CEPEDA SAMUDIO, Álvaro (1926). Novelista e contista colombiano, que é considerado no seu país, xunto a García Márquez, Rojas Cerazo e Alberto Sierra, um dos melhores escritores de ficçón contemporâneos. “Todos estamos a la espera” (1954) é unha visón do home contemporâneo perdido na xungla urbana que el mesmo criou. Obra desagradábel, tensa e ácida, utiliza a história como unha alegoria da crescente tecnoloxizaçón e deshumanizaçón da nossa época. “La casa grande” (1962) é um românce no qual reconstruie o passado dunha família a través da sua correspondência.
CELA TRULOCK, Camilo José (Padrón, Corunha, 1916). Novelista, contista, poeta, escritor de libros de viáxens e “tremendistas”. Unha das suas melhores obras foi “La familia de Pascual Duarte” (1942), que marcou unha nova direcçón à narrativa espanhola da póstguerra pola sua sobriedade, concissón e dramatismo. Outras novelas importântes som “Pabellón de reposo” (1944), “Nuevas andanzas y desventuras de Lazarillo de Tormes” (1944), a excelente novela neorrelista “La colmena” (Buenos Aires, 1951), que descrebe a vida interna de um café e os seus arredores no Madrid de 1943; “Mrs. Caldwell habla con su hijo” (Barcelona, 1953), em que unha mullher xá senil chora o seu filho morto; “La catira” (Barcelona, 1955), subtitulada “Historias de Venezuela”, na qual incorpora palabras utilizadas nesse país, para narrar unha história alí passada (tal qual Valle Inclán fíxo em Tirano Banderas); “Tobogán de hambrientos” (Barcelona, 1962), Vísperas, festividad y octava de San Camilo del año 1936 en Madrid” (1969), sobre o proletariado madrileño durante os inicios da guerra civil. Entre os seus contos citaremos “Esas nubes que pasan” (1945), “El bonito crimen del carabinero y otras invenciones” (1947), “El gallego y su cuadrilla” (1951), “El molino de viento y otras novelas cortas” (Barcelona, 1956), que foi vista como unha versón provinciana de “La colmena”; “La familia del héroe” (1965); “Viaje a USA” (1967) e “Nuevas escenas matritenses” (1965-1966, 7 volûmes), que som esperpentos de humor negro. Os seus libros de poemas som “Pisando la dudosa luz del día”, escrito em 1936, mas publicado em 1945 e “Cancioneiro de la Alcarria” (1948). Dos seus libros de viáxes destacam: “Viaje a la Alcarria” (1948), brilhante série de esboços; “Del Miño al Bidasoa” (1952); “Primer viaje andaluz” (1959); “Viaje al Pirineo de Lérida” (1965); “Madrid” (1966); e “Barcelona” (1970). As suas “Obras completas” aparecerom em 1972 (8 volûmes). Como editor, fundou unha das revistas mais importântes da España, “Papeles de Son Armadans”. Em 1983, apareceu “Mazurca para dos muertos”.
CEJADOR Y FRAUCA, Julio (Zaragoza, 1864 – 1927). Crítico literário, historiador e professor da Universidade de Madrid. As suas obras mais importântes som “Tesoro de la lengua castellana” (1908-1914) e a “Historia de la lengua y la literatura castellana” (1915-1920, 14 volûmes), mas também realizou unha grande quantidade de ediçóns de clássicos espanhois como Gracián, Mateo Alemán, Quevedo e o arcipreste de Hita. Os seus ensaios e novelas caíron num xusto esquecimento. Outros trabalhos seus forom “Fraseología y estilística castellana” (1921 – 1925, 4 volûmes), “La verdadera poesía popular castellana” (1921-1924) e dous trabalhos que se publicarom depois da sua morte, “Recuerdos de mi vida” (1927) e “Vocabulario medieval castellano, publicado em 1929.
CAVIA, Mariano de (Zaragoza, 1855 – Madrid, 1919). Escritor espanhol. Estudou dereito e cultivou o xornalismo. Em 1880 trasladouse a Madrid, onde colaborou no “El liberal” e, posteriormente, no “El Imparcial” e no “El Sol”. Artígos amenos e lixeiros, abarcando temas muito diversos, desde a tourada à decadência da língua e aos comentários literários.
