FERNÁNDEZ DE LA REGUERA, Ricardo (Barcenillas, Santander, 1916). Româncista. Viveu em Chile de 1929 a 1939. Passou a maior parte da sua vida activa escrebendo e ensinando na Universidade de Barcelona e num instituto de ensino médio. Um observador perspicaz, que consegue atrair o leitor com a sua tradicional maneira de narrar. O pior dele é a falta de convicçón na caracterizaçón das personáxes femeninas e, especialmente nas suas primeiras obras, a falta de personalidade ao escreber. Entre as suas novelas (publicadas sempre em Barcelona) temos: “Entre otoño y primavera” (1945), “Un hombre a la deriva” (1947), “El corazón en el río” (1949), a sua novela sobre a guerra civil, “Cuando voy a morir” (1950), que Pérez Minik considera como a melhor do seu xénero, “Cuerpo a tierra” (1954), “Perdimos el paraíso” (1955), “Bienaventurados los que aman” (1957) e “Espionaje” (contos). Xunto com a sua mulher, Susana March, Fernández de la Reguera escrebeu várias novelas nunha nova série de “Episodios nacionales contemporáneos”.
A cidade de Caracas está situada no val que leva o seu nome e que é um dos mais belos que se encontram nestas rexións. Baixo um clima temperado e suáve, a natureza toma um ar tal de louzanía, que o viaxeiro que desponta por cima da cumieira do Avila, acredita encontrar-se no seio de unha eterna primavera. O verde ondulante dos vastos prantíos de cana, claro e luminoso, contrásta com os refléxos intensos dos cafetais que médram nas alturas. Dous ou três imperceptíbeis fios de água cruzam a estreita chaira, e aínda que o corte dos cerros sobre o horizonte resulta algo monótono, há tal profusón de árbores nos seus declives, a baixa vexetaçón é tán espessa e compacta, que a mirada encontra sempre novas e agradábeis sensaçóns ante tal quadro. A cidade, como todas as americanas fundadas polos espanhois, é de ruas estreitas e rectangulares. Sería em ván buscar nelas os sumptuosos edifícios de Buenos Aires ou de Santiago de Chile; ao mesmo tempo que as conmoçóns humanas impedíram o desarrolho material, as sacudídas intermitentes da terra, tremendo a cada borrasca que axíta as veias da montanha, fán impossíbeis as construcçóns grandes e sólidas. Tudo é alí lixeiro, como em Lima, e o aspecto interior das casas, as suas paredes delgadas, os seus tabiques tênues, revelam constantemente a temída expectativa de um terremoto. Durante a minha permanência em Caracas, tíve ocasión de observar um desses fenómenos aos que o home non pode nunca habituar-se e que fán tremer os corazóns mais farrucos. Lía, tendido sobre um sofá do meu escritório e no momento em que García Mérou se inclinaba a mostrar-me um pasáxe do libro que recorría: ví como tremía entre as suas máns, mentras percorría o meu corpo um estremecimento curioso. mirámo-nos um momento, sem comprehender, o tempo suficiente para que os tectos, caíndo sobre nós, nos tivéram reducído a unha forma meramente superficial. Quando notámos que a terra tremía, corremos, primeiro para o xardím; logo levádos pola curiosidade, corremos a rua observando a todo o mundo nas portas das suas casas; caras cheias de espanto, xentes que corríam, mulheres axoelhadas, um pavor desatentado vibrando na atmôsfera. Unha ou duas paredes da casa racharom, e aínda que sem perígo para nós, non assím para aqueles que a habitam nesse momento de repetiçón do fenómeno. A cidade, em si mesma, alberga um aspecto sumamente tríste, sobre tudo para aqueles que nascemos nos “llanos” e que non podemos habituarnos a viver rodeados de montanhas que limitem o horizonte em todos os sentidos e parecem enrarecer o ar. Há, non obstânte, dous pontos que poderíam figurar com honra em qualquer cidade europeia: a praza Bolivar, perfeitamente enlosada, com a estátua do Libertador no centro, cheia de árbores corpulentas, limpa e bem acondicionada, delicioso lugar de recreo para passar um par de horas escûtando música da retreta. E o Calvário. O Calvário é um cerro pintoresco e pouco elevado, a cuxo pé se extende Caracas. Em todas as guerras civís passadas, a fracçón que logrou fazer-se dona do Calvário, acabou inmediatamente por dominar a cidade. Desde alí contróla-se completamente a cidade, e nem um páxaro podería gabar-se de a contemplar mais cómodamente que o que se encontrar no bonito cerro.
