
Embora a historiografía relixiosa tradicionalmente cristán, tivesse traçado um retrato heroico sobre as orixes do cistianismo, a verdade é que as perseguiçóns a que a nova fé foi submetida durante os primeiros anos, non passaram de algo errático e pontual. Sem subestimar o sofrimento daqueles que dele padeceram, os imperadores que, como Nero, Domiciano, ou Trajano, oferecerom unha certa resistência durante algum tempo, fizeram-no mais por oportunismo político ou calculismo do que por qualquer intolerância relixiosa. É verdade que, desde as suas orixens, o cristianismo foi considerado unha “religio illicita” (oficialmente non reconhecida) e é-o também o facto de a relixión oficial do Império ser essencialmente unha relixión civil, de Estado. O respeito polos cultos tradicionais e, cada vez mais, pola figura do imperador deificado, desempenhava um papel essencialmente coeso na política: a participaçón em ritos públicos era unha sinal da aceitaçón da autoridade de Roma e, por conseguinte, a sua rexeiçón era um xesto de sediçón política. Mas cumprido este expediente, as autoridades romanas non mostraram particular interesse em controlar a relixiosidade privada dos cidadáns do Império, como proba o facto de que dentro dela coexistisse e se difundisse unha âmpla diversidade de credos e de relixións. As cousas viriam a mudar drasticamente na segunda metade do século III, quando, pola primeira vez na história de Roma, o cirstianismo e a Igrexa, forom albo de três perseguiçóns sistemáticas, em pouco mais de cinquenta anos. Com o passar do tempo, o cristianismo deixou de ser apenas mais unha entre muitas outras seitas orientais, que pululavam polos territórios do Império, para se tornar num culto amplamente difundido em torno de unha organizaçón poderosa, a Igrexa. Unha espécie de Estado que ameaçava a integridade e o poder de um império no qual xá se faziam sentir os efeitos da crise económica, política e militar, que acabariam por enterrá-lo.
E. A. DAL MASCHIO













