FERNÁNDEZ DE LIZARDI, José Joaquín (C. de México, 1776-1827). Xornalista, poeta, fabulista e dramaturgo anticlerical de México. Frequentemente utilizou o pseudónimo de “El Pensador Mexicano”. Escrebeu a primeira novela hispanoamericana, “El Periquillo Sarniento” (três vols., 1816; ed. completa, cinco vols., 1930-1931). Autodidacta e discípulo fervoroso dos enciclopedistas, Fernández de Lizardi foi um libre pensador, sem medo, apesar das vezes que foi preso por propagandista antigobernamental. Esteve sete meses engaiolado, por publicar “El Pensador Mexicano” (1812-1814). Entre as suas revistas periódicas de curta vida encontram-se: “Alacena de Frioleras” (1815-1816), “Las Sombras de Heráclito e Demócrito” (1815), “Caxoncito de la Alacena” (1815), “El Conductor Eléctrico” (1820),
Amo porque amo. Amo sem amar e odeio porque me fazem odiar. Vejo para onde non deveria ver e encontro-me com quê?… Banca fraudulenta; associativismo interessado nas mais pequenas coisas. Corrupçao brutal na classe política, como a recente demissao do ministro de Turismo brasileiro. Absentismo dos sindicatos ligados a correntes políticas da velha esquerda. Os sistemas nacionais de saúde a falharem ou dizendo-nos que estao falidos. Direitos laborais espoliádos. A proteçao social aos trabalhadores despedidos, minguando de maneira cruel e assustadora. Regioes da Terra, marcadas pela fome. Guerras inventadas em regioes onde o petróleo ou os carreiros do ópio som vitais. Países sem liberdade, nem direitos humanos garantidos, como a China, a impor critérios financeiros ao mundo. Trabalho escravo em países emergentes. Exploraçao de menores em idade escolar. Economicismo de banca rota a comandar as filosofias económicas de governos dos países da velha Europa. Relançamento de ideias e legislaçao xenófobas. Estudantes sem futuro. Futuro sem sonho. O silêncio dos Poetas. A boca fechada dos Filósofos. Os pedreiros libres, esquecendo-se do homem. A inópia dos media. O futebol como referente social. A Igreja entre escândalos sociais e sexuais. O FMI ao serviço de desconhecido interesse. Os patriotas, vendendo Pátrias a retalho. A lingerie como signo de emancipaçao. As televisoes a fazer do Tédio e da falta de privacidade virtude. Os campos de golfe a substituir searas. Os automóveis a empenhar o espírito de aventura. A Banca a mandar nas vontades e desejos. Os parvos a ser nomeados ministros. Os ministros transformados em porteiros dos grandes especuladores. Vejo para onde non deveria e encontro-me com quê? Com merda! Com a Troica em Lisboa.
