GIANNI VATTIMO (ONTOLOXÍA HERMENÊUTICA DEBOLE)

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               Escrevo este livro no verán de 2015, Gianni Vattimo fará 80 anos em 2016, em Xaneiro, e eu farei 60 em Febreiro.  Há mais de trinta anos que estudo a filosofía de Vattimo, embora tenha começado a lê-lo muito antes (a ele e a Heidegger, non tanto a Nietzsche e a Gadamer; isso veio depois).  Ás vezes o excesso de proximidade pode tornar-se unha dificuldade que tentarei solucionar sem dúvida a favor dos leitores, recuperando a máxima distância crítica entre a sua elaboraçón da ontoloxía hermenêutica “debole” e a minha, apesar de eu ser discípula de Vattimo e ter escrito muito sobre o seu pensamento (e sobre o meu, obviamente).  Estas questóns de datas e idades non deixam de ter importância para a hermenêutica, sempre particularmente atenta á historicidade do ser e do “Da-sein” (ser-aí) inseparáveis. O arco da produçón de Vattimo, até ao momento, estende-se ao longo de três períodos de mais ou menos duas décadas cada um (embora non se trate de um esquema ríxido, mas sim orientador).  A primeira vintena abranxe os anos 1960 do século XX, em que o filósofo elabora e transmite o legado dos seis “mestres pensadores”: principalmente Luigi Pareyson e Hans-Georg Gadamer ( de quem é discípulo pessoal), e de Friedrich Nietzsche e Martin Heidegger (de quem se torna seguidor).  Os livros e as datas correspondentes encontram-se na cronoloxía que incluímos no final deste volume.  Trata-se, em xeral, das esplêndidas monografias que Vattimo dedica aos filósofos mencionados, como “Essere”, “Storia e Linguaggio in Heidegger”; “Ipotesi su Nietzsche”; “Schleiermacher, Filósofo dell’interpretazione”; “Introduzón a Heidegger”; “Il Soggeto e la Maschera”; “I Problemi dell’estetica” (com Luigi Pareyson); “Estetica ed Ermeneutica in H. G. Gadamer”; “Poesia e Ontologia” (dedicado á estéctica de Heidegger e Gadamer), etc…  Neste primeiro período, destaca-se o seu interesse pela estéctica e pela produçón-percepçón artística, posta em relaçón com a experiência da verdade do ser na arte e em especial com a poesia criadora (unha verdadeira experiência estéctica que transforma quem a faz).  

teresa oñate e brais g. arribas

DERIVA HISTÓRICA (A BRIGADA CATASTRAL DO 1938)

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       A BRIGADA CATASTRAL DO ANO 1938

               Os trabalhos topográficos. desta brigada dos chinchotes, tem-nos causado innúmeros problemas e gastos, nunha fronteira xá de por sí conflíctiva.  Tais como, a anulaçón da classificaçón da Pedreira, os limítes com Cumiar, e os limítes com Mouriscados.  Aínda que o Marquéz de Ensenada, marca correctamente as extremas, este funésto trabalho, serve para embrolhar todos os litíxios pendentes.  Como todo trabalho mal feito, acaba causando transtornos, pois agora os de Cumiar, tenhem que colher um marco de cabada particular, para intentar endereitar este tortuoso assunto.  Em vez de seguir a linha recta até Portela como é devido, agora andan dando saltos de coelho, para evitar cortar o muro do Comunal de Guillade. A referida Brigada, em vez de colher o marco da Capela do Santo Tomé, colheu o marco anterior como comúm ás três aldeias, o qual causou um verdadeiro transtorno na legalidade, nos vecinhos que aí tinham as suas leiras de disfrute, e aumentou a conflictividade entre lindantes.  Despois, chegou outra trapalhada, a permuta da Pedreira polas Cachadas, ideada por um caçíque local.  Recordo vagamente, que o cura pediu permiso ós vecinhos na misa, para ceder terreno nas Cháns do Campo do Mouro a Mouriscados, a câmbio dos mesmos em Rebordinhos.  Non podo afirmar que se movera o marco, que colheu como referência a Brigada, mas o que é certo, é que neste marco non aparecia a C  de Cumiar grabada, tal como reza a descripçón da mesma brigada.  Mas, heis que aquí neste lugar, presentase-nos outra anomalía, xá referida no estudo arqueolóxico da Capela do Santo Tomé, que son os hitos fronteirizos da Mâmoa nº 4, que na verdade marca a linha recta, que vai em dereitura á Mâmoa nº1.  Son os motivos, polos que penso eu que o trabalho desta Brigada Catastral, deixa muito que desexar.

