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TALES O MILÉSIO

No último quarto do século VII a. C. nasce Tales em Mileto. Antes de entrar nas consideraçóns que aqui interessam, convém referir que a profissón que lhe permitia ganhar a vida estaba muito vinculada ao xá referido facto de que Mileto era unha próspera cidade de navegantes. De facto, diz-se que se dedicaba ao comércio marítimo e que, em virtude disso, percorreu múltiplos países, o que lhe permitiria encher os seus alforxes com importantes conhecimentos sobre as técnicas, costûmes, leis e crenças de outros pobos, tudo muito útil para o espírito de alguém que chegaria a ser um dos sete sábios da Grécia. Sexa isso lenda ou non, é importante recordar o que aconteceu nunha das suas viaxens ao Exípto. Tales oferece aos sacerdotes exípcios unha forma de calcular a altura de unha pirâmide estabelecendo unha analoxía de proporçón entre, por um lado, a lonxitude da sombra do seu bastón com relaçón à do próprio bastón e, por outro lado, a da sombra da pirâmide em relaçón a esta. Para isso serviu-se do teorema (chamado de Tales, na França, no século XIX) segundo o qual se duas rectas quaisquer forem cortadas por rectas paralelas, entón os segmentos que o corte determina som proporcionais. Na verdade, Tales utilizou um enunciado que constitui a aplicaçón do anterior ao caso particular dos triângulos e que se diz: unha linha paralela a qualquer dos lados de um dado triângulo determina nos outros lados, ou nas suas prolongaçóns, segmentos proporcionais. Voltemos imediatamente a este assunto, mas parece-me oportuna unha pequena digressón aristotélica sobre o que se passaba no Exípto quando Tales impressionou o seu auditório. O Exípto, diz-nos Aristóteles, foi o primeiro lugar onde a matemática pôde desenvolver-se graças ao facto de lá existir um grupo social que se encontraba libertado do trabalho. Estes privilexiados eram os sacerdotes. Vale a pena transcreber aquí o parágrafo de Aristóteles, situando o contexto no artigo seguinte. É de enorme importância esta afirmaçón de Aristóteles de que disciplinas como a matemática apenas som possíbeis quando están resolvidas non apenas as questóns relativas à necessidade, mas também as relativas à distraçón, à dignidade do quadro em que vivemos e até à beleza. Importantíssima é, desta maneira, a declaraçón de que apenas em condiçóns de liberdade podem os humanos aceder a esta última etapa. Enfim, é muito significativo o próprio facto de que o primeiro exemplo de ciência que responde à esixência de absolucto desinteresse por aspectos alheios à sua própria práctica sexa precisamente a matemática. Somos, é óbvio, tán pouco fiéis à concepçón aristotélica do saber como algo em que o home encontra a sua realizaçón (e que, consequentemente, tem de valer por si mesmo) que, precisamente, a matemática é socialmente concebida como um simples instrumento para disciplinas com finalidades prácticas e, até, instrumentalizada ao serviço da hierarquizaçón dos estudantes (assunto este que mereceria unha reflexón). Em qualquer caso, esta liberdade da qual a matemática é expressón non seria para Aristóteles mais do que unha etapa quase preliminar em relaçón à liberdade que se daria no exercício da filosofia.

VÍCTOR GÓMEZ PIN

LITERATURA CLÁSSICA GREGA (SEMÓNIDES DE AMORGOS)

