
As armas e demais obxectos de metal e a sua ornamentaçón. Os machados de bronze, que a cada instante entre nós e em diversas localidades aparecem, nem pola sua forma nem pola sua aleaçón se diferênciam das do resto da Península e de Europa. Mais pequenas e artísticas no interior, de maior tamanho e forma estreita nas comarcas marítimas, diferencíam-se também, aínda que poucas vezes, pola sua aleaçón. Xeralmente, a normal é de nove por um. As de Bergantinhos, as de Cambados, as que temos ocasión de ver no Museo do Porto, encontradas na Serra de Santa Xusta som iguais. De todas elas, só nas de Cambados pudémos obter o análise, por certo que dando éste um dezasseis por cento de chumbo, indica xá unha época mais civilizada, talvez um bronce romano. Todas som de asas, mas delas discrepa totalmente a de Coropó, cuxa forma e aleaçón etrusca é digna de ser anotada. É esta última mais longa e mais estreita, e em lugar das asas ordinárias, en segmento de círculo, apresenta-as como pequenos munhóns quadrados. Dos coitélos ou punhais que alberga o Museo do Seminário Central Compostelano, um é quase igual ao publicado por Bertrand (La Gaule avant les gaulois, p. I06), outro apresenta um elemento de ornamentaçón que parece haber-nos sído comúm, e consiste nunha série de pontos dispersos nunha só linha. Tal encontramos também no curioso e notabilíssimo torques que alberga o arcediano de Ourense Sr. Arteaga, e que é único na sua forma entre os que se conservam em Galícia, sobre todos importante, pouco comúm e em extremo característico. Aínda que non de tudo igual, recorda o desenho dos anéis que Bethan (Etruria céltica, t. II, p. I I I), publica como tomados do Museo de Dublín. Consiste a sua ornamentaçón em duplas linhas em zigzag marcadas a punto, e em pequenos círculos concêntricos, recordando polo seu aspecto total o de algúns obxectos de metal irlandeses. Ademais, e sem pecar de apaixonádos, pode acreditar-se ser de artífices galegos, por estar fabricado com aquel ouro, tán próprio da Galiza, ao qual Posidonio chama ouro branco, graças à grande aleaçón de prata que apresenta. H. Martin fai notar a persistência dos rasgos característicos da ornamentaçón céltica na arte cristiana da Irlanda e da Bretanha.
MANUEL MURGUÍA