A única cousa pior do que um cristán, um católico ou até um protestante: é um ateu, ou nihilista. O cristianismo tinha sido, é verdade, desprezo pola vida, nihilismo. Mas, no fim de contas, o cristán, ao viver por e para outra vida, fazía por viver esta. Do católico, é melhor nem falar: no calendário há sempre unha Santa Rita, unha Santa Marta ou um San Pancrácio para ter a ocasión de fazer unha festa. Logo, depois da ressaca, um católico confessa-se e volta a começar, à espera da festa de Santo António. À custa de desprezar esta vida a favor de outra, esforça-se muito para disfrutar neste mundo. Outra cousa, dizia Nietzsche, é o protestante, que suprimíu as festividades do calendário, um ser austero, amargurado, triste e trabalhador, unha massa disforme de puro ressentimento contra os prazeres da vida. Mas ainda había de vir algo pior; e, finalmente chegou: somos nós, o “último home”, unha humanidade maioritariamente ateia que, no entanto, non inventou qualquer valor que lhes permita apreçar a vida. Se o cristán vivia por e para outra vida, o ateu vive por e para nada. Se non se suicida, é porque “até morrer o cansa”, porque a iniciativa de se suicidar sería demasiádo vital para o seu total nihilismo. Na verdade, este retrato tán “nihilista” do “último home” parece-se bastante àquele que Marx fai do proletariado no “Manifesto Comunista”. O filósofo e xurista alemán Carl Schmitt resumía-o bem com estas palabras: “Tudo o que se refere ao proletariado apenas pode ser determinado de forma negativa. Dele só pode afirmar-se com certeza que non participa da “mais-valia”, que non possui e non conhece nem família, nem pátria, etc… O proletariado é um “nada social”. Dele só pode dizer-se que non é mais do que meramente humano”. Efectivamente, o capitalismo, ao proletarizar a populaçón, despoxou o ser humano das suas qualidades antropolóxicas mais elementais. Em primeiro lugar, da relixión: unha relixión é, antes de mais, um calendário de festas para celebrar, e o mercado de trabalho non tem tempo para festividades relixiosas. Daí que, como propuxéra a famosa obra de Max Weber, o protestantismo era unha relixión muito mais de acordo com as novas necessidades do capitalismo. No tempo de Marx (e na actualidade também, mais do que às vezes se quer acreditar) suprimíu-se inclusive o descanso dominical. O capitalismo necessitaba de unha populaçón tán trabalhadora que non tinha tempo para desabafos relixiosos. O proletariado continuou a ser relixioso (também non convinha que deixasse completamente de o ser), mas de unha forma cada vez mais nominal e menos practicante. No final, temos unha populaçón à qual, como auguraba Nietzsche, tanto lhe fai que sexa ateia ou crente, porque comporta-se em qualquer dos casos com idêntico nihilismo: unha populaçón que vive por e para nada, à qual “até morrer cansa”.
Quando Buenaventura chegou a San Sebastián, a CNT começaba a abrir passo nunha zona que até entón tinha estádo dominada polo Partido Socialista e a sua central sindical, a UGT. Até ao segundo congresso da CNT, o anarquismo no País Vasco tinha-se limitado a unha acçón de propaganda, por meio das suas publicaçóns animádas polos escasos grupos da rexión. Mas, depois da gréve de Agosto de 1917 e do forte incremento que tomou o anarcosindicalismo em toda Espanha, os grupos anarquistas de San Sebastián e Bilbao passaram à acçón aberta, formando sólidas bases organizativas. Naqueles tempos, nas marxens do Urumea, na sua mesma desembocadura, começou a construcçón de um casino, o “Gran Kursaal”. Mán de obra aragonesa e logronhesa chegou para tal empresa. O grupo anarquista donostiarra animado por Moisés Ruiz, entregou-se de cheio à organizaçón sindical desta massa inmigráda de trabalhadores. Nesta labor colaborarom evidentemente, os militantes chegados de Zaragoza e Logroño entre os que destacabam: Marcelino del Campo, Gregorio Suberviela, Víctor Elizondo, José Ruiz, Inocencio Pina, Clemente Mangado y Albadetrecu. Entre eles primaba um elevado entusiásmo, mas carecíam de sentido de organizaçón. Moisés Ruiz, veterano militante, comprehendeu pronto que certas tácticas encontraríam obstáculos entre os habitantes da rexión, acostumádos até entón à práctica edulcorada dos socialistas. Pensou em contrarrestar e vencer ao Partido Socialista no terreno das ideias, para o qual recorreu ao seu bom amigo Buenacasa, para que desde Barcelona se trasladára a San Sebastián. Este último gozaba de um innácto sentido da organizaçón, e a sua sensibilidade sistemática era reconhecída por todos os seus companheiros. Pronto, como esperaba Ruiz, a sua influênça se fêz notar, tanto na formaçón de militantes, como na vertebraçón do primeiro “Sindicato de la Construcción”. Como propagandista, intervéio nas conferências e desafiou em repetídas ocasións a debates públicos aos socialistas. Em seguida os militantes do Partido Socialista comprehenderam o perígo que os ameazaba. À sua vez, chamaram militantes de outras partes, com o qual, se enzarzou no País Vasco unha luta tenáz entre socialistas e anarquistas. A burguesía vasca víu nesta contenda unha oportunidade para mermar a unidade da clásse obreira: axudando ao socialismo parlamentário, dividía para vencer. “Um día –escrebe Buenacasa– presentou-se no Sindicato um rapaz alto, forte, de olhos alegres, que nos saudou com a simpatía de quem nos conhecéra durante toda a vida. Afirmou sem preâmbulos e ensinando o “carnet” da CNT, que acababa de chegar à capital e que precissaba trabalhar. Como em casos similares, ocupámo-nos dele, encontrando-lhe trabalho num “talher de mecânica” em Rentería. Desde entón, e com certa regularidade, acostumaba depois do trabalho vir polo Sindicato. Sentába-se nunha esquina, tomaba os xornais amontoádos, e lía sobre unha mesa. Apenas intervinha nas discussóns, e quando xa era entrada a noite, retirába-se à pousada que lhe tínhamos arranxádo.”