Semónides de Amorgos é um dos primeiros representantes de unha moda literária perenne -informal, humorística, pegada à terra- que se manifesta ora no libelo ou na paródia, ora na comédia, ou na sátira. Como escritor de yámbicos pertence à mesma tradiçón que Arquíloco ou Hiponacte, mas a fins da Antiguidade se confundia a miúdo com o seu distinguido e quase homónimo Simónides de Ceos, poeta lírico. Os erudictos modernos puidérom desbrozar o que queda da obra dos dous poetas, com unha fiabilidade razoábel. Mas resulta probábel que algunhas obras quedem na dúvida, especialmente porque compartirom ao menos um metro, o elexíaco, e porque muitos dos seus fragmentos som muito curtos para arroxar luz suficiente. Semónides era probabelmente um sâmio que se estabeleceu em Amorgos e que puido inclúso ser um dirixente dos colonos da ilha, como pretende unha das fontes: polo demais, non sabemos nada da sua família ou circunstâncias pessoais. As datas som pouco seguras, ainda que parece plaussíbel sexa a segunda metade do século VII. A actitude que impón nos seus poemas é a do “home corrente”. O seu relato da mulher égua, non há dúvida de que é um tôn dictado pola eleiçón do xénero literário. Afirma-se que escrebeu poemas de invectiva: Luciano menciona o nome do seu suposto enemigo, um tal Orodoecidas, mas os fragmentos que se conservam (que podem ser bastante pouco representativos), dam poucas pistas. A maioría dos trozos de papiro chegarom-nos citados por gramáticos para ilustrar formas de uso, para caracterizar a Semónides. Alguns destes trozos podem proceder de libelos pessoais, como o do escarabelho peloteiro (“vôou alí cara a nós a criatura com o pior estilo de vida de todos os animais”) que bem podía ser parte de um ataque contra algúm enemigo ofensivo, mas non ha seguridade ao afirmá-lo. Tudo o que podemos afirmar, é que escrebeu em Yâmbicos com frequência, o metro apropriado para a poesía lixeira, informal ou insultante, e que o seu estilo e matéria temática som, consequentemente, “baixos”, ainda que haxa poucas obscenidades obvias, no que chegou até nós, e ao menos um fragmento é bastante sério e digno. Um tema favorito é a comida, ao parecer (o atúm, o calamar e o gobio), (“um queixo maravilhoso”), também os animais (a garza, galinácias, as enguías, o gavilán ou o porco). No fragmento 24, a personáxe é um cozinheiro, outro signo quase seguro de unha intençón cómica em um poeta antigo.

P. E. EASTERLING E B. M. W. KNOX (EDS.)

HUME (A TEORIA DO CONHECIMENTO)

É indubitábel que Hume tem fama de ser um dos cépticos mais importântes da história da filosofia, mas para um leitor atento do conxunto da sua obra, esse cepticismo é basicamente teórico e está limitado polas propensóns da nossa natureza. Realmente, o cepticismo tem um valor preliminar, de “limpeza do terreno”, poderíamos dizer (o que, entre outras cousas, implica unha crítica muito consistente dos argumentos racionais que tentaram lexitimar as crenças relixiosas), que o deixa libre para elaborar unha visón plenamente científica do estudo do comportamento humano e construir, assim, a sua própria proposta moral e política. Devemos, portanto, atender à intençón de Hume: estabelecer unha ciência do Home baseada na experiência e na observaçón. Este apelo à experiência pode ter implicaçóns quase de bom senso. Para dar um exemplo do que queremos dizer com isto: um elemento especialmente chamativo de Hume é que acreditaba na inferioridade da raça negra (e também das mulheres), polo que non é nada evidente que os interesses das pessoas dessa raça devessem ser tidos em conta em igual medida que os desexos e preocupaçóns dos membros de outras raças. Hume, de facto, escrebe o seguinte no seu ensaio “Sobre os Caracteres Nacionais”: (…) De um ponto de vista histórico, o apelo à experiência significaba para Hume apresentar-se como um herdeiro da tradiçón de John Locke e George Berkeley. Porém, mais do que olhar para o passado (embora, em breve, teremos que mencionar como tratou o problema da substância), podemos fazê-lo para o futuro e considerar que as suas investigaçóns se ocuparam daquilo a que hoxe em dia chamaríamos a psicoloxia e a metodoloxia das ciências humanas ou sociais. Tentaba estudar o comportamento humano, e fazia-o convencido de que só podemos examiná-lo da mesma maneira que estudamos a acçón de qualquer outro obxecto natural, sem que nos sexa próprio qualquer tipo de priviléxio a que possamos chamar “espiritual”. De acordo com o que foi anteriormente exposto, o libro I do “Tratado da Natureza Humana” (e a sua reelaboraçón posterior) é, polo menos em grande medida, a exposiçón que Hume realiza da sua metodoloxia científica. Non em ván, o subtítulo da obra é: “Unha Tentativa de Introduzir o Método Experimental de Raciocínio nos Temas Morais”. Assim sendo, um dos fins fundamentais da epistemoloxia que Hume defende é estabelecer a efectiva possibilidade e lexitimidade das ciências que tentam explicar a nossa forma de axir (unha das quais é a política), referindo, para tal, que o seu método pode e tem de ser o mesmo que o da física que Newton tán maxistralmente desenvolvera pouco antes.