a irmandade circular 

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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (37)

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               Susto, Sprito.  O día 12 de Agosto de 1912 (Segunda feira), fún trabalhar prá Erra com o Gomes, ó deixar o trabalho, fún polo Moscaído para que me emprestáran um libro (Orixem do Cristianísmo), demorando até ás 2,30, quando cheguei á encrucilhada do santo, tivem remorsos, e seguín pola Cavadinha, e ó chegar ó monte de Novás, arrepiáron-se-me os cabelos, e o corpo estremeceu-me todo, quería falar ou rezar e nón podía.  Logo, mudei de fala, e nón me iba o pensamento para fazer a sinal da cruz, senón para pensar no demónio. Por último quedei sem fala, e sem xuício, e nón ouvía nada, só decía Xesús, Xesús!  Apenas me ouvía a mim mesmo, non obstânte, ouviron-me os vecinhos do Cotiño.  Estaba completamente sem forzas, como que me postrava, e das poucas forzas restantes, em vez de ir dereito polo caminho, iba para trás, á dereita, á esquerda, etc…  e nón andava pra diante, senón com um inmenso esforzo, de maneira que me levou unha hora pra saír do monte.  Estiven alí 15 minutos, e despois fixem outro esforzo, armei unha carreira e vinhem parar no meio do monte, alí estivem outros quince, despois fixem outro esforzo e, logo outro mais, etc…  De modo que, ó fim de unha hora, vín saír ó socalco, mas a cousa mala, non me deixou até á porta da casa.  Sacaron-se-me as ganas de comer, despois quixem ler uns exorcísmos, mas em vez de ler, tataleaba e farfalhaba, e tardava-me a fala, decía unha palabra e xa nón podia seguir, sentía um arrepiamento parecido ó de  Novás, despois comim unha sardinha e fún-me deitar, tendo um sonho que me esqueceu, mas pola alta noite, ven-me inquietar tal como fixera no monte de Novás.   

manuel calviño souto

NIETZSCHE (CATEDRÁCTICO DE BASILEIA) (9)

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               Nietzsche é, finalmente, nomeado catedráctico da Universisade de Basileia a 10 de febreiro de 1869.  Trata-se de um caso excepcional, quer porque Nietzsche é muito xovem – non completou aínda os vinte e cinco anos – quer porque aínda non tem o título de doutor e, portanto, carece da acreditaçón académica necessária para o cargo – situaçón que Ritschl soluciona rapidamente quando consegue que as suas anteriores publicaçóns sexam equiparadas a unha tese de doutoramento.  A família de Nietzsche recebe a notícia com enorme alegría.  Em contraste, o brilhante catedráctico quase non apresenta sinais de euforia e dispón-se imediatamente a preparar as aulas que tem por diante.  Em abril de 1869, instala-se em Basileia e, um mês depois, apresenta-se perante a comunidade académica com unha conferência sobre o poeta grego Homero.  Nesta liçón inaugural, defende a necessidade de enriquecer a actividade filolóxica com unha concepçón filosófica do mundo.  Semelhante declaraçón de intençóns non evita que o novo catedráctico sexa acolhido com entusiasmo por parte de estudantes e professores.  Entre estes últimos, encontra-se Jakob Burckhardt, eminente historiador, em quem Nietzsche vê o sucessor do seu mestre Ritschl.  Outro colega de universidade com quem entabula unha estreita relaçón será Franz Overbeck, professor de história da igrexa.  Nietzsche e Overbeck dividiran casa durante os cinco anos seguintes e manterán unha amizade sem interrupçóns até aos últimos días lúcidos do filósofo.

