Talvez digas que para entender non necessitamos brazos nem pernas; por tanto, aínda que estes sexam defeituosos, com tal de que o cérebro se encontre em condiçóns, será suficiente. Mas enganaste: se os membros están mal conformados desde o começo da xeraçón, o defeito encontrará-se ou na matéria da qual forom feitos ou na potência formadora. Em âmbos casos, algum ou varios dos membros principais necesariamente han de ser imperfeitos. Se o defeito está na matéria, non há dúvida, pois todos os membros estám feitos do mesmo semen. No entanto, a potência formadora non é de seu primariamente débil, senón que o é porque há deficiências nos espíritos ou no equilibrio dos humores, sendo uns e outros os seus principais instrumentos. Enquanto haxa algunha deficiência em qualquera deles, hai-na também nos membros internos. Mas, aínda que só a houbera nos externos, desde estes se comunicaría aos internos. Em efeito: quando os membros mais externos som débeis, non provenhem adequadamente, nem retenhem, nem dixérem, nem eliminam, com o qual a sangre contamina-se de excrementos, e ela contamina os espíritos e os membros internos. Se, depois que um corpo perfeito está formado e nasceu, sobrevem-lhe unha deformidade, isto debe-se bem a unha causa interna, bem a unha externa. Em qualquer caso, a deformidade altera também os membros internos e destroza a sua perfeiçón da mesma maneira que se lhe afectara desde o principio. Em suma: um corpo perfeito, ou non o há nunca, ou só durará um instante. Por tanto, non há ninguém que saiba, nem se sabe nada!
A deposiçón de Itacio foi vista polos priscilianistas como um triunfo. Galiza, Lusitânia e algunha outra rexión da Península estabam cheias de partidários da sua doutrina. Trouxérom os restos de Prisciliano e demais heresíarcas degoládos em Tréveris e começarom a dar-lhes culto como a mártires e santos. Non acabárom os conciliábulos nocturnos, mas fíxo-se inviolábel xuramento de non revelar nunca o que neles acontecía, aínda que muitos dos doutores da seita, entre eles Dictino, declarabam lícitos a mentira e o perxúrio. “Iura, periura, secretum prodere noli”, era a sua máxima. Unidos assim polos lázos de toda sociedade secreta, chegarom a exercer absolucto domínio na Igrexa galega, cuxa liturxía alterárom, fixérom anticanónicas eleiçóns de bispos em xentes da sua bandeira e provocárom, em suma, um verdadeiro cisma. Os demais bispos, excomulgarom aos prevaricadores, e seguíu-se um breve período de anarquía, em que à Igrexa substituírom as Igrexas, dándose o caso de haber dous ou aínda mais prelados, para unha só diócese e até de nomear bispos para sedes que non existían. O principal fautor destas aberraçóns era Sinfosio (a quem se supôn bispo de Ourense), acérrimo na herexía, aínda que tinha firmado as actas do concilio de Zaragoza. Seguía e amparaba os mesmos erros, o seu filho Dictinio, escritor de conta entre os seus, a quem o seu pai tinha nomeádo bispo de Astorga, com assentimento dos demais priscilianista. À cadeira de Braga tinha sído levantádo outro heréxe: Paterno. Aumentaba a confusón e, temerosos os mesmos sectários das resultas, ou arrependidos, em parte, do incêndio que por sua causa abrassaba a Galiza, determinárom buscar um termo de avença e propô-lo ao grande bispo de Milán, Santo Ambrosio, para que com palabras conciliadoras persuadísse aos nossos prelados católicos à concordia, prévias por parte dos galegos, certas condiçóns de submissón, sendo a primeira, abxurar de todos os seus erros. Santo Ambrosio tinha presenciádo as terríbeis escenas de Tréveris, onde se negou a