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O VINHO (8)

OS VINHOS ESPECIAIS

Os vinhos licorosos naturais, oferecem um âmplo leque de sabores e maneiras de elaboraçón. Desde os secos e austéros aos doces, podendo-se beber novos e ir facendo-se mais secos à medida que envelhecem.

VINHOS ESPECIAIS SECOS

Um Montilla de 14%; Manzanilla de Xerês 15%; Fino de Xerês 16%; Málaga seco 16%; Amontillado seco de Xerês 17%; Oloroso de Xerês 17%; Madeira Sercial 17%; Marsala Secco (Itália) 18%; Porto Branco 19%; Oloroso viejo de Xerês 20%.

VINHOS ESPECIAIS SEMI-SECOS

Málaga pajarete 16%; Amontillado medium de Xerês 18%; Palo cortado de Xerês 19%; Madeira Verdelho 19%; Porto Tawny velho 20%; Porto Vintaxe 20%.

VINHOS ESPECIAIS DOCES

Montilla 15%; Muscat de Beaumes-de-Venise 15%; Muscat de Frontignan 15%; Muscat de Rivesaltes 15%; Muscat de Samos (Grécia) 15%; Málaga dulce 16%; Banyuls, Maury, Rivesaltes (França) 16%; Aleatico di Gradoli Liquoroso 17%; Marsala dolce 17%; Madeira Bual 17%; Cream de Xerês 17%; Moscatel de Setúbal 18%; Pero Ximénez 18%; Xerês 18%; Málaga 18%; Madeira Malvasia 19%; Porto Ruby LBB 20%; Porto Tawny 20%; Moscato Passito di Pantelleria Liquoroso.

E muitíssimas drogas mais! Queremos também aquí dar conta dum novo invento, que pode aportar muita qualidade, como forom os “Vinhos de Xélo”. Por isso desexámos saúde e cautéla para todos, porque estamos falando dunha das drogas mais terríbeis.

LÉRIA CULTURAL

O ESTOICISMO MÉDIO (PANÉCIO E POSIDÓNIO)

Depois da enérxica fase antiga, sucedeu outra prolongada etapa de manutençón das ideias e prácticas, sem grandes inovaçóns ou interferências. De qualquer forma, as poucas que aconteceram ficaram a deber-se a dous singulares escolarcas que non se limitarom a conservar as doutrinas ortodoxas: Panécio (c. 185 – 110 a. C.) e Posidónio de Apameia (c. 135 – 50 a.C.).

PANÉCIO

Um século depois de Crisipo ter sistematizado todo o estoicismo, Panécio fundou unha escola em Roma, onde se terá relacionado com a classe dirixente, adaptando as ideias estoicas à cultura e à mentalidade da cidade através da introduçón de elementos platónicos e aristotélicos; conferiu ainda ao estoicismo unha inclinaçón mais moderada e aceitábel aos olhos do senso comum romano. Este ecleticismo levou-o a abandonar certos princípios básicos do estoicismo, como a crença de que o universo podia sucumbir periódicamente abrasado por um fogo primordial (conflagraçón cósmica) e a de que se produzia um eterno retorno, ou repetiçón de tudo tal como habia sido e acontecido; ao contrário dos estoicos que o precederam, contestou a validade da adivinhaçón. O seu legado mais significativo deu-se no campo da ética, ao renunciar ao ideal provavelmente inatinxíbel do “sábio realizado”, e centrou-se nos problemas das pessoas comuns, preferindo os princípios prácticos aos preceitos abstractos. Prescindindo do maximalismo moral da Stoa, frequentemente criticado, aproximou da natureza das pessoas o conceito de “virtude”, revelando o caminho para alcançá-la. Inspirando-se em Cícero (que expôs extensamente as suas ideias em “Dos Deveres”) influiu fortemente no pensamento político e moral do Império. Por volta de 130 a. C., regressou a Atenas, onde se encarregou da direcçón da sua escola até à data da sua morte, vinte anos depois. Ao longo desse tempo, sempre defendeu a obrigaçón de se fazer um esforço em prol do bem comum.

