Vale a pena citar alguns parágrafos do Manifesto Einstein-Russell, assinado por vintidous grandes cientistas, muitos deles prémios Nobel, contra a proliferaçón das armas nucleares. Foi redixído por Russell e assinado por Einstein uns dias antes da sua morte (a 18 de Abril de 1955): “Aqui está entón, o problema que apresentamos, na sua crueza horríbel e inevitábel: ¿vamos pôr fim à espécie humana ou deberá a humanidade renunciar à guerra? As pessoas non consideram esta alternativa porque é muito difícil abolir a guerra. A aboliçón da guerra esixiría desagradáveis limitaçóns da soberania nacional, mas, mais que qualquer outra cousa, o que talvez nos impéça de comprehender a situaçón é que a palabra “humanidade” parece um tanto vaga e abstracta. As pessoas dificilmente imaxinam que o perigo é para elas e para os seus filhos e netos, e non só para unha humanidade vagamente precavida. Mal imaxinam que som elas, individualmente, e aqueles que amam quem está em perigo iminente de perecer de forma angustiante. E, por isso, pensam que talvez devam permitir que a guerra continue desde que se proíbam as armas modernas. Esta esperança é ilusória. Nenhum acordo alcançado em tempos de paz, para non utilizar “bombas H”, será vinculativo em tempos de guerra, e ambas as partes se porám a fabricar “bombas H” assim que estalar o conflícto, porque se um lado fabricasse bombas e o outro non o fizésse, quem as fabricára sairía inevitabelmente victorioso.
Non pudemos voar: recebemos a notícia de que o tempo non apresentaba condiçóns de perfeita segurança, e resolveu-se a viaxem por estrada de ferro. Chegámos à estaçón às dez horas da noite. Aí nos disseram que o trem de Sukhumi partiria às onze, e ficámos a passear na gare, perto das bagaxens. De repente me achei tolhido: os movimentos decresceram, findaram, a voz esmoreceu, os queixos cerraram-se. O frío me atacou de chofre, pior que um acesso de maleita. Xá me había sentido pouco mais ou menos assim em Moscou, certa manhán, quando me arriscaba a andar nas ruas sem agasalho; mas aí podia mexer-me, embora tivesse as orelhas insenssíbeis. Agora me achaba paralisado; nem tremia. Alguém me pôs um sobretudo em cima dos ombros. Com enorme esforço, levantei a gola e meti os botóns nas casas, mas a alxidez continuou. Era aquêle desgraçado vento do Cáucaso. Num país de clima temperado a cruviana descía de golpe e nos pregava unha peça, como se as neves eternas, vistas com respeito dias antes, decidissem abandonar a montanha clássica, entrar na roupa de infelizes americanos desprevenidos. — Com a breca! Esse trem non sai? Afinal saíu. Entrando no carro, mostrei as máns: — Vexam que miséria. Os dedos, até as palmas, estavam brancos, de um branco amarelento, côr de marfím; non había nêles unha gota de sangue. Kaluguin temeu conxelaçón, levou-me ao restaurante. Um copo de vodka. Pouco a pouco a lividez cadavérica atenuou-se, a sensibilidade voltou, os membros emperrados mexeram-se. A temperatura subíu rápida, e o comboio mergulhou na treva. Recolhi-me. Um dormitório confortábel. Por detrás de xanelas e portas bem fechadas, esqueci as perfídias lancinantes que desciam do Cáucaso e adormeci logo. Desembarcámos em Sukhumi pela manhán. Dias antes, de passaxem, tinhamos estado meia hora, enquanto o avión descansava, na cidadezinha de cinquenta mil habitantes. Assim pequena, recebeu título pomposo: é capital da Abkhasia, rexión encravada na Xeórxia. E aqui vemos como é difícil entenderem-se os homes da Unión Soviética. Na Abkhasia quinhentos mil indivíduos servem-se de unha língua muito diversa do xeorxiano. E em certo lugar da Abkhasia surxe um novo idioma. Assim, nunha diminuta república de três e meio milhóns de pessoas usarem-se três línguas. Se o russo non fosse obrigatório nas escolas, teríamos a confusón. E realmente foi por estas bandas, ali à direita, que se ergueu a tôrre de Babel. O impedimento bíblico permanece. Sukhumi é estaçón de repouso. Largas ruas de prédios modernos, sanatórios, balneários; e cardos, palmeiras, unha vexetaçón tropical absurda nestas paraxens, fazem-me achar duvidoso o frío intenso da véspera. Excelentes hoteis. Almoçámos num dêles. E, entrando em automóveis, seguimos viaxem por unha estrada que ciprestes