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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (46)
Recordo de Lisboa, segunda vez. O día 9 de Xulho de 1914, polas três e vinte da manhán, tivem um sonho muito extranho, que tán pronto despertei se me esquecéu repentíssimamente. Partín ás 4,15 da manhán para Lisboa, onde cheguéi o día dez Terça Feira, polas 7,20 da manhán. Á noite do día 23, fún ó Campo-Pequeno, encontrando um rapáz que me enganou, decindo que iba trabalhar com el na descarga, que lhe pedía ó patrón, e tinha de estár alá ás 3 da manhán, e que o melhor sería andar de vixília, e comer algo xuntos. Despois, peguei no sono, e roubou-me 60 escudos, um relóxio, e unha cadena, o Spírito inmundo tinha-me molestádo fortemente. O día 26 de Xulho, fún para Xabrégas, trabalhar pró armazém de vinhos do Senhor Martins, botei 45 días, o Spírito… molestou-me, toda a noite, non sonhei nada e sobre a manhán, sonhei que estaba na Fraga e vía Isolina e a sua irmán escondendo-se de mím, mas de brincadeira e despois sorríron-me, mas Isolina estába desnuda completamente, avistei-lhe as pernas, os muslos, a natura (com pelos negros), logo fún xunto déla e abrazei-na amorosamente, mas sem fazer-lhe mal, conversámos unhas quantas palábras, e enseguída aparecerón uns poucos rapázes arredor de nós, e um puxo-se diante de mím e déla a mirar (facendo pártes finxídas), deitado no chán el solo. Eu quería retirar-me, mas tinha pena de Isolina, que quedába com mala xente, logo foise-me representando um sítio extranho, despois apareceu vestida, e quedou alí, eu retirei-me com suma pena déla. Despois, outra noite seguída sonhei com Guillermina do Bértolo, que ibamos por um caminho, eu á moda de brincadeira botei-lhe a mán porriba, e ela deixou-se cair no chán, como berregando e ó mesmo tempo como que quería chorar, a sua nái como que voltou para trás a cara, entón eu dixén que fora ela que se atirára para o chán. Este sonho, repetiu-se segunda vez. Outra noite, ven-me um pensamento sobre Buenos-Aires, que passára para lá o mar a nado. Mas estes sonhos, quase que se me esquecían, despois sonhei com o Coxo, a Teixucha, a Ganeca, Carmela, a Isolina que me dixéra adeus. Mas de unha maneira mais agradável, e non tríste como da outra vez. Sonhei com meu pai, três vezes sonhei com a Coruxeira, e sonhei com os meus companheiros de trabalho.
manuel calviño souto
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ASTRONOMÍA (O BURACO DO TEMPO)
Vamos falar aquí, dunha das possíbilidades de viaxar no espáço-tempo, que é através de um buraco negro, E para tal taréfa, há que pensar em fabricar unha “Máquina do Tempo”, isto é, unha náve espacial, grande e moderna, que nos permíta viaxar a grandes distâncias, durante muito tempo. Sería unha viaxe ó futuro. Se as grandes máquinas, puideram entrar dentro dos diminutos “burácos de vêrme”, que están ó nosso redor por todas partes, entón podería-mos viaxar no espáço-tempo atravéz deles. Xá sabemos, que a “massa” ralentiza o tempo (por exemplo, quando unha pessoa observa desde as pirâmides de Exípto, o movimento dos autos na distância, dá-se conta que se movem mais rápido.) Este fenómeno, signifíca que perto de grandes massas, o tempo se ralentíza, isto é, passa mais devagar. No espáço, o tempo transcorre mais rápido do que na terra. Se com a nossa “Máquina do Tempo” ou nave espacial, viaxára-mos ó “buráco negro” de Saxitário, entrando na sua órbita, sem deixar-se atrapar pelas enormes forzas gravitatórias, e mantendo unha super velocidade, que nos permitíra manter essa órbita. Conforme a velocidade vai aumentando, o tempo dentro da nave, vai parando (dez anos ó redor do “buráco”, significarían vinte anos na terra), quando regressára-mos ó nosso mundo, chegaríamos no futuro, tudo tería mudado, durante vinte anos. Mas, há quêm desestíme este viáxe a Saxitário, por ser demasiádo perigoso, para ganhar só dez anos ó tempo, por isso, agora prantéxa-se, a construcçón de naves espaciais, o suficientemente grandes e autónomas, para longas estadías fora do nosso mundo, e capázes de viaxár a velocidades próximas á da lúz (mas sem ultrapassá-la, pois entraría-mos nunha dimensón desconhecida para nós) Assím, que parece melhor, non nos aventurar-mos a cégas, xunto de um buráco negro, capáz de apagar a lúz, e acabar com o tempo.
