FARINELLI, Arturo (1867 – 1948). Decano dos estudos de hispanística em Italia e um importante investigador no campo da literatura comparada. A tese doutoral de Farinelli entitulou-se “Deutschlands und Spaniens literaturische Beziehungen”. Entre os seus trabalhos mais importantes encontram-se “Grillparzer und Lope de Vega” (Berlim, 1894), que foi traduzida como “Lope de Vega en Alemania (Barcelona, 1936); um estudo de La vida es sueño de Calderón que foi entituláda “La vida è un sogno” (dous volûmes, Turín, 1916); “Viajes por España y Portugal desde la Edad Media hasta el siglo: divagaciones bibliográficas” (Madrid, 1930); “Dante in Spagna, Francia, Inghilterra, Germania” (Turín, 1922); “Guillaume de Humboldt et l’Espagne” (Turín, 1924); “Divagacione erudite” (Turín, 1925); “Ensayos y discursos de crítica literaria hispanoeuropea” (dous volûmes, Roma, 1925); “Romanticismo nel mondo latino” (três volûmes, Turín, 1927); um libro maxistral “Italia e Spagna” (dous volûmes, Turín, 1929); “Divagaciones hispánicas” (Barcelona, 1936) e “Poesía del Montserrat y otros ensayos” (Barcelona, 1940).
¡Gente de paz! Hé ahí a necessidade suprema de Venezuela. O sonho está virxem aínda, as suas montanhas repletas de ouro, os seus vales húmedos de sávia vigorosa, as faldas dos seus cerros obstêntam o bananal e o cocoteiro, o dourado milho nos seus declíves e o robusto café nas cûmes. ¡Gente de paz! O pobo é laborioso, manso, dócil, honrado proverbialmente. ¡Deixádeo trabalhar, non o cerceneis baixo o canhón ou a espada, facei-o simpático à Europa, para que a emigraçón venha expontaneamente a misturar-se com el, a ensinar-lhe a industria e vigorizar o seu sangre! ¡Gente de paz, para os pobos da América! Aqueles tempos passarom: passou a conquista, passou a independência, e a América e a Espanha estendem hoxe os brazos através dos mares, porque ambas marcham pola mesma senda, em pós da liberdade e do progresso. Tomo duas frases dos “Opúsculos” de Bello, a primeira sobre a conquista, a segunda sobre a independência, que, na minha opinión, concretam e formulam o xuíço definitivo dos americanos que pensam e meditam sobre esses dous gráves acontecimentos: “Non temos a menor inclinaçón a vituperar a conquista. Atróz ou non atróz, a ela debemos a orixe dos nossos dereitos e da nossa existência, e mediante ela vem ao nosso chán aquela parte da civilizaçón europeia que pudo passar polo tamiz das nossas preocupaçóns e da tiranía da Espanha.” “Xamais um pobo profundamente envilecido foi capaz de executar os grandes feitos que ilustraram as campanhas dos patriotas. O que observa com olhos filosóficos a história da nossa luta contra a metrópole, reconhecerá sem dificuldade que o que nos fíxo prevalecer nela, foi cabalmente o elemento ibérico. Os capitáns e as lexións veteranas da Ibéria transatlântica, forom vencidos polos caudilhos e os exércitos improvisádos de outra Ibéria xovem que, abxurando do nome, conservaba o alento indómito da antiga. A constância espanhola esbarrou contra si mesma.” Hé ahí como debemos pensar com respeito à Espanha, abandonando os temas retóricos, as declamaçóns ampulosas sobre a tiranía da metrópole, sobre o seu absurdo sistema comercial, que lhe foi mais perxudicial que a nós mesmos, e recordar só que a história humana gravita sobre a solidariedade humana. O passado é unha licçón e unha fonte de eterno encono.
