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A TEORIA “M” (UNHA TEORIA MAIS FUNDAMENTAL) (FI-61)

Ademais da questón das dimensóns, a “teoria de cordas” adolecía de outra característica incómoda: parecía que había polo menos, cinco teorias diferentes e milhons de maneiras nas que as dimensóns adicionais podíam curvar-se, o qual conduce a unha multitude embaraçosa de possibilidades para os que abogavam que a “teoria de cordas” era a “teoria única” de tudo. Logo, por 1994, começou-se a descubrir dualidades -que diferentes teorias de cordas, e diferentes maneiras de curvar as dimensóns adicionais, som simplesmente maneiras diferentes de descreber os mesmos fenómenos em quatro dimensóns-, Ademais, descubriu-se que a “supergravidade” também está relacionada com as outras teorias dessa maneira. Os teóricos de cordas, estám convencidos agora de que as cinco diferentes teorias de cordas e a supergravidade, som simplesmente diferentes aproximaçóns a unha teoria mais fundamental, cada unha das quais resulta válida em situaçóns diferentes. A “teoria mais fundamental” é a denominada “teoria M”, como afirmamos antes. Ninguém parece saber que significa a “M”, mas pode ser “Mêstra”, “Milagrosa” ou “Misteriosa”. Parece participar das três possibilidades. Ainda estamos intentando descifrar a natureza da “teoria M”, mas pode que non sexa possíbel conseguílo. Podería ser que a tradicional expectativa dos físicos, de unha só teoria da natureza sexa inalcanzábel e que non exista unha formulaçón única.

STEPHEN HAWKING E LEONARD MLODINOW

RAWLS (ARBITRARIEDADES MORAIS)

No entanto, Rawls non entende o valor equitativo da liberdade política ao resto das liberdades, como lhe pediria um marxista convencido de que a liberdade se pode transformar em algo meramente formal se os meios materiais e económicos da sua utilizaçón real non estiverem garantidos. De que serve a liberdade de pensamento se non se dispón da informaçón e conhecimentos suficientes? De que serve a liberdade de movimentos se non se tem dinheiro para viaxar? De que serve qualquer tipo de liberdade individual se non nos podemos alimentar, vestir ou viver debaixo de um tecto em condiçóns dignas? Rawls confia no valor equitactivo das liberdades políticas e nos outros dous princípios de xustiça para non ter de colocar estas perguntas. Esses outros dous princípios de xustiça som: “a igualdade de oportunidades” e o “princípio de diferênça”. A “igualdade de oportunidades” tem um primeiro momento que é a “igualdade formal de oportunidades”, a corrida aberta aos talentos, com o obxectivo de prohibir por lei as “discriminaçóns moralmente arbitrárias”, ou sexa, aquelas que prexudicam a “igualdade moral das pessoas”, e cuxa definiçón consiste em que todos debem ter igual acesso legal às posiçóns sociais vantaxosas. No entanto, a “igualdade formal de oportunidades” non contempla o facto de as continxências sociais non se equipararem ao acesso a essas posiçóns dominantes, polo que se torna necessária unha “igualdade equitativa de oportunidades” que nivele ou compense as condiçóns sociais que determinam o acesso a essas posiçóns. A “igualdade formal” non impede que esse acesso “se vexa inxustamente influenciado por factores sociais e naturais que do ponto de vista moral, som muito “arbitrários”.

ÁNGEL PUYOL

ESCRITORES HISPÂNOS (JORGE LUIS BORGES)

