KANAZAWA

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                   O sonho de Tomoaki Kanazawa, em Portugal desde 1993, concretizou-se num espaço com apenas oito lugares.  Descrever unha comida neste restaurante é um acto efímero, pela simples razon de que esse momento de transcendência gastronómica nunca se irá repetir.  Pode voltar todas as vezes que queira, mas apenas o lugar e a presença de Tomoaki serán comuns.  Non há ementa fixa.  Com os pratos a mudarem ao ritmo da sazonalidade dos productos e da criatividade do xefe.  Só funciona por reserva, feita por “e-mail”.  E fica na rua Damiao de Góis 3º- A, em Lisboa.

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LÉRIA CULTURAL

SOBE COMIGO, CANGALLEIRO, SOBE

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comigo á cúpula do palacete

deste Centro Galego de Lisboa.

 

Agora que xa estás aquí mira mellor

a qué considerábel distancia está o mar…

pois verás de que se trata, voucho dicir, meu caro Cangalleiro.

E non te atrevas a escorar a testa

cara ao lado esquerdo, cal se estiveras canso,

nin abras tan sequera os teus brazos en cruz

como se foras xa un Cristo definitivo.

Neste intre estamos con Prometeo.  Neste intre

simula que lle roubaches o fogo aos deuses…

con ese ollo ciclópeo (por único) que eles che desviaron

cara ao seu debido sitio.

 

E neste polígono baixo teito ireite atar, se ti me deixas,

a unha destas columnas de mármore!

 

Cando eu me esconda tras a porta

pola que entramos ti vas facer o que eu che diga,

aquí en solitario.

E esquecerás o problema que teis na perna esquerda.

 

Primeiro

vaslle dar pois sete machicadelas a este chicle de menta que che ofrezo

Acto seguido escupiralo con furor por enriba

da baranda e entón dirás este refrán:

até xaneiro aínda pasa a ovella o regueiro,

a partir de xaneiro nin ovella nin carneiro.

Despois mirarás moi fixamente pra o mar…

E entón nun intre calquera verás moi nítidos os peixes

nadar por debaixo da auga…  dígocho eu!

 

Así se fixo.  Eu escondinme.  El quedouse só

facendo o que lle ordenei.  Dentro dun pouco eu

voltei entrar e pregunteille:

 

– víchelos?

– Eran fanecas, vinas perfeitamente.

– multiplicáchelas?

– Non me deu tempo, non me deu tempo.

 

E entre o terror e a gracia repetía:

non me deu tempo,

non me deu tempo.

 

francisco candeira

O COSTA DO VEZ

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               Este restaurante, que fora descoverto por min, alá pelo tempo das “vacas gordas”, na época anterior á “crise” neo-liberal-europeia-ó-norte-americana, que inevitábelmente nos viria cair encima como patinhos.  O que mais afectou á nossa bolsa e á nossa vida, foi o “câmbio de moeda” que d’um só batacazo, nos arrebatou a mitade do ordenado.  Ficava ó lado dos Arcos do Val do rio Vez, nunha casa de labradores, toda feita de pedra e rodeada de vinhas altas, que lhe davan encanto e frescura no vrán.  Chamava-se daquela “O Grelo”, fomos com frequência durante anos, apesar dos trinta e tal kilómetros que havia que percorrer desde Monzon, pola antiga e sinuosa, ainda que bela estrada nacional.   O prato estrela, era o “bacalhau á lagareiro”, divinamente preparado e acompanhado de batata á murro.  Depois mudou de nome e modernizou-se, e talvez muda-se também de cozinheira, porque a cozinha baixou muito.  Assim passaron os tempos, até que hoxe em dia, sexa possíbelmente o melhor sítio para comer de toda a província de Viana do Castelo.

LÉRIA CULTURAL

MISTERIOSO MAR

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Todos os mares teñen un misterio.

O mar que está ante min,

este mar que ondea aquí en Lisboa

mecido por vaivéns de seu,

recría ondas de lonxanos mares,

aporta vagas senlleiras:

vagas

inexcrutábeis como um segredo,

longas cal unha voz

de profunda caverna

chea de mensaxes saudosas

e lembranzas eternas.

Este mar grandioso, exaltado, libre

traime a túa alma chea de degoros.

 

Cada barco é case todos os barcos.

Cada naufraxio é case todos os naufraxios.

Cada abismo é case todos os abismos.

Cada onda é case todas as ondas.