CATECISMO DO LABREGO. Obra anónima galega, recolhida e publicada em 1888 por V. Lamas Carvajal, que, parodiando os catecismos escolares, denuncia as inxustiças de que sempre forom víctimas os labradores galegos, e o seu âncestral desâmparo.
CATALÀ, Víctor (1869 – 1966). Pseudónimo de Caterina Albert i Paradís, a escritora catalán mais famosa do primeiro terço do século XX. Escrebeu novelas realistas e contos da Costa Brava, assim como obras de teatro e poesía. A sua melhor novela é “Solitud” (1905). Do resto da sua obra podem-se citar “Drames rurals” (1902), “Caires Vius” (1907), “Ombrívoles” (1910), “Un film” (1926), “Viola mòlta” (1950) e “Jubileu” (1951).
CASTRO Y ROSSI, Adolfo de (Cádiz, 1823 – 1898). Erudicto e historiador, que escrebeu sobre os reinados de Felipe II e de Fernando VII. Por algum tempo o seu “Buscapié” pseudocervantino enganou alguns escritores e críticos literários. Escrebeu unha novela picaresca e satírica, “Aventuras literarias del iracundo extremeño don Bartolomé Gallardete” (1831), as histórias das cidades de Cádiz e de Jerez em (1845) e unha útil “Historia de los judíos en España” (1847). Compilou um volûme de “Curiosidades bibliográficas” (1855) e dous de “Poetas líricos de los siglos XVI Y XVII” (1854 – 1857; 1861 – 1865).
CASTRO Y BELLVÍS, Guillén de (Valencia, 1569 – 1631). Dramaturgo da escola de Lope de Vega. Foi durante um tempo capitán de guardacostas e membro fundador da “Academia de los Nocturnos”, baixo o nome de “Secreto”. Em 1623 foi nomeado cabaleiro da Ordem de Santiago. Casou duas vezes: a primeira com a marquesa Gírón de Rebolledo em 1595 e a segunda com Ana Salgado em 1626. A sua aportaçón mais significativa foi a adaptaçón do tema do Romancero ao teatro do “Siglo de Oro”, que chegou à sua cumbre com “Las mocedades del Cid”, obra em duas partes publicada por primeira vez em 1618. Som também adaptaçóns “El conde de Irlos” e “El conde Alarcos”, temas da épica e da novela cabaleiresca. Acreditase que “Los mal casados de Valencia”, unha das suas comédias de capa e espada, sería em parte autobiográfica, na qual recorda certos aspectos do seu desafortunado primeiro matrimónio. “El Narciso en su opinión”, ao parecer exercéu influênça no “El lindo don Diego” de Moreto. Entre as suas obras de corte histórico figuram: “Pagar en propia moneda”, “La humildad soberbia”, “La justicia en la piedad” e “El amor constante”, esta última publicada primeiro baixo o nome “El caballero bobo” em “Doce comedias famosas, de cuatro poetas naturales de… Valencia” (Barcelona, 1609). Adaptou três obras de Cervantes para o teatro; a mais interesante delas é “Don Quijote de la Mancha, que se centra no episódio de Cardenio e Lucinda. As outras som “El curioso impertinente” e “La fuerza de la sangre. Também escrebeu obras de tema mitolóxico: “Progne y Filomena” e “Los amores de Dido y Eneas”. “As suas Obras” forom editadas em 1925-1927 (três volumes). Pode ser que a sua obra fora editada em 1613 ou 1614 clandestinamente, e que a primeira ediçón legal fosse publicada em Valencia em 1618, baixo o título de “Primera parte de las comedias”; a “segunda parte” apareceu na mesma cidade em 1625.
CASTRO, Óscar (Rancagua, 1910 -1947). Poeta, contista e novelista chileno. A característica mais destacada da sua poesía é a delicadeza na expressón do sentimento. O primeiro reconhecimento chegou-lhe ao publicar “Responso a García Lorca” (1936). Abandonou a estéctica de Huidobro e Lorca em “Camino en el alba” (1940) e “Viaje del alba a la noche” (1941). As suas narraçóns surxem também da visón da província: “Huellas en la tierra” (1940), “La sombra de las cumbres” (1944) e “Comarca del jardín” (1953). Castro cultivou a novela com bastânte êxito: “Llampo de sangre” (1950) está âmbientado nas minas de cobre e segue a veta fecunda do realismo máxico hispanoamericano; “La vida simplemente” (1951) mostra a vida de um neno num mundo de brutalidade; e “Lina y su sombra” (1958) retrata a vida e a época de mulher maltratáda polo seu home, um xogador.