toni llácer

EM NOME DE GUILLADE (OS ESPIGUEIROS)

                       os espigueiros

               Os canástros ou hórreos, eram edificaçóns muito abundantes na antiga civilizaçón agrária do nosso país.   Aínda que, muitos deles desapareceron, e outros acabaron por apodrecer nas eiras, debido ás transformaçóns civilizacionais operadas a partir do franquismo.  Habia, na nossa zona, canastros famosos e até algúns dignos de admiraçón, tais como o do Mon em Salvaterra, o do eido do Brasileiro de baixo, o da Laxe, o do Torres, ou o do Xosé do Cabo, que resultavam expectaculáres.  Mas, bonitas de verdade, eram as eiras de canastros, que era unha maneira Comunal de vixía, desalentador para toda classe de ladróns, mas que contra assassínos fracassou totalmente.  Non puideron evitar, que os cabalos françêses, durante os oito messes que estiveron em Pontareas, meteram a cabeza dentro, para comer as espigas (seguro, que a culpa foi dos cabalos, pois unha xente tán civilizada como os françêses, eu nego-me rotundamente a acreditar, que foram capazes de unha cousa semelhante).  A única eira de canástros que eu conhecín em Guillade, estava no Pazo da Fonte, na cabeçeira do eido da Pachuga, e eram todos de madeira de castanheiro.  A eira, era comúm a todas as casas circundantes, e resultava espectacular á vista, alí no alto, no meio do povoado, formando ademais de um sistema de defesa sumamente eficáz, um fermoso lugar de fésta e convívio, baixo a farturenta sombra destes xigantes bemfeitores.

léria cultural

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QUE NADA SE SABE (15)

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               Mas, equivocan-se rotundamente.  Em primeiro lugar, polo feito de afirmar que em nós está o asno (talvéz neles estexa), o león e os demais parentes.  ¿E como é possível que eu estexa no léon e o león em mim?  Estás montando unha quiméra.  Oxalá probaran que sabemos algo, porque nesse caso lhes concederíamos a consequência, a saber, que non se pode saber nada, sem que esté em nós.  Todas as cousas se saben, logo todas están em nós.   Agora bem: a maior é duvidosa e a menor é falsa.  ¿Como, pois, vás concluir?   Por outra parte, mal argüem se pensan que, para saber, basta que estén em nós as cousas que se saben.  Pois, aínda que isso talvéz leva-se a algunha parte – se fora possível – sem embargo, non se sigue de aí, que todas as cousas estén em nós.  Mais bem o contrário, xá que em verdade, están em nós o corpo, a alma, o entendimento, as faculdades, as imáxes e muitas outras cousas que, non obstânte, de ningum modo conhecemos perfeitamente.  Mas esta questón, a saber, a de se todas as cousas están em nós,  trataremo-la  “ex professo”  nos libros da Natureza.  Baste agora ter tocado o concernente á questón proposta.  Así pois, nem as cousas existentes em nós, nem as imáxes producen a ciência ou son a ciência, senón que a memória está cheia delas e a mente as contempla sacando-as de aí.  A partir disto, encontro-me xá na situaçón de afirmar aquilo de que, mal pode decir-se que a ciência sexa um hábito.  Porque, este é unha qualidade, dificilmente alterável, mas a ciência non é qualidade, a non ser que queiras chamar qualidade á visón.  É mais bem unha acçón simples da mente, que pode ser perfeita inclúso na primeira mirada, e non dura mais que mentras é producida pola mente, así, como tampouco a visón.  A imáxe desta contemplaçón e conhecimento feitos pola mente, unha vez encomendada á memória, é retida nela.  E se quedara bem fixa, se denominará hábito;  do contrário, disposiçón.  Mas estas cousas serán entón próprias da memória, non da ciência;  se posteriormente as trái de novo á presença, se dirá que recorda o sabido, non que sabe, a non ser que o contemple, da mesma maneira que quem relata o visto, non o está vendo.  Em câmbio, disse que sabe muitas cousas quem desta maneira retêm na memória as cousas sabidas, non só porque as soubo antes todas, senón também porque as  pode saber quando queira, pois inclúso ó menor golpe de vista as entende, debido a que xá antes as entendeu.  De onde resulta patente que non se chama ciência ó hábito de muitas cousas na memória, a non ser que estas mesmas cousas tivesem sido conhecidas antes polo entendimento.  Non obstânte, xá o outro decía que o nosso saber (¡Oh maravilha!), non é mais que recordar.

