ETCHEBARNE, Miguel D. (Tigre, Buenos Aires, 1915). Poeta arxentino que se inspirou na vida dos “compadres” ou gangsters urbanos. A sua obra mais importânte foi “Juan Nadie: vida y muerte de un compadre” (1954), da qual Borges afirmou, que xá lhe gostaría a ele habéla escríto. Ao mesmo tempo, é unha obra abstrácta, universal e alegórica, ademais de um retrato cheio de vida e verossimilitude. Outras obras suas som: “Poema de arroyo y alma” (1937), “El arroyo perdido” (1941), “Religión de soledad” (1943), “Lejanía” (1945), “Soliloquio” (1947), “Campo de Buenos Aires” (1948) e “En este valle de lágrimas” (1949). Compilou a antoloxía “La Pampa” (1946).
Iosef Vizsarionovich Dzhugashvili depois de receber o mando, participou no planeamento de variádas operaçóns contra as tropas Brancas. Mostrou pola primeira vez algunhas das suas características para futuras intervençóns militares. Durante estes meses, Iosef mostrou ser um lider de acçón e que non tinha medo. Ao contrário de Lenine e de outros líderes bolcheviques, non estaba a seguir os acontecimentos a partir de um gabinete lonxe da frente. As tropas Brancas conquistarom Volgogrado em Xunho de 1919, depois de Iosef xá ter partído. Efectuóu unha purga no exército, na zona que estaba baixo o seu control, sobre tudo contra o corpo de oficiais. Após o início da guerra civil, Trotsky tinha adoptado unha política de recrutamento, alegando que iría melhorar as capacidades militares do Exército Vermelho. Mas, Dzugashvili, despedíu todos os antigos oficiais czaristas dos seus reximentos de Volgogrado, incluíndo o comandante da frente do Cáucaso do Norte, Andrei Snesarev. Perante as críticas, foi obrigado a regressar a Moscovo, onde, no entanto, ninguém o responsabilizou. Era um home de confiança, em quem se podía confiar. Por conseguinte, recebeu no final de 1918 e 1919, a ordem de deslocar-se para o frente de Perm, perto dos Urais, seguidamente para Petrogrado e, mais tarde, regressou ao Cáucaso, como Presidente do Conselho Militar Revolucionário da Frente Sul. Em Febreiro de 1920, sem abandonar o Comissariádo do Povo para Assuntos das Nacionalidades e o seu lugar no “Politburo”, assumíu a direcçón da recém-criáda Inspecçón dos Trabalhadores e Camponeses. No final de 1919, as tropas do Exército Branco estabam practicamente derrotadas. Mas, o governo polaco, que tinha apoiádo o Exército Branco e favorecido a causa da indepêndencia da Ucrânia, na esperança de criar unha confederaçón com unha Ucrânia independente. Na Primavera de 1920, as tropas polacas tomárom Kiev e o seu avanço parecía imparábel. Non obstânte, unha rápida reaçón soviética, com a reconquista de Kiev em Xunho, levou a Lenine a aprobar unha campanha para tomar Varsóvia e promover o comunismo na Polónia. Iosef Vizsarionovich, defendeu as suas dúvidas sobre esta aventura polaca, perante o “Politburo”, um organismo que viría a ganhar cada vez maior importância. Segundo el, o Exército Vermelho, estaba gravemente deficitário para semelhante guerra. Avisou também que a presença do baron Pyotr Wrangel, um dos principais chefes militares brancos na Crimeia, resurxía como unha ameaça do movimento branco. Também manifestou dúvidas com respeito ao apoio do povo poláco a um governo comunista. Foi tudo em ván, o “Politburo”, rexeitou as alegaçóns, e “Estaline” tívo que submeter-se aos dictámes do organismo dirixente, e assumir responsabilidades militares no frente. Como Comandante da Frente Sudoeste Polaca. Concentrou os seus esforços na captura de Lvive, sem chegar a unha desobediência aberta, mostrou-se frequentemente contrário aos pláns militares dictados por Moscovo, que tinham como prioridade a captura da capital polaca. Quando, em Agosto de 1920, as tropas soviéticas forom derrotadas na Batalha de Varsóvia, quedou claro que a guerra estaba perdida. Em Outubro de 1920, o “Politburo” acusou a “Estaline”, de ser o principal responsábel polo fracasso, debído à insobordinaçón, à incompetência militar e à ambiçón de triunfo pessoal. Os que de facto, forom os principais responsábeis do ataque sobre Polónia, Lenine e Trotsky, criticávam-no agora abertamente polo resultado.
