É nosso intuito destacar que na medida em que aprobamos a presença do útil ou do agradábel, em muitos casos non estando de forma algunha relacionados com o nosso bem-estar (como por exemplo, nunha narrativa de algo que aconteceu há séculos ou num país distante), parece que debemos admitir que, além de nos amarmos a nós próprios, non nos som indiferentes os interesses dos outros ou a sua felicidade. Se os outros choram, é fácil que acabemos a chorar com eles. Se os outros riem, nós rimos com eles. A contemplaçón da felicidade dos outros (quando non há espaço para a invexa ou desexo de vingança, isto é muito importante) dá-nos prazer de unha forma natural, assim como a sua dor e tristeza nos causam afliçón. Isto parece indissociábel da nossa estructura e constituiçón. Porém, apenas as mentes mais xenerosas se sentem impulsionadas a procurar com entusiasmo o bem dos outros e a nutrir unha verdadeira paixón polo seu bem-estar. Nos homes de pouco espírito (chamemos-lhes assim), esta simpatia non vai além de unha leve emoçón da imaxinaçón que só serve para produzir sentimentos de complacência e censura, fazendo aplicar ao obxecto apenas termos honrosos ou desonrosos. Por outras palabras, a simpatia ou princípio de humanidade non constitui em muitas pessoas um princípio de acçón. Non podemos contar com ele na vida política, embora non se deba duvidar da sua existência. Serve-nos para fazermos xuízos morais, que é aquilo que mais nos interessa investigar na presente exposiçón.
Os chinêses, falan de unha era, durante a dinastía Hsia (c. 2205 a 1782 a. C.), na qual o nosso entorno cósmico variou súbitamente. Apareceram dez soles no céu. A xente na Terra sofreu muito de tanto calor, de maneira que o Imperador ordenou a um célebre arqueiro que disparára contra os soles adicionais. O arqueiro foi recompensado com unha píldora, que tinha o poder da imortalidade, mas a sua mulher liscou-lha. E, por este delíto foi desterrada para a Lúa. Os chinêses, estábam no certo ao pensar que um sistema solar com dez soles, non resultaría acolhedor para a vida humana. Actualmente sabemos que, aínda que se nos ofertaríam grandes possibilidades de bronceádo, a vida probabelmente non se desarrolharía nunca, num sistema solar com múltiples soles. As razóns non som tán sinxélas, como o calor asfixiante imaxinádo na lenda chinêsa. De feito, um planeta podería ter unha temperatura agradábel, aínda que orbitrára ó redor de múltiples soles, ao menos durante um certo intervalo. Mas, parece improbábel que assím se púdera alcançar um aquecimento uniforme durante largos intervalos de tempo, situaçón que parece necessária para a vida. Para saber porqué, consideremos o que acontece com o tipo mais sinxélo de sistema de múltiples estrelas, um sistema com dous soles, que é denominado unha “estrela binária”. Aproximadamente, a metade das estrelas do firmamento som de tais sistemas. Mas, incluso os sistemas binários sinxélos, só podem manter certos tipos de órbitas estábeis. E, em cada unha delas, é probábel que haxa intervalos de tempo em que o planeta está demasiádo quente ou demasiádo frio, para poder albergar vida. A situaçón sería ainda pior para sistemas com muitas estrelas.
FERNÁNDEZ DE CÓRDOBA, Fernando (Buenos Aires, 1809 – 1883). Historiador e autor de memórias. Foi nomeádo Marqués de Mendigorria, polas suas façanhas militares. Lutou na primeira guerra carlista (1833-1844), baixo as ordens do seu irmán Luis, xeneral do exército do Norte. Foi a Roma ao mando das tropas espanholas, para axudar a Pío IX. Nomeádo presidente do concelho de ministros em 1854 e ocupou o cargo de ministro da Defesa em 1864. Desde 1873 dedicou-se a escreber. Escrebeu “Mis memorias íntimas” ( três volûmes, 1886-1889), autobiografía que abarca o período desde o ascênso ao trono de Fernando VII, até o derrocamento de Isabel II. A sua primeira obra foi “Memoria sobre los sucesos políticos ocurridos en Madrid los días 17, 18 y 19 de julio de 1854” (1855).
FERNÁNDEZ DE CONSTANTINA, Juan (principios do século XVI). Compilador da “Guirnalda esmaltada de galanes y elocuentes decires de diversos autores” (1520 ?), estreitamente relacionada com o “Cancionero de Hernando del Castillo”, aínda que probabelmente sexa anterior. É conhecído também como “Cancionero de Constantina”. Comprehende poetas da época de Enrique IV e dos Reis Católicos.
