
A educaçón secundária para as raparigas era um priviléxio exclusivo das filhas da clásse alta rusa e dos polacos ricos. Em 1887, um decreto promulgou que os filhos de pais com menos meios foram apartados da educaçón superior, para non despertar neles o descontento social. As candidatas xudías xá tinham sofrído a restriçón das vacantes, e debíam pagar extraordinários aportes se queríam ser admitidas num instituto. O pai de Rozalia queria dar aos seus filhos varóns a melhor educaçón possíbel, e conseguíu unha praça para a sua filha menor num dos melhores lugares, dada a sua situaçón, posto que o coléxio femenino do primeiro distrícto de Varsóvia estaba reservado exclusivamente para as filhas dos funcionários e oficiais rusos. No instituto de Rozalia, essas raparigas também formabam a maioria, mas ademais había polacas de famílias burguesas e, em casos excepcionais, xudías. Rozalia teve que submeter-se a unha proba de admisón, que superou sem sobresaltos. Era unha alumna brilhante, se bem non tinha gozado das mesmas condiçóns materiais para a aprendizáxe que outras raparigas da sua clásse. Non tinha ningúm libro de estudo, nem atlas, nem obra de referência, e o seu material limitaba-se aos apontamentos que tomaba nas classes ou aos libros que outras alumnas lhe deixabam folhear durante os recreios. O programa da escola contaba com quatro idiomas, três matérias de matemáticas e várias de ciências naturais; história, desenho, manualidades e, naturalmente, relixión (unha matéria que figuraba em primeiro lugar no boletín). Para lograr sempre notas boas e excelentes fazía falta unha grande aplicaçón, mas isso non lhe bastaba a Rozalia, sedenta de conhecimentos. O estado insatisfactório do sistema educativo criába mau estar entre os alumnos e alumnas das clásses altas.
MARIA SEIDEMANN