
FERNÁNDEZ, Macedonio (Buenos Aires, 1874-1952). Filósofo, poeta e contista arxentino. Obtívo o título de adbogado em Buenos Aires à idade de vintium anos, exercéu em Asunción durante vinticinco anos, até que em 1920 morreu a sua mulher, Elena de Obieta. Fernández voltou entón para Buenos Aires, e vivéu alí practicamente retírado até à sua morte. As suas obras som únicas na literatura arxentina, tanto pola sua técnica (unha mistura de poesía e filosofía) como polo seu conteúdo (o seu idealismo subxectivo que desentoába fortemente com as tendências positivistas que prevalecíam nos círculos hispanoamericanos, na época da sua formaçón). Aínda que sempre foi enemigo de publicar, alguns amigos literários conseguiram convencê-lo para que desse a conhecer de vez em quando algún manuscrípto. O primeiro foi “No todo es vigilia la de los ojos abiertos”. “Arreglo de papeles que dejó un personaje de novela creado por su arte”. “Deunamor-El-No-Existente Caballero, el estudioso de su esperanza” (1928). Nele o público desconcertado de Buenos Aires, lamenta a pérda esse mesmo ano do popular Güiraldes, encontrou unha combinaçón de verdade e paradoxa, xirando em torno do antígo tópico do despertar, o sonhar, a realidade e a ilussón. Fernández predica o subxectivismo puro e transcendental e o misticismo como disciplina suprema (aínda que non se refére à ciência que exponhem algúns escritores relixiosos do “Siglo de Oro”). Afirmou que ser é “lo sentido, y únicamente lo sentido por mí y actualmente. El mundo (material) es un sueño de la afección”. O impacto dessa ruptura das fronteiras entre a realidade e o fictício que practicou Fernández, percébe-se claramente na obra de muitos escritores arxentinos posteriores, e também na dos seus próprios contemporâneos, especialmente em Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares. “Papeles de recienvenido” (1930; 2ª ed., 1944) continúam a veia filosófica do primeiro libro, mas aflóra mais o humor, às vezes de forma desconcertante. Alegoría e paradoxa caracterizam à semificçón “Una novela que comienza” (Santiago, 1941). Em 1944 publicou “Continuación de la nada”. Entre as suas obras posteriores encontram-se os póstumos “Poemas” (C. de México, 1953), Museo de la novela eterna” (1967) e “Selección” (1968). Duas obras quedárom manuscríptas à sua morte: Adriana Buenos Aires, última novela mala”, escrípta como “Isolima Buenos Aires” em 1922 e publicada por primeira vez nas suas “Obras completas” (vol. 5, 1974); e ¿Algo más en metafísica después de William James?, que é reflexo de unha intensa correspondência com James durante os anos 1906-1911.
OXFORD