Na opinión do filósofo madrileno, a Espanha de finais do século XIX e princípios do XX, que Ortega experimenta na sua efervescente e cada vez mais altiva xuventude, precisa de unha chamada de atençón proveniente das mais elevadas camadas intelectuais do país. Porém, a intelixência non é suficiente. O pensamento, a filosofia, a lóxica, a argumentaçón, as humanidades, a ciência pura… tudo isso constitui a bagaxem necessária para que o home possa analisar o seu presente de maneira exaustiva. Mas o nosso protagonista xulga que a razón, como instrumento puramente lóxico, diminuiu, ficou desacreditada e non é eficaz para conduzir os cidadáns à acçón. De algunha maneira, a razón desvitalizou-se, o coraçón foi arrancado do seu peito e, por fim, foi albo da pior das doenças: a ausência de vitalidade. Como referia Ortega na quarta parte de “O Tema do nosso Tempo”, “o pensamento é unha funçón vital, como a dixestón ou a circulaçón do sangue”. Como muito bem lembra Jordi Garcia, catedrático de Literatura Espanhola, no prólogo da sua muito recomendábel obra sobre o filósofo madrileno, “Ortega só será Ortega visto ao mesmo tempo nas frentes ocultas de unha actividade muito calculada em ritmos e tempos, capaz de improvisar séries febris de artigos políticos enquanto delineia os fundamentos de unha filosofia da razón vital”. O próprio filósofo explica no seu imprescindíbel escrito “Pedindo um Goethe desde dentro” que a vida humana alberga unha inevitábel vertente narrativa. Antes de mais, a existência traduz-se nunha espécie de narraçón, sob a forma de história de um suxeito que reaxe perante o que acontece. Deste modo, Ortega concebe a biografia pessoal como unha tentativa de resolver os problemas com os quais, conxuntural ou permanentemente, nos confrontamos.
O teórico anarquista italiano Malatesta, em carta ao seu amigo Luigi Fabbri, descrebe bem a comprometida confusón: “Os nossos amigos bolchevizantes entendem pola expressón “dictadura do proletariado”, o feito revolucionário polo qual os trabalhadores tomam posse da terra e dos instrumentos de trabalho e tratam de constituir unha sociedade na que non haxa lugar unha clásse que explore e escravíce os trabalhadores. Neste caso, “dictadura do proletariado”, significaría dictadura de todos e non sería xá unha dictadura, da mesma maneira que goberno de todos, non é xá um goberno no sentido autoritário, histórico e práctico da palabra”. Mas, para Malatesta o sentido da “dictadura bolchevique” estaba claro: “Em realidade, tratába-se da dictadura de um partido, ou mais bem, dos chefes de um partido. Lenin, Trotsky e os seus companheiros, que seguramente serán revolucionários sincéros, dentro da forma que eles entendem a revoluçón e non traiçoarám, mas preparam os quadros gobernamentais que, servirám aos que venham depois para aproveitar-se da revoluçón e afogá-la. É a história que se repete, “mutatis mutandis”, é a dictadura de Robespierre, que leva ao mesmo à guilhotina e prepara o caminho a Napoleón”. Mas, contudo, Malatesta adxunta, corrixindo em certa maneira o seu pensamento anterior (el mesmo resulta prisioneiro do pensamento da época): “Pode ser também, que muitas cousas que nos parecem malas sexam fruto da situaçón, e que nas circunstâncias especiais da Russía, non houbera sído possíbel obrar de outra maneira. É melhor esperar, tanto mais quanto o que nós digámos non pode alterar as cousas, e o desarrolho dos acontecimentos na Russía. E podería talvez em Itália, ser mal interpretádo e dar a entender que nos fazemos eco das calúmnias interesseiras da reacçón”. Esta carta non se fíxo pública até 1922, polas razóns expostas polo mesmo autor, sexa como for, o pensamento do autor non dá lugar a dúvidas. A postura dos anarquistas sempre estebe clara e era: “Nós respeitamos aos bolcheviques a sua honestidade marxista e admiramos a sua enerxía, mas como non estivémos nunca de acordo com eles no terreno teórico, non saberíamos solidarizar-nos com eles tampouco, quando da teoría passam à práctica”. Na primavera de 1920, nada de quanto sucedía na Russía, era conhecido dunha maneira exacta. O único prevalecente eram as ondanádas de calumnias sobre os revolucionários rusos, que a burguesía lanzaba ao mercado da prensa; por isso, todos os irmáns da clásse, de todas as naçóns os defendíam. A única maneira de apoiar a revoluçón rusa, era desencadear outras no resto dos países. Como afirmamos mais arriba, sabemos que isto influênciou em Buenaventura Durruti, para que voltara à terra.