marxinam. Um mosteiro caduco se arruinava num dos contrafortes da serra. Como se chamava? Deram-me o nome, espicharom datas e sucessos; com certeza grafei tudo errado — e non me aventuro a expor conhecimentos arranxados à pressa, nunha carreira de oitenta quilómetros por hora, quase ilexíveis. Oliveiras, bananeiras, figueiras, tânxerinas, eucaliptos. As oliveiras eram-me desconhecidas, mas as outras prantas, familiares, mostravam-me pedaços do Brasil. Para bem dizer, non me sentia estranxeiro; êsses conterrâneos verdes ambientavam-me depressa; tive a ilusón de que a terra hospitaleira me convidava a ganhar raízes também. Rodámos noventa e cinco quilómetros, e à tarde alcançámos Gagra, na marxem do mar Negro. É um lugarexo arrumado a capricho, onde passam as férias numerosos trabalhadores da Unión Soviética. Um grande parque. Os edifícios novos de colunas altas, feixes de colunas, fizeram-me pensar nos palácios vistos em Tbilissi. No xardinzinho do restaurante, quebravam a monotonia das flores algunhas bananeiras enfezadas, magras, insignificâncias que non dariam frutos. Vendo essa beleza dexenerada, um brasileiro xulgou-a decorativa. Em frente ao pequeno hotel, próxima, estendia-se a praia escura. Necessário descer, pisar nela, ver com respeito as águas que trirrêmes gregas percorrerom. Seriam na verdade trirremes? De qualquer forma os gregos andarom por aqui, isto é um mar histórico em excesso, precisamos dedicar-lhe reverência. As ondas fabricaram obras de arte curiosas que ranxem debaixo dos nossos sapatos americanos, bárbaros. Difícir marchar sobre essas cousas venerandas, instábeis: pedrinhas esféricas, ovais, chatas, unhas negras cobertas de elipses brancas, certinhas, a exibir unha xeometria digna de aprêço. Non resistimos ao desexo de guardar alguns calhaus cheios de curvas e trapalhadas. Bons para segurar papéis. Meses depois, em nossa terra, à banca, revolvendo os miolos, suspenderíamos o trabalho às vezes e, olhando os traços claros em fundo prêto, lembrar-nos-íamos de Kaluguin, da sra. Nikolskaya, das lendas homéricas.
Rousseau constacta, também no Emílio, que “aquele que, na “ordem civil”, quer preservar a primazia dos sentimentos, non sabe o que quer. Sempre em contradiçón consigo próprio, sempre a oscilar entre as suas inclinaçóns e os seus deberes, nunca será nem homem nem cidadán; non será bom nem para si nem para os outros”. A hipótese metodolóxica do “estado de natureza” permite-nos imaxinar outra situaçón diferente, onde prevaleça o “amor de si” e ainda non entrou em cena o “amor-próprio”. Este último é um sentimento relativo e artificial nascido no seio da “sociedade” que, paradoxalmente, nos afasta dos demais e nos encerra dentro de nós mesmos. “O amor-próprio, ao comparar, nunca está feliz nem sabería estar, porque este sentimento, que nos faz preferir-nos aos demais, esíxe também que os outros nos prefiram a eles, o que é impossíbel.” De acordo com Rousseau, no “estado de natureza” “as altercaçóns eram tán raras e as axudas mútuas tán prevalecentes que desse comércio libre se destaca mais benevolência que ódio, disposiçón pelo sentimento de conmiseraçón e piedade que a natureza gravou em todos os coraçóns e fazia os homes viver bastante pacificamente”, lemos num dos seus “Fragmentos Políticos”. Mas tudo muda com a chegada da “sociedade civil”, que surxe ao instaurar-se a propriedade privada. “O primeiro que, depois de ter cercado um pedaço de terra, aconteceu dizer “isto é meu” e encontrou xente simples o suficiente para acreditar nele, foi o primeiro fundador da “sociedade civil”. Quantos crimes, guerras, assassinatos, misérias e horrores non tería poupado ao xénero humano, quem arrancando as estacas, tivésse gritado aos seus semelhantes: Atençón ao ouvir este impostor, estais perdidos se esqueceis que os frutos som de todos e a terra non é de ninguém”, como se lê na passaxem tantas vezes citada do “Discurso sobre a Orixem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homes”. De facto, no “estado civil”, na opinión do autor do “Discurso sobre a Economia Política”, o “direito de propriedade” sería o mais sagrado de todos os direitos dos cidadáns e, em certas consideraçóns, mais importante que a própria liberdade.
