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DERIVA HISTÓRICA (O PETRÓGLIFO DE OIÓNS)
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O PETRÓGLIFO DE OIÓNS
XACIMENTO ARQUEOLÓXICO GA36042O62 (2)
Para mím, este é o verdadeiro Oións. E que incompreenssibelmente, estáva sem catalogar, sendo como é, um dos mais importântes e bonitos petróglifos de Guillade. Pelo que enviamos agora, referência del ás autoridades culturais do país, para que tomém nota da sua existência, como Oións Nº 2. Pertence ó povoado de “As Castinheiras”, e talvéz podería axudar a dactar a referída aldeia prehistórica. Tal, como parecen indicar os canais de ligaçón entre covinhas, semelha que era mais grande, e que foi partido em várias pezas. Tamém, nos indica Reboreda, que éstas cobinhas, poideran ser útilizadas para facer tintes.
a irmandade circular
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NIETZSCHE (LOU SALOMÉ)
Em Abril, e através de Paul Rée, Nietzsche conhece em Roma unha xovem russa de vinte anos chamada Lou Salomé. Ésta bela e intelixente mulher será a protagonista de unha curiosa relaçón a três que axita a vida do filósofo durante os meses seguintes. Nesse tempo, Nietzsche fará planos para viver com ela e Rée nunha comunidade assexuada e puramente intelectual, embora isso non o impeça de, entretanto, pedir em casamento a xovem em duas ocasións, ambas sem éxito, e que disparem os ciúmes entre ele e o seu amigo. Finalmente, Lou e Rée levam adiante os planos de convivência virtuosa sem Nietzsche, que deixam de lado. Após a ruptura, Nietzsche sente-se duplamente traído, tanto por um amigo íntimo como por unha mulher em que xulgava ter encontrado a sua companheira ideal. Envia a Lou cartas muito duras, cheias de acusaçóns, embora se xustifique dizendo que é “um homem a quem a longa solidón acabou por enlouquecer”. Como grande conhecedor de si mesmo, Nietzsche non pode deixar de lamentar profundamente a sua falta de habilidade emocional e a sua inaptidón para com as mulheres. Como se isso fosse pouco, a nái e a sua irmán lançam-lhe unha série de acusaçóns pela sua relaçón com Lou, que consideram unha xovem frívola e manipuladora, e Nietzsche decide cortar a comnicaçón com elas. Son días de padecimentos físicos e insómnias. Tenta combatê-los com hidrato de cloral e outras substâncias que obtêm, falsificando receitas médicas (assinadas como “Dr. Nietzsche”). Está inmerso nunha depresón e é tentado por ideias de suicídio. Nunha carta a Overbeck, confessa: “Se non inventar a alquimia de transformar ésta imundície em ouro, estou perdido”. E de facto, passados poucos días, Nietzsche consegue transformar toda a sua dor e impotência em algo grandioso: começa a escrever a sua obra mais célebre, Assim Falava Zaratustra. Um Livro para Todos e para Ninguém.
toni llácer
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (48)
Sonhei que estava núm caminho fundo e vía saír água pola ranhura d’unha pedra, e estivém mirando tempo longo. Despois vêm-me um pensamento, que o Patrón berregava comigo, e marchéi a toda présa, entréi na casa e vexo um Monte minado e no meio había grandes pedras, – dixem-lhe eu ó Patrón – isto é melhor desfacêlas, e dixo: non que as déi a fulano, dixo-me um nome que se me esqueceu. Marchando por um caminho, tivém remorso no corpo; sentín ganír um cán, e dixém eu, vai haber morte, e marchei com este pensamento. Eu tenho que quedar na rúa, para dar paz, tenho que passar castigos por outros, e non sei que outras cousas mais dixém. Despois, pensei nunhas poucas de raparigas (Rsa. da Teixucha, Isolina do Caetano), estava pensando que non tinha dinheiro, e para levar unha vida mais tranquila, o melhor era voltar ós meus antigos Amores (pareceu-me, era Pra.), quedei entregado a unha calma enorme. Sonho, O Abismo. O día 6 de Novembro de 1914, sonhei que iba por um caminho, e á dereita vexo uns buracos muito fundos (o Abismo), mais tarde sonhei que correran por mím o leite dos amores, esquecin-me das outras voltas. Desde o 6 até ó 11 do mesmo mês, tivém muitos sonhos, mas non eran idênticos ó obxecto com quém sonhava, e ademais esquecerom-se-me muitas voltas. O día 9 sonhei que estava na Terra e sonhei con Carmela da Costa; o 11 con Leonor de Marcos, e tivém unha intuiçón da Piancha; entre tudo isto eu fún muito molestado pelo Spírito… Sonhei que estava debaixo da minha figueira con outro, e que eramos soldados, e mirá-mos vir por xunto da minha casa, um reximento de Soldados Alemáns. Logo sonhei que estava em casa, e dêm uns oito paus na minha nái. mas de fortes, que ela caíu em terra. Logo, aparecín dentro de unha casa velha, que tinha um grande Canhón de Guerra virado para o mar. Despois de um momento, saín dalí, e avistava na direcçón de Tui e Portugal, os mesmos montes e Côtos, etc… e estava pensando isto – ¿Ah. Por onde os Alemáns haberían de entrar, etc…?
