
Esta maneira de equacionar a questón, para começar, choca frontalmente com unha das noçóns emblemáticas da filosofia clássica: a concepçón aristotélica de deus (o famoso “motor imóvel”), que descrevia unha divindade alheia ao mundo e completamente ensimesmada (Deus, dizía-nos Aristóteles, só pensa em si mesmo): é pura intelixência ou “pensamento do pensamento” (nóesis noeseos). Precisamente por isso, em Aristóteles non podía haber algo parecido com unha doutrina da “criaçón” do mundo natural por parte de Deus: por mais que imite desaxeitadamente o motor imóvel, o mundo existíu sempre e desde sempre. Ao ser “puro acto” (isto é, ao estar sempre pleno e realizado no máximo grau). Deus non pode ter criado algo imperfeito e alheio a sí, pois a xeraçón (que é um tipo de mudança) requer a “privaçón” e a “potência” para ser explicada cientificamente sem recorrer ao milagre ou ao capricho. Aristóteles apresentaba assim unha máxima desconexón (de novo, a distância ou a diferênça “clássica”) entre o mundo senssíbel e o deus intelixíbel, que só ficaba aliviada, em parte, polo “amor” que as cousas sentem polo motor imóvel: movemo-nos, afirmaba o Estaxirita, precisamente porque aspiramos a deixar de o fazer depois de termos realizado os nossos obxectivos, para repousarmos e parecer-nos minimamente com os astros que, na sua circulaçón eterna pola parte superior da abóbeda celeste (e mais semelhantes, portanto, ao princípio imóvel que anima tudo o que é existente), están practicamente libres de turbaçón, por serem quase imateriais.” Oito séculos depois, no entanto, esta concepçón non se pode traduzir melhor para Plotino, do que na noçón de um Deus impotente, um Deus que non é nada em potência ou que é potência de nada!
ANTONIO DOPAZO GALLEGO













