
FERNÁNDEZ DE AVELLANEDA, Alonso. Nome, probabelmente pseudónimo do autor do espúreo “Segundo tomo del ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha, que contiene su tercera salida; y es la quinta parte de sus aventuras” (Tarragona, 1614). A sua autoría é um enígma. Forom propostos como autores: fray Luis de Aliaga, confesor de Felipe III; um obscuro poeta aragonês, Alfonso Lamberto; Guillén de Castro; Tirso de Molina; Joan Martí; Andrés Pérez; Juan Blanco de Paz; Lope de Vega; Quevedo; Alonso de Ledesma; e muitos outros, inclúso ao mesmo Cervantes. Nesta continuaçón espúrea, chega-se a insultar a Cervantes no prólogo. Don Quixote aparece como um louco carente de saber e doutrina, cuxas aventuras resultam unicamente cómicas e que acaba no manicómio de Toledo. O autor afirma no prólogo que Cervantes insultou a Lope de Vega, a quem o autor está defendendo. Cervantes, tomou xusta vingança de tudo isto, na sua própria segunda parte. Este Quixote espúreo, que xa non está namorado de Dulcinea, chega às xustas de Zaragoza (quando estas xá tinham acabado); sofrendo as burlas de don Álvaro de Tarfe; léva à prostituta Bárbara à côrte, baixo o nome de raínha Zenóbia; finalmente cura-se da sua loucura em Toledo, a expensas de don Álvaro, que axuda também a Sancho, a Teresa Panza e consegue que Bárbara entre nunha casa de penitência. Há duas importântes novelas intercaládas ( da mesma forma que “El curioso impertinente” é intercaláda em Quixote, I): “El rico desesperado” e “Los felices amantes”.
OXFORD














