FEBRES CORDERO, Tulio (Mérida, Venezuela, 1860-1938). Historiador, româncista e contista venezolano. Foi um patriarca da rexión de Mérida. M. Picón Salas descrebe-o como um home que adoptou unha postura antimoderna e arcaica emocionalmente. Como archiveiro oficial de Mérida escrebeu as “Décadas de la historia de Mérida” (Caracas, 1935) e reuníu histórias tradicionais da zona para as revistas locais “Tradiciones y leyendas”. Em “Don Quijote en América”, segundo Picón Salas, escrebeu sobre as velhas costûmes como um pequeno Walter Scott dos Andes.
Em 1916, Albert Einstein prevía teoricamente um terceiro fenómeno chamado “emissón estimulada”. Quando temos um átomo excitado na presença de um fotón que tem a enerxia correcta, ou sexa, com enerxia igual a E2 – E1, este fotón axuda o átomo excitado a liberar o seu excesso de enerxia, emitindo um segundo fotón que é em tudo semelhante ao primeiro. De certa forma, o primeiro fotón força o átomo excitado a decair para o estado fundamental, criando um clone de si próprio. Em linguaxem mais técnica, afirmamos que ambos os fotóns som coherentes. Em fala mais coloquial, ambos os fotóns están a remar para o mesmo lado. A “emissón estimulada” é o reverso da moeda da absorçón.
INVERSÓN POPULACIONAL:
O que aconteceria se todos os átomos de um material estivessem no estado excitado? Sem a presença de fotóns, o único processo possíbel é a emissón espontânea. Esse átomo passaria para o seu estado fundamental e libertaria um fotón. Este fotón será agora capaz de interaxir com os outros átomos. Com um único átomo no seu estado fundamental e unha multidón de átomos excitados, este fotón acabará muito provabelmente por interaxir com outro átomo excitado e, por emissón estimulada, libertará outro fotón. Agora teremos dous fotóns a xerar quatro fotóns, e assim sucessivamente. No final, teremos um processo que se assemelha a unha avalanche de fotóns no material. E é assim que se consegue um processo de amplificaçón da luz recorrendo à emissón estimulada. Em suma, para conseguirmos amplificar a luz precisamos de ter mais átomos excitados do que no estado fundamental, a isto chama-mos “inversón populacional”.
O fogo e o verbo comum. “Este mundo é o mesmo para todos, non foi xerado polos deuses nem polos homes, mas foi sempre, é, e sempre será, um fogo eternamente vivo. Que se alimenta de maneira regulada e também com mesura se apaga. Este verbo, embora sexa verídico, torna-se sempre incompreenssíbel para os homes, tanto antes de o terem escutado como quando o escutam pola primeira vez. Embora todas as cousas aconteçam em conformidade com este verbo, os homes non parecem aperceber-se das palabras e dos factos tal como os exponho, quando procedem a distinguir a sua natureza das cousas e a dizer aquilo que som. Pois os outros homes som tán incapazes de apreender aquilo que fazem quando están acordados como de reter na memória aquilo que fizeram enquanto dormiam.” O fogo e a razón (o comum que Heráclito procura). Saltando a ordem cronolóxica, introduzo um pensador que teria podido considerar-se um degrau mais na sequência de fisiocratas que discutiam sobre a prioridade dos elementos, xá que propunha erixir o fogo como princípio xerador, mas que é posterior a Pitágoras. Refíro-me a Heráclito, nascido em Éfeso por volta de 544 a. C., ignorado polos seus contemporâneos, “ressuscitado” de algunha forma por Platón e, séculos mais tarde, obxecto de culto por parte de filósofos tán diferentes como Hegel, Nietzsche, Wittgenstein ou Heidegger.
