Passemos agora à “ordem lóxica”. Aqui, e a olho nu, torna-se mais convincente pôr o “trabalho assalariado” como causa da propriedade privada. Contra a aparência (mera aparência. como vimos) da ordem histórica, Marx afirma a esixência da ordem lóxica. Denuncia aquela aparência mediante unha analoxía com a forma mais clássica da alienaçón, a relixiosa, ao dizer, “do mesmo modo que os deuses non som orixinariamente a causa, mas o efeito da confusón do entendimento humano”. Ainda que na representaçón ideolóxica do home alienado Deus apareça como causa, no discurso crítico que revela essa alienaçón, Deus aparece como seu efeito. Deus é efeito de unha existência humana alienada, e non o inverso, pois non é verdadeiro que a alienaçón humana sexa efeito da sua crença em Deus. Sem existência alienada non habería deuses, defende Marx, e sem “trabalho alienado” non habería propriedade privada. Neste ponto, Marx non se detém a explicar os argumentos a favor de pôr a propriedade privada como consequência do “trabalho alienado”, mas dá-nos a entender que este se pode pensar sem a propriedade privada, mas non o inverso. No contexto capitalista, o trabalho alienado toma a forma de trabalho assalariado, e o que se disser de um serve para o outro; no entanto, som concebíbeis outras formas de trabalho alienado non necessariamente assalariado, de modo que a alienaçón non sería efeito exclusivo da relaçón assalariada, mas das relaçóns técnicas com o obxecto de trabalhar (assim o entenderam Horkheimer e Adorno e, desde entón, tem sido um tópico recorrente). Portanto, na ordem lóxica, é a alienaçón no processo de trabalho que, em condiçóns de trabalho assalariado, cría as condiçóns de possibilidade da propriedade privada.
De mistura com tudo isto, había laivos da atmôsfera malígna da guerra. A cidade tinha um aspecto sombrio e desarrumado; estradas e edifícios estavam em mau estado; à noite, as ruas apresentavam-se fracamente iluminadas, com receio dos ataques aéreos, e as loxas encontravam-se meio vazias e o que tinham era muito pobre. A carne escasseava e o leite era practicamente inexistente, había falta de carvón, azucar e gasolina e, sobretudo, de pán. Xá naquela altura, as filas para o pán tinham, frequentemente, centenas de metros. Non obstânte, o pobo parecía satisfeito e esperançado. Non había desemprego e o custo de vida ainda era baixíssimo; viam-se muito poucas pessoas com notória falta de recursos e non había mendigos, a non ser ciganos. Existía, acima de tudo, fé na revoluçón e no futuro, o sentimento de ter emerxído, de súbito, nunha era de igualdade e liberdade. Os seres humanos tentavam comportar-se como tal e non como rodas dentadas da engrenaxem capitalista. Nas barbearias, panflectos anarquistas (a grande maioria dos barbeiros eram anarquistas) explicavam que os barbeiros tinham deixado de ser escrávos. Nas ruas, cartazes coloridos apelavam para as prostitutas, para que deixassem de se prostituir. Para unha pessoa pertencente à interesseira e irónica civilizaçón das raças de fala inglesa, había algo de muito patéctico no modo liberal como aqueles espanhóis idealistas tomavam as frases batídas da revoluçón. Nesse tempo, vendiam-se nas ruas, por unha insignificância, baladas revolucionárias de unha inxénuidade incríbel, onde se falava apenas na fraternidade proletária e na malvadez de Mussolini. Vi muitos milicianos quase analfabetos comprarem essas baladas, soletreárem penosamente a letra e, depois de apreenderem o sentido, começarem a assobiá-las, com unha melodia apropriáda. Durante todo esse tempo estive no Quartel Lénine, ostensivamente a treinar-me para a frente. Quando me alistei na milícia disseram-me que seguiría para a frente no dia seguinte, mas a verdade é que tive de esperar, enquanto se preparava unha nova “centuria”. As milícias de trabalhadores, apressadamente constituídas polos sindicatos no princípio da guerra, ainda non estavam organizadas nunha base do exército comum. As unidades de comando eram a “secçón”, com perto de trinta homes; a “centuria”, com perto de cem, e a “columna”, que na práctica significaba qualquer grande número de homes. O Quartel Lénine, era um conxunto de esplêndidas construcçóns de pedra, com unha escola de equitaçón e enormes paradas empedradas. Fora um quartel de cavalaria e tinha sído tomado durante os combates de Xulho. A minha “centuria” dormia nunha das cavalariças, debaixo das manxedouras de pedra, onde ainda estavam escrítos os nomes dos cavalos de batalha. Todos os animais tinham sído capturados e mandados para a frente, mas tudo aquilo ainda cheiraba à orina dos cavalos e a aveia xá podre. Fiquei no quartel, perto de unha semana. Lembro-me principalmente dos fedores cavaláres, dos trémulos toques de corneta (todos os nossos corneteiros eram amadores; só tomei conhecimento com os toques de corneta espanhóis, quando os ouvi nas proximidades das linhas fascistas), do som das botas cardadas na parada, das longas revistas matinais ao sol de Inverno e dos loucos desafios de futbol, com cinquenta xogadores de cada lado, no recinto ensaibrado da escola de equitaçón. No quartel debía haber um milhar de homes e, talvez, unha vintena de mulheres, non contando com as dos milicianos, que cozinhavam. Ainda serviam mulheres nas milícias, embora non fossem muitas. Nos primeiros combates tinham lutado ao lado dos homes, com toda a naturalidade. Em tempo de revoluçón, era unha cousa que parecía natural. No entanto, as ideias xá começavam a mudar. Os milicianos tinham de ser afastados da escola de equitaçón, enquanto as mulheres lá treinabam, porque se riam e as atrapalhavam. Poucos meses atrás, ninguém tería achado nada de cómico no facto de unha mulher manexar unha arma.
