
Fol. 2. Dentro del atrio de la yglesia de S. M. de Guillade (…) por quanto ellos y los mas vezinos desde mas de quarenta y cinco años a esta parte se allan en la quasi Possesion de hir a cortar leña y a pastar los ganados Mayores y menores a los montes comunes del destrito de la feligresia de Uma todas las vezes y cada y quando que les pareciere a vista Ciencia y consentimientos de los vezinos y moradores de ella sin que jamas ellos ni sus causantes lo Ubieren repunado según escruptura de concordia otorgada por Ante Jacinto Suarez de Zuñiga escribano que fue de su magestad y del numero de la jurisdiccion y camara de Oliveira ahora defunto. que la qual se otorgo por Algunos de los vezinos de una y otra feligresia abra dichos quarenta y cinco años”.
Fol. 55v. (…) “que algunos vezinos de la feligresia de Guillade y han a coxer leña y estrume a los montes altos de la feligresia de Uma desde Seijos alvos a la piedra de escorregadoura. Para la parte de arriva de Juimo a la bereda que ba de campo de mouro para la Franquera y llevaba todo genero de ganados a a pastar con ellos con lo mismo hazian en quanto al Pasto de ganados para la parte de avajo hacia a la Rivera y feligresia de Uma que desde dichas demarcaciones avajo no cojian los de Guillade leña ninguna sino para la parte referida de arriva.”, testigo Amaro Álvarez de San Pedro de Batalláns.
Entre os argumentos dos veciños de Uma estaba a pobreza da parroquia, que non permitía que os veciños de Guillade levasen a leña e estrume dos seus montes.
A sentencia de 1709 sería favorable aos veciños de Guillade, mantendo esta servidume fóra dos mesmos montes comunais de San Miguel de Guillade.
a irmandade circular

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As crenças religiosas de Kierkegaard assentavam no cristianismo luterano, primeira manifestaçon histórica da Reforma protestante, iniciada pelo monge agostiniano Martinho Lutero na primeira metade do século XVI. Os fundamentos doutrinais do luteranismo son a ênfase na natureza pecaminosa e corrupta do homem, na sua abissal distância a Deus e na enorme compaixón de Cristo ao assumir o peso dos pecados humanos. Ao contrário do que se afirma na confissón católica, a salvaçon pessoal depende da fé (confiança absoluta) na graça divina, non nas obras, xá que estas poderiam incutir vaidade. Quanto á Igrexa, o aspecto fundamental do luteranismo é limitar a sua intervençon na vida espiritual dos crentes, visto afirmar que é a relaçon pessoal e directa com Deus que é decisiva, prescindindo da mediaçon eclesiástica. O fundamental é o contacto com Deus através do Cristo descrito no Novo Testamento. O papel do clero, dos santos e dos teólogos fica reduzido ao mínimo perante esta relaçon básica. O pai de Kierkegaard assistia com regularidade aos ofícios e aos encontros dos Irmáns Morávios, comunidade protestante fundada no século XVI na Boémia, actual República Checa. Os Irmáns Morávios sublinhavam o sofrimento físico e a humilhaçon moral de Cristo, as feridas que lhe foram infrigidas na crucificaçon, em suma, os padecimentos que sofreu para redimir a humanidade. Ao sublinhar o carácter explícito e carnal do culto a Cristo, os Morávios tentavam despertar a compaixón e o arrependimento dos seus seguidores. Esta postura tétrica estava de acordo com a profunda melancolia que dominou Michael Pederson na maturidade, e que provavelmente até a tornou mais intensa. Non há dúvida algunha de que tudo isto se repercutiu directamente no xovem Soren, que, ao recordar mais tarde os anos de formaçon, escreveu: “Em criança recebi unha educaçon cristán severa e ríxida. Do ponto de vista humano, foi unha educaçon de unha imensa insensatez. Unha criança – que loucura – disfarçada de velho melancólico! Horrendo! Non é de estranhar por isso, que o cristianismo me parecesse ás vezes a mais desumana das crueldades”. Numa entrada de 1846 do seu diário reflete: “O maior perigo para unha criança no que respeita á relixión, non é que o seu pai ou o seu professor sexam descrentes, nem sequer que sexam hipócritas. Non, o perigo é que sexam pios e temerosos a Deus, e a criança estexa convencida disso e ainda assim pressinta que no fundo há um terrível desassossego oculto. O perigo é que a criança sexa levada a concluir que Deus non é amor infinito”. Há convicçóns fundamentais no cristianismo de Kierkegaard que determinan o conxunto do seu pensamento. Deus non pode predestinar o homem de forma a arrebatar-lhe a liberdade, o acto de fé é livre, o Deus dos cristáns é pessoal, transcendente e alcançável através de um empenho moral intenso, mais que pela piedade mística espontânea.