BORGES, Jorge Luis (Buenos Aires, 1899). É um dos grandes contistas da literatura universal e um ensaista incomparábel. Os seus escritos influirom a muitos escritores mais alá das suas fronteiras e do seu continente. Borges é também um excelente poeta, mas o seu êxito como narrador com frequência fai esquecer os seus acertos neste outro xénero. O estilo da sua prosa une a brevidade com a elegancia em contos cuxa ambigüidade resulta absoluctamente orixinal. Passou a sua xuventude em Buenos Aires, mas dentro de um âmbiente muito influído pola cultura inglesa, de maneira que Borges aprendeu a lêr em inglês antes que em espanhol. A leitura de Robert Louis Stevenson foi unha das suas aficçóns daqueles anos, Estudou depois em Xinébra (1914-1918) e entón também viaxou por França, Alemanha e Maiorca. Residíu depois em Espanha, onde se xuntou ao grupo dos “ultraístas” e à revista “Ultra” em 1919. Introducíu este movimento na Arxentina a través de publicaçóns em revistas como “Prisma”, “Proa”, “Nosotros” e “Martín Fierro” e no seu primeiro libro, “Fervor de Buenos Aires” (1923). A primeira etapa de “Proa” abarcou de 1922 a 1923, até que o cofundador, Macedonio Fernández, renunciou. Borges iniciou a segunda etapa da revista (1924-1925) com Ricardo Güiraldes, Pablo Rojas Paz e Brandán Caraffa. Em 1925 Borges começou a colaborar no suplemento cultural do xornal “La Prensa”. De ahí iniciou as suas colaboraçóns em quase todos os diários e revistas importantes da Arxentina. Recordamos especialmente a sua colaboraçón na revista de Victoria Ocampo, “Sur”. A sua biografía é quase inexistente. A sua verdadeira vida está constituída polo crescimento das suas leituras e do seu desarrolho intelectual e criativo. Os únicos incidentes externos importantes que podemos mencionar foi o seu cese como director da Biblioteca Nacional por ordem de Juan Domingo Perón e a cegueira progressiva que padeceu desde fai muitos anos. Profundo estudoso dos sistemas de pensamento oriental e occidental, xamais caíu no “escepticismo”. É um home de cultura universal e enciclopédica e foi capaz de introducir subtilmente nos seus escritos paradoxas e metáforas que saca de diversas fontes. Pode afirmar-se que os seus ensaios e os seus contos constituem unha série de problemas literários e filosóficos, que introduce com brevidade e que resolve com gráça e elegância. Os seus ensaios som: “Inquisiciones” (1925), “El tamaño de mi esperanza” (1926), “El idioma de los argentinos” (1928), “Evaristo Carriego” (1930), “Discusión” (1932), “Las Kenningar” (1933), “Historia de la eternidad” (1936), “Nueva refutación del tiempo” (1947), “Aspectos de la literatura gauchesca” (Montevideo, 1950), “Antiguas literaturas germánicas” (em colaboraçón com Delia Ingenieros, México, 1951), “Otras inquisiciones” (1952), “El Martín Fierro” (com Margarita Guerrero, 1953), “Leopoldo Lugones” (1955, em colaboraçón com Betina Edelberg) e “Elogio de la sombra” (1969), que incluie histórias e poemas, entre outros. O primeiro libro de Borges foi um libro de poemas e ao longo da sua vida continuou cultivando este xénero. Os seus temas preferidos som sempre o tempo e o intemporal, a identidade e a âmbigüidade que entranha, a paradoxa e a natureza cíclica do conhecimento e da história. Depois de “Fervor de Buenos Aires” publicou “Luna de enfrente” (1925) e “Cuaderno de San Martín” (1929). Libros que despois rechazou por esaxeradamente “ultraístas”. Os asuntos dos seus primeiros poemas som com frequência “criollos” e rexionais. Neles pode-se notar o aspecto local de unha literatura que raramente o é na sua narrativa. A tendência metafísica de Borges está reflexada em “Antología personal” (1961), “Obra poética 1923-1967” (1967) e nos poemas incluidos no xá citado “Elogio de la sombra”. Mas o melhor de Borges som os seus contos: “Historia universal de la infamia” (1935 e logo incluida nas suas “Obras completas” em 1954), é a primeira obra do “realismo mágico” hispanoamericano, que atinxiría o seu clímax com Gabriel García Márquez. “El jardín de los senderos que se bifurcan” (1941), “Artificios” (1944), “Ficciones, 1935-1944” (1944); “El aleph” (1949), “La muerte y la brújula” (antoloxía que incorpora alguns contos novos), “El hacedor” (cuxa primeira edicçón está incluída em “Obras completas”, 1960), “Cuentos” (1968), “Elogio de la sombra” (1969), “El informe de Brodie” (1970), “El congreso” (1971) e “El libro de Arena” (1975). Borges admite a influênça na sua literatura de escritores como Chesterton e Lewis Carroll. O elemento lúdico levou-o a colaborar frequentemente com Adolfo Bioy Casares na elaboraçón de novelas policíacas baixo o pseudónimo de “H. Bustos Domecq”: “Seis problemas para don Isidro Parodi” (1942), “Dos fantasías memorables” (1946) e “Crónicas de Bustos Domecq” (1967). Como “B. Suárez Lynch” publicarom a obra “Un modelo para la muerte” em 1946. Borges compilou também varias antoloxías: “Antología clásica de la literatura argentina” (sem data, mas de 1937), em colaboraçón com Pedro Henríquez Ureña; “El compadrito: su destino, sus barrios, su música” (1947), em colaboraçón com Silvina Bullrich; “Cuentos breves y extraordinarios” (1953), com Bioy Casares; “Manual de zoología fantástica”, com Margarita Guerrero (1957); e “El matrero” (1970).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ABELARDO BONILLA)