FARADÎ, Abû-l-Walîd ‘Abd Allâh Al- (Córdoba, 962-1013). Historiador, cadí de Valencia e dono de unha famosa biblioteca privada. Ao regressar dunha peregrinaçón à Meca, Al-Faradî foi assassinado polos bereberes, que se tinham apoderado da cidade. Escrebeu sobre poesía hispanoárabe e sobre os escritores cultos da Andalucía árabe.
Planck apoiou sempre os melhores cientistas do seu país e procurou promovê-los. Non só se preocupou com os seus alunos em Berlim, como se envolveu pessoal e activamente em trazer para a cidade os melhores físicos de língua alemán do momento. Para isso, entre 1905 e 1930, usou toda a sua influênça a partir dos diversos cargos de responsabilidade que ocupou. Adicionalmente, existe unha unanimidade entre todos os envolvidos em salientar o seu bom carácter e a sua amabilidade. Os encontros na sua casa, as soirées musicais, as discussóns científicas, as excursóns à montanha… tudo isto fazía parte dos atractivos que a proximidade de Max Planck oferecia nessa época. Após a morte de Boltzmann em 1906, Planck estebe prestes a aceitar unha oferta da Universidade de Viena para lhe suceder na cátedra de Física Teórica. O mais brilhante dos estudantes de Boltzmann era unha mulher, Lise Meitner, que, perante a decisón definitiva de Planck de permanecer em Berlim, decidíu mudar-se e trabalhar com ele. Quando Lise chegou a Berlim em 1907, Planck recebeu-a em sua casa e, embora um pouco céptico ao princípio polo facto de ser mulher, foi-lhe dando cada vez mais apoio à medida que foi comprehendendo a sua valia extraordinária. Meitner começou a trabalhar com Otto Hahn no Instituto de Química da Universidade pouco depois de chegar a Berlim (Hahn também era um convidado habitual em casa dos Planck) e, entre 1907 e 1938, trabalhou intensamente em física nuclear. Hahn, químico , e Meitner, física, fixéram várias descobertas importantes nesses anos. A mais importante delas, a fissón do núcleo de urânio.
Esta maneira de equacionar a questón, para começar, choca frontalmente com unha das noçóns emblemáticas da filosofia clássica: a concepçón aristotélica de deus (o famoso “motor imóvel”), que descrevia unha divindade alheia ao mundo e completamente ensimesmada (Deus, dizía-nos Aristóteles, só pensa em si mesmo): é pura intelixência ou “pensamento do pensamento” (nóesis noeseos). Precisamente por isso, em Aristóteles non podía haber algo parecido com unha doutrina da “criaçón” do mundo natural por parte de Deus: por mais que imite desaxeitadamente o motor imóvel, o mundo existíu sempre e desde sempre. Ao ser “puro acto” (isto é, ao estar sempre pleno e realizado no máximo grau). Deus non pode ter criado algo imperfeito e alheio a sí, pois a xeraçón (que é um tipo de mudança) requer a “privaçón” e a “potência” para ser explicada cientificamente sem recorrer ao milagre ou ao capricho. Aristóteles apresentaba assim unha máxima desconexón (de novo, a distância ou a diferênça “clássica”) entre o mundo senssíbel e o deus intelixíbel, que só ficaba aliviada, em parte, polo “amor” que as cousas sentem polo motor imóvel: movemo-nos, afirmaba o Estaxirita, precisamente porque aspiramos a deixar de o fazer depois de termos realizado os nossos obxectivos, para repousarmos e parecer-nos minimamente com os astros que, na sua circulaçón eterna pola parte superior da abóbeda celeste (e mais semelhantes, portanto, ao princípio imóvel que anima tudo o que é existente), están practicamente libres de turbaçón, por serem quase imateriais.” Oito séculos depois, no entanto, esta concepçón non se pode traduzir melhor para Plotino, do que na noçón de um Deus impotente, um Deus que non é nada em potência ou que é potência de nada!
