
É nosso intuito destacar que na medida em que aprobamos a presença do útil ou do agradábel, em muitos casos non estando de forma algunha relacionados com o nosso bem-estar (como por exemplo, nunha narrativa de algo que aconteceu há séculos ou num país distante), parece que debemos admitir que, além de nos amarmos a nós próprios, non nos som indiferentes os interesses dos outros ou a sua felicidade. Se os outros choram, é fácil que acabemos a chorar com eles. Se os outros riem, nós rimos com eles. A contemplaçón da felicidade dos outros (quando non há espaço para a invexa ou desexo de vingança, isto é muito importante) dá-nos prazer de unha forma natural, assim como a sua dor e tristeza nos causam afliçón. Isto parece indissociábel da nossa estructura e constituiçón. Porém, apenas as mentes mais xenerosas se sentem impulsionadas a procurar com entusiasmo o bem dos outros e a nutrir unha verdadeira paixón polo seu bem-estar. Nos homes de pouco espírito (chamemos-lhes assim), esta simpatia non vai além de unha leve emoçón da imaxinaçón que só serve para produzir sentimentos de complacência e censura, fazendo aplicar ao obxecto apenas termos honrosos ou desonrosos. Por outras palabras, a simpatia ou princípio de humanidade non constitui em muitas pessoas um princípio de acçón. Non podemos contar com ele na vida política, embora non se deba duvidar da sua existência. Serve-nos para fazermos xuízos morais, que é aquilo que mais nos interessa investigar na presente exposiçón.
GERARDO LÓPEZ SASTRE