BONILLA, Abelardo (Cartago, 1899). Ensaista, historiador literário e novelista costarricense. Publicou “El valle nublado” (1944), novela na que ataca discretamente a hipocresía e a corrupçón. Publicou também unha “Historia de la literatura costarricense” (1959, dous volûmes).

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ESCRITORES HISPÂNOS (MARÍA LUISA BOMBAL)

BOMBAL, María Luisa (Viña del Mar, 1910-1980). Novelista chilena, que estudou filosofía na Sorbona. É autora de duas novelas, nas quais evita seguir as duas correntes convencionais da novelística do seu país: o “criollismo” e o “neorrealismo”: “La última niebla” (1935), reescrita pola autora em colaboraçón com o seu esposo para unha versón em fala inglesa publicada como “House of mist” (1947) e “La amortajada” (1938), descrípta por Jorge Luis Borges como um “libro de triste magia… de oculta organización eficaz”. “La última niebla” conta a historia de unha mulher casada carente de verdadeiro amor, através da utilizaçón da personáxe da néboa, símbolo e símil da mulher. Esta novela foi comparada com a obra de Hoffmann, de Virginia Woolf e, em alguns pontos, toca as obras de Barrios e de Halmar polo seu subxectivismo. A reediçón de 1944, contêm duas novelas curtas centradas também no amor frustrado. “La amortajada”, é a historia de um dadáver contada em primeira pessoa a través de “flashbacks”.

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ESCRITORES HISPÂNOS (SARA BOLLO)

BOLLO, Sara (Montevideo, 1904). Poeta e crítica uruguaya. A sua poesía, em contraste com a convencional poesía herótica que acostumam escreber as hispanoamericanas, centra-se principalmente na sensibilidade espiritual. A sua obra teatral “Pola Salavarrieta” (estreada em 1944, publicada em 1945)é unha traxédia em verso situada na época de Bolívar, que tem como protagonista a unha heroína colombiana. A publicaçón da sua obra poética começou com os seus inmaduros “Diálogos de las luces perdidas” (1927) e “Nocturnos del fuego” (1931). Escrebeu poemas em prosa nas “Las voces ancladas” (1933). A sua voz poética começou a destacar em “Regreso” (1934), “Baladas del corazón cercano” (1935), “Ciprés de púrpura” (1944) e “Ariel prisionero, Ariel libertado” (1948), libros todos que servirom para elaborar a sua “Antología lírica”. Outros títulos mais recentes som “Espirituales” (1963), “Tierra y cielo” (1964) e “Diana transfigurada” (1964). Escrebeu também um manual de “Literatura uruguaya, 1807-1965” (1965, dous volûmes) e outros estudos menores, “Juana de Ibarbourou” (1935), os ensaios “Sobre José Enrique Rodó” (1951), “El modernismo en el Uruguay: ensayo estilístico” (1951) e “Delmira Augustini: espíritu de su obra” (1963).