comulgar com os itacianos, e el mesmo escrebe haber visto com funda pena de que sorte levárom ó desterro ao ancián bispo de Córdoba Higino. Encontrába-se, pois, o seu ânimo disposto à clemência, e, xulgando sincéras as palabras dos priscilianistas e aceitábeis as suas condiçóns, sem mengua do dogma nem da disciplina, escrebeu aos bispos espanhois (aínda que a carta non se conservou), aconselhando-os que recebessem na sua comunhón aos conversos gnósticos e maniqueos. Um dos capítulos de concordia que Santo Ambrosio propunha era a deposiçón de Dictinio e dos demais bispos tumultuosamente elexidos, que debíam quedar na ordem de presbíteros. Conforme às cartas do bispo de Milán e aos conselhos do papa Siricio, reunírom os nossos prelados em 396 um concilio em Toledo. Sinfosio, com os seus, negou-se a asistir, com vissibel cautela, afirmou que xá tinha abandonado os erros de Prisciliano e dos mártires (assim chamabam ós degolados em Tréveris); mas sem fazer abxuraçón formal, nem dar outra mostra do seu arrependimento, nem cumprir condiçón algunha das propostas por Santo Ambrosio. E soubérom os Padres do concilio que a conversón era simuláda, posto que Sinfosio e os outros, seguíam fazendo uso de libros apócrifos e aferrábam-se tenazmente às suas antigas opinións, polo qual nada se adiantou neste sínodo, se xá a falta das suas actas e o silencio dos demais testemunhos nos fán andar às escuras no que a el concerne. A pesar de haber-se frustrado a avenença, o priscilianismo parece ir perdendo favor e adeptos, sem dúvida pola tendência unitária e católica da nossa xenerosa raza. Só assim comprehendemos que quatro anos mais tarde, no 400, abxurásem em massa e com evidentes indicios de sinceridade, os que pouco antes se mostrabam reácios, e non forom constrenhidos nem obrigados por forza algunha superior a tal acto. Verificou-se este memorábel acontecimento no concilio primeiro Toledano.
EVIA, Jacinto de (Guayaquil, 1729 – 1808). Poeta barroco equatoriano, que publicou “Un ramillete de varias flores poéticas recogidas y cultivadas en los primeros abriles de sus años” (Madrid, 1775), de estilo gongorino. Na obra forom incorporados poemas de outro equatoriano, fray Antonio Bastidas, e do Colombiano Hernando Domínguez Camargo.
Começamos entao, a entender non entendendo as palabras; as frases que também, pensávamos, poderiam ser dirixidas ao vizinho. Olhamos para os que estao no cimo da TV do Shopping e desfiamos-lhes as gravatas. Deixamos de pensar que eles pensam e passamos a considerar que só desejam. Desejam “Poder”; desejam fazer sem utilidade social. Continuamos o passeio dos peregrinos, mas, neste caso sem “Santuário predestinado”, e encontramos que o Governo pretende trocar as palabras e o significado das mesmas; passa-se ao eufemismo político sem alterar a praxis da questón. Fála-se, acompanhados por um coro de personalidades com relevo curricular mais político que académico e de duvidosa sapiência, que non se terá “segundo Resgate, no entanto afirma-se com ares de quem sente orgulho, que chegará a “Cautelar”… Para reforçar a ideia da diferença, que non é tal, ouvimos que non será necessário o apoio da oposiçao. No entanto, sentimos como se omite; se esconde que com tal nova de “Cautelar” a vigilância “estranha” continuará; a direçao continuará a ser a mesma, a nao ser que resolvam mudar de troicos e venham outros tán feios, bonitos, bons ou maus como os troicos que os antecederam. Nada muda; mudam as palabras: Portugal, as EDPs, as CTTs de novo cunho continuaram a ser vendidos e os reformados nao escaparam da tesoura.