FERNÁNDEZ DE LA REGUERA, Ricardo (Barcenillas, Santander, 1916). Româncista. Viveu em Chile de 1929 a 1939. Passou a maior parte da sua vida activa escrebendo e ensinando na Universidade de Barcelona e num instituto de ensino médio. Um observador perspicaz, que consegue atrair o leitor com a sua tradicional maneira de narrar. O pior dele é a falta de convicçón na caracterizaçón das personáxes femeninas e, especialmente nas suas primeiras obras, a falta de personalidade ao escreber. Entre as suas novelas (publicadas sempre em Barcelona) temos: “Entre otoño y primavera” (1945), “Un hombre a la deriva” (1947), “El corazón en el río” (1949), a sua novela sobre a guerra civil, “Cuando voy a morir” (1950), que Pérez Minik considera como a melhor do seu xénero, “Cuerpo a tierra” (1954), “Perdimos el paraíso” (1955), “Bienaventurados los que aman” (1957) e “Espionaje” (contos). Xunto com a sua mulher, Susana March, Fernández de la Reguera escrebeu várias novelas nunha nova série de “Episodios nacionales contemporáneos”.
A cidade de Caracas está situada no val que leva o seu nome e que é um dos mais belos que se encontram nestas rexións. Baixo um clima temperado e suáve, a natureza toma um ar tal de louzanía, que o viaxeiro que desponta por cima da cumieira do Avila, acredita encontrar-se no seio de unha eterna primavera. O verde ondulante dos vastos prantíos de cana, claro e luminoso, contrásta com os refléxos intensos dos cafetais que médram nas alturas. Dous ou três imperceptíbeis fios de água cruzam a estreita chaira, e aínda que o corte dos cerros sobre o horizonte resulta algo monótono, há tal profusón de árbores nos seus declives, a baixa vexetaçón é tán espessa e compacta, que a mirada encontra sempre novas e agradábeis sensaçóns ante tal quadro. A cidade, como todas as americanas fundadas polos espanhois, é de ruas estreitas e rectangulares. Sería em ván buscar nelas os sumptuosos edifícios de Buenos Aires ou de Santiago de Chile; ao mesmo tempo que as conmoçóns humanas impedíram o desarrolho material, as sacudídas intermitentes da terra, tremendo a cada borrasca que axíta as veias da montanha, fán impossíbeis as construcçóns grandes e sólidas. Tudo é alí lixeiro, como em Lima, e o aspecto interior das casas, as suas paredes delgadas, os seus tabiques tênues, revelam constantemente a temída expectativa de um terremoto. Durante a minha permanência em Caracas, tíve ocasión de observar um desses fenómenos aos que o home non pode nunca habituar-se e que fán tremer os corazóns mais farrucos. Lía, tendido sobre um sofá do meu escritório e no momento em que García Mérou se inclinaba a mostrar-me um pasáxe do libro que recorría: ví como tremía entre as suas máns, mentras percorría o meu corpo um estremecimento curioso. mirámo-nos um momento, sem comprehender, o tempo suficiente para que os tectos, caíndo sobre nós, nos tivéram reducído a unha forma meramente superficial. Quando notámos que a terra tremía, corremos, primeiro