A DERIVA FREUDIANA (XI)

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               A deriva freudiana focaliza-se na questón do suxeito, debate que está no centro da practicamente totalidade da filosofía contemporânea.  Mergulhando as suas raízes em Nietzsche, e passando pela tradiçón fenomenolóxica, hermenêutica, estructuralista, pós-estructuralista, desconstructivista e, claro, psicanalítica (apesar das fronteiras entre estas correntes seren difusas), o problema da subxectividade caracteriza um dos elementos que melhor definem a distinçón entre modernidade e pós-modernidade.  Esta última tem unha marcada orientaçón anti-humanista, desconfia profundamente da noçón moderna de suxeito e entende que é obrigatório repensá-la, pelo menos para reduzir a violência que a acompanha e manifesta.  Lyotard apoia-se em Freud para redefinir a subxectividade, análise que recorre ao vocabulário psicanalíctico mais doucto, onde a categoría de desexo passa a ocupar um lugar central.  Na análise que o nosso autor faz da categoria de desexo, podemos reconhecer a influência de Espinosa e Nietzsche, pensadores que, à sua maneira e no contexto das suas filosofías, entenderam existir unha forza imanente ao vivo que tende para a plenitude.  Para eles, o desexo, lonxe da concepçón que a via como um impulso negativo, e que enfactizava a dimensón de falta ou ausência do que non se possui e que implica sofrimento (dada a frustraçón de nunca o poder preencher plenamente), é entendido como unha potência afirmativa e criativa.  A voliçón é unha enerxía que actua como motor das acçóns dos seres vivos, levando-os até ao limíte das suas capacidades.  É desta forma que o desexo se impulsiona activamente, pugnando por superar os diversos entraves que causam obstáculo ao seu pleno desenvolvimento. Em “Economie Libidinale”, Lyotard, de um modo semelhante à perspectiva positiva e criativa do desexo que Deleuze e Guattari defendem no “Antiédipo”, descreve o desexo como unha enerxía que transita, um fluxo marcado por diversos níveis de intensidade e de inter-relaçón que acontece para lá da sua localizaçón ou concretizaçón num suxeito e num obxecto determinados. (…) De facto, é a indefiniçón, a falta de estructura formal reconhecível, que mantém intacta a sua capacidade libertadora, motriz, “incessantemente criativa”.  O desexo “derrama-se”, estende-se de forma ilimitada, além das acçóns conscientes dos suxeitos que o ponhem em xogo ou das direcçóns a que aspiram.  O desexo e os seus fluxos son impossíveis de antecipar e consequentemente, son dificilmente domináveis.  Por isso a voliçón pon o “acontecimento” em causa.

teresa oñate e brais g. arribas

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (30)

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               Visón os Hoteis.  O día 18 de Xulho de 1911, fún-me deitar polas 11, e tiven a seguinte visón:  sonhei que andava com uns rapazes, que me levaron a um povoado onde había Hoteis e andavan a construir um, de tal forma que cada pedra que facian enchia um lado em pleno do Hotel, pedimos trabalho e non o conseguimos, entón marchamos, e ó passar por certo sítio, eu subin a unha árbore na qual había enxames de abelhas em pequenos buracos, dos quais saíron unhas poucas, e unha delas cravou-me o aguilhón na língua.  Estas son as principais voltas do sonho, mas levou muitas mais voltas que non logro recordar.  Grande Suceso. Preito.  O día 20 de Xulho de 1911 polas 7,50 da tarde, tiven unha grande zaragata com a Visconda, e transcorridos 8 días deu-lhe unha enfermedade.  O día 23, fún a Mondariz, cheguei à casa com algunha fame, eu andava Salvaxe.  O 26 fún outra vez a Mondariz (ó responsórium).  Saín com victória sobre a questón, sái um home que volve por tí, sai-che unha rapariga que teis no peito (era Pra.)  Sais bem ir xunto d’um home…(era o Sr. Val).  Antes de te casar, primeiro tem que morrer a apressada (por impostura), mas desta vez non morre, tem de andar a pé algum tempo.  O día 27 de Xulho de 1911 à noite, tiven…   Outra Visón: sonhei que iba num tren para Lisboa, em companhia da Xaroupa, eu estava com medo decindo com o pensamento.  Ah! Non fún xunto do Cura de Guillade (Senhor Val) e vou voltar enfermo como da outra vez; chegamos a um povoado parecido a Ponte e alí saímos, e fomos cada um ó seu destino para nos xuntar despois e seguir caminho.  O 28 de noite, tivem a seguinte Visón.  Sonhei que estaba eu debaixo da minha xanela na companhia doutro, e estabamos conversando com outro home, que me parecia o Senhor Val; despois tivem unha pequena conversa com Maria Rosa da Coladera e seguidamente se presentou Inocêncio de Viñó atropelando, o sonho levou muitas voltas, entre as quais eu fún molestado polo Spírito malo.

