BEÑA, Cristóbal de (Extremadura, 1777 ? – 1833). Fabulista. Estudou na Universidade de Alcalá. Foi imitador de Iriarte e de La Fontaine. Beña atacou a tiranía e o mal goberno em fábulas como “La piedra de anular y el cuchillo” e “La escalera de mano e el farolero”. No seu exílio londinense publicou estas e outras fábulas em “Lira de la libertad” (Londres, 1831). Colaborou no “Memorial Literario (1784-1808) na sua terceira fase de publicaçón (1800-1808).
BENÍTEZ, Justo Pastor (1895 – 1962). Historiador, diplomático e xornalista paraguaio que viveu exiliado do seu país durante vinticinco anos. Partidário do culto aos heróis, mitificou non só a homes de estado e militares, mas também a escritores e artistas. Da sua imensa bibliografía os libros mais importântes som “Bajo el signo de Marte” (Montevideo, 1934), sobre a “Guerra del Chaco”; “Algunos aspectos de la literatura paraguaya” (Rio de Xaneiro, 1935), “La vida solitaria del doctor José Gaspar de Francia” (Buenos Aires, 1937) sobre o dictador paraguaio; “Estigarribia, el soldado del Chaco” (Buenos Aires, 1943); “El solar guaraní” (Buenos Aires, 1947) e o seu ensaio mais importânte, “Formación social del pueblo paraguayo” (1955).
BENET GOITA, Juan (Madrid, 1927). Contista, novelista e crítico. Foi enxenheiro desde 1954 e trabalhou na sua profissón durante muitos anos nas áreas rurais de León, Asturias e o País Vasco. Viaxou por Finlandia e outros países da Europa. A sua primeira novela foi “Volverás a Región” (Barcelona, 1967), tentadora e orixinal obra à qual seguíu “Meditación” (Barcelona, 1969), “Premio Biblioteca Breve”, abertamente experimental, com múltiples narradores e com mistérios que quedam sem resolver. Os feitos e as intençóns das personáxes ficam como detrás de unha névoa. O uso de verbos passivo-reflexivos axudam-lhe a despersonalizar o relato e as fotografías que acompanham o texto, dam a sensaçón de ilusón, de falsa perspectiva que deixa a novela. Publicou ademais “El ángel del Señor abandona a Tobías” (1977), “Saúl ante Samuel” (1980), “El aire de un crimen” (1981), “Trece fábulas y media” (1981) e “En la penumbra” (1983).
BENEGASI Y LUJÁN, José Joaquín (Madrid, 1707-1770). Poeta cómico (e ocasionalmente sério) que entrou em relixión em 1763. Filho de Francisco Benegasi (1656 ? – 1742 ? ), cuxos versos humoristicos forom incluidos polo seu filho no libro “Poesías Líricas, y joco-serias” (1743) a partir da edicçón de 1744. Escrebeu também vidas de santos em verso, “Vida de san Benito de Palermo” (1750), em “seguidillas; “Vida de san Dámaso” (1752), em “redondillas”. Escrebeu também as obras de teatro “La campana de descansar” (entremés); “El amor casamentero” e “El ingeniero apurado” (bailes) e a “Comedia (que non o é) burlesca: llámenla como quisieren”.