para o xardím; logo levádos pola curiosidade, corremos a rua observando a todo o mundo nas portas das suas casas; caras cheias de espanto, xentes que corríam, mulheres axoelhadas, um pavor desatentado vibrando na atmôsfera. Unha ou duas paredes da casa racharom, e aínda que sem perígo para nós, non assím para aqueles que a habitam nesse momento de repetiçón do fenómeno. A cidade, em si mesma, alberga um aspecto sumamente tríste, sobre tudo para aqueles que nascemos nos “llanos” e que non podemos habituarnos a viver rodeados de montanhas que limitem o horizonte em todos os sentidos e parecem enrarecer o ar. Há, non obstânte, dous pontos que poderíam figurar com honra em qualquer cidade europeia: a praza Bolivar, perfeitamente enlosada, com a estátua do Libertador no centro, cheia de árbores corpulentas, limpa e bem acondicionada, delicioso lugar de recreo para passar um par de horas escûtando música da retreta. E o Calvário. O Calvário é um cerro pintoresco e pouco elevado, a cuxo pé se extende Caracas. Em todas as guerras civís passadas, a fracçón que logrou fazer-se dona do Calvário, acabou inmediatamente por dominar a cidade. Desde alí contróla-se completamente a cidade, e nem um páxaro podería gabar-se de a contemplar mais cómodamente que o que se encontrar no bonito cerro.
Trata-se de “imprimir um estilo ao carácter”, integrando as tendências em confronto que nidificam em nós e harmonizá-las nunha unidade superior. O “Super-home” non se sente ameaçado pola sua própria exuberância. Non tem medo de se aproximar “a Deus e ao palhaço, ao santo e ao canalha” que habitam nele. Quando escava dentro de si, encontra recursos para a sua disposiçón e non perigos que tem de erradicar. O “super-home” contempla-se a si mesmo como um pianista que olha para todas as notas do teclado ou um pintor que observa as diferentes cores da paleta. Certamente, a hipersexualizada sociedade do século XXI superou muitas das prohibiçóns morais do passado. Mas isso non significa que se tenha desprendido da concepçón cristán do corpo. Na nossa cultura, aparentemente libertada, vê-se a marca da repressón, e de um modo mais subtil do que pensamos. Por exemplo, Nietzsche adverte que os assuntos eróticos colonizarom a nossa imaxinaçón. É preciso ficar claro, em qualquer caso, que Nietzsche non fai um apelo à desinibiçón total e ao descontrolo das paixóns. Embora, por momentos, possa parecê-lo, o seu tipo humano ideal non aponta para um ser “natural” e “amoral”, para unha espécie de besta que dá rédea solta aos seus instintos. A automodelaçón que Nietzsche propón é algo mais do que simplesmente fazer desporto com regularidade ou descomprimir nunha discoteca de vez em quando. Confeccionar um corpo à nossa medida é unha tarefa rigorosa e esixente. Comporta um trabalho físico e intelectual constante, e exclui a excessiva satisfaçón consigo mesmo. O mandato nietzschiano de “chegar a ser o que se é” implica conceber o próprio eu como um devir constante.