POSIDÓNIO

Posidónio, nascido em Apameia (Síria), era um discípulo de Panécio e o mais científico dos estoicos, pois combinava os princípios xerais da filosofia com unha dedicaçón ao estudo rigoroso do mundo natural. Foi um grande astrónomo e meteoroloxista, considerado o maior polímate (versado nunha infinidade de conhecimentos) do seu tempo. À imaxem dos outros estoicos antigos e médios, também nenhum dos seus múltiplos textos conseguiu chegar até nós. No campo filosófico, a sua grande contribuiçón deu-se no âmbito da psicoloxía e da ética: aceitou a existência de impulsos irracionais na alma e identificou-os como a orixe do mal; apenas a parte racional da alma pode receber ensinamentos, enquanto as paixóns debem ser submetidas a unha educaçón moral baseada nunha habituaçón. Estabeleceu-se em Rodes, onde fundou a sua escola estoica, cuxas liçóns chegarom a ser frequentadas por Cícero em 77 a.C.

J. A. CARDONA

SUPERSIMETRÍA E SUPERGRAVIDADE (F-59)

Em 1976 encontrou-se unha possíbel soluçón para este problema, a chamada “supergravidade”. O qualificativo “super” na supergravidade non se adxunta porque os físicos acreditaram que fora “super” esa teoría da gravitaçón quântica, senón que se refére a um tipo de simetria que a teoria alberga, a “supersimetría”. Em física afirma-se que um sistema tem unha simetría se as suas propriedades non ficam afectadas por unha certa transformaçón, como por exemplo unha rotaçón espacial ou fazer a sua imaxem especular. Por exemplo, se damos a volta a unha galheta sobre sí mesma parece exactamente a mesma. A “supersimetría” é um tipo mais subtíl de simetría que non pode ser associádo com unha transformaçón no espaço ordinário. Unha das implicaçóns da “supersimetría” é que as “partículas de força” e as “partículas de matéria”, e polo tanto a força e a matéria, som na realidade duas facetas de unha mesma cousa. Em têrmos prácticos isto significa que cada “partícula de matéria”, como por exemplo um “quark”, debería ter outra “partícula companheira” que fora unha “partícula de força”, e que cada “partícula de força”, como por exemplo o “fotón”, debería ter unha “partícula companheira” que fora outra “partícula de matéria”. Isso tem o potencial de resolver o “problema dos infinitos” porque os infinitos que procedem dos “bucles cerrados” das partículas de força som positivos, em tanto que os infinitos procedentes dos bucles cerrados das partículas de matéria som negativos. Assim, os infinitos que surxem na teoria a partir das partículas de força e os das suas companheiras as partículas de matéria, tenderiam a anular-se entre sí. Desafortunadamente, os cálculos necessários para comprobar se quedaríam ou non infinitos sem anular na supergravidade eram tán largos e difíceis, ademais de apresentar tantas possibilidades de cometer erros que ninguém se atopaba com forças para abordar. Non obstânte, a maioria dos físicos acreditabam que a “supergravidade” era probabelmente a resposta correcta para o problema de unificar a gravidade com as outras forças. Podería acreditar-se que a validés da “supersimetría” sería algo fácil de comprobar – somente examinar as propriedades das partículas existêntes e ver se están emparelhadas entre elas, mas non se observarom esas “partículas companheiras” -, Variados cálculos realizados polos físicos indicam que as partículas companheiras correspondentes às partículas que observamos deberiam ser miles de vezes, ou mais, mais pesadas que um protón. Isto é demassiado pesadas para ter sido vistas nas experiências realizadas até agora, mas há esperanzas de que tais partículas poidam ser producidas por fim no grande colissionador de hadrones (LHC), Large Hadron Collider de Xinébra, Suiza.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

