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O ESTOICISMO (DIFICULDADE NA APRESENTAÇÓN XERAL)

No entanto é importante salientar que a apresentaçón global do estoicismo coloca unha dificuldade específica em relaçón às restantes escolas helenísticas: as diferenças marcantes que se foram dando ao longo do tempo no pensamento dos seus representantes. O cinismo foi um caso efémero e localizado (Atenas, séculos IV-III a. C.); apesar de se ter prolongado mais, os argumentos do escepticismo non passaram de diferentes variaçóns sobre uns poucos temas; as sucessivas xeraçóns de epicuristas mantiveram ao longo dos séculos unha literal e escrupulosa fidelidade aos ensinamentos do seu mestre e fundador, de tal modo que, se a escola tivesse sobrevivido até hoxe, certamente non se teriam produzido, mudanças substanciais na sua doutrina. Pois bem, a homoxeneidade destas três escolas non se encontra no estoicismo. Neste, a experiência prolongada da sua existência – mais de quatro séculos – alia-se à criatividade e à inovaçón intelectual dos seus principais representantes. Os três períodos que dividem a história do estoicismo están distantes no tempo e som formados por personalidades fortes, o que explica as diferenças notáveis nas diversas apresentaçóns do pensamento estoico. Na verdade, estas non eram contradictórias, mas os vários autores das três épocas optaram por desenvolver e aprofundar alguns aspectos do estoicismo em detrimento de outros e non foram poucos os que acabarom por lhes imprimir um cunho pessoal que singularizaria a particular visón de cada um. Por isso, embora sexa possíbel, lexítimo e pertinente apresentar unha visón coherente e xeral das ideias estoicas, tal como se faz no presente estudo, debe ter-se em mente que existem muito mais variaçóns nesta escola helenística do que no epicurismo, no cinismo ou no escepticismo. No que diz respeito a essas diferenças entre os vários autores, mencionamos em primeiro lugar os principais pensadores estoicos, descrevendo as suas características mais distintivas para, posteriormente, podermos abordar as ideias comuns a todos eles.

J. A. CARDONA

ESCRITORES HISPÂNOS (ANALES TOLEDANOS)

Anales toledanos. Três listas de feitos e datas que abarcam o período que vai desde o princípio do mundo até ao reinado de Fernando III. O seu único interesse é de ordem filolóxico, pois serve como exemplo do castelán inicial. Os primeiros anais forom escritos durante o reinado de Fernando III o Santo, entre 1219 e 1250. O segundo, probabelmente fora escrito por um “moro latinado”, o terceiro chegou até 1391.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANALES DE LOS XAHIL)

Anales de los Xahil. Importante colecçón de lendas precolombinas e de feitos históricos da tribu Cakchiquel de Guatemala e escritos nessa fala. Também se conhece com o nome alternativo de Memorial de Tecpán-Atitlán, lugar que reivindicarom como seu. Os compiladores forom o indio Hernández Araná Xahilá e Francisco Díaz Geburá Quej. Juan Gavarrete encontrou o seu manuscrito em 1844 e foi traducído para o castelán a partir da traduçón francêsa, por José António Villacorta. A mais impressionante das lendas é a que conta a história da captura dunha princesa, que levou à guerra as tríbus Quechua e Cachikquel.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANALES DE LA UNIVERSIDAD DE CHILE)

Revista fundada em 1843. Foi unha das primeiras publicaçóns Hispano-Americanas que tratou temas científicos e literários. Segue aparecendo. Unha das suas secçóns mais importantes é “Críticas y reseñas bibliográficas”, que é a principal fonte para o conhecimento da bibliografia chilena. Entre os seus editores podemos citar a Guillermo Feliu Cruz (1954-1963) e o seu sucessor Álvaro Bunster.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANALES CASTELLANOS)

Anales castellanos. Duas listas de feitos e datas que cubriam a história universal e espanhola desde o ano 618 ao 1.126. Xuntos forman um dos primeiros textos escritos da fala castelán.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN BAUTISTA AMORÓS)

Amorós, Juan Bautista (Madrid, 1856-1912). Novelista e contista que utilizou o pseudónimo de “Silvério Lanza” e foi pioneiro na ficçón psicolóxica. “El año triste” (1883) foi a sua primeira novela. As suas melhores obras forom “Ni en la vida, ni en la muerte” (escrita para atacar o caciquismo e que lhe custou um xuízo); “Mala cuna y mala fosa” e “Artuña”. Os contos forom reunidos em “Cuentecillos sin importancia” e “Cuentos para mis amigos”. Sempre excêntrico, morreu como recluso. Ramón Gómez de la Serna, que escrebeu o seu obituário e um epílogo para as suas “Páginas escogidas e inéditas” (1918), recebeu a influênça de Amorós.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ENRIQUE AMORIM)