léria cultural
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VATTIMO (EWIGE WIEDER KERT DES GLEICHEN)
Mesmo medido com o metro dos antigos gregos, todo o nosso ser moderno, quando non é debilidade, mas poder e consciência de poder, apresenta-se como pura Hybris. É hoxe toda a nossa actitude relativamente á natureza. A nossa violaçón déla, com axuda das máquinas e da tan irreflêxiva inventíva de técnicas e enxenheiros (…). Hybris é a nossa actitude relactivamente a nós – pois connosco fazemos experiências que non faríamos com nenhum animal, e satisfeitos e curiosos, dilaceramos a nossa alma em carne viva. Que nos importa xá a nossa “saúde” da alma! (111,9,131-132). E comenta Vattimo: Mas experiência sobre alguém, experiência extrema, é também a hipótese, a ideia a “descoberta” do eterno retorno, com todo o seu alcance disoluctivo (…). Os predicados de unidade e “ultimidade” do eu que a tradiçón filosófica nos transmitiu, como último baluarte da certeza (do “cogito” cartesiáno á razón kantiana) acabam por ser todos questionados. A consciência de sí, sobre a qual se fundam as nossas concepçóns do eu, non é em absolucto um carácter essencial, primeiro ou fundamental do homem (…). Porém, um homem que se aperceba de que é um efeito de superfície e que faça consistir a sua própria saúde precisamente nesse conhecimento, non podería certamente ser um “eu” forte, potenciádo, como muitas vezes se considerou o “trans-homem”; pelo contrário, é problemático se aínda lhe pudermos chamar, em qualquer sentido, “suxeito”. E da mesma forma em relaçón á história, unha vez que ésta estexa esvaziáda de fundamento e feita a crítica do tempo linear. Por isso, acaba por ser muito eloquênte para Vattimo aquéla outra passaxém da Segunda Consideraçón intempestíva: “o homem da nossa época passeia-se como um turista pelo xardím da história; considéra-a um armazém de máscaras teatráis, que pode usar ou abandonar a seu bel-prazer.”
teresa oñate e brais g. arribas
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EM NOME DE GUILLADE (AS DUAS GUILLADES)
AS DUAS GUILLADES
Apesar de as duas Guillades, se terem xuntado xá fái muitíssimo tempo, as diferenças tribáis e caractereolóxicas, permanécem vixentes. Em todos estes anos transcorridos, Guillade segue dividida firmemente, entre Guillade D’Arriba e Guillade D’Abaixo, ou sexa, entre Santa Leocádia de Guillade e Santo Miguel de Guillade. A separaçón física, aínda que existe, non é demasiado significativa, mas a rivalidade ideolóxica, essa sím, que se presenta como um fundo abismo. Ela está gravada na memória das xentes, e nón será nada fácil saltar, de um lado para o outro. O choque violento, entre a civilizaçón Lisboeta e a modernidade franquísta (o novo caciquísmo), xerou um confronto civil, que só os novos homes e mulheres, de um novo país, poderam curar. Na Idade Média e parte da Moderna, existíron duas freguesías deste nome, frequentemente citádas em documentos eclessiásticos. Possibelmente, desaparece a primeira (Santa Leocádia), a raíz das pestes que fraxelarón a Galiza, durante grande parte do século XVI, como aconteceu com algunha aldeia vecinha, por quedarem despovoádas.
