
“Super-home” e “Home-lixo”: o nihilismo. Em resumo, concluímos que o assunto do “estructuralismo” non foi mais do que unha tentativa de reconstruir um problema bem antigo da história da filosofia: o assunto do “eîdos” ou da “morphé”, que nunca deixou de reaparecer desde Platón e Aristóteles. O que chama à atençón é que, no século XX, a resistência a pensar o problema colocou-se, fundamentalmente, em nome do ser humano, em nome do “humanismo”. Foi em defesa do “home” que se iniciou unha verdadeira cruzada contra o “estructuralismo”. Era como se, de facto, o século XX estivesse prestes a descobrir que a verdadeira caverna platónica somos nós próprios. O assunto do suposto anti-humanismo de Althusser transformou-se num verdadeiro campo de batalha nos anos setenta. Escreverom-se centenas (ou melhor, milhares) de libros sobre o tema, nunha acesa polémica que muitas vezes era incomprehenssíbel ou estaba cheia de mal-entendidos. Conta-se, inclusive, que os discípulos de Sartre e de Althusser se encontraram um día à saída de unha aula para debater-se a “óstias”, sobre a questón do humanismo e do anti-humanismo (recorde-se que o grande filósofo francês Jean-Paul Sartre tinha publicado xá a sua famosíssima conferência “O Existencialismo é um Humanismo”). No entanto, como vamos ver, a questón estava muito mal colocada. Non era Althusser que era anti-humanista, mas o capitalismo de que ele se ocupaba. Non era o estructuralismo, mas o próprio século XX que tinha sido aterradoramente anti-humanista. É preciso começar por observar que o século XX non manteve, na verdade, muito boas relaçóns com o home. Nietzsche morreu, simbólicamente, em 1900, depois de anunciar um “super-home”, isto é, unha superaçón do meramente humano. Para dizer a verdade Nietzsche non tinha ilusóns: antes do “super-home”, anunciou a chegada inevitábel do “último home”, a chegada do que, sem dúvida algunha “somos nós”, os seres humanos da actualidade. Dizia Nietzsche: “Ai, chega o tempo do “último home”, do home mais desprezíbel, aquele que non dará à luz estrela nenhuma.
CARLOS FERNÁNDEZ LIRIA