manuel calviño souto

QUE NADA SE SABE (11)

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               Por isso resulta chamativo que Averroes, agudo noutras questóns, e muitos trás el, se haxan esforzado com inútil e enorme trabalho em reducir a siloxismos o que Aristóteles dixo em discurso libre, e que tenham querido mostrar em todas partes que tais siloxismos son infalíveis, absolutamente certos e também demonstractivos, sendo assim que nada o é menos, como logo mostraremos. Polo contrário, non é extranho que Agostinho, luminária explendorossíssima da Igrexa Cristán, tenha aprendido polo seu próprio enxenho, sem mestre, todas as demais ciências excepto esta siloxística.  Pois as outras fundan-se nas cousas, mas ésta é unha ficçón subtíl de ningunha utilidade, e inclúso muito perxudicial, por quanto aparta os homes da comtemplaçón das cousas, e os reten em sí mesma, como verás melhor no decurso desta obra.  Mas isto difere do que eles dicen: que o siloxísmo é a maneira de saber e o principio sem o qual non há ciência.  E afirman certamente unha verdade, mas a din sem sabê-lo.  Pois a sua ciência é esta: non saben mais que compor um siloxísmo da nada, é decir, com A. B. C…; mas, se houbera que construilo com algo, enmudecerian como quem nem sequera entendera a mais mínima proposiçón.  Mas voltemos a nós.  ¿Entón qué?  ¿O que ensina a construir unha casa non a construiu xamais el mesmo, nem sabe facê-lo, nem tampouco os seus discípulos?  ¿Por que vou acreditar que se hade construir así?  E aquilo de que se non há demonstraçón non há ciência.  Também é falso que a demonstraçón enxendre o hábito científico, pois de um ignorante, mas capaz de saber, saldría ciência tán só com que a demonstraçón lhe presentá-se o que se há de saber; inclúso a própria palabra “demonstraçón” indica isto.  Mais ainda; de Aristóteles e dos outros nunca entendin a menor cousa ou proposiçón, mas incitado pelos seus ditos, aprestei-me a considerar qualquer realidade; vistas as contradiçóns e dificuldades daqueles, para non enredar-me nelas eu também, abandonei-os e busquei refúxio nas cousas, a fim de recabar delas o xuízo.  Aristóteles foi para mim o que el mesmo dí que foi Timoteo para os demais cantantes, a saber, se Aristóteles non tivera sido tal como foi – e igualmente Platón e os outros – talvez tampouco eu tivera sido tal como son.  Por isso é fácil ver que estúpidos son os que van buscar nos autores toda a ciência e a única ciência que há, sem ter para nada em conta as cousas, pois quem me indica com o dedo algunha cousa que há que ver, non enxendra a minha visón, senon que excita a minha potencia visual para que pase ó acto.  De ahí que também me pareça sumamente estúpido o que alguns afirman: que a demonstraçón necesariamente conclúie e obriga a partir de principios eternos e invioláveis, sendo así que talvez non existan tais princípios ou, se os há , serán totalmente desconhecidos como tais para nós, que somos, non só maximamente corruptíveis, senón também, no tempo tan curto que vivemos, muito vulneráveis.

francisco sanchez

DERIVA HISTÓRICA (AS MÂMOAS DE MOURISCADOS)

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XACIMENTOS ARQUEOLÓXICOS MÂMOA Nº 3 GA36O42009, MÂMOA Nº 4 GA36042O22, MÂMOA Nº 8 GA36030062, mÂMOA Nº9 GA36030063, mÂMOA Nº 10 GA36030064, mÂMOA Nº 11 GA36030065.

               As Mâmoas anteriormente referidas, e que están situadas debaixo do Coto do Santo Tomé, em território de Mouriscados, formam parte da Necrópolis Megalítica das Chans do Campo do Mouro. Campo, que deu nome, tanto a Campo do Mouro, como a Mouriscados. Están nunha situaçón de abandono semelhante ás de Guillade, e tamém foron todas violadas, unha delas conserva parte do tampo de entrada, e vários petroglifos desperdigados pola zona.  Son parte íntegra da necrópolis, e deben ser postas em valor conxuntamente com as de Guillade, pois forman parte do mesmo monumento.  Cousa, que xa foi intentada pelo nosso amigo Santi, mas um home só, non pode cargar com o peso de tudo. Así que, esperamos tempos melhores. 

a irmandade circular

NIETZSCHE (O GRANDE ALQUIMISTA) (4)