O Canciller Pero López de Ayala é a figura senlheira das letras da segunda metade do século XIV, e unha das primeiras da literatura. Cortesán e home de armas, foi peça importante da vida política, social, militar e diplomática do seu tempo. A sua dilatada vida permitíu-lhe assistir a quatro reinados cuxos feitos narrou com maestría émula de Tito Livio (ao qual traduzíu em parte) e de Salustio. Nasceu o Canciller em 1332 em Victória e morreu em Calahorra, em 1407. Tinha xá dezoito anos quando começou a reinar Pedro I o Cru e foi baixo as suas ordens Alguacil Mayor de Toledo e Capitán da Flota. Quando o bastardo Don Enrique se proclamou rei e a situaçón de Don Pedro começou a ser comprometida, passou-se para o serviço daquel, como tantos outros cabaleiros, e assistíu-o na batalha de Nájera como Alférez Mayor de la Orden de la Banda, sendo aprisionado polos inglesês do Príncipe Negro. Xá libre, foi nomeádo Alcaide Maior de Victória e logo de Toledo, e como embaixador na côrte de Carlos VI de França o axudou com os seus conselhos na batalha de Rosebeck, o qual lhe valéu unha pensón de mil francos de ouro. Na batalha de Aljubarrota baixo o reinado de Juan I, foi apressado polos portugueses, que o mantivérom preso durante mais de um ano, até que foi pago um abultado resgate pola sua mulher e os reis de Castela e França. Como embaixador concertou a paz com a casa de Lancaster, defensora dos dereitos de Don Pedro, e mais tarde o acordo com Portugal, durante o reinado de Enrique III, que o nomeou Canciller de Castela. Durante a minoridade deste último foi também Conselheiro da sua Rexência. Vivéu o Canciller em época de grandes turbulências, conflíctos políticos e calamidades de toda índole, guerras internacionais e civis e gráve crise relixiosa provocada polo Cisma; e ainda que nos anos da sua xuventude foi mais bem um político oportunista e astuto (condiçón que trocou na sua madurés por unha fervorosa lealdade e alto sentido patriótico) a sua pessoa repressenta o espírito aristocrático e a moral severa frente ao conceito popular e a pícara despreocupaçón do Arcipreste. Afirmou-se que ante a corrupçón e inmoralidade do seu tempo, foi a sua postura a que séculos mais tarde teríam que encarar homes como Quevedo, Feijoo, Cadalso e Larra. Por isto as suas obras, albergam o tôn acre e fustigador de quem vé tambalear-se a sociedade num caos tanto moral como político.
FEBRER, Andreu (Vic, c. 1375-c. 1444). Militar, poeta lírico e traductor catalán. A sua poesía amorosa é sem dúbida a mais delicada da sua época, depois da de Jordi de Sant Jordi. Acusa influênças de Arnaut Daniel, Cerverí e Dante. Entre as poesías de Febrer encontra-se o “Sirventesch per lo passatge de Berberia”, sobre a tormenta que ameaçou a frota real caminho da costa de Berbería. Na etapa final da sua vida, dedicou-se à traducçón. E a sua “Comedia de Dant Allighier” teve grande difusón e incidência na sua época.
Contan que a expedición a Canárias co gallo do Corpus da Orotava foi todo un éxito. O número máis comentado ven sendo o de unha romaria na que os concurrentes teñen que ir vestidos cun traxe tipico rexional. Na seguridade de que o alcalde e máis os concellais Zúñiga Antón, Gallego Alvarez, Giráldez Bóo e Cuevas Rivero, lucirian o traxe de gaiteiro co debido garbo e prestanza, estamos á espera de que, como noutras ocasións se pase o correspondente vídeo. Tamén o éxito (do pase) está asegurado. Para estes actos de fraternidade coa Orotava, nunha “Permanente” anterior á viaxe, acordouse librar médio millón de pesetas, do que unha parte vai adicada aos gastos do alcalde, de catro concellais e do cura párroco (a razón de 40.000 ptas. por barba). Hainos con sorte, non ben acaban de paga-lo recárrego municipal do I.R.P.F. , e tócalles unha excursiónciña a Canarias. Deberian institucionalizar unha campaña de algo asi como “Pague os impostos municipais, para axudar a viaxar a Canárias”. Entre tanto os funcionários municipais, hoxe (día 10) ainda non cobraron. Pero, que ganas de liar as cousas! Que ten que ver unha cousa coa outra? Non temos para pan e… Juan Pueblo paga. E xa para rematar, polo de agora, co tema, convén que os expedicionários se aclaren, uns din que soltaron as 40.000 e outros que o fixéron por 15.000.