Marco Tulio Cicerón (106-43 a. C.) foi estudado sem cesar como personáxe e como político, e de feito estes aspectos seus forom interesantíssimos, mas a sua importância principal é como home de letras. Profundamente consciente do filisteísmo de muitos romanos, este “home novo”, sem ascendentes, adoptou como antepassado espiritual a Escipión o Xovem e aos seus amigos do século II, os difusores do helenismo, baixo a direcçón do estoico Panecio, que forom também exemplos de patriotismo romano, “decorum y humanitas”. “Mais que outros, som um filoheleno e sabe-se que o som”, afirma a Ático, aínda que a sua admiraçón era pola literatura, a filosofía e a arte dos grandes gregos do passado, mais que polos taimados “grieguinhos” contemporâneos. Nos seus diálogos, compostos nas vilas bem situadas que tinha adquerído em Túsculo (acima de Frascati) e na costa oeste da Italia, e que usou também às vezes como escenário, parece interessado em retratar unha sociedade muito cortês: ninguém pode permitir-se ser tosco, a diferênça dos sofistas de Platón. As suas personáxes tenhem essa tolerância que é unha das suas características pessoais. Quando tinha dezoito anos, Filón de Larisa, cabeça da Academia Nova de Atenas, visitou Roma e causou-lhe unha profunda impressón. Filón situába-se para ouvir as duas partes num debate, antes de formar-se unha opinión própria. Afirmando, que nada podía conhecer-se como certo, lamentaba o dogmatismo e insistía em que todas as conclussóns eram provissionais. Assim, quando Cicerón visitou depois Atenas, para aprender, decidíu incorporar-se à Academia. A sua própria filosofía da vida era ecléctica e assistemática, adaptada ao seu temperamento. Non era um autêntico filósofo e disso tinha consciência, aínda que se sentía fascinádo pola filosofía. Acolhía bem a crítica e reclamaba o dereito a mudar de ideias. Nunha passáxe de um prólogo ao seu diálogo “sobre a natureza dos deuses”, que ganhou a admiraçón de Voltaire, lamenta a fórmula pitagórica “O mêstre díxo…”: “Os que perguntam, o que eu penso, som innecessariamente curiosos. Nunha discussón o que debe procurar-se, non é tanto o peso da autoridade, mas a força da argumentaçón. De feito, a autoridade dos mêstres consagrados, resulta às vezes um obstáculo para os potenciais discípulos.”
FERNÁNDEZ DE HEREDIA, Juan (Munébrega, 1310?-1396). Historiador, militar e diplomático. Esteve ao serviço de Pedro IV de Aragón, sendo grande mêstre da Ordem de San Xoán de Xerusalém. lutou na Guerra dos Cem Anos e foi ferído em Crécy (1346). Nunha expediçón contra os piratas turcos, foi feito prisioneiro em Patrás (1381), onde estívo preso durante três anos. Dedicou os últimos anos da sua vida às histórias e traduçóns, polas quais é conhecído hoxe em dia. As obras históricas mais importantes som “La Gran crónica de España” e “La Gran crónica de los conquiridores”. A primeira é unha história de Espanha de âmplo respiro ao estilo da Primeira crónica general de Alfonso X. A segunda comprehende biografías de grandes homes como Tiberio, Octavio, Marco Antonio, Atila, Carlomagno ou Genkis Kan. A sua magnífica biblioteca particular, parece que passou em parte à do marqués de Santillana.
Viana tampouco quere que o seu persoal alimente pugnas e rivalidades coa “JARE” de Prieto. O delegado do campo de Carcassone quéixase porque persoas vencelladas á “JARE”, reparten entre os refuxiados roupa do “SERE” borrando das prendas o nome do Servicio de Evacuación, mentres os cuáqueros distribúen o mesmo material sen aclarar que é do “SERE”. Viana desdeña esas liortas partidarias e os afáns de protagonismo e coloca a súa ética e compromiso humanitario por diante. Non temos interese en que na roupa adquirida por nós e que reparte o Comité Británico se faga constar nada que se refira ao “SERE”. Foi repartida por eles para evitar as críticas e que os malintencionados puideran dicir que atendiamos exclusivamente aqueles refuxiados partidarios do “SERE”. Nada me importa do ocorrido. Cumprimos o noso deber. Se alguén quixo facer deste acto humanitario baixa política nós non descenderemos nunca a este terreo, pero o comité internacional debe estar moi molesto porque, hai uns días, un dos seus membros me ofreceu espontaneamente unha carta na que se fai constar que para a adquisición desa roupa o “SERE” contribuira con cinco millóns de francos.