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               Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu no día 15 de Outubro de 1844, em Röcken, unha pequena cidade alemán. Parece pouco provável que a sua família descendesse dunha linhaxem de nobres polacos (os Niëzky), por muito que o filósofo gostasse de afirmá-lo num duplo afán aristocrático e antialemán. A família Nietzsche era muito relixiosa, e tudo indicava que o pequeno Fritz, tal como o seu pai e os seus dous avôs, viesse um dia a ser pastor (o equivalente ao sacerdote católico, na relixión protestante).  Teve de confrontar-se com a experiência da morte muito cedo: em 1849, falece o seu pai, víctima de doença cerebral, e meses despois morreu o seu irmán mais novo.  Em 1850, após a chegada de um novo párroco para ocupar a vaga que o seu pai tinha deixado, a família (composta por Friedrich, o único e mimado varón, a irmán Elisabeth, a nái, duas tías solteiras e a avó) vê-se obrigada a mudar-se para a cidade de Naumburg.  Na escola local, Nietzsche chama à atençón por ser um alumno particularmente sério e responsável, comezando assim a cultivar a fama de ave rara que o perseguirá durante toda a sua etapa de estudante.  Um episódio dessa época mostra-nos bem o seu carácter.  Um día, no final das aulas, caiu unha batagada e todas as crianças correram em alvoroço para as suas casas. Fritz, porém, chegou mais tarde, completamente encharcado, caminhando solinho e a passo lento.  Despois da reprimenda da nái, a criança replicou que se tinha limitado a cumprir a normativa escolar, que obrigava os alumnos a abandonar a escola de forma ordeira e sem sobressaltos, acontecesse o que acontecesse.  Tan assombroso sentido do dever era acompanhado por unhas convicçóns relixiosas igualmente impróprias para a sua idade.  Embora nos possa parecer estranho, aquele que no futuro se tornará o máximo flaxelo teórico do cristianismo, o filósofo que nos seus últimos dias lúcidos acreditará ser a encarnaçón do Anticristo, foi de facto unha criança muito devota.  Tanto assim é que os seus compaheiros lhe chamavan “o pastorzinho”, vendo nele a continuaçón natural do seu defunto pai.  Aos dez anos recebe unha bolsa para ingressar no prestixiado coléxio interno de Pforta.  Aí recebe unha sólida formaçón humanista num ambiente selecto.  Durante os seis anos seguintes leva a cabo unha intensa actividade cultural: entranha-se nos clássicos gregos e latinos, entusiasma-se com Hölderlin (o grande poeta alemán que morrera submerso na loucura e que, por aquela altura, quase non gozava de prestíxio), funda unha associaçón artística chamada Xermania e continua a escrever poemas e numerosas peças musicais.  Será, de um modo xeral, um bom estudante, embora ache a matemática demasiado linear e aborrecida.  Ganha também unha rexeiçón com relaçón ao espírito alemán (“quanta cervexa há na intelixência alemán!”, exclamará). 

toni llácer

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (29)

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               O día 20, tiven um sonho muito malo, e o Spírito fixo-me gritar alto, e non decia senón:  Ah!  Xesus; parecia que me obrigaba a gritar así, sem eu querer.  O 21, tiven mil sonhos malos, pola manhán colhin a escopeta e fún à caza, ó chegar à casa, polas 8,30 unha visón.  Sonhei que estaba na xanela e era de noite, via tudo escuro e estaba blasfemando contra Deus, e contra Cristo.  Ó despertar, molestou-me o Spírito malo.  Pola unha da noite, voltou a molestar-me fortemente, impedindo-me o sono, pelo que me levantei ás 6,20 da manhán, todo despavorido e molestado.  O día 21 de Xulho de 1911, hora das 12 do meio día, tiven outra Visón.   Sonhei que estaba eu num sucalco e estaban dous rapazes labrando nel (Motre e o seu cunhado), despois foron-se, eu também, e ós poucos momentos encontrei-me nunha casa:  decia eu, é a casa da minha amada, porque eu estava com desexos de a ver, falaba unha mulher comigo que non conhecín, a mulher marchou chamando por mim, avistamos ó lonxe unha casa caleada, alta, e a ela nos diriximos, ó sair pola porta, entón, conhecín unha mulher (a do Manuel da Renga), e fomos por vários carreiros e regatos até à dita morada, ó entrar, no quinteiro, avistei variada xente, e vendo o ente querido dixen – Ah…  é a casa da minha amada…ó momento desperto, e estaba sobre mim o Spírito.   Outro día sonhei que andaba por vários montes e ó chegar à casa, vin a minha querida avó com unha gravíssima enfermedade (q.e.p.d.), sentindo eu as queixas e os lamentos dela em chorosa voz, o sonho levou muitas voltas que xa non recordo.  O meu ente querido, o 16 de Xulho de 1911, tinha ido à festa de Uma, e sem saber quem era, pois xulgava ser outra, chamei-a a bailar, e logo vexo que era o meu ente querido (Pra), ó vir prá casa, por acaso, vem comigo e com outras raparigas, mas votou-me a mim um cântico, que me esqueceu, mas queria decir que fún o primeiro que aspirei ó seu amor, demorei um pouco no seu portal, dando-me palabra para o Domingo seguinte no rosário, e xa non a vin, porque non foi.

manuel calviño souto 

A DERIVA COMO MÉTODO (X)

