FEBRER, Andreu (Vic, c. 1375-c. 1444). Militar, poeta lírico e traductor catalán. A sua poesía amorosa é sem dúbida a mais delicada da sua época, depois da de Jordi de Sant Jordi. Acusa influênças de Arnaut Daniel, Cerverí e Dante. Entre as poesías de Febrer encontra-se o “Sirventesch per lo passatge de Berberia”, sobre a tormenta que ameaçou a frota real caminho da costa de Berbería. Na etapa final da sua vida, dedicou-se à traducçón. E a sua “Comedia de Dant Allighier” teve grande difusón e incidência na sua época.
Contan que a expedición a Canárias co gallo do Corpus da Orotava foi todo un éxito. O número máis comentado ven sendo o de unha romaria na que os concurrentes teñen que ir vestidos cun traxe tipico rexional. Na seguridade de que o alcalde e máis os concellais Zúñiga Antón, Gallego Alvarez, Giráldez Bóo e Cuevas Rivero, lucirian o traxe de gaiteiro co debido garbo e prestanza, estamos á espera de que, como noutras ocasións se pase o correspondente vídeo. Tamén o éxito (do pase) está asegurado. Para estes actos de fraternidade coa Orotava, nunha “Permanente” anterior á viaxe, acordouse librar médio millón de pesetas, do que unha parte vai adicada aos gastos do alcalde, de catro concellais e do cura párroco (a razón de 40.000 ptas. por barba). Hainos con sorte, non ben acaban de paga-lo recárrego municipal do I.R.P.F. , e tócalles unha excursiónciña a Canarias. Deberian institucionalizar unha campaña de algo asi como “Pague os impostos municipais, para axudar a viaxar a Canárias”. Entre tanto os funcionários municipais, hoxe (día 10) ainda non cobraron. Pero, que ganas de liar as cousas! Que ten que ver unha cousa coa outra? Non temos para pan e… Juan Pueblo paga. E xa para rematar, polo de agora, co tema, convén que os expedicionários se aclaren, uns din que soltaron as 40.000 e outros que o fixéron por 15.000.
Quando Descartes díxo que ele non sabía nada da Grécia, Cristina propôs-lhe ir de viaxem para conhecer a Suécia durante outras seis semanas, ao que ele se negou: tinha ido para ensinar. Non contente com isso, mandou-o entón compor a música para um espectacular bailado com o qual se celebraría a Paz de Vestefália (que marcou o fim da Guerra dos Trinta Anos, da qual a Suécia tinha saído fortalecida). Descartes voltou a recusar, mas non teve outro remédio senón aceitar escrever o respectivo libreto com todos os seus pormenores. Para sua infelicidade, a obra foi um êxito e o público esixíu que o filósofo da moda escrebe-se um drama de amor com princesa, tirano e amante. Descartes passava os dias lamentando ter ído para a Suécia. Em Dezembro, quando estaba ali apenas há dous meses, xá dizia ao seu amigo Chanut, que non aguantaba mais: “Sinto-me deslocado e apenas desexo tranquilidade e repouso, bens que os reis mais poderosos da terra non poderám conceder a quem os obtém por si mesmo”. Quando Chanut alertou Cristina, esta pareceu encarar as palabras de Descartes como um ultimato e acedeu a ter aulas, mas com unha condiçón: teríam lugar três vezes por semana, às cinco da madrugada no Xaneiro mais frio de que había memória no último século. Intuímos que, conhecedora dos hábitos de repouso do filósofo, a rainha quíxo pôr à proba a sua vocaçón. Descartes obedeceu, mas poucas semanas depois acabou com unha grípe, que derivou em pneumonia. Além de atravessar as ruas à noite e caminhar através da ventisca xeladora pola ponte do palácio, a biblioteca era unha sala xélida. “Acredito que, no inverno, os pensamentos conxélam como a água”, afirmou. Para piorar as cousas, negou-se a receber assistência por parte dos médicos da corte, pois as sangrias eram contrárias aos seus princípios fisiolóxicos (“Cavalheiros, non derramem sangre francês!”). No início de Febreiro tinha empiorado notoriamente, e apesar de unha leve melhoria depois de aceder a ser tratado, sofreu um desmaio mortal, precisamente quando pedía para ser retirado da cama. Algunhas das suas últimas palabras forom para o seu fiel criado: “Meu caro Schluter, isto significa que está na hora de me ir embora”. A partir daí, perdeu a fala e faleceu poucas horas depois, a onze de Febreiro de 1650. Tendo planeado chegar aos cem anos, acabou polos cinquenta e três.