joan solé
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Varios son os pleitos por límites entre San Miguel de Guillade e os seus veciños, sobre todo con Santo André de Uma, mostrando os usos tradicionais pero tamén os desencontros entre veciños. Extraemos algunhas partes dos mesmos, tanto dos expedientes conservados no arquivo do Reino de Galicia como no da Chancillería de Valladolid: ARG, Veciños, 9912. “Los vecinos de San Miguel de Guillade con los vecinos de San Andrés de Huma. Auto ordinario sobre los montes de Couto”, 1708. Fol. 1. (…) visto y jamas contradicho asta que en el año de mil seis cientos y sesenta y uno los vecinos que al tiempo eran de dha feligresia de Uma quisieron perturbar a mis partes en dicha Posession y aviendoles movido Pleito en razon dello por scriptura de concordia que an otorgado se conbinieron en mis partes Usasen de dicha posesion como con efecto la usaron y continuaron ansi en el Pasto como en el corte de dichos montes a vista y consentimiento de los querellados y sin que se lo Ubiesen ynpedido ni contradicho asta que el dia diez y siete de nobiembre del año Pasado de mill setezientos y siete abiendo ydo mis Partes a dichos Montes a buscar alguna leña le salieron al enquentro en el sitio que se llama Gondufe distrito de dicha feligresia de Uma Ambrosio Bello Domingo Lorenzo Blas Martínez Francisco Davide Pedro de Barzia Feliziano Riveiro y otros mas vezinos de dicha feligresia de Uma con Armas ofensibas en las manos y quitaron A mis partes la leña que trayan, Y les dieron muchos golpes y porrazos tirandoles muchas Piedras Perturbandoles en su posesion Y lo continuaron después en lo qual han cometido fuerça (…)
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Em 1819, o pequeno Soren Michael (irmán quase homónimo de Soren Aabye) morreu com doze anos, depois de bater com a cabeça contra outra criança. Em 1822, Maren Kirsten morreu de cólicas aos vinte e quatro. Mas, em 1832, as calamidades começaram a precipitar-se sobre a casa em catadupa. Poderia pensar-se que era unha maldiçon sobre unha família que os deuses tinham destinado á destruçon. O melancólico pai viu nisso a mán de um Deus iracundo. Primeiro, Nicole Christine morreu, a 10 de septembro de 1832, aos trinta e três anos, ao dar á luz um nado morto. Um ano depois, a 21 de septembro de 1833, Niels Andreas morreu com vinte e cinco anos em Paterson, New Jersey. Soren sentiu muito esta perda, porque Niels era o irmán de idade mais próxima da sua. (…) Dez meses depois, a 31 de Xulho de 1834, o idoso perdeu a mulher depois de unha dolorosa doença de muitas semanas; e cinco meses depois, a 29 de dezembro, a mais intelixente das filhas, Petrea Severine(…) morreu aos trinta e três anos ao dar á luz um filho. Assim, em dois anos, o idoso perdeu três filhos e a mulher; só lhe restavam dois dos sete filhos com que Deus tinha parecido abençoar o seu lar: Peter e Soren, o filho mais velho e o mais novo. A traxédia familiar tinha forçosamente de fazer mossa nos sobreviventes. Unha anotazón pessoal de Soren, escrita aos vinte e dois anos, refere-se a “um grande terramoto, um terrível transtorno que, de repente, impós unha interpretaçon nova e infalível de todos os fenómenos”; trata-se provavelmente da revelazón paterna de que, sendo Michael Pederson unha criança e estando a guardar o gado nas urzes da península da Jutlândia, aflixido pela pobreza extrema, pela fame e pelo tédio, amaldiçoara Deus. O pai estava convencido de que as mortes dos filhos eram um castigo por aquele acto impío, e que o seu destino era sobreviver a todos eles. Soren foi profundamente afectado pela confissón. A longevidade do pai transformava-se em castigo divino e em convicçon de que a