Os solares som unha das riquezas da Ribeira do Lima. Non os contei, mas li non sei onde que só aqui no concelho de Ponte de Lima, há perto de cinquenta. Cada um deles alberga unha história e non posso dizê-las todas, mas gostaría de suxerir certas linhas que poderiam orientar unha posterior pesquisa. Quase todos eles som dos séculos XVII-XVIII, embora muitas vezes os edifícios actuais sexam ampliaçóns e refazimentos de anteriores moradias que deixaram como vestíxio meia dúzia de pedras, ou até só um sulco de tradiçóns. Eram portanto pobres moradas as que servíam de semente aos solares, e isso significa que passou por aqui unha araxem de prosperidade material. E passou, foi o período aureo da barra de Viana, da importaçón do azúcar, da mineraçón e da grande emigraçón minhota para o Brasil, e também o da implantaçón do comércio do vinho do Porto, fenómeno que se deu mais para sul mas repercutíu por todo o Entre Douro e Minho. Sería simplificar muito as cousas dizer que foi essa a orixe das fortunas que fizérom nascer os solares. Em muitas casas hoube exercício de funçóns públicas civis e militares; a burocracia terminaba muitas vezes com a nobilitaçón. E daquí saírom capitáns das praças de África, navegadores, xentes com xus a brasóns de guerreira fidalguía. Claro que houbo de tudo; mas a barra de Viana e o curso do Lima forom a grande veia deste sangre azul. Unha outra nota muito curiosa é que esta ribeira, nos séculos medievais, estaba toda dividida em coutos e honras dos ricos-homes, que têm os nomes nos nobiliários, mas non som essas famílias ancestrais as que hoxe têm ali solar. Na sua quase totalidade, é pequena nobreza; mesmo o mais ilustre dos fidalgos da Ribeira do Lima (o “visconde”, que depois foi marquês de Ponte de Lima, foi nobilitado por D. Afonso V e, simbolicamente, non morava aquí em solar de família, mas no paço dos alcaides. Xulgo que esta situaçón, unha nobreza nascida da nobilitaçón de unha franxa da clásse média, axuda a explicar um dos aspectos mais flagrantes dos solares da rexión: a preocupaçón com a aparência. A beleza está toda no exterior. Mais que palácios, som escenários. Quase sempre transposto o portal a impressón resulta decepcionante. A arte barroca, com a profusón de cantarias, pináculos, pardieiros, pedra esculpida nunha época em que o mais barato era a mán-de-obra e a pedra nem preço tinha, servíu admirabelmente para essa ostentaçón de notabilidade. (…) ¡¡Se o hábito faz o monxe, o solar faz o fidalgo!! E non pense o leitor que estou a falar de abscónditos passados, que xá non interessam a ninguém. Están a interessar, e mais que nunca. Velhas quintas e fotografias de avós emolduradas, estám sempre vendidas e som cada vez mais caras. Até sei de um canteiro (non digo onde, para non o axudar na falcatrua) que ganha a vida a fazer brasóns de granito sobre o desenho dos clientes. Sexa lá como for, e para chegarmos depressa a Ponte de Lima: os solares, nascidos dessa portuguesíssima necessidade de aparentar, som unha das mais verídicas criaçóns do talento português. Em arquitectura non temos nada que se lhes iguale. E precisamente porque voltaram a estar na moda, é preciso salvá-los da cobiça demolidora.
FALLON, Diego (Santa Ana –hoxe Falán–, Tolima, 1834-1905). Poeta colombiano. Estudou em Bogotá com os Xesuitas e em Inglaterra. Ao seu regresso a Colombia foi professor de línguas, matemáticas e música. Foi membro do grupo que tinha como portavoz a revista “El Mosaico (1858-1872). Foi um crítico severo da sua própria obra e só permitíu publicar em vida um volûme de poesía, “Poesías” (s. f. 1875). Mostra-se classicista em “La luna”, nos quartetos sobre o tema do silêncio e nas sextilhas de “La palma del desierto” e a miúdo expressa o seu estado de ánimo através da paisáxe colombiana que o rodeia.