Trata-se de “imprimir um estilo ao carácter”, integrando as tendências em confronto que nidificam em nós e harmonizá-las nunha unidade superior. O “Super-home” non se sente ameaçado pola sua própria exuberância. Non tem medo de se aproximar “a Deus e ao palhaço, ao santo e ao canalha” que habitam nele. Quando escava dentro de si, encontra recursos para a sua disposiçón e non perigos que tem de erradicar. O “super-home” contempla-se a si mesmo como um pianista que olha para todas as notas do teclado ou um pintor que observa as diferentes cores da paleta. Certamente, a hipersexualizada sociedade do século XXI superou muitas das prohibiçóns morais do passado. Mas isso non significa que se tenha desprendido da concepçón cristán do corpo. Na nossa cultura, aparentemente libertada, vê-se a marca da repressón, e de um modo mais subtil do que pensamos. Por exemplo, Nietzsche adverte que os assuntos eróticos colonizarom a nossa imaxinaçón. É preciso ficar claro, em qualquer caso, que Nietzsche non fai um apelo à desinibiçón total e ao descontrolo das paixóns. Embora, por momentos, possa parecê-lo, o seu tipo humano ideal non aponta para um ser “natural” e “amoral”, para unha espécie de besta que dá rédea solta aos seus instintos. A automodelaçón que Nietzsche propón é algo mais do que simplesmente fazer desporto com regularidade ou descomprimir nunha discoteca de vez em quando. Confeccionar um corpo à nossa medida é unha tarefa rigorosa e esixente. Comporta um trabalho físico e intelectual constante, e exclui a excessiva satisfaçón consigo mesmo. O mandato nietzschiano de “chegar a ser o que se é” implica conceber o próprio eu como um devir constante.
Marco Tulio Cicerón (106-43 a. C.) foi estudado sem cesar como personáxe e como político, e de feito estes aspectos seus forom interesantíssimos, mas a sua importância principal é como home de letras. Profundamente consciente do filisteísmo de muitos romanos, este “home novo”, sem ascendentes, adoptou como antepassado espiritual a Escipión o Xovem e aos seus amigos do século II, os difusores do helenismo, baixo a direcçón do estoico Panecio, que forom também exemplos de patriotismo romano, “decorum y humanitas”. “Mais que outros, som um filoheleno e sabe-se que o som”, afirma a Ático, aínda que a sua admiraçón era pola literatura, a filosofía e a arte dos grandes gregos do passado, mais que polos taimados “grieguinhos” contemporâneos. Nos seus diálogos, compostos nas vilas bem situadas que tinha adquerído em Túsculo (acima de Frascati) e na costa oeste da Italia, e que usou também às vezes como escenário, parece interessado em retratar unha sociedade muito cortês: ninguém pode permitir-se ser tosco, a diferênça dos sofistas de Platón. As suas personáxes tenhem essa tolerância que é unha das suas características pessoais. Quando tinha dezoito anos, Filón de Larisa, cabeça da Academia Nova de Atenas, visitou Roma e causou-lhe unha profunda impressón. Filón situába-se para ouvir as duas partes num debate, antes de formar-se unha opinión própria. Afirmando, que nada podía conhecer-se como certo, lamentaba o dogmatismo e insistía em que todas as conclussóns eram provissionais. Assim, quando Cicerón visitou depois Atenas, para aprender, decidíu incorporar-se à Academia. A sua própria filosofía da vida era ecléctica e assistemática, adaptada ao seu temperamento. Non era um autêntico filósofo e disso tinha consciência, aínda que se sentía fascinádo pola filosofía. Acolhía bem a crítica e reclamaba o dereito a mudar de ideias. Nunha passáxe de um prólogo ao seu diálogo “sobre a natureza dos deuses”, que ganhou a admiraçón de Voltaire, lamenta a fórmula pitagórica “O mêstre díxo…”: “Os que perguntam, o que eu penso, som innecessariamente curiosos. Nunha discussón o que debe procurar-se, non é tanto o peso da autoridade, mas a força da argumentaçón. De feito, a autoridade dos mêstres consagrados, resulta às vezes um obstáculo para os potenciais discípulos.”