HABERMAS (XÉNESE, APOXEU E DECLÍNIO DO ESPAÇO PÚBLICO BURGUÊS)

Habermas, como dizíamos, proporciona-nos um “relato”, unha narraçón da xénese, apoxeu e declínio do espaço público burguês que decorre paralelamente ao surximento do ideal moderno da autonomia pessoal. A distinçón moderna entre esfera pública e esfera privada estabelece os limites entre a moral e a ética, entre o xusto, o correcto e o bom, o que está relacionado com a felicidade. Habermas practica socioloxía histórica para nos detalhar como se xeram os ideais modernos da autonomia ligados à emerxência do indivíduo. Se Rousseau é o filósofo moderno da democracia e da autonomia pública, Kant será o referente erudicto para a autonomia privada. Na esfera privada burguesa, a família aparece como o lugar da emancipaçón psicolóxica dos indivíduos. É, diz-nos Habermas, a instituiçón-chave dos processos através dos quais adquirimos xuízo, capacidade crítica e capacidade deliberativa. Sem educaçón, sem ilustraçón, non há possibilidade de aceder à autonomia. Habermas examina a autocompreensón ilusória da família como lugar da “Humanität” – da liberdade, da comunidade afectiva e da instruçón. A privacidade, o rodeado pelos muros do lar burguês, fica assim definida como um espaço de soberania individual a salvo da inxerência política. A chave deste relato é liberal: blindar-se face às interferências do poder estatal. Os critérios de admissón no exclusivo clube democrático (recordemos a época da democracia censitária) ván ser muito restrictivos. Habermas está consciente do que se chamou universalismo substitucionalista, que entende a parte masculina burguesa como a totalidade do humano – e exclui as mulheres, todas elas, e os homes das classes trabalhadoras. A esfera pública literária – a leitura de românces, a educaçón, o prazer estéctico – surxe como o embrión do qual nascerá a esfera pública política. A partir deste novo âmbito político esixir-se-á ao poder que se lexitime perante a funçón crítica da opinión pública emerxente: A burguesia será o suporte do novo público que, por fim, minará o explendor da cultura aristocrática ao reduzir o protagonismo da côrte e ao deslocar o centro de gravidade social para a cidade. Os salóns literários serán a referência concreta do nascimento da esfera pública. Esta zona crítica reclama para si um público que empregue o “raciocínio” e que, da tribuna, esixa ao poder a lexitimaçón das suas medidas perante a incipiente opinión pública. A emerxente imprensa será o vehículo desta novidade radical que desafia os monarcas absoluctos.

MARÍA JOSÉ GUERRA PALMERO

POETAS DA TERRA (FERMÍN BOUZA BREY)

NASCEU EM PONTAREAS A 31/O3/1901

POETA, ETNÓGRAFO, ARQUEÓLOGO, HISTORIADOR E MAXISTRADO

FUNDADOR DO SEMINÁRIO DE ESTUDOS GALEGOS

OBRAS POÉTICAS DESTACADAS: NAO SENLLEIRA E SEITURA

COLABORADOR DA REVISTA “NÓS”

CANCIONEIRO DAS RIBEIRAS DO TEA (ANO 1929)

Raparigiña do gando

que herba lle botas ó pelo

bótolle unha herba do monte

que lle chaman trementelo

A Raís do toxo verde

é moi mala de arrincar…

Os amoriños primeiros

son malos de olvidar

Se queres que o carro cante

móllalle o eixo no río

despois do eixo mollado

canta como un asubío

AURELIUS AGUSTINUS (SANTO AMBRÓSIO)

