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ESCRITORES HISPÂNOS (MIGUEL ANTONIO CARO)

CARO, Miguel Antonio (Bogotá, 1843-1909). Ensaista e crítico colombiano que foi presidente do seu país de 1892 a 1898. A sua poesía xuvenil, “Poesías” (1866), tivo pouca qualidade, mas as suas traduçóns das “Églogas” e das “Geórxicas” de Virgilio som probabelmente as melhores em castelán. O Instituto Caro y Cuervo de Bogotá reeditou as obras de este autor, entre elas as “Poesías latinas” e as “Versiones latinas” (1951), “Estudios de crítica literaria y gramatical” (1955, dous volûmes), unha nova ediçón da “Gramática de la lengua latina” que escrebeu em colaboraçón com Rufino J. Cuervo e unha nova ediçón das suas “Obras completas” (1962-1972, dous volûmes).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ EUSEBIO CARO)

CARO, José Eusebio (Ocaña, 1817-1853) Poeta romântico de Colombia. Primeiro sentíu-se atraído polo racionalismo, mas ao final acabou sendo católico. Em 1836 fundou a revista literaria “La Estrella Nacional” e ao ano seguinte o xornal liberal “El Granadino”. A sua poesía cívica e filosófica clamaba abertamente pola liberdade de consciência de todos os homes, inspirada em Byron. “En alta mar” é um impresionante poema filosófico, talvés o melhor dos que escrebeu, ao lado de “La libertad y el socialismo”. Durante o goberno de José Hilario López, Caro exíliou-se nos Estados Unidos. Depois do seu regreso quatro anos mais tarde morreu de fébre amarela. O seu filho, Miguel Antonio Caro, foi também um conhecído literato. Publicaron-se várias antoloxías da sua obra: “Obras escogidas en prosa y verso” (1873), Poesías (Madrid, 1885) e “Antología: verso y prosa” (1951). O seu “Epistolario” apareceu em 1953.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSEP CARNER I PUIG-ORIOL)

CARNER I PUIG-ORIOL, Josep (Barcelona, 1884-1970) Poeta catalán que passou unha grande parte da sua vida no exílio e contribuíu para o engrandecimento da sua fala, ao igual que Guerau de Liost. Foi a figura mais alta do “Noucentisme” catalán, superando com muito ao célebre “Xènius” (Eugeni d’Ors). O seu primeiro libro foi “Llibre dels poetes” (1904). Contribuíu com artígos de subtil ironía a “La Veu de Catalunya”, em cuxa ediçón axudou durante muitos anos. A sua poesía primeira era a miúdo xoguetona, muito distânte da gravidade da sua obra posterior: “Primer llibre de sonets” (1905), “Els fruits sabrosos” (1906), “Segon llibre de sonets” (1907), “Verger de les galanies” (1911), “Les monjoies” (1912), “La paraula en el vent” (1914, ainda que sem data), “Auques i ventalls” (1914), “Bella terra, bella gent” (1918), “L’oreig entre les canyes” (1920), o último, publicado o mesmo ano em que fundou “Amics de la Poesia”. Começou a sua carreira diplomática em 1921 e viveu algum tempo em Costa Rica, França, Chile e México. Depois da guerra civil española exíliu-se em México e seguidamente em Bruxélas. Em México fundou a “Revista dels Catalans d’Amèrica” e colaborou como fundador em “España Peregrina”, editada pola Junta de Cultura Española. Publicou na colecçón “Séneca”, que dirixía José Bergamín, a traduçón ao castelán do seu poema “Nabí” (1942), assim como “Misterio de Quanaxhuata” (1943). Xá desde Bruxélas, colaborou com a orixinal revista Quaderns de L’Exili. Carner escrebeu sempre em catalán e com Carles Riba foi o poeta que mais influênça teve nos poetas xóvens de Catalunya. Os seus últimos libros oferecem unha visón riquíssima da profundidade simbólica e de imáxes da fala catalán: o exemplo mais alto desta poesía metafísica é “Nabí” (1941), no qual a história bem conhecida de Jonás se converte no eixo de discusón do problema da fé e do desacreditamento. Entre os libros que escrebeu fora da península, mencionaremos “La inútil ofrena” (1924), “El cor inquiet” (1925), “Sons de lira i flabiol” (1927), “El veire encantat” (1933), “La primavera al poblet” (1935), “Lluna i llanterna” (1935) e xá durante o exílio, “Paliers” (1950, com traduçón francesa), “Llunyania” (1952), “Arbres” (1954), “Obra completa I”: “Poesia” (1957), “Bestiari” (1964) e “El tomb de l’any” (1966). Entre os seu contos figuram “La creació d’Eva i altres contes” (1922) e “Les bonhomies” (1925). A sua labor de traduçón é exemplar pola sua fidelidade aos textos: Shakespeare, Hans Christian Andersen e Villiers de l’Isle Adam. Em 1974 apareceu “Escrits inèdits i dispersos, 1898-1903”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (EFRAÍN CARDOZO)

