FARIÑA NÚÑEZ, Eloy (1885-1929). Poeta paraguayo que se uníu ao movimento formado em torno da revista “Nosotros” de Buenos Aires. Alí fíxo-se amigo de Leopoldo Lugones, e publicou um poema épico em verso branco “Canto secular” (1911), um ano depois da apariçón das “Odas seculares” de Lugones. Fariña foi um admirador da literatura latina e o seu Canto debe a sua estructura a Virxilio e o seu estilo a Horacio. Reuníu a sua poesía em “Cármenes” (1922). Escrebeu também ensaios críticos, contos (Las vértebras de Pan, 1914), unha novela neoclássica (Rhodopis, 1926), varias pezas de teatro e unha valiosa recopilaçón de “Mitos guaraníes (1926).
Pero o optimismo e a tenacidade de Viana non poden agachar que o SERE se atopa nunha delicada situación económica, xa que os fondos se reduciron de forma notábel e centos de miles de refuxiados permanecen ainda atrapados en Francia e necesitados de axuda. Os problemas económicos amoréanse sobre a mesa da oficina de Viana na Rue Tronchet. Dende Perpignan, o delegado Carlos Ruiz advirte que moitos exiliados están en situación crítica ao non recibir o subsidio dende hai meses. Renée de Monbrison é a secretaria xeral do Comité Británico e reclámalle a Viana a entrega dos 25.000 francos mensuais comprometidos dende xullo polo SERE para poder continuar prestando a súa imprescindíbel axuda. O Comité encárgase da compra e distribución de roupas e alimentos nos campos de concentración e da entrega de subsidios. Tamén se ocupa da localización de nenos e nenas e da reunificación familiar dos refuxiados, ademais de xestionar tres colonias infantís. As demandas de recursos non cesan, e Félix de los Ríos, da Junta Pro Refugiados da República Dominicana, pídelle a Viana que o SERE faga fronte aos gastos de construción de vivendas e de posta en marcha de granxas para os refuxiados no país, ante o incumprimento dos compromisos do Goberno dominicano. Para afrontar esas graves dificultades económicas, Alejandro Viana quere que a austeridade guíe a xestión dos seus fondos. Con emoción reclámalles aos delegados en diferentes cidades francesas e norteafricanas os maiores esforzos e sacrificios, lembrándolles a súa privilexiada situación.
O Averróis dos latinos, nasceu em Córdoba no ano de 1136 e morreu na cidade magrebina de Marraquexe em 1198. Descendia de unha família de xuristas. O seu avô foi sobrexuíz de Córdoba, cargo de que se demitíu, para dedicar-se à escrita, como ele próprio conta nunha das suas obras; membro do conselho real, interveio em alguns assuntos políticos de relevo durante o domínio da dinastia almorávida. O seu pai também foi sobrexuíz de Córdoba, antiga capital do califáto omíada. Pouca informaçón temos sobre a sua formaçón. Apesar de ser um dos grandes filósofos da Idade Média, desconhecemos em pormenor como se formou Averróis nesta matéria, isto non resulta estranho tendo em conta o funcionamento do ensino no al-Andalus: as primeiras letras eram aprendidas em casa, os conhecimentos mais procurados recebiam-se na mesquita (gramática, direito, história, tradiçóns, etc…) e as especialidades eram lecionadas em casas particulares por mestres de prestíxio pagos polas famílias. Como afirma o arabista Julián Ribera num conhecido libro sobre o tema, existia liberdade absolucta no ensino: non houbo centros estatais, nem pláns oficiais de estudo, nem nenhuma organizaçón administractiva que regulamentasse a docência. No caso de Averróis, sabemos que teve dous mestres de direito islâmico e outros dous de medicina, um deles o estremenho Ibn Harún, que segundo unha fonte histórica “conhecia bem as ciências filosóficas”. É probábel que nele influíssem de modo decisivo a leitura de Avempace, a amizade com Ibn Tufail e o estudo das obras de al-Farabi.
