
FERNÁNDEZ DE LIZARDI, José Joaquín (C. de México, 1776-1827). Xornalista, poeta, fabulista e dramaturgo anticlerical de México. Frequentemente utilizou o pseudónimo de “El Pensador Mexicano”. Escrebeu a primeira novela hispanoamericana, “El Periquillo Sarniento” (três vols., 1816; ed. completa, cinco vols., 1930-1931). Autodidacta e discípulo fervoroso dos enciclopedistas, Fernández de Lizardi foi um libre pensador, sem medo, apesar das vezes que foi preso por propagandista antigobernamental. Esteve sete meses engaiolado, por publicar “El Pensador Mexicano” (1812-1814). Entre as suas revistas periódicas de curta vida encontram-se: “Alacena de Frioleras” (1815-1816), “Las Sombras de Heráclito e Demócrito” (1815), “Caxoncito de la Alacena” (1815), “El Conductor Eléctrico” (1820), “El Amigo de la Paz y de la Patria” (1822), o ano em que se declarou “francmasón” e enemigo do Imperador, pola qual foi excomulgado, “El Hermano del Perico” (1823), “El Payaso de los Periódicos” (1823), “Las Conversaciones del Payo y del Sacristán” (1824), e “El Correo Semanario de México” (1826-1827). Começou a sua carreira como poeta, satirizando à Igrexa e ao goberno e defendendo fora do habitual aos indios e negros contra a exploraçón. Escrebeu também quarenta “Fábulas” (1817) à imitaçón das de Iriarte e Samaniego. O seu teatro non resistíu o passo do tempo e é pola sua labor xornalística e especialmente polas suas novelas, polo qual é recordado aínda hoxe. “El Periquillo Sarniento”, está inscrípta dentro da tradiçón do “Lazarillo de Tormes” e “El diablo cojuelo”. A obra foi atacada polos críticos como Sánchez polas suas excessivas moralizaçóns, que non concordam com o tôn vivaz da novela. “Noches tristes y día alegre” (1818) é unha imitaçón, tanto em estilo como na temática, das “Noches lúgubres” de Cadalso. A divina providência pom à proba durante quatro noites ao virtuoso Teófilo; é encarcerádo, e encontra-se a sí mesmo ao borde de um precipício, vê morrer ao seu criádo e a um amigo, e encontra o corpo da sua mulher num cemitério. O dia alegre, é causado ao descobrir que a sua mulher non está morta. A obra está cargada de alegorías. Pode interpretar-se como unha afirmaçón relixiosa de que as trebas mais densas precédem à luz, e politicamente pode entender-se como um acto de fé no futuro. “La Quijotita y su prima” (1818) é unha obra mais lixeira, basada em Fénélon e Rousseau. Nela ataca as ideias convencionais sobre a educaçón das mulheres. “Vida y hechos del famoso caballero don Catrín de la Fachenda” (1832) é a sua novela mais sólida e famosa. O protagonista resulta mais interessante e as digressóns do autor, xunto com as solémnes moralizaçóns som menos frequêntes que em “El Periquillo Sarniento”. Um actor petimetre e chulo, soldado fanfarróm e antisocial por muitos outros conceitos, don Catrín, graciosamente envolto em situaçóns grotescas, que capeia como pode para sobreviver, aínda que miserábelmente.
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