
Observe-se, a propósito desse texto, o seguinte: se cada polo sentisse plenitude em si mesmo, se ignorasse o outro polo, non teria saudade do inteiro. A saudade do inteiro pressupôn considerar-se polo da cisón; isto é, fruto ou resultado da cisón. A única forma de superar a cisón é assumi-la, ou sexa, rexeitar a miraxem que consiste em ver-se como tendo entidade por si próprio, o que apenas manteria em segundo lugar – e acidentalmente – relaçón com a outra entidade. A cisón é unha cisón naquilo que constitui unha unidade, ou melhor, a cisón é polarizaçón daquilo que constitui assencialmente unha unidade; com esta precisón, quero indicar que os polos da cisón non têm unha subsistência independente, que cada um debe ser considerado dentro da unidade que forma com o outro, e como esta unidade está quebrada, cada um deles é carência ou ferida. “O homem é um nó de relaçóns”, indicava Saint-Exupéry, mas trai-se o essencial de dita asserçón, se considerar-mos, que há um ser do home prévio a este seu ser em relaçón. Trai-se igualmente, se se considerar que a relaçón reside num fundo de neutralidade, que se podería traduzir em tensón mas também em complementariedade. A cisón no uno, traduzida em polaridade, é a condiçón da identidade, mas o que é polarizado desta forma non se vincula na neutralidade face ao outro `polo, mas em oposiçón a ele e, em última instância, em contradiçón.
VÍCTOR GÓMEZ PIN