BENEDETTI, Mario (Paso de los Toros, 1920). Novelista, contista, ensaista, crítico e poeta uruguaio. Resuscitou em 1948 a revista “Marginalia”, que tinha deixado de publicar-se, e que na sua nova etapa logrou sair até ao ano seguinte. As suas novelas e os seus contos tratam xeralmente da vida menor das oficinas e das ruas de Montevideo, nos quais esboça laconicamente momentos triviais de vidas gastadas pola rutina e a quotidianidade. Os seus libros de contos som: “Esta mañana” (1949), “El último viaje y otros cuentos” (1951) e “Montevideanos” (1959). Entre sus novelas podemos mencionar “Quién de nosotros” (1955), sobre as diferêntes perspectivas de um triángulo amoroso; “La tregua” (1960), unha das novelas mais populares em América pola sua ternura e sinxeleza narrativa; “Gracias por el fuego” (1965), de maior complexidade estructural e “Primavera con una esquina rota” (1982), na qual narra os diferêntes desgastes que produzem o exílio e a prisón num preso político uruguaio, o seu melhor amigo, a sua esposa, o seu pai e a sua filha. A sua poesía oscila entre a fantasía privada e a visón política comúm em círculos intelectuais hispanoamericanos (contra os Estados Unidos e em favor de Fidel Castro) em “Contra los puentes levadizos (1967), que amplía a temática de “Poemas de la oficina” (1956); reeditada com ilustraçóns do pintor portorriquenho A. Martorell, México, 1981), “Noción de la patria” (1963) e “Poemas de otros” (México, 1978). A sua crítica literária reflexa unha vivaz e antierudicta actitude frente à literatura em “Literatura uruguaya siglo XX: ensayo” (1963; ediçón âmplificada 1969), “Letras del continente mestizo” (1967) e “El escritor latinoamericano y la revolución posible”. Publicou também “El ejercicio del criterio”, “Viento del exilio”, “El recurso del supremo patriarca”, “Inventario”, “Letras de emergencia” e a obra teatral “Pedro y el capitán”.
BENAVENTE Y MARTÍNEZ, Jacinto (Madrid, 1866-1954). Dramaturgo ao qual é atribuída a revitalizaçón do teatro espanhol de finais do século XIX e princípios do XX, despois dos melodramas de intriga que puxo de moda Echegaray e nos que se tinha estancado este xénero. Ingresou na Universidade de Madrid em 1882 para estudar dereito, mas abandonou os estudos à morte do seu pai, dedicando-se aos viáxes, a escreber e a ler. Durante unha temporada foi empresário de um circo que chegou até à Russia. O seu conhecimento directo de diferêntes tipos de sociedade em vários lugares -especialmente da alta sociedade- deu-lhe abundante material para a sátira social que practicaba, sobre tudo no início da sua carreira como autor teatral. A sua obra de mais envergadura, “El nido ajeno” (escenificada por primeira vez em 1894), era demasiado crítica para poder ser aceitada polo público. Polo contrário, em “Gente conocida” (1896) a crítica torna-se quase inóqua e permíte-lhe usar personáxes que se autocriticam por cinismo, inmoralidade e corrupçón, mas sem chegar a moralizar xamais. A obra tivo um grande êxito e lanzou Benavente a unha carreira dramática que mudou o teatro de artifício e intriga anterior num teatro preocupado polo social e pola consciência dos individuos. O seu bom gosto e elegância borrarom das escenas aos personáxes vociferantes, personáxes que antes del estabam de moda. “En la noche del sábado” (1903), Benavente começou a incluir nas suas obras a toda a decadente sociedade europeia, desde os d’arriba até aos mais humildes. Foi um autor prolífico, de variábel qualidade. A sua obra numero 53 “Los intereses creados” (1907), probabelmente sexa a sua melhor obra. Nela non vacila em parodiar com máscaras a realidade, tomando e combinando elementos da comédia del arte e do teatro mais convencional. Benavente fundou também o “Teatro de los Niños” em 1909. Algunhas das suas obras mais interesantes están dirixidas ao público infantil, como por exemplo a sua excelente “El príncipe que todo lo aprendió en los libros” (1909). Benavente exercéu também o xornalismo durante muitos anos para “El Imparcial”, diário no qual colaborou de 1908 a 1912. Nesse ano foi elexído membro da “Real Academia Española”. Durante a primeira guerra mundial, Benavente defendéu a postura alemán, como fixo a maioría do clero e do exército e também a aristocrácia em Espanha. As suas obras teatrais forom tornando-se extremadamente conservadoras. Muitos intelectuais começarom a atacá-las, tanto polo seu estilo como polo seu tendencioso contído, por exemplo, Ramón Pérez de Ayala nunha série de artígos, que reunío baixo o título “Las máscaras” (1917-1919), 2 volûmes). Disgustado por estes ataques, Benavente abandonou a escritura de 1920 a 1924. Em 1922 recebeu o “Prémio Nobel” e foi homenaxeádo duas vezes pola cidade de Madrid em 1924, a raíz da estreia da sua obra “Lecciones de un buen amor”. Durante a guerra civil espanhola viveu apartado de tudo na cidade de Valencia e continuou a escreber, até que em 1945 chegou a sua obra número 150, “Nieve en mayo”. Em total chegou a escreber 172 obras de teatro, três delas durante o ano anterior à sua morte, ademais de “Cartas a una mujer” (1893, três volûmes), “De sobremesa” (1910-1916, seis volûmes), “Versos” (1893) e as suas fascinantes “Recuerdos y olvidos: memorias” (1962). O seu “Teatro” foi reunido em 1903-1930 em 38 volûmes.
