EVIA, Jacinto de (Guayaquil, 1729 – 1808). Poeta barroco equatoriano, que publicou “Un ramillete de varias flores poéticas recogidas y cultivadas en los primeros abriles de sus años” (Madrid, 1775), de estilo gongorino. Na obra forom incorporados poemas de outro equatoriano, fray Antonio Bastidas, e do Colombiano Hernando Domínguez Camargo.
Começamos entao, a entender non entendendo as palabras; as frases que também, pensávamos, poderiam ser dirixidas ao vizinho. Olhamos para os que estao no cimo da TV do Shopping e desfiamos-lhes as gravatas. Deixamos de pensar que eles pensam e passamos a considerar que só desejam. Desejam “Poder”; desejam fazer sem utilidade social. Continuamos o passeio dos peregrinos, mas, neste caso sem “Santuário predestinado”, e encontramos que o Governo pretende trocar as palabras e o significado das mesmas; passa-se ao eufemismo político sem alterar a praxis da questón. Fála-se, acompanhados por um coro de personalidades com relevo curricular mais político que académico e de duvidosa sapiência, que non se terá “segundo Resgate, no entanto afirma-se com ares de quem sente orgulho, que chegará a “Cautelar”… Para reforçar a ideia da diferença, que non é tal, ouvimos que non será necessário o apoio da oposiçao. No entanto, sentimos como se omite; se esconde que com tal nova de “Cautelar” a vigilância “estranha” continuará; a direçao continuará a ser a mesma, a nao ser que resolvam mudar de troicos e venham outros tán feios, bonitos, bons ou maus como os troicos que os antecederam. Nada muda; mudam as palabras: Portugal, as EDPs, as CTTs de novo cunho continuaram a ser vendidos e os reformados nao escaparam da tesoura.
Arístocles expressara algo parecido noutros termos. Também ele defendeu à sua maneira que este mundo que se manifesta aos sentidos e ao conhecimento carece de realidade em si, xá que é unha mera cópia do mundo ideal, cuxa existência é a única verdadeira. Os seres vivos padecem e morrem. O mundo que vemos e representamos é um mundo de cópias, “falso” e está condenado à corrupçón e à caducidade. O verdadeiro está constituído polas ideias eternas das cousas, enquanto as próprias cousas possuem unha realidade ilusória e fenomenolóxica. A maioria dos seres vive no mundo da opinión e no mundo dos fenómenos, non da verdade. O grande ateniense imaxinou os seres humanos como habitantes de unha caverna que, acorrentados às rochas desde a sua infância, só conseguem ver sombras de incontábeis obxectos transportados por outros homes ao passarem por um caminho situado atrás dos prisioneiros e em frente de unha grande fogueira. A luz da fogueira proxecta as sombras dos obxectos nunha enorme parede de rocha à frente dos prisioneiros. Como os transportadores de obxectos falam, as suas vozes parecem as dos obxectos reflectidos. Os inxénuos acorrentados acreditam que essa é a realidade: as sombras e as vozes que surxem das sombras. Só quando um dos prisioneiros é libertado e acede ao mundo exterior percebe a verdadeira realidade externa, iluminada pola luz do sol e que nada tem que ver com a realidade das sombras do mito da caverna. Com a sua teoría da representaçón, Schopenhauer sentia-se solidário com aqueles que o tinham inspirado: Kant, Platón e os sábios que conceberam as ideias “quase sobre-humanas” enunciadas nas Upanisads. Com a sua teoria da representaçón, expressava a perplexidade e o paradoxo de que este mundo em que estamos era, em parte, como um sonho, producto da nossa mente e consciência ou, como expressará mais tarde, do nosso “cérebro”.