ETCHAHOUNIA, Pierre Topet d’ (Etchahounia, País Vasco françês, 1786-1862). Importante poeta vasco. Ao ser-lhe prohibído o matrimónio com unha garota de escasos recursos económicos, amaldiço-ou o seu pai no famoso verso, “Que Dios maldiga a Gaztelondo Topet / y a todos aquellos que entregan su corazón a muchachas sin dinero”. Non obstânte, obedeceu aos seus pais e casou com unha mulher rica, à qual aborrecía. Depois de lhe bater, foi encarcerado. Ao sair, ouvíu que o tinha enganado com outro, logo, ráudo e velóz matou-o. Mas, resulta que era inocente, e acabou com os ossos na cárcere unha vez mais. O seu pai e o seu filho, recusárom aceitá-lo no seu lar, e passou a madurez e a velhíce, na pobreza e no exílio, vivendo como um xograr e competidor em xustas poéticas. Os versos que lográrom sobreviver som todos espelho de um profundo agnosticismo e trata predominantemente de elexías e sátiras. Foi-lhe permitido voltar do desterro, depois de reconciliar-se com a Igrexa, mas a sua família queimou grande parte dos seus manuscríptos nunha fogueira pública, pouco antes da sua morte. Afortunadamente, a sua poesía era de tipo tradicional e foi reconstruída fácilmente por quem a había disfrutado. Reunída por primeira vez em “Chants populaires du Pays Basque: paroles et musique originales de J. D. J. Salaverry (Bayona, 1870) e de novo noutra ediçón de 1946.
Observe-se, a propósito desse texto, o seguinte: se cada polo sentisse plenitude em si mesmo, se ignorasse o outro polo, non teria saudade do inteiro. A saudade do inteiro pressupôn considerar-se polo da cisón; isto é, fruto ou resultado da cisón. A única forma de superar a cisón é assumi-la, ou sexa, rexeitar a miraxem que consiste em ver-se como tendo entidade por si próprio, o que apenas manteria em segundo lugar – e acidentalmente – relaçón com a outra entidade. A cisón é unha cisón naquilo que constitui unha unidade, ou melhor, a cisón é polarizaçón daquilo que constitui assencialmente unha unidade; com esta precisón, quero indicar que os polos da cisón non têm unha subsistência independente, que cada um debe ser considerado dentro da unidade que forma com o outro, e como esta unidade está quebrada, cada um deles é carência ou ferida. “O homem é um nó de relaçóns”, indicava Saint-Exupéry, mas trai-se o essencial de dita asserçón, se considerar-mos, que há um ser do home prévio a este seu ser em relaçón. Trai-se igualmente, se se considerar que a relaçón reside num fundo de neutralidade, que se podería traduzir em tensón mas também em complementariedade. A cisón no uno, traduzida em polaridade, é a condiçón da identidade, mas o que é polarizado desta forma non se vincula na neutralidade face ao outro `polo, mas em oposiçón a ele e, em última instância, em contradiçón.
ESTUPIÑAN BASS, Nelson (Esmeraldas, 1915). Poeta equatoriano que também cultivou a novela. Reproduzíu a poesía tradicional da área de Esmeraldas em Timuarán e Cuabú, mas é mais conhecido como novelista pola obra “Cuando los guayacanes florecían” (1954), situada em Esmeraldas durante a segunda década do século XX, quando os campesinos se convertirom em guerrilheiros às órdens do coronel Carlos Concha, contra o rexíme de Leónidas Plaza Gutiérrez. Outra novela importante foi “El paraíso” (1958), também sobre Esmeraldas, onde narra como foi linchado polo pobo o filho de um ministro corrupto.