Para proporcionar novos e melhores membros “A mulher dará filhos à cidade, começando aos vinte anos até aos quarenta”. “Portanto, se alguém mais velho do que estes, ou mais novo, se atirar à obra comum da xeraçón…” Depois de termos garantido a produçón de criânças aptas, o passo seguinte é assegurar o seu desenvolvimento de acordo com a lóxica que impôn a felicidade do Estado. Essa tarefa é da incumbência da “educaçón”. As criânças e xovens destinados a transformarem-se em guardións serán arrancados aos pais e conduzidos de forma anónima para unha instituiçón do Estado responsábel pola sua educaçón, de tal forma que os filhos non conheçam os pais nem os pais os filhos. Depois de ali estarem, seguiram um plano de formaçón centrado na ximnástica (cuidado do corpo) e na música (no sentido grego, ou sexa, o conxunto de disciplinas inspiradas nas musas: ciência, história, literatura, arte… A cultura), e apenas os escolhidos para guardións-filósofos, continuaram com o estudo da matemática, astronomia e finalmente da dialéctica. Contudo, falar em “educaçón” é sermos excessivamente xenerosos, xá que, na realidade esse itinerário formativo tem mais de doutrinamento e censura do que de qualquer outra cousa. Com efeito, os conteúdos da educaçón estarán suxeitos a um control férreo, aceitando-se apenas aqueles que promoverem os valores e as virtudes gratas ao Estado (ou sexa a Platón) e descartando-se os que puderem desviar e perverter os ternos espíritos da xuventude: non à literatura com conteúdos inmorais ou indignos (as fraquezas humanas, personáxes malvadas que triunfam, a representaçón indecorosa dos deuses, e até mesmo um non ao riso!), non à música lídia ou jónica (apenas é aceite a dórica e a fríxia), non aos flautistas e aos fabricantes de flautas… O mesmo vale para as etapas superiores da educaçón, aquelas a que acedem os homes destinados a transformarem-se em governantes. Felizmente, pouco se diz acerca da astronomia e da matemática, mas quando Platón fala em sabedoria e no estudo da filosofia non se debe perder de vista, que está muito lonxe do que nós entenderíamos em relaçón a isso: non seriam ensinadas as diversas doutrinas filosóficas, mas apenas a única filosofia e sabedoria autêntica. Efectivamente, a filosofia de Platón, pois todas as outras non som mais do que opinións ou erros. Se com a censura, a adoutrinaçón e a euxenia conseguirmos assegurar (por assim dizer) a excelência dos guardións, vamos agora ver como poderia ser assegurada a submissón e a aceitaçón da vontade do Estado no seio de todas as classes, incluindo, por isso, também os artesáns. As respostas de Platón non diferem daquelas que ao longo da história foram implementadas polas várias elites para manter o pobo sob control. À partida, abandonar a multidón na ignorância: quanto menos souberem, melhor. Debe excluir-se, portanto, o ensino da filosofia aos cidadáns, non fosse dar-se o caso de algum se lembrar de pensar por sua conta (note-se o paralelismo com a recente reduçón da mesma filosofia nos planos de estudo das escolas). Platón ilustra a inadequaçón do ensino da filosofia à multidón com unha curiosa analoxia que mostra bem, às claras, a sua disposiçón aristocrática e snobe.