francisco sánchez

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (36)

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               Grande Desgraça.   O día 19 de Xulho de 1912, ás dez da manhán, a minha nái berregou comigo, até que eu perdín a paciência, e lhe dei dous punhetazos na cabeza.  O día 20 á tarde fún ó río, e meteu-se o Sol, e vinhem lentamente, e como era crescente da Lúa, logo se meteu; cheguei á Igrexa todo despavorido, mas sem medo, e todo pensativo.  As pequenas cantaban as súas Victórias Xuvenis e triumfantes alegrias de prazer e contentamento, com cânticos de melodía e amor.  Eu estando pensativo e triste da minha vida privada (polo discorrido neste libro) entrei dentro do Ádro, onde os mortais humanos descansan nos seus túmulos, com um sono de paz, os seres queridos deixaron de existir, cuxa vida se apagou.  Pois, com esforzo, fún ó Cemitério, onde repousan os restos mortais do xénero humano e rezei P. N. Avª. unanque crâneam mecum.  Unha Cadelinha branca, que eu comprara fái duas semanas estaba comigo, vinhem prá minha casa com pavor e angústia, E o día 21 a minha nái fora a Sta. Baya e trouxo notícias muito malas acerca de enfermedades, feitizos, invexas, bruxarías, etc…  O 22, houbo unha rixa, por cerrar o Socalco do Grillo;  O 25 fún á festa de Guillade, e despois de bailar 1ª e 2ª vez; à noite dançei com o meu ente querido, e falando com ela dixen-lhe se queria conjunctionen mecum, e ela dixo-me que ainda era nova.  Mas sobre a manhán, tivem um sonho com a Sra. Tsa. de Queimadelos, sonhara que me estava a dar unha taza de caldo, intercalando unha conversa que só aprendín o seguinte:  Non fún capaz de facer-lho á filha, como a tí……. replicou unha mulher;  Nón, non, non busques outro demónio, senón aquí, etc…   Eu via a Sra. Tsa. e mais duas mulheres, e pratos, tazas, colheres, etc…, mas parecia ser no meio de um monte, ou sitio así parecido.  O día 11 de Agosto de 1912, desapareceu a minha cadela (chamada Ronda).

manuel calviño souto

O DIFERENDO (XV)

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               Num caso de litíxio existe “diferendo”, quando unha das duas partes vê a sua capacidade de falar neutralizada porque o “idioma” em que se desenvolve o conflícto, pertence a unha delas.  Por exemplo, nunha situaçón de desacordo entre um trabalhador e o patrón, o primeiro encontra-se nunha situaçón de desvantaxem em relaçón ao segundo, unha vez que o idioma usado para expressar as relaçóns laborais non é capaz de mostrar que a forza do trabalho de que se supon ser proprietário é unha abstracçón inexpressável no concreto, a non ser que utilize a linguaxem que transforma tal forza de trabalho em mercadoria, fazendo uso, em suma da linguaxem do patrón (a do “direito económico ou social burguês”).  O diferendo, que coloca unha das partes nunha situaçón de inferioridade, non se pon em causa, de modo que a resoluçón de um problema depende de quem é que impón a sua racionalidade (a sua linguaxem, o seu relato) sobre o outro.  Ao non poder “provar” aquilo que diz, a parte afectada encontra-se nunha situaçón de indefensón pela inxustiza de que non é capaz de neutralizar por non dispor da linguaxem pertinente para o fazer.  Daí que o nosso pensador possa defender que “a realidade”: um enxame de sentidos que pousa num campo assinalado por um mundo.  A realidade é ao mesmo tempo significável, mostrável e nomeável”, a “realidade” xoga-se entre unha grande quantidade de famílias de proposiçóns.  A realidade contém a diferença (o diferendo).  É a partir de tudo o que foi referido que Lyotard se torna defensor da multiplicidade, da discrepânçia ou do litíxio (resumindo, mantém unha postura antiplatónica), e enfrenta a inxustiza que implica prohibir o acontecimento de que emerxe unha novidade.  A soluçón que propón para escapar aos relatos monolóxicos é examinar os casos particulares, onde surxem possíveis diferendos, em busca de regras dos xéneros dos discursos heteroxéneos, para poder dar soluçóns parciais e limitadas a cada um deles.  Dito de outra forma, propón aplicar o xuízo reflexivo xá defendido por Kant e do qual só podem advir microrracionalidades (que son especialmente relevantes em política, onde se mostra na perfeiçón que ninguém tem a última palavra, e onde apenas é possível manter-se aberto á escuta do idioma usado pelo outro.  De facto, unha política responsável, tenta captar os diferendos procurando o idioma para os formular, tarefa que compete ao filósofo.  Em contrapartida, para os autoritarismos só existe um único idioma)  Lyotard defende a singularidade, a atençón ao pequeno, ao mínimo ou microlóxico.  A filosofía deve ser capaz de elaborar discursos racionais e, no entanto, defender a existência de unha racionalidade non única; de facto, deve promover os debates entre discursos heteroxéneos e entre diferentes reximes de frases.  Para isso, non deve tomar nada como inquestionável, pelo contrário, só interrogando se pode pôr em causa o que é dado por adquirido, tal é a actitude pagán que o filósofo francês mantém contra todo o dogmatismo.