Se a questón central na crítica de Lucrecio é a relaçón entre a poesía e a filosofía, resulta importânte comprehender até que ponto reflexa fielmente Lucrecio o espírito de Epicuro. Evidentemente o poeta considerába-se a si mesmo um epicúreo ortodoxo e non pode duvidar-se da intensidade da devoçón ao seu mentor filosófico. Non obstânte, “De rerum natura” é muito diferente em tôn e carácter dos escrítos de Epicuro. ¿Como podem estimar-se estas diferênças? Um modo polo qual esta questón foi contestáda habitualmente, é através do exame da personalidade do poeta: “De rerum natura” difére dos escrítos de Epicuro, porque Lucrecio era diferente. A aproximaçón biográfica à literatura sempre pode ser suspeitosa, e no caso de Lucrecio é crítica biográfica sem unha biografía. Quase nada se sabe da vida pessoal do poeta e vemo-nos forzados por isso a extrair conclusóns sobre a personalidade do poeta mesmo. Das testemunhas externas, a de maior influênça é a de San Xerónimo. Nos adxuntos que fíxo à “Crónica” de Eusébio, no ano 94 ou 93, antes de Cristo, escrebeu: “Nasce Tito Lucrecio, poeta que depois enlouqueceu a causa de um filtro amoroso e quando nos interválos dos seus atáques de loucura, escrebeu vários libros, que Cicerón corrixíu. Mais tarde suicidou-se no ano quarenta e quatro da sua vida.” Toda esta calumniosa afirmaçón, foi âmplamente discutída na posteridade: dificilmente podem ser correctas as datas; a ediçón de Cicerón foi negada, tendo em conta a sua hostilidade contra o epicureísmo, e defendeu-se a causa do seu interesse pola literatura; Os filtros amorosos, non é probábel que causáram a morte, nem as calamitosas consequências médicas que barrunta a afirmaçón do santo, e a história da loucura e suicídio, non é apoiada por ningúm outro testemunho da Antiguidade, e será resultado da malevolência cristán. Os que subraiárom as diferênças temperamentais entre Lucrecio e Epicuro, buscarom a miúdo unha confirmaçón para as suas opinións, no pessimismo do poeta. “A comedia epicúrea da natureza (escrebeu Guissani) se transforma quase em traxédia em Lucrecio.” Toda a questón do pessimismo do poeta foi debatída âmplamente e saírom veredíctos bastânte diversos, que ván da suave melancolia à depressón enfermiza.
FARINELLI, Arturo (1867 – 1948). Decano dos estudos de hispanística em Italia e um importante investigador no campo da literatura comparada. A tese doutoral de Farinelli entitulou-se “Deutschlands und Spaniens literaturische Beziehungen”. Entre os seus trabalhos mais importantes encontram-se “Grillparzer und Lope de Vega” (Berlim, 1894), que foi traduzida como “Lope de Vega en Alemania (Barcelona, 1936); um estudo de La vida es sueño de Calderón que foi entituláda “La vida è un sogno” (dous volûmes, Turín, 1916); “Viajes por España y Portugal desde la Edad Media hasta el siglo: divagaciones bibliográficas” (Madrid, 1930); “Dante in Spagna, Francia, Inghilterra, Germania” (Turín, 1922); “Guillaume de Humboldt et l’Espagne” (Turín, 1924); “Divagacione erudite” (Turín, 1925); “Ensayos y discursos de crítica literaria hispanoeuropea” (dous volûmes, Roma, 1925); “Romanticismo nel mondo latino” (três volûmes, Turín, 1927); um libro maxistral “Italia e Spagna” (dous volûmes, Turín, 1929); “Divagaciones hispánicas” (Barcelona, 1936) e “Poesía del Montserrat y otros ensayos” (Barcelona, 1940).