É nosso intuito destacar que na medida em que aprobamos a presença do útil ou do agradábel, em muitos casos non estando de forma algunha relacionados com o nosso bem-estar (como por exemplo, nunha narrativa de algo que aconteceu há séculos ou num país distante), parece que debemos admitir que, além de nos amarmos a nós próprios, non nos som indiferentes os interesses dos outros ou a sua felicidade. Se os outros choram, é fácil que acabemos a chorar com eles. Se os outros riem, nós rimos com eles. A contemplaçón da felicidade dos outros (quando non há espaço para a invexa ou desexo de vingança, isto é muito importante) dá-nos prazer de unha forma natural, assim como a sua dor e tristeza nos causam afliçón. Isto parece indissociábel da nossa estructura e constituiçón. Porém, apenas as mentes mais xenerosas se sentem impulsionadas a procurar com entusiasmo o bem dos outros e a nutrir unha verdadeira paixón polo seu bem-estar. Nos homes de pouco espírito (chamemos-lhes assim), esta simpatia non vai além de unha leve emoçón da imaxinaçón que só serve para produzir sentimentos de complacência e censura, fazendo aplicar ao obxecto apenas termos honrosos ou desonrosos. Por outras palabras, a simpatia ou princípio de humanidade non constitui em muitas pessoas um princípio de acçón. Non podemos contar com ele na vida política, embora non se deba duvidar da sua existência. Serve-nos para fazermos xuízos morais, que é aquilo que mais nos interessa investigar na presente exposiçón.
Os chinêses, falan de unha era, durante a dinastía Hsia (c. 2205 a 1782 a. C.), na qual o nosso entorno cósmico variou súbitamente. Apareceram dez soles no céu. A xente na Terra sofreu muito de tanto calor, de maneira que o Imperador ordenou a um célebre arqueiro que disparára contra os soles adicionais. O arqueiro foi recompensado com unha píldora, que tinha o poder da imortalidade, mas a sua mulher liscou-lha. E, por este delíto foi desterrada para a Lúa. Os chinêses, estábam no certo ao pensar que um sistema solar com dez soles, non resultaría acolhedor para a vida humana. Actualmente sabemos que, aínda que se nos ofertaríam grandes possibilidades de bronceádo, a vida probabelmente non se desarrolharía nunca, num sistema solar com múltiples soles. As razóns non som tán sinxélas, como o calor asfixiante imaxinádo na lenda chinêsa. De feito, um planeta podería ter unha temperatura agradábel, aínda que orbitrára ó redor de múltiples soles, ao menos durante um certo intervalo. Mas, parece improbábel que assím se púdera alcançar um aquecimento uniforme durante largos intervalos de tempo, situaçón que parece necessária para a vida. Para saber porqué, consideremos o que acontece com o tipo mais sinxélo de sistema de múltiples estrelas, um sistema com dous soles, que é denominado unha “estrela binária”. Aproximadamente, a metade das estrelas do firmamento som de tais sistemas. Mas, incluso os sistemas binários sinxélos, só podem manter certos tipos de órbitas estábeis. E, em cada unha delas, é probábel que haxa intervalos de tempo em que o planeta está demasiádo quente ou demasiádo frio, para poder albergar vida. A situaçón sería ainda pior para sistemas com muitas estrelas.