Arístocles expressara algo parecido noutros termos. Também ele defendeu à sua maneira que este mundo que se manifesta aos sentidos e ao conhecimento carece de realidade em si, xá que é unha mera cópia do mundo ideal, cuxa existência é a única verdadeira. Os seres vivos padecem e morrem. O mundo que vemos e representamos é um mundo de cópias, “falso” e está condenado à corrupçón e à caducidade. O verdadeiro está constituído polas ideias eternas das cousas, enquanto as próprias cousas possuem unha realidade ilusória e fenomenolóxica. A maioria dos seres vive no mundo da opinión e no mundo dos fenómenos, non da verdade. O grande ateniense imaxinou os seres humanos como habitantes de unha caverna que, acorrentados às rochas desde a sua infância, só conseguem ver sombras de incontábeis obxectos transportados por outros homes ao passarem por um caminho situado atrás dos prisioneiros e em frente de unha grande fogueira. A luz da fogueira proxecta as sombras dos obxectos nunha enorme parede de rocha à frente dos prisioneiros. Como os transportadores de obxectos falam, as suas vozes parecem as dos obxectos reflectidos. Os inxénuos acorrentados acreditam que essa é a realidade: as sombras e as vozes que surxem das sombras. Só quando um dos prisioneiros é libertado e acede ao mundo exterior percebe a verdadeira realidade externa, iluminada pola luz do sol e que nada tem que ver com a realidade das sombras do mito da caverna. Com a sua teoría da representaçón, Schopenhauer sentia-se solidário com aqueles que o tinham inspirado: Kant, Platón e os sábios que conceberam as ideias “quase sobre-humanas” enunciadas nas Upanisads. Com a sua teoria da representaçón, expressava a perplexidade e o paradoxo de que este mundo em que estamos era, em parte, como um sonho, producto da nossa mente e consciência ou, como expressará mais tarde, do nosso “cérebro”.
Para o futuro, a fim de conciliar as entidades materiais das culturas arqueolóxicas com os dados paleoxenéticos, precisamos de desenvolver taxonomias mais robustas da evoluçón cultural dos grupos arqueolóxicos. Na arqueoxenética, as unidades taxonómicas están bem definidas, mas o mesmo non acontece na arqueoloxía. É necessário “traduzir” a materialidade dos grupos arqueolóxicos em unidades taxonómicas operacionais, ou sexa, reduzir os diferentes obxectos a tipos, com desenhos normalizados. E, além disso, enquadrar cada um deles num sistema específico de transmissón de informaçón através das xeraçóns, ou sexa, situá-los nunha evoluçón filoxenética ao longo do tempo. Imaxinemos o caso das fíbulas, os broches-alfinetes para prender as roupas celtas. A ideia xenérica das fíbulas traduz-se em tipos concretos, que os artesáns (no meio de unha “comunidade de practicantes”) fabricam. As fíbulas tinham unha funçón práctica, mas também unha funçón ornamental e simbólica. Isto significa que, em diferentes grupos e diferentes rexións, as formas e os pormenores podem variar. A produçón tem “mestres” artesáns e aprendizes, e o artesanato é transmitido de diferentes formas dentro de unha comunidade de aprendizes. Para ser transmitido, o obxecto (e as suas variantes) tem de ser aceite nas novas comunidades. E unha vez aceite a inovaçón, as peças fabricadas variam de acordo a moda, a transmissón e a inovaçón. O tipo evolui no tempo e no espaço. E, através dos métodos de dataçón arqueolóxica, é possíbel estabelecer unha sequência pormenórizada dos tipos e das suas variantes. Mas é necessário que estas unidades taxonómicas (os tipos e as suas variantes) estexam bem organizadas. Só entón os dados arqueoxenéticos e os dados arqueolóxicos podem ser conciliados com maior precisón e podemos esperar relacionar a ascendência xenética com artefactos arqueolóxicos de diferentes grupos em diferentes escalas xeográficas. A arqueoxenética tem um grande futuro pola frente, mas convém lembrar que está a dar os primeiros passos e que os dados disponíbeis esboçam, de certa forma, um quadro (sobre tudo o “big picture” à escala continental) ainda fragmentário e com lacunas, embora nos permita vislumbrar os traços mais intensos. Em suma, dizer que as populaçóns actuais de certas rexións se sentem ou mesmo, como alguns afirmam, “som celtas” non tem qualquer fundamento na realidade. E se há algunha relaçón ou ligaçón afectiva a sentir, o melhor é sentir a ligaçón intima com a terra, a terra que pisamos, com as paisaxens que habitamos, e com a grande cadeia de xeraçóns de antepassados que nos remetem para os Celtas, mas também para os caçadores do Paleolítico Superior e, finalmente, para os primeiros Sapiens modernos que saírom de África há mais de cem mil anos.