¡Gente de paz! Hé ahí a necessidade suprema de Venezuela. O sonho está virxem aínda, as suas montanhas repletas de ouro, os seus vales húmedos de sávia vigorosa, as faldas dos seus cerros obstêntam o bananal e o cocoteiro, o dourado milho nos seus declíves e o robusto café nas cûmes. ¡Gente de paz! O pobo é laborioso, manso, dócil, honrado proverbialmente. ¡Deixádeo trabalhar, non o cerceneis baixo o canhón ou a espada, facei-o simpático à Europa, para que a emigraçón venha expontaneamente a misturar-se com el, a ensinar-lhe a industria e vigorizar o seu sangre! ¡Gente de paz, para os pobos da América! Aqueles tempos passarom: passou a conquista, passou a independência, e a América e a Espanha estendem hoxe os brazos através dos mares, porque ambas marcham pola mesma senda, em pós da liberdade e do progresso. Tomo duas frases dos “Opúsculos” de Bello, a primeira sobre a conquista, a segunda sobre a independência, que, na minha opinión, concretam e formulam o xuíço definitivo dos americanos que pensam e meditam sobre esses dous gráves acontecimentos: “Non temos a menor inclinaçón a vituperar a conquista. Atróz ou non atróz, a ela debemos a orixe dos nossos dereitos e da nossa existência, e mediante ela vem ao nosso chán aquela parte da civilizaçón europeia que pudo passar polo tamiz das nossas preocupaçóns e da tiranía da Espanha.” “Xamais um pobo profundamente envilecido foi capaz de executar os grandes feitos que ilustraram as campanhas dos patriotas. O que observa com olhos filosóficos a história da nossa luta contra a metrópole, reconhecerá sem dificuldade que o que nos fíxo prevalecer nela, foi cabalmente o elemento ibérico. Os capitáns e as lexións veteranas da Ibéria transatlântica, forom vencidos polos caudilhos e os exércitos improvisádos de outra Ibéria xovem que, abxurando do nome, conservaba o alento indómito da antiga. A constância espanhola esbarrou contra si mesma.” Hé ahí como debemos pensar com respeito à Espanha, abandonando os temas retóricos, as declamaçóns ampulosas sobre a tiranía da metrópole, sobre o seu absurdo sistema comercial, que lhe foi mais perxudicial que a nós mesmos, e recordar só que a história humana gravita sobre a solidariedade humana. O passado é unha licçón e unha fonte de eterno encono.
Na opinión do filósofo madrileno, a Espanha de finais do século XIX e princípios do XX, que Ortega experimenta na sua efervescente e cada vez mais altiva xuventude, precisa de unha chamada de atençón proveniente das mais elevadas camadas intelectuais do país. Porém, a intelixência non é suficiente. O pensamento, a filosofia, a lóxica, a argumentaçón, as humanidades, a ciência pura… tudo isso constitui a bagaxem necessária para que o home possa analisar o seu presente de maneira exaustiva. Mas o nosso protagonista xulga que a razón, como instrumento puramente lóxico, diminuiu, ficou desacreditada e non é eficaz para conduzir os cidadáns à acçón. De algunha maneira, a razón desvitalizou-se, o coraçón foi arrancado do seu peito e, por fim, foi albo da pior das doenças: a ausência de vitalidade. Como referia Ortega na quarta parte de “O Tema do nosso Tempo”, “o pensamento é unha funçón vital, como a dixestón ou a circulaçón do sangue”. Como muito bem lembra Jordi Garcia, catedrático de Literatura Espanhola, no prólogo da sua muito recomendábel obra sobre o filósofo madrileno, “Ortega só será Ortega visto ao mesmo tempo nas frentes ocultas de unha actividade muito calculada em ritmos e tempos, capaz de improvisar séries febris de artigos políticos enquanto delineia os fundamentos de unha filosofia da razón vital”. O próprio filósofo explica no seu imprescindíbel escrito “Pedindo um Goethe desde dentro” que a vida humana alberga unha inevitábel vertente narrativa. Antes de mais, a existência traduz-se nunha espécie de narraçón, sob a forma de história de um suxeito que reaxe perante o que acontece. Deste modo, Ortega concebe a biografia pessoal como unha tentativa de resolver os problemas com os quais, conxuntural ou permanentemente, nos confrontamos.