ESTUDIANTE DE SALAMANCA, El (duas partes, 1836 – 1837). Obra que trata o tema de D. Juan, de unha maneira impressionante dentro do romantismo espanhol, igual que a de Zorrilla. Brilha polas suas estâmpas viváces e imaxinativas, de sostída suspensón e pola excelentes riqueza de metros. Como é comúm na obra de Espronceda
De Xenófanes falou-se até aquí como companheiro de Parménides e Empédocles. De feito, é um escritor que em muitos aspectos pertence a unha clásse própria. Algunhas das afirmaçóns e as opinións que lhe som atribuídas tinham unha influência inequívoca dos filósofos milésios e están asociádas à ilustraçón jónica. Mas Xenófanes também escrebeu elexías que fán comentários sociais e morais à maneira de Solón e Teognis. Foi o inventor dos “silloi”, versos satíricos, e xerou, adoptado mais tarde por Timón de Fliunte, e as suas actividades no Sul de Italia e Sicilia, onde passou grande parte do final da sua vida, déron lugar à tradiçón de que foi o iniciador do movimento eleático em filosofía. Non resulta surprehendente que unha personáxe tán polifacética tenha dado pé a unha multitude de opinións diferentes por parte dos críticos modernos e a erros sobre ele que podem rastrear-se até à Antiguidade. Aristóteles, seguindo a Platón, intentou fazer de Xenófanes o proxenitor do monismo eleático, e restou-lhe importância. Teofrasto non consideraba que as suas ideias foram obxecto da filosofía natural, e a vezes é interpretado erróneamente um comentário de Dióxenes Laercio, para afirmar que Xenófanes foi um rapsoda que daba recitaçóns públicas da obra de Homero. A maioria das dificuldades desaparecem unha vez que se reconhece que vivéu num tempo em que non había fronteiras sólidas entre a poesía e a filosofía. A especulaçón teolóxica e cosmolóxica non foi unha invençón dos “filósofos”: xá aparece em Hesíodo e há rastros dela incluso em Alcmán. A obra que se conserva de Xenófanes es demasiado fragmentária como para permitir unha xeneralizaçón sobre o propósito e os métodos do conxunto da sua poesía. Como outros poetas, tomou um dos seus temas nas festas sociais e o comportamento com relaçón ao vinho. Ión de Quíos; Anacreonte: o seu poema mais longo, combina a descripçón vivida e cheia de encanto dos preparativos para unha festa com regras para anfitrión e convidado, incluída unha proclama sobre afirmaçóns falsas e inmorais sobre os deuses. A crítica aos valores em uso aparece mais destacadamente noutra elexía, onde as recompensas acordadas aos atletas olímpicos victoriosos contrastan com o reconhecimento que ele, Xenófanes, merece pola sua arte e os seus benefícios à cidade. Em seis acres versos condena os gostos luxosos das xentes de Colofón antes de ser conquistadas polos lídios, e as suas elexías também albergan anécdotas pessoais e autobiografía.
ESTRIDENTISMO. Movimento mexicano iniciado em 1922 por Manuel Maples Arce com o seu libro “Andamios interiores” (1922) e “Urbe” (1924). Os seus principais membros forom: Salvador Gallardo, Luis Quintanilla, Germán List Arzubide (autor do libro sobre o grupo “El movimiento estridentista” (1926) e Arqueles Vela (autor de “El café de nadie” (1926). Foi um movimento de poetas de esquerda que intentabam explicar as incongruências do sistema à base de “estridências”. Como o “futurismo italiano”, o estridentismo glorifica o futuro industrial e denósta o passado clássico e romântico. Os seus símbolos som as máquinas, as fábricas e a enerxía em todas as suas formas. O movimento foi fugaz e non deixou maiores influências sobre a literatura mexicana, aínda que se pode assinalar influênças mútuas entre o estridentismo, o ultraísmo e o creacionismo, ou na obra de poetas como Pablo Neruda e outros.