BENAVENTE, Fray Toribio de (nasceu em Benavente, Zamora – m. 1569). Franciscano espanhol também chamado “Motilinía”, que figura nas histórias da literatura mexicana por tudo o que escrebeu e publicou sobre México. Formou parte do grupo de franciscanos que chegarom a México com fray Martín de Valencia em 1524 e que causarom tanta admiraçón nos nativos pola sua humildade e discrepçón. Os indios derom-lhe o nome de “motilinía” (os pobres) e fray Toribio adoptou ese nome. Foi o primeiro em evanxelizar as terras de Guatemala e Nicaragua e foi também o fundador, em 1530, da cidade de Puebla de los Ángeles. Em 1548 foi nomeado provincial da Ordem, cargo que ocupou até 1551. Escrebeu muitos alegatos em favor dos indios, alguns de carácter circunstâncial como unha petiçón para que se lhes reducíra o pago de impostos, mas é mais conhecido pelos seus “Memoriales” (1541; ed. Luis G. Pimentel, 1903) e a sua importânte “Historia de los indios de Nueva España”, publicada recientemente (1958) em México. A “Historia” divide-se em três partes: unha descripçón dos ritos e ceremónias aztecas, recolhida pouco tempo depois da conquista, que foi de unha extraordinária importância para conhecer as costûmes desse pobo; unha descripçón da labor de evanxelizaçón feita polos contemporâneos e por el mesmo “Motilinía”; unha cronoloxía e unha descripçón dos conhecimentos astronómicos dos aztecas e outras muitas materias referêntes ao seu pensamento e cultura.
BELLO, Andrés (Caracas, 1781-1865). Filósofo, gramático e poeta venezolano. Viaxou por Inglaterra para conseguir axuda para a empresa libertária de Bolíbar e López Meléndez. O seu humanismo enriqueceu-se durante os dous períodos que passou em Europa, o segundo até 1829. A sua “Alocución a la poesía” (1823) é um fragmento do mais largo poema “América”, que ao parecer non chegou a terminar. Trata-se de unha silva de corte neoclássico. Invoca nel a independência e ao fazê-lo refêre-se indirectamente às guerras que levava a cabo toda Hispanoamérica para independizar-se da Espanha. O goberno Chileno pediu-lhe que se ocupara em reformar a educaçón no país, taréfa na qual se ocupou de 1829 a 1865. Fundou o Colegio de Santiago de Chile. Introduziu as ideias de Locke, J. S. Mill e Berkeley na América a través da sua obra “Filosofía del entendimiento” (1881). A sua mais grande contribuiçón para a filosofia foi a sua “Gramática de la lengua castellana” (1847), que com as adicçóns de Rufino José Cuervo se segue utilizando hoxe em dia. Nunha polémica mantída com Sarmiento, Bello defendeu o neoclassicismo frente ao romântismo, mas ao mesmo tempo foi traductor de Byron e Hugo. Escrebeu “Silvas a la agricultura de la zona tórrida” (1826), segunda das suas “Silvas américanas”, na qual combina um estilo virgiliano com a sua própria visón amorosa da natureza. As suas “Obras completas” começarom a aparecer em 1952.
