Categorías
Arquivo
- Agricultura Alimentación Anonymous Arquitectura Astronomía Blogs para curiosear Bos desexos Cerebro Cine Darío e Breixo Economía Educación Frutais Futuro Historia Humor Indignados Libros Lingua Literatura Medios de comunicación Monte Comunal Natureza Poesía Política Procomún Publicidade Sidra Socioloxía Software libre Tradicións Viaxes Xadrez
NIETZSCHE (A ORIXEM DA TRAXÉDIA)
Durante esse tempo, e entre problemas de insómnias, redixe várias conferências e trabalhos que servirán como preparativos par o seu primeiro livro, que veio finalmente a lume em 1872, com o título de A Orixem da Traxédia (com o subtítulo Helenismo e Pessimismo; daí em diante, Nietzsche terá a costume de pôr subtítulos chamativos à maioria dos seus livros). Esta obra – o seu primeiro “centauro” – constituie unha feliz montaxém dos motivos que tinham atizado o seu pensamento nos últimos anos: o amor pola Grécia antiga, a paixón por Schopenhauer e Wagner e o desprezo pelo saber académico. Na Orixem da Traxédia, Nietzsche entende a filoloxía de unha forma peculiar: a verdade que se propón alcançar non é a da ciência, preocupada com a obxectividade, mas a de um conhecimento orientado para intensificar a experiência da vida. Como era de esperar, o seu extravagante exercício de filoloxía-ficçón cai como unha bomba nos círculos intelectuais. O livro é apenas defendido publicamente por amigos como Wagner e Rohde. Os seus parceiros de profissón, por outro lado, dividem-se em dous grupos: de um lado, os que mostram a sua indignaçón, denunciando a obra pola sua falta de neutralidade e pela sua embriaguez, tanto formal como de conteúdo; do outro, os que preferem permanecer em silêncio (entre os quais está o seu mestre Ritschl, que, no entanto, em privado, qualifica o livro de “megalomanía”). Dessa forma, com a sua primeira obra Nietzsche consegue que a comunidade académica em peso lhe vire as costas, situaçón que lhe prexudica a carreira na universidade, pois mancha para sempre o seu prestíxio como investigador e também como professor (desde essa altura, o número de matriculados nas suas cadeiras cairá até alcançar níveis ridículos).
toni llácer
Publicado en Uncategorized
AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (40)
Carpinteiro em Vilacoba. O día 16 de Xunho fún trabalhar de carpinteiro para Vilacoba com Vidal. Á noite tiven um sonho que polo que me acorda, sonhéi que estaba com Aldemira da Sorda, despois colhín-na pola cintura, derramando-se por mím o leite dos amores. O 18 tiven um sonho que me esqueceu. Pola manhán do día 28 de Agosto de 1913, o 31, á tarde. Sobre a manhán o Spírito… molestou-me de maneira forte, até que eu perdín as forzas, acometendo-me um sonho aterrador. O día 4 de Septembro de 1913, polas 11,30 da noite, estaba o Adivinho (Carujera) sobre mim com o Spírito… facendo-me a punheta… a malvadez que esta xente maxía fái com as almas, facendo-me correr por mim o leite dos amores. Concubina. O día 9 de Septembro de 1913, polas oito da noite fún á (vexa-se gozo 1º páxina 32. O 17 de Outubro de 1913, vinha de trabalhar da casa da Namora com Vidal, el sexo masculino no Cotinho, estaban gostando as duçuras do amor, eu, por disgrácia, faltando-me essa sorte, vinheron-me malos pensamentos, atribuíndo tudo á forza das bruxarías, pois o meu corpo estaba feito um depósito de aire, etc… os meus pensamentos estaban, desnorteados. Pola noite ven o Spírito malo inquietar-me de unha maneira horrorossíssima.