sua própria morte seria precoce. De facto, Soren morreu xovem, embora tivesse superado nove anos a esperança de vida que se concedera a si próprio. Estimava como máximo a idade com que Cristo morrera: trinta e três anos. No entanto, há confusón quando ao conteúdo efectivo do “grande terramoto”, pois Soren non o revela explicitamente. Alguns biógrafos inclinam-se a vinculá-lo, mais á maldiçon, á descoberta de que o pai abusara da empregada no período referido para o luto pela esposa defunta, e que este “pecado orixinal” fora a razón do casamento em cuxo seio Soren nascera. De facto, ninguém na era moderna levou tan a sério como o filósofo o problema do “pecado orixinal”, que tem em dinamarquês o nome de “pecado herdado”.
joan solé
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“Al Capítulo tercero digeron que la/ citada Fra. y termino de su comprehension/ tendra de distancia desde L. a P. la octava par/te de una Legua y de N. a S. la decima/ sexta parte de otra Legua; y de circunferen/cia media legua, que para caminar-se se/ necesitan los tres quartos de una ora; linda/ por la parte de el L. con la Fra. de San Estevan/ de Cumiar; por el P. con la de San Verisimo/ de Arcos; por el N. con la de San Lorenzo/ de Oliveira, y por el S. con la de San Pedro Fe/liz de Celeiros, principiando su demarcacion en el Marco de Santa Leocadia hasta llegar al Regueiro de Fragon; sigue á orillas de/ el avajo hasta el sitio de Fafia; y de alli a la/ Cruz de Miranzo; de esta al Marco/ de Camba; de alli al sitio de Rivahido; sigue/ a la Cruz da Portela; de esta al Marco da/ Espiga de Baldo Perro; de esta al Marco/ de Vigotes; y de alli al de Santa Leocadia prime/ra demarcacion, su figura es la de el margen.”
(mALIA NON SINALAR A FRONTEIRA CON GUILLADE, POR SER PEQUENA, OS MARCOS DE DEMARCACION SI QUE FIGURAN NA RELACION)
A IRMANDADE CIRCULAR

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Soren foi o último dos seis filhos de Michael Pedersen Kierkegaard, um abastado comerciante de têxteis que, no plano económico e social, podemos qualificar com toda xustiça como um homem que subiu a pulso. Na infância, até aos onze anos, Michael Pedersen viveu, numa zona inóspita e paupérrima da península de Jutlândia, onde passou os mais extremos rigores com os seus oito irmans, sobrevivendo a duras penas através da pastorícia. Com essa idade foi levado para a capital dinamarquesa por um tio materno, que o pós a trabalhar como aprendiz nunha loxa de roupa. No sector téxtil, mostrou um talento natural para os negócios, que lhe permitiu realizar unha imprevisível ascensón meteórica, até se tornar, antes dos quarenta anos, um dos comerciantes mais abastados de Copenhaga. Tal como Schopenhauer, Kierkegaard herdou unha boa fortuna familiar, que lhe permitiu consagrar-se exclusivamente ao pensamento, sem ter de se preocupar com os meios de subsistência. Mas o seu pai sofreu vários percalços ao longo da vida. A primeira mulher morreu ao fim de apenas dous anos de casamento, sem que o casal tivesse tido filhos, e Michael Pedersen engravidou unha empregada da casa durante o ano de luto prescripto na Dinamarca daquela época; a primoxénita nasceu ao fim de quatro meses das segundas e precipitadas núpcias. De início, Michael non pretendia casar-se com a empregada, por quem non sentia nada de profundo e que non chegaria a considerar unha verdadeira companheira. A empregada transformada em segunda mullher, Ane Sorensdatter Lund, seria nái de mais seis filhos, o último dos quais, Soren Aabye, nasceu quando o pai tinha cinquenta e seis anos e a nái quarenta e cinco. É provável que a idade avançada dos pais tenha tido influência em certos problemas físicos do benjamin, que tinha as costas