BELLIDO CORMENZANA, José María (San Sebastián, 1922). Escritor teatral. Estudou dereito em Valladolid, mas nunca chegou a exercer a profissón. A sua escritura é alegórica e nela mistura o humor com a traxédia para conseguir unha situaçón potencialmente absurda ou absurda sem mais. Obras: “El pan y el arroz, ou geometría en amarillo”, “Escorpión” (1962), “Fútbol”, “Tren a F”, “Los relojes de cera” (1967) e “Solfeo para mariposas” (1969). As últimas pezas teatrais de Bellido deixaron atrás o simbolismo e aproximarom-se mais do realismo. Escrebeu algunhas obras para o teatro comercial, como “Rubio Cordero” (1970), que trata com sensibilidade o drama dos ráptos de diplomáticos e as suas implicaçóns éticas e políticas.
Xá vês que grandes motivos de ignorância se nos brindam nas cousas. Melhor o verás quando passemos a expô-las, pois isto foi dito somente em xeral, mas ainda non demostra que non se saiba nada. Tampouco me propuxem demostrá-lo (usando o têrmo “demostrar” no sentido que tú lhe dás), nem podería fazê-lo, pois nada se sabe! Bastante foi ter posto dificuldades. Se logras superá-las, algo saberás. Mas non poderás, a non ser que de improviso outro espírito tenha descendido a escondidas sobre tí. Talvez puidéra acontecer isso, mas eu todavía nunca o ví. Em todo o caso, agora trataremos do que é, non do que pode ser. Por outra parte, os obstáculos que existem nas cousas som mínimos comparados com os que há referênte ao cognoscente. Porque quem estivéra dotado de unha mente perfeita e agudíssima, así como de uns sentidos irreprochabeis, talvez pudera vencer todos esses obstáculos (por concederte isto graciosamente, ainda que non sería capaz de vencê-los, incluso ainda que tivéra alcanzado todas as máximas perfeiçóns). Mas o que se vê resulta tudo o contrário. O segundo que había na definiçón da ciência é, pois, o conhecimento, no qual cabe considerar três elementos: a cousa conhecida, da qual xá nos ocupamos antes; o cognoscente, do qual trataremos mais adiante, e o conhecimento mesmo, que é o acto do cognoscente dirixido à primeira. Agora irémos tratar do conhecimento, mas com a maior brevidade possíbel, xá que tem o seu lugar próprio no tratado “De anima”. É na verdade deficilíssima e cheia de perplexidade a contemplaçón da alma, das suas faculdades e das suas acçóns, se é que se trata de cousas diferentes. Xusto é neste conhecimento, que acostumamos buscar, as dificuldades acrescentam-se: e como nada há mais digno que a alma, nada haberá mais excelente que este conhecimento sem par, porque, se tivera tal conhecimento perfeito, sería semelhante a Deus. Mais ainda: sería Deus mesmo, pois ninguém pode conhecer perfeitamente o que non criou, nem Deus tería podido criar nem gobernar o criádo sem tê-lo conhecido de antemán perfeitamente. Só el, por tanto, é a sabedoria, o conhecimento, o entendimento perfeito; penetra tudo, sabe tudo, conhece tudo, entende tudo, porque é todas as cousas e em todas está; todas as cousas som el e nel estám. ¿Mas como o imperfeito e miserábel homenzinho vai conhecer as outras cousas, quando nem a sí mesmo pode conhecer, ainda que esté em sí e consigo?
A excepçao como diz o filósofo espanhol Gustavo Bueno nao confirma a regra; rompe-a porque nos diz que nao existe tal regra. Por isso, os professores que me aportaram o que deve aportar um professor: sabedoria, nao rompem a regra da grande maioria que nao aportava mais que atitudes soberbas ou brutalidade, eram simplesmente diferentes naquele contexto interno e absolutamente normais no contexto externo ou sociedade da segunda metade dos anos 60 do século passado. Vejo para o passado com olhos de ver e nao com olhos de auto-engano ou adulaçao nao explicada e quando vexo, encontro-me com o Padre José Guilherme que para além de Deus ou do Diabo, sabia falar de muitas mais coisas e ensinava desde as pequenezes do dia-a-dia aos mais tenros valores sociais e existênciais. Continuo a ver e tropeço-me com o Dr. Nogueira que me transmitiu saber e gosto pela Literatura e o seu amplo contexto de expressao e germinaçao que passam pela sociologia dos costumes, pela Historia, pela filosofia, pelos psicologismos, pelos desejos, pela imaginaçao e pela rebeldia ou vida do próprio autor e a sua época.
