
A deposiçón de Itacio foi vista polos priscilianistas como um triunfo. Galiza, Lusitânia e algunha outra rexión da Península estabam cheias de partidários da sua doutrina. Trouxérom os restos de Prisciliano e demais heresíarcas degoládos em Tréveris e começarom a dar-lhes culto como a mártires e santos. Non acabárom os conciliábulos nocturnos, mas fíxo-se inviolábel xuramento de non revelar nunca o que neles acontecía, aínda que muitos dos doutores da seita, entre eles Dictino, declarabam lícitos a mentira e o perxúrio. “Iura, periura, secretum prodere noli”, era a sua máxima. Unidos assim polos lázos de toda sociedade secreta, chegarom a exercer absolucto domínio na Igrexa galega, cuxa liturxía alterárom, fixérom anticanónicas eleiçóns de bispos em xentes da sua bandeira e provocárom, em suma, um verdadeiro cisma. Os demais bispos, excomulgarom aos prevaricadores, e seguíu-se um breve período de anarquía, em que à Igrexa substituírom as Igrexas, dándose o caso de haber dous ou aínda mais prelados, para unha só diócese e até de nomear bispos para sedes que non existían. O principal fautor destas aberraçóns era Sinfosio (a quem se supôn bispo de Ourense), acérrimo na herexía, aínda que tinha firmado as actas do concilio de Zaragoza. Seguía e amparaba os mesmos erros, o seu filho Dictinio, escritor de conta entre os seus, a quem o seu pai tinha nomeádo bispo de Astorga, com assentimento dos demais priscilianista. À cadeira de Braga tinha sído levantádo outro heréxe: Paterno. Aumentaba a confusón e, temerosos os mesmos sectários das resultas, ou arrependidos, em parte, do incêndio que por sua causa abrassaba a Galiza, determinárom buscar um termo de avença e propô-lo ao grande bispo de Milán, Santo Ambrosio, para que com palabras conciliadoras persuadísse aos nossos prelados católicos à concordia, prévias por parte dos galegos, certas condiçóns de submissón, sendo a primeira, abxurar de todos os seus erros. Santo Ambrosio tinha presenciádo as terríbeis escenas de Tréveris, onde se negou a comulgar com os itacianos, e el mesmo escrebe haber visto com funda pena de que sorte levárom ó desterro ao ancián bispo de Córdoba Higino. Encontrába-se, pois, o seu ânimo disposto à clemência, e, xulgando sincéras as palabras dos priscilianistas e aceitábeis as suas condiçóns, sem mengua do dogma nem da disciplina, escrebeu aos bispos espanhois (aínda que a carta non se conservou), aconselhando-os que recebessem na sua comunhón aos conversos gnósticos e maniqueos. Um dos capítulos de concordia que Santo Ambrosio propunha era a deposiçón de Dictinio e dos demais bispos tumultuosamente elexidos, que debíam quedar na ordem de presbíteros. Conforme às cartas do bispo de Milán e aos conselhos do papa Siricio, reunírom os nossos prelados em 396 um concilio em Toledo. Sinfosio, com os seus, negou-se a asistir, com vissibel cautela, afirmou que xá tinha abandonado os erros de Prisciliano e dos mártires (assim chamabam ós degolados em Tréveris); mas sem fazer abxuraçón formal, nem dar outra mostra do seu arrependimento, nem cumprir condiçón algunha das propostas por Santo Ambrosio. E soubérom os Padres do concilio que a conversón era simuláda, posto que Sinfosio e os outros, seguíam fazendo uso de libros apócrifos e aferrábam-se tenazmente às suas antigas opinións, polo qual nada se adiantou neste sínodo, se xá a falta das suas actas e o silencio dos demais testemunhos nos fán andar às escuras no que a el concerne. A pesar de haber-se frustrado a avenença, o priscilianismo parece ir perdendo favor e adeptos, sem dúvida pola tendência unitária e católica da nossa xenerosa raza. Só assim comprehendemos que quatro anos mais tarde, no 400, abxurásem em massa e com evidentes indicios de sinceridade, os que pouco antes se mostrabam reácios, e non forom constrenhidos nem obrigados por forza algunha superior a tal acto. Verificou-se este memorábel acontecimento no concilio primeiro Toledano.
MARCELINO MENENDEZ PELAYO