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               A deriva marxista pon em causa alguns dos elementos mais reconhecíveis  do filósofo alemán.  Assim, e dito de forma suscinta, questiona-se a nozón de suxeito, que em Marx ainda se entende nunha perspectiva “moderna”, o que dá aço á revisón da categoría de proletário, enquanto ideal do suxeito revolucionário.  Em segundo lugar, desconfia-se da concepçón segundo a qual o socialismo apareceria por causa das contradiçóns inerentes ao sistema capitalista, e que constitui a alternativa obxectiva que supera o capitalismo actualizando a Revoluçón.  Esta crítica oculta  outra de maior importância, aquela que duvida da validade de um esquema dialéctico da história, que a entende como unha progresón, onde formas melhores ou mais avanzadas van subxugando e incorporando outras inferiores das quais procedem.  Esta noçón uniforme da história está directamente vinculada a unha concepçón linear do tempo.  Segundo esta perspectiva, a história da humanidade é homoxénea, um relato único que se desenrola no tempo e em que o Occidente, a cultura occidental, ocupa a posiçón mais avanzada.  Lyotard xulga necessário desmontar a filosofía da história marxista, que entendia o comunismo como unha sociedade idealizada que superava as contradiçóns capitalistas.  O socialismo deixará de ser visto como um rexíme “perfeito”,  reconciliado, que, por fim, emancipa o ser humano das correntes que o oprimiram.  A perspectiva do pensador françês opon-se á escatoloxia, á teleoloxía e ao determinismo.

teresa oñate e brais g. arribas

DISCURSO ÓS NENOS DE CELEIROS COM MOTIVO DO DÍA DA ÁRBORE (2018)

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               ¡¡Irmans, miles de anos vos contemplan!!  Desde este povoado mineiro da “Idade do Bronze”, chamado da Bela Vista, antes rodeado de empalizadas de troncos pontiagudos, de casas de madeira e de pedras pequenas, com tectos de colmo ou de pedras. Á mán dereita as minas a céu aberto, ó sul o Río Uma farturento. Vou-vos falar de algo, que possívelmente nunca ninguém vos falou.  Este é um lugar de “Pedras Falantes”.  Pedras, que nos falan, e que guardan as marcas de unha Pátria antiga, unha civilizaçón, que apesar dos tempos transcorridos, permanece latente ainda hoxe, nas memórias das nossas xentes.  Debruçado sobre estas “Pedras que Falan” o Druída, com os seus corninhos de metal, atentos, para entender a linguaxe segreda.  ¿E, porque é capaz o Druída de falar com as pedras?  ¡porque foi preparado para isso!  O “Circulo” grabado sobre a pedra, representa, sobre todas as cousas a “Igualdade”.  Todas as xentes son iguais!  É o simbolo dunha “Civilizaçón Circular”, ou sexa, “Comunal”, contraposta a outro tipo de  civilizaçón chamada “Piramidal” ou “Triangular”, cuxa é caracterizada pela “Xerarquía”, em guerra permanente, entre xefes e oprimidos, entre amos e escrávos.  Com unha demêncial e obssessíva vontade por apropriar o inapropriável, e que xera um medo, e unha violência irracionais.  Todos os “Multiversos Quânticos”, xiran em “Circulo”, as espirais galácticas xiran em “Circulo”, as estrelas da noite xiran, os planetas xiran, e as nossas vidas também xiran, morrem uns seres, e aparecem outros novos para a vida.  Tudo xira em maneira circular.  Apercebemo-nos, que dentro deste “Circulo”, há um animal totémico (um Cervo, Cernunus), um animal amigo, tutelar, que nos dá couros, carnes, e sangre. A sua carne, é a nossa carne, o seu sangre é o nosso sangre. Mas sobre tudo, dá-nos alegria, quando o vemos correr e brincar libre polos montes. O “Circulo”, grabado na dura pedra, tamém representa a “Irmandade”.  “Tudo é de todos, e non é de ninguém”  ¿Que quere isto decir?  Pois, que non temos o dereito de apropriar-nos do que é de todos!  Porque, quando marchemos, outros virán que o necessitaram para viver.  Os velhos cuidaram e ensinaram os pequenos, os nenos transmiten ós velhos alegria e ganas de viver, que é o que mais necesitan.  Despois, serán os nenos que cuidaram dos velhos, quando o necesiten.  Así é a roda do mundo, e así xiran as nossas vidas.  O “Circulo” representa a “Rotaçón dos Trabalhos”.  Todas as xentes, tenhem que trabalhar em tudo!  ¿Para que é así?  É, por variados motivos de ordem vital!  Primeiro: é para que o trabalho non embruteza a alma das xentes.  Segundo: para que quando alguém morra, na guerra ou na doença, axa outras xentes xá preparadas para ocupar o seu lugar.  Terceiro: fai-se menos penoso trabalhar em tudo, que nunha só cousa, mas principalmente, porque as xentes tornan-se mais completas, e com um forte sentido de conxunto.  A “Irmandade Circular Comunal”, obriga a que as xentes trabalhen em “Comum”, e para o “Bem Comum”.  Entón, xuntos, a eficácia aumenta grandemente. O trabalho resulta mais levadeiro, e acaba por convertir-se nunha fésta colectiva, e num absolucto disfrute mútuo das presenças.  Vou-vos por um exemplo, com um dos últimos testemunhos da eficácia do mundo “Circular Comunal”, que foi o “Rebanho Comunal” de Uma:  logrou chegar até ós nossos días, acordo-me, como ó romper da aurora, os animais desde os seus cortelhos, se ian incorporando a unha riáda de centenares de cabras e ovelhas, que percorrian a rua central da aldeia, caminho do “Monte Comunal”.  Em vez de cada vecinho, andar todos os días, com as suas quatro ovelhas, só tinha que ocupar-se destas  um día por mes, quedando os demais liberado para outras tarefas.  Normalmente, só ia unha pessoa maior, acompanhada por dous ou três pequenos, pertencentes a duas casas, por día de pastoreo. Esta laboura, insignificante, proporcionava ás xentes unha enorme riqueza, em leite, em carnes, lán e couros, e incluso era um seguro contra a fame, porque á noite, comias unhas sopas de pan com leite de cabra recén munxidas, que te deixava pancho.  Ó cair da tardinha, o rebanho voltava do monte a galope, e eran os próprios animais que se separavam do rebanho comum, e entravam polos cortelhos a dentro desfrechados, para tomar o “mimo”, que costumava ser, espigas de milho, cereais (Corn-Floques), farinha, ou pondons.  Lamentavelmente, acabaron por ser prohibidos, contra toda razón, pois a independênca das xentes, era mal vista, pela “Civilizaçón da Pirâmide”, que tinha outros negócios em vista.  Non obstante, tal como esta “Pedra Parideira” da Bela Vista, o mundo seguiu alumbrando xentes, que guardan escondidos nas suas memórias o segredo das “Pedras que falan”  

