NIETZSCHE (SCHOPENHAUER) (7)

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               Daí em diante, Nietzsche adoptará a orixinal perspectiva schopenhaueriana ao abordar questóns fundamentais: o universo xá non é um todo ordenado e estável, mas um caos dinâmico, dominado por unha força irracional, a Vontade (Nietzsche transformá-la-á em “Vontade de Poder”); a consciência humana non aparece como unha faculdade  privilexiada, mas como um accidente tardio e insignificante, submetido à força dos instintos; a História non se rexe pelo progresso ou pela evoluçón, mas por um suceder de acontecimentos, carente de sentido ou de finalidade; a manifestaçón suprema do espírito humano non se encontra no conhecimento racional e científico, mas na arte e, em especial, na música.  A par deste novo olhar, Nietzsche também receberá de Schopenhauer unha língua afiada, amante da polémica e do sarcasmo, e unha pena capaz de transmitir ideias complexas com extraordinária elegância e limpeza.  Além disso, e non menos importante, encontra nele um exemplo vital:  Schopenhauer dedicou-se á filosofía quase sem gozar de reconhecimento por parte da Academia nem tan-pouco dos leitores, exercendo durante a maior parte da sua vida um papel de pensador  independente que Nietzsche acabaría por levar ao extremo.  O que é certo, em qualquer caso, é que o contacto com a obra schopenhaueriana inocula em Nietzsche o vírus da filosofía, um vírus que avançará lenta mas decididamente na mente do prometedor estudante de filoloxía. Tanto assim é que a marca de Schopenhauer se deixa ver em todo o pensamento posterior, apesar de o vitalismo nietzschiano acabar por se tornar incompatível com o pessimismo metafísico do seu mestre.

toni llácer

DERIVA HISTÓRICA (O CASTRO DO COTO DO SANTO)

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           O CASTRO DO COTO DO SANTO