manuel calviño souto
Publicado en Uncategorized
GIANNI VATTIMO (RETRANSMITIR OS MESTRES PENSADORES) (II)
Como é possivél non gostar de Gianni Vattimo? Como é possível non o ler, ouvir e seguir muito atentamente, quando isso implica aproximar-se das chaves essenciais da pós-modernidade filosófica e sentir o pulso racional do pensamento crítico da própria época? Por outro lado, em relaçón a outros autores, Vattimo possui a vantaxem de ser um verdadeiro mago da comunicaçón. Sem dúvida, é o discípulo mais “comunicativo” de Gadamer, embora também tenha recebido a influência de Heidegger (sobretudo do segundo Heidegger, o que vem depois do seu Kehre – “volta” ou “reverso” ou “retorno” – do seu pensamento), e seguidor da ontoloxía de Nietzsche. Sim, Gianni Vattimo consegue transmitir com espantosa simplicidade e encanto os mais complexos e profundos pensamentos e reflexóns. Possui tanto carisma que cinco minutos depois de ter começado unha conferência, por exemplo, xá tem o público na mán e até o consegue fazer rir com cumplicidade! É espantoso. É como se unha corrente de satisfaçón e liberdade percorresse os lugares… e reparem que, tal como os seus mestres, non fala só da filosofía, mas também de ontoloxía! (da história hermenêutica ou interpretativa do ser no Occidente). Vattimo encheu os anfiteatros das universidades de meio mundo, tanto europeias como americanas, e os seus libros xá foram traduzidos em mais de vinte línguas, foi professor na sua própria universidade, na faculdade de Filosofía e Letras de Turim, onde primeiro ensinou estéctica (desde 1964) e depois se tornou catedráctico de Filosofía Teoréctica (até 2008). Também foi professor universitário em Los Angeles e Nova Iorque, e é aínda douctor Honoris Causa pela Universidade de Palermo (Itália), pola de La Plata (Argentina), a U.N.E.D (Espanha), e pelas Universidades peruanas Inca Garcilaso de la Vega e San Marcos, ambas em Lima.
teresa oñate e brais g arribas
Publicado en Uncategorized
DERIVA HISTÓRICA (A PERMUTA DA PEDREIRA)
A PERMUTA DA PEDREIRA
Todo este diabólico assunto começou, quando um cacíque local, quixo deitar a mán a unha subvençón de vários milhóns de pesetas, destinados á agricultura de montanha. Como a montanha, non foi a Mahoma. O profecta foi á Montanha. Para tal, fixo unha “permuta” de terrenos. Anos mais tarde, a “permuta” foi anulada pelo Tribunal Superior de Xustiza de Galicia, non obstânte, as autoridades sempre procuraron obstaculizar esta devoluçón ó povo de Guillade, ordenada pelo Tribunal Superior. De tál maneira, que aínda hoxe em día, os terrenos de aproximadamente trinta hectáreas, seguem sem classificar para os seus lexítimos donos. Aquí, intentaremos ilustrar, todo este monumento á inxustiza.
.
“Os mencionados montes, obxecto da permuta, foron excluídos da classificaçón como Vecinhais em Mán Comúm, polo Xurado Provincial de Montes Vecinhais em Mán Comúm de Pontevedra, na sua resoluçón de 5 de Decembro de 1979, que tenho a bem adxuntar-lhe, em base a que a partir da sua permuta non tiveran sido aproveitados em rexíme de comunidade polos vecinhos, non exercendo por tanto, a Conselhería de Agricultura Gandeiría e Montes tutela sobre eles ó carecer da dita classificaçón.”
.
Resoluçón dictada pelo Xurado de Montes de Pontevedra de data 26/04/07, pola que se classifica o monte denominado “Pedreira”, a pró dos vecinhos da C.M.V.M.C. de Guillade, do concello de Pontareas.
.
Aquí, entran em cena, os “amigos” de Cumiar, que se oponhem á classificaçón da Pedreira para Guillade. Apoiádos, em três artimanhas maxistráis. A primeira foi, xuntar os expedientes da Albelle e da Pedreira, num só (o obxectivo era baralhar aínda mais o assunto). A segunda era, confundir a Pedreira com o Pedroso. E a terceira obra mestra, era o trabalho da Brigada Catastral do 1938 (com o qual lográron enganar o Tribunal Superior de Xustiza de Galicia, no recurso de apelaçón nº 629/08
Xuízo Ordinário 17/2008 do Xulgado Contencioso Administractivo nº 1 de Pontevedra, na que se desestima a demanda presentada pola Comunidade de Montes de Cumiar.
Recurso de Cumiar ó Tribunal Superior de Xustiza de Galicia. Aquí, presentarón o trabalhinho da Brigada Catastral do 1938, e seguro que Guillade, non presentou o Marquês de Ensenada, com o qual o tribunal tragou.
