
Embora a prioridade lóxica do trabalho alienado sobre a propriedade privada continue a ser unha questón em aberto, há que reconhecer que Marx a estabelece com firmeza. É verdade que a relaçón entre os dous conceitos a entende como “feedback”, como unha determinaçón mútua, unha interaçón recíproca: “Só no último destaque do seu desenvolvimento descobre de novo o segredo da propriedade privada, isto é, em primiero lugar, que é o producto do trabalho alienado, e, em segundo lugar, que é o meio polo qual o trabalho se aliena, a “realizaçón desta alienaçón”. A sua insistência na ordem das categorias, non é um mero capricho metodolóxico teórico; Marx pensa que aí se xoga a possibilidade da revoluçón e do seu conteúdo, que requer estar na posse da sua ordem. A aboliçón da propriedade privada e, portanto, do trabalho assalariado capitalista non acaba com o trabalho alienado. Só a aboliçón do trabalho alienado (que inclui, obviamente, a aboliçón do trabalho assalariado capitalista e da propriedade privada) restituirá a unidade profunda e natural nas relaçóns pessoais, permitindo um desenvolvimento das faculdades individuais que “non podería ser possíbel sem a colaboraçón harmoniosa dos homes consagrados a tarefas comuns no domínio da produçón material. (…) Criaçón e criador da sociedade, o home só pode atinxir a sua plenitude individual nunha actividade doctada de valor social, de alcance social”.
JOSÉ MANUEL BERMUDO