CARDOZO, Efraín (1906-1981). Historiador do Paraguay cuxos libros “El Chaco en el régimen de las intendencias” (1930) e “El Chaco y los virreyes” (1934) contribuírom para as negociaçóns de paz com Bolivia em 1938, depois da guerra do chaco. Desde o ponto de vista de Cardozo, os factores mais determinantes da personalidade nacional de Paraguay non som de ordem económico, xeográfico ou racial, senón as ideias comuns sobre a Liberdade e Deus. Defende esta extravagante ideia em “El sentido de nuestra historia” (1953) e no seu libro “El Paraguay colonial” (1959). Em 1959 publicou unha importantíssima “Historiografía del Paraguay” (2 vols.).

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ESCRITORES HISPÂNOS (LUIS CARDOZA Y ARAGÓN)

CARDOZA Y ARAGÓN, Luis (Antigua, 1904). Poeta, ensaista e crítico de arte guatemalteco, afincado em México. Estudou literatura, filosofía e arte na Europa. Viveu vários anos da sua xuventude em París e outros lugares da Frânça, onde estudou literatura francesa e acabou interesando-se por García Lorca. Há unha certa influênça do subrrealismo na sua vasta e farto complexa produçón poética: “Luna Park” (París, 1923), “Maelstrom” (París, 1926), “La torre de Babel” (La Habana, 1930), “El sonámbulo” (México, 1937) e “Pequeña sinfonía del Nuevo Mundo (Guatemala, 1949), entre outras obras. Os seus melhores ensaios figuram em “Guatemala”: “Las líneas de su mano” (México, 1955), na qual Cardoza prantéxa a necessidade de unha revoluçón política, social, económica e cultural, para lograr que todos os guatemaltecos alcancem a igualdade. Escrebeu também numerosos estudos sobre arte, entre os que mencionaremos somênte “Pintura mexicana contemporánea” (México, 1953) e “México: pintura activa” (México, 1961). Actualmente desarrolha unha intensa actividade em favor dos direitos humanos em Guatemala. Tem pronunciádo infinitude de conferências, sobre a realidade do seu país.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ONELIO JORGE CARDOSO)

CARDOSO, Onelio Jorge (Calabazar de Sagua, 1914). Contista cubano. Os seus temas e personáxes derivam da vida campesina do seu país, ainda que mostra igual conhecimento do mundo urbano. As suas obras mais representativas som “Taita, diga usted cómo” (México, 1945), “El cuentero” (1958), “Cuentos completos” (1960; ed. ampl., 1965), “Gente de pueblo” (1962), “La otra muerte del gato” (1964), “El perro” (1965) e “Iba caminando” (1966).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ALFREDO CARDONA PEÑA)

CARDONA PEÑA, Alfredo (San José, 1917). Poeta e crítico costarricense. Exiliádo em México em 1928. Está considerádo o melhor poeta da xeraçón de 1940. Escrebeu “El mundo que tú eres” (México, 1944), “Poemas numerales (1944-1948)” (Guatemala, 1950) e “Zapata” (México,1954). O seu último estilo é mais libre em quanto à rima e ao metro; os seus temas som o passado histórico e lexendário dos pobos americanos e tínxe-se com o ténue chauvinismo tán típico de alguns poetas hispanoamericanos. Ganhou o Premio Centroamericano de Poesía (Guatemala, 1948) e o Premio Interamericano de Poesía (Washington, 1951). A sua crítica literária reuníu-se em “Pablo Neruda y otros ensayos” e “Semblanzas mexicanas” (ambos México, 1955).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JENARO CARDONA)

CARDONA, Jenaro (San José, 1863-1930). Poeta e novelista costarricense. A sua novela “El primo” (1905) foi a primeira novela costarricense de costûmes que atacou a alta sociedade da Costa Rica ao final do século XIX e princípios do XX. O seu outro românce “La esfinge del sendero” (Buenos Aires, 1916; reed., San José, 1970), que afronta o problema do celibato dentro da Igrexa católica, com bastante penetraçón psicolóxica e unha boa dose de ironía. Os seus contos forom reunidos em “Del calor hogareño” (1929).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ERNESTO CARDENAL)