Ao modificar a posiçón da cousa, também acostuma mudar a sensaçón. Com o meio acontece outro tanto, o qual se pôm de manifesto nas lentes; se as acercas ao olho, apresentam os obxectos de distinta maneira, que se as alonxas um pouco. O mesmo acontece com o ar. Unha lâmpara, cercana mostra-se uniforme, alargada, inmóvil, pequena, amarela; de lonxe, é redonda, com resplandores em todas as direcçóns, assím como variábel, centelleante e móvil (do qual tomou Aristóteles a sua demonstraçón para probar que os planetas están perto de nós, pois non centellean), grande, clara e sem color. As cousas que están lonxe aparecem escuras e pequenas; as que están demasiado perto, ou non se vêm ou se vêm diferentes de como som. ¿Que vás fazer? Há que manter um termo médio. ¿Onde está esse meio? ¿A dous passos, ou a qualquer outro número determinado? O que está lonxe de nós, aínda que corra muito velozmente, parece mover-se, non obstânte, com relativa lentidón, sobre tudo se o miras desde arriba para baixo ou ao contrario. O que acontece pouco a pouco escapa aos nossos sentidos, como o movimento da linha de sombra de um relóxio de sol. ¿Cómo poderás xulgar com certeza? Tu o ignoras. Eu aínda mais. Mas non é pouco o que este saber importa. Em efeito: de aquí nasce a dúvida perpectua acerca do tamanho das estrelas, para non falar da sua distância, da sua velocidade ou o seu lugar, questóns todas que parecem depender daquela. Pois que o que temos à mán cabe explorá-lo, com certa frequência e mediante diversos sentidos -se tratámos de sensaçóns comúns-, e conhecê-lo de perto com maior certeza. Mas ¿quem pode fazer isto mesmo com aquelas outras cousas? E non só com aquelas: se vés desde lonxe um pau submerxido pola metáde na água, aparecerá partido ou torcido. Dirás que, pesse a tudo, está enteiro, porque xá foi comprobado noutras ocasións. Mas, se estivéra partido, non deixaría em modo algúm de aparecer partido, porque aquí non vale o argumento dos contrários; afirmarás, pola razón anterior, que está enteiro, mas é falso. ¿Que vais fazer, se non podes sacálo da água? Seguirás na dúvida!!
Roma é a cidade “Loba”, “Caput Mundi” ou “Cittá quase-eterna”. O melhor sítio para viver, segundo afirmaba um gringo, mas recomendaba retirar antes todos os romanos. A lenda da fundaçón da cidade, resulta monstruosa para unha pessoa de bom gosto. Unha Vestal foi enterrada viva, e os seus dous filhos abandonados às feras. Na “História da Capital do Mundo”, os dous nenos forom criádos por unha loba maternal, melhor que muitos humanos, e um dos “enfants terríbles” nascidos neste âmbiente de violências, matou o outro em lutas polo poder, o bom e o mau, o belo e o feio, o agradábel e o funesto, unha cidade com duas caras. Unha explêndida e outra desordenada, ruidosa, contaminada e decadente. Roma non necessita recorrer a macábras exhibiçóns, porque tem tanto que ver e admirar, que fascina e cautiva. Os romanos, vivem e amam a vida com paixón, xesticulam constantemente, lançam acerados insultos e levam no seu sangue a arte de sacar proveito a tudo. A estéctica e a representaçón dramática, fán de cada italiano um Divo da Ópera ou do Belcanto, um actor, um poeta e um xénio em potência. James Joyce, afirmaba que os romanos, com tal de ganhar dinheiro, som capazes de ensinar aos turistas, prévio pago, até a mômia da sua avó. Um bom par de zapatos e pernas longas, esquecer o caos da circulaçón, a suxidade das ruas, os carteiristas, os transportes públicos, sempre dotados de um mixto de amor e contrastes. Esquecer os proberbiais maus gobernos, em Roma nada funciona, é como unha meretrix feliniana, maternal, abundante, carinhosa e possessiba.
