
Apesar de o “Principia” ter sido considerado “um dos libros mais inacessíveis que algunha vez foi escrito” (Newton fíxo de propósito, a fim de non ser incomodado por “diletantes” da matemática, como lhes chamaba), passou a ser um farol para quem o conseguía seguir. Non só explicaba matematicamente as órbitas dos corpos celestes, como também identificaba a força de atracçón que os mantinha em movimento –a gravidade. De repente, todo e qualquer movimento do universo passaba a ter sentido. O “Principia” baseava-se nas três leis newtonianas do movimento (que determinam, em termos muito xerais, que um obxecto se move na direcçón em que é empurrado; que continuará a mover-se em linha recta até que outra força vá axir sobre ele, de forma a reduzir ou a parar esse movimento e que toda a acçón tem unha reacçón oposta e equivalente), bem como na sua lei universal da gravitaçón. Isto veio demonstrar que todo o obxecto no universo “dá um puxón” em todos os outros. Pode non parecer mas, enquanto está aí sentado, está simultaneamente a puxar por tudo à sua volta –paredes, tecto, candeeiro, cán — para si, para o seu pequeno (melhor, pequeníssimo) campo gravitacional. E essas cousas também o están a puxar a sí. Foi Newton quem percebeu que a atracçón entre dous obxectos é, para citar Feynman outra vez, “proporcional à massa de cada um, e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles”. Dito de outra maneira, se duplicar a distância entre dous obxectos, a atracçón entre eles passa a ser quatro vezes mais fraca, o que se pode traduzir pola fórmula clássica, fórmula que, evidentemente, será muito difícil para qualquer um de nós, pobres mortais, utilizar na sua vida práctica, mas sempre dá para lhe admirarmos a sucinta elegância. Duas breves multiplicaçóns, unha simples divisón e… zás, ficamos a saber a nossa posiçón gravitacional onde quer que vamos. Foi a primeira lei da natureza de carácter realmente universal a ser produzida pola mente humana, razón pola qual Newton passou a ser tán universalmente admirado. A elaboraçón do “Principia” non foi exactamente unha tarefa simples. Para terror de Halley, Newton e Hooke entraram em conflícto pola reivindicaçón da lei do inverso do quadrado das distâncias, polo que Newton se recusou a entregar o crucial terceiro volûme, sem o qual os dous primeiros pouco sentido teríam. Foi preciso que Halley utilizasse todos os seus talentos diplomáticos, correndo esbaforído entre um e outro enquanto dispensava rios de lisonxas, para conseguir finalmente arrancar o volûme final ao caprichoso professor. Mas os traumas de Halley non iam ficar por aqui. A Royal Society tinha prometido publicar o trabalho, mas resolveu desistir nesse momento, alegando problemas financeiros. No ano anterior tinha financiádo um dispendioso fracasso, “The History of Fishes”, e começava a suspeitar que um tratado sobre princípios matemáticos non sería propriamente acolhido com um entusiasmo desenfreado. Halley, que non dispunha de grandes meios, acabou por pagar a publicaçón do libro do seu próprio pecúnio. Como de costûme, Newton non deu qualquer contributo. Para piorar ainda mais a situaçón, Halley, que acabara de aceitar um lugar como secretário da Society, foi informado que esta deixara de poder pagar-lhe o prometido salário de cinquenta libras anuais. Em vez disso, ia ser pago em exemplares da “History of Fishes”…
BILL BRYSON














