
Resulta fácil perceber que se possuirmos qualidades como a xustiça, a xenerosidade, a fidelidade, etc… estas serán muito úteis às pessoas com quem nos relacionamos. Para as pessoas nossas conhecidas, a nossa xenerosidade ou lealdade significam que elas poderán contar com a nossa axuda, caso venham a precisar delas nalgum momento de dificuldade, e que non as iremos abandonar. Torna-se igualmente evidente o facto de que, a cada um de nós, a posse de qualidades como a dilixência, a intelixência ou o espírito emprehendedor nos parece muito útil, xá que nos permitem alcançar os nossos obxectivos de vida. Do mesmo modo, as nossas boas maneiras e a nossa bondade som imediatamente agradábeis aos outros, enquanto o nosso espírito alegre ou a serenidade filosófica que perspectiva todos os acontecimentos da vida revelam-se imediatamente agradábeis a nós próprios. Naturalmente, Hume especifica que, se unha acçón é virtuosa ou viciosa, ela debe ser vista apenas como um sinal de algunha qualidade duradoura da mente, que se manifesta em toda a conducta e que fai parte do carácter pessoal. As acçóns em si mesmas, desde que non resultem de um princípio constante, nunca som consideradas na moral. Também debemos esclarecer que unha mesma qualidade pode ser incluída em várias categorias. Considere-se, por exemplo, que o humor ou a sagacidade som imediatamente agradábeis tanto à pessoa que os possui como a todos os que com ela se relacionam. Ou que a honestidade e a sinceridade som qualidades úteis para os outros, mas, unha vez estabelecidas sobre este fundamento, acabam por ser úteis à pessoa que as possui, pois transformam-se nunha fonte de respeito e confiança. Por exemplo, a fama de possuí-las podería axudá-la a encontrar um bom emprego. Importante também é a observaçón de que determinados comportamentos ou traços de personalidade apenas se tornam virtuosos quando acompanhados de benevolência ou sentido de humanidade; nesta senda Hume escrebe que: “(…) a coraxem e a ambiçón, quando non están reguladas pola benevolência, apenas servem para criar um tirano ou um perigo público. O mesmo acontece com a capacidade de xuízo e a intelixência, e com todas as outras qualidades desse tipo. Em si mesmas som indiferentes aos intereses da sociedade e têm unha tendência para o bem ou para o mal da humanidade, conforme sexam dirixidas por essas outras paixóns”.
GERARDO LÓPEZ SASTRE