a irmandade circular
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NIETZSCHE (O NÓMADA)
No início de 1879, os problemas de saúde de Nietzsche non lhe permitem cumprir as suas obrigaçóns docentes. Em Xunho, a doença obriga-o a renunciar ao seu cargo na Universidade de Basileia, que lhe concede unha reforma antecipada. A partir desse momento, e durante os dez anos seguintes, Nietzsche levará unha vida errante entre a Alemanha, a Suíza, a França e a Itália. Aloxado em pequenos quartos de albergues e pensóns, passará os seus dias dedicado a caminhar, pensar e escrever, tentando suportar a doença e unha solidón cada vez mais terrível. Nietzsche passa em Saint Moritz o seu primeiro verán como reformado e o inverno seguinte com a sua família em Naumburg. As enxaquecas, os vómitos, os enxoos e as dores nos olhos están a ponto de acabar com ele. Apesar désta situaçón, escreve “O Viaxante e a Sua Sombra”, unha segunda parte de “Humano”. Em busca de um lugar conveniente para a sua delicada saúde, o ano de 1880 é passado de um lado para o outro: depois de unha temporada com o seu axudante Köselitz, em Veneza, viaxará para Marienbad, Locarno, Recoaro, Stresa, etc… Em Novembro, estabelece-se em Xénova. Numas frías águas-furtadas da cidade, e em completo isolamento, termina o seu libro “Aurora”, também de estilo aforístico. O subtítulo da nova obra, “Reflexóns sobre os Preconceitos Morais” dá-nos algunhas pistas sobre o seu propósito: substituir o conxunto de preconceitos herdados que formam a nossa moral pelos xuízos de um pensamento autónomo. Nasce, assím, o Nietzsche “imoralista”.
toni llácer
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (45)
Ideia de Embarcar. O día 24 de Maio de 1914, eu pensaba embarcar, e xa tinha um fiador e os papeis correntes do Serviço Militar. Acto seguido, deu-me unha dor de cabeza enormíssima, que com grande trabalho fixem passar á forza de exorcísmos. Conselho do adivinho. Nestes días fún a Fornélos, e dixo-me o seguinte: “a embarcar, non te aconselho, mas que te vaias.” Perguntei-lhe, se morrería, e dixo que non… mas que, muita xente, tería gosto de me ver mal, e empáta-me a viaxe. As ideias de noite, quando pensas nunha cousa, e quanto mais firme é, á manhán quebran-se as ideias, as forzas e a fé, xá nada fás do dito e do pensado. Sonho com a Sibylla. O 26 de Maio de 1914, pola noite, tivem um sonho y algo se me esqueceu, tivem unha aspiraçón de sentido com a Sibylla de Ponte (C.), é decir, non a vín, só me foi o pensamento para alí, pensei no barulho que tivém com ela (vexa-se, pag. 53 berregar). Sonhei com Vidal de Vilacoba, que me quería pagar e, com este medo non lhe entréi no Portal, ó marchar ouvín a sua voz que decía: “non almorzamos, Manuel non almorzamos”. E isto tudo sonhado com o pensamento, pois non cheguei a vê-lo em imaxém, e nésta noite, o Spírito molestou-me algo. O 28 de Maio de 1914, era o día desenhado para me afianzar, e a minha nái endemoniou-se, e eu com dor de cabeza.
manuel calviño souto
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TOLE, CATOLE, CUNETA.
Non há dúvida que o nosso único paraíso é a infância; e non está menos claro que a infância é unha pátria irremediabelmente perdida sem possibilidades de recuperaçón. Dicem que manter certas zonas da nossa personalidade incontaminadas e virxens conduce á felicidade, mas eu non estou seguro. Mais que um estado, a inocência é um sentimento e como esse sentimento se proxecte sobre os demais pode ser a felicidade ou pode ser o desástre. O que parece induvitábel é unha tendência nostálxica a buscar raízes que estabilicem a nossa sensibilidade convulsa. Esse exercício do recordo, sim que produce unha sensaçón de bem estár, melancólica, vissionária e transitória. Pretendemos, com isto, unha rexeneraçón do gastado tecido da nossa vida. Aínda que só durante uns minutos, vale e é benéfico; trái-nos a ilusón de que voltamos a ser os de antes, os de fái tantos anos. Escribindo este libro sobre os xogos da minha infância, non voltei a ser neno; mas reconhecim-me a mím mesmo. E nón digo que me tenha recuperado porque séi que eu son irrecuperábel. Nas vaporosas cláves daqueles lonxanos anos están seguramente muitas das minhas cláves actuais. Supondo que um, a éstas alturas, tenho todavía cláves. Essas mesmas sensaçóns que eu percibím quixera que percibiram os que lean este libro; os da minha idade, reconhecendo-se nos protagonistas e partícipes destes xogos; e os nenos que as desconheçam, descubram que a imaxinaçón pode sobrevivir, á penúria, á indiferênça e ó aburrimento. Xuntos ós xogos daquél ruralismo dos anos cinquenta, puxém algunhas estampas da vida, circunstância que axudarom, se non a compreender, sim a explicar aqueles anos; son esses capítulos intermédios com subtítulo específico e baixo o xenérico comúm da “vida”. A agrupaçón por modalidades afíns fixo que apareçam entre os infantís alguns xogos de maiores; non é um capricho. Estes xogos também eran xogos de nenos, só que os maiores os practicavam com mais paixón e contundência. Non presto atençón ós xogos de pelota ou de corda (a comba, por exemplo) por estár bassados, fundamentalmente, em letrinhas e cançóns muito diversas que, talvéz, ocuparíam outro libro.