Os celtas galegos, ou como afirmaba o latino, os célticos (Céltigos), ocuparom todo o chán da velha “Galletia”. O promontório Nerio que (som as palabras de Strabón) forma à vez a extremidade do costado occidental e do septentrional da Península, serve como unha oportuna divisón xeográfica para separar dous pobos numerosos, célticos ambos, e importantes os dous; um, os lusitanos, aos que o príncipe dos xeógrafos constantemente fai chegar até ao Cabo Nerio; outro, o dos cântabros. A todos une e agrupa baixo a comúm denominaçón que chegou quase até nós; de todos parece ocupar-se como de xentes que tenhem unha mesma orixe, costûmes parecidas, falas afíns, igual relixión, idênticas vidas. Subdividía estas grandes divisóns em numerosos pobos, que apenas ousa nomear, tán difíceis, afirma, eram ao lábio latino, quanto à sua memória, pois non eram nem mais bárbaros nem mais ásperos que os da Galia e Britânia. Desta maneira cubriam a falta de notícias e escondiam o pouco conhecimento que tinham do nosso país; se non se quere que sexa tudo filho da pouca importância que concediam a estas xentes. Strabón descrebe as suas costûmes; Plinio non é mais extenso, mas um e outro convénhem em que Galiza, aparte de algunhas colónias gregas sem nome e sem peso, estaba poboáda por celtas, a quem Herodoto da por estabelecidos na Galiza durante o século V antes de Crísto. Assim nomeiam aos habitantes do promontório Nerio. Fám-nos vir das marxéns do Anas, com evidente erro, sobre tudo se aceitamos a hipótese de unha grande e contínua invasón dos celtas franceses, pois tudo o que pode asegurar-se, atendida a marcha que deberom seguir, que eram da nossa mesma sangre, que de aquí procediam e que uns e outros se reconhecíam gostosos como irmáns. Mas como se necessitáse explicar e até acreditar a fábula do Lethes, recorreu-se à vínda dos celtas do Anas, esquecendo que as antigas tradiçóns indicabam o contrário. As notícias recolhidas por Avieno probam que os liguros que habitabam as marxéns do río lusitano, forom expulsos de alí polos celtas víndos do Norte ao longo do Oceano Atlântico. Éstes non eram outros que os que poboávam o ângulo Noroeste da Península.
Vale a pena citar alguns parágrafos do Manifesto Einstein-Russell, assinado por vintidous grandes cientistas, muitos deles prémios Nobel, contra a proliferaçón das armas nucleares. Foi redixído por Russell e assinado por Einstein uns dias antes da sua morte (a 18 de Abril de 1955): “Aqui está entón, o problema que apresentamos, na sua crueza horríbel e inevitábel: ¿vamos pôr fim à espécie humana ou deberá a humanidade renunciar à guerra? As pessoas non consideram esta alternativa porque é muito difícil abolir a guerra. A aboliçón da guerra esixiría desagradáveis limitaçóns da soberania nacional, mas, mais que qualquer outra cousa, o que talvez nos impéça de comprehender a situaçón é que a palabra “humanidade” parece um tanto vaga e abstracta. As pessoas dificilmente imaxinam que o perigo é para elas e para os seus filhos e netos, e non só para unha humanidade vagamente precavida. Mal imaxinam que som elas, individualmente, e aqueles que amam quem está em perigo iminente de perecer de forma angustiante. E, por isso, pensam que talvez devam permitir que a guerra continue desde que se proíbam as armas modernas. Esta esperança é ilusória. Nenhum acordo alcançado em tempos de paz, para non utilizar “bombas H”, será vinculativo em tempos de guerra, e ambas as partes se porám a fabricar “bombas H” assim que estalar o conflícto, porque se um lado fabricasse bombas e o outro non o fizésse, quem as fabricára sairía inevitabelmente victorioso.
Non pudemos voar: recebemos a notícia de que o tempo non apresentaba condiçóns de perfeita segurança, e resolveu-se a viaxem por estrada de ferro. Chegámos à estaçón às dez horas da noite. Aí nos disseram que o trem de Sukhumi partiria às onze, e ficámos a passear na gare, perto das bagaxens. De repente me achei tolhido: os movimentos decresceram, findaram, a voz esmoreceu, os queixos cerraram-se. O frío me atacou de chofre, pior que um acesso de maleita. Xá me había sentido pouco mais ou menos assim em Moscou, certa manhán, quando me arriscaba a andar nas ruas sem agasalho; mas aí podia mexer-me, embora tivesse as orelhas insenssíbeis. Agora me achaba paralisado; nem tremia. Alguém me pôs um sobretudo em cima dos ombros. Com enorme esforço, levantei a gola e meti os botóns nas casas, mas a alxidez continuou. Era aquêle desgraçado vento do Cáucaso. Num país de clima temperado a cruviana descía de golpe e nos pregava unha peça, como se as neves eternas, vistas com respeito dias antes, decidissem abandonar a montanha clássica, entrar na roupa de infelizes americanos desprevenidos. — Com a breca! Esse trem non sai? Afinal saíu. Entrando no carro, mostrei as máns: — Vexam que miséria. Os dedos, até as palmas, estavam brancos, de um branco amarelento, côr de marfím; non había nêles unha gota de sangue. Kaluguin temeu conxelaçón, levou-me ao restaurante. Um copo de vodka. Pouco a pouco a lividez cadavérica atenuou-se, a sensibilidade voltou, os membros emperrados mexeram-se. A temperatura subíu rápida, e o comboio mergulhou na treva. Recolhi-me. Um dormitório confortábel. Por detrás de xanelas e portas bem fechadas, esqueci as perfídias lancinantes que desciam