Por outro lado, o platonismo oferecia-lhe unha armadura com a qual podia dotar de dignidade filosófica a doutrina cristán em que tinha sido educado e que, até entón, lhe parecia carente de um mínimo de dignidade e de solvência intelectual; paralelamente, o platonismo dava-lhe ainda a possibilidade de conceber unha realidade imaterial, podendo assim superar as limitaçóns que lhe eram impostas polo tosco materialismo das doutrinas de Mani. Abria-se, assim, a porta à adopçón da fé cristán, libre de complexos, non tendo xá que se envergonhar por isso. Para tal, contribuiríam duas figuras decisivas na vida de Santo Agostinho, com unha importância equivalente ao que, noutra altura, o encontro com os maniqueístas tinha representado. Na primavera de 385, Mónica resolveu aparecer em Milán. A abnegada nái decidíu seguir os passos do seu descarriládo filho na esperança de assistir à sua conversón à verdade, tal qual lhe tinha sido anunciado num sonho. Parece que a combinaçón entre a crise espiritual em que Santo Agostinho se encontrava e a chegada da nái levaram o santo a tornar-se catecúmeno da Igrexa católica. “Assim, à maneira dos filósofos da Academia, como vulgarmente se crê, duvidando de tudo e fluctuando no meio de tudo, decidi abandonar os Maniqueus, xulgando que durante o tempo da minha dúvida non debia permanecer naquela seita a que xá antepunha alguns filósofos (…) Decidi, por isso, finalmente, ser catecúmeno na Igrexa Católica, segundo a tradiçón de meus pais, até que algunha certeza brilhasse, para onde eu dirixisse os meus passos.” Fossem quais fossem as razóns que o levaram a essa determinaçón, o importante é que a sua nova condiçón de catecúmeno lhe permitiu escutar a pregaçón de Santo Ambrósio, o venerado bispo de Milán. Ouvidas da boca de um cultivado membro da elite dirixente da época, como era Santo Ambrósio, as doutrinas do cristianismo surxiram a Santo Agostinho sob unha nova luz que pouco tinha a ver com a relixiosidade agreste e literal que había conhecido em África. Santo Ambrósio transcendia a estricta literalidade do texto para lhe extrair o autêntico sentido filosófico, mostrando quán infundadas eram as críticas de que eram albo as Sagradas Escrituras por parte dos seus adversários filosóficos.

E. A. DAL MASCHIO

LITERATURA CLÁSSICA GREGA (HIPONACTE II)

A maioria dos poetas do período arcaico, à marxem da sua procedência e do xénero que trabalhasem, estabam submetidos a unha forte influênça da tradiçón épica xónia e especialmente do seu principal representânte, Homero. A dependência está especialmente marcada nos poemas de Hesíodo de Beócia, que compuxo nos mesmos hexámetros que Homero, e nos dísticos elexíacos íntimamente relacionados de poetas cuxa orixem é tán diversa como Xónia (Mimnermo e Calino), as ilhas do Exeo (Semónides de Amorgos e Arquíloco de Paros) e o continente grego (Tirteo de Esparta, Teognis de Mégara e Solón de Atenas). Também os poetas lésbicos, ainda que escreberom em metros e dialecto non homéricos, adaptarom os seus temas e têcnicas, mentras que Arquíloco, tanto no seu verso yámbico como no elexíaco, se vê “rara vez libre por muito tempo da influênça da linguáxe tradicional da épica”. Hiponacte, non obstânte, que procedia de unha cidade Xónia, Éfeso, e que foi para outra, Clazomene, escrebe na maioría dos casos, a xulgar polos fragmentos patéticamente escasos que nos quedarom, como se Homero nunca tivéra existido. Há unha excepçón significativa: unha pasáxe hexamétrica que satiriza a um comilón e que é unha paródia burlesca do estilo homérico: “Musa, fálame do Eurimedontiada, Caribdis marinho, cuxo estômago / é um coitelo e as suas maneiras para comer som horrendas, / dí-me como pode perecer com morte infâme, / lapidado por público decreto xunto à ouréla do mar estéril.” É o único fragmento hexamétrico intelixíbel que posseemos; também temos algúns tetrámetros trocaicos, mas o grosso da obra de Hiponacte conservada cerra-se dentro do metro, que pode que fora el quêm o inventára, e que em qualquer caso fixo próprio: o yámbico “coxo” (skazon) ou “imperfeito” (choliambos). É o trímetro yámbico que conhecemos de Arquíloco, excepto em que acaba com um espondeo; as três sílabas largas finais provocam um efeito de arraste, de ruptura. “O dinheiro é completamente cégo, Por isso / xamais veio à minha casa a dizer-me: “Hiponacte, / vou-che dar trinta minas de prata / e outras muitas riquezas”. É demasiado duro de corazón.” O tôm deste fragmento é característico; com Hiponacte estamos num mundo antiheroico, de feito, bastânte sórdido.