Amorim, Enrique (Salto, 1900-1960). Novelista e contista uruguayo que pertenceu ao grupo “Boedo”. Quase todas as suas novelas transcorrem nas pâmpas e poboados da Arxentina. O seu estilo é sinxélo, com frequência pedestre, mas a sua imaxinaçón resulta poderosa e a sua narrativa fluie sem tropezos. A primeira novela, “Tangarupa” (1929), esteve influenciada por Horácio Quiroga, e “El paisano Aguilar” (Buenos Aires, 1934) era unha variaçón de “Don Segundo Sombra”; mas Amorim começou a encontrar o seu próprio estilo em novelas posteriores: “La edad despareja (1939), que foi unha denuncia do empobrecimento espiritual do mundo moderno; “El caballo y su sombra” (1941), sobre os conflíctos entre inmigrados e nativos; “La luna se hizo con agua” (1944); a fracassada novela de tese “La victoria no viene sola” (1952); “Zanga” (1952); “Corral abierto” (1956), sobre a relaçón entre pobreza e críme; “Todo puede suceder” (1956); “Los montaraces” (1957); “La desembocadura” (Buenos Aires, 1958), que trata de resumir a história do país simbolizándo-a na vida de um típico pioneiro; e a novela que se publicou despois da sua morte, “Eva Burgos” (Buenos Aires, 1960), sobre a traxédia dunha prostituta, a sua caída e o seu suicidio.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ARTURO AMBROGI)

Ambrogi, Arturo (San Salvador, 1875-1936). Xornalista e costumbrista. Em 1894, quando xá tinha publicado unha série de ensaios entitulados “Bibelots” (1893), fundou com outros companheiros “La Pluma”, revista que se adhería ao modernísmo de Darío. Mais tarde fixo-se famoso polo seu estilo vigoroso e coloquial. Os seus “Cuentos y fantasías” aparecerom em 1895. O seu libro favorito foi “El libro del trópico” (1907), no qual reuníu vários contos rexionais de alta qualidade. Viaxou por Chile e Arxentina e gozou de fama internacional, ao publicar o seu libro de viáxes “Sensaciones del Japón y de la China” (1915). Esta e outras obras suas nas que descrebe paisáxes, som de unha precisón e de um detalhismo sorprehendentes que mostram a influênça de Azorín. Foi director da Biblioteca Nacional de El Salvador de 1919 a 1925.

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ESCRITORES HISPÂNOS (REVISTA AMAUTA)

Amauta, Revista vanguardista peruana fundada em 1926 e editada por José Carlos Mariátegui. Despois da morte deste, fixo-se cargo da revista Ricardo Martínez de la Torre, mas só logrou sacar três números. Amauta foi a revista marxista mais importante que se publicou em castelán nos seus anos. Xóvens e importantes escritores colaboravam nela, como o realista César Falcón. No primeiro número, Mariátegui declaraba que Amauta non era unha plataforma aberta a todos os ventos. Non se diría, falazmente, que se respeitabam todas as ideias. Para eles, había ideias boas e ideias malas. Non obstânte, a sua linha editorial non foi tán dogmática como a da sua contemporânea arxentina, “Claridad”, e nas suas páxinas publicarom Xavier Abril, Martín Adán e Alfredo González Prada, xunto com Vallejo, Peralta e Albert Hidalgo. Introducíu no Perú as ideias de Grosz, Freud, Shaw, Unamuno, Gorki e Trotsky.

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ESCRITORES HISPÂNOS (RAFAEL D’AMAT DE CORTADA I DE SENT-JUST)

Amat de Cortada i de Sent-Just, Rafael D’, Barón de Maldá (Barcelona, 1746 – 1819). Autor de autobiografías. Comas considéra-o o prossista mais importante do seu tempo ( em Catalunha), mas também afirmou que o seu estilo era “molt pobre i defectuós”. As suas prolíficas memórias, que abarcam desde os anos 1769 até 1816, alcanzam os 60 volûmes que, excepçón feita de uns quantos fragmentos, permanecem em forma de manuscrito, em máns dos seus herdeiros. A obra titula-se “Calaix de sastre en que s’explicarà tot quant va succeint a Barcelona i veïnat des de mig any de 1769, a les que seguiran les dels demís anys esdevenidirs per divertiment de l’autor i de sos oients, anexes en el dit Calaix de sastre les més mínimes frioleres”. Nos fragmentos conhecidos mostra-se unha extraordinária visón da vida de Barcelona durante essa época.