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ESCRITORES HISPÂNOS (VICENTE BOIX Y RICARTE)

BOIX Y RICARTE, Vicente (Játiva, 1813-1880). Autor teatral, historiador e poeta. Novelista melodramático que segue a tradiçón de Dumas. Escrebeu a medíocre e voluminosa “Historia de la ciudad y reino de Valencia”, pouco fiábel nos seus dactos (1845, três volûmes). As suas “Obras poéticas” aparecerom em dous volûmes, “Poesías históricas y caballerescas” (Valencia, 1850) e “Poesías líricas y dramáticas” (Valencia, 1851).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JUAN NICOLÁS BÖHL DE FABER)

BÖHL DE FABER, Juan Nicolás (Hamburgo, 1770-1863). Hispanista alemán, home de negócios e crítico literário. Foi cónsul alemán em Cádiz. Converteu-se ao catolicismo. Foi o pai de Cecilia Böhl de Faber. Colaborou com alguns artígos publicados na prensa gaditana (1814) difundindo as ideias de Schlegel sobre a beleza dos românces espanhois e do chamado drama “irregular” do “Siglo de Oro”, que entón era despreçado. Estes artígos iniciarom unha disputa com Alcalá Galiano, que atacou a Böhl desde unha perspectiva neoclássica. José Joaquín de Mora apoiou a Alcalá e manipulou para impedir que novos artígos de Böhl apareceram na prensa. A querela convertíu-se em política: os liberais apoiabam as teorias francesas neoclássicas e os conservadores como Böhl, López Soler e Agustín Durán considerábam-se a sí mesmos como os defensores da tradiçón cristiana, identificando esta, de unha maneira errónea, com a visón dos românticos. Forzado a deixar de colaborar nos xornais, publicou três panfletos baixo o título de “Pasatiempos” (1818-1819), com o pseudónimo de “El Alcalde de Daganzos”, que mais tarde reeditou na forma de libro como “Vindicaciones de Calderoń, y del teatro antiguo español contra los afrancesados en literatura” (1820). A polémica, conhecida como “querella calderoniana”, foi ganha polos hispanófilos encabezados por Böhl de Faber, que foi elexído membro honorário da Real Academia. Böhl adiantou-se aos críticos actuais ó afirmar que os autos relixiosos de Calderón eram tán valiosos como as comédias. Como erudicto fixo duas importantes compilaçóns: “Floresta de rimas antiguas castellanas” (Hamburgo, 1825) e “Teatro anterior a Lope de Vega” (1832).

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ESCRITORES HISPÂNOS (CECILIA BÖHL DE FABER)