Xá que o estudo em segredo daqueles autodidactas, implicaba o risco de ser expulso da escola, quem participara num círculo político debía ser consciente do perigo que esse “pasatempo” significaba para a sua liberdade e também para a sua vida. “Às reunións do círculo vinha de vez em quando algúm membro do partido do Proletariat que estaba aínda em liberdade: daba unha orientaçón ou contaba algo sobre a história do movimento revolucionario no Occidente ou na Russia, ou começaba a impartir um curso de socialismo –recorda Adolf Warski, quem, anos mais tarde, sería um dos amigos mais íntimos de Rozalia–. Mas estas actividades acababam sempre depois de unha ou duas liçóns. E o conferenciante desaparecía logo, detrás dos muros do pabilhón da cidadela de Varsovia ou escapaba para o estranxeiro.” Aqueles desexosos de saber contabam para a sua formaçón política na clandestinidade com alguns panflectos em polaco, ruso ou alemán, que quedabam dos grupos que tinham sído detídos, e passabam de mán em mán como relíquias. O ideal de unha sociedade xusta e digna, sempre chamou os xóvens com inquietudes, e agora, na forma de um socialismo concebido por Karl Marx e polos seus precursores, exercía unha forte fascinaçón entre os alumnos rebeldes da Polonia. Nos anos 1887 e 1888, entraram no círculo os primeiros escritos de Karl Marx; sobre tudo, o “Manifesto comunista” na traducçón rusa de Plejanov. Desde os anos oitenta existía também unha edicçón polaca. Era um material que tinha entrado no país como contrabando, baixo riscos de morte. As revistas socialistas eram imprésas no estranxeiro e traíam-nas mensaxeiros a través da fronteira. Em 1888 e 1889, voltárom a produzir-se na Polónia arrestos massívos. Foi por aquel entón, quando Rozalia escrebeu a dedicatoria no seu retrato. Em muitos sentidos, Rozalia estaba em desvantáxem: había crescído num país ocupado, era xudía, non era varón e tinha um defeito físico. Talvés sonhaba com superar todos esses obstáculos ou equipará-los mediante um posto e unha profissón, mas esta vía lhe estaba vedada. Por outro lado, tinha-se graduado de secundária, com as melhores notas da sua clásse, albergaba unha educaçón âmpla e o valor de pensar em contra das convençóns. Non obstânte, as universidades da Polonia e da Russia non admitíam mulheres. Rozalia non quería levar a mesma vida que a sua nái, e certamente tampouco que a sua irmán Hannah, que entre tanto había superado os trinta e representaba o papel de unha servínte dentro da família. Xá tinha vivido de perto a busca humilhante e infructuosa de um marido para a sua irmán coxa. ¿Acaso a “Universidade Ambulante” lhe ofertaría unha alternativa? Esta associaçón ilegal era um programa educativo para meninas e mulheres com nível secundário, impartido no maior dos segredos, de noite e aos Domingos, por docentes progressistas; as liçóns entraríam mais tarde em conflícto com o direito vixente.
Xá avancei várias vezes que a “Ciência da Lóxica” é simultaneamente o núcleo e aquilo em que está sustentado todo o edifício hegeliano. O motor oculto, a finalidade, que reside por trás das diferentes figuras que se sucedem nessa aventura que a “Fenomenoloxía do Espírito” descreve sería alcançar o equivalente ao platónico campo eidético, o lugar onde a razón se realiza. A natureza é unha alienaçón do campo das ideias, unha alienaçón prevista na própria ideia e rexída por um conceito que, finalmente, obriga a natureza a retornar à sua orixem: “O movimento da ideia de natureza implica que ela saia da sua imediatez para aceder ao seu fundo, suprimir-se a si própria e transformar-se em espírito”. Podemos, pois, dizer que sem essa “Ciência da Lóxica” sobre a qual tudo xira, tornam-se, de facto, inintelixíbeis os restantes libros que componhem o sistema. E de que trata a “Ciência da Lóxica”? Resumir o conteúdo é obviamente unha taréfa árdua, mas podemos abordá-la por algum lado; por exemplo, considerando o que nela se diz sobre o conceito de realidade. Hegel serve-se unha vez mais do conceito de Deus, mas desta vez no sentido literalmente panteísta de “conxunto de realidades” e para indicar o que Deus, assim concebido, sem dúvida non é. A concepçón segundo a qual, em primeiro lugar, as cousas som o que som e apenas, em segundo lugar, entram em relaçón diferêncial unhas em relaçón às outras, recebe a estocada final em pensadores como Hegel, embora este non sexa o único. Leibniz tinha preparado o terreno, enunciando princípios que é necessário recordar e contextualizar.