A maior parte das espécies actualmente vivas, resistíu a várias eras glaciais e conseguiram sobreviver a temperaturas globais mais baixas. Contudo, non se sabe se conseguiram lidar com as mais elevadas; há milhóns de anos que o planeta non apresenta temperaturas significativamente superiores às actuais. Durante o Plistoceno, mesmo animais muito pequenos, como os escaravelhos, migravam ao longo de centenas de quilómetros para tentarem acompanhar o clima. Hoxe, inúmeras espécies están mais unha vez em movimento, mas, ao contrário do que sucedia na Idade do Xelo, é frequente terem o caminho barrado por cidades, rodovias ou plantaçós de soja. “É certo que o nosso conhecimento acerca do modo como reaxiram no passado de pouco poderá servir para prevermos quaisquer reaçóns futuras às alteraçóns climáticas, dado que impusemos restriçóns totalmente novas à mobilidade das espécies”, escreveu Russell Coope, paleoclimatoloxista britânico. “Deslocámos de um modo inconveniente os postes da baliza e criámos um xogo de bola com novas regras.” Também existem muitas espécies que, pura e simplesmente, non conseguem deslocar-se. Em 2014, um grupo de investigadores australianos realizou unha pesquisa em Bramble Cay, um pequeno atolón no estreito de Torres. O atolón tinha unha espécie de roedor, o “morcego-rato”, um animal semelhante a unha ratazana, que era o único mamífero conhecido por ser endémico da Grande Barreira de Coral. Debído à subida do níbel do mar o atolón estaba a submerxir, e os investigadores queriam saber se o animal continuava a existir nesse “habitat”. Xá non o encontrarom, e em 2019 o goberno australiano declarou a sua extinçón. esta foi a primeira extinçón documentada atribuída às alteraçóns climáticas, embora quase de certeza tenha sído precedida de muitas outras non documentadas. Os próprios recifes de coral, som demasiádo vulnerábeis às alteraçóns climáticas. Os corais que constituiem os recifes som pequenos animais xelatinosos, cuxa cor vem das algas simbióticas, ainda mais pequenas, que vivem no interior das suas células. Quando a temperatura da água aumenta, quebra-se a simbiose entre os corais e as algas. Os corais expulsam as algas e ficam brancos, um processo conhecido por “branqueamento” dos corais. Sem os seus simbiontes, os corais ficam famintos. Se o episódio non durar demasiádo tempo conseguem recuperar, mas as temperaturas do oceano están a aquecer depressa e os fenómenos de branqueamento som cada vez mais prolongados e frequentes. Segundo um estudo de 2020 feito por unha equipa de investigadores australianos, a cobertura de corais na Grande Barreira de Coral disminuíu para metade desde 1995. De acordo com outro estudo, conduzido também em 2020 por um grupo de cientistas americanos, nos últimos cinquenta anos a maior parte dos recifes das Caraíbas transformou-se em “habitats” dominados por algas e esponxas. Outro estudo realizado em 2021 alertaba para que os recifes do oceano Índico Ocidental som “vulnerábeis ao colapso do ecossistema”. Se os recifes entrarem em colapso, podem arrastar com eles milhóns de espécies. O final desta história também é desconhecido. Nos últimos quinhentos milhóns de anos, hoube cinco extinçóns em massa, tendo cada unha dizimado perto de três quartos das espécies do planeta. Os cientistas alertam para o facto de estarmos a caminhar para unha “Sexta Extinçón”, fenómeno que tem a particularidade de ser o primeiro provocado por um axente biolóxico (nós). ¿Será que vamos axir a tempo de a evitar?