Quando Descartes díxo que ele non sabía nada da Grécia, Cristina propôs-lhe ir de viaxem para conhecer a Suécia durante outras seis semanas, ao que ele se negou: tinha ido para ensinar. Non contente com isso, mandou-o entón compor a música para um espectacular bailado com o qual se celebraría a Paz de Vestefália (que marcou o fim da Guerra dos Trinta Anos, da qual a Suécia tinha saído fortalecida). Descartes voltou a recusar, mas non teve outro remédio senón aceitar escrever o respectivo libreto com todos os seus pormenores. Para sua infelicidade, a obra foi um êxito e o público esixíu que o filósofo da moda escrebe-se um drama de amor com princesa, tirano e amante. Descartes passava os dias lamentando ter ído para a Suécia. Em Dezembro, quando estaba ali apenas há dous meses, xá dizia ao seu amigo Chanut, que non aguantaba mais: “Sinto-me deslocado e apenas desexo tranquilidade e repouso, bens que os reis mais poderosos da terra non poderám conceder a quem os obtém por si mesmo”. Quando Chanut alertou Cristina, esta pareceu encarar as palabras de Descartes como um ultimato e acedeu a ter aulas, mas com unha condiçón: teríam lugar três vezes por semana, às cinco da madrugada no Xaneiro mais frio de que había memória no último século. Intuímos que, conhecedora dos hábitos de repouso do filósofo, a rainha quíxo pôr à proba a sua vocaçón. Descartes obedeceu, mas poucas semanas depois acabou com unha grípe, que derivou em pneumonia. Além de atravessar as ruas à noite e caminhar através da ventisca xeladora pola ponte do palácio, a biblioteca era unha sala xélida. “Acredito que, no inverno, os pensamentos conxélam como a água”, afirmou. Para piorar as cousas, negou-se a receber assistência por parte dos médicos da corte, pois as sangrias eram contrárias aos seus princípios fisiolóxicos (“Cavalheiros, non derramem sangre francês!”). No início de Febreiro tinha empiorado notoriamente, e apesar de unha leve melhoria depois de aceder a ser tratado, sofreu um desmaio mortal, precisamente quando pedía para ser retirado da cama. Algunhas das suas últimas palabras forom para o seu fiel criado: “Meu caro Schluter, isto significa que está na hora de me ir embora”. A partir daí, perdeu a fala e faleceu poucas horas depois, a onze de Febreiro de 1650. Tendo planeado chegar aos cem anos, acabou polos cinquenta e três.
Sendo o ruso a fala oficial, e também nas escolas había que falar ruso, incluso nos recreios e na classe de polaco. Zofia Dzierzynska, esposa de um companheiro de luta da que mais tarde sería Rosa Luxemburgo, e que frequentou a mesma escola, descrebe nas suas memórias o rigor com que se vixiaba o cumprimento da prohibiçón: “Uns dias antes dos exámes finais, quando xá era candidata à medalha de ouro, baixando pola escáda depois da clásse. Alguém me chamou de baixo e perguntou-me em polaco, se sabía ónde estaba outra companheira. Voltei-me, sem dar com ela, e respondí em polaco que non. Nesse momento, a directora, que subía as escadas e à qual eu non tinha visto a tempo, agarrou-me do brazo; meteu-me um sermón, levou-me arrasto para o segundo andar e ordenou à minha mêstra que me pechára no calabouzo durante três horas. ¡E por unha só palabra dita em polaco! Estas três horas no calabozo, valerom-me um quatro em conducta, com o qual a nota de todo o ano baixou automaticamente para um notábel. E, por conseguinte, nunca mais se ouvíu falar da medalha de ouro.” História e literatura polacas, non eram matérias de estudo, e a asignatura de polaco ocupába-se quase exclusivamente da gramática. Toda essa cultura polaca que durante séculos tinha formado o espírito e a imaxem da cidade de Varsóvia non cabía na educaçón superior. Rozalia aproximou-se de um círculo estudantil clandestino. Estes círculos existían quase em todas as escolas e institutos polacos, e ocupabam-se de tudo aquilo que pudéra alimentar a consciência nacional oprimida; como o estudo das insurreiçóns e a leitura de escritores polacos. Em primeiro lugar, do poeta romântico Adam Mickiewicz, cuxas obras estudáram de memória e com admiraçón xeraçóns enteiras de xóvens polacos. Había círculos estudantís que, na sua sede contínua de conhecimento, dabam um passo mais alá. Estudabam as causas da opressón nacional, misturabam a literatura polaca com contáctos com o movimento operário na clandestinidade. E, os pontos em comum eram numerosos. A palabra “socialismo”, por exemplo, non a descubríram de Karl Marx, senón de um artígo do poeta Mickiewicz: “A palabra “socialismo” é unha expressón completamente nova (escrebeu Mickiewicz). A pesar de que a antíga sociedade e os seus representantes non entendíam o significado dessas palabras, advinhavam nelas a sua condena de morte.