muito encurvadas e as pernas desiguais e fracas, o que lhe causava um modo de andar irregular, entrecortado. Nenhum dos muitos biógrafos de Kierkegaard encontrou nos milhares de páxinas por ele deixadas a mais leve referência á nái, ou qualquer reflexón sobre a maternidade que non sexa a da Virgem Maria. É evidente, portanto, que Ane representou escassamente a figura materna para Soren; e também a de esposa em relaçón a Michael, que, apesar da abundante prole, non deixou de considerar que a sua verdadeira mulher fora a primeira. Entre os irmans de Kierkegaard deu-se unha mortandade que faz pensar numa extrema fraxilidade física, mas que na família se viveu, literalmente, como unha maldiçon divina. Quando Soren completou vinte e um anos só lhe restava um irman, cinco irmáns e a nái morreram muito prematuramente.
joan solé
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“Al Capitulo tres Dijeron que/ la referida feligresia y termino de su conpre/hension tendra de distanzia desde L. a P. la ter/zia parte de una legua y de el N. al S. la ota/va parte de otra legua, y de circunferencia los/ tres quartos de una legua que para Caminar-se/ se necesita una ora linda por la parte de el L. con/ la feligresia de san Miguel de Guillade, po el/ P. con la de San Lorenzo de Oliveiro por el N./ con la de San Martin de Portela y por el S. con la/ de San Ciprian de Mouriscados; principiando/ su demarcacion en el regueiro de Matama si/gue al sitio de la Capilla de San Tome; de este/ al sitio de de Berete haze un rechazo y ba a dar/ al sitio de Porta Barreiro de este a las Presas/ de Junqueras de alli al regueiro da Lavandeyra/ de este a la Piedra de la Cruz de Pedral de alli al/ sitio de Cortinas de este a dho rigueiro de/ Matama primera demarcazion y responden/.”
a irmandade circular

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Non é de estranhar que exista um grande interesse pola vida de quem proclamou que a única verdade é a subjectiva, aquela que é construída na existência concreta do indivíduo particular. Mas a vida de Soren Kierkegaard (nome que se poderia traduzir como “Cemitério Severo”) foi escassa em aventuras exteriores e episódios espectaculares: o seu intenso dramatismo é de índole sobretudo interior. No seu caso, contam muito menos os factos que as vivências (as repercussons interiores dos factos). Depois de Immanuel Kant, que quase non saiu da sua Königsberg natal, Kierkegaard é o filósofo menos viaxado: afastou-se de Copenhaga apenas em seis ocasions; foi quatro vezes a Berlim para estudar e escrever (uma visita de quatro meses, outra de dous, e mais duas de poucos dias), uma vez foi ao centro de Dinamarca visitar a rexión natal do seu defunto pai e fez unha visita de um dia á vizinha Suécia. O resto do seu tempo foi passado na capital dinamarquesa, unha cidade com 125 mil habitantes. Copenhaga era unha cidade provinciana de um pequeno país europeu periférico, onde se falava unha língua desconhecida de todo o mundo excepto dos seus habitantes. Na esfera cultural e intelectual, a Dinamarca era um satélite da Prússia, o xigante vizinho. A situaçon xeográfica remota e a língua minoritária explicam, em boa medida, que tenha sido necessário mais de meio século para Kierkegaard se tornar um pouco conhecido fora do seu país, onde, por outro lado, tardou bastante a prestar-se unha atenzón séria aos seus textos. Viveu quarenta e dois anos (1813 – 1855); entre os principais pensadores da cultura occidental, só Blaise Pascal e Baruch de Espinosa, no século XVII, e Albert Camus, no século XX, morreram também antes dos cinquenta anos (Nietzsche abandonou a sua mente, mas continuou a residir no seu corpo). Franz Kafka também morreu aos quarenta e