Aquí temos que parar repentinamente, para nos apercebermos que este arranque é radicalmente inovador na reflexón ética. Para começar, prescinde-se de qualquer critério exterior: nem deus, nem felicidade, nem desexo, nem emoçón, nem interesse, nem qualquer outra cousa; non há recurso nem isco exterior à razón que possam levá-la a axir. A única cousa que permite qualificar como moral unha acçón é que responda ao cumprimento do deber. Deste modo, Kant interioriza o essêncial da ética: situa o seu núcleo non na acçón e, ainda menos, nas consequências da acçón, mas nos motivos interiores que levam a agir. “Quando se trata do valor moral, o que importa non som as acçóns exteriores que se veem, mas os princípios internos da acçón, que non se veem”. Muitos discordarám de que as pessoas actuem por deber e situaram o motor das acçóns humanas nas paixóns e, mais ainda, nas pulsóns. Discordaram ainda mais se conhecerem os termos em que Kant descreve o deber, porque o instituíu opondo-o explicitamente a desexos, interesses e a qualquer outra circunstância empírica, isto é, obxectiva e situada na realidade. Xá foi dito que, para muitos, non existe unha faculdade do querer racional, autónoma e libre, mas que os nossos desexos brotam das paixóns; a única cousa que a razón pode fazer é decidir qual é a melhor linha de conducta quando o irracional xá nos levou a axir. Em suma, a razón, para além de determinar os meios mais adequados para alcançar os fins impostos polas paixóns, tende a xustificar (non a motivar) as nossas acçóns. Posso ser levado a axir polo desexo de ser respeitado, admirado ou amado, pola vontade de lucrar, polo afán de protagonismo, pola aspiraçón à glória literária, polo desexo de ser reconhecido como benfeitor da humanidade e por mil motores mais, mas non por princípios racionais.
As armas e demais obxectos de metal e a sua ornamentaçón. Os machados de bronze, que a cada instante entre nós e em diversas localidades aparecem, nem pola sua forma nem pola sua aleaçón se diferênciam das do resto da Península e de Europa. Mais pequenas e artísticas no interior, de maior tamanho e forma estreita nas comarcas marítimas, diferencíam-se também, aínda que poucas vezes, pola sua aleaçón. Xeralmente, a normal é de nove por um. As de Bergantinhos, as de Cambados, as que temos ocasión de ver no Museo do Porto, encontradas na Serra de Santa Xusta som iguais. De todas elas, só nas de Cambados pudémos obter o análise, por certo que dando éste um dezasseis por cento de chumbo, indica xá unha época mais civilizada, talvez um bronce romano. Todas som de asas, mas delas discrepa totalmente a de Coropó, cuxa forma e aleaçón etrusca é digna de ser anotada. É esta última mais longa e mais estreita, e em lugar das asas ordinárias, en segmento de círculo, apresenta-as como pequenos munhóns quadrados. Dos coitélos ou punhais que alberga o Museo do Seminário Central Compostelano, um é quase igual ao publicado por Bertrand (La Gaule avant les gaulois, p. I06), outro apresenta um elemento de ornamentaçón que parece haber-nos sído comúm, e consiste nunha série de pontos dispersos nunha só linha. Tal encontramos também no curioso e notabilíssimo torques que alberga o arcediano de Ourense Sr. Arteaga, e que é único na sua forma entre os que se conservam em Galícia, sobre todos importante, pouco comúm e em extremo característico. Aínda que non de tudo igual, recorda o desenho dos anéis que Bethan (Etruria céltica, t. II, p. I I I), publica como tomados do Museo de Dublín. Consiste a sua ornamentaçón em duplas linhas em zigzag marcadas a punto, e em pequenos círculos concêntricos, recordando polo seu aspecto total o de algúns obxectos de metal irlandeses. Ademais, e sem pecar de apaixonádos, pode acreditar-se ser de artífices galegos, por estar fabricado com aquel ouro, tán próprio da Galiza, ao qual Posidonio chama ouro branco, graças à grande aleaçón de prata que apresenta. H. Martin fai notar a persistência dos rasgos característicos da ornamentaçón céltica na arte cristiana da Irlanda e da Bretanha.