Para o futuro, a fim de conciliar as entidades materiais das culturas arqueolóxicas com os dados paleoxenéticos, precisamos de desenvolver taxonomias mais robustas da evoluçón cultural dos grupos arqueolóxicos. Na arqueoxenética, as unidades taxonómicas están bem definidas, mas o mesmo non acontece na arqueoloxía. É necessário “traduzir” a materialidade dos grupos arqueolóxicos em unidades taxonómicas operacionais, ou sexa, reduzir os diferentes obxectos a tipos, com desenhos normalizados. E, além disso, enquadrar cada um deles num sistema específico de transmissón de informaçón através das xeraçóns, ou sexa, situá-los nunha evoluçón filoxenética ao longo do tempo. Imaxinemos o caso das fíbulas, os broches-alfinetes para prender as roupas celtas. A ideia xenérica das fíbulas traduz-se em tipos concretos, que os artesáns (no meio de unha “comunidade de practicantes”) fabricam. As fíbulas tinham unha funçón práctica, mas também unha funçón ornamental e simbólica. Isto significa que, em diferentes grupos e diferentes rexións, as formas e os pormenores podem variar. A produçón tem “mestres” artesáns e aprendizes, e o artesanato é transmitido de diferentes formas dentro de unha comunidade de aprendizes. Para ser transmitido, o obxecto (e as suas variantes) tem de ser aceite nas novas comunidades. E unha vez aceite a inovaçón, as peças fabricadas variam de acordo a moda, a transmissón e a inovaçón. O tipo evolui no tempo e no espaço. E, através dos métodos de dataçón arqueolóxica, é possíbel estabelecer unha sequência pormenórizada dos tipos e das suas variantes. Mas é necessário que estas unidades taxonómicas (os tipos e as suas variantes) estexam bem organizadas. Só entón os dados arqueoxenéticos e os dados arqueolóxicos podem ser conciliados com maior precisón e podemos esperar relacionar a ascendência xenética com artefactos arqueolóxicos de diferentes grupos em diferentes escalas xeográficas. A arqueoxenética tem um grande futuro pola frente, mas convém lembrar que está a dar os primeiros passos e que os dados disponíbeis esboçam, de certa forma, um quadro (sobre tudo o “big picture” à escala continental) ainda fragmentário e com lacunas, embora nos permita vislumbrar os traços mais intensos. Em suma, dizer que as populaçóns actuais de certas rexións se sentem ou mesmo, como alguns afirmam, “som celtas” non tem qualquer fundamento na realidade. E se há algunha relaçón ou ligaçón afectiva a sentir, o melhor é sentir a ligaçón intima com a terra, a terra que pisamos, com as paisaxens que habitamos, e com a grande cadeia de xeraçóns de antepassados que nos remetem para os Celtas, mas também para os caçadores do Paleolítico Superior e, finalmente, para os primeiros Sapiens modernos que saírom de África há mais de cem mil anos.
EUROPEO, EL. Revista semanal de importância, que se publicou em Barcelona a finais de 1823, e até meiádos de 1824. O grupo editorial estaba formado por Bonaventura Carles Aribau e Ramón López Soler, que admirabam a Meléndez Valdés e a Quintana e traduciram a poetas românticos europeos como Chateaubriand, Schiller, Klopstok e “Ossian”. Num artígo, Monteggia xustificou plenamente o uso da palabra “romântico” frente às outras possibilidades, “romanesco” ou “romancesco”; em outro artígo, López Soler apoiou a postura de Böhl de Faber que advogava por um romântismo cristán-católico (“Análise da questón axitáda entre românticos e classicistas”). Depois, Menéndez y Pelayo destinguiría duas correntes dentro do romântismo: a histórica e a liberal ou revolucionária.
Co inicio do ano 1940, a policía devólvelle ao SERE a documentaçión, e a súa actividade reanúdase baixo a dirección dun Alejandro Viana que desborda ilusión. “Debemos asegurar a entrada nos campos de concentración dos nosos representantes para poder de viva voz, levar ao ánimo dos alí albergados o interese vivísimo que o SERE ten en atendelos, dentro das súas limitadas posibilidades, facer o censo profesional de todos, para poder xestionar a súa colocación en fábricas, talleres ou en traballos agrícolas, mellorar o seu estado sanitario e nunha palabra, darlles a calor de irmáns da que tan necesitados están.” Viana quere enfrontar tamén os problemas que afectan á organización de expedicións colectivas. “As dificultades que os embarques nos presentan son innumerábeis, maiores cada día. A emigración fíxose sempre con precipitación. En efecto, hai erros, moitos erros na nosa organización, máis pola actuación dos partidos políticos que a integran que pola organización mesma, porque aqueles, co desexo plausíbel de evacuar ao maior número posíbel de afiliados, empéñanse en que as listas para embarque non se pechen, como debería facerse, dez días antes da data de saída do vapor. Pero irase corrixindo e, como son un home tenaz, espero que a próxima expedición se fará, non só como desexan as autoridades francesas, senón como o desexamos cantos temos concepto da responsabilidade no cargo que desempeñamos.”