“Às vezes leio unhas páxinas ante a grabadora e as escuto depois, a ver como resultam. O som importa-me muito e, dentro do possíbel, aspíro a manter o rítmo dactílico, que é o meu, o da minha fala galega orixinal.”
GONZALO TORRENTE BALLESTER
–Só contam as palabras, o resto non é mais que charlataneria.
–A palabra é um dos primeiros xoguetes do bébé.
–As palabras formam histórias.
–Às vezes temos muitas ideias, e estamos carentes de palabras.
–Platón consideraba, que a orixem da escritura, debía-se ao instânte, em que se perdía o uso da razón.
–O ser humano aprende a partir dos sentidos, principalmente da vista.
–Começar com um borrador e ir organizando e melhorando o texto depois.
–Abrir um arquivo de escritores, a partir das leituras feitas e com as notas extraídas.
–Elaborar antoloxías de escrítos, que anónimos por este mundo circulam, de histórias quasi-perdidas, de contos ou de refráns populares, etc…
Quatro partes claramente diferêntes encerra o primeiro concilio Toledano, tal como chegou até nós: os “Cánones disciplinares”, a “Assertio fidei contra priscilianistas”, as “fórmulas de abxuraçón pronunciádas por Sinfosio, Dictinio, etc…” e a “sentencia definitiva”, que os admíte ao grémio da Igrexa. A autenticidade e enlace de todos estes documentos foi demostráda polo doutíssimo P. Flórez (tomo seis de La España Sagrada). Os cánones som vinte, e neles pouco me demorarei. O número quatorze, está dirixído contra os priscilianistas, que recebíam a comunhón sacrílexamente, sem consumir a sagrada forma. O vinte, manda que só o bispo, e non os presbíteros (como se facía nalgunhas províncias), conságrem o crisma. Dos restantes, uns tendem a evitar irregularidades nas ordenaçóns, e vedando o numero dous, que os penitentes públicos, passem de “ostiarios” ou de “leitores” (isto só em caso de necessidade absolucta), a non ser que sexam subdiáconos antes de ter caído em pecado; outros intímam aos clérigos a assistência às suas igrexas e ao sacrifício quotidiano; lhes prohibem passar de um obispado a outro, a non ser que da herexía tornem à fé e separem do gremio da Igrexa ao que comunique com os excomulgados. Relaçón, aínda que indirecta, parece ter com as costumes introducidas polos priscilianistas o canon seis, a teôr do qual as vírxens consagradas a Deus, non debem assistir a convites nem reunións, mem ter familiaridade excessiva com o seu confesor, nem com lego ou sacerdote algúm. Unha prohibición semelhante vimos no concilio de Zaragoza. A continuaçón dos Cánones veio a “Regula fidei contra omnes haereses, maxime contra priscillianistas”, documento precioso, que tem para a nossa Igrexa a mesma ou parecida importância que o “símbolo Niceno” para a Igrexa universal. Testemunha brilhante da pureza da fé espanhola naquel revoltádo século, prenda de gloria e de imortalidade para os bispos que a subscreberam na “Regula fidei”, obra de tal natureza e interésse para o nosso trabalho, que convém traduzí-la íntegra, e de “verbo ad verbum”, sem perxuízo de comentar, mais adiante, algunhas das suas cláusulas: “Acreditamos num só e verdadeiro Deus omnipotente, Pai, Filho e Espírito Santo. Facedor de todas as cousas vissíbeis e non vissíbeis, do céu e da terra. Acreditamos que há um só Deus, e unha Trindade da substância divina; que o Pai non é o Filho; que o Filho non é o Pai; mas o Filho de Deus é da natureza do Pai; que o Espírito Santo, o Paráclito, non é o Filho nem o Pai, mas procede do Pai e do Filho. É, pois, non enxendrado o Pai, enxendrado o Filho, non enxendrado o Espírito Santo, mas procedente do Pai e do Filho. O Pai é aquele cuxa voz se escutou nos céus: Este é o meu filho amado, em quem tenho todas as minhas compracenças: escutáde-o a Ele. O Filho é aquel que dizía: Eu procedím do Pai e vinhem de Deus a este mundo. O Paráclito é o Espírito Santo, de quem falou o Filho: Se eu non voltar ao Pai, non virá o Espírito. Afirmamos esta Trindade diferênte em pessoas, unha em substância, indivissíbel e sem diferênça em virtude, poder e maxestade.