javier villán e david ouro
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VATTIMO (DEUS MORREU)
Deparamo-nos com unha situaçón hermenêutica que afecta a teoloxía política que rexe a história da salvaçón, como história da secularizaçón e filosofía da história, a partir da “Cidade de Deus” de Santo Agostinho, retomando um certo Platón e Paulo de Tarso. Assím, se esse “Deus” morreu (como anuncia e informa o clamor do “louco” que desce da montanha até á praça da cidade, no meio da indiferença dos locais, que aínda non conseguem perceber o fenómeno, nem medir as suas consequências, no início do “Assím Falava Zaratustra). Isso significa socioloxicamente e historicamente que o cristianismo perdeu a centralidade axiolóxica que lhe permitía rexer e situar os valores do mundo (Kosmos-ordém) da civilizaçón occidental. Nietzsche recolhe assím o grito dos primeiros niilistas literários russos (Dostoiévski ou Turgeniev), quando exclamavam com os olhos fora de orbita: “Morte de Deus, ascensón do Homem” (apesar da frase “Deus morreu”, como nos lembra Heidegger, xá ter sido pronunciáda antes, filosoficamente, por Hegel). Non há nada de estranho no facto de um deus ter morrido; tál é o caso de Dioniso, por exemplo, despedazado pelos Titans e, em xeral, tal é o destino dos semideuses, de pai celestial e nái mortal (o qual tinha permitido á piedade de Holderlin ligar Jesus a Empédocles e até a Hércules, como profundos bemfeitores e educadores dos mortais). A radical novidade de Nietzsche reside em indagar o que implica tal morte. Trata-se de um evento, de um “facto interpretativo” de carácter político-histórico com consequências epistemolóxicas e éticas; pois com “essa morte” deslexitima-se todo o fundamento e suxeito absolucto (como origém ou referência última das cadeias relacionais causais). Zaratustra clama que “os piores dos homens foram os assassinos de Deus”: os homens do grande despreço; os homens que se xulgam superiores, esses son os deicídas… neste ponto, o leitor pode imaxinariamente localizar na Revoluçón Francesa a brutal assimilaçón entre as cabezas de Maria Antonieta e Luis XVI, e unha guilhotina que cortasse a cabeza de Deus, confundindo o Antigo Rexíme com a Igrexa, e a ésta, rexênte do Reino de Deus na Terra, como Deus Cristán; com o doce Jesus, o Cristo, o Messias, cuxo reino de amor non era deste mundo, segundo as suas próprias palabras, tal como as verte a Sagrada Escritura dos Evanxelhos.
teresa oñate e brais g. arribas
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DERIVA HISTÓRICA (A CADEIRA DE ARGOS)
Este artigo, entra dentro das derivas irracionais, mas a verdade é que ás vezes, a fantasía e a realidade se confundem, e os sonhos também ficam gravados na memória. Ésta pedra, que eu pensei ó princípio ser o petróglifo de Oions, porque aínda non conhecía a sua localizaçón. Sucedeu, quando do grande incêndio cíclico que abrasou todo o comunal, plantado por Felíz Sebastián. Tudo, estava completamente arrasado, e era fácil localizar as cousas. Um día, em que andávamos, eu e Xosé Manuel, descobrindo as fronteiras dos Muinhos, avistéi unha pedra, que a simples vista non despertava a atençón, mas se te demoravas sobre ela, estáva cheia de olhinhos pequenos. O qual, me levou a pensar, que sería a de Oions. Quando anos mais tarde voltei ó lugar para a fotografar, xá non logrei dar com ela, pois a vexetaçón crescera bastante. Pelo que, cheguei a duvidar da sua existência real, mas aínda que bastante atordoádo, xuréi voltar para unha busca sistemática. Agora, que voltou a arder tudo, penso que é a oportunidade para esclarecer definitivamente este mistério.
