
O teórico anarquista italiano Malatesta, em carta ao seu amigo Luigi Fabbri, descrebe bem a comprometida confusón: “Os nossos amigos bolchevizantes entendem pola expressón “dictadura do proletariado”, o feito revolucionário polo qual os trabalhadores tomam posse da terra e dos instrumentos de trabalho e tratam de constituir unha sociedade na que non haxa lugar unha clásse que explore e escravíce os trabalhadores. Neste caso, “dictadura do proletariado”, significaría dictadura de todos e non sería xá unha dictadura, da mesma maneira que goberno de todos, non é xá um goberno no sentido autoritário, histórico e práctico da palabra”. Mas, para Malatesta o sentido da “dictadura bolchevique” estaba claro: “Em realidade, tratába-se da dictadura de um partido, ou mais bem, dos chefes de um partido. Lenin, Trotsky e os seus companheiros, que seguramente serán revolucionários sincéros, dentro da forma que eles entendem a revoluçón e non traiçoarám, mas preparam os quadros gobernamentais que, servirám aos que venham depois para aproveitar-se da revoluçón e afogá-la. É a história que se repete, “mutatis mutandis”, é a dictadura de Robespierre, que leva ao mesmo à guilhotina e prepara o caminho a Napoleón”. Mas, contudo, Malatesta adxunta, corrixindo em certa maneira o seu pensamento anterior (el mesmo resulta prisioneiro do pensamento da época): “Pode ser também, que muitas cousas que nos parecem malas sexam fruto da situaçón, e que nas circunstâncias especiais da Russía, non houbera sído possíbel obrar de outra maneira. É melhor esperar, tanto mais quanto o que nós digámos non pode alterar as cousas, e o desarrolho dos acontecimentos na Russía. E podería talvez em Itália, ser mal interpretádo e dar a entender que nos fazemos eco das calúmnias interesseiras da reacçón”. Esta carta non se fíxo pública até 1922, polas razóns expostas polo mesmo autor, sexa como for, o pensamento do autor non dá lugar a dúvidas. A postura dos anarquistas sempre estebe clara e era: “Nós respeitamos aos bolcheviques a sua honestidade marxista e admiramos a sua enerxía, mas como non estivémos nunca de acordo com eles no terreno teórico, non saberíamos solidarizar-nos com eles tampouco, quando da teoría passam à práctica”. Na primavera de 1920, nada de quanto sucedía na Russía, era conhecido dunha maneira exacta. O único prevalecente eram as ondanádas de calumnias sobre os revolucionários rusos, que a burguesía lanzaba ao mercado da prensa; por isso, todos os irmáns da clásse, de todas as naçóns os defendíam. A única maneira de apoiar a revoluçón rusa, era desencadear outras no resto dos países. Como afirmamos mais arriba, sabemos que isto influênciou em Buenaventura Durruti, para que voltara à terra.
ABEL PAZ