    XACIMENTO ARQUEOLÓXICO GA36030010

               Aquí, há dous entortos, gordinhos, e outros mais de menor calado, que intentaremos  ir aclarândo de maneira pausada, procurando adentrar-nos na maranha do nevoeiro dos tempos passados.  Posto que se trata de um território de fronteira, o qual desperta as cobiças insanas e aumenta grandemente as trapalhadas caciquís.   Este é um lugar sagrado, que leva ás suas costas muitos milhares de anos.  A imponente panorâmica, comunica visualmente com a cordilheira do Suído, especialmente com San Xoán de Pinheiro, e a sua silueta é inconfundível no horizonte das montanhas.  Baixo as suas miradas, passava unha “Verea Velha”, a “Vigo-Logroño” daqueles tempos, unha vía romana, que vinha de Castro Mao (Matamá ou Matamao), e um “caminho real de Baiona”.  Mas, heis que por maldiçón do destino, e descanso nosso, apareceu um abade de Guillade, que modificou o curso da história.  Levou a nova carreta Mondariz-Salvaterra pola porta da súa casa.  Cousa, que eu, ainda hoxe em día lhe agradeço.  Transferindo, désta vil maneira a civilizaçón do Coto do Santo, para a Cruz do Balado.  O primeiro grande erro, é que o Castro do Coto do Santo, está catalogado em território de Mondariz, cousa que non corresponde com a verdade.  Pois o xacimento está maioritariamente em Pontareas.   “O Castro tem unha forma ovalada.  As dimensóns mos eixos (N-S) e (W-E), son de 120×65 m.  Presenta unha hipotéctica superfície de habitaçón, defendida pola pendente natural do terreno com afloramentos graníticos. Non se pode describir ningúm tipo de estructura no terreno, e só as referências a el fán supor a existência do xacimento”.  “Na pista que ascende ao crâto pola aba E, foron recolhidos vários anácos de cerámica castrexa e outros de aspecto medieval, así como unha ficha cerámica de 1,7 cm de diametro, unha pesa de quarcita sobre canto rodado, com duas escotaduras lateráis no eixo transversal, e unha lasca de segunda ordem de quarcita sobre canto rodado.  Na pista que corta a aba S da crôa recolheron-se alguns fragmentos de cerámica castrexa”.  “Ó realizar-se a pista de acceso ó coto na sua parte mais alta, lugar em que se situaría a Capela do Santo Tomé, localizaron-se várias pezas probavelmente pertencentes a unha producçón de cerámica medieval”.  “Trataria-se de dous vasos (Museo de Pontareas), (…), recolhido o primeiro na pista que atravessa o coto a N do Crâto (Vaso Nº1), e o segundo na aba E da Crôa (Vaso Nº2). Adscriptos a tipos característicos da producçón local/rexional de cerámica comúm cinzenta medioeval”.   “O xacimento semelha possuir, ao menos, dous intres principais de ocupaçón, correspondentes a manifestaçóns culturais independentes.  Por um lado os materiais adscriptiveis ao Bronce Final – Idade do Ferro, cunha ampla dispersón que chegaría á base do outeiro, xá na zona chán correspondente á altichaira do Campo do Mouro e unha ocupaçón Tardorromana-Altomedioeval, possivelmente relacionada com unha Hermida-Santuário”.   E aquí, aparece o segundo grande erro, patrocinado segundo diría Manuel da Canle, polo “Spírito Malo”.  Pois, apesar de tudo o que vimos lendo, e apesar de estár catalogado como Castro, parece ser, que isto non é um Crâto, como a continuaçón iremos descobrindo.  “Com respeito ao primeiro, deve-se ter em conta o contexto arqueolóxico no que se situa este enclave, inzado de xacimentos prehistóricos:  assentamentos ao ar libre, túmulos megalíticos e petroglífos, em total 21 pontos, desde o Neolítico á Idade do Bronce.  Asemade as súas características fisiográficas que particularizan o lugar, ao tratar-se dum outeiro totalmente ilhado, dentro dunha ampla e homoxénea altichaira.  Contradecindo a súa catalogaçón inicial, sinála-se que non debe ser adscripto como Castro, e que na realidade, a manifestaçón material que se pode recolher na súa superfície, corresponde-se cum processo cultural de maior complexidade.  Confirmando as observaçóns realizadas em Novembro do 1992, non existe ningúm tipo de adequaçón para a defesa, nem fosos, nem parapeitos, nem sequer muralhas.  Por outra parte a cima do coto non presenta recinto habitacional, é um afloramento granítico de rocha que disminuie as possibilidades de ocupaçón castrexa “ao uso”.  Asemade, a base do outeiro, em plena altichaira, presenta sinais de ocupaçón, que se extende sem soluçón de continuidade cara á cima.  Tendo em conta o anterior, pode-se estár ante um tipo de transiçón, que evoluciona desde os modelos de assentamento pretéritos (Calcolíticos, primeiras etapas da Idade do Bronce) cara a unha nova formulaçón que anúncia os patróns de assentamento da Idade de Ferro, mas sem amosar unha caracterizaçón evidente desas dúas direcçóns.”  Para a segunda ocupaçón descripta contan-se cunha série de indícios que poden esclarecer o modelo de assentamento.  Por unha banda, conta-se cos materiais localizados: cerámicas romanas, medievais, ara anepígrafe com focus.  Por outro o próprio topónimo, Coto do Santo, e por último o passo da denominada “Verea Velha”, caminho de orixem antiga, que possívelmente se dirixisse á Franqueira.  Desde o ponto de vista arqueolóxico, a abertura da pista que ascende á cima do coto destruíu os restos dunha edificaçón possíbelmente unha hermida, onde foi localizado o fragmento de ara, que se situaría na parte correspondente ao concelho de Mondariz, no ponto onde a pista acada a súa cota máxima e começa a baixar na direcçón norte.  A conxunçón dos elementos expostos indicarían a presença dum possível santuário, quizais de orixém prérromana ou bem um lugar sagrado, num itenerário de peregrinaçón cara á Franqueira, tamém de orixém perdida no tempo.

a irmandade circular

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A REFUTAÇÓN DAS GRANDES NARRATIVAS (XIII)