Tudo isso nos leva a pensar que talvez Perry Anderson tenha razón e que, no fundo, o impressionante ressurxir do pensamento de Gramsci na actualidade tenha unha vertente mais pessimista e desenganada do que se quer fazer crer. Talvez, na verdade, se deva ao facto de nos encontrarmos nunha situaçón na qual o movimento operário à escala internacional acumule xá mais de meio século de derrotas contínuas, de tal modo que unha vez decidida a favor dos poderosos a “guerra de movimentos”, xá non surxa outra possibilidade além de unha permanente “guerra de posiçóns” que, embora non possa ganhar, pode, polo menos resistir. Tomemos, por exemplo, um autor espanhol que, na actualidade, acreditamos que ainda estaria orgulhoso de se considerar “comunista”: o deputado Alberto Garzón. No seu libro “A Terceira República” (2014), non defende (como também nunca o defendeu o seu mestre Julio Anguita, que foi durante muito tempo secretário-xeral do Partido Comunista Espanhol) unha “comunidade proletária” ou unha “utopia de camaradas comunistas”, mas simplesmente unha república que encaixe verdadeiramente naquilo que se entendeu como tal na tradiçón republicana. Polo contrário, se Anguita ou Garzón se consideraram “comunistas” foi sem dúvida, porque consideram que a única maneira de defender unha autêntica ordem constitucional num Estado de direito é incompatíbel com a defesa do capitalismo. Non é por amor à radicalidade. O que acontece é que o capitalismo (segundo muitos autores marxinais, entre os quais se conta o autor deste libro) é radicalmente incompatíbel com aquilo a que chamamos Estado de direito. É certo que, em xeral, os filósofos do iluminismo non chegaram a este resultado, mas é claro que lhes faltaba um elemento para isso: ter lido Marx. Tinham reflectido muito sobre o que debia ser unha ordem constitucional, mas non tinham pensado suficientemente no que significaba encaixar tudo isso com o capitalismo. Isso faz com que, em muitos deles (por exemplo, em Locke ou no próprio Kant), o cinismo e a ambiguidade sexam difíceis de distinguir. Mas depois de “O Capital” de Marx é impossíbel defender ao mesmo tempo a condiçón cívica e o capitalismo, sem mobilizar grandes doses de mala-fé.
Dificilmente podíam ler estes versos os contemporâneos de Lucrecio, sem pensar nos crímes e confiscaçóns que fixérom a revoluçón proveitosa para os fortes: (cimentam / em sangre cidadán a sua fortuna, / e avarentos tesouros amontoam, maldade sobre maldade acumulando.) Mas, raras som nesta obra as pasáxes desta clásse: a mensáxe de Lucrecio non era a rexeneraçón nacional, senón a salvaçón pessoal. Ao adoptar esta actitude seguía a ensinança ortodoxa da sua escola. Non obstânte, quando Epicuro aconselhava aos seus seguidores evitar a luta política, non trataba de que o Estado acabára ou se deslizara para a anarquía. A teoría política epícurea implicaba sempre unha distinçón, entre o que é bom para o filósofo e o que é bom para a massa dos homes e, na práctica, a boa vida apenas sería possíbel sem a estabilidade da lei. Certamente había epicúreos em Roma, como C. Veleyo e L. Manlio Torcuato, que tratabam de conciliar as suas crênças com unha vida pública activa. Mas Lucrecio non era home de compromiso, e o seu reconhecimento no primeiro prólogo de que se chega a guerra, Memio tería que cumprir com o seu deber, sem dúvida no é tanto unha afirmaçón de princípio, como um reconhecimento do inevitábel. Por isto, só num sentido especial pode chamar-se a “De rerum natura” um “tratado para todos os tempos”. Non é um poema político e non há insistência na época contemporânea. Incluso a narraçón da evoluçón do Estado no libro resulta surprehendentemente teórica e difícil de quadrar, o que Lucrecio afirma sobre o tema, com o que os romanos pensabam sobre a sua própria história constitucional. É improbábel, por exemplo, que os ataques de Lucrecio à relixión, estiveram dirixidos aos ricos e poderosos, cuxa autoridade se apoiaba em parte na dignidade da costûme estabelecida. O último século da República ofertaba um rico campo para um escritor de dotes satíricas, e podería haber dito muito mais, se o desexára, sobre a exploraçón cínica da relixión com fins políticos. O seu poema sobre a natureza das cousas, non estaba dedicado ao home corrente, àqueles que manipulabam o culto estatal, para lograr os seus próprios fins.