teresa oñate e brais g. arribas

DERIVA HISTÓRICA (A CAPELA DO SANTO TOMÉ)

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               A descripçón realizada em 2006, polos arqueólogos Xurxo Constela Doce e Juán José Perles Fontao – “trás a realizaçón de trabalhos de reprospecçón, na zona de restos pertencentes á segunda ocupaçón, ubicada em épocas históricas, sinalan a possíbel destruçón dos restos de unha edificaçón, possibelmente unha hermida, no ponto em que a pista alcança a sua cota máxima e comeza a baixar na direcçón norte, coincidente com as coordenadas recolhidas no campo e representadas nos planos.”  “Os vecinhos mais lonxevos das aldeias de Cumiar e Mouriscados, xa non recordan a existência em pé da capela, e apontan que os seus páis, tampouco a recordavan construída.  Algum informante lonxevo, recorda que levando o gando á zona, aparecia abundantes restos de telha e pedras soltas.  E que no outro coto situado a W, sinalavan a existência de unha aldeia abandonada, da que xá non quedan restos vissíveis em superfície, que estaría emprazada na zona da Pedreira.  O coto no que se situarían presumibelmente os restos da capela, recebe o nome de Coto do Santo ou Coto do Santo Tomé,  topónimo que fái referência á existência de um lugar de culto.  Este topónimo, aparece no Catástro de Ensenada como limíte da aldeia de Guillade, e nas sinalizaçóns do tecor ó que  pertence o coto, assím como polas indicaçóns dos vecinhos das aldeias limítrofes.  Non obstânte na cartografía 1: 5.000 da C.O.T.O.P. da Xunta, aparece desprazado uns 500 m ó W, da que sería a sua ubicaçón tradicional.  Cousa semelhante sucede com o topónimo de “A Pedreira”, situado polos vecinhos uns 800 m ó W do emprazamento presentado na cartografía 1: 5.000 da C.O.T.O.P. da Xunta da Galiza.” 

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NIETZSCHE (RICHARD WAGNER) (8)