EUROPEO, EL. Revista semanal de importância, que se publicou em Barcelona a finais de 1823, e até meiádos de 1824. O grupo editorial estaba formado por Bonaventura Carles Aribau e Ramón López Soler, que admirabam a Meléndez Valdés e a Quintana e traduciram a poetas românticos europeos como Chateaubriand, Schiller, Klopstok e “Ossian”. Num artígo, Monteggia xustificou plenamente o uso da palabra “romântico” frente às outras possibilidades, “romanesco” ou “romancesco”; em outro artígo, López Soler apoiou a postura de Böhl de Faber que advogava por um romântismo cristán-católico (“Análise da questón axitáda entre românticos e classicistas”). Depois, Menéndez y Pelayo destinguiría duas correntes dentro do romântismo: a histórica e a liberal ou revolucionária.
Co inicio do ano 1940, a policía devólvelle ao SERE a documentaçión, e a súa actividade reanúdase baixo a dirección dun Alejandro Viana que desborda ilusión. “Debemos asegurar a entrada nos campos de concentración dos nosos representantes para poder de viva voz, levar ao ánimo dos alí albergados o interese vivísimo que o SERE ten en atendelos, dentro das súas limitadas posibilidades, facer o censo profesional de todos, para poder xestionar a súa colocación en fábricas, talleres ou en traballos agrícolas, mellorar o seu estado sanitario e nunha palabra, darlles a calor de irmáns da que tan necesitados están.” Viana quere enfrontar tamén os problemas que afectan á organización de expedicións colectivas. “As dificultades que os embarques nos presentan son innumerábeis, maiores cada día. A emigración fíxose sempre con precipitación. En efecto, hai erros, moitos erros na nosa organización, máis pola actuación dos partidos políticos que a integran que pola organización mesma, porque aqueles, co desexo plausíbel de evacuar ao maior número posíbel de afiliados, empéñanse en que as listas para embarque non se pechen, como debería facerse, dez días antes da data de saída do vapor. Pero irase corrixindo e, como son un home tenaz, espero que a próxima expedición se fará, non só como desexan as autoridades francesas, senón como o desexamos cantos temos concepto da responsabilidade no cargo que desempeñamos.”
Tudo isso nos leva a pensar que talvez Perry Anderson tenha razón e que, no fundo, o impressionante ressurxir do pensamento de Gramsci na actualidade tenha unha vertente mais pessimista e desenganada do que se quer fazer crer. Talvez, na verdade, se deva ao facto de nos encontrarmos nunha situaçón na qual o movimento operário à escala internacional acumule xá mais de meio século de derrotas contínuas, de tal modo que unha vez decidida a favor dos poderosos a “guerra de movimentos”, xá non surxa outra possibilidade além de unha permanente “guerra de posiçóns” que, embora non possa ganhar, pode, polo menos resistir. Tomemos, por exemplo, um autor espanhol que, na actualidade, acreditamos que ainda estaria orgulhoso de se considerar “comunista”: o deputado Alberto Garzón. No seu libro “A Terceira República” (2014), non defende (como também nunca o defendeu o seu mestre Julio Anguita, que foi durante muito tempo secretário-xeral do Partido Comunista Espanhol) unha “comunidade proletária” ou unha “utopia de camaradas comunistas”, mas simplesmente unha república que encaixe verdadeiramente naquilo que se entendeu como tal na tradiçón republicana. Polo contrário, se Anguita ou Garzón se consideraram “comunistas” foi sem dúvida, porque consideram que a única maneira de defender unha autêntica ordem constitucional num Estado de direito é incompatíbel com a defesa do capitalismo. Non é por amor à radicalidade. O que acontece é que o capitalismo (segundo muitos autores marxinais, entre os quais se conta o autor deste libro) é radicalmente incompatíbel com aquilo a que chamamos Estado de direito. É certo que, em xeral, os filósofos do iluminismo non chegaram a este resultado, mas é claro que lhes faltaba um elemento para isso: ter lido Marx. Tinham reflectido muito sobre o que debia ser unha ordem constitucional, mas non tinham pensado suficientemente no que significaba encaixar tudo isso com o capitalismo. Isso faz com que, em muitos deles (por exemplo, em Locke ou no próprio Kant), o cinismo e a ambiguidade sexam difíceis de distinguir. Mas depois de “O Capital” de Marx é impossíbel defender ao mesmo tempo a condiçón cívica e o capitalismo, sem mobilizar grandes doses de mala-fé.