Cada onda arrastra un agarimo.

e encerra un designio.

Cada onda acorda anacos do teu soño,

rapta verbas inaudíbeis dun deus.

Cada onda persegue algunha historia:

unha historia

indescifrábel como as velhas árbores

abaneadas por primaveras novas,

clara como as palabras sospeitadas.

Cada onda procura algún misterio

comprensíbel para todos

e para todos tamén inefábel…

 

E quedamos calados, abraiados,

Tal vez sós ou tal vez acompañados

 

E indecisos quedamos

ollando, coas nosas preguntas suspendidas.

 

francisco candeira

 

O SOLAR DOS PRESUNTOS

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               Reunido, no passado dia vinte de Febreiro, em Lisboa, o xúri da guía “Boa Cama – Boa Mesa”, constituído por Francisco Pinto Balsemao, Fortunato da Câmara,  José Bento dos Santos, Paulo Brilhante e Vítor Sobral, decidiron, atribuir o “Prémio Carreira” 2017 a Evaristo Cardoso, fundador e proprietário do restaurante  “Solar dos Presuntos”.   A trinta de Outubro de 1974, Evaristo, xuntamente com a sua esposa, Graça, e o seu irman Manuel, naturais de Monçao abriram um dos restaurantes mais emblemáticos da cidade.  Inicialmente, era unha pequena sala, com lugar para seis clientes no balcao e mais doze á mesa.  A boa fama, resultante da boa cozinha minhota passada entre xeracions, neste caso da sogra para a nora, aliada á qualidade dos productos, que Evaristo fazia question de comprar pessoalmente, deslocando-se frequentemente á sua regiao natal, elevaram a casa a um estatuto de prestigio.  Recordo,  xá fái anos, quando entrei pola primeira vez neste restaurante da rua das Portas de Santo Antao, foi o próprio Evaristo quem me atendeu pessoalmente, e eu como sempre, fun inquerindo discrétamente para saber o terreno no que me movia.  Seguidamente o grande Evaristo, começou xá a despregar toda a sua artilharia pesada, percebes de bom calibre, quentinhos e tapados com um pano, acompanhados por um vinho Esporao branco frio.  Depois foi, “cabrito á moda de Monçao”, muito bem cozinhado e acompanhado por vinho do Dao da Quinta da Pellada tinto.  Em suma, que foi unha das minhas mais gratas presenças em restaurante, tanto que ainda hoxe em dia me acordo.

 

léria cultural

ESTAS ONDAS SON LIÑAS

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devoradas con avidez.

O son desenrola un gran pergamiño.

 

Este mar escribe un libro sincero e profundo,

moi olvidado de quen pouco entende,

case único, fascinantemente eficaz, para todos…

 

E eu quero berrar alto, cando ninguén me vexa:

!Ouh Mar, ouh inmenso e solidario e apaixonado Mar!

 

francisco candeira

O TERRORISMO E OS EURO-AMERICANOS

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               Se aquela sábia pergunta, que os nossos páis, perante a irracionalidade do nosso comportamento soltavan  ¿¿ Que fixem eu, para merecer isto??   Foran capazes de metela dentro das suas abóboras, todas estas xentes modernas, poderiam chegar a importântes conclusions, que talvez lhes permitiram  mudar o seu comportamento e evitar as mortes e fame que propositadamente espalhan polo mundo.   Xentes conservadoras, de pouco miolo, acomodatícias e bastante parasitárias.  Pessoas que pelos anos que levaron estudando na escola, era de esperar que tiveran um pouco mais de picardia e de actitude crítica.  Qualquer vigarista os engana!  As defesas están muito baixas!  Entranha-se passivamente toda a propaganda oficial!  Non fai falta que Donald nos diga, que a prensa é desonesta e mentirosa! Nós que somos maiores de idade, xá deveriamos sabe-lo, xá supostamente acumulamos nas nossas costas o fardo de unha velha civilizacion.  Resultando pasmosa e desencoraxadora, a falta de racionalidade, o que nos leva a temer sériamente pelo futuro da humanidade.  E quando um, coa boca toda aberta diante do televisor,  examina o talânte destes nossos governantes, as suas palabras, as manhas que se lhes adivinham, um pensa rápidamente em fazer um “refúxio nuclear” na bodega, e acumular nela o maior número de conservas possíbel.

 

léria cultural

O MAR. O AZUL CORPO DO MAR.