manuel calviño souto
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PEDRO MADRUGA REI DA GALIZA
pedro madruga
(1324 – Pedro Madruga de Soutomaior “Rey da Galiza”)
Nalgúnhas histórias da Galiza, cita-se de passada a um tal Pedro Madruga de Soutomaior, que chegou – parece ser – a autotitular-se “Rei da Galiza”, e passou a vida combatendo. Chamaba-se Pedro Alvarez de Soutomaior (Sottomayor na forma castelhana do seu apelhido), apodado “Pedro Madruga” – nome com o que passou á lenda galega (porque gostaba muito de madrugar nas cabalgadas). Sucedeu na xefatura da Casa de Soutomaior ó seu irmán Alvaro Pais. “Pedro Madruga” era filho bastardo, mas o seu irmán Alvaro o aporfilhou, confirmando o aporfilhamento por cédula do rei Enrique IV, fecháda a seis de Agosto de 1468. Foi, sem dúvida, o mais notório dos inquiétos, e sempre revoltádos, senhores galegos da época. Os que eu mesmo chamei “Os condes loucos”. O historiador López Ferreiro, no seu libro “Galiza no último terço do século XV”, dí de Pedro Alvarez de Soutomaior que “era unha mistura extranha de todos os vícios e virtudes. Arrogante e taimado ó mesmo tempo, cruel e sanguinário, mas á vez xeneroso e desprendido, fecundo em recursos para toda classe de empressas… É Pedro Alvarez um dos carácteres mais orixinais que presenta a nossa história”. Nos primeiros anos da sua vida, iba para clérigo, mas cedo abandonou os latíns pola espada. Foi o grande rebelde da Galiza do sul. Quando consolidado o poder da Casa de Soutomaior, estalou na Galiza a grande revolta camponésa e popular dos Irmandinhos, empenhados em destruir as fortalezas desde onde a nobreza depredába o país e guerreában entre eles cada día. Pedro Madruga, refuxiou-se em Portugal, onde tinha terras e parentes seus e da sua mulher, dona Teresa de Tábora, portuguesa. Pronto, repassou o Minho, recontruíu as suas fortalezas, recobrou os seus estados e uniu-se ós nobres que combatiam os revoltosos, ás ordens do arzobispo de Santiago, Alonso de Fonseca. Pedro Madruga, cargando com a cabalaría, virá a derrotar os Irmandinhos, na batalha da Framêla, nas proximidades de Compostela (1469). Era notório o seu valor na batalha e o seu saber dos golpes rápidos e das emboscadas. Quando os Reis Católicos, no seu viáxe á Galiza em 1485, intentaron impor xustiza e paz no reino dos galegos. Pedro Madruga, andou quieto por algúm tempo, mas logo voltou com as suas pretensóns, a ser senhor de Tui e sobre vilas e terras. Fixo prisioneiro ó bispo de Tui, correu a vila de Ribadávia, da que se despedíu com o famoso ¡Adeus, xudeos de Ribadávia!, tomando por xudeos a todos os da vila, que tinha rica e próspera xudaría… Desde Salvaterra do Minho, que era sua, até Baiona e a grande fortaleza famíliar de Soutomaior. Pedro Madruga, conde de Caminha e visconde de Tui, exercía o seu poder brutal e incoherênte. A lenda conta as suas muitas cabalgadas. Mas todo o seu poder vêm-se rápidamente abaixo. O seu finho primoxénito tomou o castelo de Soutomaior contra o pái. Os Reis Católicos, non lhe perdoában a sua rebeldía, e menos a prisón do bispo de Tui, o qual libertou mediante rescate. Querendo congraciár-se com os reis, foi-se a Castela levando um seguro do conde de Benavente, e unha promesa de patrocínio do duque de Alba. A Alba de Tormes, passou Pedro Madruga desde Portugal, mas quando chegaron á vila de Fernando e Isabel, retirou-se ó convento de Santo Leonardo, onde apareceu morto. “Uns dixéron – refere Vasco da Ponte- que o conde de Caminha morrera alí de dous carbúnculos, e outros que o alcalde Troyano, entrára no convento com os seus porqueiróns e, que lhe botáron um garrote ó pescozo”. Mas, Da Ponte fái elóxio de Pedro Madruga: “Este conde era muito manhoso, muito súbtil e muito sábio e muito sentido em cousas de guerra. Era franco e tratába bem os seus, mas era cruel com os enemigos, e comía muito do alheio. Grande sufridor de trabalhos. Nem porque chove-se, nem nevá-se, nem xelá-se, nem por todas as tempestades do mundo, non deixa-va nunca os seus feitos, nem daría um cornado por dormir fora em inverno, nem em casa coberta. Onde non atopá-se roupa, sabía dormir encima de tábua”. A sua pretensón ó trono da Galiza, forma parte da lenda. Nunca intentou tal. O que quería era a vida libre da sua mocidade, a querra quotidiana. Algo tería, que calou no ánimo popular, e todavía hoxe se recorda com simpatía. Todavía hoxe se pode escutar um velho cantar:
¡¡Viva a palma, viva a flor, viva Pedro Madruga, Pedro Madruga de Soutomaior!!