do Cáucaso e adormeci logo. Desembarcámos em Sukhumi pela manhán. Dias antes, de passaxem, tinhamos estado meia hora, enquanto o avión descansava, na cidadezinha de cinquenta mil habitantes. Assim pequena, recebeu título pomposo: é capital da Abkhasia, rexión encravada na Xeórxia. E aqui vemos como é difícil entenderem-se os homes da Unión Soviética. Na Abkhasia quinhentos mil indivíduos servem-se de unha língua muito diversa do xeorxiano. E em certo lugar da Abkhasia surxe um novo idioma. Assim, nunha diminuta república de três e meio milhóns de pessoas usarem-se três línguas. Se o russo non fosse obrigatório nas escolas, teríamos a confusón. E realmente foi por estas bandas, ali à direita, que se ergueu a tôrre de Babel. O impedimento bíblico permanece. Sukhumi é estaçón de repouso. Largas ruas de prédios modernos, sanatórios, balneários; e cardos, palmeiras, unha vexetaçón tropical absurda nestas paraxens, fazem-me achar duvidoso o frío intenso da véspera. Excelentes hoteis. Almoçámos num dêles. E, entrando em automóveis, seguimos viaxem por unha estrada que ciprestes marxinam. Um mosteiro caduco se arruinava num dos contrafortes da serra. Como se chamava? Deram-me o nome, espicharom datas e sucessos; com certeza grafei tudo errado — e non me aventuro a expor conhecimentos arranxados à pressa, nunha carreira de oitenta quilómetros por hora, quase ilexíveis. Oliveiras, bananeiras, figueiras, tânxerinas, eucaliptos. As oliveiras eram-me desconhecidas, mas as outras prantas, familiares, mostravam-me pedaços do Brasil. Para bem dizer, non me sentia estranxeiro; êsses conterrâneos verdes ambientavam-me depressa; tive a ilusón de que a terra hospitaleira me convidava a ganhar raízes também. Rodámos noventa e cinco quilómetros, e à tarde alcançámos Gagra, na marxem do mar Negro. É um lugarexo arrumado a capricho, onde passam as férias numerosos trabalhadores da Unión Soviética. Um grande parque. Os edifícios novos de colunas altas, feixes de colunas, fizeram-me pensar nos palácios vistos em Tbilissi. No xardinzinho do restaurante, quebravam a monotonia das flores algunhas bananeiras enfezadas, magras, insignificâncias que non dariam frutos. Vendo essa beleza dexenerada, um brasileiro xulgou-a decorativa. Em frente ao pequeno hotel, próxima, estendia-se a praia escura. Necessário descer, pisar nela, ver com respeito as águas que trirrêmes gregas percorrerom. Seriam na verdade trirremes? De qualquer forma os gregos andarom por aqui, isto é um mar histórico em excesso, precisamos dedicar-lhe reverência. As ondas fabricaram obras de arte curiosas que ranxem debaixo dos nossos sapatos americanos, bárbaros. Difícir marchar sobre essas cousas venerandas, instábeis: pedrinhas esféricas, ovais, chatas, unhas negras cobertas de elipses brancas, certinhas, a exibir unha xeometria digna de aprêço. Non resistimos ao desexo de guardar alguns calhaus cheios de curvas e trapalhadas. Bons para segurar papéis. Meses depois, em nossa terra, à banca, revolvendo os miolos, suspenderíamos o trabalho às vezes e, olhando os traços claros em fundo prêto, lembrar-nos-íamos de Kaluguin, da sra. Nikolskaya, das lendas homéricas.
Rousseau constacta, também no Emílio, que “aquele que, na “ordem civil”, quer preservar a primazia dos sentimentos, non sabe o que quer. Sempre em contradiçón consigo próprio, sempre a oscilar entre as suas inclinaçóns e os seus deberes, nunca será nem homem nem cidadán; non será bom nem para si nem para os outros”. A hipótese metodolóxica do “estado de natureza” permite-nos imaxinar outra situaçón diferente, onde prevaleça o “amor de si” e ainda non entrou em cena o “amor-próprio”. Este último é um sentimento relativo e artificial nascido no seio da “sociedade” que, paradoxalmente, nos afasta dos demais e nos encerra dentro de nós mesmos. “O amor-próprio, ao comparar, nunca está feliz nem sabería estar, porque este sentimento, que nos faz preferir-nos aos demais, esíxe também que os outros nos prefiram a eles, o que é impossíbel.” De acordo com Rousseau, no “estado de natureza” “as altercaçóns eram tán raras e as axudas mútuas tán prevalecentes que desse comércio libre se destaca mais benevolência que ódio, disposiçón pelo sentimento de conmiseraçón e piedade que a natureza gravou em todos os coraçóns e fazia os homes viver bastante pacificamente”, lemos num dos seus “Fragmentos Políticos”. Mas tudo muda com a chegada da “sociedade civil”, que surxe ao instaurar-se a propriedade privada. “O primeiro que, depois de ter cercado um pedaço de terra, aconteceu dizer “isto é meu” e encontrou xente simples o suficiente para acreditar nele, foi o primeiro fundador da “sociedade civil”. Quantos crimes, guerras, assassinatos, misérias e horrores non tería poupado ao xénero humano, quem arrancando as estacas, tivésse gritado aos seus semelhantes: Atençón ao ouvir este impostor, estais perdidos se esqueceis que os frutos som de todos e a terra non é de ninguém”, como se lê na passaxem tantas vezes citada do “Discurso sobre a Orixem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homes”. De facto, no “estado civil”, na opinión do autor do “Discurso sobre a Economia Política”, o “direito de propriedade” sería o mais sagrado de todos os direitos dos cidadáns e, em certas consideraçóns, mais importante que a própria liberdade.