a irmandade circular comunal

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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (28)

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               Vésperas a Fornelos.  Salvaxe.  O día 27 de Maio de 1911, levantei-me polas oito da manhán, bastante despavorido, e acto seguido, experimentei que non estaba natural, cargando-me a forza do sono, que nem tinha vontade de comer, nem apetito.  Nessa noite tivera um sonho com o Furudo, que por se me ter esquecido várias partes importantes, non apontarei ningunha.  O 28 tivem unha dor de cabeza, e non podía respirar polo naríz, e logo deitei-me.  Polas três da manhán vem o Spírito inmundo inquietar-me, facendo-me gritar muito alto e chamar pola minha nái em alta voz, toda a noite estivo causando-me sonhos malos e inquietos, e non me deixou dormir nem descansar, e non puidem dormir senón sobre a manhán, isto durou dez días.  O día 10 de Xunho eu e Avelino da Flora, fomos ás vésperas a Fornelos, ó sair da festa, ós cinco minutos, eu tan cheio estaba de bruxaría, que até as raparigas escapaban de xunto de mim, sem decir nada, nem lhe tocar na flor do vestimento, tan sequera cheguei a por o pé no baile.  O 12 de Xunho de 1911, tiven unha visón que me esqueceu, despois de me ter molestado o tal Spírito, e as desgarradoras penas eran inumeráveis, mas non sabia porque.  O día 13 e 14 de Xunho, fún acometido por sonhos malos, polo día saín à xanela com o pensamento no meu ente querido (Pra…), da qual xa non tinha esperanza…  tinha pensado ir outra vez a Lisboa, e dalí embarcar.  O 13 de Xunho, sonhei que estava nunha casa, sonho: andava com unha rapariga, que non conhecia, seguido chegaron outras raparigas das quais só conhecia unha (Piancha), estas, foi por os olhos em mim, e eu nelas, dixem à que eu traía – vamos -, ó chegar à carbalheira, dei-me conta que chovía, e torna-mos a onde estávamos, e puxemo-nos a beber vinho, do qual eu lhes oferecin, e depois de momentos vín unha estrela, que se ouxo desta forma: com a ponta mais fina dirixia-se à terra com grande velocidade, e logo desdobrou-se em três, nesta forma (. o O).  De seguida começou um terramoto, a terra andava ó redor, como se se fosse virar, a xente escapaba e caía, eu quedei agarrado ás tábuas dunha casa, entre as tábuas había rexas que permitiam ver o que passava fora.  Logo comezaron as estrelas a cair por terra, desde unha altura de oito metros até ós Astros, non se vian senón estrelas em revoluçón e em grande quantidade, eu larguei a fuxir e logo se me figurou que iba parar no meio do caminho.  Entón minha nái puxo-se diante de mim e bailou três puntos, e eu mofei-me dela e parou, indo diante de mim, momentos despois cesou a Visón.  Aparecin eu dentro do Eido, e vexo vir unha mulher coxa, dixen-lhe unhas palabras, e despois despertei, encontrando-me envolto nas velhas mantas da minha casa.