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               No entender de Lyotard, as narrativas que incluem a história da humanidade num marco unitário, xa non nos servem, unha vez que foram desmentidas por diversos acontecimentos históricos que as refutam.  O relato iluminista, que via no avanço do conhecimento e da tecnoloxía a el associada, o caminho para alcançar unha sociedade livre, próspera e pacífica, fica invalidado, dado o potêncial destructivo e coercitivo de certos usos da ciência e da tecnoloxía (a bomba atómica, por exemplo).  O relato idealista fica impugnado pela terrível experiência de Auschwitz; a barbárie do holocausto non pode ser integrada em nenhum proxecto que entenda a história como um desenvolvimento da razón.  Finalmente, o marxismo xa non é válido como relato de emancipaçón se tivermos em consideraçón as consequências totalitárias do comunismo soviético.  Em conclusón, as grandes posiçóns culturais que tinham dado unha explicaçón unitária (e racional) á história deixam de ser válidas.  Por isso, a pós-modernidade constituie-se como a época que muda a percepçón do tempo e do seu decurso, xá a história non progride, non avança rumo a um futuro melhor, nem conduz á emancipaçón humana.

teresa oñate e brais g. arribas

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (33)

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               Paseo malo.  O día 24 de Septembro de 1911, habia festa em Guillade de baixo, fún a ela e duas vezes chamei unha nena, quando xa estaba chamada, fún para o torreiro pensando que vinha para mim, e sái que vinha para outro, o meu rostro desfigurou-se.  Passados uns momentos, vexo vir o Sr. Cura Val, eu aproximei-me del e fomos para xunto do Cemitério, unhas nenas dixeron esta aspiraçón  ¡Chis! ¡Chis! ¡Chis!  Eu, non mirei pra ningum lado, seguin xunto com el até ó Cemitério.  Contei-lhe tudo o que passaba de malo, e el dixo que as minhas visitas eran raras, e em vários casos firmes, el negaba, entón den-lhe 20 reais e despois retirei-me.  O día primeiro de Outubro de 1911, meteu-se-me unha cousa num olho, que cuidei de quedar cego, nem alhos, nem exorcismos facian nada, e naquel olho non tinha nada material, e non podia ver a luz do día, andei dez días de cama, parecia que me queria dar unha febre, e o olho estava inchado e tamém parte da cara.  O día 18 de Outubro o Fadista, negou-me o dinheiro, e o 21, estando a rachar um canhoto, cravei o gabilán da machada pequena no xoelho do pé dereito, estando de cama dous meses, quase moribundo.  Sonhei que estaba falando com o Sr. Val, outro día sonhei com um quadro e um gato, e debaixo da minha almofada cantaba a interxeiçón da páxina 11, tinha-se-me reventado o golpe, e ó momento, formou-se-me unha dor horríbel, que me facia gritar alto até de manhán, em que decia que era o começo da minha morte, com unha forte dor de cabeza,  Os sonhos pola noite, eran tán numerosos, como estranhos; exemplo: das vinte ou trinta voltas que levou este sonho, unha das principais, foi sonhar que tinha um furón, e me fuxira para dentro do Eido, e alí habia uns tobais, polo que se meteu num deles, eu corria detrás xulgando que iba sair o coelho, e ouvin unha voz humana dentro, e a voz foi-se facendo mais aterradora, até que quedei com um medo inmenso, polo que despertei com o susto;  a minha barriga parecia um depósito de aire.  O 17 de Novembro de 1911, ás 12,40 da noite vem o Spírito… inquietarme.  O 18, polas 12 da noite, e polas cinco da manhán.  O 21 polas 5,40 da manhán.  Todos estes días, vem o Spírito…  molestarme.

manuel calviño souto

QUE NADA SE SABE (13)