¿E, que acontece com as dimensóns curvadas? Recordemos que na “teoría M”, a forma precisa das restantes dimensóns curvadas, o espaço interno, determina os valores de magnitudes físicas como a carga do electrón e a natureza das interacçóns entre as partículas elementais, é dizer, as forzas da natureza. As cousas seríam mais claras se as “teoría M” tivéra permitido tán só unha única forma para as dimensóns curvadas, ou talvés unhas poucas, todas menos unha das quais houberam podido ser descartadas dunha maneira ou doutra, deixando-nos com unha única possibilidade para as leis aparentes da natureza. Em câmbio, há amplitudes de probabilidade non nulas para espáços internos diferentes, cada um dos quais leva a leis diferentes e a valores diferentes das constântes físicas. Se construimos a história do universo de abaixo arriba, non há razón pola qual o universo debería haber acabado com o espaço interno correspondente às interaçóns entre partículas que observamos nós, o modelo estandarde das interaçóns entre partículas elementais. Mas na formulaçón descendente aceitamos que existen universos com todos os possíbeis espáços internos. Em alguns universos, os electróns pesan como bolas de golf e a forza da gravidade é mais intensa que a do magnetismo. No nosso, aplica-se o modelo estandarde, com todos os seus parámetros. Podemos calcular a amplitude de probabilidade para o espaço interno correspondente ao modelo estandarde partindo da base da condiçón de “ausência de bordes”. Tal como acontece com a probabilidade de que haxa um universo com três dimensóns extensas, non importa quanto pequena sexa esta amplitude em comparaçón com outras possíbilidades, porque xá observamos que o modelo estandarde descrebe o nosso universo.
Matéria e forma, dous em um. E que estructura debe ter a substância para poder explicar tudo isto? Se a substância é toda a realidade individual diferenciábel, se, de algunha forma, o nosso acesso à entidade (que é outro nome dado à substância) é-nos dado através dos sentidos, non se pode negar que as realidades materiais som substânciais. O que non significa que sexam as únicas substâncias que existem, mas, no mínimo, podemos afirmar que todas as cousas materiais, que som isso, “cousas”, som, ao mesmo tempo, substâncias e, neste caso, há que incluir as pessoas (sem ofensa). De modo que o meu cán, a árbore que existe diante da minha xanela, a cadeira na qual estou sentado, o libro que leio, Sócrates ou o meu amigo, som substâncias. Isto quer dizer que as matérias das quais están feitas todas essas cousas som substâncias? Sim e non. Pode afirmar-se que a matéria da qual é feita cada unha dessas cousas é substância no sentido em que faz parte de unha substância, mas non que sexa a substância. Nenhum dos elementos mencionados é o que é apenas pola sua parte material; o libro que tem nas suas máns non é simplesmente papel e tinta, visto que há algo mais: ambos os componentes están dispostos de unha forma concreta e têm determinadas qualidades que impedem que este obxecto sexa unha massa disforme de papel e tinta, sem forma reconhecíbel. Para começar, a matéria ( o papel e a tinta) que sustém nas suas máns está perfeitamente “informada”, isto é, tem a forma adequada para ser este libro e non outra cousa. Desse modo, este libro está composto por dous elementos: unha parte à qual chamaremos “matéria” e outra à qual chamaremos “forma”. E o mesmo raciocínio pode ser feito para a árbore, para o meu amigo ou para Sócrates e, de um modo xeral, para qualquer substância.