manuel calviño souto

QUE NADA SE SABE (10)

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               ¿Que direi, pois, que non sexa suspeitoso de falsidade? Porque para mim todas as causas humanas son suspeitosas, e sem ir mais lonxe estas mesmas que estou escrebendo.  Mas non calarei.  Proclamarei libremente ó menos isto:  que non sei nada.  E isto para que non te esforzes em ván buscando a verdade com a esperanza de poder possuíla claramente algúm día.  E se despois me ponho a discutir xunto com os demais algo do que há na Natureza, suposto o que acabo de decir, fíate, se queres, mas non é xá assunto meu.  Pois tudo é vaidade, decia aquel sapientíssimo Salomón, o mais douto de quantos em tempo passado confíou ó nosso recordo, o que claramente demostram as suas obras, entre as que obstenta a primacía aquel librinho de ouro chamado “Eclessiastés o Predicador”.  Mas voltemos à ciência.  Mais adiante, onde trato do modo de saber, mostrarei que levou a Aristóteles a disertar tantas veces e tán amplamente sobre a trabaçón das palabras, que o fixo inventar aqueles universais, e mostrarei também se podemos saber algo sem tudo isso.  Por de pronto, del non se saca ciência algunha.  Fixa-te: a ciência obtem-se por demostraçón.  ¿E que é demonstraçón?  Um sonho de Aristóteles, que non é diferente da “República de Platón”, do “Orador de Cicerón”, do “Poeta de Horácio”.  Non há ningunha em ningunha parte.  Certamente el a describíu com discurso bastante prolixo, mas nunca proporcionou ningunha, nem ninguém despois del; e se non, proporciona-ma tú, manda-ma.  Non a teis, xá o sabia.  Mas nunca compuxo siloxismos alguém, mais que quando ensinou a construí-los, e entón non o fixo com termos significativos, senon com os elementos A, B, C…, e isto ainda com dificuldade.  Porque se tivera usado termos significativos, nunca tería rematado a obra.  ¿Para que servem, pois, estes siloxismos?  ¿Por que se esforzou tanto em ensiná-los?  ¿Por que, despois del, tanto se esforzan ainda os demais?  Ó escrever non os usamos, nem sequer el.  Ningunha ciência se logrou por meio deles, e incluso muitas se perderon e perturbaron por sua causa.  Ó argumentar e ó disputar, satisfeitos com a mera consequência, usamo-los todavía menos, pois de outra maneira a disputa xamais terminaría e sempre havería que estar litigando em torno á reducçón do siloxismo a um modo, a unha figura, em torno á conversón e a outras infinitas nimiedades.  Incluso alguns estúpidos o fán hoxe e negan tudo o que non esté posto em modo e figura.  Tán grande é a sua estupidez, assim como a subtileza e utilidade desta ciência siloxística, que, se esquecem por completo das cousas, e se dedican ás sombras. 

francisco sánchez

EM NOME DE GUILLADE (HISTÓRIA)

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               A orixem da Vila de Pontareas está nunha feira mensual que lhe concedeu Fernando o Católico a Garcia Sarmento de Soutomaior, para desenvolver no couto dos Canedos, o 28 de Março de 1483.  Desde entón, a poboaçón medrou rapidamente e, num documento de 1577, xá figura o seu tratamento de Vila.  A súa situaçón estratéxica fixo que se convertira num lugar de passo obrigado para intervir nos sucessos bélicos do sul da província. Tamém nesta zona tiveron lugar importantes loitas entre os partidários de Isabel a Católica e Xoana a Beltranexa.  Durante o “Antigo Rexíme”, as aldeias que conformam o Concelho pertenceron à província de Tui e estaban divididas entre as xurisdiçóns de Sobroso, baixo o domínio do marquês de Sobroso, do conde de San Román e doutros senhores; Oliveira, senhorío do bispo de Tui e doutros senhores: e Salvaterra de Miño, dependente do conde de Salvaterra e algunha aldeia compartida co marquês de Valadares e com outros.  Coa proclamaçón da Constituçón de 1812, que supuxo a substituçón do rexíme senhorial e o estabelecimento dunha administraçón municipal, fundando os Concelhos de Guláns e Pontareas.  Em 1823 produciu-se a derrogaçón da devandita lei polo rei Fernando VII, polo que se suprimiron estas demarcaçóns e se restaurou o rexíme anterior.  A definitiva consolidaçón de Pontareas como Concelho cos limites actuais produciu-se em 1835 e, desde entón, non sufriu modificaçóns no seu território.

alberte reboreda carreira

NIETZSCHE (MÁSCARAS) (3)