FARSAS. O Drama medieval relixioso que incluía com frequência um intervalo cómico, como nas “Farsas y églogas ao modo pastoril y castellano” de Lucas Fernández e na moderna “Farsa de los Reyes Magos” de Rafael Alberti. O termo moderno “farsa” indica somênte unha obra, que pretende fazer rir ao público.
Parece que nos encontremos num ponto crítico da história da ciência, no qual debemos modificar a nossa concepçón dos obxectivos e do que fai que unha teoría física sexa aceitábel. Parece que os valores dos parâmetros fundamentais, e incluso a forma das leis aparentes da natureza, non som esixídos por ningúm principio físico ou lóxico. Os parâmetros podem tomar muitos valores diferentes e as leis podem adoptar qualquer forma que conduza a unha teoría matemática autoconsistente, e tomam em xeral valores diferentes e formas diferentes em universos diferentes. Pode que isto non satisfaga o nosso desexo humano de ser especiais, ou de descobrir unhas instrucçóns claras que alberguem todas as leis da física, mas, esta parece ser a maneira de funcionar da natureza.
O indivíduo que realiza o trabalho é o “Homo faber”. Na actividade que é o trabalho, este non produz bens de consumo, mas bens de utilizaçón, obxectos com durabilidade e estabilidade no tempo. O trabalho transcende assim esse tempo cíclico da natureza graças aos obxectos permanentes, como o fruto do trabalho de um artesán ou a obra de um artista. Através do trabalho constrói-se o que Arendt, claramente sob influência dos seus mestres Husserl e Heidegger, denomina “o mundo”. Este está composto tanto polos obxectos construídos (artefactos e obras de arte) como polas instituiçóns políticas criadas, xa non através do trabalho, mas da acçón e do discurso. A principal característica do “mundo” consiste em proporcionar estabilidade e durabilidade às sempre fráxeis acçóns humanas, a unha existência submetida a diversas vicissitudes e êxitos. Esse “mundo” estábel e sólido, criado polo trabalho e pela acçón, é o requisito prévio para a existência de unha esfera pública.
ESTA COPA CHAMA-SE “ROSSO CINCO STELLE”, E RECOMENDA-SE PARA OS SEGUINTES VINHOS.
BARBERA D’ALBA D. O. C.
BARBERA D’ASTI D. O. C.
BARDOLINO D. O. C. CHIARETTO
BEAUJOLAIS PRIMEUR (FRANCE)
BEAUJOLAIS VILLAGE (FRANCE)
BONARDA OLTREPO PAVESE D.O.C. VIVACE
CABERNET SAUVIGNON TRENTINO D.O.C.
CHIANTI GALLO NERO D.O.C.G.
GRIGNOLINO D’ASTI D.O.C.
LAMBRUSCO D.O.C.
MERLOT DI APRILIA D.O.C.
MERLOT TRENTINO D.O.C.
MONTEPULCIANO D’ABRUZZO RISERVA D.O.C.
PINOT NERO OLTREPO PAVESE D.O.C.
ROSSO CONERO D.O.C.
SCHIAVA GENTILE ALTO ADIGE D.O.C.
SYRAH (VITTORIA – AUSTRÁLIA)
VALPOLICELLA SUPERIORE D.O.C.
.
$CoMmEntô
GEORGES DUBOEUF FLEURIE LA MADONE (2005)
Dos dez vinhos fortes de Beaujolais, o Fleurie goza do afecto mais ardente no corazón dos amadores. O seu nome evoca as flores com as que a casa de Duboeuf engalana a maioria das suas etiquetas de beaujolais, resultando farto atractívas. O vinhedo “La Madone”, criádo a finais do século XX, em cháns de granito típicos da rexión. O vinho procede de seis hectáreas de terra, com cepas de unha idade de cinquenta anos. Unha cuvée de Fleurie refinado e estructurado, do qual unha oitáva parte envelhece em carbalho novo. O vinho mostra os clássicos amorodos silvestres e pétalos de rosa, da variedade “gamay” em nariz, agudizada polo cedro da madeira. Em boca frutos roxos maduros e carnosos que se mantenhem no seu sítio graças a unha estructura tânica firme. Muitos dos beaujolais crúos bebem-se demasiádo novos, pese a que non tenhem a durabilidade dos seus vecinhos pinots do norte, um vinho como este agradecerá certo tempo de angustiosa espera.
