
O Canciller Pero López de Ayala é a figura senlheira das letras da segunda metade do século XIV, e unha das primeiras da literatura. Cortesán e home de armas, foi peça importante da vida política, social, militar e diplomática do seu tempo. A sua dilatada vida permitíu-lhe assistir a quatro reinados cuxos feitos narrou com maestría émula de Tito Livio (ao qual traduzíu em parte) e de Salustio. Nasceu o Canciller em 1332 em Victória e morreu em Calahorra, em 1407. Tinha xá dezoito anos quando começou a reinar Pedro I o Cru e foi baixo as suas ordens Alguacil Mayor de Toledo e Capitán da Flota. Quando o bastardo Don Enrique se proclamou rei e a situaçón de Don Pedro começou a ser comprometida, passou-se para o serviço daquel, como tantos outros cabaleiros, e assistíu-o na batalha de Nájera como Alférez Mayor de la Orden de la Banda, sendo aprisionado polos inglesês do Príncipe Negro. Xá libre, foi nomeádo Alcaide Maior de Victória e logo de Toledo, e como embaixador na côrte de Carlos VI de França o axudou com os seus conselhos na batalha de Rosebeck, o qual lhe valéu unha pensón de mil francos de ouro. Na batalha de Aljubarrota baixo o reinado de Juan I, foi apressado polos portugueses, que o mantivérom preso durante mais de um ano, até que foi pago um abultado resgate pola sua mulher e os reis de Castela e França. Como embaixador concertou a paz com a casa de Lancaster, defensora dos dereitos de Don Pedro, e mais tarde o acordo com Portugal, durante o reinado de Enrique III, que o nomeou Canciller de Castela. Durante a minoridade deste último foi também Conselheiro da sua Rexência. Vivéu o Canciller em época de grandes turbulências, conflíctos políticos e calamidades de toda índole, guerras internacionais e civis e gráve crise relixiosa provocada polo Cisma; e ainda que nos anos da sua xuventude foi mais bem um político oportunista e astuto (condiçón que trocou na sua madurés por unha fervorosa lealdade e alto sentido patriótico) a sua pessoa repressenta o espírito aristocrático e a moral severa frente ao conceito popular e a pícara despreocupaçón do Arcipreste. Afirmou-se que ante a corrupçón e inmoralidade do seu tempo, foi a sua postura a que séculos mais tarde teríam que encarar homes como Quevedo, Feijoo, Cadalso e Larra. Por isto as suas obras, albergam o tôn acre e fustigador de quem vé tambalear-se a sociedade num caos tanto moral como político.
JUAN LUIS ALBORG