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               Depois de um capítulo biográfico, emprende-mos um percurso pela filosofía nietzschiana, graças a unha série de máscaras.  Nietzsche, decidido a fazer de si mesmo unha personaxem filosófica única, foi um mestre do disfarce.  “Tudo o que é profundo ama a máscara”, disse.  O seu enorme bigote, como refere Deleuze, deve ser entendido como unha primeira mostra da sua propensón para mascarar-se.  O livro estructura-se, concretamente, a partir de três máscaras ou personaxens:  Dioniso, Zaratustra e o Anticristo.  A primeira máscara serve ao xovem Nietzsche para se adentrar na antiga Grécia e, a partir daí, realizar unha crítica demoledora da cultura moderna.  Assim, o capítulo dedicado a Dioniso apresenta as chaves da sabedoria que a obra da arte tráxica foi capaz de transmitir ao povo grego.  Para Nietzsche, este tipo de sabedoria é valioso porque, ao contrário do conhecimento científico-racional, trata da dimensón “dionisíaca” e problemática da existência.  O capítulo seguinte ocupa-se de um enorme acontecimento:  “Deus morreu”.  Para Nietzsche, Deus representa a “metafísica”, a maneira de pensar que domina a cultura occidental há dous mil e quinhentos anos e que nos arrastou para unha situaçón de “nihilismo”.  O profecta Zaratustra será quem nos vai indicar como superar a metafísica  e o nihilismo, graças à doutrina do “eterno retorno” e ao anúncio do “super-home”.   O último capítulo é dedicado ao Anticristo, a máscara com que Nietzsche apresenta o seu proxecto de “transmutaçón de todos os valores”.  Este proxecto baseia-se nunha concepçón da vida como “vontade de poder”, unha nova maneira de entender a condiçón humana que nos obriga a repensar a nossa relaçón com a linguaxem e com o próprio corpo.  A transmutaçón nietzschiana começa por desmontar todos os valores morais, através das ferramentas do “perspectivismo” e da “xenealoxía”.  Após esta labor, Nietzsche defende unha moral aristocráctica como alternativa aos valores cristáns e igualitaristas.  Estas três personaxens seguem unha certa lóxica temporal e podem identificar-se com as correspondentes etapas na obra de Nietzsche:  Dioniso seria o seu disfarce de xuventude, Zaratustra. o da maturidade, e o Anticristo, o da sua apoteose final.  No entanto, o filósofo utiliza frequentemente estas três máscaras de modo indistinto, e, por isso, ao longo deste texto, serán também, em grande medida, intercambiáveis.  Afinal de contas, os milhares de páxinas que Nietzsche deixou escritas bem podem ser interpretadas como sucessivas variaçóns em torno de um único tema: o amor à vida, Dioniso, Zaratustra e o Anticristo son três máscaras sob as quais Nietzsche tenta combater todas as ideias que retiram valor à vida no nosso planeta.  Três máscaras que sintetizam o esforço colossal de um home para conseguir que o pensamento sexa capaz de acolher a pluralidade, o devir, a contradiçón, o caos e o acaso.

toni  llácer

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (27)

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               Unha Visón.  Sonhei que vinha dunha festa com outro individuo que non conhecia, baixei por unha costa abaixo, e encontrei-me num pozo sem saída, e nel estaban dous individuos, que non conhecin. Ó sair deste, encontrei-me com o Sr. Cura Val, que ó momento iba facer-me unhas bendiçóns, onde eu cheguei a porme de xoelhos, mas de repente chegou pola porta do quarto unha individua (Pepa de Viñó) vinha vestida de branco e sem pedir permiso, puxo-se com nós, e ó momento eu exclamei:  Oh! Isto non está bem! E esqueceron-me algunhas partes da Visón, sei que terminou a paus nestes, e em dous mais que estaban por alí.  Todos fuxiron para outro quarto que estaba cheio de xente, na porta unha mulher feia muito gorda, como que facía hachas, a qual me impediu a entrada, eu dava-lhe paus e, ela quieta como se non lhe doera, por fim entrei, dando unha ráfaga de paus, que cheguei a ver o sangre dalguns.  Eu desfixem toda aquela comitiva na que andava o Sr. Cura Val.  O segundo día levantei-me polas quatro da manhán, e a dor de cabeza aliviou-se-me, o corpo mais agosto e mais lixeiro.  Outra Visón.  Despois de transcurridas algunhas horas, acendín o lume, almorcei, acto seguido tentou-me um sono assombroso, e deitei-me na cama vestido:  sonhei que eu iba a um sítio casa do Rei, e ó Rei tinha-no corrido e querian-me por a mim de Rei, e eu choraba porque non queria.  Cheguei a um coto muito alto, eu mirei para um lado que estaba muitíssimo deladeiro, muitos trabalhadores que num instante devoraban o trabalho; acto seguido vem o meu amo o Fadista e, fún trabalhar um pouco; despois vem unha mulher, alta, branca, corpo delgado, vestida de senhorita, e non era fea – dixo o meu amo, sabes a quem lhe vou falar?-  Mira prá lí, dixeron os trabalhadores, ¡É a irmán do Rei!  O meu amo começou a decir-lhe algunhas palabras, eu estaba com medo de me sentar xunto dela, e logo, decia-se que era a irmán do Rei, entón por fim dixem-lhe algunhas palabras, que logo me esqueceron, pois iba xá distante uns seis ou sete metros.  Quando por ela passou Rosa de Viñó e a sua filha, esta começou a sinalar com o dedo prá sua nái decindo unhas frases, que non me recordan, e ambas se sentaron xunto de mim, e transcurridos alguns minutos de charla, entrei eu e sua nái, e encontrei que me iba deitar, entón, vin que estaba unha mulher comigo (despida) que non conhecin, polas sinais arriba descritas, parecia ser a que se dixo irmán do Rei, decindo-me unhas frases e mirando-me prás costas, e non cheguei a tocala; despertei, mirei pró relóxio e eran as sete e quarenta da manhán.  