Tanto os escritos como as declaraçóns de Cornelius Jansenius desta época colocaram-no no centro das atençóns da Inquisiçón, que, com o obxectivo de se xustificar, instou-o a ir a Madrid para ser interrogado. Teve de visitar Espanha em duas ocasións, unha em 1624 e outra em 1626, e na segunda livrou-se por pouco de unha condenaçón. Apesar de estar nunha situaçón delicada, quando regressou a lovaina escrebeu e declarou que a Bélxica se devia librar do xugo espanhol, opinión que lhe valeu unha nova chamada de atençón. Jansenius, tomando consciência do perigo que corria, fez unha manobra para acabar com as suspeitas escrebeu “Mars Gallicus”, um texto no qual criticava as ambiçóns territorias da França – entón inimiga da Espanha – e acusava Richelieu de ser o seu principal instigador. Madrid gostou do texto, mas este trouxe-lhe inimizades em França. Em 1636, foi nomeado bispo da cidade belga de Ypres e, desde essa data até à sua morte, em 1638, dedicou-se a preparar a sua grande obra relixiosa, a base sobre a qual o jansenismo se desenvolveu. O texto foi publicado postumamente, em 1640, com o título de “Augustinus”. A capa com a qual foi para a gráfica ilustra bem aquilo que Jansenius pretendia: aparecem os Padres da Igrexa, e Santo Agostinho no meio, com o coraçón de Jesus flamexante na mán, pisando os frades que se tinham afastado da ortodoxia com as suas propostas de reformar a Igrexa. Non é de descartar que os frades pisados fossem os xesuítas.
“Durante a estancia de Viana en Valencia producese un relevo trascendental na Presidencia do Goberno: Juan Negrín substitúe a Largo Caballero en maio de 1937. A partir dese intre o galego Osorio Tafall eríxese nunha das persoas de confianza de Negrín. Tafall e Viana son íntimos amigos dende hai anos. Ademais de compañeiros de partido, Viana é padriño dunha filla do exalcalde de Pontevedra. Tafall é designado por Negrín comisario xeral de todos os exércitos no Ministerio da Guerra ao que se incorporan un amplo grupo de galegos, amigos e coñecidos de Tafall e de Viana. (…) En Valencia, Viana mantén a súa actividade como deputado e participa nas sesións das Cortes, que ao princípio se celebran na Casa do Concello. Os graves danos que o edifício sofre polos bombardeos da aviaçón franquista obrigan a trasladar as reunións á lonxa da cidade, onde en outubro participan cento sesenta e sete deputados e se lembra os trinta e oito caídos pola causa republicana. (…) O 31 de outubro de 1937 o Goberno e as Cortes trasládanse de Valencia a Barcelona, e Alejandro Viana instálase nun aloxamento rexentado por Enriqueta Puig. Dende a capital catalana desprázase con frecuencia a Francia para mitigar os efectos do desabastecemento e evitar a inflaçión galopante, o racionamento e o estraperlo que soporta a zona republicana. A súa boa situaçión económica permítelle conseguir produtos de primeira necesidade no país galo. Viana, que mantén elevado o estado de ánimo, (…) Durante o ano 1938 as tropas golpistas avanzan imparábeis e a presión sobre Catalunya e Barcelona aumenta. Viana vive as frecuentes incursións das aviacións italiana e alemá sobre a cidade e sofre os brutais bombardeos do mes de marzo que causan máis dun milleiro de mortes entre a poboaçión civil e provocan unha ampla condena internacional. Para evitar os ataques aéreos, as Cortes reúnense ao longo do ano en diferentes lugares, manténdoos en segredo até o intre da súa celebración. En Montserrat, no refectorio do seu mosteiro. Viana e o resto de deputados sentan nos bancos da capela en presenza de diferentes parlamentários estranxeiros convidados. Na sesión apróbanse dúas declaracións asinadas por Alejandro Viana e outros dezaoito deputados, nas que se eloxia o Exército e se felicita o Goberno polos triunfos militares acadados, ratificándolle a confianza do Parlamento para que persista na estratexia da resistencia custe o que custe. Para Negrín, resistir é vencer. O presidente do Goberno está convencido de que unha guerra europea é inevitábel e de que, na medida en que a Guerra Civil se prolongue até o seu estourido, a República terá posibilidades de acadar o apoio das potencias occidentais que até ese intre mantiñan a súa política de non intervención.”