GERARDO LÓPEZ SASTRE

AS TEORÍAS DE GRANDE UNIFICAÇÓN (FI-56)

A QCD também alberga unha propriedade denominada “liberdade asintótica”, à qual também nos referimos, sem chamá-la polo seu nome, anteriormente. A “liberdade asintótica” significa que as forças fortes entre quarks som pequenas quando os quarks están muito próximos entre sí, mas aumentam se os separamos, como se estiveram unidos por um elástico. A “liberdade asintótica” explica por quê na natureza non vemos quarks ailhados e fomos incapaces de produzí-los em laboratorio. Pesse a isto, e ainda que non poidámos observar os quarks individuais aceitamos o modelo porque explica muito bem o comportamento dos protóns, neutróns e outras partículas de matéria.

Trás unificar as forças electromagnética e débil, os físicos, na década de 1970, buscarom unha maneira de incorporar a força forte à referida teoría. Existem um certo número de “teorías de grande unificaçón (GUT, Grand Unified Theories) que xuntem a força forte com a força débil e o electromagnetismo, mas a maioría delas, predicem que os protóns, que constituiem o material de que estamos formados, deberíam decair em promédio trás uns IO elevados à 32 potência anos. Essa vida média é muito larga, dado que o universo tán só tem uns IO elevados à IO potência anos. Mas em física quântica, quando afirmamos que a vida média de unha partícula é de uns IO elevados à 32 potência anos, non queremos dizer que a maioría das partículas durem aproximadamente isto, algunhas um pouco mais ou menos, senón que queremos dizer que cada ano unha partícula tem unha probabilidade de I sobre IO elevado à potência de 32 de desintegrar-se. Em consequência, se observamos durante uns poucos de anos um tanque que contenha IO elevado à potência de 32 protóns, deberíamos ver desintegrar-se algúns deles. Non sería demasiado difícil construir um tanque assím, xá que poderíam estar contídos nunhas mil toneladas de àgua. Os científicos tenhem levado a cabo tais experiências, mas resulta que detectar essas desintegraçóns e diferência-las de outros sucesos provocados polos raios cósmicos que continuamente chovem sobre nós, non é taréfa fácil. Para minimizar o ruído, as experiências realizam-se a grandes profundidades, em lugares como a mina da Companhia de Kamioka de Minas e Fundiçón a uns mil metros de profundidade, debaixo de unha montanha no Xapón, que fica bastante protexida dos raios cósmicos. Como resultado das observaçóns feitas em 2009, os investigadores concluírom que se realmente os protóns se desintegram, a sua vida média sería maior do que uns IO elevados à potência de 34 anos, o qual seríam malas notícias para as “teorías de grande unificaçón”.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

RORTY (DESVÍO CARA À HERMENÊUTICA)