Sendo o ruso a fala oficial, e também nas escolas había que falar ruso, incluso nos recreios e na classe de polaco. Zofia Dzierzynska, esposa de um companheiro de luta da que mais tarde sería Rosa Luxemburgo, e que frequentou a mesma escola, descrebe nas suas memórias o rigor com que se vixiaba o cumprimento da prohibiçón: “Uns dias antes dos exámes finais, quando xá era candidata à medalha de ouro, baixando pola escáda depois da clásse. Alguém me chamou de baixo e perguntou-me em polaco, se sabía ónde estaba outra companheira. Voltei-me, sem dar com ela, e respondí em polaco que non. Nesse momento, a directora, que subía as escadas e à qual eu non tinha visto a tempo, agarrou-me do brazo; meteu-me um sermón, levou-me arrasto para o segundo andar e ordenou à minha mêstra que me pechára no calabouzo durante três horas. ¡E por unha só palabra dita em polaco! Estas três horas no calabozo, valerom-me um quatro em conducta, com o qual a nota de todo o ano baixou automaticamente para um notábel. E, por conseguinte, nunca mais se ouvíu falar da medalha de ouro.” História e literatura polacas, non eram matérias de estudo, e a asignatura de polaco ocupába-se quase exclusivamente da gramática. Toda essa cultura polaca que durante séculos tinha formado o espírito e a imaxem da cidade de Varsóvia non cabía na educaçón superior. Rozalia aproximou-se de um círculo estudantil clandestino. Estes círculos existían quase em todas as escolas e institutos polacos, e ocupabam-se de tudo aquilo que pudéra alimentar a consciência nacional oprimida; como o estudo das insurreiçóns e a leitura de escritores polacos. Em primeiro lugar, do poeta romântico Adam Mickiewicz, cuxas obras estudáram de memória e com admiraçón xeraçóns enteiras de xóvens polacos. Había círculos estudantís que, na sua sede contínua de conhecimento, dabam um passo mais alá. Estudabam as causas da opressón nacional, misturabam a literatura polaca com contáctos com o movimento operário na clandestinidade. E, os pontos em comum eram numerosos. A palabra “socialismo”, por exemplo, non a descubríram de Karl Marx, senón de um artígo do poeta Mickiewicz: “A palabra “socialismo” é unha expressón completamente nova (escrebeu Mickiewicz). A pesar de que a antíga sociedade e os seus representantes non entendíam o significado dessas palabras, advinhavam nelas a sua condena de morte.
FARSAS. O Drama medieval relixioso que incluía com frequência um intervalo cómico, como nas “Farsas y églogas ao modo pastoril y castellano” de Lucas Fernández e na moderna “Farsa de los Reyes Magos” de Rafael Alberti. O termo moderno “farsa” indica somênte unha obra, que pretende fazer rir ao público.
Parece que nos encontremos num ponto crítico da história da ciência, no qual debemos modificar a nossa concepçón dos obxectivos e do que fai que unha teoría física sexa aceitábel. Parece que os valores dos parâmetros fundamentais, e incluso a forma das leis aparentes da natureza, non som esixídos por ningúm principio físico ou lóxico. Os parâmetros podem tomar muitos valores diferentes e as leis podem adoptar qualquer forma que conduza a unha teoría matemática autoconsistente, e tomam em xeral valores diferentes e formas diferentes em universos diferentes. Pode que isto non satisfaga o nosso desexo humano de ser especiais, ou de descobrir unhas instrucçóns claras que alberguem todas as leis da física, mas, esta parece ser a maneira de funcionar da natureza.