O Xurado de Montes de Pontevedra, desta véz andou rápido, para anular a classificaçón a nome de Guillade, e acorda: “Retrotraer o expediente de clasificaçón a fím de proceder por parte do Servizo de Montes á delimitaçón do Monte Pedreira, para unha vez delimitado o devandito monte, classificá-lo como Monte Vecinhal em Man Comum a favor dos vecinhos da C.M.V.M.C. de Guilhade, do concello de Pontareas.”
¡¡Até hoxe!!
a irmandade circular
Publicado en Uncategorized
QUE NADA SE SABE (17)
Assím mesmo, se a alma sabía antes de haber sido sepultada no corpo, despois será ela mesma a que sabe, non o home. Mas ¿non é acaso unha tontaría dicer que é a alma a que sabe? Em fím, ponha-mos as cousas mais em claro, xá que se trata de unha questón de nome. O saber e recordar significan o mesmo ou non. O mesmo, non: ¿ por qué, em efeito, non usamos indiferentemente o um em lugar do outro? Mais aínda: non duvído de que inclúso os cáns recordam, pois non fái muito que golpeei intencionadamente a um, e desde entón me ladra sempre que me ve, seguro que acordándo-se dos golpes. Sem embargo, ¿quém dirá que os cáns saben? Ó melhor non queres, por respeito a Aristóteles, que os cáns recorden. Mas disto nos ocuparemos despois. Recordan, ó menos, as mulheres e os pequenos, mas non sabem nada. Mais aínda: todos, sem dúvida, recordamos, mas nada sabemos! E se non significan o mesmo, ¿por qué os tomou el por equivalentes? Se algúm deles é mais universal que o outro, ¿por qué non aumentou algunha diferênça que o restrinxíra? Pois animal é o home, mas non só el, xá que também o é o cabalo, polo que xunta-mos a este quadrúpedo, e a aquél bípedo. Em consequência, non significan o mesmo: son, pois, cousas diferentes saber e recordar. Sobre isto, nada por agora; passemos a outro assunto. Unha vez mais: ¿que é saber? Conhecer unha cousa polas suas causas, dín. Mas aínda non está de todo bem: é unha definiçón obscura, pois surxe de imediato a questón das causas, mais difícil que a anterior. ¿É necessário conhecer todas as causas para conhecer as cousas? A eficiente, ó menos, de ningunha maneira: ¿em que contribuie o meu pái ó conhecimento de mím mesmo? ¿Que aporta, também o fím? Por outra parte, se queres conhecer perfeitamente o causado, é também necessário que conheças perfeitamente as causas. ¿Que se segue? Que non se sabe nada, se é que queres ter conhecimento perfeito da causa eficiente e da final. Paso a demonstrá-lo. Para um conhecimento perfeito de mím requere-se conhecer perfeitamente o meu pái; para conhecer a este, é necessário que conheças antes o meu avô; trás este conhecimento, hás de conhecer outro, e assím até ó infinito. Sucede o mesmo com as demais cousas. E outro tanto sucede com a causa final. Dirás que non consideras os particulares, que non caen baixo a ciência, senón os universais: o home, o cabalo, etc… Sem dúvida é certo, xá o decía eu antes: a tua ciência non é do home verdadeiro, senón do que tú inventas, portanto, non sabes nada. Sexa. Considera aquel home por tí inventado: non chegarás a conhece-lo se non conheces as suas causas. ¿É que non tem unha causa eficiênte? Non o negarás. Se, á sua vez, queres conhece-la, terás que pensar na eficiênte de esta. Nón chegarás ó fím e, portanto, non saberás que é aquel home teu, nem sabías que era o verdadeiro; logo non sabes nada.
francisco sánchez
Publicado en Uncategorized
EM NOME DE GUILLADE (AS FONTES COMUNS)
AS FONTES COMUNS
Eu, que sempre andei, por prádos, ríos e montes. Afinál, o que quería era, beber áuga de todas as fontes. Áugas que correm, son vidas que passam. Pelos ríos de Heráclito ván. os mesmos, e nunca iguais. Lía e Deva, cristalínas, cantarínas, conxuntas, unidas por um fío infíndo de áuga:
Ribeiras sombrías
nao há nesta terra;
nao há fontes frías
que baixem da serra:
pois quem vos desterra
espera também.
Despertai, minha alma;
nao durmais, meu bem.