manuel calviño souto

SOCIALISMO E CAPITALISMO SON IGUAIS SE SE TORNAREM REXÍMES DIRIXISTAS.

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               O socialismo e o capitalismo edificaram-se como sistemas que minimizam o “desexo”, a carga libidinal que motiva a acçao humana, a qual se reprime nas sociedades de controlo exaustivo das vidas.  O erro do capitalismo é igualar “desexo” e “consumo”, e reduzir outras esferas muito mais importantes da vida humana.  Deste modo, muitos indivíduos rexeitam o sistema de vida imposto e sentem-se como autênticas anomalias dentro do esquema de vida pensado para eles:  “educar-se para trabalhar”, “trabalhar para consumir”,  “consumir para ser feliz”.  Por isso, reclama-se a relevância de libertar o desexo além da prisón da lei do valor de troca, do fetichismo da mercadoria, onde a felicidade se entende a partir da posse de obxectos materiais.  Porém, Lyotard, cuxo obxectivo principal é a libertaçón do desexo, tropeça com unha possível aporia:  para que o nosso modelo de vida suxerido non se torne um absolucto igualmente autoritário, a sua alternativa (aquela que accionar o desexo) deve ficar definida de unha forma abstracta e imprecisa.  Portanto, com base nisso, é possível colocar questóns como as seguintes:  ainda podemos confiar nas organizaçóns políticas?  Será que unha política de esquerda (entendida como antiautoritária, emancipatória, libertária, etc.) non acaba por ser opressiva  ao articular-se num determinado rexime normativo?  Está condenada a desaparecer “a política de esquerda” para evitar trair-se a si própria?  Esta dificuldade leva o filósofo françês, em textos como “Nanterre, aquí, agora”,  a suxerir a necessidade de articular acçóns non programadas, expontâneas, do “acontecimento” (um “relâmpago” que modifica o destino do espaço-tempo estabelecido), que, na práctica, leva a defender unha revoluçón interminável e contínua, o que promove unha estabilidade instável de um sistema litixioso que, permanentemente em desacordo se pon em xogo revelando as formas  autoritárias de ser, pensar ou comportar-se.  A organizaçón racional, o cálculo, a previsón, como práctica revolucionária, integra as estratéxias mais reconhecidas dos sistemas disciplinares de que pretende escapar.  Portanto, a lóxica revolucionária deve ser imprecisa, difusa, disposta a actuar em qualquer momento ou lugar.  A partir destes obxectivos expostos esquemáticamente, devemos entender o fundamental de Lyotard , que associa Marx e Freud revendo as suas concepçóns de maior relevo.  A metodoloxia de investigaçón que se suxere para o estudo de Marx e Freud, e a partir de agora para todos os seus temas de reflexón, non poderá ser nem  a científica de cariz positivista, nem a dialéctica determinista (que subxuga tudo o que existe num processo unitário), unha vez que estas pretendem encontrar a verdade obxectiva que explica os fundamentos, as essências ou as características necessárias do seu obxecto de estudo.  Esta actitude aproxima a ciência da relixión, pelo que verdade e dogma ficam estreitamente ligados.  Por isso, propon-se, por outro lado, levar a cabo unha “deriva”.  Só assim lhe parece possível escapar á lóxica do poder-saber.

teresa oñate e brais g. arribas

DERIVA HISTÓRICA (MÂMOA Nº 7).

    xacimento arqueolóxico ga36042060

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MÂMOANº7 DAS CHANS DO CAMPO DO MOURO

              As melhores vistas para unha noite sem luar, desde ela se depara um espectáculo soberbo do universo. É a mais avanzada de todas, xa está rodeada por um souto de castanheiros, que medran com um ritmo acelerado, quando em primavera brotan as folhinhas novas, é um encanto passear por debaixo delas.  O lugar, está feito a propósito, para grandes celebraçóns nocturnas, onde unha enorme mesa rodea o crácter da mâmoa, e os xabalis do Campo do Mouro assados no espeto, triscan regados com limón, como se foran frangos dos Pirús.    

a irmandade circular