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               Volto à carga com a definiçón de ciência.  Explican o hábito científico como unha acumulaçón de muitas conclusóns. Resulta pasmoso como, avandonando totalmente as cousas, voltan sempre ás suas ficçóns, ó igual que a gata de Esopo transformada em doncela, que, apesar de ter mudado de forma, todavia continuava perseguindo os ratos.  Certamente, tal é para eles a ciência:  nada saben mais que muitas conclusóns, mas nenhuma cousa.  ¿Quem definiu xamais a visón como unha acumulaçón de espécies?  Mas a ciência non é senón unha visón interna.  Que se a ciência é unha acumulaçón de conclusóns, muita ciência tem este libro.  És um retorcido: dirás talvez que contem ciência escrita, segundo aquilo de que unha cousa é o termo vocal, outra o escrito, outra o mental.  Non o entendo, mas podo concede-lo.  ¿Que se segue?  Que nem tú nem eu sabemos nada.  Proba-o Esopo, que, posto à venda entre dous companheiros de escravidón, gramático um e retórico o outro, quando em último lugar lhe perguntaron que sabía, respondeu: nada.  ¿E como así?  Porque – dixo – o gramático e o retórico, non me deixaron nada que saber (pois estes, em efeito, quando se lhes perguntou anteriormente que sabían, contestaron que tudo).  De maneira que agora, segundo tú, este libro sabe muitas cousas, outro incluso mais, e com todos os outros ocurre algo parecido; logo nada nos queda a nós para saber!

francisco sánchez

EM NOME DE GUILLADE (MOSTEIROS)

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                            MOSTEIROS

               Dentro das realizaçóns de carácter relixioso, tamém se deben salientá-los numerosos mosteiros que existiron em todo o termo.  O primeiro em levantar-se foi o de Santa Locaia de Guillade, do que tán só se conservan as súas ruínas. Máis tarde há notícias de San Pedro de Angoares, do de San Bartolomeu de Fozara e do de Santo Estevo de Cumiar.  O de feitoria máis recente foi o convento de San Diego de Canedo, froito da doazón do pazo no que se assenta (polo conde de Salvaterra) para converte-lo em cenóbio franciscano, que, aínda que data do século XVIII, conserva unha portada do XVI.

ALBERTE REBOREDA CARREIRA

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EM NOME DE GUILLADE (ARQUITECTURA RELIXIOSA)

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               ARQUITECTURA RELIXIOSA

               No eido da arquitectura, son várias as igrexas que aínda conservan vestíxios da súa construçón românica, como a de San Pedro de Angoares, que pertenceu a um mosteiro bieito e que consta de planta de cruz latina e ábside rectangular, na que sobresaen o capitel do seu interior e os canzorros; a de San Salvador de Padróns, que tan só posúe a portada de estilo românico, mas que destaca polas súas dimensóns; a de Santo Estevo de Cumiar, com portada românica, um arco triunfal e um león de grandes proporçóns arrimado à parede norte;  e a de San Cibrán de Paredes, que aínda tem elementos ornamentais representativos, como os canzorros ou a cruz do tellado.  Outro templo que cumpre mencionar é o de San Nicolau de Prado, máis moderno, mas que destaca polas súas pinturas murais (do século XVI).

ALBERTE REBOREDA CARREIRA

NIETZSCHE (INFLUÊNCIA DE SCHOPENHAUER)

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               Mas além de Ritschl e de Rohde, a época de Leipzig será recordada pelo encontro com dous homes (um morto, o outro vivo) que determinam de forma radical o curso do pensamento nietzschiano: o filósofo Arthur Schopenhauer e o compositor Richard Wagner.  O encontro com o filósofo ocorrerá pouco depois de chegar à cidade.  Num alfarrabista, Nietzsche encontra “O Mundo como Vontade e Representaçón”, a obra-prima de Schopenhauer, e sente entón unha voz interior que lhe sussurra: “Leva este livro para casa”.  Durante as duas semanas seguintes, Nietzsche mal descansa (impón-se a si mesmo um horário em que dorme unicamente das duas ás seis da manhán) e devora um livro que, no mais profundo do seu ser, sente que foi escrito para el.  A partir desse  momento, Nietzsche converter-se-á ao schopenhauerismo e non perderá ocasión de propagar os ensinamentos do mestre, um filósofo em quem encontrará unha “natureza que vale mais do que cem sistemas”.   Schopenhauer foi, certamente, um filósofo atípico.  Partindo de Kant e axudado pela filosofía oriental, o seu pensamento apresenta-se como um combate contra o idealismo alemán, a corrente que dominava a filosofía europeia na primeira metade do século XIX.   Schopenhauer acusa os idealistas alemáns (Fichte, Schelling, Hegel) de construírem maxestuosos edifícios conceptuais que, no fundo, non passavam de abstraçóns vacias, afastadas da vida e da experiência práctica.

