
A sociedade de “A República” non é a única sociedade utópica que encontramos nos diálogos de Arístocles. De facto, existe outra civilizaçón mítica, muito mais famosa do que aquela, cuxa orixem remonta também ao filósofo grego, a “Atlântida”. A história deste misterioso reino do passado aparece em dous diálogos platónicos, o “Crítias” e o “Timeu”, e em âmbos os casos é a personaxem de Crítias que nos fala sobre ela. Segundo nos conta, a história foi narrada ao seu avô, o lendário Sólon, a quem, por sua vez, lha tinha explicado um sacerdote exípcio durante unha estadia naquele país. Há mais de nove mil anos (antes da época de Platón), incluso antes do “grande dilúvio”, que acabou por destruir tudo, había unha poderosa e florescente civilizaçón, cuxo centro era unha ilha situada por detrás das “Colunas de Hércules”, no mar que desde essa altura passou a ser denominado de Atlântico. O deus Posídon, senhor daqueles territórios, apaixonou-se por unha xovem da ilha, Clito, e com ela teve cinco pares de xémeos que se tornaram os dez reis da ilha (sendo o primoxénito um tipo de “primus inter pares”). Graças ao carácter idílico da ilha,