INÍCIO À ESCRITURA

INÍCIO À ESCRITURA (ÀS MUSAS)

Publicado o25/08/2026por fontedopazo | Deixar un comentario

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Para iniciar-se na escritura, o fundamental é, xá vir arrastrando escondidas ganas de o fazer. Se o bichinho andaba a roer por dentro, um poderá acáso, mais tarde ou mais cedo, por cair na perigosa tentaçón do démo. Primeiramente, há que albergar unha sólida bagáxem como leitor empedernído, ser um amante da sabedoría, e preocupar-se um pouco pola humanidade, non demasiádo, até ao ponto de metermo-nos na vida dos outros. Logo, há que ter algo que dizer, pois doutra maneira, vale mais non escreber nada, e estar caladinho. Outro aspecto importante, será o domínio da fala com a qual vamos trabalhar, um profundo respeito polo idioma, procurando non estragar unha herança comúm a todos. O conhecimento dos segredos e das técnicas do ofício, xá virám com o transcorrer dos tempos e das vidas. ¿Escreber na solidón ou no ruído do mundo? ¿De pé ou de pernas pró aire? ¿Recorrer à metáfora ou refutá-la? ¿Fazer falar um morto ou unha personáxe? Todas as formas puidéram ser válidas, como na guerra! O gosto de comunicar com outras mentes perdidas, nesta nossa varafunda. Mas porém, non também, estar demasiádo dependente dos leitores, e da opinión pública, e da popularidade, tendo em conta, que estes vícios som sempre património de unha escássa minoria, que lógra disfrutar com estas cousas. ¡¡Puras palabras!!

LÉRIA CULTURAL

INÍCIO À ESCRITURA (AS PALABRAS) (1)

Publicado o15/09/2026por fontedopazo | Deixar un comentario

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As palabras. De palabras, están cheios os contos, os românces, as notícias, tudo o que lêmos, e inclúso o que pensamos. Puras palabras, e palabras puras. Âmbiguas, malditas, românticas, atrevídas, indiscretas, perigosas, disfarzadas, camufladas, directas, seductoras. De palabra em palabra, até ao fím dum vasto horizonte. A fonte da luz à esquerda, como mandam os cânones oftálmicos. O lápis, a pluma, a máquina de escreber tecleando, o ordenador, diccionários, manuais de gramática, conxugaçóns dos tempos verbais, etc… Elaborar um esquema inicial, com todas as ideias básicas do artígo. E, depois, ir elaborando artísticamente a escritura, pode levar-nos a resultados nunca suspeitádos e quase sempre xeniais. Escreber falando em voz alta, resulta fructífero para muitos, pois pode-se apreçar mais o efeito sonoro das palabras. Há quem disfruta, escrebendo nos “Café de Flore”, adoptando abultado-postureo, e na presença de xente charmosa.

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Há quem, escrebe durante o transcurso de unha revoluçón, cuidando-se muito bem, de non por o pé na rua. Ou, num âmbiente bucólico-pastoril, qual Arcádia felíz dos nossos tempos perdídos. Tudo serve, acáso dependendo para qué? Aínda que non acredítem, á xente rara que prefére escreber em lugares cavernários, silênciosos, nocturnos, escássos de luz solar. Em tubúrios, ailhados do mundanal ruído, onde um se poida refuxiar e pensar com profundidade, lêr e dormir. Qual diván oriental, cheio de almofadas e luxúrias. Mas, quando um alcanza xá, certos níveis de elevaçón intelectual, necessita unha boa secretária e unha cadeira de excelência, rodeádas âmbas de milhares de libros, que representam toda unha vida! Axuda também, grandementemente, um sítio onde se poida publicar, e entrar em contacto com o mundo dos grandes leitores. Igualmente, resulta muito enriquecedor, as tertúlias com xente de abultada cultura “os amântes da sabedoría”, que desperta o gosto polo saber, também conhecídos polas “malas companhías”. As comídas em comúm, ao estilo espartano, acabam rompendo o ailhamento capitalista, que alentam e favorecem a paricipaçón na vida pública das nossas sociedades.