FERNÁNDEZ DE AVELLANEDA, Alonso. Nome, probabelmente pseudónimo do autor do espúreo “Segundo tomo del ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha, que contiene su tercera salida; y es la quinta parte de sus aventuras” (Tarragona, 1614). A sua autoría é um enígma. Forom propostos como autores: fray Luis de Aliaga, confesor de Felipe III; um obscuro poeta aragonês, Alfonso Lamberto; Guillén de Castro; Tirso de Molina; Joan Martí; Andrés Pérez; Juan Blanco de Paz; Lope de Vega; Quevedo; Alonso de Ledesma; e muitos outros, inclúso ao mesmo Cervantes. Nesta continuaçón espúrea, chega-se a insultar a Cervantes no prólogo. Don Quixote aparece como um louco carente de saber e doutrina, cuxas aventuras resultam unicamente cómicas e que acaba no manicómio de Toledo. O autor afirma no prólogo que Cervantes insultou a Lope de Vega, a quem o autor está defendendo. Cervantes, tomou xusta vingança de tudo isto, na sua própria segunda parte. Este Quixote espúreo, que xa non está namorado de Dulcinea, chega às xustas de Zaragoza (quando estas xá tinham acabado); sofrendo as burlas de don Álvaro de Tarfe; léva à prostituta Bárbara à côrte, baixo o nome de raínha Zenóbia; finalmente cura-se da sua loucura em Toledo, a expensas de don Álvaro, que axuda também a Sancho, a Teresa Panza e consegue que Bárbara entre nunha casa de penitência. Há duas importântes novelas intercaládas ( da mesma forma que “El curioso impertinente” é intercaláda em Quixote, I): “El rico desesperado” e “Los felices amantes”.
Embora sexa verdade que os primeiros lasers eram fontes de luz contínua, existem muitos lasers que xéram impulsos de luz durante um período de tempo muito curto, os chamados “lasers pulsados”. Como concentramos a enerxía de um laser num período de tempo muito curto, conseguimos atinxir potências muito elevadas. O laser mais potente algunha vez criado está localizado na Roménia e faz parte de um consórcio europeu chamado “ELI” (Extreme Light Infrastructure). A potência de pico deste laser é de 10 PW. A potência instalada da rede eléctrica espanhola, por exemplo, é de aproximadamente 100 GW, um valor 100.000 vezes inferior à potência de pico do “ELI”. A questón é: quam curtos podem ser os nossos lasers? Recorrendo a um processo óptico non linear extremo, chamado xeraçón de harmónicas elevadas, conseguímos obter os impulsos laser mais curtos até à data, com unha duraçón de quarenta e três attosegundos (0.000 000 000 000 000 000 000 000 043 s). A semente do laser, foi entón plantada por Albert Einstein em 1916. No entanto, como muitas contribuiçóns em física fundamental, foram necessárias algunhas décadas para que o primeiro laser se tornasse unha realidade. Em 1960, Theodore Maiman conseguíu criar a primeira fonte artificial de luz coherente, o laser era unha realidade, utilizando o rubi como meio activo. A ideia do laser deixou de ser unha curiosidade teórica para se tornar unha realidade que abríu imediatamente a porta a muitas aplicaçóns na ciência e na tecnoloxía.
Embora a prioridade lóxica do trabalho alienado sobre a propriedade privada continue a ser unha questón em aberto, há que reconhecer que Marx a estabelece com firmeza. É verdade que a relaçón entre os dous conceitos a entende como “feedback”, como unha determinaçón mútua, unha interaçón recíproca: “Só no último destaque do seu desenvolvimento descobre de novo o segredo da propriedade privada, isto é, em primiero lugar, que é o producto do trabalho alienado, e, em segundo lugar, que é o meio polo qual o trabalho se aliena, a “realizaçón desta alienaçón”. A sua insistência na ordem das categorias, non é um mero capricho metodolóxico teórico; Marx pensa que aí se xoga a possibilidade da revoluçón e do seu conteúdo, que requer estar na posse da sua ordem. A aboliçón da propriedade privada e, portanto, do trabalho assalariado capitalista non acaba com o trabalho alienado. Só a aboliçón do trabalho alienado (que inclui, obviamente, a aboliçón do trabalho assalariado capitalista e da propriedade privada) restituirá a unidade profunda e natural nas relaçóns pessoais, permitindo um desenvolvimento das faculdades individuais que “non podería ser possíbel sem a colaboraçón harmoniosa dos homes consagrados a tarefas comuns no domínio da produçón material. (…) Criaçón e criador da sociedade, o home só pode atinxir a sua plenitude individual nunha actividade doctada de valor social, de alcance social”.