dous anos. Entre o escritor dinamarquês e o de Praga há intensas semelhanças: dupla vida interior e exterior, sentido de humor refinado, dedicazón constante á obra, sofrimento pela relaçon traumática com o pai. O outro escritor de personalidade muito próxima de Kierkegaard, como descobriu com surpressa, é o mencionado Pascal, pelo sentido pessoal da espiritualidade. Cinco acontecimentos fundamentais definem a sua breve existência: a relaçon com o pai, a relaçon com a amada, a consagraçon ao pensamento e á escrita, e o confronto violento com as principais instâncias do seu pequeno país, primeiro com parte da sociedade civil e depois com a Igrexa.
joan solé
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“Al capitulo tres dixeron que dha Felegre/sia y termino de su Comprehension tendra de dis/tancia desde el L. al P. un quarto de legua, y del N. al S. la dozava parte de una legua, y de circunfe/rencia las dos terzias partes de otra legua que para Caminarse, se necesita los tres quartos de una ora; linda por el L. con la Felegresia de Santa/ Maria de la franqueira por el P. con la de San Mar/tin de Portela, por el N. con la de San Andres de Mei/rol, y por el S. con la de San Miguel de Guillade,/ principiando su demarcacion en el marco de la Franqueira, sigue al marco de Prado, de este a la fuente de/ musgos, de alli al marco das Lagoas ba dar al mar/co das Regadas, sigue a la Capilla de San Thomé, de/ esta al marco da Bulla, de alli al marco do Couto/ sigue a la piedra do escorregadouro, de esta al marco do Couto, de alli al sitio de los seijos blancos, y de/ alli â dho marco da franqueira primera demar/cacion su figura es la del margen, y responden.”
a irmandade circular


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Acabámos de dizer que a única verdade que Kierkegaard admite é a subjectiva e existencial, isto é, aquela que cada suxeito constrói, aceita e aplica na sua vida concreta. Por isso mesmo, entender-se-á que o pensador dinamarquês se negue a escrever tratados sistemáticos com unha exposiçon clara, abstracta e objectiva das suas ideias, como os filósofos costumam fazer. Non quer dar ao leitor um producto acabado que este só tenha de ler e assimilar intelectualmente. Bem pelo contrário, oferece-lhe unha obra aberta na qual tem de entrar para completar sentidos. Em vez de apresentar ideias e convicçons bem organizadas para que o leitor as absorva sem grandes dificuldades, envolve em mistério e ambiguidade muitas das suas exposiçons, que non admitem unha recepçon fácil e rápida, mas apenas um profundo envolvimento interpretativo por parte de cada indivíduo concreto. Kierkegaard é o primeiro filósofo consagrado que prescinde explicitamente do sistema. Em qualquer dos filósofos clássicos sabemos em que ponto da exposiçon encontrar a teoria do conhecimento, a metafísica, a ética, a estéctica. Está tudo ordenado e é acessível ao leitor disciplinado. As únicas obras de Kierkegaard que podemos considerar tratados filosóficos son as “Migalhas Filosóficas”, “O Conceito de Angûstia” e “Pós-Escrito Definitivo e Non Científico ás Migalhas Filosóficas”. Nos restantes livros predomina a perspectiva literária ou a perspectiva religiosa. Neles se abordam unha série de temas, como nos diálogos platónicos. O autor deixa por concluir questions filosóficas básicas – como se sente a existência se non for conceptualmente. que traços precisos tem a divindade, que conhecimento se pode ter do próximo – que um pensador sistemático dedicado a estes temas non poderia deixar abertas de modo algum. Kierkegaard non se preocupa por deixar questons pendentes na vertente filosófica do seu pensamento; a sua preocupaçon obsessiva é aprofundar a parte relixiosa.