Dificilmente podíam ler estes versos os contemporâneos de Lucrecio, sem pensar nos crímes e confiscaçóns que fixérom a revoluçón proveitosa para os fortes: (cimentam / em sangre cidadán a sua fortuna, / e avarentos tesouros amontoam, maldade sobre maldade acumulando.) Mas, raras som nesta obra as pasáxes desta clásse: a mensáxe de Lucrecio non era a rexeneraçón nacional, senón a salvaçón pessoal. Ao adoptar esta actitude seguía a ensinança ortodoxa da sua escola. Non obstânte, quando Epicuro aconselhava aos seus seguidores evitar a luta política, non trataba de que o Estado acabára ou se deslizara para a anarquía. A teoría política epícurea implicaba sempre unha distinçón, entre o que é bom para o filósofo e o que é bom para a massa dos homes e, na práctica, a boa vida apenas sería possíbel sem a estabilidade da lei. Certamente había epicúreos em Roma, como C. Veleyo e L. Manlio Torcuato, que tratabam de conciliar as suas crênças com unha vida pública activa. Mas Lucrecio non era home de compromiso, e o seu reconhecimento no primeiro prólogo de que se chega a guerra, Memio tería que cumprir com o seu deber, sem dúvida no é tanto unha afirmaçón de princípio, como um reconhecimento do inevitábel. Por isto, só num sentido especial pode chamar-se a “De rerum natura” um “tratado para todos os tempos”. Non é um poema político e non há insistência na época contemporânea. Incluso a narraçón da evoluçón do Estado no libro resulta surprehendentemente teórica e difícil de quadrar, o que Lucrecio afirma sobre o tema, com o que os romanos pensabam sobre a sua própria história constitucional. É improbábel, por exemplo, que os ataques de Lucrecio à relixión, estiveram dirixidos aos ricos e poderosos, cuxa autoridade se apoiaba em parte na dignidade da costûme estabelecida. O último século da República ofertaba um rico campo para um escritor de dotes satíricas, e podería haber dito muito mais, se o desexára, sobre a exploraçón cínica da relixión com fins políticos. O seu poema sobre a natureza das cousas, non estaba dedicado ao home corrente, àqueles que manipulabam o culto estatal, para lograr os seus próprios fins.
A teoría descrípta neste capítulo, é verificábel. Nos exemplos anteriores, temos insistído em que as “amplitudes de probabilidade relativa” para “universos radicalmente diferentes”, como por exemplo os que tenhem um número diferente de “dimensóns externas”, non importam. Non obstânte, as amplitudes de probabilidade relativa para “universos vecinhos” (é dizer, parecidos) sim importam. A “condiçón de ausência de bordes”, implica que a amplitude de probabilidade é máxima para as “histórias” em que o universo comeza com unha forma completamente lisa, e redúce-se para os universos que som mais irregulares. Isto significa que o “universo primitivo” debería haber sido quase liso, salvo diminutas irregularidades. Tal como temos advertido, podemos observar esas irregularidades, como pequenas variaçóns nas microondas que nos chegam de direcçóns diferentes do firmamento. Comprobou-se que concordam exactamente com as esixências xerais da “teoría inflacionária”; non obstânte, necesitaremos mediçóns mais precisas para poder distinguir completamente a “teoría descendente” das outras teorías, e assim confirmá-la ou refutá-la. É de esperar que tais mediçóns sexam levadas a cabo por satélites num futuro próximo. Há séculos, a xente acreditaba que a Terra era única e estaba situada no centro do universo. Actualmente sabemos que na nossa galáxia há centenas de miles de milhóns de estrelas, e que há centos de miles de milhóns de galáxias, um grande porcentáxe das quais contenhem sistemas planetários. Os resultados descríptos neste capítulo, indicam também que o nosso universo é um dos muitos, e que as suas leis aparentes non están determinadas de forma única. Isto debe resultar decepcionante para os que esperabam que unha “teoría última”, unha “teoría de tudo”, predíga a natureza da “física quotidiana”. Non podemos predecir características discretas como o número de “dimensóns externas do espaço”, ou o “espaço interno”, que determina as magnitudes físicas que observamos, como por exemplo a massa e a carga do electrón e de outras partículas elementais, senón que utilizamos esses números para seleccionar as “histórias” que contribuiem para a “suma de Feynman”.