BÖHL DE FABER, Cecilia (Morges, Suiça, 1796-1877). Novelista e costumbrista que escrebeu baixo o pseudónimo de “Fernán Caballero”. Filha do hispanófilo alemán Juan Nicolás Böhl de Faber. O seu pai educou-na no catolicismo. Aos dezanove anos casou-se com um xovem capitán de infantaria, que morreu ao ano seguinte em Puerto Rico. Em 1882 casou de segundas núpcias com o marquês de Arco Hermoso, e com el viveu nas casas de Sevilla e do campo, de onde sacou material para as suas novelas e os seus quadros rurais e de costûmes. Depois da morte do marquês, Cecília casa, por terceira e última vez, com Antonio de Ayala. Foi a causa da sua precária situaçón económica que considerou a publicaçón das suas obras. “La Gaviota” publicou-se por entregas no “El Heraldo” em 1849. De imediato, esta novela, orixinariamente escrita em françês, foi considerada como digna de um novo Walter Scott. Escrebeu-a como reacçón contra os folhetins sensacionalistas, que estabam de moda nos xornais da época; ademais de dar unha visón muito real de como se comportabam e falabam os espanhois daquel tempo. A obra trata do matrimónio fracasado do doutor Stein com a filha de um pescador, a quem chamabam “La Gaviota”. A mulher enamora-se de um “torero” e abandona o marido para converter-se em cantora profissíonal. O doutor Stein parte para os Estados Unidos e “La Gaviota” regresa finalmente ao fogar; perdida a voz, só lhe queda casarse com o barbeiro. As escenas da vida andaluza, que som a verdadeira razón de ser da novela, absoluctamente convincentes, mas, evidentemente, non reflexan “a vida espanhola”, xá que a autora seleccionou o que considera mais pintoresco. A seguinte novela, foi “Clemencia” (1852, dous volûmes), na qual unha mulher desafortunada no seu matrimónio aceita essa carga com resignaçón; “Cuadros de costumbres populares andaluces” (Sevilla, 1852); “La farisea” (1853), que está baseada nas suas experiências portorriquenhas; “Lágrimas, novela de costumbres contemporáneas” (Cádiz, 1853); e “La familia de Alvareda, novela original de costumbres populares” (1856), escrita em alemán, trinta anos antes da sua publicaçón em Espanha. Outras obras suas som: “Una en otra”, “Callar en vida y perdonar en muerte” e “Con mal o con bien a los tuyos te ten” (todas em 1856); “Un servilón y un liberalito, o tres almas de Dios” (1857); “Relaciones” (1857) e o quadro de costûmes breves “Deudas pagadas” (1860). Fernán Caballero aspiraba a expressar a verdade, o patriotismo e a naturalidade, mas a sua falta de xuíço literário, fán a sua leitura problemática para o home moderno. As suas “Obras completas” publicarom-se em 1855-1858 (19 volûmes).

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ESCRITORES HISPÂNOS (JAUME BOFILL I MATES)

BOFILL I MATES, Jaume (1878-1933). Poeta catalán característico do Noucentisme que utilizou o pseudónimo “Guerau de Liost”. Bofill é mais sério e irónico que Josep Carner, em “La muntanya d’amatistes” (1908) , “Somnis” (1913), “La ciutat d’ivori” (1918) e “Sàtires” (1928). A sua obra foi reunida em “Obra poètica completa” (Barcelona, 1948).

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ESCRITORES HISPÂNOS (ANTONIO DE BOFARULL I DE BROCÁ)

BOFARULL I DE BROCÁ, Antonio de (Reus, 1821-1892). Historiador e autor teatral. Fundou a revista satírica “El Hongo” e foi crítico de teatro baixo o pseudónimo de “Lo Coblejador de Moncada”. Contribuiu para o resurximento da literatura catalán e para a restauraçón dos “Jocs Florals”. Entre as suas obras encontram-se “Pedro el Católico, rey de Aragón” (1842) e “Roger de Flor” (1845). Escrebeu também unha novela histórica bastante medíocre, “Blanca o la huérfana de Menagres” (1876). É mais conhecido pola sua obra de historiador. Durante muitos anos, foi director do “Archivo de Aragón”. Escrebeu Crónica de Pedro IV “el Ceremonioso” (1845), “Hazañas y recuerdos de los catalanes… hasta el enlace de Fernando con Isabel” (1846), “Historia de don Jaime I” (1848) e “La confederación catalana-aragonesa: historia crítica civil y eclesiástica de Cataluña” (1878).

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ESCRITORES HISPÂNOS (GRUPO BOEDO)

BOEDO, grupo. Grupo literario arxentino dos anos vinte, chamado assim por unha rua do bairro baixo de Buenos Aires, onde viviam a maioria dos inmigrantes. O grupo opunha-se ao da rua Florida, cuxa cabeça vissíbel era Jorge Luis Borges. O Boedo estaba formado por Roberto Arlt, Álvaro Yunque (Arístides Gandolfi), César Tiempo (Israel Zeitlin), Enrique Amorim, Olivari, González Tuñón, Guijarro, Riccio, Barletta, Elías Castelnuovo e Mariani. Na realidade, personáxes de âmbos grupos colaboravam na revista supostamente “contrária”. E os estilos non eram tán diferentes, ainda que as actitudes sim estivéram diferenciadas. Boedo optaba por unha literatura comprometida, contra a inxustiça social. Interesába-lhes mais o conteúdo das obras que o estilo florido, polo que alguns dos seus membros acabarom no panflecto. Queriam “levar ao verso, ao conto, à novela, ao ensaio, ao teatro, à crítica, essa visón definitiva que nas massas começaba a encender-se como unha possíbilidade imediata”. A primeira revista que publicarom foi “Los Pensadores”, seguida depois pola mais representativa “Claridad”. Cultivarom preferentemente a novela.