Como xá vimos, nos anos sessenta Rorty xá estaba familiarizado com as correntes principais da filosofia analítica, mas a sua actitude é céptica. Afinal, a insistência na linguaxem non mudaba assim tanto a autoimaxem tradicional da filosofia. Os problemas que as diferentes filosofias tentabam solucionar parecerom-lhe cada vez mais producto da “adopçón inconsciênte de suposiçóns nas quais se formulabam os problemas – suposiçóns estas que era necessário questionar antes de abordar seriamente o mesmo problema”. E dado que, enquanto se remodelaba como filósofo profissional, no seu interior continuava a morar um historicista, non é de admirar que acabasse por ler mais filosofia europeia. Evidentemente, Wittgenstein non era o melhor filósofo para pensar a história, mas a sua forma de conceber o pensamento (unha espécie de álbum onde se ván amontoando ideias diversificadas) exercia a sua atraçón sobre Rorty. Afinal, Wittgenstein também tinha dito que “o trabalho do filósofo é compilar recordaçóns para unha determinada tarefa”. Fosse como fosse, o talento de Wittgenstein para desmontar imaxes cautivadoras, afirmou Rorty em 1979, “debia ser complementado com a consciência histórica” da fonte de muitas dessas imaxes. Durante a sua etapa em Princeton, esse complemento consistiu em ler filósofos europeus como Jacques Derrida (graças a um grupo de leitura organizado polo crítico Jonathan Arac), experiência que o levou a ler mais Heidegger. Afinal, a perspectiva deste filósofo também o axudou a entender a história de algunhas imaxes xeniais que a filosofia arrastaba desde o passado. Mas mesmo quando Rorty começou a sentir mais interesse por Heidegger, Dewey xá se tinha antecipado na sua axenda como modelo de consciência histórica. Dewey axudaba Rorty a transformar a perspectiva de Hegel em algo menos grandioso, mas também lhe servia para ponderar com mentalidade mais utilitária a história que Heidegger contaba sobre os erros da filosofia. Como Dewey dissera em 1909, em “A Influência de Darwin na Filosofia”, os problemas que surxem ao longo da história non se podem solucionar nos termos em que esses mesmos problemas se apresentam. Aquilo a que chamamos progresso às vezes consiste no puro e simples abandono de algunhas perguntas que nos fazemos e das alternativas que colocam. Esse abandono é fruto da sua falta de vitalidade face a mudanças nos interesses mais urxentes. Non resolvemos essas questóns. Passamos por cima delas. Se Dewey estivesse certo, talvez non fizesse sentido falar de mais nada a non ser das continxências, sem o “Espírito de Hegel” e sem o “Ser de Heidegger”. Se Dewey estivesse certo, tudo acabaria por ser menos grandioso, e a história tocaría o seu himno em surdina, mas non deixaría de ser surpreendente e interessante.

RAMÓN DEL CASTILLO

ESCRITORES HISPÂNOS (LEÓNIDAS BARLETTA)

BARLETTA, Leónidas (Buenos Aires, 1902-1975). Contista e novelista arxentino. Iniciou a “novela proletária” em Arxentina ao lado de Max Dickmann e Lorenzo Stanchina nos anos vinte. Frequentemente utilizou técnicas xá experimentadas polos escritores realistas rusos, para mostrar as inxustiças que padecem os despoxádos. Escrebeu “Cuentos realistas” (1923), “Vientos trágicos” (1924), “Los pobres” (1925), “Vidas perdidas” (1926), “Royal circo” (1927), o seu melhor libro, “Los destinos humildes” (1938), e “La señora Enriqueta y su ramito” (1943). Barletta consegue o interesse dos seus leitores com unha grande axilidade na narraçón dos feitos e com unha extructuraçón intelixente. Inaugurou em 1931 um “Teatro del Pueblo” e isto vem a ter unha grande importância na história do teatro contemporâneo arxentino. Em 1960 escrebeu “Viejo y nuevo teatro”, obra na qual se resume a sua larga experiência neste meio. Em “Boedo y Florida: una versión distinta” (1967), dá o seu ponto de vista sobre as duas escolas literárias mais importântes do século na Arxentina. Outras obras som “Historia de perros” (1951), “Cuento del hombre que daba de comer a su sombra” (1957), “Boedo y Florida” (1964).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (ARTURO BAREA)