O marxismo espanhol, desde a chegada de Paul Lafargue em 1872, foi oportunista e caíu logo no reformismo. Excepto a noçón ortodoxa de partido, tudo foi esquecído polo Partido Socialista. Se muito tardíamente um dos seus líderes, Largo Caballero, falou da toma do poder pola clásse obreira, isto foi dito sem convicçón. Excepto as aportaçóns que forom feitas polo grupo de Andreu Nin, o níbel ideolóxico tradicional entre os marxistas espanhois foi o da socialdemocracia alemán ou francesa dos anos trinta. Polo contrário, o anarquismo desarrolhou-se em terreno próprio e fecundo. As suas ideias-forza encontrarom campo abonado. Num país no que tudo parece que empurra para a federaçón descentralizada, e no que a clásse obreira vía com desagrado todas as manobras parlamentárias, a negaçón do Estado foi perfeitamente comprehendida. Quando Durruti conheceu, primeiro na práctica e mais tarde na teoría, o anarquismo, edentificou-o com um socialismo activo, revolucionário e finalista que el xá respirába em León. Por isso deu-se mais bem um progresso teórico, que de trânsito. Em Março de 1919 Buenaventura encontraba-se no hospital militar de Burgos. Nunha carta que enviou à família afirma: “Quando me dispunha a visitárvos fún incorporado ao Reximento. Depois do Conselho de Guerra, destinou-se-me com recargo a Marrocos, mas como na visita médica se me detectou unha hernia, é a razón pola qual estou no hospital, mas por breve tempo. Non quería partir para Marrocos, sem estár com os amigos que conheceis. Urxe que me visitem”. Nesta carta, dissimula as intençóns de contáctos. A sua detençón, estaba relacionada com unha missón que cumpría em Espanha, em estreito contácto com os seus amigos de Burdeos. A princípios de Xaneiro de 1919 tinha cruzado a fronteira com a missón de informar à organizaçón de Gijón do plano das actividades realizadas em França. Acabáda a missón, e vendo as perspectivas activistas que ofertaba Asturias, determinou quedar-se por um tempo. “El Toto” informou da situaçón de León. O grupo de xóvens expulsados, entre os quais destacaba Tejerina, tinha fundado um grupo anarquista e um Sindicato de Oficios Varios de la CNT, que contaba xá com um número importante de afiliados. No resto do país a expansón da CNT estaba em crescimento, especialmente em Barcelona, onde o sindicalismo, impulsado por Salvador Seguí e Angel Pestaña, atemorizaba à burguesía. Um obreiro de cada dous estaba afiliado à Confederaçón, polo que a organizaçón tinha por aquela 375.000 adherentes. Durruti colocou-se como mecânico em La Felguera, foco de obreiros metalúrxicos, e onde o anarcosindicalismo tinha grande influência. Foi alí onde obtívo o seu primeiro carnet da CNT. Ainda que importante, o lápso de tempo transcorrido naquel lugar foi breve. Buenaventura trasladou-se logo para a conca mineira leonesa, pois na zona da La Robla había estaládo um rude conflícto, sobre tudo na companhia mineira anglo-espanhola. Naqueles momentos, o sindicato mineiro asturiano, encontraba-se ante numerosos conflíctos grévistas na rexión e non podía desprazar militantes à zona de La Robla. “El Toto”, que até entón se ocupára dos contáctos com León, fazía xá três meses que se encontraba em Valladolid. Como apremiaba realizar unha operaçón de sabotáxe nas minas, pensou-se em Buenaventura, desconhecido na zona. Com el partíron para La Robla dous militantes chegados desde A Corunha. Tal e como previsto, depois da sabotáxe a direcçón da mina pactou. Buenaventura quíxo aproveitar a pouca distância que o separaba de León, para trocar impressóns com os seus velhos amigos. Concertado um encontro em Santiago de Compostela, mas durante o traxecto foi detído como suspeitoso pola Guardia Civil. Enviádo para Corunha, descobríu-se a sua deserçón do Exército e foi conducído a San Sebastián, onde, trás passar um Conselho de Guerra, alegou a sua hernia, para ganhar tempo e poder escapar. Com a axuda prestada polos seus amigos de León, alertados pola carta enviáda à sua irmán Rosa, conseguíu fugar-se. Depois de permanecer uns dias oculto na montanha, no mes de Xunho voltou de novo a exiliar-se em França.