¿E, que acontece com as dimensóns curvadas? Recordemos que na “teoría M”, a forma precisa das restantes dimensóns curvadas, o espaço interno, determina os valores de magnitudes físicas como a carga do electrón e a natureza das interacçóns entre as partículas elementais, é dizer, as forzas da natureza. As cousas seríam mais claras se as “teoría M” tivéra permitido tán só unha única forma para as dimensóns curvadas, ou talvés unhas poucas, todas menos unha das quais houberam podido ser descartadas dunha maneira ou doutra, deixando-nos com unha única possibilidade para as leis aparentes da natureza. Em câmbio, há amplitudes de probabilidade non nulas para espáços internos diferentes, cada um dos quais leva a leis diferentes e a valores diferentes das constântes físicas. Se construimos a história do universo de abaixo arriba, non há razón pola qual o universo debería haber acabado com o espaço interno correspondente às interaçóns entre partículas que observamos nós, o modelo estandarde das interaçóns entre partículas elementais. Mas na formulaçón descendente aceitamos que existen universos com todos os possíbeis espáços internos. Em alguns universos, os electróns pesan como bolas de golf e a forza da gravidade é mais intensa que a do magnetismo. No nosso, aplica-se o modelo estandarde, com todos os seus parámetros. Podemos calcular a amplitude de probabilidade para o espaço interno correspondente ao modelo estandarde partindo da base da condiçón de “ausência de bordes”. Tal como acontece com a probabilidade de que haxa um universo com três dimensóns extensas, non importa quanto pequena sexa esta amplitude em comparaçón com outras possíbilidades, porque xá observamos que o modelo estandarde descrebe o nosso universo.
Matéria e forma, dous em um. E que estructura debe ter a substância para poder explicar tudo isto? Se a substância é toda a realidade individual diferenciábel, se, de algunha forma, o nosso acesso à entidade (que é outro nome dado à substância) é-nos dado através dos sentidos, non se pode negar que as realidades materiais som substânciais. O que non significa que sexam as únicas substâncias que existem, mas, no mínimo, podemos afirmar que todas as cousas materiais, que som isso, “cousas”, som, ao mesmo tempo, substâncias e, neste caso, há que incluir as pessoas (sem ofensa). De modo que o meu cán, a árbore que existe diante da minha xanela, a cadeira na qual estou sentado, o libro que leio, Sócrates ou o meu amigo, som substâncias. Isto quer dizer que as matérias das quais están feitas todas essas cousas som substâncias? Sim e non. Pode afirmar-se que a matéria da qual é feita cada unha dessas cousas é substância no sentido em que faz parte de unha substância, mas non que sexa a substância. Nenhum dos elementos mencionados é o que é apenas pola sua parte material; o libro que tem nas suas máns non é simplesmente papel e tinta, visto que há algo mais: ambos os componentes están dispostos de unha forma concreta e têm determinadas qualidades que impedem que este obxecto sexa unha massa disforme de papel e tinta, sem forma reconhecíbel. Para começar, a matéria ( o papel e a tinta) que sustém nas suas máns está perfeitamente “informada”, isto é, tem a forma adequada para ser este libro e non outra cousa. Desse modo, este libro está composto por dous elementos: unha parte à qual chamaremos “matéria” e outra à qual chamaremos “forma”. E o mesmo raciocínio pode ser feito para a árbore, para o meu amigo ou para Sócrates e, de um modo xeral, para qualquer substância.
O marxismo espanhol, desde a chegada de Paul Lafargue em 1872, foi oportunista e caíu logo no reformismo. Excepto a noçón ortodoxa de partido, tudo foi esquecído polo Partido Socialista. Se muito tardíamente um dos seus líderes, Largo Caballero, falou da toma do poder pola clásse obreira, isto foi dito sem convicçón. Excepto as aportaçóns que forom feitas polo grupo de Andreu Nin, o níbel ideolóxico tradicional entre os marxistas espanhois foi o da socialdemocracia alemán ou francesa dos anos trinta. Polo contrário, o anarquismo desarrolhou-se em terreno próprio e fecundo. As suas ideias-forza encontrarom campo abonado. Num país no que tudo parece que empurra para a federaçón descentralizada, e no que a clásse obreira vía com desagrado todas as manobras parlamentárias, a negaçón do Estado foi perfeitamente comprehendida. Quando Durruti conheceu, primeiro na práctica e mais tarde na teoría, o anarquismo, edentificou-o com um socialismo activo, revolucionário e finalista que el xá respirába em León. Por isso deu-se mais bem um progresso teórico, que de trânsito. Em Março de 1919 Buenaventura encontraba-se no hospital militar de Burgos. Nunha carta que enviou à família afirma: “Quando me dispunha a visitárvos fún incorporado ao Reximento. Depois do Conselho de Guerra, destinou-se-me com recargo a Marrocos, mas como na visita médica se me detectou unha hernia, é a razón pola qual estou no hospital, mas por breve tempo. Non quería partir para Marrocos, sem estár com os amigos que conheceis. Urxe que me visitem”. Nesta carta, dissimula as intençóns de contáctos. A sua detençón, estaba relacionada com unha missón que cumpría em Espanha, em estreito contácto com os seus amigos de Burdeos. A princípios de Xaneiro de 1919 tinha cruzado a fronteira com a missón de informar à organizaçón de Gijón do plano das actividades realizadas em França. Acabáda a missón, e vendo as perspectivas activistas que ofertaba Asturias, determinou quedar-se por um tempo. “El Toto” informou da situaçón de León. O grupo