CARDENAL, Ernesto (Granada, 1925). É um dos poetas mais importantes de Nicaragua. Depois de estudar na Universidade de Columbia, passou algúm tempo em Nicaragua e México. Cardenal voltou para os Estados Unidos em 1957, onde ingresou no mosteiro trapense do poeta Thomas Merton. Deixou constância do seu retiro naquel lugar em “Gethsemani”, Ky. (1961). Por esses anos publicou também “Hora 0” (México, 1960) e “Epigramas” (México, 1961) que, polo contrario, som agudas sátiras e agrias denuncias da corrupçón dos gobernos hispanoamericanos. Nestes dous libros figuram também alguns dos mais belos poemas de amor de Cardenal, escritos baixo a influênça dos poetas clássicos, especialmente de Catulo. A força expressiva de Cardenal reside no equilibrio que logra entre os elementos contemplativos e os activos dentro da sua poesía. A pesar de que se percebe a influênça de Pound, Eliot, William Carlos Williams e outros poetas, a sua é unha voz orixinal e autêntica que pode comparar-se com Neruda, ainda que muito diferênte deste noutros aspectos. Segundo J. M. Oviedo, a força da sua poesía reside em fazer-nos pensar que a história de América é unha profecía, que a sua utopía existíu unha vez e que signos recentes anûnciam que se encontra no meio da hecatombe. Cardenal levou a cabo unha experiência criativa a nível artesanal, e cultural em xeral, na ilha nicaragüense de Solentiname, onde organizou ao pobo em talheres que producíam artesanías, ao mesmo tempo que aprendíam a comprehender textos de Marx e da Biblia. A comunidade foi acabada pola polícia de Somoza e em grande parte foi masacrada. Cardenal exiliou-se novamente e ao rebentar a revoluçón sandinista solidarizou-se com ela. Actualmente forma parte do goberno do seu país, como ministro de Educaçón e Cultura. A sua “Antología” (Buenos Aires, 1971) reúne poemas novos e bastântes das primeiras épocas: “Salmos” (Medellín. 1964; ed. def., Buenos Aires, 1969); “Oración por Marilyn Monroe y outros poemas” (Medellín, 1965); “El estrecho dudoso” (Madrid, 1966) e “Vida en el amor” (Buenos Aires, 1970). Logo publicou o poema extenso “Homenaje a los indios americanos” (León, Nicarágua, 1969), o inspirado “En Cuba” (Buenos Aires, 1972), no qual Cardenal reconhece alguns erros do goberno cubano, mas acredita encontrar-se alí o novo home irmán do seu irmán; o “Canto nacional” (México, 1973), que continúa a tradiçón do nerudiano “Canto general”, e o “Oráculo sobre Managua” (1973). Em 1975 apareceu “El evangelio en Solentiname”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (RICARDO CARBALLO CALERO)

CARBALLO CALERO, Ricardo (Ferrol, 1910). Poeta galego e professor de literatura galega da Universidade de Santiago de Compostela. Os seus estudos literários albergam “Sete poetas galegos” (1955), “Aportaciones a la literatura gallega contemporánea” (1955), “Contribución ao estudio das fontes literarias de Rosalía” (1959), “Historia da literatura galega contemporánea” (1963 e 1975) e “Gramática elemental del gallego común” (1968). A sua “novela rexional”, “A xente da barreira” (1963) está situada no século XX. As suas obras de teatro som: “Farsa das zocas” (1963) e “A arbre” (1965). Na sua poesía destacam: “Vieiros” (1931), “O silenzo axionllado” (1934), “Anxo de terra” (1950), “Poemas pendurados d’un cabelo” (1952) e “Salteiro de Fongoy” (1961).

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ESCRITORES HISPÂNOS (EMILIO CARBALLIDO)

CARBALLIDO, Emilio (Córdoba, Veracruz, 1925). Contista e autor teatral mexicano. Como neorrealista levou a vida quotidiana para a escena, em obras como a sua primeira peça teatral, “Rosalba y los llaveros” (1950). Como autor fantástico e poético criou o novo auto sacramental “La zona intermedia”, de este mesmo ano. Outras obras suas non neorrealistas som “La danza que sueña la tortuga”, escenificada por primeira vez em 1955, como “Las palabras cruzadas” e publicada despois, xá com o título definitivo, em “Teatro mexicano del siglo XX (1956, volûme III); “Felicidad”, estreáda em 1955 e publicada o mesmo ano, e “D F” (1957), que alberga nove obras em um acto na primeira edicçón e quatorce na segunda (1962). Outras obras fantásticas som: “La hebra de oro” (1956), “El día que se soltaron los leones”, “El relojero de Córdoba” e “Medusa” (publicadas xunto com “Rosalba” em 1960), nas que se combinam os seus dous estilos e fai surxir um novo modo de escreber. As suas novelas curtas som: “La veleta oxidada” (1956), “El norte” (1958) e “Las visitaciones del diablo” (1965), da qual se fixo um filme. Todas mostram unha grande seguridade narrativa, à vez realista e de fina penetraçón psicolóxica. “La caja vacía” (1962) reúne dez contos realistas, enmarcados no estado de Veracruz.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO DE CAPMANY SURIS I DE MONTPALAU)

