
A Polónia rusa, com capital em Varsóvia, era a maior das três rexións em que se dividia o pais. Como consequência de unha industria puxante, alí había unha maior densidade de burguesía e proletariádo que nas outras duas rexións. Os trabalhadores vivíam baixo a dupla pressón do empressariádo local e a ocupaçón extranxeira, em condiçóns incomparabelmente mais deplorábeis que em outros países industriais: recebíam salários mais baixos, as condiçóns de trabalho e vivenda eram catastróficas, e o nível de vida era, em xeral, muito baixo. Os trabalhadores non tinham ningúm dereito (algo distinto dos da Europa occidental); non existíam sindicatos nem partidos; quem se dedicara à política debía arriscar-se a penas cruentas: o arresto encadeádo, o desterro a Sibéria, os trabalhos forzados, a pena capital. Apesar destas represálias, duas décadas depois do fracaso da última insurreçón, apareceu unha nova força revolucionária: em 1882, Ludvik Warynski fundou a primeira organizaçón socialista de Polónia, o partido chamado “Proletariat”. O partído medrou rapidamente e estableceu contactos com as organizaçóns clandestinas em Russia. Um destes grupos rusos perpectrou o atentado de 1881 contra o zar, no qual estabam implicados também conspiradores polacos. A organizadora do golpe, Sofía Perowskaia, foi a primeira mulher em ser condenada a morte e executada na Russia do zar. O sucesor do zar assassinado, Alexandro III, recorreu a todo o aparato burocrático, o exército e a Ojrana para reprimir o mínimo foco rebelde em Polónia. Forom sobre tudo os simpatizantes do partido “Proletariat” os que mais sufriram os rigores do novo goberno. A só um ano da sua fundaçón, a maioria dos seus membros forom víctimas de unha onda de arrestos. Warynski desapareceu detras dos muros da célebre fortaleza de Schlüsselburg, situada nunha ilha do lago Ladoga, onde morreu encadeado depois de unha longa doênça. María Bohuszewicz, de vintidous anos, tomou o relevo à frente do ilegalizado movimento. Mas também foi detída e morreu de fadiga, trás semanas de marcha caminho de Sibéria, nunha columna de prisioneiros. Em 1886, foi condenado em Varsóvia um numeroso grupo de membros do partido, e quatro deles forom aforcados na cidadela de Varsóvia. Todos estes feitos aconteceram durante a época escolar de Rozalia. Claro está que do assassinato do zar, as execuçóns ou o partido do “Proletariat” non se falába na escola, e seguramente tampouco à hora da ceia na casa da família Luksenburg. Mas, em particular, o destino das duas mulheres, Sofía e María, preocupaba à xuventude de Varsóvia; e a propria Rozalia o recordaría durante toda a sua vida.
MARIA SEIDEMANN