toni llÁCER

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (32)

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               Ad Responsorium.  O día 20 de Septembro de 1911, fún a Mondariz, dixo-me:  sás com unha rapariga de perto da tua casa, e a esta outra foron-lhe com mil contos e mentiras (era Pra.), mas hade vir-che ás mans, só que tu non queiras.  Se xogas  à lotaria ganhas.  A tal que deu parte de tí, non te metas mais com ela, nem lhe deas confianza.  Ela tem unha vecinha que a invita polo malo, e tem cuidado que andan com ideia de colher-che unha prenda pra facer-che mal.  Neste mesmo día 20 descansei em Paz, tendo a seguinte visón:  sonhei que iba passeando polos montes de Lisboa, com a escopeta e uns poucos de coelhos, e seguim dereito à cidade, perto dum sítio chamado A Estrela, e desde lonxe avistava o convento deste sítio, e empós de mim vexo vir Redosinda das Carbalhas, chegamos perto da ante dita Igrexa, e eu estava-lhe indicando o nome das ruas, e como avistava unha multidón de xente, non seguimos adiante, dei volta outra vez pro monte e puxem-me a brincar com ela, e como era de pequeno corpo, puxem-na porriba de mim – decindo-lhe – em vez de te por, por baixo, ponho-te por arriba; ela deu um xeito ás pernas como medio abrindo-as, e eu com unha man dei-lhe debagar nas vaxinas…  estando com esta luta, despertei e quedei muito quieto e sereno e fixando os meus pensamentos percebim que estaba o Spírito…  sobre mim abrazado, que pouco se percebia, e non me molestou, nem em sonhos, nem em vixília, e mirando o relóxio, eran as duas da noite.  O día 22 de Septembro de 1911, tiven unha visón que tan pronto desperto, se me borrou, mas por intuiçón, parece que ouvin unha voz, que me falóu no Sr. Cura Val.  Polo día, andando ás mozas, encontrei-me com a que tinha tido o sonho com ela (Redosinda), mostrando-me malo sembrante, e como que enoxada comigo.

manuel calviño souto

A DESCONSTRUÇÓN DO “EU” E O DESEXO (XII)

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               A violência da noçón moderna de suxeito advém do facto de se entender como o centro irradiador de conhecimento que lhe permite situar-se nunha posiçón de proeminência relativamente aos outros seres naturais.  O ser humano moderno teria pretendido substituir Deus, ocupando a sua centralidade.  Para se distanciar da violência referida, Lyotard axa necessário desconstruir o eu, modificar a perspectiva que o entende como unha entidade unitária dominada pola razón, para o observar como um fluxo livre de enerxias que se tentam descarregar intensivamente, estabelecendo posiçóns que nunca son fixas e que, de forma contínua, se dirixem para novos obxectos de interese.  Portanto, para o pensador françês non existem identidades ríxidas, mas apenas transformaçóns psíquicas.  Um pensamento antiautoritário non poderá ser humanista, terá de por em causa as disposiçóns do desexo.  Por isso, defende-se unha leitura “libidinal” de Marx, onde a crítica ao capitalismo non se realiza devido à alienaçón que implica, entendida nos termos habituais (como perda da autêntica essência humana, como reidificaçón dos seus traços mais próprios, como exploraçón do proletário pelo burguês ao arrebatar-lhe a mais-valia da sua força de trabalho, etc…), mas como um exercício desviado do desexo humano.  O capitalismo non fai sentir prazer.  Pode “fascinar”, mas no final a sua noçón de prazer descompon o desexo. 