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ESCRITORES HISPÂNOS (RODRIGO AMADOR DE LOS RÍOS)

Amador de los Ríos, Rodrigo (Madrid, 1843-1917). Historiador. Filho de José Amador de los Ríos. Em 1911 foi nomeado director do Museo Arqueológico Nacional. Escrebeu numerosos estudos, entre os quais destacam “Inscripciones árabes de Sevilla” (1875), “Inscripciones árabes de Córdoba (1879) e volûmes sobre Burgos, Huelva, Albacete, Santander e Murcia, que aparecerom na série “España: sus monumentos y sus artes”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (JOSÉ AMADOR DE LOS RÍOS)

Amador de los Ríos, José (Baena, 1818-1878). Historiador. As suas melhores obras forom unha “História social, política y religiosa de los judíos en España y Portugal” (1875-1876, 3 volûmes. “Historia crítica de la literatura española” (1861-1865, 7 volûmes), que acaba com o reinado de Fernando e Isabel, e que resultou muito superada, e unha “Historia de la Villa y corte de Madrid” (1861-1864) escrita com a colaboraçón de Juan de Dios de la Rada y Delgado e Cayetano Rosell y López. Traducíu os “Salmos” do hebreu e editou as “Obras del marqués de Santillana”. O seu filho Rodrigo também se dedicou à história.

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ESCRITORES HISPÂNOS (PAULO ÁLVARO DE CÓRDOBA)

Álvaro de Córdoba, Paulo (Córdoba, c. 800-c. 861). Escritor cristán talvés de orixem hebráico. O seu latím resulta imperfeito, xá que o árabe era a fala oficial no seu tempo, mas logrou desprender o seu estilo do que era habitual na sua época, cheia de ornamentaçóns e complexidades. Escrebeu “Indiculus luminosus” (854), e logrou unha lenguaxe directa e sinxéla em “Vida de San Eulogio” (860), na qual defende a cristandade dos mozárabes, tomando como exemplo a vida do santo. Também escrebeu “Confessio”, seguindo a tradiçón de San Agustín, quince poemas em latím rectórico, “Lamentum”, que se atribuíu erróneamente a Isidoro de Sevilla, e foi autor de várias epístolas, “Epistolario” (ed. J. Madoz, 1947). “El Liber scintillarum”, que normalmente foi atribuído a Paulo, xá era conhecido no século anterior.

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ESCRITORES HISPÂNOS (SERAFÍN E JOAQUÍN ÁLVAREZ QUINTERO)

Álvarez Quintero, Hermanos, Serafín (Utrera, 1871 – Madrid, 1938) e Joaquín (Utrera, 1873 – Madrid, 1944). Depois de estudar em Sevilla, os irmáns formarom um equipo que iría durar muito tempo. A temática sería preferentemente de ambiênte andaluz, e a técnica decantába-se para o costumbrismo. A sua primeira obra foi “Esgrima y amor” (1888), estreáda em Sevilla. Mais de duzentas comêdias e sainetes de grande ếxito seguirom a esta obra precóz. Algunhas delas repetíam motivos ou argumentos: La reja (1897), El patio y Los galeotes (1900), Las Flores (1901), a zarzuela “La reina mora”, com música de Serrano (1903), El genio alegre (1906) e muitas mais. Estas alegres novelinhas escritas para o escenário eram sentimentais, fáceis de colocar em escêna e continham pouca matéria de reflexón, mas um enxenho abundante e um diálogo viváz. Unha das suas melhores comêdias foi “Las de Caín” (1908). O seu primeiro êxito foi “El ojito derecho” (1897). Ambos irmáns forom membros da Academia Española.

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HABERMAS (DESVIRTUAR E PERVERTER)

O propósito de Habermas é, em suma, narrar o processo polo qual a esfera pública de debate e discussón – a que mais tarde chamará o Discurso, identificando-o com a deliberaçón – vai-se xerando, transformando e reestructurando para, no final, se desvirtuar e perverter. Em linha com a democracia de massas do século XX, a esfera pública vai perder o seu verdadeiro sentido emancipador e libertador. A decadência deste núcleo precioso da modernidade política – que Habermas define como o deber ser da democracia, o seu ideal – acontece debido ao predomínio de propósitos eminentemente manipulativos ligados a um exercício do poder autoritário e/ ou aos interesses dos grupos de pressón. Non debemos esquecer o papel da propaganda na ascensón nacional-socialista nem o papel que o “marketing” político desempenha nas campanhas eleitorais das democracias liberais, onde primam a imaxem e os “slogans” repetidos até à saturaçón. A participaçón política activa, o debate público e a deliberaçón, em que se ponhem à proba os argumentos, tanto na esfera pública informal (imprensa, associaçóns políticas, clubes de debates, etc…) como na formal (os parlamentos), irán perdendo o protagonismo face aos usos temidos da aclamaçón e do caudilhismo. A disciplina de voto nos parlamentos (pois é quase inexistente a possibilidade de discordar do sentido do voto imposto polas cúpulas dos partidos) pode ser vista como unha característica desta deterioraçón democrática. Habermas recupera da história e da socioloxía o tema kantiano do uso público da razón. Este é o núcleo duro, non só desta obra, mas de toda a traxectória teórico-política do nosso autor, que non recuará na defesa da “democracia deliberativa”. A sua aposta, contra ventos e marés, é o compromisso com a democracia.

MARÍA JOSÉ GUERRA PALMERO