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               Tal como em Schopenhauer, Nietzsche encontra em Wagner o modelo de um pensador livre e rebelde, a encarnaçón da independência e da grandeza de espírito.  O músico personifica, além disso, o paradigma de artista, um autêntico “xénio” capaz de elevar-se acima da mediocridade e transformar de raíz a sociedade do seu tempo.  Durante os seus primeiros passos como pensador, Nietzsche está convencido do poder revolucionário da arte.  Por essa razón,  Wagner non lhe parece unicamente um artista excepcional, mas sobretudo o grande depositário das esperanças de superaçón da decadência cultural e política da Europa.  É compreensível que, com os referentes de Schopenhauer e Wagner em mente,  Nietzsche non se encontre à vontade no ríxido ambiente da filoloxía universitária, mesmo sendo esse um âmbito em que ele se movia perfeitamente bem.  Enquanto se relaciona com os mais reputados especialistas, sente que a filoloxía oficial é unha actividade baseada na pura erudiçón e afastada dos verdadeiros problemas da vida.  Nietzsche compara a especializaçón universitária com a divisón do trabalho nas fábricas: os filólogos, como os operários, passam o día concentrados nunha absurda e pequena tarefa.  (Nietzsche, ao contrário do seu contemporâneo Marx, non se preocupa com a pobreza material dos trabalhadores industriais, mas com a pobreza espiritual dos trabalhadores intelectuais.)  No final de 1868, Nietzsche está a terminar a sua etapa em Leipzig.  Unha vez descartada a teoloxía,  angustia-o non saber como vai conseguir conciliar o ofício de filólogo com o seu duplo amor pela música e pela filosofía.  Mas um acontecimento inesperado precipita todos os seus planos: a cátedra de Língua e Literatura gregas da universidade suíça de Basileia fica vaga e Nietzsche, cuxo brilhante currículo non passa despercebido, aparece como principal candidato.  A isso sumam-se as dilixèncias do poderoso catedráctico  Ritschl, que redixe unha imponente carta de recomendaçón a favor do seu protexido.

toni llácer

 

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (35)

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               Campanas de Difunto.  O día 17 de Febreiro de 1912 (Sábado) polas 5,48 da tarde, tocaron a duelo polo Ilústre Spiritísta D. Juan Vilar Val (q. e. p. d.) por quem tenho o mais vivo pesar da alma.   O día 12 de Março de 1912, começei a Serrar com Maxueiro Chapina, que nos armou unha calúmnia, que eu e Avelino Gonzalez, lhe tinha-mos furtado a casa, e estivemos para ir presos, mas descubriu-se que fora o seu sobrinho.  Isolina do Caetano.  O día 3 de Abril de 1912, deitei-me e tiven uns sonhos que me esqueceron.  O día 4 (Quinta feira Santa) fún ás escuras, e ó vir, vinhem com Isolina do Caetano, pola que mostrava algunha afeiçón, fosse ou non natural.  Despois, deitei-me e sonhei que estaba eu num trabalho, e sonhei com dous mortos, falando algo.  Sonhei tamém, que dera paus num indivíduo de Uma, casado em Guillade (do Brasileiro), e ó fim vin, que era na minha nái.  O 7 de Abril de 1912, estando eu num assunto, vinha a Cruz ás casas, e por unhas palabras estúpidas que dixeron, berreguei com eles e o arriba sonhado (Brasileiro) vinha tamém.  O día 9, a minha nái queixaba-se dum punto, e nestes días eu andava a trabalhar com o Fadista prá Malaguena.  Á noite sonhei que estava eu com (Pra), o meu ente querido deitou-se comigo, estando perto o seu pái, despois falando unhas palabras tocantes a desposados, nas que quadrou a decir, que o meu pái tinha marchado, dixem-lhe eu, entón vamos, e ela agostou-se, e eu meneando-o…  momentos despois, vexo que se tinha derramado por mim o leite dos amores.  O 22 de Maio de 1912, na subscripçón do Tea, vem o Spírito…  molestar-me, fazendo-me gritar muito alto.  Todos os días, os sonhos eran tantos, que non podo numerá-los.  Sentía a interxeiçón da páxina 11, e estaba tonto da cabeza.  Tivem um sonho com (Sra. Tsa.), a de Qeimadelos.  Berregar com o Adivinho.  O día 19 de Xulho de 1912, fún a Ponte pagar o Consumo, e berreguei com o adivinho, por cousas adversas, días despois acometeron-me vários desequilíbrios, fún trabalhar e houven de cair dunha casa alta, fún as truitas e quase caio no río, etc…, etc…, etc…  

manuel calviño souto

A QUESTÓN DA DIFERENÇA (O PROBLEMA DA FALA)(O DIFERENDO)