Os romanos som muito supersticiosos, acreditam igual que os exípcios, que os gatos dán boa sorte e adoram-nos. Aparte disto, Roma está poboáda por fantasmas, espíritos, que deâmbulam polos lugares que habitárom, ou onde morrerom. O fantasma de Dona Olímpia, que muitos dos habitântes do bairro, aseguram habêla visto em noites de bebedeira. Também o phantasma de Lucrécia Borgia, terríbel dama devoradora de homes, non pola boca certamente, costûmaba aparecer xunto do pátio de San Damaso, onde tinha a censurábel manía de os atirar a unha cisterna. ¡¡Histórias de xente maluca!! A Roma clássica em torno ao Coliseo, o Foro, as Termas de Caracalla. Vila Borghesse, o Trastevere (é como um grande mercado), os xelados Fassi, unha das mais velhas casas, é tán fundamental como a mesma “La pasta”. A “Capela Sixtina”, a “Fontana de Trevi”, “Piazza del Popolo”, “Piazza de Spagna”. “La Dolce Vita”, a xente encontra-se na ceia, nunca no xantar, porque o madrugar senta mal. Sábe-se quando começa, mas, nunca quando termina, de feito, nunca acaba, sempre se apráza temporalmente o seu fím definitivo. Depende das ganas que haxa de falar.
O “enfant terrible” que afirmou em toda a sua dureza a suposta dicotomia entre o Uno e o múltiplo foi Parménides, o filósofo nascido no final do século V I a. C. em Eleia (unha das colónias gregas da antiga Magna Grécia). A filosofia de Parménides é extremamente fácil de resumir: o que é é, e o que non é non é, além disso, non pode ser, e o ser (o Ente) é eterno e indivissíbel. À primeira vista pode parecer um simples xogo de palabras, a divertida ideia de um grego acomodado que se entretinha com raciocínios ociosos entre as oliveiras da bela Magna Grécia. Mas infelizmente as teses de Parménides tinham muito mais conteúdo do que poderíamos supor. O ser é e é eterno, porque ou antes xá era, e portanto non veio a ser. Ou se surxíu, surxíu do non ser, o qual é impossíbel. É único e indivissíbel, porque se pudesse dividir-se habería algo distinto a ele, que o divide, mas algo distinto ao ser é o non ser, mas o non ser non pode dividir o ser, porque non é nada, e se nada divide o ser, entón o ser é único e sem divisóns. O corolário destas enviesadas reflexóns é a negaçón da pluralidade e do devir: a multiplicidade e a mutabilidade que se apresentam perante os nossos sentidos som, por conseguinte, enganosas, mera aparência. Assim, apenas existem dois caminhos para o home; o caminho da “verdade”, que aceita as aparentemente irrefutábeis conclusóns da razón parmenidiana, e o caminho da “opinión”, que confia nos sentidos e acredita na existência do mundo material, tal como se nos apresenta. Ninguém pode ficar surprehendido polo facto de a irrupçón do monismo parmenidiano ter deixado a recém-iluminada filosofia num profundo estado de choque, pois parecia que a impecábel racionalidade conduzia a conclusóns que chocavam frontalmente com a experiência quotidiana dos homes, aquilo que precisamente a filosofia se tinha proposto explicar. Em qualquer caso, o fundamental é que se abria um abismo entre razón e experiência, entre “verdade” e “doxa”, destinado a perdurar ao longo de toda a história da filosofia.