O indivíduo que realiza o trabalho é o “Homo faber”. Na actividade que é o trabalho, este non produz bens de consumo, mas bens de utilizaçón, obxectos com durabilidade e estabilidade no tempo. O trabalho transcende assim esse tempo cíclico da natureza graças aos obxectos permanentes, como o fruto do trabalho de um artesán ou a obra de um artista. Através do trabalho constrói-se o que Arendt, claramente sob influência dos seus mestres Husserl e Heidegger, denomina “o mundo”. Este está composto tanto polos obxectos construídos (artefactos e obras de arte) como polas instituiçóns políticas criadas, xa non através do trabalho, mas da acçón e do discurso. A principal característica do “mundo” consiste em proporcionar estabilidade e durabilidade às sempre fráxeis acçóns humanas, a unha existência submetida a diversas vicissitudes e êxitos. Esse “mundo” estábel e sólido, criado polo trabalho e pela acçón, é o requisito prévio para a existência de unha esfera pública.
ESTA COPA CHAMA-SE “ROSSO CINCO STELLE”, E RECOMENDA-SE PARA OS SEGUINTES VINHOS.
BARBERA D’ALBA D. O. C.
BARBERA D’ASTI D. O. C.
BARDOLINO D. O. C. CHIARETTO
BEAUJOLAIS PRIMEUR (FRANCE)
BEAUJOLAIS VILLAGE (FRANCE)
BONARDA OLTREPO PAVESE D.O.C. VIVACE
CABERNET SAUVIGNON TRENTINO D.O.C.
CHIANTI GALLO NERO D.O.C.G.
GRIGNOLINO D’ASTI D.O.C.
LAMBRUSCO D.O.C.
MERLOT DI APRILIA D.O.C.
MERLOT TRENTINO D.O.C.
MONTEPULCIANO D’ABRUZZO RISERVA D.O.C.
PINOT NERO OLTREPO PAVESE D.O.C.
ROSSO CONERO D.O.C.
SCHIAVA GENTILE ALTO ADIGE D.O.C.
SYRAH (VITTORIA – AUSTRÁLIA)
VALPOLICELLA SUPERIORE D.O.C.
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GEORGES DUBOEUF FLEURIE LA MADONE (2005)
Dos dez vinhos fortes de Beaujolais, o Fleurie goza do afecto mais ardente no corazón dos amadores. O seu nome evoca as flores com as que a casa de Duboeuf engalana a maioria das suas etiquetas de beaujolais, resultando farto atractívas. O vinhedo “La Madone”, criádo a finais do século XX, em cháns de granito típicos da rexión. O vinho procede de seis hectáreas de terra, com cepas de unha idade de cinquenta anos. Unha cuvée de Fleurie refinado e estructurado, do qual unha oitáva parte envelhece em carbalho novo. O vinho mostra os clássicos amorodos silvestres e pétalos de rosa, da variedade “gamay” em nariz, agudizada polo cedro da madeira. Em boca frutos roxos maduros e carnosos que se mantenhem no seu sítio graças a unha estructura tânica firme. Muitos dos beaujolais crúos bebem-se demasiádo novos, pese a que non tenhem a durabilidade dos seus vecinhos pinots do norte, um vinho como este agradecerá certo tempo de angustiosa espera.