teresa oñate e brais g. arribas

DERIVA HISTÓRICA (PETROGLIFOS DO COTO DO SANTO TOMÉ)

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    XACIMENTO ARQUEOLÓXICO GA36O42063

               Os vários petroglifos e sinais grabados nas pedras do Coto do Santo, os últimos que lograron sobreviver a sucessivas ondanadas de bárbaros e pedreiras, que arrassarom com quase tudo o que de valor havia.  Non obstante, a memória permanece milagrosamente viva.

a irmandade circular

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QUE NADA SE SABE (12)

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               Por este motivo, em câmbio, a verdadeira ciência, se é que existe algunha, sería libre e fruto de unha mente libre, e, se ela por sí só non percebe-se a realidade mesma, tampouco a percebería forzada por demonstraçón algunha.  Pois as demonstraçóns obrigan os ignorantes, a quem basta a mera crença.  ¿Porqué, pois, fás neciamente acópio por um lado, e por outro de tantas proposiçóns de Aristóteles, com as que acabas construindo um siloxismo bárbaro sem que entendas unha só delas?  Eu daria-che um conselho melhor: abandona a Filosofía, pois és totalmente inépto para ela; mas talvez foras um excelente arquitecto, ou zapateiro ou, se queres, um remendón.  Estes componhem com madeiras, pedras, tecidos e couros unha figura, mas non bárbara, como tú fás, senon bem disposta, sem perguntar-se que sexa a madeira, a pedra, o tecido ou o couro, senon como farias com tudo isso unha casa, um traxe ou uns zapatos para o César; da mesma maneira tú, usando de cesárea potestade, construies um labirinto no qual te atrapas non só a tí mesmo senón também ós infelices como tú, a quem falta o fío da razón, sendo así, que tú sabes nada, pese a que proclamas ensinar os outros, nem o sei eu, ainda que intento persuadir-te disso.  Por conseguinte, como ignoras isto, tampouco poderás captar-me; e eu, que tudo ignoro, tampouco poderei demonstra-che nada.  Logo non sabemos nada, e isto é o que levo afirmando.

francisco sánchez

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (31)

