
A diferenciaçón das costûmes e das falas ibéricas, das galaico-portuguesas. Estas últimas som célticas por enteiro. Para algúns autores o timbre obscuro e semi-nasal do português e do galego, é indício seguro da presença do galo-céltico nestas povoaçóns. O P. Fita, doutíssimo conhecedor das primitivas antiguidades hispânicas, aceita aquela opinión e afirma que a pronunciaçón era mais fogosa e menos clara na Galiza, que em Lusitânia, e que o galego e o lusitano, eram entre sí como o britânico e o gaélico. Avisa mais, “a diferença do artígo prepositivo gael e cinrico, parece encontrar-se também no galego e no lusitano.” Para ele non só se explicam as nossas principais inscripçóns polas falas célticas e delas serve-se para interpretá-las, senón que asegura que a fala dos nossos antepassados era céltico, no seu fundo e estructura, e que non pode confundir-se de nenhuma maneira com o ibero occidental ou éuscaro. Ao mesmo tempo indica a irrupçón gala, e polo tanto a do seu idioma. Ainda que é tán pouco o que sabemos referente à fala celto-galega, aínda é menos o que se pode adiantar com respeito ás armas e a sua ornamentaçón, das moedas e signos que as adornam. Pouco estudadas estas últimas, non permítem aínda estabelecer as diferênças essenciais que presumímos entre as nossas moedas e as das rexións mediterrâneas.
MANUEL MURGUÍA