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ESCRITORES HISPÂNOS (GABRIEL BOCÁNGEL Y UNZUETA)

BOCÁNGEL Y UNZUETA, Gabriel (Madrid, 1603 – 1658). Poeta. Foi bibliotecario do Cardeal-Infante Dom Fernando. O seu “Rimas y prosas”, xunto com “Fábula de Leandro y Ero” (1627), mostram unha clara influênça de Góngora y Jáuregui, dentro da tradiçón do culteranismo. Escrebeu também numerosos poemas de ocasión (como um dedicado á festa de San Juan Bautista celebrada em Madrid) e panexíricos (um ao Infânte Dom Carlos em 1633). A sua poesía amorosa resulta pedestre, mas nos seus melhores momentos, alcança grande força sensual e beleza nas imáxes. Escrebeu unha peça de teatro, “El emperador fingido”, que apareceu na “Parte 43 de Comedias nuevas” (1678).

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ESCRITORES HISPÂNOS (BONIUM OU BOCADOS DE OURO)

BOCADOS DE ORO (O BONIUM). É unha das colecçóns de sentênças mais importantes da Idade Média. Foi traducída ao castelán por ordem de Alfonso o Sábio. Procede do “Libro de las sentencias” de Abû-l-Wafâ’ al-Mubashshir ibn Fâtik (século XII). Bonium, rei de Persia, viaxa á India para interrogar aos sábios sobre a verdade e a sabedoria. As respostas dos sábios constituem o grosso do libro (editado por Hermann Knust em “Mittelungen aus dem Eskurial” (Tübingen, 1879). foi reeditado várias vezes nos séculos XV e XVI. As sentênças atribuídas aos sábios indios derivan na realidade da filosofia grega: um filósofo grego fai a introduçón de cada capítulo.

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¡¡ QUE NADA SE SABE !!

Diferencia entre “aprehensón” e “recepçón”, xá que o cán recebe a “especie” de um home, de unha pedra, de algo que tem um tamanho, e non obstânte non conhece. Também o nosso olho recebe, e non conhece. Muitas vezes recebe a alma, e non conhece, como quando admite falsidades ou quando as cousas se apresentam obscuras a um espírito torpe. Distingue também entre o conhecimento propriamente dito, que acabamos de descreber e que, sem embargo, non conhecemos, e outro conhecimento, impropriamente dito, polo qual se afirma que alguém conhece o que viu noutro momento e o conserva na memória adornado com os seus próprios caracteres. Em virtude deste conhecimento, afirma-se que o menino conhece o seu pai e ao seu irmán, o cán ao dono, assím como o caminho por onde passou. Por último, divide todos os conhecimentos em dous. Um é o “perfeito”, mediante o qual unha cousa é “percebida e entendida” por todas partes, por dentro e por fora; este constitue a “ciência”, à qual agora desexaríamos pôr em harmonia com os homes, ainda que ela non se deixa. O outro é o “imperfeito”, mediante o qual se “aprehende” unha cousa de qualquer modo e da maneira que sexa; este é o que nos resulta mais familiar, se bem é maior ou menor, mais claro ou mais escuro, nunha palabra, está repartido em diversos gráus, segundo a variedade dos enxenhos humanos. Acostuma a dividir-se este conhecimento em dous: um “externo”, que se realiza mediante os sentidos e polo mesmo se chama “sensorial”, e outro “interno”, que se realiza por meio da mente só, mas non resulta “nada” em absolucto!

FRANCISCO SÁNCHEZ