P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)

KLIMT (OS NUS DE CARNE E OSSO)

Kraus também atacou a Klimt. A Universidade de Viena encomendou ao pintor quatro pinturas que teriam de representar as faculdades tradicionais das universidades europeias daquele tempo: Filosofia, Xurisprudência, Medicina e Teoloxia. As suas criaçóns xerárom um alvoroço xeneralizado, pois non só eram vergonhosas para a moral burguesa, como também despertarom a ira de Kraus. Resulta compreensíbel que nem as autoridades nem o vienense normal pudessem interpretar os nus de carne e osso de Klimt, isto é, non idealizados e desprovistos de véus mitolóxicos e relixiosos, como matérias do conhecimento de tán alta consideraçón. Vexamos a figura principal da “Xurisprudênça” é um idoso nu, envolvido por um monstrengo com carácteres cefalopoides. O significado dos quatro quadros non é evidente. No caso da “Xurisprudênça”. o monstro representará a lei e o idoso o cidadán indefeso perante ela? O qual muitos entenderom como unha crítica á ordem estabelecida, para Kraus non passava de filosofia barata, pura inexactidón disfarçada de profundidade.

CARLA CARMONA

ESCRITORES HISPÂNOS (RICARDO J. BERMÚDEZ)

BERMÚDEZ, Ricardo J. (Panamá, 1914). Poeta panamenho que estudou arquitectura na Universidade de California. Foi catedrático desta disciplina desde 1945 na Universidade de Panamá. Chegou a ministro da Educaçón. A sua poesía está dirixida a unha minoría culta, “Poemas de ausencia” (1937), “Elegía a Adolfo Hitler” (California, 1941), “Adán liberado” (Buenos Aires, 1944), “Laurel de ceniza” (1952) e “Cuando la isla era doncella” (1961).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (FRAY JERÓNIMO BERMÚDEZ)

BERMÚDEZ, Fray Jerónimo (1530 ? – 1599 ?). Autor teatral nascido na Galiza e poeta. Estudou teoloxía em Salamanca. Baixo o pseudónimo de “Antonio de Silva” introducíu a traxédia grega em castelán com “Nise lastimosa” e “Nise laureada” (publicadas xuntas como “Primeras tragedias españolas, 1577), âmbas sobre o tema de Inés de Castro. A primeira era unha mera adaptaçón da traxédia portuguesa que leva o nome de Inés, escrípta entre 1553 e 1567 por Antonio Ferreira, mas a segunda é orixinal de Bermúdez, que tinha menos inspiraçón que Ferreira e que introdúz longos pasáxes, que mais recordam a Séneca que a Eurípides. Editou-se novamente no “Parnaso español” de López de Sedano (1772). O seu poema “El Narciso y su Hesperodia”, versos panexíricos na honra do duque de Alba, non resultan mais inspirados.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ MARIANO BERISTÁIN Y SOUZA)