(Luís de Camoes)
a irmandade circular
Publicado en Uncategorized
AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (39)
Enfermo. O día 6 de Xaneiro de 1913, aconteceu-me um rouquém que non falava nada, nem alto nem baixo, nim pouco nim muito, e c’os demais só me entendía por xestos; dor de cabeza e de ossos, metín-me na cama, e permanecín néla 20 días. Tinha sonhos idénticos com Rª da Teixúcha, nunha noite, sonhei que a estaba vendo desde um ponto lonxáno, e ouvín unha voz que me dixo – casa com ela – xá outras vezes, me vinhéra este pensamento em sonhos. Tal soába, tal procedía, outra noite, falei com ela no seu portal, e de noite tiven o sonho seguinte; eu tinha-lhe falado in conjugâle. Sonhei que estaba na casa, e vêm a dita moza correndo, abríu a artesa e nada topou, vinha coxa d’unha perna, aproximando-se a mim, tomei-a no meu leito, e vim que tinha um pé fracturado, e o outro estaba gráve, deu um repelón, e puxo-se no chán e marchou como por encânto. Entón saín ó quintal, e vín-na ir para a sua casa, acto seguido ouvín unha voz que dixo – Ah! agora non se casa com el, porque partíu unha perna. Despois, foi-me o pensamento para D. Riscos, porque o outro día estaba ela falando com o dito suxeito, etc… etc… Rinha. Equívoco. O día 5 de Maio de 1913, enganei-me ó medir unha madeira para D. Riscos, tivemos que ir medir duas vezes, estando na taberna, resultaron palabras inxuriosas do taberneiro (Nube), até que tiven de bater-me com el. Promesa. O día 13 de Xunho de 1913 (Sexta), día de Santo António de Pádua, fún á misa a Guillade, mandei botar 5 recorderos, executados polo Senhor Cura da Carrasqueira, assistênte nesta dita Parróquia, cantadas no altar das Angústias dichos “ad intenction meam”, vexa-se “grán disgrácia” pag. 54, Susto 55, etc…
manuel calviño souto
Publicado en Uncategorized
ASTRONOMÍA (VIDA)
PODE HABER VIDA, ONDE QUER QUE MIRES
Certo, que a maioría dos planetas están fora das zonas temperadadas dos sistemas estelares. Mas, também. que todos os sistemas tenhem as suas zonas temperadas, que pelas condiçóns deberíam albergar vida. E possíbelmente, essa vida, debería ser semelhante á nossa. Os ingredientes para formar um mundo, están presentes por toda a parte ( tal como xá um filósofo grego, anunciou há miles de anos, com a sua teoría das “Sementes”). “Matéria-Enerxía” e “Espaço-Tempo”, polvo de rochas, líquidos, gáses, calor e frío, mudanzas constântes. O 16 de Agosto de 1987, um telescópio de ondas electromagnéticas, recebe dunha fonte fixa, seis letras e numeros. Seguidamente, buscou-se o mesmo sítio, mas nada respondeu até hoxe. O sinál vinha dum sistema de estrelas a douscentos anos luz. Pelo que, estavam demasiado lonxe, no espaço-tempo, para poder contactá-los dunha maneira séria, pois a nossa resposta tardaría muito em chegar-lhes. Em quanto, ás possíveis visitas, de seres extraterrestres, que nos visitam, visitarom, ou visitarám. Esperemos, que non se nos pareçam em nada. Que non sexa, como quando Colón descobríu América, pois non sería demasiado bom para nós nativos, e paradoxalmente, só nos cabría desexar que non foram como nós.