Ele foi unha vez un fillo dun rei, que cando voltaba de unha cazata, ouviu falas de muller que non entendia; quixo saber que era, e viu unha moura a partir unha cruz con unha macheta; ao fillo do siñor el rei pareceulle que aquelo non estaba ben feito, e dirixiuse á moura a lle tira-la cruz das mas; profiaron un pouco, mas, gañou o home, e daquela a muller, sulfúrea, comenzou de bradar na súa lingua estrana, pra logo, ollando ao rapás, botarlle unha maldición: -¡Inda ti vaias parare a albre das tres torondas! Dende aquela, o fillo do siñor el rei, debecía por saber o que era a albre das tres torondas, e como tiña de facer pra dar con ela, e foi tanto o que medrou o seu anceio, que un día dispuxo de a ire buscar, e montando no seu cabalo, Pensamento, botouse polo mundo na súa precura. Moito andivo, moito, non deixou porta sen perguntar nela, e dimpois de tanto andar, chegou ao cabo á casa das estrelas; cando petou na porta, aparecéuselle unha velliña enrugada, máis vella que o tempo, e demandoulle: -¿E logo, ti que é o que queres, rapaz? -Siñora -dixo o fillo do siñor el rei-, eu saín da casa na precura da arbre das tres torondas, e non dou con ela, non atopo quen me de razón. -É que está moi lonxe, moi lonxe, mas, non sei onde ele é. Se quixeres agardar un pouquecho, logo virá a miña filla máis vella, que esa si sabe onde é. O rapaz agardou, e de chega-la filla, entrou na casa decindo que traguía moita fame e que alí recendía a carne molar de home novo. A nai díxolle que era certo, que chegara un rapaz que andaba na precura da arbre das tres torondas, e que se poidera queríao axudar de boa gana; a filla máis vella quería comer e ao cabo díxolle á nai: -Mándeo á casa do sol, que alí o meu irmán, ele ha saber -e a vella mandou ao fillo do siñor el rei, que fose perguntar na casa do sol, e alá foi. O fillo do rei emprencipiou o novo viaxe, e de chegar á casa do sol, mandárano que fosse á casa da lúa, que como muller era sabedora de máis cousas; e na casa da lúa, tivo que agardar á súa volta, porque chegou cando era noite, e a lúa andaba fóra. A lúa tampouco sabía onde estaba a albre das tres torondas, mas, díxolle: -Vaite da miña parte á casa do ar, que ele corre toda a terra e amais de saber desa arbre da que ti andas na precura, ele mesmo guiarache se eres home a andar como ele anda. Chegou por fin o fillo do siñor el rei á casa do ar, e de lle dicir que o mandara a lúa, recibiuno moi ben, prometéndolle de o servir, non embargantes díxolle: -Eu levar, lévote, mas, ¿ti sabes que para ires tes que marchar de par de min? Mira, que si non corres ben, deixareiche no camiño. O rapaz brincou no seu cabalo, e coa mesma díxolle ao ar: Veña xa; vostede ande ben, siñor, que eu heino seguir. E partiron os dous, e daquela o ar, vendo correr o cabalo Pensamento, dixo ele: -Non coidei que foses tan lixeiro; sei que aínda corres máis que min. -Como non hei ser siñor, se ao meu cabalo chámolle Pensamento, porque corre tanto como corren os pensamentos. Ao cabo, o fillo do siñor el rei chegou a un lindo xardín onde se atopaba a arbre das tres torondas, e daquela o ar, asinalandolle pra ele díxolle: -Eis, ahí tes a arbre das tres torondas. O fillo do siñor el rei, decontado que as viu, pillounas sen perda de tempo, e brincando outra vez no cabalo, botouno aos catro pés, do po do camiño e de tanto correr de acabalo, gañou moita sede, quixo matala, e non atopou fonte, nen pinga de auga; lembrouse das tres torondas que levaba no farde, e cavilou que ben podía abrir unha pra se refrescar a gorxa, e abriuna; de o facer, apresentóuselle unha fermosa doncela que sen perda de tempo demandoulle: -¿E logo, ti tes auga pra me lavar, pieites pra me peitear, e un espello pra me mirar? -Non, dixo o fillo do siñor el rei, pois o rapaz non tiña ningunha de estas cousas, e daquela a moza decíndolle: -Non sabes canto é o que perdiches -voltouse á toronda. Quedou moi sentido o home e seguiu o seu camiño; máis