A teoría descrípta neste capítulo, é verificábel. Nos exemplos anteriores, temos insistído em que as “amplitudes de probabilidade relativa” para “universos radicalmente diferentes”, como por exemplo os que tenhem um número diferente de “dimensóns externas”, non importam. Non obstânte, as amplitudes de probabilidade relativa para “universos vecinhos” (é dizer, parecidos) sim importam. A “condiçón de ausência de bordes”, implica que a amplitude de probabilidade é máxima para as “histórias” em que o universo comeza com unha forma completamente lisa, e redúce-se para os universos que som mais irregulares. Isto significa que o “universo primitivo” debería haber sido quase liso, salvo diminutas irregularidades. Tal como temos advertido, podemos observar esas irregularidades, como pequenas variaçóns nas microondas que nos chegam de direcçóns diferentes do firmamento. Comprobou-se que concordam exactamente com as esixências xerais da “teoría inflacionária”; non obstânte, necesitaremos mediçóns mais precisas para poder distinguir completamente a “teoría descendente” das outras teorías, e assim confirmá-la ou refutá-la. É de esperar que tais mediçóns sexam levadas a cabo por satélites num futuro próximo. Há séculos, a xente acreditaba que a Terra era única e estaba situada no centro do universo. Actualmente sabemos que na nossa galáxia há centenas de miles de milhóns de estrelas, e que há centos de miles de milhóns de galáxias, um grande porcentáxe das quais contenhem sistemas planetários. Os resultados descríptos neste capítulo, indicam também que o nosso universo é um dos muitos, e que as suas leis aparentes non están determinadas de forma única. Isto debe resultar decepcionante para os que esperabam que unha “teoría última”, unha “teoría de tudo”, predíga a natureza da “física quotidiana”. Non podemos predecir características discretas como o número de “dimensóns externas do espaço”, ou o “espaço interno”, que determina as magnitudes físicas que observamos, como por exemplo a massa e a carga do electrón e de outras partículas elementais, senón que utilizamos esses números para seleccionar as “histórias” que contribuiem para a “suma de Feynman”.
EUGENIO DE TOLEDO, San (c. 600-657). Visigodo que chegou a ser bispo de Toledo (646-657) e o mais importante poeta latino da sua época. Baixo o reinado de Chindasvinto (642-653) editou os trabalhos de Dracontio. Os seus poemas forom editados por F. Vollmer em “Monumenta germaniae historica: Auctores antiquissimi” (Berlím, 1905, vol. XIV). Os poemas som tán sinxélos que quase chegam a ser inxénuos, mas as suas âmplas leituras mostram-se nos rasgos de poetas como Virgilio, Ovidio, Horacio e Petronio que aparecem na sua obra, o mesmo que os ecos de poetas cristáns antígos. Alguns dos seus temas som as penalidades da velhíce, a brevidade da vida, a paz, o amor e as aves. O seu estilo pode ser observado neste fragmento no qual paródia os autores clássicos num poema sobre as delícias do estío: “Musca nunc saevit piceaque blatta / et culex mordax olidusque cimax / suetus et nocte vigilare pulex / corpora pungit” (De incommodis aestivi temporis, carmen 101).