FARIÑA NÚÑEZ, Eloy (1885-1929). Poeta paraguayo que se uníu ao movimento formado em torno da revista “Nosotros” de Buenos Aires. Alí fíxo-se amigo de Leopoldo Lugones, e publicou um poema épico em verso branco “Canto secular” (1911), um ano depois da apariçón das “Odas seculares” de Lugones. Fariña foi um admirador da literatura latina e o seu Canto debe a sua estructura a Virxilio e o seu estilo a Horacio. Reuníu a sua poesía em “Cármenes” (1922). Escrebeu também ensaios críticos, contos (Las vértebras de Pan, 1914), unha novela neoclássica (Rhodopis, 1926), varias pezas de teatro e unha valiosa recopilaçón de “Mitos guaraníes (1926).
Pero o optimismo e a tenacidade de Viana non poden agachar que o SERE se atopa nunha delicada situación económica, xa que os fondos se reduciron de forma notábel e centos de miles de refuxiados permanecen ainda atrapados en Francia e necesitados de axuda. Os problemas económicos amoréanse sobre a mesa da oficina de Viana na Rue Tronchet. Dende Perpignan, o delegado Carlos Ruiz advirte que moitos exiliados están en situación crítica ao non recibir o subsidio dende hai meses. Renée de Monbrison é a secretaria xeral do Comité Británico e reclámalle a Viana a entrega dos 25.000 francos mensuais comprometidos dende xullo polo SERE para poder continuar prestando a súa imprescindíbel axuda. O Comité encárgase da compra e distribución de roupas e alimentos nos campos de concentración e da entrega de subsidios. Tamén se ocupa da localización de nenos e nenas e da reunificación familiar dos refuxiados, ademais de xestionar tres colonias infantís. As demandas de recursos non cesan, e Félix de los Ríos, da Junta Pro Refugiados da República Dominicana, pídelle a Viana que o SERE faga fronte aos gastos de construción de vivendas e de posta en marcha de granxas para os refuxiados no país, ante o incumprimento dos compromisos do Goberno dominicano. Para afrontar esas graves dificultades económicas, Alejandro Viana quere que a austeridade guíe a xestión dos seus fondos. Con emoción reclámalles aos delegados en diferentes cidades francesas e norteafricanas os maiores esforzos e sacrificios, lembrándolles a súa privilexiada situación.
O Averróis dos latinos, nasceu em Córdoba no ano de 1136 e morreu na cidade magrebina de Marraquexe em 1198. Descendia de unha família de xuristas. O seu avô foi sobrexuíz de Córdoba, cargo de que se demitíu, para dedicar-se à escrita, como ele próprio conta nunha das suas obras; membro do conselho real, interveio em alguns assuntos políticos de relevo durante o domínio da dinastia almorávida. O seu pai também foi sobrexuíz de Córdoba, antiga capital do califáto omíada. Pouca informaçón temos sobre a sua formaçón. Apesar de ser um dos grandes filósofos da Idade Média, desconhecemos em pormenor como se formou Averróis nesta matéria, isto non resulta estranho tendo em conta o funcionamento do ensino no al-Andalus: as primeiras letras eram aprendidas em casa, os conhecimentos mais procurados recebiam-se na mesquita (gramática, direito, história, tradiçóns, etc…) e as especialidades eram lecionadas em casas particulares por mestres de prestíxio pagos polas famílias. Como afirma o arabista Julián Ribera num conhecido libro sobre o tema, existia liberdade absolucta no ensino: non houbo centros estatais, nem pláns oficiais de estudo, nem nenhuma organizaçón administractiva que regulamentasse a docência. No caso de Averróis, sabemos que teve dous mestres de direito islâmico e outros dous de medicina, um deles o estremenho Ibn Harún, que segundo unha fonte histórica “conhecia bem as ciências filosóficas”. É probábel que nele influíssem de modo decisivo a leitura de Avempace, a amizade com Ibn Tufail e o estudo das obras de al-Farabi.
