
Halley era unha personáxe extraordinária. Ao longo da sua productiva carreira foi comandante da marinha, cartógrafo, professor de xeometria na Universidade de Oxford, controlador delegado da Real Casa da Moeda, astrónomo real, e inventor da campânula de mergulho a grande profundidade. Foi unha autoridade em libros sobre magnetismo, marés, movimento dos planetas, tendo aínda escrípto com grande entusiasmo vários artigos sobre os efeitos do ópio. Inventou os mapas metereolóxicos e as tabelas de risco, propôs métodos para encontrar a idade da Terra e a sua distância do Sol, e até descobríu unha forma de manter fresco o peixe fora da sua temporada. A única cousa que non fez foi, curiosamente, descobrir o cometa que tem o seu nome. Limitou-se a reconhecer que o cometa que viu em 1682 era o mesmo que outros tinham visto em 1456, 1531 e 1607. Só passou a ser o cometa Halley em 1758, deçasseis anos após a sua morte. De todos os seus feitos, talvés a maior contribuiçón para o conhecimento humano tenha sido a de ter tomado parte nunha modesta aposta científica com dous grandes nomes do seu tempo: Robert Hooke, hoxe recordado como o primeiro cientista a fazer a descripçón de unha célula, e o grande e imponente Christopher Wren, que antes de ser arquitecto era astrónomo, embora a maior parte das pessoas non o sabía. Nunha noite de 1683, Halley, Hooke e Wren estabam a xantar xuntos em Londres, e a certa altura a conversa recaíu sobre os movimentos dos corpos celestes. Sabía-se que os planetas xiravam normalmente ao longo de unha órbita elíptica (“unha curva muito precisa e específica”, parafraseando Richard Feynman), mas non se sabía porquê. Wren propôs um xeneroso prémio de quarenta xelins (equivalente a duas semanas de ordenado) ao primeiro de entre eles que encontrasse a resposta. (…) Em 1684 o Dr. Halley veio de visita a Cambridge, e depois de algum tempo xuntos, o Dr perguntou a Newton, como pensaba que sería a curva descrípta polos planetas, partindo do princípio de que a força de atracçón em relaçón ao Sol era inversamente proporcional ao quadrado das distâncias entre este e cada planeta. Esta era unha referência a unha regra de matemática conhecida como lei do inverso do quadrado da distância, que Halley pensava estar na base da explicaçón, embora non soubesse exactamente como. O Senhor Isaac respondeu imediatamente que sería unha “elipse”. O Doutor, espantado e contente ao mesmo tempo, perguntou-lhe como é que sabia. Porque, fíxem o cálculo, polo que Halley pedíu para ver os cálculos sem mais delongas, e Isaac procurou nos seus papeis, mas non os logrou encontrar. Isto era espantoso (como se alguém dissesse que tinha encontrado a cura para o cancro, mas non soubesse onde tinha deixado a fórmula. Pressionado por Halley, Newton concordou em voltar a fazer os cálculos e apresentar um estudo sobre isso. Cumpriu o prometido, mas fez ainda muito mais. Retirou-se durante dous anos e, ao fim de intensas reflexóns e rabiscos frenéticos, acabou por apresentar a sua obra prima: “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica”, ou Os Princípios Mathemáticos da Filosofia Natural, mais conhecidos por “Principia”. Raras som as vezes na história em que a mente humana é capaz de chegar a conclusóns tán argutas e inesperadas que se fica sem saber o que é mais espantoso (o facto em si, ou a ideia de alguém ter conseguido descobri-lo. O “Principia” foi um desses momentos. Newton tornou-se famoso de um dia para o outro. Passou a ser alvo de honras e aplausos para o resto da vida. (…) “Nenhum mortal se pode aproximar mais dos deuses”, escreveu Halley, transmitindo assim a opinión partilhada polos seus contemporâneos e por muitos outros desde entón.
BILL BRYSON