Esta copa chama-se “grand bouquet”, e está desenhada para os vinhos seguintes:
—Bianchi affinati in Barrique
—Chablis Gran Cru (France)
—Chianti Classico D. O. C. G.
—Claret (Australia)
—Dolcetto d’Alba D. O. C. Superiore
—Gattinara D. O. C. G.
—Inferno della Valtellina
—Lagrein Scuro Alto Adige D. O. C. Riserva
—Montrachet Premier Cru Bourgogne branco (France)
—Morellino di Scansano D. O. C. Riserva
—Nobile di Montepulciano D. O. C. G.
—Redoma Douro (Portugalo)
—Torgiano Rosso
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Dirk Niepoort é um entusiasta do vinho e ademais alberga unhas adegas e alguns dos melhores terrenos do mundo, com os quais experimentar, como as esquistosas ladeiras distribuídas em terraças da rexíon de Cima Corgo, no Douro português. Para os seus excelentes vinhos de mesa Niepoort prefére os vinhedos mais frescos, orientados para Norte. O “Batuta” foi elaborádo por primeira vez em 1999 e estadisticamente assemelha-se enormemente a um Burdeos de primeiro nível. Passa entre trinta e quarenta e cinco dias com os seus bagos, para alcançar taninos non xá maiores, mas melhores. O vinho é selvaxem e intenso, mas ao mesmo tempo refinádo, capaz de unha grande persistência e delicadeza. Probabelmente a melhor colheita até hoxe sexa a de 2004. Non resulta tán selváxem como pode ser um “Redoma”, mas é um vinho potente e elegante, intenso e refinado. Agradábel nariz, plena e fresca, notas doces de chocolate negro e especiarias xunto com a espessa fruta. Paladar concentrado, com fruta doce e rica, mas debaixo dela a estructura é enorme. O seu estilo oferta grande potencial para o envelhecimento.
“Super-home” e “Home-lixo”: o nihilismo. Em resumo, concluímos que o assunto do “estructuralismo” non foi mais do que unha tentativa de reconstruir um problema bem antigo da história da filosofia: o assunto do “eîdos” ou da “morphé”, que nunca deixou de reaparecer desde Platón e Aristóteles. O que chama à atençón é que, no século XX, a resistência a pensar o problema colocou-se, fundamentalmente, em nome do ser humano, em nome do “humanismo”. Foi em defesa do “home” que se iniciou unha verdadeira cruzada contra o “estructuralismo”. Era como se, de facto, o século XX estivesse prestes a descobrir que a verdadeira caverna platónica somos nós próprios. O assunto do suposto anti-humanismo de Althusser transformou-se num verdadeiro campo de batalha nos anos setenta. Escreverom-se centenas (ou melhor, milhares) de libros sobre o tema, nunha acesa polémica que muitas vezes era incomprehenssíbel ou estaba cheia de mal-entendidos. Conta-se, inclusive, que os discípulos de Sartre e de Althusser se encontraram um día à saída de unha aula para debater-se a “óstias”, sobre a questón do humanismo e do anti-humanismo (recorde-se que o grande filósofo francês Jean-Paul Sartre tinha publicado xá a sua famosíssima conferência “O Existencialismo é um Humanismo”). No entanto, como vamos ver, a questón estava muito mal colocada. Non era Althusser que era anti-humanista, mas o capitalismo de que ele se ocupaba. Non era o estructuralismo, mas o próprio século XX que tinha sido aterradoramente anti-humanista. É preciso começar por observar que o século XX non manteve, na verdade, muito boas relaçóns com o home. Nietzsche morreu, simbólicamente, em 1900, depois de anunciar um “super-home”, isto é, unha superaçón do meramente humano. Para dizer a verdade Nietzsche non tinha ilusóns: antes do “super-home”, anunciou a chegada inevitábel do “último home”, a chegada do que, sem dúvida algunha “somos nós”, os seres humanos da actualidade. Dizia Nietzsche: “Ai, chega o tempo do “último home”, do home mais desprezíbel, aquele que non dará à luz estrela nenhuma.