César Bórgia nasceu em 1475, portanto, era seis anos mais novo do que Machiavelli. Começou a carreira dentro da Igrexa, como era práctica habitual para o segundo varón dentro das famílias de certa linhaxem. Sendo o seu pai sumo pontífice, o César sacerdote foi ordenado nos diferentes gráus da hierarquía eclesiástica, em idades verdadeiramente precoces: bispo de Pamplona aos dezasete anos, arcebispo de Valência aos vinte e aos vintitres xá era cardeal. Quando o seu irmán Xoán morreu, César Bórgia tornou-se na primeira pessoa da História a abandonar a dignidade cardenalícia. E fê-lo para se colocar ao comando dos exércitos papais, cargo polo qual sentía unha especial atracçón, e que fora ocupado precisamente polo seu defunto irmán. Também despíu o hábito para poder casar com unha nobre de alta estirpe e lograr, um principado para os Bórgia, a sua maior obsessón. Em 1498, o ano da execuçón de Savonarola, César Bórgia foi nomeado duque de Valentinois por Luís XII de França, que lhe doou este ducado em agradecimento pola anulaçón do seu primeiro casamento, concedida polo papa Alexandre VI, para que, assim, pudesse desposar a viúva de Carlos VIII e manter a Bretanha sob o poder da Coroa francesa. Por este motivo, César Bórgia também é popularmente conhecido como “o Valentino” ou “duca Valentino”. Foi um dos mais firmes homes de acçón do Renascimento, como sobexamente demonstraria nas inúmeras campanhas que levou a cabo com o apoio do pai e dos seus soldados e como verificaremos a seguir. “Ou César ou nada” era a sua temída divisa, tudo menos conciliadora. Ruivo, alto, bem-parecido, seguro de si mesmo e enérxico, o Valentino produzíu em Machiavelli unha impressón non isenta de fascínio. Non é por acaso que o descrebe nos seus primeiros relatórios como “esplêndido e magnífico, e de tanto entusiasmo com as armas que toda a empresa lhe parece unha cousa de nada”. E acrescenta: “(…) nunca descansar”, e como se isto non bastasse, “unha inaudicta e perpéctua fortuna fazem dele victorioso e formidábel”. Audaz como poucos, César Bórgia tornar-se-á no modelo de príncipe de sucésso, sobre o qual Machiavelli pousa a sua atençón e a quem descrebe partindo de unha penetrante análise. Um modelo que non só vai servir ao secretário-filósofo para reflectir sobre as características pessoais mais importantes para liderar com solvência um principado novo (determinaçón, audácia, implacabilidade), mas também sobre as mudanças repentinas da sorte. Quando o fado estebe do seu lado, César Bórgia chegou a representar a maior ameaça das primeiras décadas do “Cinquecento”. Alguns, entre os quais se inclui o próprio Machiavelli, viram nele a figura destinada a reunificar Itália. Mas, subitamente, quase da mesma forma efervescente como emerxéra, a deusa Fortuna fez com que este magnífico e formidábel príncipe se desvanecesse. Machiavelli tívo, entón, ocasión de presenciar como o seu admirádo príncipe se transformaba num simples fuxitivo, quando César Bórgia se víu obrigado a procurar refúxio em Navarra. Nomeado capitán xeral dos exércitos deste reino, encontrou a morte a caminho do campo de batalha nunha emboscada nos arredores da vila de Viana. Mas o seu infortúnio non acabaría aquí. Enterrado em primeira instância dentro da igrexa de Santa Maria desta localidade, um desalmado bispo ordenou que os seus restos mortais fossem trasladados para um sepulcro debaixo da rua principal, para que assim, homes e bestas inxuriosamente o pisassem.
Don Juan Manuel, sobrinho do rei Sabio e neto de San Fernando (como filho que era do Infante Don Manuel), nasceu em Escalona, em 1282. Pola importância da sua pessoa e do seu linhaxe e dono ademais de imensas propriedades e recursos, desempenhou desde muito novo importantes cargos políticos. Durante os reinados de Fernando IV e Alfonso XI, interveio activamente nas lutas nobiliárias tomando partido, segundo as conveniências do momento e os interesses da sua casa, nunha ocasión non tívo inconveniente em aliar-se com o rei mouro de Granada. No reinado de Alfonso XI, do qual fora rexente, afianzaba xá a sua posiçón política, lutou dignamente na batalha do Salado e na conquista de Algeciras. Foi Adiantado do Reino de Murcia, senhor de Villena e Alarcón e um dos nobres mais poderosos e influentes do seu tempo. Sendo de avanzada idade retirou-se ao Mosteiro de frádes predicadores de Peñafiel (que el mesmo tinha fundado) para entregar-se ao repouso e ó cuidado da sua obra. Morreu probabelmente em 1349. Don Juan Manuel, que representa, como temos díto, o ponto culminante da prosa castelán do século XIV, foi também poeta, mas o seu Libro de los Cantares ou das Cantigas, que non chegou até nós. Xunto a estes pertencem ao grupo das consideradas como obras “menores”: o Libro de la Caza; a Crónica Abreviada, que é um resume da Primera Crónica General; o Libro de los castigos o consejos que fizo don Johan Manuel para su fijo, chamado também Libro Infinido, obra muito ao gosto da tradiçón didáctica da época; o Libro de las armas, de carácter autobiográfico, escrito para glorificaçón de sí mesmo e da sua família mediante a explicaçón das suas armas e atributos heráldicos e um Tractado relixioso na defesa da Asunción en cuerpo y alma de la Virgen al Paraíso. Discute-se a atribuiçón a Don Juan Manuel da Crónica Cumplida, e perdeu-se outro libro seu titulado De las reglas como se debe trovar. Aparte destas, as suas obras capitais quedam reducidas a três: o Libro del Caballero et del Escudero, o Libro de los Estados e o Conde Lucanor o Libro de Patronio.