FERNÁNDEZ DE HEREDIA, Juan (Munébrega, 1310?-1396). Historiador, militar e diplomático. Esteve ao serviço de Pedro IV de Aragón, sendo grande mêstre da Ordem de San Xoán de Xerusalém. lutou na Guerra dos Cem Anos e foi ferído em Crécy (1346). Nunha expediçón contra os piratas turcos, foi feito prisioneiro em Patrás (1381), onde estívo preso durante três anos. Dedicou os últimos anos da sua vida às histórias e traduçóns, polas quais é conhecído hoxe em dia. As obras históricas mais importantes som “La Gran crónica de España” e “La Gran crónica de los conquiridores”. A primeira é unha história de Espanha de âmplo respiro ao estilo da Primeira crónica general de Alfonso X. A segunda comprehende biografías de grandes homes como Tiberio, Octavio, Marco Antonio, Atila, Carlomagno ou Genkis Kan. A sua magnífica biblioteca particular, parece que passou em parte à do marqués de Santillana.
Viana tampouco quere que o seu persoal alimente pugnas e rivalidades coa “JARE” de Prieto. O delegado do campo de Carcassone quéixase porque persoas vencelladas á “JARE”, reparten entre os refuxiados roupa do “SERE” borrando das prendas o nome do Servicio de Evacuación, mentres os cuáqueros distribúen o mesmo material sen aclarar que é do “SERE”. Viana desdeña esas liortas partidarias e os afáns de protagonismo e coloca a súa ética e compromiso humanitario por diante. Non temos interese en que na roupa adquirida por nós e que reparte o Comité Británico se faga constar nada que se refira ao “SERE”. Foi repartida por eles para evitar as críticas e que os malintencionados puideran dicir que atendiamos exclusivamente aqueles refuxiados partidarios do “SERE”. Nada me importa do ocorrido. Cumprimos o noso deber. Se alguén quixo facer deste acto humanitario baixa política nós non descenderemos nunca a este terreo, pero o comité internacional debe estar moi molesto porque, hai uns días, un dos seus membros me ofreceu espontaneamente unha carta na que se fai constar que para a adquisición desa roupa o “SERE” contribuira con cinco millóns de francos.
É nosso intuito destacar que na medida em que aprobamos a presença do útil ou do agradábel, em muitos casos non estando de forma algunha relacionados com o nosso bem-estar (como por exemplo, nunha narrativa de algo que aconteceu há séculos ou num país distante), parece que debemos admitir que, além de nos amarmos a nós próprios, non nos som indiferentes os interesses dos outros ou a sua felicidade. Se os outros choram, é fácil que acabemos a chorar com eles. Se os outros riem, nós rimos com eles. A contemplaçón da felicidade dos outros (quando non há espaço para a invexa ou desexo de vingança, isto é muito importante) dá-nos prazer de unha forma natural, assim como a sua dor e tristeza nos causam afliçón. Isto parece indissociábel da nossa estructura e constituiçón. Porém, apenas as mentes mais xenerosas se sentem impulsionadas a procurar com entusiasmo o bem dos outros e a nutrir unha verdadeira paixón polo seu bem-estar. Nos homes de pouco espírito (chamemos-lhes assim), esta simpatia non vai além de unha leve emoçón da imaxinaçón que só serve para produzir sentimentos de complacência e censura, fazendo aplicar ao obxecto apenas termos honrosos ou desonrosos. Por outras palabras, a simpatia ou princípio de humanidade non constitui em muitas pessoas um princípio de acçón. Non podemos contar com ele na vida política, embora non se deba duvidar da sua existência. Serve-nos para fazermos xuízos morais, que é aquilo que mais nos interessa investigar na presente exposiçón.