Nesta ocasión refuxiou-se em París e trabalhou nos talheres da empresa Renault. Pouca é a correspondência mantída neste segundo exílio. Nas tarxetas que envía (seguramente com a intençón de que foram lídas por extranhos) afirma “viver só, ailhado de todo o mundo e trabalhar de mecânico”. As fotografías da época, desmentem as suas palabras, pois nelas aparece rodeado de muitos amigos. As suas actividades durante este período som desconhecidas. Manteve unha estreita correspondência com Tejerina, secretário do grupo anarquista leonés. Alejandro Gilabert, num folheto que narra a vida de Durruti, escrebe que “Os colegas o informabam assiduamente sobre a situaçón política e social do país”, sendo a missón principal mantêlo ao corrente “dos progressos do movimento anarquista no país”, assím como notificar os acordos aos que tinham chegado os grupos, nunha Conferência Nacional, de incorporar-se a unha militância activa na Confederación Nacional del Trabajo”. Adxunta que “esta determinaçón dos grupos obedecía, sobre tudo, a que a polícia e o Governo estabam pondo em pé unha organizaçón de pistoleiros para assassinar os militantes sindicalistas”. Durruti, continua Gilabert, conheceu também, graças aos seus amigos, os detalhes do “grande Congreso celebrado em Madrid pola CNT em Dezembro de 1919, no qual estabam representados perto de um milhón de trabalhadores, e da determinaçón do Congreso de adherir-se à terceira Internacional, nombrando-se como delegado ao segundo Congreso da I. C. em Moscovo (1920) a Ángel Pestaña”. Gilabert xunta no seu esboço biográfico, que forom todas estas entusiastas notícias as que estimularom a Buenaventura para incorporar-se de novo ó país na Primavera de 1920. A notícia da victória dos rusos sobre o zarismo em 1917 influíu, como se sabe, poderosamente em nós, incrementando a combatividade na gréve de Agosto. Esta influênça pode ser valorada tendo em conta a posiçón da CNT, fortemente influída polos anarquistas. Da chamada Revoluçón Russa, os anarquistas pensárom que era unha autêntica “dictadura do proletariádo” que destruíu o poder da burguesía e da aristocracía zarista. Buenaventura non escapou a essa influênça, e é muito possíbel que a sua decisón de incorporar-se fora o resultado da efervescência que se vivía na Europa da postguerra. Muitos xovens como Durruti, sentírom-se atraídos polos acontecimentos da Russia, até ó ponto de quedar marcados polos métodos e por unha certa impronta bolchevique. O que diferenciába a estes xovens dos bolcheviques era a maneira de entender a revoluçón, para a qual considerabam albergar unha vía própria, dentro das condiçóns históricas em que se estaba xestando. Com o tempo reprochou-se aos bolcheviques a pretensón de impor a sua doutrina e non ter em conta as condiçóns da Península. Em xeral, pode afirmar-se, que todas estas ideias e emoçóns, eram enormemente confusas naquela época.
ETCHEBERRI DE SARA, Joanes (Sara, País Vasco françês, 1668-1749). Gramático vasco e ensaista. Depois de graduar-se em medicina, trabalhou em vários poboádos das províncias vascas, mas a obra da sua vida, foi a divulgaçón do vasco como fala de instrucçón nas áreas que o utilizabam como fala materna. “Laurdiri gomendiozco carta, edo guthuna” (Bayona, 1728) é unha epístola na qual pide axuda administractiva e económica do “Biltzar” (assambleia provincial) da rexión de Labourd, de onde era orixinário, para publicar um diccionário de latim, françês, castelán e vascuence. Esta axuda foi recusada, mas pudo preparar unha gramática latina em vasco, “Eskuarazko hatsapenak latin ikhasteko”, conhecida como “Rudimentos”. A sua melhor obra é “Eskuararen hatsapenak”; nela fai unha defesa do vascuence como fala literária, que debe ser utilizada igual que outras. A tese foi impopular quando foi anunciáda, mas posteriormente foi adoptáda por erudítos vascos como bandeira. O ensaio propôn seguir a Piarres de Axular como modelo literário e está em sí mesmo modelado no estilo de Axular. J. de Urquijo editou as “Obras vascongadas del doctor labortano Joannes d’Etcheberri” (París, 1907).
