
Começamos entao, a entender non entendendo as palabras; as frases que também, pensávamos, poderiam ser dirixidas ao vizinho. Olhamos para os que estao no cimo da TV do Shopping e desfiamos-lhes as gravatas. Deixamos de pensar que eles pensam e passamos a considerar que só desejam. Desejam “Poder”; desejam fazer sem utilidade social. Continuamos o passeio dos peregrinos, mas, neste caso sem “Santuário predestinado”, e encontramos que o Governo pretende trocar as palabras e o significado das mesmas; passa-se ao eufemismo político sem alterar a praxis da questón. Fála-se, acompanhados por um coro de personalidades com relevo curricular mais político que académico e de duvidosa sapiência, que non se terá “segundo Resgate, no entanto afirma-se com ares de quem sente orgulho, que chegará a “Cautelar”… Para reforçar a ideia da diferença, que non é tal, ouvimos que non será necessário o apoio da oposiçao. No entanto, sentimos como se omite; se esconde que com tal nova de “Cautelar” a vigilância “estranha” continuará; a direçao continuará a ser a mesma, a nao ser que resolvam mudar de troicos e venham outros tán feios, bonitos, bons ou maus como os troicos que os antecederam. Nada muda; mudam as palabras: Portugal, as EDPs, as CTTs de novo cunho continuaram a ser vendidos e os reformados nao escaparam da tesoura.
JOSÉ LUÍS MONTERO MONTERO