
¡Gente de paz! Hé ahí a necessidade suprema de Venezuela. O sonho está virxem aínda, as suas montanhas repletas de ouro, os seus vales húmedos de sávia vigorosa, as faldas dos seus cerros obstêntam o bananal e o cocoteiro, o dourado milho nos seus declíves e o robusto café nas cûmes. ¡Gente de paz! O pobo é laborioso, manso, dócil, honrado proverbialmente. ¡Deixádeo trabalhar, non o cerceneis baixo o canhón ou a espada, facei-o simpático à Europa, para que a emigraçón venha expontaneamente a misturar-se com el, a ensinar-lhe a industria e vigorizar o seu sangre! ¡Gente de paz, para os pobos da América! Aqueles tempos passarom: passou a conquista, passou a independência, e a América e a Espanha estendem hoxe os brazos através dos mares, porque ambas marcham pola mesma senda, em pós da liberdade e do progresso. Tomo duas frases dos “Opúsculos” de Bello, a primeira sobre a conquista, a segunda sobre a independência, que, na minha opinión, concretam e formulam o xuíço definitivo dos americanos que pensam e meditam sobre esses dous gráves acontecimentos: “Non temos a menor inclinaçón a vituperar a conquista. Atróz ou non atróz, a ela debemos a orixe dos nossos dereitos e da nossa existência, e mediante ela vem ao nosso chán aquela parte da civilizaçón europeia que pudo passar polo tamiz das nossas preocupaçóns e da tiranía da Espanha.” “Xamais um pobo profundamente envilecido foi capaz de executar os grandes feitos que ilustraram as campanhas dos patriotas. O que observa com olhos filosóficos a história da nossa luta contra a metrópole, reconhecerá sem dificuldade que o que nos fíxo prevalecer nela, foi cabalmente o elemento ibérico. Os capitáns e as lexións veteranas da Ibéria transatlântica, forom vencidos polos caudilhos e os exércitos improvisádos de outra Ibéria xovem que, abxurando do nome, conservaba o alento indómito da antiga. A constância espanhola esbarrou contra si mesma.” Hé ahí como debemos pensar com respeito à Espanha, abandonando os temas retóricos, as declamaçóns ampulosas sobre a tiranía da metrópole, sobre o seu absurdo sistema comercial, que lhe foi mais perxudicial que a nós mesmos, e recordar só que a história humana gravita sobre a solidariedade humana. O passado é unha licçón e unha fonte de eterno encono.
MIGUEL CANÉ