Os chinêses, falan de unha era, durante a dinastía Hsia (c. 2205 a 1782 a. C.), na qual o nosso entorno cósmico variou súbitamente. Apareceram dez soles no céu. A xente na Terra sofreu muito de tanto calor, de maneira que o Imperador ordenou a um célebre arqueiro que disparára contra os soles adicionais. O arqueiro foi recompensado com unha píldora, que tinha o poder da imortalidade, mas a sua mulher liscou-lha. E, por este delíto foi desterrada para a Lúa. Os chinêses, estábam no certo ao pensar que um sistema solar com dez soles, non resultaría acolhedor para a vida humana. Actualmente sabemos que, aínda que se nos ofertaríam grandes possibilidades de bronceádo, a vida probabelmente non se desarrolharía nunca, num sistema solar com múltiples soles. As razóns non som tán sinxélas, como o calor asfixiante imaxinádo na lenda chinêsa. De feito, um planeta podería ter unha temperatura agradábel, aínda que orbitrára ó redor de múltiples soles, ao menos durante um certo intervalo. Mas, parece improbábel que assím se púdera alcançar um aquecimento uniforme durante largos intervalos de tempo, situaçón que parece necessária para a vida. Para saber porqué, consideremos o que acontece com o tipo mais sinxélo de sistema de múltiples estrelas, um sistema com dous soles, que é denominado unha “estrela binária”. Aproximadamente, a metade das estrelas do firmamento som de tais sistemas. Mas, incluso os sistemas binários sinxélos, só podem manter certos tipos de órbitas estábeis. E, em cada unha delas, é probábel que haxa intervalos de tempo em que o planeta está demasiádo quente ou demasiádo frio, para poder albergar vida. A situaçón sería ainda pior para sistemas com muitas estrelas.
FERNÁNDEZ DE CÓRDOBA, Fernando (Buenos Aires, 1809 – 1883). Historiador e autor de memórias. Foi nomeádo Marqués de Mendigorria, polas suas façanhas militares. Lutou na primeira guerra carlista (1833-1844), baixo as ordens do seu irmán Luis, xeneral do exército do Norte. Foi a Roma ao mando das tropas espanholas, para axudar a Pío IX. Nomeádo presidente do concelho de ministros em 1854 e ocupou o cargo de ministro da Defesa em 1864. Desde 1873 dedicou-se a escreber. Escrebeu “Mis memorias íntimas” ( três volûmes, 1886-1889), autobiografía que abarca o período desde o ascênso ao trono de Fernando VII, até o derrocamento de Isabel II. A sua primeira obra foi “Memoria sobre los sucesos políticos ocurridos en Madrid los días 17, 18 y 19 de julio de 1854” (1855).
FERNÁNDEZ DE CONSTANTINA, Juan (principios do século XVI). Compilador da “Guirnalda esmaltada de galanes y elocuentes decires de diversos autores” (1520 ?), estreitamente relacionada com o “Cancionero de Hernando del Castillo”, aínda que probabelmente sexa anterior. É conhecído também como “Cancionero de Constantina”. Comprehende poetas da época de Enrique IV e dos Reis Católicos.
Xá que o estudo em segredo daqueles autodidactas, implicaba o risco de ser expulso da escola, quem participara num círculo político debía ser consciente do perigo que esse “pasatempo” significaba para a sua liberdade e também para a sua vida. “Às reunións do círculo vinha de vez em quando algúm membro do partido do Proletariat que estaba aínda em liberdade: daba unha orientaçón ou contaba algo sobre a história do movimento revolucionario no Occidente ou na Russia, ou começaba a impartir um curso de socialismo –recorda Adolf Warski, quem, anos mais tarde, sería um dos amigos mais íntimos de Rozalia–. Mas estas actividades acababam sempre depois de unha ou duas liçóns. E o conferenciante desaparecía logo, detrás dos muros do pabilhón da cidadela de Varsovia ou escapaba para o estranxeiro.” Aqueles desexosos de saber contabam para a sua formaçón política na clandestinidade com alguns panflectos em polaco, ruso ou alemán, que quedabam dos grupos que tinham sído detídos, e passabam de mán em mán como relíquias. O ideal de unha sociedade xusta e digna, sempre chamou os xóvens com inquietudes, e agora, na forma de um socialismo concebido por Karl Marx e polos seus precursores, exercía unha forte fascinaçón entre os alumnos rebeldes da Polonia. Nos anos 1887 e 1888, entraram no círculo os primeiros escritos de Karl Marx; sobre tudo, o “Manifesto comunista” na traducçón rusa de Plejanov. Desde os anos oitenta existía também unha edicçón polaca. Era um material que tinha entrado no país como contrabando, baixo riscos de morte. As revistas socialistas eram imprésas no estranxeiro e traíam-nas mensaxeiros a través da fronteira. Em 1888 e 1889, voltárom a produzir-se na Polónia arrestos massívos. Foi por aquel entón, quando Rozalia escrebeu a dedicatoria no seu retrato. Em muitos sentidos, Rozalia estaba em desvantáxem: había crescído num país ocupado, era xudía, non era varón e tinha um defeito físico. Talvés sonhaba com superar todos esses obstáculos ou equipará-los mediante um posto e unha profissón, mas esta vía lhe estaba vedada. Por outro lado, tinha-se graduado de secundária, com as melhores notas da sua clásse, albergaba unha educaçón âmpla e o valor de pensar em contra das convençóns. Non obstânte, as universidades da Polonia e da Russia non admitíam mulheres. Rozalia non quería levar a mesma vida que a sua nái, e certamente tampouco que a sua irmán Hannah, que entre tanto había superado os trinta e representaba o papel de unha servínte dentro da família. Xá tinha vivido de perto a busca humilhante e infructuosa de um marido para a sua irmán coxa. ¿Acaso a “Universidade Ambulante” lhe ofertaría unha alternativa? Esta associaçón ilegal era um programa educativo para meninas e mulheres com nível secundário, impartido no maior dos segredos, de noite e aos Domingos, por docentes progressistas; as liçóns entraríam mais tarde em conflícto com o direito vixente.