adiante, xa esligaba coa sede, abriu outra toronda, e outra vez aparecéuselle unha fermosa doncela, máis linda e xangal que a de enantes, decíndolle como a primeira: -E logo, ti tes auga pra me lavar, pieites pra me peitear e un espello pra me mirar? -Non, -voltou a lle dicir o fillo do siñor el rei, pois o rapaz non tiña tampouco ningunha de estas tres cousas, e daquela a moza, dicíndolle tamén: -Non sabes canto é o que perdiches- voltouse á toronda. Quedou tan sentido o home como quedara a primeira vez, e prometeuse non abri-la terceira toronda, por mais sede que tiver, até se facer coas tres cousas que as rapazas pedían, e precurou pieites e mais espello, e en chegando diante de unha fonteliña, abriu a terceira toronda, e a doncela era ben máis belida que as devanceiras, e cando lle pediu a auga pra se lavar, os pieites para se peitear, e o espello pra se mirar, o fillo do siñor el rei foille dando cada cousa, non desaparecendo a muller que quedou onda ele, e casaron. O fillo do siñor el rei, mandoullo a decir ao seu pai, e agardou que chamara por ele. No seu tempo, a doncela trouxo un fillo, o siñor el rei mandounos a chamar aos tres, e tanta era a présa que o rapaz tiña por levar onde os seus pais os siñores reises a linda muller que tiña, e mais o pequeno, que de contado poñéronse en camiño. Chegados a unha fonte, ao pé dun carbalho, xa na raia do reino do pai, o mozo ordeou de se adiantar ele na precura de unha carroza e roupas de festa pra facer unha boa entrada no pazo reial, e deixou a muller, encargándolle moito de se non deixar vere de home nen de calesquer outro humán. Cando a nai na beira da fonte tiña o neno no colo, presentóuselle a moura sen que a vise, escomenzou por aloumiñar no pequeno e moito foi o que o louvaba pra gaña-la vontade da nai, e dimpois de parolar un pouco díxolle a ela de lle facer un lindo peiteado para cando o seu home viñer; confiouse a rapaza, e foi daquela cando a principesa deixouse gustante que a outra a peiteára, cando a malvadosa moura, aproveitando o conxeito de lle andar no cabelo, espetoulle unha agulla enmeigada na cabeza e de súpeto trocouse nunha pomba que voou ao carballo, pillando a moura o neno, e poñéndose no canto da nai. Non tardou en voltar o fillo do siñor el rei, e de ver unha muller tan feia e requeimada, fireuno tanto, que se non puido calar, e díxolle: -E ti, muller, ¿como foi pra te virares tan feia? -E, como había sere, tanto tradache, tanto tradache, que acabou por me toma-lo sol. O fillo do siñor el rei entrou avergoñado na casa do pai, facendo por non seren vistos; ao siñor el rei, lle non gustou cousa a nora, e tomoulle moito a mal ao fillo, que o enganara levando a aquela muller para o pazo reial; non embargante, a nora do siñor el rei quedou na casa, e víase moi satisfeita. Ao mesmo tempo que o cortexo do fillo do siñor el rei pasaba polas portas do pazo, o xardiñeiro do siñor el rei viu chegar unha pomba que dende aquela, deu en revoar polas arbres da horta, e de gañar fieza chegábase a ele a lle dicir: -Xardiñeiro, xardiñeiro, ¿como é que lle vai ao fillo do siñor el rei coa súa moura? E respondíalle o xardiñeiro: -Moi ben, siñora. Logo, e sempre o mesmo, voltaba a lle pergunta-la pomba: -¿E o filliño que fai? -Unhas veces ri, e outras veces chora. E despois de falar o xardiñeiro facía a pomba cal se chorar: -E, a probiña da súa nai por eiquí tan soia. O fillo do siñor el rei, cando soubo da pomba, deu orde de a apillar sen lle facer mal; e cañárona ben, que a pomba era moi manseliña, e levárona pra casa do fillo do siñor el rei; a moura, de que a viu, quixo que a mataran; o neno, tomoulle moita lei, e un día, o fillo do siñor el rei, acariñándoa, deu coa agulla da cabeza, e turrando por ela arringoulla; desfeito o encanto, trocouse outra vez na muller do fillo do siñor el rei, e de se descobrir a malvadez da moura, o siñor el rei, dispuxo que a botaran nunha caldeira de aceite fervendo.