FALLAS, Carlos Luis (Alajuela, 1909). Romancista costarricense, comunista e autodidacta. Trabalhou nunha fazenda bananeira e foi secretário do comité que organizou a grande greve de 1934. Desde 1944 a 1948 foi diputado do Congreso Nacional. A sua novela mais famosa é “Mamita Yunai” (1941). É um ataque contra a avarícia dos ricos, a pasividade do goberno e a exploraçón que practicam as companhias extranxeiras como a United Fruit (La “Yunaited”). Escrebeu também as novelas: “Gentes y gentecillas” (1947), “Marcos Ramírez” (1952) e três contos reunidos em “Mi madrina” (1954).
Iosef Dzhugashvili Vizsarionovich, sentíu-se profundamente desvalorizado e acabou demitindo do seu cargo no Conselho Militar Revolucionário. Durante a novena Conferência do Partido, em Septembro, tívo que suportar a maior humilhaçón pública da sua vida. Quando chegou a sua vez, falou muito pouco e non se defendeu com a vehemência que lhe era habitual, e parecía unha ruptura com Lenine, com quem xá tinha entrado em conflícto durante o passado. Trotsky e Lenine, confrontaram-se, por sua vez, polo control dos sindicatos soviéticos, e Lenine procurou recorrer a Iosef Dzhugashvili, que recuperou a sua confiança. A revolta dos marinheiros de Kronstadt, em Março de 1921, foi particularmente preocupante para o governo, porque envolveu soldados que anteriormente apoiavam os bolcheviques. Depois de terminada a guerra civil e as guerras externas, na Primavera de 1921, o décimo Congresso do Partido aprobou a Nova Política Económica ou “NEP”. Criticada polos exponentes mais à esquerda do governo, esta implicaba unha liberalizaçón da economia e a introduçón de elementos de “mercado”, como a liberdade de criaçón de pequenas empresas ou oficinas. Esta medida punha igualmente termo às requisiçóns de bens alimentares, tán odiádas polos camponeses, que puderom vender libremente os seus excedentes nos mercados a preços libres. Dzhugashvili apoiou esta política desde o início, como um passo necessário, embora provisório, para consolidar a revoluçón. Lenine tornou-se cada vez mais dependente de Dzhugashvili, e propô-lo para Secretário-Xeral do Partido Comunista Russo, e a três de Abril de 1922, no décimo primeiro Congresso do Partido, Iosef foi eleito para o cargo. Tratava-se de um novo cargo, que acumulaba com o de Comissário do Pobo para os Assuntos Nacionais e o de Chefe da Inspecçón dos Trabalhadores e Camponeses, de todas formas estaba lonxe da importância que as décadas seguintes lhe dariam. A morte de Lenine, em Xaneiro de 1924, exacerbou a luta entre as facçóns bolcheviques, onde ambiçóns políticas, dissensóns ideolóxicas e meras rivalidades pessoais eram facilmente confundidas. Trotsky Comissário do Pobo para os Assuntos Militares, controlaba o Exército Vermelho, a sua principal fraqueza era o facto de non ter quase nenhum apoio entre a velha guarda bolchevique, que o consideraba como um arrivista. Outros potenciais candidatos eram Grigory Zinoviev, Lev Kamenev e Nikolai Bukharin, para citar apenas alguns dos homes mais poderosos da época. Em Xaneiro de 1925, o Partido obrigou Trotsky a demitir-se do cargo de Comissário dos assuntos militares. A finais de 1927, Trotsky foi exiliádo na lonxínqua Alma Ata, no Cazaquistán. Embora nos últimos anos da década de 1920 a Unión Soviética non tivesse um poder absolucto, Dzhugashvili, como líder máximo, começou a definir as linhas xerais da política soviética em todos os domínios. Neste sentido a partir de 1928, alterou radicalmente a política económica, com o propósito de aplicar na práctica as teorias comunistas. Na realidade a “NEP” só lográra beneficiar verdadeiramente aos pequenos comerciantes e vendedores, e os “Kulaki”, camponeses ricos que prosperabam com a venda libre. Para Iosef Dzhugashvili, mudar a política económica significaba dar um passo em frente na revoluçón e recuperar os ideais orixinários. “Significaba comprometer-se com os obxectivos socialistas e de industrializaçón dos protagonistas da Revoluçón de Outubro.”