BAREA, Arturo (Madrid, 1897 – 1957). Contista e novelista cuxas ideias políticas o obrigarom a exiliar-se despois da “guerra civil”. Estabeleceu-se em Inglaterra e, com excepçón dos contos de guerra “Valor y miedo: relatos” (Barcelona, 1938), todos os seus libros aparecerom primeiro na versón inglesa e logo forom publicados em castelán. Em “The broken root” (Londres, 1952; “La raíz rota” (Buenos Aires, 1953), Barea demonstrou a sua capacidade para criar unha personáxe multidimensional e complexa. A sua obra literária mais importânte é sem dúvida a ambiciosa triloxía “The forging of a rebel” (Londres, 1941 – 1944, três volûmes; “La forja de um rebelde”, Buenos Aires, 1951). Nesta obra fai unha demonstraçón do seu control criativo nunha grande quantidade de personáxes estraordinariamente descríptos, ademais de um excelente manexo do ambiente e as ideias que rodeárom a sua xuventude e a sua madurés. Esta obra valeu-ĺhe um reconhecimento âmplo em Inglaterra. Escrebeu despois “Lorca: the poet and the people” (1944) e “Unamuno” (1952). A sua viúva editou póstumamente os seus contos dispersos em “El centro de la pista” (1960).

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (MARTÍN BARCO DE CENTENERA)

BARCO DE CENTENERA, Martín (Logrosán, Extremadura, c. 1544-1605). Poeta épico de duvidoso talento, cuxa obra resulta mais didáctica que épica. Depois de estudar em Salamanca embarcou na expediçón de Juan Ortiz de Zárate ó Paraguay, onde se converteu em arcediano da catedral de Asunçión e de Villa Rica (1575- 1580). Escrebeu o seu “Argentina y conquista del Río de La Plata, con otros acaecimientos de los reinos del Perú, Tucumán y estado del Brasil” (1602), probabelmente para competir com “La Araucana” de Ercilla. O seu poema foi muito consultado pola sua importância como documento histórico: fray Lozano toma del extensos fragmentos na sua obra “Historia de la conquista del Paraguay, Río de La Plata y Tucumán” (c. 1750). Non obstânte, a pesar de que podem tomar-se como certas as façanhas que el mesmo vivíu xunto à expediçón de Ortiz de Zárate, quando narra feitos anteriores à sua chegada, fai-o com duvidosa exactitude.

OXFORD

ESCRITORES HISPÂNOS (SANTIAGO IGNACIO BARBERENA)

Barberena, Santiago Ignacio (Guatemala, 1850 – 1916). Erudicto e historiador, passou a maior parte da sua vida no Salvador. A sua maior obra é a inacabada “Historia de El Salvador” (1914 – 1917, dous volûmes). mas producíu também unha excelente “Descripción geográfica y estadística de El Salvador” (1892) e detalhadas “Monografías departamentales” (1909).

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ESCRITORES HISPÂNOS (RAFAEL MARÍA BARALT)

Baralt, Rafael María (Maracaibo, 1810 – 1860). Poeta e historiador venezolano. Viaxou a Espanha em 1843, onde viu cumprido o seu desexo de ser membro “de número” da Real Academia de la Lengua, a pesar da sua ignorância em gramática comparativa. Do seu “Diccionario matriz de la lengua española” e do seu “Diccionario de galicismos” afirmou Menéndez y Pelayo: “parece … preocupado só com levantar um muro entre o castelán e o françês; acostuma dar em decisóns caprichosas, que parecem filhas do mal-humor, mais que um sistema racional e consequênte”. Como poeta tratou de imitar, sem êxito, a fray Luis de León e a Góngora. A sua prosa é convencional. Actualmente caíu no esquecimento, a pesar de que a sua cidade natal lhe erixíu unha estátua. Editou os escritos históricos de Ramón Díaz, “Resumen de la historia antigua y moderna de Venezuela” (París, 1841, dous volûmes).