Thomas Hobbes é o paradigma desta outra perspectiva xá que, para evitar que a parte cruel e egoísta que caracteriza o ser humano prevaleça, propón que este se submeta à lei e ao Estado. Tal xesto de subordinaçón implica a constituiçón da sociedade, unha acçón de carácter voluntário e, portanto, carente dessa necessidade que Aristóteles notava. Tratar-se-ia de unha decisón pactuada, daí que falemos de teoria contratualista. Perante a insegurança e o medo próprios de um estado natural onde os humanos non se rexem por leis cívicas, mas apenas polas suas paixóns, e em que ficam à mercê dos desexos dos outros, decide-se transferir o poder que temos como indivíduos para um Estado que nos garanta proteçón e que interceda como mediador entre nós e o resto. Assim, cedemos a nossa liberdade em troca de proteçón e segurança. E é aqui que radica a principal diferença entre Locke e Hobbes: para Locke essa transferência de poder também nos liberta, implica muito mais do que submeter-se aos desexos de um mandatário, xá que os cidadáns formam o Estado e, portanto, podem mudar a ordem política. Devem seguir a lei, o que os impede de gozar de unha liberdade absolucta ainda que lhes permita ter unha liberdade efectiva (Rousseau, outro dos defensores do pacto social, também seguirá esta via que Locke aponta para desenvolver a sua teoria do contracto social). O estado natural que os contratualistas descrevem, em que os humanos se rexem segundo a lei da natureza, é mais unha hipótese explicativa do que unha condiçón histórica real em que verdadeiramente acreditam. Non é que considerem que se deu realmente a assinatura de um contracto para viver em sociedade, referem-se antes a um acordo implícito que se manifestaria em diversas expressóns da vida social.
Foi em Venezuela, naquela costa de Cumaná, de horríbel memória, onde se levantou a voz de Las Casas, cheia de sentimento de humanidade mais profundo. O que tenha lído o libro do sublime crego, que é o comentário mais nobre do Evanxelho que se tenha feito sobre a terra. Sabe que ningúm pobo da América, sofréu como aquél. Mais tarde, a independência, mas a independência à maneira do Alto Perú, com as suas desolaçóns intermitentes, com os seus Goyeneche, com o seu Cochabamba, com os cadalsos de Padilla, de Warnes, etc… É aqui onde a luta tomou os seus carácteres mais sombríos e selváxens; é aquí onde Monteverde, Boves, o asombroso Boves, aquela mistura de valor indomábel, de tenacidade de ferro e de inaudita crueldade. Morales, e ao fim Murillo, o émulo de Bolivar, arrasabam, como nas escenas bíblicas, os pobos e os campos, e passabam polo fío da espada homes, mulheres, nenos e velhos. É aquí onde o Libertador lanzou o decreto de Trujillo, a guerra à morte, sem piedade, sem quartel, sem lei. Ler essa história é um vértigo; cada batalha, em que brilha a lanza de Páez, de Piar, Cedeño e mil outros, é um canto de Homero; cada entrada de cidade é unha páxina de Moisés. Caracas é saqueada várias vezes, e no meio da luta derruba-se sobre sí mesma, ao golpe do terramoto de 1812. Os seus filhos mais selectos están nos exércitos ou na tumba; poucos dos que se imortalizarom na cûme de San Mateo, alcanzárom a ver o dia glorioso de Carabobo. Se algunha vez se pudo afirmar com razón que a luta pola independência foi unha guerra civil, é referíndo-se a Venezuela e Colombia. De llaneros estabam compostas as hordas de Boves e Morales, assím como as de Páez e Saraza. O embate é igual, idêntica a resistência. A disciplina, os elementos bélicos, están do lado da Espanha; mas os americanos tenhem, ademais do seu entusiasmo, ademais dos hábitos de vida dura, xefes como Bolívar, Piar, Urdaneta, Páez e mais tarde Sucre, Santander, etc… ¡¡Crueldade!! Idéntica também, pese a nós. Ao degolar, responde o degolar, à piedade, rara vez a piedade. O batalhar contínuo, a vista do sangre, a irritaçón polo irmán morto inerme, exaltabam esses organismos morais até à loucura. Bolívar fai as suas três campanhas fabulosas e a lombo de unha mula recorre Venezuela em todas as direcçóns, várias vezes o viáxe de Caracas a Bogotá, de Bogotá a Quito, ao Perú, ¡¡a los confines de Bolívia!! Vinte vezes víu a morte na batalha, xá no brazo de um assassino. Páez combate como combatia Páez, em primeira fila, enrroxecída a lanza até à cuxa, em ¡¡cento treze batalhas!! ¿¿Que soldado de César ou de Napoleón podería afirmar outro tanto??