BERISTÁIN Y SOUZA, José Mariano (Puebla, 1756 – 1817). Estudou filosofia e foi ordenado sacerdote em Mêxico. Passou para Espanha como protexido do bispo de Puebla Francisco Fabián y Fuero, que passou a ocupar o arzobispado de Valencia. Beristáin foi graduado doutor em teoloxía e, rexente de academias de filosofía ademais de catedráctico de Teoloxía em Valladolid. Regresou a Mêxico como canónigo da Catedral Metropolitana. Fogoso orador, escrebeu e publicou dozenas de sermóns em contra da guerra da Independência, mas que é especialmente recordado pola magna “Biblioteca hispanoamericana septentrional ou Catálogo y noticia de los literatos que o nacidos, o educados en la América septentrional española, han dado a luz algún escrito, o lo han dejado preparado para la prensa”, obra que o ocupou vinte anos e que foi publicada em três volûmes em 1816,1819 e 1821 e tivo várias reediçóns. Como empressa bibliográfica supera as de Eguiara e Eguren e Sempere e Guarinos, ainda que a miúdo falham certos dactos e o estilo resulta desigual.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (GUILLEM DE BERGUEDÀ)

BERGUEDÀ, Guillem de ( c.1140-1194). Poeta catalán que escrebeu em provençal. Herdou dos seus pais -segundo afirma- cinco importântes castelos. Foi amigo de Bertran de Born e de Ricardo Corazón de León. Ao parecer matou à traiçón a Ramon Folc de Cardona em 1175. Compuxo excelentes “sirventés” em contra dos seus enemigos, alabando os seus amigos e xactândo-se de que todas as damas se apaixonabam por el. O seu melhor poema é um “planh” (pranto ou elexía) na honra de Ponç de Mataplana, valente cabaleiro a quem pouco antes tinha insultado noutro poema, quase com a mesma vehemência com que no pranto chora a sua morte.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ BERGAMÍN)

BERGAMÍN, José (Madrid, 1897 – 1983). Poeta, ensaista e crítico literário. A sua melhor contribuiçón ao desenvolvimento do âmbiente intelectual espanhol foi a publicaçón da revista “católica y republicana”, “Cruz y Raya” (1933-1936), da qual se fixo unha “Antología de Cruz y Raya” (1947). Publicou coleccóns de ensaios e aforismos, “El cohete y la estrella” (1922), que fai recordar a Pascal e a Gómez de la Serna; “Tres escenas en ángulo recto” (1923), “Caracteres” (Málaga, 1926), el libro de aforismos “El arte de Birlibirloque” (1930), “Mangas y capirotes” (1933), “La cabeza a pájaros” (1934), “Disparadero español” (1936-1940, três volûmes), “Detrás de la cruz” e “El pozo de la angustia” (publicadas em México em 1941, xá no exílio). “La voz apagada” e “El pasajero” (México, 1943), “La muerte burlada” (México, 1945), “Melusina y el espejo” (Montevideo, 1954), “Medea la encantadora” e “Fronteras infernales de la poesía” (Montevideo, 1954), “La corteza de la letra” (Buenos Aires, 1958), “Lázaro, don Juan y Segismundo” (1959), “Al volver” (Barcelona, 1962), “Beltenebros y otros ensayos sobre literatura española” (Barcelona, 1973), dous ensaios relixiosos, “El clavo ardiendo” (Barcelona, 1974, publicado previamente em françês como “Le clou brûlant”, París, 1972) e “La importancia del demonio y otras cosas sin importancia” (1974), “Velado desvelo” (1978) e “Calderón y cierra España” (1979). A posiçón de Bergamín como católico progressista, está perto da de Jacques Maritain. Ataca à razón como a pior enemiga da verdade. Bergamín tivo unha importânte actividade durante a guerra civil espanhola como promotor do Congreso de Intelectuales Antifascistas. Foi presidente da Alianza de Intelectuales e, xá no seu êxilo de Mêxico, foi xefe da Junta de Cultura Española e fundador da importânte revista “España Peregrina”, na qual colaborarom intelectuais da América Hispâna, espanhois de fala castelán e catalana e europeios. Fundou em Mêxico a “Editorial Séneca”, unha das mais exquisitas tanto em tipografía como em títulos publicados. Durante anos viveu fora de Espanha e logo entre Espanha e França. O seu estilo é difícil, brilhante sempre, lúcido e rápido, orixinal e metafórico. Polos anos sessenta começárom-se a editar as suas obras.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ARTURO BERENGUER CARISOMO)