Rawls propón dous princípios de xustiça para unha sociedade democrática entendida como um sistema equitativo de cooperaçón social ao longo do tempo. É importânte ter em conta esta concepçón da sociedade, porque exclui outras que possam partir, por exemplo, de unha ordem preestabelecida – como as sociedades feudais ou as baseadas em castas -, ou de unha ordem utilitarista que tenha como obxectivo a maximizaçón do bem estar global, independentemente da forma como se mede esse bem-estar. A “equidade” debe ser entendida aqui, de acordo com o que xá dissemos, como um deber de reciprocidade entre os concidadáns, ou sexa, só é xusto um sistema social que beneficie todos com critérios que todos possam aceitar razoavelmente, partindo de unha situaçón de igualdade. Assim, só serán toleradas as desigualdades que os menos favorecidos aceitarem como boas para eles próprios dentro de um esquema político em que todos sexam tratados como cidadáns libres e iguais. O primeiro princípio de xustiça declara que todas as pessoas têm direito à liberdade individual compatíbel com a própria liberdade dos outros. Non é mais do que unha expressón da ideia liberal de liberdade xá defendida por John Stuart Mill, no seu brillante ensaio “Sobre a Liberdade” do início do século XIX. Trata-se, entón, de priorizar politicamente a liberdade de pensamento, de consciência, de expressón, de reunión, a integridade física e psicolóxica das pessoas, e as liberdades políticas. Só em relaçón a esta última categoria de liberdade individual Rawls assume que é preciso garantir o seu valor equitativo, ou sexa, procurar, a partir das instituiçóns, que os mais pobres ou os socialmente menos poderosos tenham as mesmas oportunidades de participar na política além do direito ao voto. As medidas que mais contribuem para assegurar o valor equitativo das liberdades políticas som o financiamento público dos partidos políticos e as fortes restriçóns ao financiamento privado, um acesso equilibrado aos meios de comunicaçón e certas regulaçóns da liberdade de imprensa que non afectem aos conteúdos, com o obxectivo de manter a independência desses meios em relaçón às grandes concentraçóns de poder económico e social. Trata-se, neste caso, de evitar o risco, xá assinalado por Rousseau, de que quem possui maiores recursos se possa unir e excluir os outros. O obxectivo é protexer, de maneira especial a igualdade de oportunidades no acesso ao poder. De outra forma, a liberdade de expressón transformar-se-ia nunha grande ironia: a liberdade de alguém que non se pode fazer ouvir.
Ilustríssima Senhora Andrea: Saberá que, habendo-a visto unha vez, fai xá muito tempo e ignorando a sua morada, ante a impossibilidade de borrar da minha memória a sua personalidade, me dediquei a perguntar até que me deron os seus subscríptores a sua estimada direcçón. E como, a falta de recursos, me impéde deslocar-me, lhe pido, que me responda a ésta, avisando-me do dia que lhe quadre vir a Pontareas. Pois, desexaba, falar unha cousa, vocalmente com ustede. Com temor, que esta carta, non vaia dirixída as suas máns, non me dedico a escreber mais nada. Seu afectíssimo servidor. (Calviño, direcçón: Pontareas, Guillade – Lugar da Portela, Pontevedra). Ponha a direcçón sem nome, somente a firma e duas letras iniciais, isto é, a A e a G. Para dado o caso que, vexam a carta, non poidam identificar de onde vêm. Esta carta foi escríta o 27 de Xunho de 1917, e enviada para o Rosal, também lhe chamabam por dependência ou conhecimento, referênte a assuntos…vexa-se páxina 82 (Sibilla nova de Pontareas).