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ESCRITORES HISPÂNOS (LUIS BARAHONA DE SOTO)

Barahona de Soto, Luis (Lucena, 1548 – 1595). Poeta e prossista. Estudou em Granada e doutorou-se em Osuna. Foi membro da tertulia de Venegas e participou na guerra contra os mouriscos das Alpujarras. Escrebeu unhas “Fábulas de Vertumno y Acteón”, a primeira cheia de versos gráceis e melodiosos e a segunda influenciada polas Metamorfoses de Ovidio. Na “Égloga de las hamadríades” experimentou com os metros italianos e está considerado como antecedente da poesía gongorina. A sua obra mais conhecida é “Primera parte de la Angélica” (1586), também chamada “Las lágrimas de Angélica”, unha das melhores continuaçóns em castelán do “Orlando furioso” de Ariosto, ainda que non tenha nem a fantasía desbordante nem o poderío do seu modelo. Barahona anunciou unha segunda parte, mas nunca a acabou. Foi Lope de Vega quem acabou por fazê-lo em “La hermosura de Angélica”, que resulta demasiado dispersa. Algúns fragmentos da proxectada segunda parte de Barahona podem-se encontrar nos seus “Diálogos sobre la montería”, o melhor tratado sem dúvida de caza escrito em castelán. As suas “Poesías” forom editadas na BAE, 35 volûmes (1855) e 42 volûmes (1857).

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ESCRITORES HISPÂNOS (FRAY DOMINGO BÁÑEZ)

Báñez, Fray Domingo (Medina del Campo, 1528-1604). Teólogo dominico que participou em unha importânte controversia com Miguel de Molinos. A controversia, conhecida como “De auxiliis”, centrou-se em discernir se a graça divina pode axudar a salvar a um crênte, e em que medida o libre albedrío pode axudar a essa salvaçón. Báñez e os dominicos sostinham que a graça é um don da predestinaçón e acusarom aos molinistas de prestar excessiva importância à vontade humana de salvaçón, e com isto aproximar.se da herexía pelaxianista, que sostinha que os fieis podiam salvar.se sem o auxilio da graça divina. Os molinistas, por sua vez acusarom aos dominicos de aproximar-se da herexía calvinista, que sostêm que Deus predestina algunhas almas ao céu e outras ao inferno, sem que o home poida fazer nada para mudar este destino. A controversia começou em 1588 e chegou a tal ponto, que o papa Paulo V prohibíu a discusón em 1607. “De auxiliis” continuou enardecendo os ánimos até bem entrado o século XVII.

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ESCRITORES HISPÂNOS (ENRIQUE J. BANCHS)

Banchs, Enrique J. (Buenos Aires, 1888 – 1968). Poeta do neoclassicismo arxentino e xornalista. Entre os dezanove e os vintitrês anos escrebeu “Las barcas” (1907), “El libro de los elogios” (1908), “El cascabel del halcón” (1909) e cem sonetos reunidos em “La urna” (1911), que som considerados do melhor da literatura arxentina. A sua “Oda a los padres de la patria” apareceu na revista “Nosotros”. O seu nome simboliza para os seus contemporâneos, a busca da perfeiçón através da arte. A sua “Obra poética” (1907- 1955) foi publicada em 1973.

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ESCRITORES HISPÂNOS (FRANCISCO ANTONIO BANCES CANDAMO)

