
Para proporcionar novos e melhores membros “A mulher dará filhos à cidade, começando aos vinte anos até aos quarenta”. “Portanto, se alguém mais velho do que estes, ou mais novo, se atirar à obra comum da xeraçón…” Depois de termos garantido a produçón de criânças aptas, o passo seguinte é assegurar o seu desenvolvimento de acordo com a lóxica que impôn a felicidade do Estado. Essa tarefa é da incumbência da “educaçón”. As criânças e xovens destinados a transformarem-se em guardións serán arrancados aos pais e conduzidos de forma anónima para unha instituiçón do Estado responsábel pola sua educaçón, de tal forma que os filhos non conheçam os pais nem os pais os filhos. Depois de ali estarem, seguiram um plano de formaçón centrado na ximnástica (cuidado do corpo) e na música (no sentido grego, ou sexa, o conxunto de disciplinas inspiradas nas musas: ciência, história, literatura, arte… A cultura), e apenas os escolhidos para guardións-filósofos, continuaram com o estudo da matemática, astronomia e finalmente da dialéctica. Contudo, falar em “educaçón” é sermos excessivamente xenerosos, xá que, na realidade esse itinerário formativo tem mais de doutrinamento e censura do que de qualquer outra cousa. Com efeito, os conteúdos da educaçón estarán suxeitos a um control férreo, aceitando-se apenas aqueles que promoverem os valores e as virtudes gratas ao Estado (ou sexa a Platón) e descartando-se os que puderem desviar e perverter os ternos espíritos da xuventude: non à literatura com conteúdos inmorais ou indignos (as fraquezas humanas, personáxes malvadas que triunfam, a representaçón indecorosa dos deuses, e até mesmo um non ao riso!), non à música lídia ou jónica (apenas é aceite a dórica e a fríxia), non aos flautistas e aos fabricantes de flautas… O mesmo vale para as etapas superiores da educaçón, aquelas a que acedem os homes destinados a transformarem-se em governantes. Felizmente, pouco se diz acerca da astronomia e da matemática, mas quando Platón fala em sabedoria e no estudo da filosofia non se debe perder de vista, que está muito lonxe do que nós entenderíamos em relaçón a isso: non seriam ensinadas as diversas doutrinas filosóficas, mas apenas a única filosofia e sabedoria autêntica. Efectivamente, a filosofia de Platón, pois todas as outras non som mais do que opinións ou erros. Se com a censura, a adoutrinaçón e a euxenia conseguirmos assegurar (por assim dizer) a excelência dos guardións, vamos agora ver como poderia ser assegurada a submissón e a aceitaçón da vontade do Estado no seio de todas as classes, incluindo, por isso, também os artesáns. As respostas de Platón non diferem daquelas que ao longo da história foram implementadas polas várias elites para manter o pobo sob control. À partida, abandonar a multidón na ignorância: quanto menos souberem, melhor. Debe excluir-se, portanto, o ensino da filosofia aos cidadáns, non fosse dar-se o caso de algum se lembrar de pensar por sua conta (note-se o paralelismo com a recente reduçón da mesma filosofia nos planos de estudo das escolas). Platón ilustra a inadequaçón do ensino da filosofia à multidón com unha curiosa analoxia que mostra bem, às claras, a sua disposiçón aristocrática e snobe.

E. A. DAL MASCHIO













