
O home ainda se pode identificar, ou deixar de o fazer, com as suas próprias acçóns. Portanto, tal como os epicuristas, os estoicos concluem que tudo aquilo que existe som corpos, o qual levanta problemas de relaçón entre a mente e o corpo, que ainda hoxe non están esclarecídos. Se cada um de nós é basicamente um corpo, em que consistirá “a consciência” de si próprio, a percepçón da identidade pessoal? E se pusermos o problema nunha escala mais xeral, voltamos à questón prévia que colocámos no início deste capítulo: como se pode conciliar o determinismo do universo com o conceito de liberdade pessoal? Crisipo divide a alma humana em oito faculdades: os cinco sentidos, a capacidade de reproduçón, a capacidade de falar e o princípio dominador que a maioria dos estoicos, à imáxe dos epicuristas, situa no peito e non na cabeça. Crisipo, como pode ser observado, concebe um modelo de alma muito racional, com pouca ênfase no elemento emocional, irracional: descreve um tipo idealizado de sábio. Os apetites e os desexos som integrados na estructura dominante, que é organizada. Os estoicos posteriores admitiriam a força das paixóns na vida das pessoas e definiriam a educaçón moral como unha domesticaçón gradual e prolongada da parte irracional da alma. Enfatizam, portanto, além da razón e do entendimento, a vontade. Esta alma integra-se, assim, na causalidade xeral e no determinismo do universo, no fado, no destino, ou na providência divina. Isto significa que a vida humana e as suas acçóns som tán predeterminadas como qualquer acto físico. Os críticos non demoraram muito a perceber que esta abordaxem suprimia a possibilidade de que existissem a liberdade e a responsabilidade moral: se tudo tem de acontecer necessariamente, non é possíbel falar-se da decisón voluntária de um axente de unha acçón. Os estoicos non estavam de acordo e procuraram demonstrar o contrário. Crisipo argumentou, em primeiro lugar, que, por muito que as nossas acçóns estexam predeterminadas como reaçóns às influênças externas, non deixam de ser as nossas acçóns e, portanto, devemos ocupar-nos delas; e, em segundo lugar, lembrou que, embora as acçóns apresentem consequências que desencadeiam outras acçóns e existam ríxidas relaçóns de causalidade entre unhas e outras, o home ainda se pode identificar, ou deixar de o fazer, com as suas próprias acçóns.
J. A. CARDONA