Bances Candamo, Francisco Antonio de (Avilés, Asturias, 1662 – 1704). Dramaturgo, crítico de teatro e historiador. Estudou filosofía, leis e direito canónico na Universidade de Sevilla. Marchou para Madrid a probar sorte como autor teatral. A sua primeira obra documentada na côrte foi “Por su rey y por su dama” (1685), escenificada para a celebraçón do aniversário do imperador. É a primeira de unha série de obras de intençón didáctica nas que Bances faborecía o regreso do rei dos Países Baixos, nos quais se encontraba naquel momento. Em 1687 recebeu o nomeamento de escritor do rei, mas as suas péças, excessivamente francas, levárom-no a renunciar ao cargo seguidamente à escenificaçón da sua triloxía em 1693-1694. Depois da representaçón da primeira das três comédias, “El esclavo en grillos de oro”, Bances Candamo foi ferido no peito por um espectador molesto pola temática da obra: a conspiraçón que fraguou 0vinius Clamillus para destronar a Trajano e usurpar o poder. Trajano toma conhecimento do complot e condena o senador a reinar no seu lugar para que descubra, que ser rei é ser “esclavo en grillos de oro”. O audictório pensou que a obra atacaba ao conde de Oropesa e à mala administraçón do rei, desde a caída do primeiro. Também daba a entender a necessidade de nomear um sucesor conhecido. Bances Candamo, tivo que fuxir para Madrid até que em 1696 foi estreada a sua obra “¿Cuál es afecto mayor: lealtad, sangre o amor?”, que tampouco influíu na política real. Tinha sído pouco antes nomeado tesoureiro oficial, mas renunciou ao cargo pouco antes de morrer na cidade de Lezuza. Bances Candamo é mais importante do que xeralmente se pensa. Luzán eloxiou “o seu enxenho, o seu elegante estilo, as suas notícias nada vulgares e polo grande cuidado que manifestou na verossimilitude, decoro e propriedade dos lances e das pessoas”. As suas “Obras dramáticas” (1772, dous volûmes) incluiem “La piedra filosofal” (reeditada por M. Cattaneo en 1974), de corte calderoniano; “El duelo contra su dama”, de estilo costumbrista; duas obras no estilo de Lope: “El español más amante y desgraciado Macías” e “El sastre del Campillo”; unha obra histórica basseada em Cristina de Suécia, “Quien es quién premia el amor”. As suas poesías forom publicadas como “Obras líricas” (1720, reeditadas em Barcelona, 1949). Apesar da importância das suas obras teatrais, talvez a maior aportaçón de Bances sexa “Teatro de los teatros de los passados y presentes siglos” (ed. Serrano y Sanz, RABM, 1901, V e VI), do qual fixo três versóns diferêntes. A primeira é unha defesa do decoro no teatro, ademais de dar prioridade à verdade poética sobre o mero feito histórico. Foi escrita em 1689 – 1690 para defender-se dos ataques do Xesuíta Ignacio de Camargo. A segunda e a terceira partes (1692 – 1694) son fragmentos de unha história universal do teatro desde a antiga Grecia. Na segunda parte expresa a ideia de que ao escreber obras para os reis há que dizer as cousas sem dizê-las, e expressar ideias sem sermonear, fazer “histórias vivas que, sem falar com eles, lhes hán de instruir com tal respeito que sexa a sua mesma razón quem do que vê, tome as advertências, e non o enxenho quem lhas diga. Para este dizer sem dizer, ¿quem duvidará sexa menester grande arte?” Para Moir a obra de Bances Candamo é, xunto com a “Aprobaçón” das comédias de Calderón del padre Guerra, o texto mais importânte de crítica teatral do seu século.

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ESCRITORES HISPÂNOS (EMILIO BALLAGAS)

Ballagas, Emilio (Camagüey, 1910-1954). Importânte poeta cubano que participou nas duas correntes vanguardistas de maior envergadura no seu país: La poesía “pura” e La poesía “comprometida”. Foi um promotor da beleza verbal e sonora dos ritmos e tradiçóns afroantilhanas. Sobre o tema, compilou unha “Antología de la poesía negra hispanoamericana” (Madrid, 1935, 2ª ed. 1944) e escrebeu um “Mapa de la poesía negra americana” (Buenos Aires, 1946). No seu libro “Júbilo y fuga” (1931) o seu rechazo do mundo real, debe-se tanto ao seu temperamento como aos seus modelos literários: Juan Ramón, Lorca e Alberti. O seu “Cuaderno de poesía negra” (1934) demonstrou que um poeta branco pode asimilar e recrear a musicalidade e o ritmo dos cantos negros. Outros poetas continuarom por este caminho. Escrebeu também “Elegía sin nombre” (1936), “Nocturno y elegía” (1938) e um neorromântico “Sabor eterno” que desarrolha os temas do amor frustrado e do amor perdido. “Nuestra Señora del mar” (1943) resultou um fracasado intento de escreber poesía relixiosa. “Cielo en rehenes”, publicado primeiro em “Obra poética” (1955), é unha procura de novos estilos e formas de expresón.

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