Embora a historiografía relixiosa tradicionalmente cristán, tivesse traçado um retrato heroico sobre as orixes do cistianismo, a verdade é que as perseguiçóns a que a nova fé foi submetida durante os primeiros anos, non passaram de algo errático e pontual. Sem subestimar o sofrimento daqueles que dele padeceram, os imperadores que, como Nero, Domiciano, ou Trajano, oferecerom unha certa resistência durante algum tempo, fizeram-no mais por oportunismo político ou calculismo do que por qualquer intolerância relixiosa. É verdade que, desde as suas orixens, o cristianismo foi considerado unha “religio illicita” (oficialmente non reconhecida) e é-o também o facto de a relixión oficial do Império ser essencialmente unha relixión civil, de Estado. O respeito polos cultos tradicionais e, cada vez mais, pola figura do imperador deificado, desempenhava um papel essencialmente coeso na política: a participaçón em ritos públicos era unha sinal da aceitaçón da autoridade de Roma e, por conseguinte, a sua rexeiçón era um xesto de sediçón política. Mas cumprido este expediente, as autoridades romanas non mostraram particular interesse em controlar a relixiosidade privada dos cidadáns do Império, como proba o facto de que dentro dela coexistisse e se difundisse unha âmpla diversidade de credos e de relixións. As cousas viriam a mudar drasticamente na segunda metade do século III, quando, pola primeira vez na história de Roma, o cirstianismo e a Igrexa, forom albo de três perseguiçóns sistemáticas, em pouco mais de cinquenta anos. Com o passar do tempo, o cristianismo deixou de ser apenas mais unha entre muitas outras seitas orientais, que pululavam polos territórios do Império, para se tornar num culto amplamente difundido em torno de unha organizaçón poderosa, a Igrexa. Unha espécie de Estado que ameaçava a integridade e o poder de um império no qual xá se faziam sentir os efeitos da crise económica, política e militar, que acabariam por enterrá-lo.
A unificaçón alcançada por Dirac e Von Neumann, conduzíu à mecânica quântica que conhecemos actualmente. Embora muitos aspectos da mecânica quântica ainda estexam a ser investigados actualmente, todos eles assentam nas bases matemáticas estabelecidas por estas duas figuras chave. O quadro teórico da mecânica quântica moderna está resumido nos postulados da mecânica quântica, também conhecidos como axiomas de Dirac-Von Neumann. Trata-se de meia dúzia de definiçóns matemáticas muito precisas. Estabelecem o que é um estado quântico, o que é um observável, que resultados podem ser obtidos quando se afectua unha mediçón, o que acontece ao sistema quando é medido, e como evolui ao longo do tempo. A partir deste conxunto de definiçóns, é possíbel “redescobrir” tanto a “mecânica matricial” de Heisenberg como a “mecânica ondulatória” de Schrödinger. De facto, deste pequeno conxunto de regras matemáticas, emerxem as várias ideias sobre o mundo microscópico apresentadas nas três décadas anteriores. A mecânica quântica moderna é um edifício sólido, construído sobre as ideias de Bohr, Heisenberg e Schrödinger, apoiado polas fortes paredes erguidas por Dirac e encimado pola elegante pedra angular matemática, construída por Von Neumann. Os seus pilares som os postulados da mecânica quântica e sobre eles assenta unha das teorías mais fascinantes, algunha vez criádas polo intelecto humano.