léria cultural
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QUE NADA SE SABE (21)
Eu tampouco sei que é o conhecimento. Defíne-mo, tú. Diría eu, que é unha compreensón, unha visón penetrante, unha intelecçón, ou qualquer outra cousa – se é que existe – algo que signifique o mesmo. Se todavía duvidáras disto, calaréi, mas recabaréi de tí outra definiçón; se a déres, duvidaréi déla, e assím padeceremos unha ignorância perpéctua. ¿Que nos queda? Um último remédio; pensa tú mesmo para tí! Pensá-ches e capetas-te com a mente, o que é o conhecimento? Mas, isso non vale nada! Também a mím me parece habê-lo compreendido. ¿Que se segue daí? Que, quando falo despois contigo sobre o conhecimento, dou por suposto que é tal como eu o compreendera, e nón tú. Polo contrário, suporás que é tal como o entendes tú. Logo, afirmo que é isto, e tú, em câmbio, que é aquílo. ¿Quem será o conciliador? Aquél, que saiba que é realmente o conhecimento! E esse ¿Quem é? ¡¡Ninguém!! Cada um terá a sí mesmo por muito doucto; mas a mím, parecen-me todos uns ignorantes! Talvéz sexa eu, o único ignorante, mas, aínda ó menos isso quixéra saber, e non logro. Em consequência, ¿Que diréi despois eu, que esté exento da suspeita de ignorância? ¡¡Nada!! Entón, ¿por qué escribo? ¿Eu, que séi? Com os tontos, serás tonto. Son home, ¿que vou fazer? Que mais dá! Volto, ¡¡Non sabemos nada!!
francisco sánchez
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ASTRONOMÍA (A ORIXÉM DO MULTIVERSO)
Nos problemas filosóficos das teorías côsmicas, o fím último de unha cosmoloxía, é estabelecer a orixém do Multiverso. Tudo aquílo que non está prohibído, acabará sucedendo, segundo a “teoría Quântica”. Os nossos sentidos, e o nosso cérebro, som demasiádo limitados. O Multiverso, podería ter começado a xirar, sem necessidade de ser empurrado (e o primeiro motor de Aristóteles, xa non sería necessário). Posto que, a necessidade de um Deus, só se podería esconder, na sete milhonéssima parte de unha fraçón de um segundo, do início do mundo. A teoría do “Big-Bang”, nasceu a raíz de um professor bromísta, que tinha S. Hawkins, que quando entrava em classe ameaçava com um “Big-Bang”. Mas Hawkins, estava enganado, el somente faláva do nosso “Big-Bang”, isto é, do nosso Universo. Mas, se acáso, algúres, existem mais Universos? Entón, existirían, muitos “Big-Bangs” no Multiverso Quântico, iguais e non iguais ó nosso. Pois, parece ser. que a grande escála, non funciona igual que a pequena escála. Que os grandes obxectos, non seguem as mesmas léis que os pequenos. Que há unha léi, a “Teoría do Todo”, que dí, que tudo funciona xunto, e existem duas físicas diferentes, a do grande e a do pequeno, mas que non obstânte funcionam xuntas. Facía muito bem Albertito, opondo-se a que mandáramos sináis e menssáxens ó Côsmos, pois, que, isso non podería dar bons resultados, porque xá sabemos como as cousas acaban, quando se xuntan duas civilizaçóns, diferêntes no tempo. Num Multiverso, movido pola sobrevivência, em que os seres se devoran uns aos outros.