BERENGUER CARISOMO, Arturo (Buenos Aires, 1905). Autor teatral e crítico literário arxentino. Uníu as suas duas actividades na producçón dos seus libros “Las ideas estéticas en el teatro argentino” (1947) e “Teatro argentino contemporáneo” (1959). Também compilou “La breve Literatura argentina” (Barcelona, 1970). Escrebeu o estudo especializado, “Los valores eternos en la obra de Enrique Larreta” (1946). As suas obras de teatro mais conhecidas som “Por el prestigio de la primavera”, com a qual ganhou o Premio Argentores de 1946, e “La piel de la manzana”, ganhadora do Premio Nacional de Teatro 1949-1950.

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ESCRITORES HISPÂNOS (GONZALO DE BERCEO)

BERCEO. Gonzalo de (Berceo, Logroño, c. 1190 – d. 1264). Poeta relixioso que servíu no Mosteiro de San Millán como administrador legal; possibelmente durante algún tempo foi notário do mosteiro e durante parte da sua vida foi responsábel da administraçón económica. A sua importância histórica bem de que foi o primeiro poeta em fala castelán do qual temos o nome, escrípto na “copla 489” da “Vida de San Millán”: “Gonzalvo fue so nomne qui fizo est tractado / en Sant Millán de suso fue de niñez criado / natural de Berceo, ond Sant Millán fue nado”. As suas obras podem-se dividir em três grupos: quatro haxiografías, três delas sobre santos locais, e unha inconclusa sobre o martírio de San Lourenzo; Três obras sobre a Virxem María, que tinha começado a ser reverênciada em Occidente, alá polo século X; e duas obras sobre doutrina, “El Sacrifício de la misa y De los signos que aparecerán antes del Juicio”. A importância literária de Berceo radica em que soubo combinar a tradiçón rectórica clássica com a tradiçón eclessiástica do sermón e da exhortaçón e com a tradiçón popular dos xugráres. Por exemplo, a sua “Vida de santo Domingo de Silos está basada na obra latina do abate Grimaldus “Vita sancti Dominici, mas na sua obra, Berceo afirma mais de unha vez que el é um xugrar. A primeira haxiografía de Berceo foi a “Vida de san Millán, o seu santo patrono. Berceo concebeu-a seguramente para alentar aos casteláns a pagar tributo ao mosteiro, sempre necesitado de dinheiro. O poeta trata da vida do santo e dos seus milágres, como unha apariçón xunto de Santiago nunha batalha contra os mouros; depois da victória dos cristáns, o rei de León decréta que todos os seus súbditos paguem tributos a Santiago em Compostela e Fernán González que todos os casteláns fagam o mesmo, mas com San Millán da Cogolla. A fonte do poema é unha vida do santo escríta em prossa por San Braulio. Igual que os seus outros poemas importântes, a “Vida de San Millán” está escrípta em “quaderna vía”, metro introducido em Espanha polo autor do “Libro de Alexandre”. “La Vida de santa Oria” é outra das suas haxiografías sobre santos locais. Foi escrípta no final da sua vida. A fonte latina desta obra é desconhecida. O poema é mais alegórico que outras das suas obras, xá que se mete mais nas visóns celestiais que nas obras pías da santa. “Los milagros de Nuestra Señora” pertencem a um xénero que se cultivou em Europa desde o século XII e se prolongou até ao XIV. Passou do latim ao românce (as fontes de Berceo som xeralmente de prossa latina). Ao parecer é unha das suas últimas obras. O plano estructural varía ao largo do poema: algúns milágres están narrados com inspiraçón, como o segundo e o noveno, outros están escríptos quase com descuido, como o primeiro e o décimo. Mais que narrar os milágres e a vida da Virxem, Berceo tracta de infiltrar no leitor-ouvinte unha devoçón incondicional pola santa.

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