FERNÁNDEZ DE CÓRDOBA, Fernando (Buenos Aires, 1809 – 1883). Historiador e autor de memórias. Foi nomeádo Marqués de Mendigorria, polas suas façanhas militares. Lutou na primeira guerra carlista (1833-1844), baixo as ordens do seu irmán Luis, xeneral do exército do Norte. Foi a Roma ao mando das tropas espanholas, para axudar a Pío IX. Nomeádo presidente do concelho de ministros em 1854 e ocupou o cargo de ministro da Defesa em 1864. Desde 1873 dedicou-se a escreber. Escrebeu “Mis memorias íntimas” ( três volûmes, 1886-1889), autobiografía que abarca o período desde o ascênso ao trono de Fernando VII, até o derrocamento de Isabel II. A sua primeira obra foi “Memoria sobre los sucesos políticos ocurridos en Madrid los días 17, 18 y 19 de julio de 1854” (1855).
FERNÁNDEZ DE CONSTANTINA, Juan (principios do século XVI). Compilador da “Guirnalda esmaltada de galanes y elocuentes decires de diversos autores” (1520 ?), estreitamente relacionada com o “Cancionero de Hernando del Castillo”, aínda que probabelmente sexa anterior. É conhecído também como “Cancionero de Constantina”. Comprehende poetas da época de Enrique IV e dos Reis Católicos.
Xá que o estudo em segredo daqueles autodidactas, implicaba o risco de ser expulso da escola, quem participara num círculo político debía ser consciente do perigo que esse “pasatempo” significaba para a sua liberdade e também para a sua vida. “Às reunións do círculo vinha de vez em quando algúm membro do partido do Proletariat que estaba aínda em liberdade: daba unha orientaçón ou contaba algo sobre a história do movimento revolucionario no Occidente ou na Russia, ou começaba a impartir um curso de socialismo –recorda Adolf Warski, quem, anos mais tarde, sería um dos amigos mais íntimos de Rozalia–. Mas estas actividades acababam sempre depois de unha ou duas liçóns. E o conferenciante desaparecía logo, detrás dos muros do pabilhón da cidadela de Varsovia ou escapaba para o estranxeiro.” Aqueles desexosos de saber contabam para a sua formaçón política na clandestinidade com alguns panflectos em polaco, ruso ou alemán, que quedabam dos grupos que tinham sído detídos, e passabam de mán em mán como relíquias. O ideal de unha sociedade xusta e digna, sempre chamou os xóvens com inquietudes, e agora, na forma de um socialismo concebido por Karl Marx e polos seus precursores, exercía unha forte fascinaçón entre os alumnos rebeldes da Polonia. Nos anos 1887 e 1888, entraram no círculo os primeiros escritos de Karl Marx; sobre tudo, o “Manifesto comunista” na traducçón rusa de Plejanov. Desde os anos oitenta existía também unha edicçón polaca. Era um material que tinha entrado no país como contrabando, baixo riscos de morte. As revistas socialistas eram imprésas no estranxeiro e traíam-nas mensaxeiros a través da fronteira. Em 1888 e 1889, voltárom a produzir-se na Polónia arrestos massívos. Foi por aquel entón, quando Rozalia escrebeu a dedicatoria no seu retrato. Em muitos sentidos, Rozalia estaba em desvantáxem: había crescído num país ocupado, era xudía, non era varón e tinha um defeito físico. Talvés sonhaba com superar todos esses obstáculos ou equipará-los mediante um posto e unha profissón, mas esta vía lhe estaba vedada. Por outro lado, tinha-se graduado de secundária, com as melhores notas da sua clásse, albergaba unha educaçón âmpla e o valor de pensar em contra das convençóns. Non obstânte, as universidades da Polonia e da Russia non admitíam mulheres. Rozalia non quería levar a mesma vida que a sua nái, e certamente tampouco que a sua irmán Hannah, que entre tanto había superado os trinta e representaba o papel de unha servínte dentro da família. Xá tinha vivido de perto a busca humilhante e infructuosa de um marido para a sua irmán coxa. ¿Acaso a “Universidade Ambulante” lhe ofertaría unha alternativa? Esta associaçón ilegal era um programa educativo para meninas e mulheres com nível secundário, impartido no maior dos segredos, de noite e aos Domingos, por docentes progressistas; as liçóns entraríam mais tarde em conflícto com o direito vixente.