EUGENIO DE TOLEDO, San (c. 600-657). Visigodo que chegou a ser bispo de Toledo (646-657) e o mais importante poeta latino da sua época. Baixo o reinado de Chindasvinto (642-653) editou os trabalhos de Dracontio. Os seus poemas forom editados por F. Vollmer em “Monumenta germaniae historica: Auctores antiquissimi” (Berlím, 1905, vol. XIV). Os poemas som tán sinxélos que quase chegam a ser inxénuos, mas as suas âmplas leituras mostram-se nos rasgos de poetas como Virgilio, Ovidio, Horacio e Petronio que aparecem na sua obra, o mesmo que os ecos de poetas cristáns antígos. Alguns dos seus temas som as penalidades da velhíce, a brevidade da vida, a paz, o amor e as aves. O seu estilo pode ser observado neste fragmento no qual paródia os autores clássicos num poema sobre as delícias do estío: “Musca nunc saevit piceaque blatta / et culex mordax olidusque cimax / suetus et nocte vigilare pulex / corpora pungit” (De incommodis aestivi temporis, carmen 101).
Esta copa chama-se “grand bouquet”, e está desenhada para os vinhos seguintes:
—Bianchi affinati in Barrique
—Chablis Gran Cru (France)
—Chianti Classico D. O. C. G.
—Claret (Australia)
—Dolcetto d’Alba D. O. C. Superiore
—Gattinara D. O. C. G.
—Inferno della Valtellina
—Lagrein Scuro Alto Adige D. O. C. Riserva
—Montrachet Premier Cru Bourgogne branco (France)
—Morellino di Scansano D. O. C. Riserva
—Nobile di Montepulciano D. O. C. G.
—Redoma Douro (Portugalo)
—Torgiano Rosso
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Dirk Niepoort é um entusiasta do vinho e ademais alberga unhas adegas e alguns dos melhores terrenos do mundo, com os quais experimentar, como as esquistosas ladeiras distribuídas em terraças da rexíon de Cima Corgo, no Douro português. Para os seus excelentes vinhos de mesa Niepoort prefére os vinhedos mais frescos, orientados para Norte. O “Batuta” foi elaborádo por primeira vez em 1999 e estadisticamente assemelha-se enormemente a um Burdeos de primeiro nível. Passa entre trinta e quarenta e cinco dias com os seus bagos, para alcançar taninos non xá maiores, mas melhores. O vinho é selvaxem e intenso, mas ao mesmo tempo refinádo, capaz de unha grande persistência e delicadeza. Probabelmente a melhor colheita até hoxe sexa a de 2004. Non resulta tán selváxem como pode ser um “Redoma”, mas é um vinho potente e elegante, intenso e refinado. Agradábel nariz, plena e fresca, notas doces de chocolate negro e especiarias xunto com a espessa fruta. Paladar concentrado, com fruta doce e rica, mas debaixo dela a estructura é enorme. O seu estilo oferta grande potencial para o envelhecimento.