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               O meu Mestre, Prisón.  O día 29 de Xulho dixeron-me que o meu Mestre (Fadista) tinha batido no Calvete, e o 3 de Agosto foi preso o dito suxeito.  O día 14 de Agosto polas 11 ou 12 da noite, cantava a interxeiçón da páxina 11, e assaltou-me um sono mortal, vem o Gomez chamar por mim ás seis da manhán, para trabalhar na Encostada e polas 11 do meio día ensordecín, encontrando-me indiferente e sendo molestado polo Spírito…  tendo sonhos que non me acordaban ó despertar, vários eran com o Cura Val.  Manuel Guillade, sem medo.  O 20 de Agosto de 1911, polas sete, fún à novena a Oliveira (capela) e vinhem polas Chans de Oliveira caminho de Mourigade, a ver se encontrava o Senhor Val, non o encontrei, pois naquel carreiro que vai prá Igrexa, e que está xunto das veigas, quedei alí até ás 11 da noite, iba unha escuridade medonha, e despois vinhem polo meio do Ádro, demorando um pouco nel e cheguei à casa ás 12,35, sem o menor temor.  Calviño em Xuízo.  O día 28 de Agosto de 1911 (Segunda Feira), celebrou-se o xuízo de faltas contra mím e mater mea (impostor)… testemunhas falsas:  1ª Maria Rey, e a sua filha Aurora.  2ª Serafina Argüellez.  3ª José Rey.  4ª José Dominguez Rivero.  Estes son os réus: 1º Maria Rodriguez Penabella.  2º Manuel Calviño.  3º Isabel Calviño.  Confisón, a primeira testemunha dixo: quando cheguei, vin esta mulher estendida no chan gritando, e el e a sua nái com um pau gordo e comprido batendo quanto mais podian, polas costas, mans e pés, quadrís, etc…, ó chegar eu, dixo a nái pro filho, deixa-a, deixa-a, que pra sí xa leva.  ¿Tinha sangre? – Non Senhor.  ¿Por onde eran as pancadas? – Por todos os lados, mas principalmente polo brazo esquerdo, polas costelas, e polas partes, que estava toda unha calamidade –  ¿E a sua filha? – A minha filha non puido vir que está mala, pois o que digo eu, é o que dí ela –  Está V. despachada.   2ª Testemunha:  Eu cheguei das Carballas de ganhar o meu xornal, e sentindo gritar, vin a Penabella caída no chan e o Senhor Calviño dando-lhe com um pau, logo ouvin decir que a sua nái tamém lhe tinha batido, e nom vín mais nada.  Está despachada.   3ª Testemunha:  Eu tán pronto a Penabella gritou, vin-na estar sentada ela só gritando, despois, sí que vinheron unhas duas mulheres e a levaron, mais nada.  Está despachada.   4ª Testemunha:  Eu só sentin do meu balcon estar a nái do Calviño a decir da xanela, vaite com todos os demónios, que senon levas unha carga de pedras, logo sentín o Calviño da xanela decindo, espere ahí, que xá a fodo, e nada mais.   Está despachada.   Agredida (por impostura), está Vostede conforme com 15 pesetas de indeminizaçón, e as costas do xuízo, de que acusa o Senhor Fiscal – Sí  Senhor!  Réu  – Non Senhor!  Non tenho por que pagar, pois eu non batín a ninguém, todas as testemunhas son falsas, para facerme pagar unha cousa inxusta.  Xustiza ás testemunhas:  están Vostedes despachados!  E Vostede venha dentro de dous días, para ver a sentênça que lhe sái, e se desexar pode apelar.  –  Sí Senhor, que se faga Xustiza nos Xulgados e arriba.   O día 30 fún ver a sentença, que era a mesma xá referida, o Secretário (Manuel Alonso), prometeu vir embargar, e ainda non chegou até hoxe.     

manuel calviño souto

NIETZSCHE (O UNIVERSITÁRIO) (5)

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                Despois de escrever um trabalho em latim sobre Teógonis, poeta grego defensor do aristocratismo, Nietzsche termina a escola secundária em 1864.  Nesse mesmo ano, movido pela possibilidade de ir viver com o seu amigo Deussen, muda-se para Bona onde inicia estudos universitários de  filoloxía clássica e, cumprindo os desexos da nái, também de teoloxía.  Após o rexime monástico e militar do coléxio interno de Pforta, aquele rapaz de apenas vinte anos vé em Bona a oportunidade de unha aprendizaxem mais vital do que académica.  Num primeiro momento, Nietzsche abre-se à despreocupada vida universitária: faz parte de unha associaçón estudantil, frequenta tabernas, fuma, bebe e acaba até ferido, despois de se bater num duelo de esgrima com um membro de um grupo rival.  No entanto, rapidamente chega à conclusón que essa vida tresloucada atenta contra a sua verdadeira natureza, alérxica a qualquer forma de gregarismo, sendo invadido pela tristeza.  Nos dias de Bona teve lugar um conhecido acontecimento. Aparentemente, nunha ida a Colónia e ao tentar encontrar um restaurante que lhe tinham recomendado, Nietzsche acabou. por engano (?), num prostíbulo.  Petrificado perante as propostas deshonestas que várias mulheres lhe fizeram, o xovem Fritz acalmou a sua ansiedade começando a tocar num piano que alí havia e, acto contínuo, saia escopeteado daquel lugar.  Apesar de a história ter servido para que o seu amigo Deussem afirmasse a sua castidade (dirá mulierem numquam attingit: “nunca tocou nunha mulher”), o mais provável é que Nietzsche voltasse a pisar locais desse tipo para algo mais do que simplesmente improvisar acordes ao piano.  Um facto que apoia esta hipótese é que, uns meses depois, Nietzsche foi submetido a vários tratamentos contra a sífilis, cuxa fase final de desenvolvimento pode afectar gravemente o sistema nervoso, foi a explicaçón médica oficial para a loucura que o atacaria mais de duas décadas depois (“caso que o informe do médico sexa verdadeiro.”).  O período de Bona é de apertos económicos e dívidas; apesar disso, Nietzsche non está disposto a renunciar a um piano de aluguer nem à vida cultural que a cidade lhe proporciona.  Questiona-se, entón, sobre as crenças relixiosas que tán precocemente desenvolvera.  Apresentam-se-lhe, de modo mais irreconciliável do que nunca. dous caminhos: “Se queres alcançar a paz de espírito e a felicidade, entón crê; mas se queres ser um discípulo da verdade, entón investiga”, escreve à sua irmán.  Perante tal disxuntiva, Nietzsche opta por abandonar a teoloxía e envereda pela filoloxía, escolha que o obriga a dar sérias explicaçóns à sua nái.  Assim, após unha série de novas e intensas dores de cabeza e reumáticas, nos finais de 1865 escapa da medíocre vida estudantil de Bona e, seguindo os conselhos do seu amigo Gersdorff, muda-se para Leipzig, para continuar o curso de filoloxía clássica.  Nos quatro anos seguintes, Nietzsche completará um formidável currículo como filólogo:  publica ensaios e recensóns em revistas especializadas, participa activamente na Associaçón Filolóxica e um dos seus trabalhos ganha um prémio da universidade.  Apesar das muitas horas dedicadas ao estudo, terá tempo para usufruir da vida social em cafés, salas de concertos e teatros, sentindo, por fim, a agradável liberdade de estudante universitário.

