OU SEXA, QUE RACÍSTAS, RACISTAS, OS ALEMÁNS NON ERAM!

Muito de vez em quando, ademais de emigrantes chinesas, vinham nas expediçóns algunha negra ou mulata ou ainda algunha mestiza tirando a turca. Os demais turistas non tinham grandes dificuldades em aceitá-las bem, e nem lhe cuspíam nem as insultabam. Ou sexa, que racistas, o que se dí racistas, , os alemáns non eram. Estas singularidades migratórias eram trabalhadoras que cotizabam para o Estado alemán e que tinham ganho o dereito a unhas férias baixo o sol espanhol. A mim parecía-me que os seus acompanhantes lhes pagabam as férias e traíam-nas para trevelhar, pola sua rareza e exotismo, que rompía a monotonía quotidiana. Para gozar com as alemáns, salvo os matrimónios, xá as tinham no seu país a diário. Sair com unha mulata, unha negra ou unha chinêsa em Munich, por exemplo, non tería sido exemplar; mas em férias, as razas malditas som outra cousa. A mulata, a negra, a turca e a chinêsa ou xaponesa, tinham-se montado de parexa fixa. À turca, unha tarde que andaba eu como levantado, tirei-lhe os “tejos” e chamou-me “Zigeuner”, ou sexa, cigano. ¡¡”Coño”!!, dixem para mim, e dei marcha atrás. Vinha com um fabricante de chocolates, que a tinha muito vixiáda. Olho!, dixem para mim, tem cuidado, que esta gaxa é unha racista. E era turca. A mulata era delicadíssima e tán refinada de modais que, quando sonreía, a carnosidade dos seus labios africanos convertía-se em finíssima linha. Vinha com um saxofonista louro e barbudo, todo o dia bêbado e mais quando tocaba o saxofóne. Non sei quando satisfaría as necessidades sexuais da mulata, mas ésta mostrába-lhe unha fidelidade perruna; conducta exemplar de razas inferiores que non entendem as razas superiores, a aria sem ir mais lonxe. Somente por respeito a um alcohólico, polo menos mentras estaba aquí, ninguém tratou de seducir esta mulata: nem os colombianos, nem os “La Banda”, nem eu, nem o Villán, mais disposto para o exótico e obscuro que para aventuras normais.

JAVIER VILLÁN E DAVID OURO

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