Se a questón central na crítica de Lucrecio é a relaçón entre a poesía e a filosofía, resulta importânte comprehender até que ponto reflexa fielmente Lucrecio o espírito de Epicuro. Evidentemente o poeta considerába-se a si mesmo um epicúreo ortodoxo e non pode duvidar-se da intensidade da devoçón ao seu mentor filosófico. Non obstânte, “De rerum natura” é muito diferente em tôn e carácter dos escrítos de Epicuro. ¿Como podem estimar-se estas diferênças? Um modo polo qual esta questón foi contestáda habitualmente, é através do exame da personalidade do poeta: “De rerum natura” difére dos escrítos de Epicuro, porque Lucrecio era diferente. A aproximaçón biográfica à literatura sempre pode ser suspeitosa, e no caso de Lucrecio é crítica biográfica sem unha biografía. Quase nada se sabe da vida pessoal do poeta e vemo-nos forzados por isso a extrair conclusóns sobre a personalidade do poeta mesmo. Das testemunhas externas, a de maior influênça é a de San Xerónimo. Nos adxuntos que fíxo à “Crónica” de Eusébio, no ano 94 ou 93, antes de Cristo, escrebeu: “Nasce Tito Lucrecio, poeta que depois enlouqueceu a causa de um filtro amoroso e quando nos interválos dos seus atáques de loucura, escrebeu vários libros, que Cicerón corrixíu. Mais tarde suicidou-se no ano quarenta e quatro da sua vida.” Toda esta calumniosa afirmaçón, foi âmplamente discutída na posteridade: dificilmente podem ser correctas as datas; a ediçón de Cicerón foi negada, tendo em conta a sua hostilidade contra o epicureísmo, e defendeu-se a causa do seu interesse pola literatura; Os filtros amorosos, non é probábel que causáram a morte, nem as calamitosas consequências médicas que barrunta a afirmaçón do santo, e a história da loucura e suicídio, non é apoiada por ningúm outro testemunho da Antiguidade, e será resultado da malevolência cristán. Os que subraiárom as diferênças temperamentais entre Lucrecio e Epicuro, buscarom a miúdo unha confirmaçón para as suas opinións, no pessimismo do poeta. “A comedia epicúrea da natureza (escrebeu Guissani) se transforma quase em traxédia em Lucrecio.” Toda a questón do pessimismo do poeta foi debatída âmplamente e saírom veredíctos bastânte diversos, que ván da suave melancolia à depressón enfermiza.
FARINELLI, Arturo (1867 – 1948). Decano dos estudos de hispanística em Italia e um importante investigador no campo da literatura comparada. A tese doutoral de Farinelli entitulou-se “Deutschlands und Spaniens literaturische Beziehungen”. Entre os seus trabalhos mais importantes encontram-se “Grillparzer und Lope de Vega” (Berlim, 1894), que foi traduzida como “Lope de Vega en Alemania (Barcelona, 1936); um estudo de La vida es sueño de Calderón que foi entituláda “La vida è un sogno” (dous volûmes, Turín, 1916); “Viajes por España y Portugal desde la Edad Media hasta el siglo: divagaciones bibliográficas” (Madrid, 1930); “Dante in Spagna, Francia, Inghilterra, Germania” (Turín, 1922); “Guillaume de Humboldt et l’Espagne” (Turín, 1924); “Divagacione erudite” (Turín, 1925); “Ensayos y discursos de crítica literaria hispanoeuropea” (dous volûmes, Roma, 1925); “Romanticismo nel mondo latino” (três volûmes, Turín, 1927); um libro maxistral “Italia e Spagna” (dous volûmes, Turín, 1929); “Divagaciones hispánicas” (Barcelona, 1936) e “Poesía del Montserrat y otros ensayos” (Barcelona, 1940).