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Eis o ditoso silencio deste espazo,

brava música que agarima os astros

e non olvida as cousas pequeniñas do mundo.

 

Eu o contemplo.

Dentro, ningún navegante posuíu o mar.

 

francisco candeira

ILDEFONSO GRAÑA CORTIZO

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               Também conhecido como “Alfonso I da Amazónia” viu a luz o cinco de marzo de 1878 em Amiudal, uma das nove aldeias do Concelho de Avión, na província de Ourense (Galiza).  O seu pái, Xosé Benito era sastre e a sua nái, Xoaquinq, labradora.  Amiudal por aquel entón era unha pobre e mal comunicada aldeia da montanha no mais agreste da xeografia galega, com vivendas que, na sua maior parte, conservavam ainda os telhados de colmo.  A doença e a fame mondavam as famílias completas obrigando a emigrar a unha grande parte dos seus habitantes, como sucedeu em outras muitas zonas da Galiza.  Muitos escolheron o Brasil, xa que o goberno deste país pagaba o pasaxe de quantos quixeram estabelecer-se neste rico e extenso lugar.  Ildefonso Graña Cortizo, sendo ainda muito novo, a fins do século XIX, emigra “ás américas”,  recalando em Belém do Pará e despois dirixe-se a Manaus, trasladando-se posteriormente a Iquitos (Perú), onde aparece documentado em 1910 e alí trabalha em vários ofícios inclusive o de “seringueiro”.  Após a “críse da borraxa”, o seu espírito aventureiro o levou a “desaparecer da civilizacion” dirixindo-se ao mais apartado da selva onde habitavan os temíveis indios do continente americano, os Xíbaros.  Segundo o relato de Emílio Rosendo:  “Graña internou-se na selva acompanhado de um amigo e vecinho (…)”   Outros autores defendem versions diferentes, uns que foi raptado polos indios para casar-se com a filha do xefe, ó falecer este, quedou el como “Rei dos Indios Xíbaros”;  mentras que outros sostenhem que Graña matou a outro patrón e refuxiou-se entre os indios aguarunas onde foi bem recibido casando-se com unha india.

 

               Cesáreo Mosquera conta, com todo o luxo de detalhes, como rescata a um aviador que caiu na selva;  como o embalsama e traslada, posteriormente, a Iquitos trás quase dous messes de viaxe; também, como saiu em auxilio d’unha expedicion que se encontrava perdida e sem víveres na selva e como fai de guía á Standar Oil, á Standar California nas suas exploracions pola selva em busca de petróleo ou em missions científicas como foi o caso da Latin Expedition…   e também relata o que aprendeu dos indios sobre plantas, venenos…  e os mistérios da selva amazónica.  Así como a classe de barcos que podian navegar por aqueles rios, calado, etc…   Todas estas informacions eram enviadas a Madrid, ó capitán Iglesias Brage para facilitar-lhe os preparativos da sua futura “Expedicion Iglesias ó Amazonas” e graças a isso e á meticulosidade do capitán que arquivou estes e outros documentos nos permite hoxe resgatar estas valiossíssimas informacions com as que documentamos a vida de Ildefonso Graña.

 

maximino fernandez sendín

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CANTIGA DA FRONTEIRA SEN TEMPO

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Namorei amiga de alén do río

co ar que pasa cedo na barquiña do río

Namoreina, meu amigo

 

E ten ela peixes de auga leda no seo

no pelo longo como o río bágoas do ceo

Namoreina, meu amigo

 

E se a min chama, souril, de alén, do outro lado,

unha ponte de ar levanta, de ar moi calado

Namoreina, meu amigo.

 

Namoreina, meu amigo,

por non ir e vir, por non cansar, que me mata

por non caír no río

que soña o seu pelo de ouro e de prata.

 

francisco candeira

 