A posiçón do home como ser moral no contexto da conflagraçón universal e do eterno retorno, acaba por ser problemática. Se tudo estivesse determinado e se repetisse invariabelmente, onde estaríam a liberdade e a responsabilidade humanas? Aqui, passa-se claramente da metafísica e da física, para a ética estoica. Mas antes de abordarmos a parte práctica da filosofia estoica convém ter presente que segundo esta, o home non se encontra isolado: responde ao princípio criador e organizador de tudo. É princípio activo e passivo, espírito e matéria, faculdade racional e corpo. A sua alma, que informa a matéria, é parte do alento quente, vital e intelixente (pneuma) que preenche todo o cosmos. A alma humana é a divindade interior e tem a mesma sorte do universo: perece com cada conflagraçón periódica. Non se pode entender a especificidade a idiossincrasia, das filosofias helenísticas, sem ter em mente esta continuidade e homoxeneidade entre home e universo, tán alheia à concepçón moderna que separa, taxativamente, o ser humano da natureza. Na concepçón monista ou unitária do universo, de unha perspectiva estoica, os princípios que rexem o ser humano som os mesmos que orientam o conxunto de toda a existência. Como diría Benedictus de Espinosa no século XVII, o home non constitui “um reino dentro de outro reino”.
A Polónia rusa, com capital em Varsóvia, era a maior das três rexións em que se dividia o pais. Como consequência de unha industria puxante, alí había unha maior densidade de burguesía e proletariádo que nas outras duas rexións. Os trabalhadores vivíam baixo a dupla pressón do empressariádo local e a ocupaçón extranxeira, em condiçóns incomparabelmente mais deplorábeis que em outros países industriais: recebíam salários mais baixos, as condiçóns de trabalho e vivenda eram catastróficas, e o nível de vida era, em xeral, muito baixo. Os trabalhadores non tinham ningúm dereito (algo distinto dos da Europa occidental); non existíam sindicatos nem partidos; quem se dedicara à política debía arriscar-se a penas cruentas: o arresto encadeádo, o desterro a Sibéria, os trabalhos forzados, a pena capital. Apesar destas represálias, duas décadas depois do fracaso da última insurreçón, apareceu unha nova força revolucionária: em 1882, Ludvik Warynski fundou a primeira organizaçón socialista de Polónia, o partido chamado “Proletariat”. O partído medrou rapidamente e estableceu contactos com as organizaçóns clandestinas em Russia. Um destes grupos rusos perpectrou o atentado de 1881 contra o zar, no qual estabam implicados também conspiradores polacos. A organizadora do golpe, Sofía Perowskaia, foi a primeira mulher em ser condenada a morte e executada na Russia do zar. O sucesor do zar assassinado, Alexandro III, recorreu a todo o aparato burocrático, o exército e a Ojrana para reprimir o mínimo foco rebelde em Polónia. Forom sobre tudo os simpatizantes do partido “Proletariat” os que mais sufriram os rigores do novo goberno. A só um ano da sua fundaçón, a maioria dos seus membros forom víctimas de unha onda de arrestos. Warynski desapareceu detras dos muros da célebre fortaleza de Schlüsselburg, situada nunha ilha do lago Ladoga, onde morreu encadeado depois de unha longa doênça. María Bohuszewicz, de vintidous anos, tomou o relevo à frente do ilegalizado movimento. Mas também foi detída e morreu de fadiga, trás semanas de marcha caminho de Sibéria, nunha columna de prisioneiros. Em 1886, foi condenado em Varsóvia um numeroso grupo de membros do partido, e quatro deles forom aforcados na cidadela de Varsóvia. Todos estes feitos aconteceram durante a época escolar de Rozalia. Claro está que do assassinato do zar, as execuçóns ou o partido do “Proletariat” non se falába na escola, e seguramente tampouco à hora da ceia na casa da família Luksenburg. Mas, em particular, o destino das duas mulheres, Sofía e María, preocupaba à xuventude de Varsóvia; e a propria Rozalia o recordaría durante toda a sua vida.
O conceito christán de Deus (Deus como Deus dos doentes, Deus como espírito) resulta um dos conceitos divinos mais corrompidos que se tenhem dado na terra; até representa, talvez, o níbel mais baixo na evoluçón descendente do tipo divino. Deus dexenerado em “contradicçón da vida”, em vez de ser a glorificaçón d’ella e o seu “sim” eterno. Declarar a guerra em nome de Deus, à vida, à natureza, à vontade de viver! Deus, a formula para todas as calumnias do “lado de cá”. O nada divinizado em Deus; a vontade para o nada santificada!…