
Por tanto, o Sol enxendra. ¿Com que medio? Com o calor, que é a mais perfeita, eficaz e activa de todas as qualidades. Isto poderás comprobar em “Examen rerum”. Tú xuntas também a Luz, mas eu non estou de acordo, aínda que isso favorece a minha postura. A Luz é unha cousa muito nobre, favorábel e valiosa. Comparam-na com a vida, assim como a morte com as trebas. Enche-nos de alegría. Graças a ela, conhecemos as cousas mais belas de todas, que som muitas. Deus se auto denomina a si mesmo Luz. Sem Luz andaríamos como cegos, ficaríamos adormiládos, emudeceríamos, vagaríamos como mortos, sem distinguir-mo-nos nem sequer a nós mesmos e, com maior razón, sem conhecer a natureza das cousas. ¿Daste conta do grande silêncio que há na noite escura e coberta de nubes? Parece quase outro caos, parece a morte. De verdade que eu non quixéra viver sem Luz. O Sol, pái de âmbos, do calor e da Luz, serve-se dos dous (tal como tú pretendes) para a xeraçón. Que non o fái, em câmbio, para a corrupçón, demonstra-o isto: quando o Sol se nos acerca, tudo revive, renásce, pulula, xermina, reverdece, florece e fructifica. Os animais, aletargados de frío, e incluso medio corrompidos e destinados à corrupçón total se o Astro tivéra prolongado a sua ausência, abandonam os seus esconderixos, voltam-se mais dispostos para o movimento, alegram-se, correm, brincan, retozan, cantam, fam-se capazes para a xeraçón e som impulsados para ela com alegría pola chegada do Astro enxendrador. Em resumidas contas, que a primavera e o vrán som xeraçón de vida. Só entón vívo eu. Mas, quando se alonxa de nós o olho dereito de Deus (pois, gosto de chamar assim ao Sol), tudo languidece, se aletarga, decai, perece. ¿Que som o Outono e o Inverno senón morte perpectua? Os poetas chamam à morte, com razón fría, xeláda, ríxida, horríbel, pálida. Á vida, polo contrário, florida, puxante, vivificadora. A morte vem do frío, a vida do calor, o calor, do Sol. Assim pois, este, que é o mais perfeito de todos os corpos, mediante o calor, que é a qualidade mais perfeita de todas, produce a mais perfeita de todas as acçóns naturais, a saber, a xeraçón.
FRANCISCO SÁNCHEZ