GALICIA DE CONTO (HÉRCULES DE EDICIONES) CARRÉ ALVARELLOS, L. (S. A.): “CONTOS POPULARES DA GALIZA” (MUSEU DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA, PORTO)
A publicaçón de “Vixiar e Punir” abalou profundamente um panorama intelectual no qual as sequelas do Maio de 1968 ainda non se tinham esgotado. Neste contexto, o trabalho de Foucault é recebido como a proposta de unha nova modalidade de análise política e, simultaneamente, como um esforço por repensar o activismo em todo o seu radicalismo, lonxe da tutela até entón exercida polos dictames marxistas. Gilles Deleuze, em colaboraçón com o psicanalista Félix Guattari, publicou em 1972 o seu primeiro volume de “Capitalismo e Esquizofrenia, O Anti-Édipo” (onde o fascismo e o desexo revolucionário som contrastados a partir da polaridade entre paranoia e esquizofrenia), saúda a publicaçón do texto de Foucault dizendo: “Uma teoria diferênte, outra práctica de luta, outra organizaçón estratéxica, som o contributo do libro de Foucault”. A proposta de Foucault acabará por denominar-se “microfísica do poder”: porque o que conta nela é a descripçón do funcionamento das forças políticas, e “micro” porque privilexia na análise (e nas lutas) a multiplicidade de focos institucionais do poder em detrimento de qualquer unificaçón sob a figura do Estado. Surprehendentemente, quando ainda se estavam a ponderar e a debater as directrizes da teoria do poder que “Vixiar e Punir” propón, aparece, apenas um ano mais tarde, um novo libro de Foucault. O seu título é “A Vontade de Saber” e apresenta-se como o primeiro volûme de “História da Sexualidade” que Foucault programa em seis volûmes, cuxa publicaçón é anunciada à razón de um por ano. No Le Monde (5 de Novembro de 1976), afirma a suspeita, que sob a forma de hipótese há de guiar a sua indagaçón, com estas palabras: “O que non foi dito sobre esta sociedade burguesa, hipócrita, pudica, ávida dos seus prazeres, empenhada em non os reconhecer nem os nomear? O que non foi dito sobre a pesada herança que recebeu do cristianismo – o sexo-pecado? E sobre a forma como o século XIX utilizou esta herança com fins económicos: o trabalho acima do prazer, a reproduçón das forças acima do puro dispêndio de enerxias? E se tudo isto non fosse o essencial? E se no centro da política do desexo houbesse mecanismos muito diferentes, non de rexeiçón e ocultaçón, mas de incitaçón? E se o poder non tivesse como funçón essencial dizer non, prohibir e punir, mas unir segundo unha espiral indefinida a coherçón, o prazer e a verdade?”.
Voz estranha, o primeiro de Dezembro de 1919. Encontrando-me eu doente a causa de um grande mal. Pouco mais ou menos, sobre as duas da madrugada, depois de ter despertado duas vezes. Tán pronto como acordei, ouvim perto de mim, unha voz que me dixo: ¡Olá Manuel! A referída voz, non me era conhecída. E a terceira noite, voltou a aparecer-me e a repetir por terceira vez, mas desta non tán clara xá. Eu quedei com o pensamento sobresaltado, e o meu corpo estaba exânime. Passando escravidón e terríbeis disgrácias, que com a axuda da bendita misericordia de Deus, logrei superar. O dia vinte e oito de Agosto, fún ao Socorro de Oliveira, e o dia trinta a Vigo, para tomar os banhos. A primeira noite, vem o “Spírito malo”, para molestar-me. Pagaba eu daquéla seis pesetas por noite pola cama. A segunda noite, díxo-me unha mulher de Filgueira, que marcha-se sem pagar, a causa de unha zaragata que tivéra com a pousadeira, por culpa de uns cartos que faltarom. Mas, ao fim, os cartos acabarom por aparecer. De todas as maneiras eu marchei sem pagar. Cheguei ao Porrinho no tranvía, e aproveitei para visitar o “Spiritísta” do Porrinho (Mos), chamado Senhor Juan do Roxo (impostor). O dia dez de Septembro cheguei a Pontareas, e non houbo um cristiano, que me dera pousada pagando. Partín entón a pé, cara a Santiago de Oliveira, onde arrivei perto das dez e meia, pernoitando num coberto que tinha a Flora. Como poderám ver os meus leitores, nem as disgrácias, a falta de fortuna ou o azar, conseguírom acabar conmigo. A pousada de Vigo, era no 37, penso que rua de Santo Tomé, e a taberna onde comía José Guil, rua alta nº 9. O dia dezasseis de Septembro de 1920, fún a Matamá, e encontrei as ovelhas no milho, chegou depois a velha para as botar fora, e atirei-me a ela no meio do milho. Mas, marchou como veio, poque a potência cesou. Logo, chegou o neto e mordeu-me unha mán, polo qual tivem que dar-lhe dous lapotes. Entón, para rematar a faena, voltou a senhora e saltou a alarma xeral.