
A tarefa de reconstruçón racional das condiçóns xerais da fala denomina-se “pragmática universal”. tratá-la-emos com mais detalhe no próximo capítulo, relativamente à ética do discurso, mas aquí avançaremos algunhas ideias. J. Corbí explica-nos o seu significado: “J. Habermas atribúi à “pragmática universal” a tarefa de “identificar e reconstruir” as condiçóns universais de todo o entendimento possíbel. Neste contexto, a noçón de entendimento está primariamente vinculada à ideia de acçón, pois segundo Habermas as acçóns orientadas para o entendimento, as acçóns comunicativas, representam o processo fundamental da acçao social. Por outro lado, o facto de no nosso estádo de desenvolvimento sociocultural os processos de entendimento serem linguisticamente mediádos permite-nos afirmar que o entendimento através da linguaxem representa o caso mais básico de acçón comunicativa. Podemos assim circunscreber a tarefa da “pragmática universal” à identificaçón e reconstruçón de todas as acçóns linguísticas possíbeis. (Corbí, “Pragmática universal e normatividade”) A pragmática universal encarrega-se, portanto, de identificar e reconstruir as condiçóns universais do entendimento, da acçón comunicativa. O novo lugar de residência da racionalidade vai ser a linguaxem nos seus usos, pelo que falaremos de racionalidade comunicativa. O problema é que a mesma linguaxem, como elemento constitutivo dos fenómenos sociais, transforma-se em meio de dominaçón se non cumprir a sua funçón “orixinária”: o uso interativo ao serviço do entendimento. Daí derivam as patoloxías sociais das crises de lexitimaçón nas sociedades modernas.
MARÍA JOSÉ GUERRA PALMERO