CAPMANY SURIS I DE MONTPALAU, Antonio de (Barcelona, 1742-1813). Historiador e crítico literário catalán. Deixou a um lado as suas aspiraçóns militares, para convertir-se em colono de Sierra Morena, dentro do proxecto de Olavide para reflorestar e renovar a agricultura da rexión, mas regressou a Madrid para ser secretário permanente da Real Academia de la Historia. Durante a invasón francesa refuxiou-se em Cádiz, onde foi deputado nas famosas Cortes. A sua “Filosofía de la elocuencia” (1777) teve unha grande influênça no seu tempo (sendo reeditada em Londres, 1812). O seu “Teatro histórico-crítico de la elocuencia española” (1780-1794, cinco volûmes) resulta unha longa defesa da literatura espanhola, escrita contra os críticos da enciclopédia francesa, como Masson de Morvilliers, que a despreçavam totalmente. A sua obra mais importante foi a investigaçón “Memorias históricas sobre la marina, comercio y artes de la antigua ciudad de Barcelona” (1779-1792). Tamém publicou “Antiguos tratados de paces y alianzas entre algunos reyes de Aragón y diferentes príncipes infieles de Asia y África (1786).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ARTURO CAPDEVILA)

CAPDEVILA, Arturo (Córdoba, 1889-1967). Professor universitário, poeta e ensaista arxentino. Os seus melhores libros som o melancólico “Melpómene” (1912) e “La fiesta del mundo” (1922), que alberga a xubilosa “Canción de la recién nacida”. A sua autobiografía consta de “El tiempo que se fue” (1926), “Córdoba del recuerdo” (1937) e “Córdoba azul” (1940).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ DE CAÑIZARES)

CAÑIZARES, José de (Madrid, 1676-1750). Autor teatral da escola de Calderón igual que Antonio de Zamora. Ingresou ao serviço do duque de Osuna. Á idade de quatorze anos escrebeu a sua primeira comédia, “Las cuentas del Gran Capitán”, na qual xa mostraba unha reaçón contra o gosto neoclássico, que finalmente había de ser dominante na escena espanhola durante o século XVIII e que tornaría a sua obra opaca. As suas obras forom representadas em Madrid, onde alcanzarom bastante popularidade, entre os anos 1704 e 1742. Particularmente aplaudidas forom as “comédias de figurón” como: “El dómine Lucas”, onde satiriza a vida e as costûmes dos estudantes da Universidad de Salamanca, tema xá tratádo por Lope, mas que foi superado nesta obra. Outras pezas interesantes som: “El picarillo en España, señor de la Gran Canaria”, obra basseáda em feitos históricos com unha excelente caracterizaçón das personáxes; “Abogar por su ofensor, e Barón del Pinel”; “El honor da entendimiento, e el mas bobo sabe más”; “La más ilustre fregona”, baseada na novela ejemplar de Cervantes; “Por acrisolar su honor, competidor hijo y padre”, de um orixinal perdido de Lope de Vega, e “Yo me entiendo y Dios me entiende”. Escrebeu também unha imitaçón de “El alcaide de sí mismo” de Calderón: “También por la voz hay dicha” . Escrebeu assim mesmo, “zarzuelas”; entre as melhores podemos destacar “Angélica y Medoro”. As suas “Comedias escogidas” forom publicadas em dous volûmes (1828-1833).

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ESCRITORES HISPÂNOS (MANUEL CAÑETE)

CAÑETE, Manuel (Sevilla, 1822-1891). Crítico e poeta menor. Muito conservador políticamente; como Valera, foi um “idealista” em literatura e opuxo-se ao “liberalismo” que encarnaba Leopoldo Alas “Clarín”. Foi crítico teatral em Madrid durante muitos anos em xornais e revistas como “La Ilustración Española y Americana” e outros. Poesías (Granada, 1843) foi um libro medíocre; as suas obras de teatro forom igualmente esquecidas, com a excepçón de “El duque de Alba” (1845). Cañete foi admitido na Real Academia em 1857. Editou a obra de vários dramaturgos temperáns: Lucas Fernández, Jaime Feruz, Agustín de Rojas, Francisco de las Cuevas e Alonso de Torres. Entre os seus ensaios teatrais figuran “Sobre el drama religioso español antes y después de Lope de Vega” (1862) e “Teatro español del siglo XVI” (1885).

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