de xóvens expulsados, entre os quais destacaba Tejerina, tinha fundado um grupo anarquista e um Sindicato de Oficios Varios de la CNT, que contaba xá com um número importante de afiliados. No resto do país a expansón da CNT estaba em crescimento, especialmente em Barcelona, onde o sindicalismo, impulsado por Salvador Seguí e Angel Pestaña, atemorizaba à burguesía. Um obreiro de cada dous estaba afiliado à Confederaçón, polo que a organizaçón tinha por aquela 375.000 adherentes. Durruti colocou-se como mecânico em La Felguera, foco de obreiros metalúrxicos, e onde o anarcosindicalismo tinha grande influência. Foi alí onde obtívo o seu primeiro carnet da CNT. Ainda que importante, o lápso de tempo transcorrido naquel lugar foi breve. Buenaventura trasladou-se logo para a conca mineira leonesa, pois na zona da La Robla había estaládo um rude conflícto, sobre tudo na companhia mineira anglo-espanhola. Naqueles momentos, o sindicato mineiro asturiano, encontraba-se ante numerosos conflíctos grévistas na rexión e non podía desprazar militantes à zona de La Robla. “El Toto”, que até entón se ocupára dos contáctos com León, fazía xá três meses que se encontraba em Valladolid. Como apremiaba realizar unha operaçón de sabotáxe nas minas, pensou-se em Buenaventura, desconhecido na zona. Com el partíron para La Robla dous militantes chegados desde A Corunha. Tal e como previsto, depois da sabotáxe a direcçón da mina pactou. Buenaventura quíxo aproveitar a pouca distância que o separaba de León, para trocar impressóns com os seus velhos amigos. Concertado um encontro em Santiago de Compostela, mas durante o traxecto foi detído como suspeitoso pola Guardia Civil. Enviádo para Corunha, descobríu-se a sua deserçón do Exército e foi conducído a San Sebastián, onde, trás passar um Conselho de Guerra, alegou a sua hernia, para ganhar tempo e poder escapar. Com a axuda prestada polos seus amigos de León, alertados pola carta enviáda à sua irmán Rosa, conseguíu fugar-se. Depois de permanecer uns dias oculto na montanha, no mes de Xunho voltou de novo a exiliar-se em França.
César Bórgia nasceu em 1475, portanto, era seis anos mais novo do que Machiavelli. Começou a carreira dentro da Igrexa, como era práctica habitual para o segundo varón dentro das famílias de certa linhaxem. Sendo o seu pai sumo pontífice, o César sacerdote foi ordenado nos diferentes gráus da hierarquía eclesiástica, em idades verdadeiramente precoces: bispo de Pamplona aos dezasete anos, arcebispo de Valência aos vinte e aos vintitres xá era cardeal. Quando o seu irmán Xoán morreu, César Bórgia tornou-se na primeira pessoa da História a abandonar a dignidade cardenalícia. E fê-lo para se colocar ao comando dos exércitos papais, cargo polo qual sentía unha especial atracçón, e que fora ocupado precisamente polo seu defunto irmán. Também despíu o hábito para poder casar com unha nobre de alta estirpe e lograr, um principado para os Bórgia, a sua maior obsessón. Em 1498, o ano da execuçón de Savonarola, César Bórgia foi nomeado duque de Valentinois por Luís XII de França, que lhe doou este ducado em agradecimento pola anulaçón do seu primeiro casamento, concedida polo papa Alexandre VI, para que, assim, pudesse desposar a viúva de Carlos VIII e manter a Bretanha sob o poder da Coroa francesa. Por este motivo, César Bórgia também é popularmente conhecido como “o Valentino” ou “duca Valentino”. Foi um dos mais firmes homes de acçón do Renascimento, como sobexamente demonstraria nas inúmeras campanhas que levou a cabo com o apoio do pai e dos seus soldados e como verificaremos a seguir. “Ou César ou nada” era a sua temída divisa, tudo menos conciliadora. Ruivo, alto, bem-parecido, seguro de si mesmo e enérxico, o Valentino produzíu em Machiavelli unha impressón non isenta de fascínio. Non é por acaso que o descrebe nos seus primeiros relatórios como “esplêndido e magnífico, e de tanto entusiasmo com as armas que toda a empresa lhe parece unha cousa de nada”. E acrescenta: “(…) nunca descansar”, e como se isto non bastasse, “unha inaudicta e perpéctua fortuna fazem dele victorioso e formidábel”. Audaz como poucos, César Bórgia tornar-se-á no modelo de príncipe de sucésso, sobre o qual Machiavelli pousa a sua atençón e a quem descrebe partindo de unha penetrante análise. Um modelo que non só vai servir ao secretário-filósofo para reflectir sobre as características pessoais mais importantes para liderar com solvência um principado novo (determinaçón, audácia, implacabilidade), mas também sobre as mudanças repentinas da sorte. Quando o fado estebe do seu lado, César Bórgia chegou a representar a maior ameaça das primeiras décadas do “Cinquecento”. Alguns, entre os quais se inclui o próprio Machiavelli, viram nele a figura destinada a reunificar Itália. Mas, subitamente, quase da mesma forma efervescente como emerxéra, a deusa Fortuna fez com que este magnífico e formidábel príncipe se desvanecesse. Machiavelli tívo, entón, ocasión de presenciar como o seu admirádo príncipe se transformaba num simples fuxitivo, quando César Bórgia se víu obrigado a procurar refúxio em Navarra. Nomeado capitán xeral dos exércitos deste reino, encontrou a morte a caminho do campo de batalha nunha emboscada nos arredores da vila de Viana. Mas o seu infortúnio non acabaría aquí. Enterrado em primeira instância dentro da igrexa de Santa Maria desta localidade, um desalmado bispo ordenou que os seus restos mortais fossem trasladados para um sepulcro debaixo da rua principal, para que assim, homes e bestas inxuriosamente o pisassem.