joan solé
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“Al capítulo terzero Dijeron/ que dicha feligresia y termino de su conpre/hension tendra de distanzia desde L. al P. la ota/va parte de una legua y del N. al S. la dezima/ sesta parte de otra legua y de circunferenzia/ media legua que para caminarse se necesita/ los tres quartos de una ora; linda por el L. con la/ feligresia de San Miguel de Guillade por el P/ con la de San Berisimo de Arcos, por el N. con la/ de Santiago de Oliveira, y por el S. con la San Si/mon de Lira, principiando su demarcazion/ en el marco de matamau, sigue al coto de Bo/rrajeiros ba a dar al fondo del lugar da/ Portela, de este al Lugar de Carras que ira, de/ alli al Monte Rubaydo, sigue al marco da/ pedra da toupa ba a dar al marco de vasquei/da de halli al Marco de outeiro longo de este/ ba a dar al marco de la Cavada de Mera; y de/ alli a dho Marco de Mata mau primera demarcazion su figura es la del marjen.”
a irmandade circular

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A DIMENSÓN INTERIOR
INTERIORIDADE SUBJECTIVA: O INDIVÍDUO CONCRETO IRREDUCTÍVEL AO CONCEITO.
Soren Kierkegaard é um dos pensadores que mais iluminaram, em qualquer momento da história, a dimensón interior humana, só por isso a humanidade xá contraiu com ele unha dívida impossível de saldar. Mas que devemos entender por essa interioridade? Nada etéreo nem metafórico, non unha figura retórica adequada para poesía lírica, mas um estracto existencial muito real, embora non quantificável nem reductível a fórmulas científicas ou conceptuais. Conforme ao extremamente recomendável hábito filosófico de non dar nada por garantido e questionar tudo desde o início, como novidade substâncial e radical do pensamento. O contraste entre o mundo biológico e esta outra realidade pode axudar-nos a encontrar a perspectiva adequada. Os arenques son peixes azuis que formam grandes cardumes no norte do oceano Atlântico e no mar Báltico. Alimentam-se de plâncton e de animais pequenos. A sua desova primaveral tinge o mar de branco, dando-lhe unha textura leitosa, devida ao grande número de ovos. Os predadores – leons-marinhos, focas, garças e gaivotas – abalançam-se sobre os ovos e engolem a maior parte; calcula-se que sobreviva um arenque por cada dez mil ovos. Estes sobreviventes depois de serem pescados pelo homem, son curados com sal e depois demolhados para, condimentados com cebola, alho ou mostarda, serem consumidos acompanhados de pan ou batatas. Ora bem, do ponto de vista do desmesurado universo, isto é, de unha perspectiva exterior, haverá alguma diferença substâncial entre um arenque e um ser humano? Ambos son organismos vivos pequenos, que realizam funçons biológicas durante um brevíssimo intervalo de tempo entre duas eternidades, duas pequenas partículas de pó, duas gotas de água num mar infindo. Obviamente, há unha diferença qualitativa: maior complexidade de um cérebro mais desenvolvido, mais capacidade cognitiva e figurativa, etc. Mas, do ponto de vista do universo, isto é tan insignificante que nem vale a pena mencioná-lo. No entanto, nenhuma pessoa que non sexa profundamente niilista admitirá unha equivalência entre o arenque e o ser humano. Non a admitirá por dignidade, por amor a outras pessoas e pelo desexo de que a vida tenha um sentido transcendente. Se desexar argumentar a negaçon desta equivalência é muito provável que acabe por se aperceber de que a diferença básica entre arenques e seres humanos é que os primeiros están condenados a ser unicamente, para sempre, pura exterioridade, enquanto os seres humanos têm a possibilidade de ser além de exterioridade, interioridade: consciência, reflexòn. O arenque só pode viver fora de sí, entre as coisas e as situaçons, o ser humano no seu foro interno, aspíra a evitar