ESPRONCEDA, José de (Almendralejo, Extremadura, 1808-1842). Poeta romântico. Foi discípulo de Alberto Lista na escola priváda que este tinha na rua Valverde. Foi condenado por actividades revolucionárias (fundou “Los Numantinos”, grupo ao que também pertenceu Escosura), sendo desterrado ao Mosteiro de San Francisco na cidade de Guadalajara. Alí começou a escreber um poema épico “Pelayo”, em oitávas reais, que trataba da conquista de Espanha polos mouros. Há probas de que Lista escrebeu alguns fragmentos do inacabádo poema. emigrou em 1826, primeiro a Gibraltar e depois a Lisboa, onde se apaixonou de Teresa Mancha, filha doutro emigrante. Espronceda seguíu aos Mancha até Londres em 1827. Teresa estaba casada com um home de negócios mas, depois que Espronceda participou na causa libertária nos Países Baixos (1828) e nas barricadas de París (1830), escapou com el para Espanha, onde pouco depois o abandonou. Espronceda ingresóu na ala esquerdista do partido liberal ao seu regresso a Espanha em 1833 e foi membro fundador do partido socialista em 1840, pouco depois de haber alcançado fama com a publicaçón da lenda romântica “El estudiante de Salamanca” (1836-1837). A sua poesía lírica foi muito admirada. Podemos dividíla em vários bloques, o primeiro de poesía patriótica, começa com “A la patria” (1829) onde ataca ao despotismo que prevalecía no país. Também a este ciclo pertence o soneto dedicado à morte de Torrijos. Espronceda formou parte de unha segunda xeraçón de poetas românticos, como mostra a sua chamada a tomar as armas contra os carlistas (1835) e “Dos de mayo” (1840), mentras que os membros da primeira xeraçón romântica (na qual estabam poetas como Rivas e Martínez de la Rosa se retirabam para posiçóns mais conservadoras. Os poemas individualistas de rebelión e liberdade, formam um segundo bloque, no qual se inclúie a famosa “Canción del pirata”, assim como “El verdugo” e “El canto del cosaco”. Finalmente, están os poemas de circunstâncias como “A una estrella” e o filosófico “Himno al sol”, que contrásta entre a mudança da vida humana e a permanência dos elementos. A dívida de Espronceda para com a poesía de Byron foi sobreestimada na sua época. Esta influência percebe-se menos em “El diablo mundo”, poema que quedou inconcluso a causa da morte do poeta. Percíbem-se nas suas obras teatrais os mesmos defeitos que na sua poesía, mas magnificados, e a sua prosa resulta decepcionante. “Sancho Saldaña, o el castellano de Cuéllar” (1834, 6 vols.) foi um intento curioso de escreber unha novela histórica ao estilo de Walter Scott. O herói é unha víctima da existência, que luta por acreditar num princípio vital externo, mas que sempre tropeça com a desilusón. As suas “Obras Completas” forom publicadas em 1954. Existem várias ediçóns das suas poesías.
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