Isto, em quanto às acçóns naturais. E no que respeita às voluntárias, ¿no é certo que o pintor pintará melhor, o escultor esculpirá melhor e o citarista tanherá melhor usando medios e instrumentos mais perfeitos que usando uns mais imperfeitos? ¿É que vai cantar bem um rouco, dançar bem um coxo, escreber bem o maneta? ¿Puido acáso a natureza idear um instrumento mais perfeito que a mán? Ningúm, sem dúvida, como muito bem afirma o nosso Galeno (De usu partium, I). Agora bem, o mais perfeito de todos os animais, o home, para produzir obras mais perfeitas que as dos outros animais, necesitou o instrumento também mais perfeito de todos. ¿É que, se este tivéra sido mais imperfeito, tería podido o home levar a cabo tantas e tán perfeitas taréfas como as que realiza? Non, penso eu. Mas ¿a onde nos leva tudo isto? A probar que tudo o perfeito produze o perfeito, e que se vale do perfeito para a sua producçón. ¿Que se segue de ahí? Isto: que a alma humana perfeitíssima entre todas as criaturas de Deus, necesita um corpo perfeitíssimo para realizar a mais perfeita de todas as acçóns das que é capaz, a saber, o conhecimento perfeito. Dirás: ¿cómo é isto?, a intelecçón non depende do corpo nem recebe axuda algunha dele, senón que é levada a cabo somente pola alma. Isto é falso, como temos probado noutro lugar. Non tem sentido afirmar que a alma entende, como tampouco o tem afirmar que ouve. É o home quem fái ambas cousas, servíndo-se nos dous casos do corpo e da alma, e executando qualquer outra cousa com os dous à vez: non fará nada sem que os dous axudem, colaborem e actúem. Mas, se te manténs nas tuas afirmaçóns, próbo-o unha vez mais. ¿Por qué é éste mais docto e aquél menos? A alma é em ambos igualmente perfeita. Logo a deficiência está no corpo, como tú afirmabas. Logo o mais docto alberga um corpo mais perfeito, sexa qual for o modo como o use, bem para imaxinar, bem para entender. Logo o doctíssimo alberga um corpo perfeitíssimo, e este é o que verdadeiramente sabe. Como debe ser um corpo perfeito, xá o temos dito. E posto que nunca se encontra um así, tampouco se encontrará nunca um conhecimento perfeito, nem, por ende, ciência, que resulta ser o mesmo.
Apagouseme o móbil. O ordenador xa só consulta. O teléfono soa: trim, trim, trim… Do outro lado falouche voz melodiosa pero secreta. Inicía un discurso sobre a soidade. Sabes…, dígoche isto porque no total também non ten excesíva importancia… cada quén elíxe o camiño que máis gusta… non me fagas moito caso… É a voz dunha moza sueca emigrada. Sweden é importante: alí está Estocolmo coas súas cores vívas, alí está o Nobel. A soidade é un polvo de dezaseis brazos. Nin é boa nin é mala, depende do que che apeteza. Dos cirros caen copos de neve nas ruas e algodón no medio, caen sobre os pelos brancos ou loiros, caen, caen, caen, com parsimónia infinita, non intencional, non querendo facer mal a ninguém… A soidade acolle os días de verán, naturalmente festivos, acompañadas incluso polo sol da primavera, por riso e sorriso. Dalí a unha hora o teléfono voltou a tocar: trim, trim, trim…
Disque unha vez a un veciño dunha aldeia, cando ele ou cando a muller, ouvían polas noites ruídos estranos como se andivesen nenos a brincar na casa. –Manecho (chamaba ela moitas noites), ¿Sintes? –Sonche os ratos, muller, ou turrará o gando na corte (dicíalle o home, e coa mesma virábase de outro lado e siguía durmindo. Pero, outras veces era ele que sen recordar de todo preguntaba: –Marica, e logo, ¿auvíchelo? Daquela a muller xa non prendiá máis o sono; era como si un pícaro rastreara a mesa; como se lle costara caro rubir a ela, e dimpois, enriba, brincara ao chan… sintíalle o seu alentar e as pasadas lixeiriñas de pés de crianzo. Unha noite, prenderon luz no candil e rexistraron o sobrado todo; outra vez, acordaron solpresos os dous ao cae-la mesa que fixo trema-la cama; non era cousa deste mundo. Si deixaban alcendido o candil, ninguén lles estorbaba o sono, así dormiron moitas noites, e cando voltaron mata-la luz, daquela voltaron tamén os ruídos: era o sarillo a virar que co seu chío alporecíaos; sintíase outra vez os pulos que o que fose daba na súa estrana brincadeira… pouco a pouco tanto o home coma muller ían esmirrando; non tiñan lor pra nada, e non había outra fala no rueiro e na parroquia, e aconsellou unha veciña: –¿Sabedes o que disque é ben facer? poñede unha cunca de liñaza a reverter atrás da contravidreira e non vos deitedes; cando sintades que a cunca se emvorca dicide daquela: –xa que o tirache apáñao, –e, non fagades máis, escoitade sen facer ruído. Ao chega-la noite dimpois de anxanga-lo gando e rematados tódolos labores de día, encheron unha cunca de liñaza, ben acugulada, botaron as contravidrieiras do sobrado e poñeron a carón delas a cunca na soleira do antepeito, mataron a luz, e co anoto fillo de misterio prendido de anguria, agardaron na tranquiladá da noite trubada pelo amedrentadeiro rilar da couza nas madeiras, e, sucedeu, que a pouquiño abríase a contravidreira, e ¡plaf!, envorcouse a cunca e caeu no chan; o estrondo dun trebón non tocara máis forte; sentiuse un ¡ah! afogado, e Manecho, apreixando as mas da muller para gañar forzas, repetiu as falas da vella: –Xa que o tirache, apáñao. –Daquela hoube que ver, ao enfia-la raiola da lúa pela regandixa das contravidreiras a entreabrir, descobriron acubillado no chan, pé da liñaza, un homiño pequecho, coma un boneco, que collía un a un os graos da linaza e contaba: –un, dous, un dous, –e seu dicir, era lene, cal o murmurio das augas do río, e, –un, dous, un, dous, –seguiu a repetir toda a noite até o día raiar. Éravo-lo trasno, que non sabe contar. Nunca máis, nunca máis, voltou pola casa, aborrecido do traballo que aquela noite levara.