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               Como vimos no capítulo anterior, a questón da linguaxem torna-se um elemento de análise central em Lyotard.  De facto, para criticar a imposiçón dos relatos monolóxicos (os de caríz cientificista que pretendem descrever a realidade tal como ela é e defendem a existência de unha linguaxem universal, matemática ou axiomática, capaz de expressar as léis da natureza e que impón a sua ordem por todo o lado) torna-se necessário revelar a sua falta de lexitimidade, e manifestar que non existe unha única linguaxem válida capaz de expressar a autêntica racionalidade humana mas que, pelo contrário, existem tantas linguaxens que é impossível englobá-las num único idioma que as represente a todas.  Apelando ao segundo Wittgenstein, mas também ao Kant da terceira e da quarta crítica, Lyotard entende que existem inúmeros xogos de Linguaxem heteroxéneos entre sí, com regras de formaçón diferentes com os quais se pode elaborar um sem-fim de xéneros de discurso e de rexímes de fráses incomensuráveis, visto que non possuímos unha regra externa, obxectiva, capaz de elucidar qual é mais válido do que outro.  Esta abordaxem permite-lhe elaborar unha defesa da “diferença”, isto é, da pluralidade e da diversidade, que nón apenas se deve remeter ás linguaxens ou ás racionalidades, mas que é extensível ás formas de percepcionar, compreender e interpretar o mundo e, assim, aos modos de vida axustados a eles.  Desta forma, torna-se patente que Lyotard mantém um profundo interesse ético e político nas suas obras, mas, agora  nunha óptica muito diferente da marxista, pois sai em defesa dos silenciádos, dos marxinalizados ou afastados da história, a quem non foi permitido expressar ou fazer ouvir nela a sua voz.  Quando se teoriza relativamente á variedade dos xogos da linguaxem e da ausência de unha lei racional externa que se lhes imponha, que os regule e os delimite, está a fazer-se, ao mesmo tempo, unha defesa da alteridade incomensurável na ordem práctica, que defende, mais do que a estabilidade do consenso imposto pelo mais forte (no nosso contexto a imposiçón vem pela man do relato capitalista, que torna tudo o que existe num obxecto intercambiável no mercado, cuxo único valor é, precisamente, o de troca), o desacordo criativo e proliferativo em que as diversas comunidades humanas participam.  Lyotard entende, portanto, que existe unha maior “positividade” na defesa da diferença (retomando a questón do desexo como enerxía intensiva que procura a sua descarga, mas que nón se detém em nenhúm obxecto em concreto) e da sua instável estabilidade, do que na segurança do equilíbrio supostamente assegurado por unha ordem racional permanente que é preciso encontrar e realizar.  Dito isto, Lyotard desenvolve a análise da diferença naquele que talvez sexa o seu livro de filosofía mais importante:  “Le Différend”, publicado em 1983.

teresa oñate e brais g. arribas

EM NOME DE GUILLADE (AS PONTES)

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                           AS PONTES

               A situaçón do Concello a carón do río Tea pon de manifesto outras construçóns civís como as diversas pontes que o atravesan.  Destaca a das Partidas, que está situada entre as parroquias de Moreira e Cristiñade e que, segundo algúns estudosos, é de época romana, mas com modificaçóns posteriores (da idade média).  A conhecida como ponte dos Remédios ou de San Roque (antigamente denominada de Areas) é á que se lhe atribúe a orixe do topónimo Pontareas; está situada nos arredores da vila e foi construída no período medieval.

alberte reboreda carreira

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QUE NADA SE SABE (14)