ILDEFONSO GRAÑA CORTIZO

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               Isto permitiu-nos conhecer que Graña se encontrava, em 1922 “reinando” no Alto Maranhon, Pongo de Manseriche, Rio Nieva e Santiago vivendo entre os indios Xíbaros Aguaruna e Huambisa. Que a partir dessas datas comezan a baixar com grandes balsas cargadas de ricas variedades de productos da selva a Iquitos, onde os venden, e aproveitan para encontrar-se com Cesáreo Mosquera.  Com el levava como bogas (remeiros) a vários indios aos que, cortava o cabelo, passeavan em coche, levava-os ao cinema, comprava-lhe xelados, punha a rádio e curavan as feridas.  “Os indios o admiravan e seguian a todas as partes (…)”  Facia também de guía a diferentes expedicions, á Standar Oil, Standar California, Latín Expedition American… pola selva, tanto científicas, como comerciais em busca de petróleo.  Acude em auxilio de um grupo de americanos que formavan parte de unha expedicion científica, perdida na selva, quedando sem alimentos “e tabaco”…  Assim como ensina ós indios a extrair o sal das águas de um rio, salino, utilizando unha paila para obter maior quantidade do preciado sal que logo vendia a bom preço…  Intervinha nas guerras entre tribus, “civilizando-os á sua maneira”.  Mas talvez o episódio mais famoso, foi o resgate de um piloto das forzas aéreas peruanas que se despenhou na selva, e que Ildefonso depois de embalsamar traslada, xunto com dous hidroavions que tinham caido até Iquitos.  Trás quase dous meses de peripécias, xa que tiveron que atravessar o temido Pongo de Manseriche, um rápido que tragava tudo.  Logrando entrar em Iquitos depois de unha aventura sem precedentes.  Alí é recibido xubilosamente, obséquiado e gratificado polas autoridades e a família do falecido, que pertencia a uma influente linhaxe peruana.  Este foi um dos mais belos e interesantes relatos de aventuras, “deu fama” e algo de dinheiro a Ildefonso Graña.  Tamém descubrimos que um dos aeroportos mais importântes do Perú, leva o nome do piloto rescatado por Graña.

 

maximino fernandez sendín

 

SEREI DE RIBA DE CHAN

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Serei de riba de Chan.

Riba de Chan é a miña Patria.

Riba de Chan queda xalundes.

Podo recordar

o retrato dunha clepsidra

cruzada por unha gran nube de neblina,

bruxas e barcos imponentes que se acercan

(orgullosos, serios, tenros, moi lentos).

Un varredor que fala de Tarot, de runas,

números e grafoloxía.

 

O Nilo entrou en min: cada vez flui máis lonxe.

Compenso a súa  ausencia figurando o cero

e o tres coa man esquerda,

coa man direita

figuro o seis e o nove.

Con ambas as dúas mans simbolizo

o número oito.

Pouso as gafas.

Acaricio uns anteollos.

Unha figa e un arrouto

reprimido poñen a camiñar un gato.

 

Hai poetas que non existen

porque parecen perfeitos.

Outros coexisten

porque son emigrantes

do tempo.

 

Vivo a fins de Xaneiro

e ando un mes atrasado.

Puidera estar once meses adiantado,

estar a tumbar dous paxaros dun só tiro.

 

Teño que rematar este poema

e vou á cociña. Corto a primeira

fatía de Bolo Rei e tócame a faba,

corto a segunda e tócame o “brinde” (un brinco).

 

Eu son de Riba de Chan.

 

FRANCISCO CANDEIRA

MOSQUERA E GRAÑA CAPITANS DO MATO

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               Cesáreo Mosquera, mentras Graña lhe dicta, escreve para o capitán Iglesias Brage numerosa informacion que ambos consideran pode resultar de interese para  a futura expedicion.  Tamém envian mostras de prantas, animais, frutos diversos, petróleo…   para seren analizados, assim como cartas que por sí mesmas son valiosos documentos sobre os conhecimentos de unha cultura milenária narrada pelos indios Xíbaros que acompanhavan a Graña cada vez que baixava a Iquitos para vender mercadorias, e aos que entrevistava Mosquera e, é nestas interesantes e curiosas “entrevistas”, quando desvelan o seu conhecimento do mundo.  Toda esta documentacion, mostra, fotografias…   enviadas ao capitán Brage a Madrid onde estava a sede da expedicion.  É aquí onde acude e entra em xogo o famoso xornalista e escritor Víctor de la Serna, que se convertirá num entusiasta defensor da “Expedicion Iglesias ó Amazonas” e através de diferentes artígos na prensa e revistas dá a conhecer a organizacion…  durante mais de cinco anos.  Mas nunca chegou a realizar-se, principalmente debido a esses personaxens que quase sempre aparecem em todo proxecto “que non fan nem deixam facer” ainda que outros autores culpan o começo da Guerra Civil.   Graças á documentacion, mais de cinquenta cartas e documentos e vintinove fotografías que san á luz por primeira vez e ós trabalhos de campo realizados na sua aldeia natal, família, vecinhos…  Conseguimos dar veracidade ó que parecia unha lenda pois de non contar com estes testemunhos escritos, muito do que aquí relatamos poderia entrar no xénero do incrível.   Estas son algunhas das xestas deste insigne aventureiro que foi Ildefonso Graña Cortizo “que podia movilizar a cinco mil indios”, e que bem merece figurar nos anais da história como um valente explorador dos segredos da selva amazónica e, ademais, logrou o que nunca antes puido conseguir um home branco, viver e “reinar” entre os indómitos indios Xíbaros e ser seguido e admirado polos nativos até á sua morte.