O teórico anarquista italiano Malatesta, em carta ao seu amigo Luigi Fabbri, descrebe bem a comprometida confusón: “Os nossos amigos bolchevizantes entendem pola expressón “dictadura do proletariado”, o feito revolucionário polo qual os trabalhadores tomam posse da terra e dos instrumentos de trabalho e tratam de constituir unha sociedade na que non haxa lugar unha clásse que explore e escravíce os trabalhadores. Neste caso, “dictadura do proletariado”, significaría dictadura de todos e non sería xá unha dictadura, da mesma maneira que goberno de todos, non é xá um goberno no sentido autoritário, histórico e práctico da palabra”. Mas, para Malatesta o sentido da “dictadura bolchevique” estaba claro: “Em realidade, tratába-se da dictadura de um partido, ou mais bem, dos chefes de um partido. Lenin, Trotsky e os seus companheiros, que seguramente serán revolucionários sincéros, dentro da forma que eles entendem a revoluçón e non traiçoarám, mas preparam os quadros gobernamentais que, servirám aos que venham depois para aproveitar-se da revoluçón e afogá-la. É a história que se repete, “mutatis mutandis”, é a dictadura de Robespierre, que leva ao mesmo à guilhotina e prepara o caminho a Napoleón”. Mas, contudo, Malatesta adxunta, corrixindo em certa maneira o seu pensamento anterior (el mesmo resulta prisioneiro do pensamento da época): “Pode ser também, que muitas cousas que nos parecem malas sexam fruto da situaçón, e que nas circunstâncias especiais da Russía, non houbera sído possíbel obrar de outra maneira. É melhor esperar, tanto mais quanto o que nós digámos non pode alterar as cousas, e o desarrolho dos acontecimentos na Russía. E podería talvez em Itália, ser mal interpretádo e dar a entender que nos fazemos eco das calúmnias interesseiras da reacçón”. Esta carta non se fíxo pública até 1922, polas razóns expostas polo mesmo autor, sexa como for, o pensamento do autor non dá lugar a dúvidas. A postura dos anarquistas sempre estebe clara e era: “Nós respeitamos aos bolcheviques a sua honestidade marxista e admiramos a sua enerxía, mas como non estivémos nunca de acordo com eles no terreno teórico, non saberíamos solidarizar-nos com eles tampouco, quando da teoría passam à práctica”. Na primavera de 1920, nada de quanto sucedía na Russía, era conhecido dunha maneira exacta. O único prevalecente eram as ondanádas de calumnias sobre os revolucionários rusos, que a burguesía lanzaba ao mercado da prensa; por isso, todos os irmáns da clásse, de todas as naçóns os defendíam. A única maneira de apoiar a revoluçón rusa, era desencadear outras no resto dos países. Como afirmamos mais arriba, sabemos que isto influênciou em Buenaventura Durruti, para que voltara à terra.
FARADÎ, Abû-l-Walîd ‘Abd Allâh Al- (Córdoba, 962-1013). Historiador, cadí de Valencia e dono de unha famosa biblioteca privada. Ao regressar dunha peregrinaçón à Meca, Al-Faradî foi assassinado polos bereberes, que se tinham apoderado da cidade. Escrebeu sobre poesía hispanoárabe e sobre os escritores cultos da Andalucía árabe.
Planck apoiou sempre os melhores cientistas do seu país e procurou promovê-los. Non só se preocupou com os seus alunos em Berlim, como se envolveu pessoal e activamente em trazer para a cidade os melhores físicos de língua alemán do momento. Para isso, entre 1905 e 1930, usou toda a sua influênça a partir dos diversos cargos de responsabilidade que ocupou. Adicionalmente, existe unha unanimidade entre todos os envolvidos em salientar o seu bom carácter e a sua amabilidade. Os encontros na sua casa, as soirées musicais, as discussóns científicas, as excursóns à montanha… tudo isto fazía parte dos atractivos que a proximidade de Max Planck oferecia nessa época. Após a morte de Boltzmann em 1906, Planck estebe prestes a aceitar unha oferta da Universidade de Viena para lhe suceder na cátedra de Física Teórica. O mais brilhante dos estudantes de Boltzmann era unha mulher, Lise Meitner, que, perante a decisón definitiva de Planck de permanecer em Berlim, decidíu mudar-se e trabalhar com ele. Quando Lise chegou a Berlim em 1907, Planck recebeu-a em sua casa e, embora um pouco céptico ao princípio polo facto de ser mulher, foi-lhe dando cada vez mais apoio à medida que foi comprehendendo a sua valia extraordinária. Meitner começou a trabalhar com Otto Hahn no Instituto de Química da Universidade pouco depois de chegar a Berlim (Hahn também era um convidado habitual em casa dos Planck) e, entre 1907 e 1938, trabalhou intensamente em física nuclear. Hahn, químico , e Meitner, física, fixéram várias descobertas importantes nesses anos. A mais importante delas, a fissón do núcleo de urânio.
