QUE NADA SE SABE (11)

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               Por isso resulta chamativo que Averroes, agudo noutras questóns, e muitos trás el, se haxan esforzado com inútil e enorme trabalho em reducir a siloxismos o que Aristóteles dixo em discurso libre, e que tenham querido mostrar em todas partes que tais siloxismos son infalíveis, absolutamente certos e também demonstractivos, sendo assim que nada o é menos, como logo mostraremos. Polo contrário, non é extranho que Agostinho, luminária explendorossíssima da Igrexa Cristán, tenha aprendido polo seu próprio enxenho, sem mestre, todas as demais ciências excepto esta siloxística.  Pois as outras fundan-se nas cousas, mas ésta é unha ficçón subtíl de ningunha utilidade, e inclúso muito perxudicial, por quanto aparta os homes da comtemplaçón das cousas, e os reten em sí mesma, como verás melhor no decurso desta obra.  Mas isto difere do que eles dicen: que o siloxísmo é a maneira de saber e o principio sem o qual non há ciência.  E afirman certamente unha verdade, mas a din sem sabê-lo.  Pois a sua ciência é esta: non saben mais que compor um siloxísmo da nada, é decir, com A. B. C…; mas, se houbera que construilo com algo, enmudecerian como quem nem sequera entendera a mais mínima proposiçón.  Mas voltemos a nós.  ¿Entón qué?  ¿O que ensina a construir unha casa non a construiu xamais el mesmo, nem sabe facê-lo, nem tampouco os seus discípulos?  ¿Por que vou acreditar que se hade construir así?  E aquilo de que se non há demonstraçón non há ciência.  Também é falso que a demonstraçón enxendre o hábito científico, pois de um ignorante, mas capaz de saber, saldría ciência tán só com que a demonstraçón lhe presentá-se o que se há de saber; inclúso a própria palabra “demonstraçón” indica isto.  Mais ainda; de Aristóteles e dos outros nunca entendin a menor cousa ou proposiçón, mas incitado pelos seus ditos, aprestei-me a considerar qualquer realidade; vistas as contradiçóns e dificuldades daqueles, para non enredar-me nelas eu também, abandonei-os e busquei refúxio nas cousas, a fim de recabar delas o xuízo.  Aristóteles foi para mim o que el mesmo dí que foi Timoteo para os demais cantantes, a saber, se Aristóteles non tivera sido tal como foi – e igualmente Platón e os outros – talvez tampouco eu tivera sido tal como son.  Por isso é fácil ver que estúpidos son os que van buscar nos autores toda a ciência e a única ciência que há, sem ter para nada em conta as cousas, pois quem me indica com o dedo algunha cousa que há que ver, non enxendra a minha visón, senon que excita a minha potencia visual para que pase ó acto.  De ahí que também me pareça sumamente estúpido o que alguns afirman: que a demonstraçón necesariamente conclúie e obriga a partir de principios eternos e invioláveis, sendo así que talvez non existan tais princípios ou, se os há , serán totalmente desconhecidos como tais para nós, que somos, non só maximamente corruptíveis, senón também, no tempo tan curto que vivemos, muito vulneráveis.

francisco sanchez

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