Don Juan Manuel, sobrinho do rei Sabio e neto de San Fernando (como filho que era do Infante Don Manuel), nasceu em Escalona, em 1282. Pola importância da sua pessoa e do seu linhaxe e dono ademais de imensas propriedades e recursos, desempenhou desde muito novo importantes cargos políticos. Durante os reinados de Fernando IV e Alfonso XI, interveio activamente nas lutas nobiliárias tomando partido, segundo as conveniências do momento e os interesses da sua casa, nunha ocasión non tívo inconveniente em aliar-se com o rei mouro de Granada. No reinado de Alfonso XI, do qual fora rexente, afianzaba xá a sua posiçón política, lutou dignamente na batalha do Salado e na conquista de Algeciras. Foi Adiantado do Reino de Murcia, senhor de Villena e Alarcón e um dos nobres mais poderosos e influentes do seu tempo. Sendo de avanzada idade retirou-se ao Mosteiro de frádes predicadores de Peñafiel (que el mesmo tinha fundado) para entregar-se ao repouso e ó cuidado da sua obra. Morreu probabelmente em 1349. Don Juan Manuel, que representa, como temos díto, o ponto culminante da prosa castelán do século XIV, foi também poeta, mas o seu Libro de los Cantares ou das Cantigas, que non chegou até nós. Xunto a estes pertencem ao grupo das consideradas como obras “menores”: o Libro de la Caza; a Crónica Abreviada, que é um resume da Primera Crónica General; o Libro de los castigos o consejos que fizo don Johan Manuel para su fijo, chamado também Libro Infinido, obra muito ao gosto da tradiçón didáctica da época; o Libro de las armas, de carácter autobiográfico, escrito para glorificaçón de sí mesmo e da sua família mediante a explicaçón das suas armas e atributos heráldicos e um Tractado relixioso na defesa da Asunción en cuerpo y alma de la Virgen al Paraíso. Discute-se a atribuiçón a Don Juan Manuel da Crónica Cumplida, e perdeu-se outro libro seu titulado De las reglas como se debe trovar. Aparte destas, as suas obras capitais quedam reducidas a três: o Libro del Caballero et del Escudero, o Libro de los Estados e o Conde Lucanor o Libro de Patronio.
Thomas Hobbes é o paradigma desta outra perspectiva xá que, para evitar que a parte cruel e egoísta que caracteriza o ser humano prevaleça, propón que este se submeta à lei e ao Estado. Tal xesto de subordinaçón implica a constituiçón da sociedade, unha acçón de carácter voluntário e, portanto, carente dessa necessidade que Aristóteles notava. Tratar-se-ia de unha decisón pactuada, daí que falemos de teoria contratualista. Perante a insegurança e o medo próprios de um estado natural onde os humanos non se rexem por leis cívicas, mas apenas polas suas paixóns, e em que ficam à mercê dos desexos dos outros, decide-se transferir o poder que temos como indivíduos para um Estado que nos garanta proteçón e que interceda como mediador entre nós e o resto. Assim, cedemos a nossa liberdade em troca de proteçón e segurança. E é aqui que radica a principal diferença entre Locke e Hobbes: para Locke essa transferência de poder também nos liberta, implica muito mais do que submeter-se aos desexos de um mandatário, xá que os cidadáns formam o Estado e, portanto, podem mudar a ordem política. Devem seguir a lei, o que os impede de gozar de unha liberdade absolucta ainda que lhes permita ter unha liberdade efectiva (Rousseau, outro dos defensores do pacto social, também seguirá esta via que Locke aponta para desenvolver a sua teoria do contracto social). O estado natural que os contratualistas descrevem, em que os humanos se rexem segundo a lei da natureza, é mais unha hipótese explicativa do que unha condiçón histórica real em que verdadeiramente acreditam. Non é que considerem que se deu realmente a assinatura de um contracto para viver em sociedade, referem-se antes a um acordo implícito que se manifestaria em diversas expressóns da vida social.