as determinaçons imediatas de forma a construir valores e a captar sentidos. Kierkegaard assumiu como tarefa da sua vida compreender o carácter humano tal como o entendia: na sua dimenson interior, na sua singularidade irreductível a conceitos; desexava alcançar a realidade essencial do humano na sua existência particular e concreta, como um eu vivo no tempo e aberto á transcendência, para além do biolóxico, do político do económico e do histórico. Houve poetas capazes de penetrar e ver até estractos muito profundos da interioridade humana: Shakespeare, Rilke, e alguns mais “chegaram lonxe” em muitos momentos. Alguns pensadores penetraram em zonas recônditas da alma, cada um pelos seus trilhos pessoais: Montaigne pelo naturalista, Nietzsche pelo dos valores, Schopenhauer pelo intuitivo… Kierkegaard abre um caminho pessoal na espiritualidade, que o levará a situar o ser humano, livre e responsável perante o absoluto transcendente na sua dimensón interior; a que lhe é mais própria e consubstancial.
juan solé
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Santo André de Uma: “Al terzer Capítulo dixeron que dha/ Felegresia tendrá de distancia de L. à P. un/ quarto de legua, y de N. a S. medio quarto, y/ de Circunferencia tres quartos de legua, que/ para Caminarlos se ocupará una hora, lin/da principiando por el N. en la Portela; de alli/ al marco de Campo de Mouro, de alli al Eido/ Viejo; de alli a Revordiña, de alli al savorido/ de alli al Outeiro de Mourigade, y marco de/ division que en aí; de alli a las Quebradas/ de alli â Ponte Souto; de alli a las mainzas; de alli â Porto nobaes; de alli al Porta da fraga/ de alli a la Creija; de alli a la piedra escorre/gadoira, y de alli al sitio nominado da Por/tela primera demarcación su figura la del margen”.
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a irmandade circular
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“Num caminho ameaçado por quem, por um lado, luta por um excesso de liberdade e, por outro, por um excesso de autoridade, é difícil, passar ileso entre os dois lados. Creio contudo, que o empenho em aumentar o poder civil non pode ser condenado por este; nem os particulares ao censurá-lo declaram, com isso, que consideram excessivo esse poder. Por outro lado, non aludo aos homens, mas, sim (em abstracto), á sede do poder. como aquelas simples e imparciais criaturas do Capitólio romano, que com o seu ruído defendiam os que nele se encontravam, non por serem eles, mas por estarem lá” (Leviatán, dedicatória). A julgar por esta citazón, Hobbes parece considerar-se a sí próprio um homem conciliador e até moderado, No entanto, chegados a este ponto estamos em condizóns de afirmar que professou ideias no mínimo comprometedoras. Para avaliar este aspecto, em primeiro lugar, vamos contabilizar as vantagens e as obxezóns que se podem apontar ao seu pensamento. Destacaremos de igual forma as suas virtudes e as suas contradizóns e descreveremos, com a moderazón necessaria, como foi recebido e rebatido por filósofos posteriores. Em seguida, descreveremos as principais posizóns dos seus partidários e dos seus detractores e como estas se polarizaram. Entre os contributos do nosso filósofo há que destacar tanto a ausência de todo o compromisso doutrinal ou metafísico herdado, como a sua coragem para romper com a tradizón escolástica medieval e a atacar frontalmente o poder da Igrexa. De forma similar, assumiu grandes riscos ao afirmar que a soberania emana do pacto fundacional da sociedade, e non do direito real divino, o que, como vimos, lhe custou apoios realistas, amizades e ter de queimar alguns dos seus manuscritos inédictos. Nestes aspectos, as propostas de Hobbes podem ser consideradas “revolucionárias” dentro do seu próprio programa reacionário (Leo