a irmandade circular
Publicado en Uncategorized
GIANNI VATTIMO (ONTOLOXÍA HERMENÊUTICA DEBOLE) II
Na vintena do segundo período, nas décadas de oitenta e noventa, Vattimo prossegue (sempre o fará) com Nietzsche e Heidegger , por exemplo, em “Al di lá del Soggetto”, “Nietzsche, Heidegger e L’Ermeneutica”, ou em “Introduçón a Nietzsche”. No entanto, o nosso autor constrói xá a sua “própria” proposta filosófica: o Pensamento Débil, situado “filosoficamente” na época da Pós-Modernidade (enquanto pensamento da diferença pós-meta-física; pós-positivísta e pós-histórico, plural), e que se deve á recepçón, distorsón e deslocaçón interpretativa diferêncial do legado dos autores anteriormente citados e a sua aplicaçón á “actualidade”, pois isso é “fazer hermenêutica”. Desta forma, a sua proposta permite-lhe traçar o mapa da pós-modernidade filosófica e advertir da posiçón central que nela desempenha “a hermenêutica como nova Koiné”, língua comúm e lugar de encontro e discusón para as correntes actuais da filosofía; as que se querem pós-metafísicas (a Escola de Frankfurt, o pós- estructuralismo pós-marxista, o desconstructivismo, as derivas neokantianas da Hermenêutica ou o neopragmatismo americano, por exemplo), com que estabelece um debate. Neste período, estacam-se os conhecidos volumes que van do xá citado “Al di lá del Soggetto”; “Nietzsche, Heidegger e L’Ermeneutica” a “As Aventuras da Diferença” ou “O Fím da Modernidade”; e de “Dialéctica, diferença, pensamento débil” (contido no volume colectivo “Il Pensiero Debole”) até “A Sociedade Transparente” e “Oltre Linterpretazione”. Sem dúvida, em todas estas obras están reunidos alguns dos textos mais sinificativos deste brilhante período de maturidade do filósofo italiano. Após este segundo período, em 1996, Vattimo surpreende com a viraxém relixioso- -Kenótica (Kenosis significa “decair, rebaixar-se. debilitar-se) da sua hermenêutica, expresso em “Acreditar em Acreditar”, que abre o terceiro e último período de pensamento de Vattimo até à data, e que abranxe a primeira década do século XXI até 2015: o de um cristianismo hermenêutico, sem dogmas, sem submisón e sem sperstiçón, que se explicíta primeiro como um “cato-comu nismo” (o catolicismo comunista debole) e, por fím, como um comunismo hermenêutico. A esta época pertencem libros como “Depois da Cristandade”; “Por um Cristianismo non Relixioso”; “Nichilismo ed emancipazione”; “Ética, Política e Diritto”; “O Futuro da Relixión, Solidariedade, Caridade, Ironía”; “Ecce comu”. “Come Si Ri-diventa Cío Che Si Era”; ou “Della Realitá”. Desta forma, visto de unha forma global, notamos que Vattimo transita da estéctica (ontolóxica), em cuxo centro estará a “Ontoloxía da verdade como experiência estéctica e hermenêutica” de Nietzsche, Heidegger e Gadamer, até á (teoloxía) política do cristianismo comunista hermenêutico, passando pela ontoloxía nihilista do pensamento débil, que afecta o ser da linguaxem.
teresa oñate e brais g arribas
Publicado en Uncategorized
DERIVA HISTÓRICA (O POVOADO DA PEDREIRA)
O POVOADO DA PEDREIRA
“Os vecinhos mais lonxevos das aldeias de Cumiar e Mouriscados, non recordan a existência em pé de ningunha edificaçón. indicando, alguns informantes que sendo novos, e andando com o gando na zona, recordan a existência no coto de abundantes restos de telha e pedras soltas. E que noutro coto situado a poênte, sinalan a existência de unha aldeia abandonada, da que xá non quedan restos visíveis em superfície, a qual estaría emprazada na zona da Pedreira, relacionando a capela com a dita aldeia.” Ademais, há unhas xentes em Guillade que se chaman “os da Pedreira”, algúns dos quais ainda viven actualmente.
a irmandade circular
.
Publicado en Uncategorized
NIETZSCHE (COSIMA WAGNER) (10)
Após o primeiro encontro em Leipzig, Wagner e Nietzsche nón demoram a tornar a ver-se, desta vez na casa de campo que o músico tinha em Tribschen, xunto ao lago de Lucerna, onde vive com Cosima, a mulher que, pouco depois, se tornará sua esposa. Primeiro em Tribschen e depois em Bayreuth, o carismático casal Wagner gosta de organizar seráns a que acodem numerosos artistas e intelectuais. Em semelhante ambiente descontraído e bohémio, Nietzsche sente-se como peixe na água. Daí em diante, aproveita os fins de semana e as férias para fuxir de Basileia e reunir-se com Wagner, xuntos passam longas horas ao piano (“toca demasiado bem para ser professor” diz-lhe Wagner) e, sobretudo, conversam sobre música, filoloxía e filosofía, num intercâmbio de ideias do qual saem ambos fortalecidos. Também há ocasión para tratar de questóns mais pessoais; sabemos por exemplo, que Wagner tenta convencer Nietzsche a encontrar unha esposa ou a abandonar a rigorosa dieta vexetariana que seguiu durante unha temporada. O xovem catedráctico mantém igualmente unha relaçón intelectual e afectiva muito próxima com Cosima Wagner, “a mulher mais simpática” que conheceu e por quem, segundo parece, estava platónica e secretamente apaixonado. (É significativo que, quando se afunda na loucura, Nietzsche escreva várias cartas de amor a Cosima; mais ainda, quando ingressa no manicómio de Jena em 1890, dirá aos enfermeiros: “A minha mulher Cosima Wagner trouxe-me até cá”.) Sexa como for, Nietzsche recordará sempre os momentos que passou na companhía dos Wagner como sendo dos episódios mais felizes da sua vida.
