
Matéria e forma, dous em um. E que estructura debe ter a substância para poder explicar tudo isto? Se a substância é toda a realidade individual diferenciábel, se, de algunha forma, o nosso acesso à entidade (que é outro nome dado à substância) é-nos dado através dos sentidos, non se pode negar que as realidades materiais som substânciais. O que non significa que sexam as únicas substâncias que existem, mas, no mínimo, podemos afirmar que todas as cousas materiais, que som isso, “cousas”, som, ao mesmo tempo, substâncias e, neste caso, há que incluir as pessoas (sem ofensa). De modo que o meu cán, a árbore que existe diante da minha xanela, a cadeira na qual estou sentado, o libro que leio, Sócrates ou o meu amigo, som substâncias. Isto quer dizer que as matérias das quais están feitas todas essas cousas som substâncias? Sim e non. Pode afirmar-se que a matéria da qual é feita cada unha dessas cousas é substância no sentido em que faz parte de unha substância, mas non que sexa a substância. Nenhum dos elementos mencionados é o que é apenas pola sua parte material; o libro que tem nas suas máns non é simplesmente papel e tinta, visto que há algo mais: ambos os componentes están dispostos de unha forma concreta e têm determinadas qualidades que impedem que este obxecto sexa unha massa disforme de papel e tinta, sem forma reconhecíbel. Para começar, a matéria ( o papel e a tinta) que sustém nas suas máns está perfeitamente “informada”, isto é, tem a forma adequada para ser este libro e non outra cousa. Desse modo, este libro está composto por dous elementos: unha parte à qual chamaremos “matéria” e outra à qual chamaremos “forma”. E o mesmo raciocínio pode ser feito para a árbore, para o meu amigo ou para Sócrates e, de um modo xeral, para qualquer substância.
P. RUIZ TRUJILLO