Todas as tentativas se baldaram: non habia barco, non habia tempo, non había maré. Acabei por suspeitar de que também xá non habia rio. O caudal está assoreado em numerosos pontos. Dos quarenta quilómetros de navegabilidade, que as notícias xeográficas indicam, xá só resta pouco mais que a zona do estuário, entre a foz e Portuzelo. Tenho portanto de me contentar com a inexcusábel “volta do Lima”: percorre-se a marxem norte por Portuzelo, Serreleis, Lanheses, Ponte de Lima e aí, conforme as horas do dia que ainda restarem, ou continuo, sempre no vale do Lima mas agora na marxem esquerda, até à Ponte da Barca, ou baixo outra vez para Viana. A estrada abriu-nos o acesso às paisaxens mais fê-lo à custa de muito desperdício. O limite para que se tende é este: unha fita de asfalto pardo e tabuletas de vez em quando a lembrar que a um quilómetro e meio fica isto, a dous quilómetros fica aquilo. Pequenos lugares, voltas de caminhos poéticos e sombrios, pelourinhos, mirantes, outeiros, belas casas, fontes, trechos verdes da beira-rio, tudo isso se perde. A beleza feraz da Ribeira Lima continua a estar lá, mas nós vemo-la cada vez menos. Quando passo por aqui vêm-me sempre à lembrança os passeios do tempo de rapaz, com meu irmán António e o Germano Neves. Andávamos a pé tantos dias quantos fossem precisos. Somávamos assim muitas dezenas, passasse a centena dos quilómetros, mas ficava tudo visto. Agora ficamos a saber que o lugar é bonito e serve para voltar lá quando houber tempo. Mesmo assim, “por esse rio acima”, como diz a cançón do Fausto, há muitas cousas para ver. Os cômoros están agora, na Primavera serôdia, floridos de hortenses e de grandes corimbos que formam cachos de flor.
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Em Santa Marta de Portuzelo, nome que o folclore celebrizou, ha na xente um sentimento festivo, como se hoxe todos se sentissem a fazer anos. É recente aquele cruzeiro de pedra, mas fica bem no lugar e non soa a anacronismo. Passa-se a Serreleis, entre quintais de xente anafada e um grande muro de solar que o olhar non transpón. E, durante quilómetros, os muros de alvenaria de granito som a afirmaçón de que isto é terra com dono, terra preciosa que está polo preço da prata. Num ou noutro leirón mais xunto ao rio, o verde frugal da couve alterna com o esplendor das hortas, tudo emoldurado polas latadas de vinha em que até a sombra é de verdura. Unha tabuleta recorda que um pequeno desvio leva a San Cláudio de Nogueira, unha igrexinha que alí se encontra desde o ano 568, e que está ligada com os esforços de San Martinho de Dume para evanxelizar e domesticar os Suevos. O visitante pergunta sempre se aquelas pedras ainda som as primitivas; é como querer saber se estes ossos que cargamos ainda som os mesmos com que nascemos. Os primitivos ermitérios eram pequenos abrigos de barro e de colmo, que com o tempo foram, exactamente como nós, crescendo e robustecendo. Hoube muitas obras, e nesta bela igrexinha românica ainda existe, num cunhal de capela-mor, a data de unha das reconstruçóns: 1183, tempo de D. Afonso Henriques, xá ván feitos oitocentos anos. Mais adiante fica Lanheses, terra antiga recoberta de vestidos novos, sinal de que está viva. Xá perto de Ponte de Lima ficam sempre os olhos presos no Solar de Bertiandos, que é, com toda a razón, tído como unha das obras-primas da arquitectura tradicional portuguesa.