
AMO E ODEIO. VIVO E MORRO. CONTESTO.
Amo porque amo. Amo sem amar e odeio porque me fazem odiar. Vejo para onde non deveria ver e encontro-me com quê?… Banca fraudulenta; associativismo interessado nas mais pequenas coisas. Corrupçao brutal na classe política, como a recente demissao do ministro de Turismo brasileiro. Absentismo dos sindicatos ligados a correntes políticas da velha esquerda. Os sistemas nacionais de saúde a falharem ou dizendo-nos que estao falidos. Direitos laborais espoliádos. A proteçao social aos trabalhadores despedidos, minguando de maneira cruel e assustadora. Regioes da Terra, marcadas pela fome. Guerras inventadas em regioes onde o petróleo ou os carreiros do ópio som vitais. Países sem liberdade, nem direitos humanos garantidos, como a China, a impor critérios financeiros ao mundo. Trabalho escravo em países emergentes. Exploraçao de menores em idade escolar. Economicismo de banca rota a comandar as filosofias económicas de governos dos países da velha Europa. Relançamento de ideias e legislaçao xenófobas. Estudantes sem futuro. Futuro sem sonho. O silêncio dos Poetas. A boca fechada dos Filósofos. Os pedreiros libres, esquecendo-se do homem. A inópia dos media. O futebol como referente social. A Igreja entre escândalos sociais e sexuais. O FMI ao serviço de desconhecido interesse. Os patriotas, vendendo Pátrias a retalho. A lingerie como signo de emancipaçao. As televisoes a fazer do Tédio e da falta de privacidade virtude. Os campos de golfe a substituir searas. Os automóveis a empenhar o espírito de aventura. A Banca a mandar nas vontades e desejos. Os parvos a ser nomeados ministros. Os ministros transformados em porteiros dos grandes especuladores. Vejo para onde non deveria e encontro-me com quê? Com merda! Com a Troica em Lisboa.
JOSÉ LUÍS MONTERO MONTERO