Strauss considera-o, por este mesmo motivo, um protoliberal, uma repreensón que se entende melhor se tivermos em conta o conservadorismo de Strauss). Mas estas questóns lançam também unha ligeira dúvida sobre a sua própria concepzón do homem, unha compreensível falta de coerência. Se realmente o temor da morte é a paixón que mais nos domina, a própria vida de Hobbes non parece ter-se axustado, pelo menos literalmente, a essa circunstância. Temeroso e esquivo, escreveu paradoxalmente obras que por pouco non o mandarom para a fogueira, e com as quais, afinal, non conseguiu evitar o confronto civil. Por outro lado, saliente-se que Hobbes, embora abstracto nos seus pensamentos sobretudo pelo seu compromisso de “geometrizar” no fundo non constrói unha filosofia política ideologicamente neutra. Por este motivo, embora insista no contrário, non parece que as suas ideias sejam aplicáveis a todas as formas de governo. Primeiro, traduziu Tucídides para atacar os parlamentaristas. Em segundo lugar, é inimaginável que tivesse apoiado um sistema parlamentar no qual unha assembleia concentrasse o poder absoluto face á monarquia dos Stuart. O contexto histórico e a sua própria condizón pessoal, embora permaneçam velados na formulazón do seu sistema filosófico, son cruciais para compreender a sua obsessón em convencer os ingleses a manterem-se submissos e a non disputarem o poder ao rei absolutista. Numa situazón pré-bélica como aquela, advogar a obediência implicava duas coisas; por um lado, unha tentativa de evitar a guerra e a morte, por outro, um apoio á manutenzón do “statu quo”. Convém, por isso, non esquecer os interesses pessoais do próprio autor ao desenvolver unha teoria, sobre tudo se se refere á política.
ignacio iturralde blanco
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LÍMITES SEGUNDO O CATASTRO DO marquês da ensenada
A documentazón histórica de San Miguel de Guillade proxecta unha grande estabilidade para os límites tradicionais da parroquia. O catastro do Marquês da Ensenada, elaborado en 1752, aporta datos fundamentais para estudar as antigas divisóns parroquiais mas tamén a súa perduración no tempo ou incluso a mesma importância que acadará o documento do catastro para xeracións posteriores e pleitos xudiciais no século XIX, dando autoridade aos datos vertidos no interrogatorio. O catastro formulaba unha série de perguntas para establecer a riqueza do país, Na pergunta número três – Situazón geográfica y tamanho do territorio – describe-se os límites e marcos da parroquia: “Al capítulo tercero digeron que dha/feligresia y termino de su comprehension/tendrá de distancia desde el L. al P. un/ quarto de legua: y del N. al S. otro tanto./ y de circunferencia una legua que para caminarse se necesita hora y media: Linda por/ la parte del L. con la feligresia de Sn. Andres/ de Uma: por el P. con la de san Pedro Felix/ de Zeleiros: por el N. con la de San ciprian/ de mouriscados: por el S. con el Rio Uma. Prin/cipiando su demarcazion en el marco das co/bradas: sigue al marco da saburida: de alli,/ al sitio do éido vello, de este al sitio da Capilla/ de Sn. Thomé, de este al Marco da Portela de/ alli al marco de vigotes: sigue al marco/ de Valdo Perro: de este al sitio da canzela/ de garcia: de alli al sitio de la buena vista: de/ este al campo de Novenllos: sigue al citado/ rio Uma: y va a orillas de el arriva hasta lle/gar al sitio deel coto de vieite, cortando el ci/tado rio, va a dar al sitio da vargiela, de este/ sitio do tarendo: sigue a la piedra rabuñade/ y de esta a dho Marco das cobradas primeira/ demarcazion su figura hes la del margen y rrespondem.”
(Quando repasamos os interrogatorios das parroquias circundantes ratificanse estes límites)
a irmandade circular
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