toni llácer 

EM NOME DE GUILLADE (CONTEXTO ARQUEOLÓXICO XERAL)

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        CONTEXTO ARQUEOLÓXICO XERAL

               O curso do río Tea, em xeral, e Pontareas, em particular, constituiem um território muito rico em xacimentos pré-históricos. Os achados arqueolóxicos mais antigos do Concelho datan do paleolítico, ó que pertence um utensílio acheulense aparecido no lugar da Pedra de Agua (Pontareas).  Mais abundantes son os procedentes do neolítico, entre os que destacan um machado pulido, atopado no Barral (Pontareas) e outros úteis líticos descobertos nas aldeias de Angoares (um punhal de folha plana com empunhadura fiferenciada) e Guillade (um machado).  A cultura megalítica tamém está representada por vários enterramentos e à idade dos metais corresponde-lhe um machado de bronce, encontrado perto da Pena dos Namorados (Arcos).  Há abundantes mostras, ademais, de gravados rupestres, como os descobertos na Chan de Gândara (Mondariz) ou os de Ribadetea e Guillade, unha grande parte destes vestixios atopan-se no Museo Municipal de Pontareas.  Da cultura castrexa tamém se conhecen abundantes restos. Existen mostras destes asentamentos em Angoares, Areas, Bugarín, Celeiros, Cristiñade, Guillade, Guláns, Nogueira, Oliveira, Pías, Ribadetea, Xinzo, etc. e entre eles destacan o de Fozara e o de Troña.  A conhecida como cidade do Caneiro (Fozara) é de gran relevancia, xá que nela apareceu, entre outros restos cerámicos e metálicos, um fragmento de vasilha grega, um caso excepcional na Galiza.  O castro de Troña (Pias) está situado no monte denominado do Doce Nome de Xesus, a uns 280 metros sobre o nível do mar.  Iniciáron-se as escavaçóns polos anos 20 ou 30 do século XX Luís Pericot e Florentino Cuevillas.  Posúe forma elíptica ou oval, presentando amplas terrazas na súa pendente oeste e um ancho foxo aberto na rocha.  Nel atoparon-se numerosos restos, entre os que sobresán fíbulas, moedas, escumalhas, e abundantes fragmentos cerámicos. Pertence ós denominados castros defensivos e son muito peculiares as súas vivendas, xá que existem construçóns de planta circular, elíptica, quadrada e rectangular. o que demostra que foi habitado durante um largo período de tempo.  Tamém destaca um petróglifo que tem unha serpe, arredor do qual circulan várias lendas.

 

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