Xá avancei várias vezes que a “Ciência da Lóxica” é simultaneamente o núcleo e aquilo em que está sustentado todo o edifício hegeliano. O motor oculto, a finalidade, que reside por trás das diferentes figuras que se sucedem nessa aventura que a “Fenomenoloxía do Espírito” descreve sería alcançar o equivalente ao platónico campo eidético, o lugar onde a razón se realiza. A natureza é unha alienaçón do campo das ideias, unha alienaçón prevista na própria ideia e rexída por um conceito que, finalmente, obriga a natureza a retornar à sua orixem: “O movimento da ideia de natureza implica que ela saia da sua imediatez para aceder ao seu fundo, suprimir-se a si própria e transformar-se em espírito”. Podemos, pois, dizer que sem essa “Ciência da Lóxica” sobre a qual tudo xira, tornam-se, de facto, inintelixíbeis os restantes libros que componhem o sistema. E de que trata a “Ciência da Lóxica”? Resumir o conteúdo é obviamente unha taréfa árdua, mas podemos abordá-la por algum lado; por exemplo, considerando o que nela se diz sobre o conceito de realidade. Hegel serve-se unha vez mais do conceito de Deus, mas desta vez no sentido literalmente panteísta de “conxunto de realidades” e para indicar o que Deus, assim concebido, sem dúvida non é. A concepçón segundo a qual, em primeiro lugar, as cousas som o que som e apenas, em segundo lugar, entram em relaçón diferêncial unhas em relaçón às outras, recebe a estocada final em pensadores como Hegel, embora este non sexa o único. Leibniz tinha preparado o terreno, enunciando princípios que é necessário recordar e contextualizar.
“Às vezes leio unhas páxinas ante a grabadora e as escuto depois, a ver como resultam. O som importa-me muito e, dentro do possíbel, aspíro a manter o rítmo dactílico, que é o meu, o da minha fala galega orixinal.”
GONZALO TORRENTE BALLESTER
–Só contam as palabras, o resto non é mais que charlataneria.
–A palabra é um dos primeiros xoguetes do bébé.
–As palabras formam histórias.
–Às vezes temos muitas ideias, e estamos carentes de palabras.
–Platón consideraba, que a orixem da escritura, debía-se ao instânte, em que se perdía o uso da razón.
–O ser humano aprende a partir dos sentidos, principalmente da vista.
–Começar com um borrador e ir organizando e melhorando o texto depois.
–Abrir um arquivo de escritores, a partir das leituras feitas e com as notas extraídas.
