
Planck apoiou sempre os melhores cientistas do seu país e procurou promovê-los. Non só se preocupou com os seus alunos em Berlim, como se envolveu pessoal e activamente em trazer para a cidade os melhores físicos de língua alemán do momento. Para isso, entre 1905 e 1930, usou toda a sua influênça a partir dos diversos cargos de responsabilidade que ocupou. Adicionalmente, existe unha unanimidade entre todos os envolvidos em salientar o seu bom carácter e a sua amabilidade. Os encontros na sua casa, as soirées musicais, as discussóns científicas, as excursóns à montanha… tudo isto fazía parte dos atractivos que a proximidade de Max Planck oferecia nessa época. Após a morte de Boltzmann em 1906, Planck estebe prestes a aceitar unha oferta da Universidade de Viena para lhe suceder na cátedra de Física Teórica. O mais brilhante dos estudantes de Boltzmann era unha mulher, Lise Meitner, que, perante a decisón definitiva de Planck de permanecer em Berlim, decidíu mudar-se e trabalhar com ele. Quando Lise chegou a Berlim em 1907, Planck recebeu-a em sua casa e, embora um pouco céptico ao princípio polo facto de ser mulher, foi-lhe dando cada vez mais apoio à medida que foi comprehendendo a sua valia extraordinária. Meitner começou a trabalhar com Otto Hahn no Instituto de Química da Universidade pouco depois de chegar a Berlim (Hahn também era um convidado habitual em casa dos Planck) e, entre 1907 e 1938, trabalhou intensamente em física nuclear. Hahn, químico , e Meitner, física, fixéram várias descobertas importantes nesses anos. A mais importante delas, a fissón do núcleo de urânio.
ALBERTO TOMÁS PÉREZ IZQUIERDO