¡Gente de paz! Hé ahí a necessidade suprema de Venezuela. O sonho está virxem aínda, as suas montanhas repletas de ouro, os seus vales húmedos de sávia vigorosa, as faldas dos seus cerros obstêntam o bananal e o cocoteiro, o dourado milho nos seus declíves e o robusto café nas cûmes. ¡Gente de paz! O pobo é laborioso, manso, dócil, honrado proverbialmente. ¡Deixádeo trabalhar, non o cerceneis baixo o canhón ou a espada, facei-o simpático à Europa, para que a emigraçón venha expontaneamente a misturar-se com el, a ensinar-lhe a industria e vigorizar o seu sangre! ¡Gente de paz, para os pobos da América! Aqueles tempos passarom: passou a conquista, passou a independência, e a América e a Espanha estendem hoxe os brazos através dos mares, porque ambas marcham pola mesma senda, em pós da liberdade e do progresso. Tomo duas frases dos “Opúsculos” de Bello, a primeira sobre a conquista, a segunda sobre a independência, que, na minha opinión, concretam e formulam o xuíço definitivo dos americanos que pensam e meditam sobre esses dous gráves acontecimentos: “Non temos a menor inclinaçón a vituperar a conquista. Atróz ou non atróz, a ela debemos a orixe dos nossos dereitos e da nossa existência, e mediante ela vem ao nosso chán aquela parte da civilizaçón europeia que pudo passar polo tamiz das nossas preocupaçóns e da tiranía da Espanha.” “Xamais um pobo profundamente envilecido foi capaz de executar os grandes feitos que ilustraram as campanhas dos patriotas. O que observa com olhos filosóficos a história da nossa luta contra a metrópole, reconhecerá sem dificuldade que o que nos fíxo prevalecer nela, foi cabalmente o elemento ibérico. Os capitáns e as lexións veteranas da Ibéria transatlântica, forom vencidos polos caudilhos e os exércitos improvisádos de outra Ibéria xovem que, abxurando do nome, conservaba o alento indómito da antiga. A constância espanhola esbarrou contra si mesma.” Hé ahí como debemos pensar com respeito à Espanha, abandonando os temas retóricos, as declamaçóns ampulosas sobre a tiranía da metrópole, sobre o seu absurdo sistema comercial, que lhe foi mais perxudicial que a nós mesmos, e recordar só que a história humana gravita sobre a solidariedade humana. O passado é unha licçón e unha fonte de eterno encono.
Na opinión do filósofo madrileno, a Espanha de finais do século XIX e princípios do XX, que Ortega experimenta na sua efervescente e cada vez mais altiva xuventude, precisa de unha chamada de atençón proveniente das mais elevadas camadas intelectuais do país. Porém, a intelixência non é suficiente. O pensamento, a filosofia, a lóxica, a argumentaçón, as humanidades, a ciência pura… tudo isso constitui a bagaxem necessária para que o home possa analisar o seu presente de maneira exaustiva. Mas o nosso protagonista xulga que a razón, como instrumento puramente lóxico, diminuiu, ficou desacreditada e non é eficaz para conduzir os cidadáns à acçón. De algunha maneira, a razón desvitalizou-se, o coraçón foi arrancado do seu peito e, por fim, foi albo da pior das doenças: a ausência de vitalidade. Como referia Ortega na quarta parte de “O Tema do nosso Tempo”, “o pensamento é unha funçón vital, como a dixestón ou a circulaçón do sangue”. Como muito bem lembra Jordi Garcia, catedrático de Literatura Espanhola, no prólogo da sua muito recomendábel obra sobre o filósofo madrileno, “Ortega só será Ortega visto ao mesmo tempo nas frentes ocultas de unha actividade muito calculada em ritmos e tempos, capaz de improvisar séries febris de artigos políticos enquanto delineia os fundamentos de unha filosofia da razón vital”. O próprio filósofo explica no seu imprescindíbel escrito “Pedindo um Goethe desde dentro” que a vida humana alberga unha inevitábel vertente narrativa. Antes de mais, a existência traduz-se nunha espécie de narraçón, sob a forma de história de um suxeito que reaxe perante o que acontece. Deste modo, Ortega concebe a biografia pessoal como unha tentativa de resolver os problemas com os quais, conxuntural ou permanentemente, nos confrontamos.