léria cultural
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (44)
Vidal demanda. O día 8 de Febreiro de 1914, fún xunto com Vidal, que me mandara ir, pois facía dous meses que andava correndo para ésta casa; pois este día apurei-nos, fixéron contas, mas nada recebím, que outro día próximo me pagaba a dívida 134 reais. Logo, começou a tendeira (Lisa) berregando que senón o demandaba non colhería um centávo. Meteu-se o Fernandez, que me ilusionou todo o xuíço. Outros á sua vez parece que vinham metidos pela namora, porque lhe tinham rábias ó Vidal… Eu fún xunto do Procurador, e como foram falar com el os anteditos, dixo-me que a demanda iba tal día para o Xulgado. Nisto, quedei sobrecolhido, e dixem com aspécto carrancudo, “nón Senhor, nada de Xulgados”! “Mande-lhe aviso, e pagará-se-lhe o valor da carta, e o que demais se fará, xa lho indicarei.” Pois, recebím a cantidade devída, sendo o gasto do Procurador por minha conta, tendo que pagar á tendeira onde el era fiador. Pecado. O día 17 de Março de 1914, unha filha da Generosa Iglesias (vexa-se pag. 33, final mesmo, onde eu tinha tido um sonho com a sua nái sobre o mesmo assunto. O 20 de Abril, fún á fésta, conhecía-se-me bem que eu estaba embruxádo, nón dancei nada absolutamente, e despois ó vir, vinhem na companhía de Isolina e Carmela, e tivem notícias dias despois, que tinham vindo por minha culpa. Enfermedade de Carmela e de Isolina. O terceiro día souben, que lhe tinha dado mal a éstas duas amigas, e que chegou a ser gráve. De noite, tivem a seguinte visón, sonhei que estaba na casa a ler num libro, na cozinha, e no meio da casa vexo estar Isolina, muito tríste, e ó seu lado estaba Maria da Ganeca, com a qual eu estaba falando e vestía de branco. Algunhas noites antes disto, eu tinha tído um sonho com Isolina, e que me dixéra ésta expresón “Adeus”.
manuel calviño souto
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O NIETZSCHE DE VATTIMO
Três som os livros de Vattimo, verdadeiras xóias filosóficas e literárias, que o leitor deve ter em consideraçón: “Il Soggeto e la Maschera”, “Nietzsche e il Problema della Liberazione; Introduçón a Nietzsche,” e “Diálogo com Nietzsche; Ensaios 1961-2000.” Tal como para Heidegger existem “dous Nietzsches”, para Vattimo também existiran, embora integrados nunha ambiguidade irresolúvel. Por um lado, está o Nietzsche da vontade como arte-técnica niilista, em que culmina a metafísica do suxeito, como vontade de autorreferência e vontade de nada (deste ponto de vista, Nietzsche é o último metafísico em que a metafísica do Occidente, como história do esquecimento do ser, chega ao seu total cumprimento). Por outro lado, está o “outro Nietzsche”, cuxa obra ontolóxica – segundo Heidegger – supera o autor e até mesmo a sua época, porque é tan extremamente criativa que xá non teria lugar na temporalidade histórica do filósofo que a concebeu, nem do mundo “anterior” a ela; trata-se de Nietzsche como criador do Zaratustra, o mestre do “eterno retorno”. O mesmo Vattimo recorda-nos a insistência de Heidegger relativamente ao facto de se dever ler a Nietzsche como um ontoloxista e non como um mero crítico da cultura burguesa. É preciso lê-lo como se lê Aristóteles. Para non reproduzir os “dous Nietzsches de Heidegger”. Vattimo reintegra-os num só, de fascinante ambiguidade. Como opera nas problemáticas principais da ontoloxía de Nietzsche a “dupla perspectiva” mencionada?
teresa oñate e brais g. arribas
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A FOLHA DAS SETE COSTURAS
A FOLHA DAS SETE COSTURAS
Entrei silenciosamente para non despertá-la, a velha passava polas brássas ó calor morno da lareira. Tumbei-me na cadeira de balouço. A calma da tardinha, apenas era percorrida por unha lixeira aráxe, as frondes das árbores abanában levemente. Quando acordei, a velha soltou, como sacando para fora, cousas passadas: “Curei um home, com a folha das sete costuras. Ele. xa vinha desenganado dos médicos. Mas, fixo-lhe bem ó estômago e á sangre, e aínda vivíu muitos anos mais. Isto de ser de utilidade para os demáis, fái-nos medrar acá por dentro, e alívia tamém o peso da vida. As curandeiras tiveron medo, e esconderon o seu saber durante séculos, mas de todas as maneiras, algo sempre foi quedando, e passou de náis a filhas. Porque o mundo non para, e o manhán non sabemos como será, pode que as feiticeiras aínda nos sexan necessárias. Quantos cartos se aforrarían com os velhos saberes.” Pois é! Mas tenha cuidado! Xa sabe, como acabaron muitas, as xentes ás vezes son como demónios desbocados, e os diábos andan soltos pelas ruas.
léria cultural
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