CARRÉ ALVARELLOS, L., (S/A): CONTOS POPULARES DA GALIZA, MUSEO DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA, PORTO. (GALICIA DE CONTO – HÉRCULES DE EDICIONES)
Com o remorso no corpo. O dia dezanove de Xulho, fún à fonte e vexo estar Divina na eira de Vinhó, com o rostro desfigurado. Ao vir de volta díxo-me: “Adeus… xa non me falas?” Pois, xa non me parecía, estaba como com medo, curvada como quem está colhendo algo, e muito tríste. O dia vintiquatro de Xulho de 1937, passaba Divina pola eira da Perica, e díxo: “¡Ola faneca!”, mas sem graça, e à noite vinhem dormir à Portela. Sobre a hora quinta da manhán, tán pronto desperto, ouvín a sua voz fora no caminho “¡¡Ola Manuel XIII!!”. Mas, isto tán real e tán verdadeiro, que eu acreditando que fora regar à veiga da Portela, até me levantei para mirar. Sonhára antes que estaba malo na cama, e vinhéra o Petetas darme um sopapo á vista da Perica, e eu escapara. O vintisete de Xulho de 1937 o Charlot, axudou-me a serrar as ripas do canastro, e fún-lhe fazer unha carta, eu non quería mas ele teimou e pedíu um tinteiro à Senhora Amália. Quando estaba a fazer a carta, entornou-se a tinta toda no chán. O dia 18 de Agosto tívem outro sonho com a Perica e acordei a rir. O dia 31 de Agosto pola manhán, levantei-me com pavor e angustia. Encontrei Chico da Nuva cargando um carro no Cotinho, e fún a xunto da Senhora Tomaza, que estaba em Mouriscados, díxo-me o seguinte: primeiro, que non consultaba a homes porque lhe armabam contos! (mas por fim, despachou-me). ¡¡Sales aquí, mucho atropellado!! Pola casa, desgrácias, picardias, feitiços, emprenhas unha mulher, unha mulher que me “jodía” por completo, uns papeles de Xustiça, uns homes, que se possíbel fora, o seu gosto sería meterme em presídio, dous mais que vinham a por mim, e aínda duas mulheres, unha que se xuntaba corpo a corpo comigo. Ademais, um padecimento por unha mulher morta, que o que quería era talvez unhas missas, e entre todas estas calamidades, tería eu dereito acáso a algunha victória? “Toma conta, que che querem fazer unha traiçón. Saíron unhas mulheres, que estábam contra tí, como um cán de rábia!”
Fichas de pócker, fichas de arquívo. E un Toyota, un Honda, un Peugeot rodando, rodando sobre as vías, os raíles do tren e non se cair a un ou outro lado dos riéles porque se orientan e se equilibran perfeitamente. Reconcilieime coas “galletas María” mais teño que mercar un lector de CDS, un reloxo sen minuteiro e dous poulóveres: necesito-os: un gasto. Remítome a “Borges oral”: “O presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e parece que isso é necessário ao tempo”. “Se nos mostrassem o ser de uma só vez, ficaríamos aniquilados, anulados, mortos. En contrapartida, o tempo é a dádiva da eternidade”. ¿Que di Heidegger? Lembro unha tarde de pócker na casa de un amigo de Uma, lembro o ficheiro da Complutense onde mañá merquei o libro de Maria Helena da Rocha Pereira. O pócker é un mundo, o tren e os riéles algo como que a piques de ser un universo.