“Super-home” e “Home-lixo”: o nihilismo. Em resumo, concluímos que o assunto do “estructuralismo” non foi mais do que unha tentativa de reconstruir um problema bem antigo da história da filosofia: o assunto do “eîdos” ou da “morphé”, que nunca deixou de reaparecer desde Platón e Aristóteles. O que chama à atençón é que, no século XX, a resistência a pensar o problema colocou-se, fundamentalmente, em nome do ser humano, em nome do “humanismo”. Foi em defesa do “home” que se iniciou unha verdadeira cruzada contra o “estructuralismo”. Era como se, de facto, o século XX estivesse prestes a descobrir que a verdadeira caverna platónica somos nós próprios. O assunto do suposto anti-humanismo de Althusser transformou-se num verdadeiro campo de batalha nos anos setenta. Escreverom-se centenas (ou melhor, milhares) de libros sobre o tema, nunha acesa polémica que muitas vezes era incomprehenssíbel ou estaba cheia de mal-entendidos. Conta-se, inclusive, que os discípulos de Sartre e de Althusser se encontraram um día à saída de unha aula para debater-se a “óstias”, sobre a questón do humanismo e do anti-humanismo (recorde-se que o grande filósofo francês Jean-Paul Sartre tinha publicado xá a sua famosíssima conferência “O Existencialismo é um Humanismo”). No entanto, como vamos ver, a questón estava muito mal colocada. Non era Althusser que era anti-humanista, mas o capitalismo de que ele se ocupaba. Non era o estructuralismo, mas o próprio século XX que tinha sido aterradoramente anti-humanista. É preciso começar por observar que o século XX non manteve, na verdade, muito boas relaçóns com o home. Nietzsche morreu, simbólicamente, em 1900, depois de anunciar um “super-home”, isto é, unha superaçón do meramente humano. Para dizer a verdade Nietzsche non tinha ilusóns: antes do “super-home”, anunciou a chegada inevitábel do “último home”, a chegada do que, sem dúvida algunha “somos nós”, os seres humanos da actualidade. Dizia Nietzsche: “Ai, chega o tempo do “último home”, do home mais desprezíbel, aquele que non dará à luz estrela nenhuma.
Nesta ocasión refuxiou-se em París e trabalhou nos talheres da empresa Renault. Pouca é a correspondência mantída neste segundo exílio. Nas tarxetas que envía (seguramente com a intençón de que foram lídas por extranhos) afirma “viver só, ailhado de todo o mundo e trabalhar de mecânico”. As fotografías da época, desmentem as suas palabras, pois nelas aparece rodeado de muitos amigos. As suas actividades durante este período som desconhecidas. Manteve unha estreita correspondência com Tejerina, secretário do grupo anarquista leonés. Alejandro Gilabert, num folheto que narra a vida de Durruti, escrebe que “Os colegas o informabam assiduamente sobre a situaçón política e social do país”, sendo a missón principal mantêlo ao corrente “dos progressos do movimento anarquista no país”, assím como notificar os acordos aos que tinham chegado os grupos, nunha Conferência Nacional, de incorporar-se a unha militância activa na Confederación Nacional del Trabajo”. Adxunta que “esta determinaçón dos grupos obedecía, sobre tudo, a que a polícia e o Governo estabam pondo em pé unha organizaçón de pistoleiros para assassinar os militantes sindicalistas”. Durruti, continua Gilabert, conheceu também, graças aos seus amigos, os detalhes do “grande Congreso celebrado em Madrid pola CNT em Dezembro de 1919, no qual estabam representados perto de um milhón de trabalhadores, e da determinaçón do Congreso de adherir-se à terceira Internacional, nombrando-se como delegado ao segundo Congreso da I. C. em Moscovo (1920) a Ángel Pestaña”. Gilabert xunta no seu esboço biográfico, que forom todas estas entusiastas notícias as que estimularom a Buenaventura para incorporar-se de novo ó país na Primavera de 1920. A notícia da victória dos rusos sobre o zarismo em 1917 influíu, como se sabe, poderosamente em nós, incrementando a combatividade na gréve de Agosto. Esta influênça pode ser valorada tendo em conta a posiçón da CNT, fortemente influída polos anarquistas. Da chamada Revoluçón Russa, os anarquistas pensárom que era unha autêntica “dictadura do proletariádo” que destruíu o poder da burguesía e da aristocracía zarista. Buenaventura non escapou a essa influênça, e é muito possíbel que a sua decisón de incorporar-se fora o resultado da efervescência que se vivía na Europa da postguerra. Muitos xovens como Durruti, sentírom-se atraídos polos acontecimentos da Russia, até ó ponto de quedar marcados polos métodos e por unha certa impronta bolchevique. O que diferenciába a estes xovens dos bolcheviques era a maneira de entender a revoluçón, para a qual considerabam albergar unha vía própria, dentro das condiçóns históricas em que se estaba xestando. Com o tempo reprochou-se aos bolcheviques a pretensón de impor a sua doutrina e non ter em conta as condiçóns da Península. Em xeral, pode afirmar-se, que todas estas ideias e emoçóns, eram enormemente confusas naquela época.