Hai dous xeitos de ver a festa de Santa Marta, ou mellor tres, por mais que dous deles sexan complementários: o lúdico, o cultural e o relixioso. Lúdicamente pode contemplarse a festa como expresión anterga da expresión relixiosa ou festiva dos máis antigos povoadores da terra galega. Ritos, landas, xeitos de entender a vida, cultura das raigames próprias dun povo… Lúdicamente, a festa de Santa Marta de Ribarteme é o grande rito da iniciación á loucura colectiva: loucura relixiosa, ir máis alá dun mesmo para chegar “ao outro lado”, “ao sobrenatural”. Sempre se trascende dun mesmo na expresión da masa. Culturalmente, a cousa poderia estar máis clara: a falta de mentalidade, en xeral, para ser capaz de disociar relixión, ritos anteriores ao cristianismo e, ao mesmo tempo, negócio de esmola. Por chamarlle dalgun xeito. Culturalmente apréciase un grande retroceso, nos últimos anos, na preséncia de mortaxas de oferecidos á santa. Iso poderia ser un bon indicador. Polo de agora non o é pois que unha anduriña non fai primavera. Para constatar iso son necesários moitos anos de non asisténcia de amortaxados á procesión. Culturalmente, bon é conservar a tradición, a festa, o xantar, a banda nos pasacorredoiras, os xogos dos nenos, as rosquilleiras, a verbena noturna, todo aquilo que forma parte da cultura popular galega. Relixiosamente, parece que o actual sacerdote da parróquia está contento con que as expresións primitivas das mortaxas vaian sendo eliminadas. Sempre, a boa fé, é mellor unha pregária, que unha representación teatral cara os demais.
FERNÁNDEZ DE ANDRADA, Andrés (Sevilla, s. XVII). Capitán cuxa importância literária estríba em que Adolfo de Castro e Dámaso Alonso, lhe atribuíram a “Epístola moral a Fabio”, um dos poemas mais fermosos do século XVII. Aparte da existência de um poema fragmentário sobre a sua conquista de Larache (1610), pouco se sabe de Fernández de Andrada. Dámaso Alonso logrou identificar unha personáxe contemporânea de igual nome em México, mas non aporta dados suficiêntes para demostrar, que se trata da mesma pessoa.
FERNÁNDEZ ARDAVÍN, Luis (Madrid, 1891 – 1962). Poeta e dramaturgo. Os seus primeiros poemas aparecerom em “Meditaciones” (1913) e os posteriores em “A mitad del camino” (1944). As suas obras mais conhecidas som os seus dramas em verso, como os dramas históricos “Rosa de Francia; “La vidriera milagrosa” (1925); “La florista de la reina” (1939); “El doncel romántico”, que transcorre em tempos de Larra; e “La dama del armiño” (1922), situada em âmbiente toledano do século XVI com a família do Greco. O melhor de Fernández é a sua versificaçón. O pior é a sua composiçón dramática e os anacronismos. Aproveitou-se do éxito de Feliu, com “La Dolores” para compôr a sua “La hija de la Dolores” (1927). Os seus contos encontram-se em “El hijo” (1921). Traducíu a Sófocles, Goethe, Balzac e outros autores.
Ao tratar a vigorosa sembrança do Canciller, Menéndez y Pelayo, concreta desta forma a sua silhueta humana: “Acertó a atravesar con fama de hombre honrado y de buen caballero el calamitoso siglo XIV, sin mancharse, como casi todos sus contemporáneos, con actos de brutal fiereza, sin cometer ninguna acción positivamente indigna, pero sin descuidar un punto el propio provecho, sacando partido hasta de sus desgracias y reveses, para acumular sin tasa, pero también sin escándalo de nadie, señoríos, alcaldías, tenencias, heredamientos y buena cantidad de sonantes doblas… Su larga vida, que le permitió alcanzar cinco reyes en Castilla, fue una obra maestra de engrandecimiento y medro personal, una verdadera obra de arte más interesante que su “Rimado de Palacio”, aunque menos noble y severa que sus “Crónicas”. Es cierto que la fortuna no le desamparó nunca, pero fue porque él supo forzar a la fortuna y someterla a la fría combinación de sus cálculos, que no le fallaron ni una vez sola, porque iban fundados en profunda observación de la naturaleza humana. Quien escriba la historia de nuestra Edad Media, verá en él el primer tipo de hombre moderno”.