores e alunos som comoventes. Em “Princípios de Reconstruçón Social” escrebe acerca da assimetria entre o poder do professor e a debilidade do aluno, que considera só poder ser superada sem modos autoritários através daquilo a que chama unha actitude de “reverência”, que non é mais que saber pôr-se no lugar do outro e respeitá-lo, opondo-se a todas as formas mecanicistas, que concebem a educaçón como adestramento.
FERNANDO BRONCANO