toni llácer
Publicado en Uncategorized
AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (38)
O 13 de Agosto, ó deixar o trabalho 6,38 da tarde, quase aínda de día, vinhem polo regueiro das Varxas, alí acometeu-me da mesma maneira, só que um pouco menos de tempo. O 15 de Agosto de 1912, ó vir das vísperas de Mouriscados, a cousa mala acometeu-me uns poucos passos ó passar a mina, desde este día, quedei com medo todas as noites em xeral. O día 20 de Agosto de 1912, ó chegar á casa encontrei a minha querida cadela, cheia de choros e suspíros, e tamém de lodo, mas ó mesmo tempo contenta com a sua victória. O día 6 de Septembro de 1912, fún a Ponte, e neste mesmo día voltou a desaparecer, a dita cadela até hoxe… A cousa mala, tratou de me molestar de noite na cama ó dormir e tamém desperto. Despois tratou de me molestar, em todas as esquinas, onde eu estivéra, aínda que fora com companhía, quedando exânime no meio dos companheiros. Sentía um calor inmenso, mas um calor extranho, que me punha tonto da cabeza, se exorcisaba vinha aquel vaho, que parecía que estaba num forno ardendo, e era obrigado a parar, até que cheguei a chorar. Dormía com a luz acendida para que abracásse um pouco, mas mesmo así tinha impulsos que me mataban, unha noite gritéi em alta voz: ¡¡Adidios!! ¡¡Mimadrinha!! Até que, a minha nái me vém acudir, e até os vecinhos ouviron. Tivem que recorrer ó “Corpo Aberto”, Sybilas, etc… Das quais, ninguém me daba remédio, e os remédios que me daban, nón surtían efeito, a cousa chegou a molestar-me até de día, eu xá contaba com unha morte certíssima. Dormía com a luz acêndida toda a noite, e com tudo, me fixo passar a influência para o sexo femenino, o beber vinho, interrompía-me o sono, etc… Asaltában-me sonhos malígnos a ponto de morrer de um letárgo ou catalépsia. Despois, fún serrar para San Pedro, eu e um antigo companheiro Carracedo, días despois, comecei a cair doente.
manuel calviño souto
Publicado en Uncategorized
QUE NADA SE SABE (16)
Non obstânte, xá o outro decía que o nosso saber (¡Oh maravilha!) non é mais que recordar; concretamente, que a nossa alma sabía tudo antes de nascermos, que o esqueceu tudo unha vez em nós, ó sepultar-se no corpo, e que pouco despois o recorda como tendo-se despertado da caída. Mas el, polo demais douctíssimo varón inventa-o: é unha ficçón de muito pouco peso, non confirmada, nem pela experiência, nem pola razón, ó igual que outras muitas cousas que sonhou acerca da alma, tal como mostraremos no tratado “De Anima”. Xá Aristóteles refutou este erro muitas vezes. Deixando a um lado as razóns deste, dado que qualquer pode velas, vamos examiná-lo, posto que obedece ó nosso propósito. Se aquel tivera afirmado ter visto que a sua alma, antes de afundir-se no corpo, sabía tudo, talvez eu tivera acreditado, mas entón non sería um home, senón um espéctro ou um fantasma. Em honra á verdade, non sei o que houbo antes de mim. Custa-me acreditar o que vexo, ¿como vou dar crédito ós teus sonhos? Dime: antes de que a alma entra-se no corpo, sabía ou non sabía. Non dirás o segundo. Entón, ou aquela ciência da alma era somente recordo ou nón o era, e, se o era, procedería por conseguinte de outra alma que estaba nela e que, antes de estar nela, sabía tudo. E a respeito desta segunda, insisto: ¿o seu saber é ou non é recordar? Levo-te ao infinito. Se non recorda por outra alma, senón por sí mesma, entón tería esquecido. ¿ Por qué? E se tinha esquecido, o seu saber, antes de que isto sucedera, ¿ era todavía recordar? De novo ó infinito. Se o saber da alma non era recordar, ¿acaso perde aquel saber ó submerxir-se no corpo? Se non o perde, entón sabe como antes. Mas antes o seu saber, segundo tú, non era recordar. Agora bem: se pola inmersón no corpo – como dís – permanece durante algúm tempo esquecida de sí mesma, como aturdida polo tracto com a sua nova morada, sem dúvida recordará despois as cousas que tinha esquecido, mas non as saberá de novo, da mesma maneira que também nós, trás, ter esquecido as cousas que antes sabíamos, finalmente as recordamos, sem que este recordo, sem embargo, sexa saber. Polo contrário, se perde aquel saber, non o recordará despois. Recordamos, em efeito, as cousas que están aínda na memória ou na imaxinaçón, mas que non se brindan ao pensamento. De ahí que, avivadas com qualquer apariçón, bem de unha cousa semelhante bem de outra oposta, sán á fantasía por modo de sequências, mas recordando que xa antes estaban alí. Porque se tiveran sido borradas de todo, nón sería recordo senón nova impresón, como acontece a quem por doença cái no completo esquecimento inclúso do seu próprio nome; se mais tarde sucedera que aprenden, non dirás que recordan, pois, polo contrário, até o mesmo vulgo dí que se mantenhem num esquecimento total e que por isso, tenhem de ser instruídos de novo, como se foran nenos; eles mesmos negan ter sabido xamais com anterioridade as cousas que se lhes ensinan. Assim pois, saber non é recordar. Ademais, sempre que recordamos, decimos: realmente antes tinha esquecido isto, mas agora acordo-me de que tivo lugar desta maneira ou de outra. E se acontecera que a alma só recorda, entón tamém o neno, quando se ensina, diría: eu tamém sabía estas cousas, agora me acordo. Mas ¿quem dí isto?
francisco sánchez
Publicado en Uncategorized
EM NOME DE GUILLADE (OS CRUCEIROS)
os cruceiros
Som monumentos representativos da arte popular do nosso país. Mas ademais de ser arte em pedra, formam parte íntegra da atormentada alma rural galega. Están situados extratexicamente nos cruzes de caminhos, daquí o seu nome. Teóricamente, estaríam para protexer os viandântes, mas, verdadeiramente, non fán mais que dar-lhes sustos. Xá formam parte das nossas abundantes lendas, sobre tudo nocturnas e, como mostra, aquí, unha das histórias de Manuel da Canle, sofrida em carnes próprias:
“Susto, Spríto. O día 12 de Agosto de 1912 (Segunda feira), fún trabalhar prá Erra com o Gomes, ó deixar o trabalho, fún polo Moscaído para que me emprestáran um libro (Orixem do Cristianísmo), demorando até ás 2,30, quando cheguei á encrucilhada do santo, tivem remorsos, e seguín pola Cavadinha, e ó chegar ó monte de Novás, arrepiáron-se-me os cabelos, e o corpo estremeceu-me todo, quería falar ou rezar e, nón podía. Logo, mudei de fala, e nón me iba o pensamento para fazer a sinal da cruz, senón para pensar no demónio. Por último quedei sem fala, e sem xuício, e nón ouvía nada, só decía Xesús, Xesús! Apenas me ouvía a mim mesmo, non obstânte, ouviron-me os vecinhos do Cotiño. Estaba completamente sem forzas, como que me postrava, e das poucas forzas restantes, em vez de ir dereito polo caminho, iba para trás, á dereita, á esquerda, etc… e nón andava pra diante, senón com um inmenso esforzo, de maneira que me levou unha hora pra saír do monte. Estiven alí 15 minutos, e despois fixem outro esforzo, armei unha carreira e vinhem parar no meio do monte, alí estivem outros quince, despois fixem outro esforzo e, logo outro mais, etc… De modo que, ó fim de unha hora, vín saír ó socalco, mas a cousa mala, non me deixou até á porta da casa. Sacaron-se-me as ganas de comer, despois quixem ler uns exorcísmos, mas em vez de ler, tataleaba e farfalhaba, e tardava-me a fala, decía unha palabra e xa nón podia seguir, sentía um arrepiamento parecido ó de Novás, despois comim unha sardinha e fún-me deitar, tendo um sonho que me esqueceu, mas pola alta noite, ven-me inquietar tal como fixera no monte de Novás.
manuel calviño souto
Publicado en Uncategorized




