Esta maneira de equacionar a questón, para começar, choca frontalmente com unha das noçóns emblemáticas da filosofia clássica: a concepçón aristotélica de deus (o famoso “motor imóvel”), que descrevia unha divindade alheia ao mundo e completamente ensimesmada (Deus, dizía-nos Aristóteles, só pensa em si mesmo): é pura intelixência ou “pensamento do pensamento” (nóesis noeseos). Precisamente por isso, em Aristóteles non podía haber algo parecido com unha doutrina da “criaçón” do mundo natural por parte de Deus: por mais que imite desaxeitadamente o motor imóvel, o mundo existíu sempre e desde sempre. Ao ser “puro acto” (isto é, ao estar sempre pleno e realizado no máximo grau). Deus non pode ter criado algo imperfeito e alheio a sí, pois a xeraçón (que é um tipo de mudança) requer a “privaçón” e a “potência” para ser explicada cientificamente sem recorrer ao milagre ou ao capricho. Aristóteles apresentaba assim unha máxima desconexón (de novo, a distância ou a diferênça “clássica”) entre o mundo senssíbel e o deus intelixíbel, que só ficaba aliviada, em parte, polo “amor” que as cousas sentem polo motor imóvel: movemo-nos, afirmaba o Estaxirita, precisamente porque aspiramos a deixar de o fazer depois de termos realizado os nossos obxectivos, para repousarmos e parecer-nos minimamente com os astros que, na sua circulaçón eterna pola parte superior da abóbeda celeste (e mais semelhantes, portanto, ao princípio imóvel que anima tudo o que é existente), están practicamente libres de turbaçón, por serem quase imateriais.” Oito séculos depois, no entanto, esta concepçón non se pode traduzir melhor para Plotino, do que na noçón de um Deus impotente, um Deus que non é nada em potência ou que é potência de nada!
Os solares som unha das riquezas da Ribeira do Lima. Non os contei, mas li non sei onde que só aqui no concelho de Ponte de Lima, há perto de cinquenta. Cada um deles alberga unha história e non posso dizê-las todas, mas gostaría de suxerir certas linhas que poderiam orientar unha posterior pesquisa. Quase todos eles som dos séculos XVII-XVIII, embora muitas vezes os edifícios actuais sexam ampliaçóns e refazimentos de anteriores moradias que deixaram como vestíxio meia dúzia de pedras, ou até só um sulco de tradiçóns. Eram portanto pobres moradas as que servíam de semente aos solares, e isso significa que passou por aqui unha araxem de prosperidade material. E passou, foi o período aureo da barra de Viana, da importaçón do azúcar, da mineraçón e da grande emigraçón minhota para o Brasil, e também o da implantaçón do comércio do vinho do Porto, fenómeno que se deu mais para sul mas repercutíu por todo o Entre Douro e Minho. Sería simplificar muito as cousas dizer que foi essa a orixe das fortunas que fizérom nascer os solares. Em muitas casas hoube exercício de funçóns públicas civis e militares; a burocracia terminaba muitas vezes com a nobilitaçón. E daquí saírom capitáns das praças de África, navegadores, xentes com xus a brasóns de guerreira fidalguía. Claro que houbo de tudo; mas a barra de Viana e o curso do Lima forom a grande veia deste sangre azul. Unha outra nota muito curiosa é que esta ribeira, nos séculos medievais, estaba toda dividida em coutos e honras dos ricos-homes, que têm os nomes nos nobiliários, mas non som essas famílias ancestrais as que hoxe têm ali solar. Na sua quase totalidade, é pequena nobreza; mesmo o mais ilustre dos fidalgos da Ribeira do Lima (o “visconde”, que depois foi marquês de Ponte de Lima, foi nobilitado por D. Afonso V e, simbolicamente, non morava aquí em solar de família, mas no paço dos alcaides. Xulgo que esta situaçón, unha nobreza nascida da nobilitaçón de unha franxa da clásse média, axuda a explicar um dos aspectos mais flagrantes dos solares da rexión: a preocupaçón com a aparência. A beleza está toda no exterior. Mais que palácios, som escenários. Quase sempre transposto o portal a impressón resulta decepcionante. A arte barroca, com a profusón de cantarias, pináculos, pardieiros, pedra esculpida nunha época em que o mais barato era a mán-de-obra e a pedra nem preço tinha, servíu admirabelmente para essa ostentaçón de notabilidade. (…) ¡¡Se o hábito faz o monxe, o solar faz o fidalgo!! E non pense o leitor que estou a falar de abscónditos passados, que xá non interessam a ninguém. Están a interessar, e mais que nunca. Velhas quintas e fotografias de avós emolduradas, estám sempre vendidas e som cada vez mais caras. Até sei de um canteiro (non digo onde, para non o axudar na falcatrua) que ganha a vida a fazer brasóns de granito sobre o desenho dos clientes. Sexa lá como for, e para chegarmos depressa a Ponte de Lima: os solares, nascidos dessa portuguesíssima necessidade de aparentar, som unha das mais verídicas criaçóns do talento português. Em arquitectura non temos nada que se lhes iguale. E precisamente porque voltaram a estar na moda, é preciso salvá-los da cobiça demolidora.
