
Arístocles expressara algo parecido noutros termos. Também ele defendeu à sua maneira que este mundo que se manifesta aos sentidos e ao conhecimento carece de realidade em si, xá que é unha mera cópia do mundo ideal, cuxa existência é a única verdadeira. Os seres vivos padecem e morrem. O mundo que vemos e representamos é um mundo de cópias, “falso” e está condenado à corrupçón e à caducidade. O verdadeiro está constituído polas ideias eternas das cousas, enquanto as próprias cousas possuem unha realidade ilusória e fenomenolóxica. A maioria dos seres vive no mundo da opinión e no mundo dos fenómenos, non da verdade. O grande ateniense imaxinou os seres humanos como habitantes de unha caverna que, acorrentados às rochas desde a sua infância, só conseguem ver sombras de incontábeis obxectos transportados por outros homes ao passarem por um caminho situado atrás dos prisioneiros e em frente de unha grande fogueira. A luz da fogueira proxecta as sombras dos obxectos nunha enorme parede de rocha à frente dos prisioneiros. Como os transportadores de obxectos falam, as suas vozes parecem as dos obxectos reflectidos. Os inxénuos acorrentados acreditam que essa é a realidade: as sombras e as vozes que surxem das sombras. Só quando um dos prisioneiros é libertado e acede ao mundo exterior percebe a verdadeira realidade externa, iluminada pola luz do sol e que nada tem que ver com a realidade das sombras do mito da caverna. Com a sua teoría da representaçón, Schopenhauer sentia-se solidário com aqueles que o tinham inspirado: Kant, Platón e os sábios que conceberam as ideias “quase sobre-humanas” enunciadas nas Upanisads. Com a sua teoria da representaçón, expressava a perplexidade e o paradoxo de que este mundo em que estamos era, em parte, como um sonho, producto da nossa mente e consciência ou, como expressará mais tarde, do nosso “cérebro”.
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