Foi em Venezuela, naquela costa de Cumaná, de horríbel memória, onde se levantou a voz de Las Casas, cheia de sentimento de humanidade mais profundo. O que tenha lído o libro do sublime crego, que é o comentário mais nobre do Evanxelho que se tenha feito sobre a terra. Sabe que ningúm pobo da América, sofréu como aquél. Mais tarde, a independência, mas a independência à maneira do Alto Perú, com as suas desolaçóns intermitentes, com os seus Goyeneche, com o seu Cochabamba, com os cadalsos de Padilla, de Warnes, etc… É aqui onde a luta tomou os seus carácteres mais sombríos e selváxens; é aquí onde Monteverde, Boves, o asombroso Boves, aquela mistura de valor indomábel, de tenacidade de ferro e de inaudita crueldade. Morales, e ao fim Murillo, o émulo de Bolivar, arrasabam, como nas escenas bíblicas, os pobos e os campos, e passabam polo fío da espada homes, mulheres, nenos e velhos. É aquí onde o Libertador lanzou o decreto de Trujillo, a guerra à morte, sem piedade, sem quartel, sem lei. Ler essa história é um vértigo; cada batalha, em que brilha a lanza de Páez, de Piar, Cedeño e mil outros, é um canto de Homero; cada entrada de cidade é unha páxina de Moisés. Caracas é saqueada várias vezes, e no meio da luta derruba-se sobre sí mesma, ao golpe do terramoto de 1812. Os seus filhos mais selectos están nos exércitos ou na tumba; poucos dos que se imortalizarom na cûme de San Mateo, alcanzárom a ver o dia glorioso de Carabobo. Se algunha vez se pudo afirmar com razón que a luta pola independência foi unha guerra civil, é referíndo-se a Venezuela e Colombia. De llaneros estabam compostas as hordas de Boves e Morales, assím como as de Páez e Saraza. O embate é igual, idêntica a resistência. A disciplina, os elementos bélicos, están do lado da Espanha; mas os americanos tenhem, ademais do seu entusiasmo, ademais dos hábitos de vida dura, xefes como Bolívar, Piar, Urdaneta, Páez e mais tarde Sucre, Santander, etc… ¡¡Crueldade!! Idéntica também, pese a nós. Ao degolar, responde o degolar, à piedade, rara vez a piedade. O batalhar contínuo, a vista do sangre, a irritaçón polo irmán morto inerme, exaltabam esses organismos morais até à loucura. Bolívar fai as suas três campanhas fabulosas e a lombo de unha mula recorre Venezuela em todas as direcçóns, várias vezes o viáxe de Caracas a Bogotá, de Bogotá a Quito, ao Perú, ¡¡a los confines de Bolívia!! Vinte vezes víu a morte na batalha, xá no brazo de um assassino. Páez combate como combatia Páez, em primeira fila, enrroxecída a lanza até à cuxa, em ¡¡cento treze batalhas!! ¿¿Que soldado de César ou de Napoleón podería afirmar outro tanto??
Embora a historiografía relixiosa tradicionalmente cristán, tivesse traçado um retrato heroico sobre as orixes do cistianismo, a verdade é que as perseguiçóns a que a nova fé foi submetida durante os primeiros anos, non passaram de algo errático e pontual. Sem subestimar o sofrimento daqueles que dele padeceram, os imperadores que, como Nero, Domiciano, ou Trajano, oferecerom unha certa resistência durante algum tempo, fizeram-no mais por oportunismo político ou calculismo do que por qualquer intolerância relixiosa. É verdade que, desde as suas orixens, o cristianismo foi considerado unha “religio illicita” (oficialmente non reconhecida) e é-o também o facto de a relixión oficial do Império ser essencialmente unha relixión civil, de Estado. O respeito polos cultos tradicionais e, cada vez mais, pola figura do imperador deificado, desempenhava um papel essencialmente coeso na política: a participaçón em ritos públicos era unha sinal da aceitaçón da autoridade de Roma e, por conseguinte, a sua rexeiçón era um xesto de sediçón política. Mas cumprido este expediente, as autoridades romanas non mostraram particular interesse em controlar a relixiosidade privada dos cidadáns do Império, como proba o facto de que dentro dela coexistisse e se difundisse unha âmpla diversidade de credos e de relixións. As cousas viriam a mudar drasticamente na segunda metade do século III, quando, pola primeira vez na história de Roma, o cirstianismo e a Igrexa, forom albo de três perseguiçóns sistemáticas, em pouco mais de cinquenta anos. Com o passar do tempo, o cristianismo deixou de ser apenas mais unha entre muitas outras seitas orientais, que pululavam polos territórios do Império, para se tornar num culto amplamente difundido em torno de unha organizaçón poderosa, a Igrexa. Unha espécie de Estado que ameaçava a integridade e o poder de um império no qual xá se faziam sentir os efeitos da crise económica, política e militar, que acabariam por enterrá-lo.