FALLON, Diego (Santa Ana –hoxe Falán–, Tolima, 1834-1905). Poeta colombiano. Estudou em Bogotá com os Xesuitas e em Inglaterra. Ao seu regresso a Colombia foi professor de línguas, matemáticas e música. Foi membro do grupo que tinha como portavoz a revista “El Mosaico (1858-1872). Foi um crítico severo da sua própria obra e só permitíu publicar em vida um volûme de poesía, “Poesías” (s. f. 1875). Mostra-se classicista em “La luna”, nos quartetos sobre o tema do silêncio e nas sextilhas de “La palma del desierto” e a miúdo expressa o seu estado de ánimo através da paisáxe colombiana que o rodeia.
A maior parte das espécies actualmente vivas, resistíu a várias eras glaciais e conseguiram sobreviver a temperaturas globais mais baixas. Contudo, non se sabe se conseguiram lidar com as mais elevadas; há milhóns de anos que o planeta non apresenta temperaturas significativamente superiores às actuais. Durante o Plistoceno, mesmo animais muito pequenos, como os escaravelhos, migravam ao longo de centenas de quilómetros para tentarem acompanhar o clima. Hoxe, inúmeras espécies están mais unha vez em movimento, mas, ao contrário do que sucedia na Idade do Xelo, é frequente terem o caminho barrado por cidades, rodovias ou plantaçós de soja. “É certo que o nosso conhecimento acerca do modo como reaxiram no passado de pouco poderá servir para prevermos quaisquer reaçóns futuras às alteraçóns climáticas, dado que impusemos restriçóns totalmente novas à mobilidade das espécies”, escreveu Russell Coope, paleoclimatoloxista britânico. “Deslocámos de um modo inconveniente os postes da baliza e criámos um xogo de bola com novas regras.” Também existem muitas espécies que, pura e simplesmente, non conseguem deslocar-se. Em 2014, um grupo de investigadores australianos realizou unha pesquisa em Bramble Cay, um pequeno atolón no estreito de Torres. O atolón tinha unha espécie de roedor, o “morcego-rato”, um animal semelhante a unha ratazana, que era o único mamífero conhecido por ser endémico da Grande Barreira de Coral. Debído à subida do níbel do mar o atolón estaba a submerxir, e os investigadores queriam saber se o animal continuava a existir nesse “habitat”. Xá non o encontrarom, e em 2019 o goberno australiano declarou a sua extinçón. esta foi a primeira extinçón documentada atribuída às alteraçóns climáticas, embora quase de certeza tenha sído precedida de muitas outras non documentadas. Os próprios recifes de coral, som demasiádo vulnerábeis às alteraçóns climáticas. Os corais que constituiem os recifes som pequenos animais xelatinosos, cuxa cor vem das algas simbióticas, ainda mais pequenas, que vivem no interior das suas células. Quando a temperatura da água aumenta, quebra-se a simbiose entre os corais e as algas. Os corais expulsam as algas e ficam brancos, um processo conhecido por “branqueamento” dos corais. Sem os seus simbiontes, os corais ficam famintos. Se o episódio non durar demasiádo tempo conseguem recuperar, mas as temperaturas do oceano están a aquecer depressa e os fenómenos de branqueamento som cada vez mais prolongados e frequentes. Segundo um estudo de 2020 feito por unha equipa de investigadores australianos, a cobertura de corais na Grande Barreira de Coral disminuíu para metade desde 1995. De acordo com outro estudo, conduzido também em 2020 por um grupo de cientistas americanos, nos últimos cinquenta anos a maior parte dos recifes das Caraíbas transformou-se em “habitats” dominados por algas e esponxas. Outro estudo realizado em 2021 alertaba para que os recifes do oceano Índico Ocidental som “vulnerábeis ao colapso do ecossistema”. Se os recifes entrarem em colapso, podem arrastar com eles milhóns de espécies. O final desta história também é desconhecido. Nos últimos quinhentos milhóns de anos, hoube cinco extinçóns em massa, tendo cada unha dizimado perto de três quartos das espécies do planeta. Os cientistas alertam para o facto de estarmos a caminhar para unha “Sexta Extinçón”, fenómeno que tem a particularidade de ser o primeiro provocado por um axente biolóxico (nós). ¿Será que vamos axir a tempo de a evitar?