 

maximino fernandez sendín

 

GOZO DO ENFÁTICO TRINO

nesta lúbrica alborada ateigada de avelairas…

Neste cuarto alado por soños

sen presenza de careixas

síntome iluminado

e, moi ledo, xa todo me namora:

Mundo e Luz (non esa cinza)

 

E tamén – agasallado por ti

e por estas tellas (cadernos ruborizados

imbricando sabeduría cuxas letras

unha neve de antano xa borrou) –

as follas máis novas dos amieiros,

seivas ocultas,

veigas onde brillan viñas,

o vento e as carqueixas,

mil camiños andados, outros mil que non pisei,

catro cores quentes para catro aves,

todas as barallas por cadubar,

chanzos de luz,

arume orballado,

lerias e trebellos coruscantes,

mil libros nacidos da pedra e do aire,

mil alboradas, mil tardes, mil noites

abertas entre a memoria e o olvido.

 

FRANCISCO CANDEIRA

ALFONSO I REI DOS XÍBAROS

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               Um xovem campesino galego da província de Ourense (Amiudal-Avión) nunha das zonas mais agrestes, montanhosas e pobres, por aquel enton, da Galiza profunda, que emigrou a fins do século XIX ó Brasil e posteriormente trasladou-se a Iquitos (Perú) nos principios do passado século, dando início a unha das mais incríveis aventuras que o home branco puido contar, entre os indómitos e temíveis indios Xíbaros, do Alto Maranhon, sobre os que reinou até á sua morte.  Um vecinho de Avión, Emílio Rosendo que ainda vive, tendo noventa e cinco anos de idade, e era amigo dunha das pessoas que embarcara com Alfonso Graña.  Como muitos outros desta terra, Alfonso Graña, emigrou para o Brasil recalando em Manaos.  Trás um tempo nesta cidade, embarcou de novo, desta vez rumo a Iquitos (Perú) onde está documentado o seu paradeiro no ano 1910, sabemos que permaneceu por estes sitios durante dez anos.  Depois da crísis do caucho (1922) A. Graña interna-se na selva xunto com um amigo e vecinho que com el tinha emigrado a essas latitudes, atopando-se com unha tribu de indios Xíbaros, os quais matan o seu acompanhante, mentras que a Alfonso Graña lhe respeitam a vida.  Porque segundo parece a filha do rei dos Xíbaros, se encapricha por el.  Quando morre o seu sogro, Alfonso Graña é o seu sucesor no trono.  Reinando durante doze anos entre as tribus Xíbaras, Aquaruna e Huambisa, até que lhe sobreveio a morte por unha doença terminal, em 1934.   E probavelmente tudo teria ficado no esquecimento se a casualidade e a fortuna non se tiveran dado a man com efeito de que em Iquitos rexentara unha concurrida libraría “Amigos del País”, outro célebre personaxem galego da Costeira (Ribadávia) cuxo nome era Cesáreo Mosquera, que procedia polo tanto, dunha zona próxima á da Graña na Galiza (18 Km).  C. Mosquera convertiu a sua libraría num lugar de encontro da colonia espanhola e doutros países que trabalhavam na rexion peruana de Loreto.  Mosquera ó ter conhecimento por um artigo de Victor de la Serna (1931) de que em Espanha o capitán Iglesias Brage preparava unha expedicion científica ó Amazonas, puxo-se em contacto com el e ofereceu o seu apoio e o do seu amigo, Alfonso Graña.  “Depois de ler o que dí o amigo da Serna.  Suponho que será unha broma, mas se por acaso non o é, aquí estamos Graña e eu.  Pero em menuda se vai ustede meter (…).   Escriba-me porque podemos ser-lhes de útilidade Graña e eu quando ustedes fagan a loucura de cair por aquí.”

 

MAXIMINO FERNANDEZ SENDÍN