
Para o futuro, a fim de conciliar as entidades materiais das culturas arqueolóxicas com os dados paleoxenéticos, precisamos de desenvolver taxonomias mais robustas da evoluçón cultural dos grupos arqueolóxicos. Na arqueoxenética, as unidades taxonómicas están bem definidas, mas o mesmo non acontece na arqueoloxía. É necessário “traduzir” a materialidade dos grupos arqueolóxicos em unidades taxonómicas operacionais, ou sexa, reduzir os diferentes obxectos a tipos, com desenhos normalizados. E, além disso, enquadrar cada um deles num sistema específico de transmissón de informaçón através das xeraçóns, ou sexa, situá-los nunha evoluçón filoxenética ao longo do tempo. Imaxinemos o caso das fíbulas, os broches-alfinetes para prender as roupas celtas. A ideia xenérica das fíbulas traduz-se em tipos concretos, que os artesáns (no meio de unha “comunidade de practicantes”) fabricam. As fíbulas tinham unha funçón práctica, mas também unha funçón ornamental e simbólica. Isto significa que, em diferentes grupos e diferentes rexións, as formas e os pormenores podem variar. A produçón tem “mestres” artesáns e aprendizes, e o artesanato é transmitido de diferentes formas dentro de unha comunidade de aprendizes. Para ser transmitido, o obxecto (e as suas variantes) tem de ser aceite nas novas comunidades. E unha vez aceite a inovaçón, as peças fabricadas variam de acordo a moda, a transmissón e a inovaçón. O tipo evolui no tempo e no espaço. E, através dos métodos de dataçón arqueolóxica, é possíbel estabelecer unha sequência pormenórizada dos tipos e das suas variantes. Mas é necessário que estas unidades taxonómicas (os tipos e as suas variantes) estexam bem organizadas. Só entón os dados arqueoxenéticos e os dados arqueolóxicos podem ser conciliados com maior precisón e podemos esperar relacionar a ascendência xenética com artefactos arqueolóxicos de diferentes grupos em diferentes escalas xeográficas. A arqueoxenética tem um grande futuro pola frente, mas convém lembrar que está a dar os primeiros passos e que os dados disponíbeis esboçam, de certa forma, um quadro (sobre tudo o “big picture” à escala continental) ainda fragmentário e com lacunas, embora nos permita vislumbrar os traços mais intensos. Em suma, dizer que as populaçóns actuais de certas rexións se sentem ou mesmo, como alguns afirmam, “som celtas” non tem qualquer fundamento na realidade. E se há algunha relaçón ou ligaçón afectiva a sentir, o melhor é sentir a ligaçón intima com a terra, a terra que pisamos, com as paisaxens que habitamos, e com a grande cadeia de xeraçóns de antepassados que nos remetem para os Celtas, mas também para os caçadores do Paleolítico Superior e, finalmente, para os primeiros Sapiens modernos que saírom de África há mais de cem mil anos.
GONZALO RUIZ ZAPATERO
