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               Continuo.  Se ainda se dixé-se que a ciência é unha acumulaçón de muitas cousas na mente, acaso estaría melhor, mas non sería de todo verdadeiro.  Porque a ciência non pose ser mais que de unha só cousa.  E inclúso só há ciência de cada cousa por sí mesma, non de muitas ó mesmo tempo, do mesmo modo que há unha única visón de cada obxecto separadamente tomado, pois non cabe ver bem dous simultaneamente; de igual maneira, tampouco cabe entender dos obxectos simultaneamente, senón um detrás do outro.  De ahí aquilo de que o sentido, a medida que se aplica a mais cousas, atende menos a cada unha delas.  E así como, á sua vez, todos os homes son especificamente – ou melhor, nominalmente – um só home, Tamém se dí, que a visón é unha só, ainda que sexa de muitas cousas e ainda que as visóns sexan numéricamente muitas, Así mesmo disse que a Filosofía é unha só ciência, ainda que sexa comtemplaçón de muitas cousas, cada unha das quais tem a sua contemplaçón própria,  e sexa unha só a ciência de cada unha despois da comtemplaçón.  E tampouco é verdade isso de que a ciência sexa um monton de muitas cousas na mente.  Isto é o que com torpeza pensan alguns que declaran doctos a quem viron e ouviron muitas cousas e podem recitálas despois, non só nunha ciência, senón também em diversas, sendo así que, mais bem, que quem quer abarcar todas as cousas, todas as perde, pois basta unha só ciência para o universo enteiro, e este enteiro, em câmbio, non basta para unha ciência.  A mim inclúso a mínima cousa do mundo me basta, e me sobra, para a comtemplaçón de toda a vida; nem sequer, em definitíva, essa cousa espero chegar a conhecer.  ¿Como, pois, um só home vai ser capaz de saber tantas cousas?  Mais ainda, creeme, muitos son chamados, mas poucos os elexidos.  Experimenta-o em tí mesmo; comtempla algunha cousa, um verme se queres, ou a sua alma; nada poderás captar.  Non duvido em confesar que estas cousas por força deben estar na mente para que alguém as conheça; mas isto non sería ciência senón memória, da mesma maneira que tampouco é visón a acumulaçón de espécies no olho (se é que assím se realiza a visón), ainda que esta non poida realizar-se sem elas.  Pois vemos que quem imaxina fixamente algo non sente nada do que se oferece aos seus sentidos, pese a que tanto os seus olhos como os seus ouvidos se vexan afectados por impresóns sensíveis.  Por esta mesma razón afirmavam alguns que todas as cousas están em tudo.  Pois  ¿Como – din – conheceremos as cousas que están fora de nós?  Por conseguinte, todas estaban em nós, mas as descobrimos ó sacálas á luz, e nisto consiste o saber.

francisco sánchez

AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (34)

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               Spírito.  O día 5 de Decembro de 1911, polas 2,50 da manhán, vem o Spírito inquietarme, facendo-me gritar em alta voz; tivem a seguinte visón:  sonhei que vin o Sol no Oriente e a Lua a Norte, com os cornos puntiagudos, despois corria despido e encontrei com unha cabra branca.  O día 6 de Decembro de 1911, e o 10, 11, e 14, pola hora da meia noite, fún atentado de todos os demónios, pois non facía senón cometer desatinos, etc… Um pensamento, Isolina.  O día 19 de Decembro de 1911, estando eu na casa, Isolina do Caetano, chamou por mim, e falou-me unhas quantas palabras, e retirou-se decindo-me Adeus, desde aquí, comezarón as inspiraçóns com esta nena.  (a inspiraçón parecia ser natural).  Á noite,  despois de sonhar um fim de cousas, por último sonhei que o Sr. Cura Val, me estaba decindo éstas palabras:  A maxía do diábrigo é verdadeira e a melhor.  Esta sí que é a propriedade (vexa-se o Libro de San Cypriano) ademais, tudo se me olvidou, e ó mesmo tempo o Spírito…  molestou-me facendo-me gritar alto, voltou a repetir que a maxía do diábrigo era a principal, quando estaba sonhando isto, eu tinha unha camisa, e acto seguido desperto e, votou-se sobre mim o Spírito…  com um peso que parecia unha persona viva, e fixo-me gritar muito alto.  Despois, continuei sonhando, mas cousas que me  esqueceron.  O meu pé.  O 28 de Decembro de 1911, ainda sentía o pé (rodilha) cortado, fún ó serán a Mourigade e, tiven a notícia que o Sr. Cura Val, estaba doente, e vin os meus antigos amores (Pra.), e começei a falar…  mas logo marchou, as pequenas tinham falado com ela, e ela, como tendo-lhe respeito, non vem, dando-me unha desculpa.  Á noite sonhei que lhe estaba a dar abrazos e bicos ó meu ente querido, e ela achegou-se a mim chorando.

manuel calviño souto