FARIÑA NÚÑEZ, Eloy (1885-1929). Poeta paraguayo que se uníu ao movimento formado em torno da revista “Nosotros” de Buenos Aires. Alí fíxo-se amigo de Leopoldo Lugones, e publicou um poema épico em verso branco “Canto secular” (1911), um ano depois da apariçón das “Odas seculares” de Lugones. Fariña foi um admirador da literatura latina e o seu Canto debe a sua estructura a Virxilio e o seu estilo a Horacio. Reuníu a sua poesía em “Cármenes” (1922). Escrebeu também ensaios críticos, contos (Las vértebras de Pan, 1914), unha novela neoclássica (Rhodopis, 1926), varias pezas de teatro e unha valiosa recopilaçón de “Mitos guaraníes (1926).
Pero o optimismo e a tenacidade de Viana non poden agachar que o SERE se atopa nunha delicada situación económica, xa que os fondos se reduciron de forma notábel e centos de miles de refuxiados permanecen ainda atrapados en Francia e necesitados de axuda. Os problemas económicos amoréanse sobre a mesa da oficina de Viana na Rue Tronchet. Dende Perpignan, o delegado Carlos Ruiz advirte que moitos exiliados están en situación crítica ao non recibir o subsidio dende hai meses. Renée de Monbrison é a secretaria xeral do Comité Británico e reclámalle a Viana a entrega dos 25.000 francos mensuais comprometidos dende xullo polo SERE para poder continuar prestando a súa imprescindíbel axuda. O Comité encárgase da compra e distribución de roupas e alimentos nos campos de concentración e da entrega de subsidios. Tamén se ocupa da localización de nenos e nenas e da reunificación familiar dos refuxiados, ademais de xestionar tres colonias infantís. As demandas de recursos non cesan, e Félix de los Ríos, da Junta Pro Refugiados da República Dominicana, pídelle a Viana que o SERE faga fronte aos gastos de construción de vivendas e de posta en marcha de granxas para os refuxiados no país, ante o incumprimento dos compromisos do Goberno dominicano. Para afrontar esas graves dificultades económicas, Alejandro Viana quere que a austeridade guíe a xestión dos seus fondos. Con emoción reclámalles aos delegados en diferentes cidades francesas e norteafricanas os maiores esforzos e sacrificios, lembrándolles a súa privilexiada situación.
O Averróis dos latinos, nasceu em Córdoba no ano de 1136 e morreu na cidade magrebina de Marraquexe em 1198. Descendia de unha família de xuristas. O seu avô foi sobrexuíz de Córdoba, cargo de que se demitíu, para dedicar-se à escrita, como ele próprio conta nunha das suas obras; membro do conselho real, interveio em alguns assuntos políticos de relevo durante o domínio da dinastia almorávida. O seu pai também foi sobrexuíz de Córdoba, antiga capital do califáto omíada. Pouca informaçón temos sobre a sua formaçón. Apesar de ser um dos grandes filósofos da Idade Média, desconhecemos em pormenor como se formou Averróis nesta matéria, isto non resulta estranho tendo em conta o funcionamento do ensino no al-Andalus: as primeiras letras eram aprendidas em casa, os conhecimentos mais procurados recebiam-se na mesquita (gramática, direito, história, tradiçóns, etc…) e as especialidades eram lecionadas em casas particulares por mestres de prestíxio pagos polas famílias. Como afirma o arabista Julián Ribera num conhecido libro sobre o tema, existia liberdade absolucta no ensino: non houbo centros estatais, nem pláns oficiais de estudo, nem nenhuma organizaçón administractiva que regulamentasse a docência. No caso de Averróis, sabemos que teve dous mestres de direito islâmico e outros dous de medicina, um deles o estremenho Ibn Harún, que segundo unha fonte histórica “conhecia bem as ciências filosóficas”. É probábel que nele influíssem de modo decisivo a leitura de Avempace, a amizade com Ibn Tufail e o estudo das obras de al-Farabi.