A IRMANDADE CIRCULAR COMUNAL

GLÓRIA ÓS 2000 ARTIGOS DO POMAR

Publicado o29/07/2021por fontedopazo | Deixar un comentario

Celebramos, ao som dos cascos da cabalaria Makknoviste, estes dous mil memorábeis artigos, do nosso heroico Pomar de Epicuro. E com eles, entramos num novo mundo, que parece non augurar nada de bom, para o futuro da humanidade. Parece ser, que esta xentinha, non nos vai traer nem tranquilidade nem abundância. Tudo o contrário! As desigualdades ván em aumento, e com elas, virám os conflíctos e as inxustíças. Adivinha-se, um estado mais autoritário, que intenta meter-se nos mais escondidos recovecos das nossas vidas. Caminhamos cara a unha sociedade espectral, em que o virtual acaba passando por real, e as multidóns desfilam confinadas, nas rutas dos hospitais ciêntíficos. Non digo, que non estexam emfermos! Claro que o están! Mas, a sua doença resulta doutra natureza muito mais gráve que esta do covicioso. Non há que deixar-se esmagar assim, tán facilmente, pois está claro que logo, xá non quereram dar marcha atrás, e renúnciar aos priviléxios adquiridos. Um saúdo, xusto e igualitário para quase todos.

A IRMANDADE CIRCULAR COMUNAL

SOBRE DA AUGA DA FONTE

Publicado o21/07/2017por fontedopazo | Deixar un comentario

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Sobre da auga da fonte

que alixeiran mariposiñas e candileiras

elevo a voz do teu corpo que descansa

¡Qué fermoso ver a fala da xente

entre os sons escondidos da vida!

¡Qué alto gusto ver cómo entenden

as  folliñas o noso sentir

ao se moveren nas pólas!

Elevo o teu soño por riba das herbas

e bebe un cagote o seu medrar

Falades de xuíciño e unha tesoura

anda con prudencia

Tendes que ver correr a auga

para sabervos amigos

¡Ouvide a auga fértil e compañeira,

calade pra respirar fondo!

Francisco Candeira

5OO ARTIGOS DO POMAR

Publicado o27/08/2017por fontedopazo | Deixar un comentario

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                                      APOTHEÔSIS.

               ¡¡Nunca digas, desta áuga non beberei!!   ¡¡A áuga, corre com perigo!! ¡¡As consequências podem ser catastróficas!!   ¡¡A xente non queria saber nada!!   ¡¡Preferia permanecer na  mais absolucta ignorância!!   ¡¡Ah!!  ¡¡Mas é, que a cousa mudou!!  ¡¡Agora, há que pagar unha abultada quantia de euros!!   Xá sei, que auto-organizar-se, non lhes gusta nada!  Ademais, está muito mal visto!   É unha tarefa árdua, cheia de espinhos!   Custa inmenso vencer a inércia inicial!  A resistência ao movimento é atróz, titânica!   Mas, necessário é, fazer um esforço, há que tentar.   O papel das Assembleias, é o quid da questón.   Como mecanismos para a posta em marcha das colectividades rurais, e venhem a substituir o abandono por parte do Estado liberal das suas obrigazóns sociais.   O prestíxio do auto-goberno, que seguramente irá em aumento nos tempos futuros, preparará as irmandades vecinhais para o confronto com os intereses dum capitalismo moderno, bárbaro e sedento de botin.   Perante a morte dos velhos cacíques, as xentes do comum, terán a oportunidade de resolver por sí mesmas muitos dos problemas arcaicos e outros que forzosamente irán surxindo.   E será nas xuntas vecinhais, que teremos de lutar lado a lado contra os ogros particulares e empressariais, lesivos para a comunidade.   Teremos de defender o que é nosso, se é que acaso existam capacidades suficientes para evitar o empobrecimento xeral das nossas xentes.

a irmandade circular

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INÍCIO À ESCRITURA (2)

Publicado o05/10/2026por fontedopazo | Deixar un comentario

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“Às vezes leio unhas páxinas ante a grabadora e as escuto depois, a ver como resultam. O som importa-me muito e, dentro do possíbel, aspíro a manter o rítmo dactílico, que é o meu, o da minha fala galega orixinal.”

GONZALO TORRENTE BALLESTER

–Só contam as palabras, o resto non é mais que charlataneria.

–A palabra é um dos primeiros xoguetes do bébé.

–As palabras formam histórias.

–Às vezes temos muitas ideias, e estamos carentes de palabras.

–Platón consideraba, que a orixem da escritura, debía-se ao instânte, em que se perdía o uso da razón.

–O ser humano aprende a partir dos sentidos, principalmente da vista.

–Começar com um borrador e ir organizando e melhorando o texto depois.

–Abrir um arquivo de escritores, a partir das leituras feitas e com as notas extraídas.

–Elaborar antoloxías de escrítos, que anónimos por este mundo circulam, de histórias quasi-perdidas, de contos ou de refráns populares, etc…

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