–Elaborar antoloxías de escrítos, que anónimos por este mundo circulam, de histórias quasi-perdidas, de contos ou de refráns populares, etc…
Quatro partes claramente diferêntes encerra o primeiro concilio Toledano, tal como chegou até nós: os “Cánones disciplinares”, a “Assertio fidei contra priscilianistas”, as “fórmulas de abxuraçón pronunciádas por Sinfosio, Dictinio, etc…” e a “sentencia definitiva”, que os admíte ao grémio da Igrexa. A autenticidade e enlace de todos estes documentos foi demostráda polo doutíssimo P. Flórez (tomo seis de La España Sagrada). Os cánones som vinte, e neles pouco me demorarei. O número quatorze, está dirixído contra os priscilianistas, que recebíam a comunhón sacrílexamente, sem consumir a sagrada forma. O vinte, manda que só o bispo, e non os presbíteros (como se facía nalgunhas províncias), conságrem o crisma. Dos restantes, uns tendem a evitar irregularidades nas ordenaçóns, e vedando o numero dous, que os penitentes públicos, passem de “ostiarios” ou de “leitores” (isto só em caso de necessidade absolucta), a non ser que sexam subdiáconos antes de ter caído em pecado; outros intímam aos clérigos a assistência às suas igrexas e ao sacrifício quotidiano; lhes prohibem passar de um obispado a outro, a non ser que da herexía tornem à fé e separem do gremio da Igrexa ao que comunique com os excomulgados. Relaçón, aínda que indirecta, parece ter com as costumes introducidas polos priscilianistas o canon seis, a teôr do qual as vírxens consagradas a Deus, non debem assistir a convites nem reunións, mem ter familiaridade excessiva com o seu confesor, nem com lego ou sacerdote algúm. Unha prohibición semelhante vimos no concilio de Zaragoza. A continuaçón dos Cánones veio a “Regula fidei contra omnes haereses, maxime contra priscillianistas”, documento precioso, que tem para a nossa Igrexa a mesma ou parecida importância que o “símbolo Niceno” para a Igrexa universal. Testemunha brilhante da pureza da fé espanhola naquel revoltádo século, prenda de gloria e de imortalidade para os bispos que a subscreberam na “Regula fidei”, obra de tal natureza e interésse para o nosso trabalho, que convém traduzí-la íntegra, e de “verbo ad verbum”, sem perxuízo de comentar, mais adiante, algunhas das suas cláusulas: “Acreditamos num só e verdadeiro Deus omnipotente, Pai, Filho e Espírito Santo. Facedor de todas as cousas vissíbeis e non vissíbeis, do céu e da terra. Acreditamos que há um só Deus, e unha Trindade da substância divina; que o Pai non é o Filho; que o Filho non é o Pai; mas o Filho de Deus é da natureza do Pai; que o Espírito Santo, o Paráclito, non é o Filho nem o Pai, mas procede do Pai e do Filho. É, pois, non enxendrado o Pai, enxendrado o Filho, non enxendrado o Espírito Santo, mas procedente do Pai e do Filho. O Pai é aquele cuxa voz se escutou nos céus: Este é o meu filho amado, em quem tenho todas as minhas compracenças: escutáde-o a Ele. O Filho é aquel que dizía: Eu procedím do Pai e vinhem de Deus a este mundo. O Paráclito é o Espírito Santo, de quem falou o Filho: Se eu non voltar ao Pai, non virá o Espírito. Afirmamos esta Trindade diferênte em pessoas, unha em substância, indivissíbel e sem diferênça em virtude, poder e maxestade.
FERNÁNDEZ DE AVELLANEDA, Alonso. Nome, probabelmente pseudónimo do autor do espúreo “Segundo tomo del ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha, que contiene su tercera salida; y es la quinta parte de sus aventuras” (Tarragona, 1614). A sua autoría é um enígma. Forom propostos como autores: fray Luis de Aliaga, confesor de Felipe III; um obscuro poeta aragonês, Alfonso Lamberto; Guillén de Castro; Tirso de Molina; Joan Martí; Andrés Pérez; Juan Blanco de Paz; Lope de Vega; Quevedo; Alonso de Ledesma; e muitos outros, inclúso ao mesmo Cervantes. Nesta continuaçón espúrea, chega-se a insultar a Cervantes no prólogo. Don Quixote aparece como um louco carente de saber e doutrina, cuxas aventuras resultam unicamente cómicas e que acaba no manicómio de Toledo. O autor afirma no prólogo que Cervantes insultou a Lope de Vega, a quem o autor está defendendo. Cervantes, tomou xusta vingança de tudo isto, na sua própria segunda parte. Este Quixote espúreo, que xa non está namorado de Dulcinea, chega às xustas de Zaragoza (quando estas xá tinham acabado); sofrendo as burlas de don Álvaro de Tarfe; léva à prostituta Bárbara à côrte, baixo o nome de raínha Zenóbia; finalmente cura-se da sua loucura em Toledo, a expensas de don Álvaro, que axuda também a Sancho, a Teresa Panza e consegue que Bárbara entre nunha casa de penitência. Há duas importântes novelas intercaládas ( da mesma forma que “El curioso impertinente” é intercaláda em Quixote, I): “El rico desesperado” e “Los felices amantes”.