história e vida
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QUE NADA SE SABE (23)
¿E que é essa ciência comúm? Chama á atençón como esses artistas se reparten as tarefas, se separan uns dos outros com fronteiras, da mesma maneira que a xente nécia se aprópria da terra e a reparte. Mais aínda: levantaron o império das ciências, cuxa rainha e supremo xuíz é a ciência comúm, á qual se submeten os conflíctos supremos; ésta dicta léis ás demais, que han de aceitá-las como válidas sem que sexa lícito a ningunha délas meter impunemente a mán, nos seus bens, nem nos das outras entre sí. E assím passam a vida enteira litigando, sobre o obxecto de cada ciência, e non há quêm resolva este conflícto (ou, melhor, ésta ignorância). De aquí que, se alguêm trata dos astros em Física, o fái – dín – enquanto físico ou enquanto astrólogo; um dirá que isto se toma prestádo do aritmético, e outro dirá que aquilo se lhe rouba ó matemático. ¿Que vêm a ser isto? ¿Non se trata acáso de fantasias de nenos? Estes, com efeito, em qualquer lugar público, na rua, na praza ou no campo, inventan xardins, cercádos por trozos de telha, e cada um prohíbe ós outros a entrada no seu xardimcinho. Xá me dou conta por qué fán isto: como ningúm podería abarcar tudo, este elíxe para sí ésta parte, aquel apartou a outra. Por isso nada se sabe, porque habída conta de que todas as cousas que existem neste mundo se ordenam para composiçón de um único todo, nem unhas podêm subsistir sem as outras, nem com outras podêm conservar-se algunhas. Cada qual cumpre unha funçón particular e diferente da outra, mas todas confluiem nunha: éstas causan aquelas, e unhas son feitas por outras. Há unha inefábel concatenaçón de todas as cousas. Nada, pois, têm de extranho que, sí se ignora unha, se ignora também as demais. Por semelhante motivo acontece que quêm trata dos astros, considerando os seus movimentos e as causas destes, recebe do Físico, como algo xá probado, que é um astro e que é o movimento; finalmente, do movimento limita-se a contemplar a variedade e a multiplicidade. O mesmo passa nas demais questóns. Mas isto non é saber, pois o verdadeiro saber consiste em comezar por conhecer a natureza da cousa e, despois, os accidentes, quando a cousa têm accidentes. De onde segue que a demonstraçón non é um siloxismo científico, incluso que non é nada, xá que, segundo tú, só demostras, que há um accidente, dando por suposta a definiçón da cousa (para mím, desde logo, está tan lonxe de demonstrar algo, que mais bêm a oculta e non fái senon confundir a mente). Em consequência, nada saben os que se guían das demonstraçóns esperando délas a ciência. E assím mesmo, segundo tú, quêm as condenan non saben nada, como também eu vou a probar de inmediáto. ¡¡Logo ningúm de nós sabe nada!!
francisco sánchez
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ASTRONOMÍA (AS MÁQUINAS DO TEMPO)
Deixando de parte, as viáxens ó Buraco Negro de Saxitário, passamos a um novo intento de viaxar nas grandes distâncias do Espaço-Tempo. As “Máquinas do Tempo”, ou sexa, grandes naves espaciais, que nos permítan percorrer grandes distâncias, e a velocidades próximas á da luz. O “Acelerador de Partículas Suizo”, poderá fornecer-nos informaçón, sobre os efeitos das velocidades próximas á da luz, sobre o tempo. Aínda que, actualmente, só se logrou acelerar as partículas a um terço da velocidade da luz. Há que construír, unha “Máquina” que nos leve a viaxar no tempo, a velocidades próximas ó 99% da velocidade da luz. Sería um viaxe ó futuro. A nave, iría adentrando-se progressivamente no espaço-tempo, com unha aceleraçón suáve, necessitaría-mos seis anos, a toda potência, para intentar alcanzar quase o limíte da velocidade côsmica da luz. Nunha semana, estaríamos em Neptuno, em quatro anos, abandonaríamos o Sistema Solar, na direcçón da estrela Alfa-Centauro. Em quatro anos , o tempo na Terra, sería o dobro do tempo na máquina. Quando alcanzára-mos perto do 90% da velocidade da luz, unha hora de voo, representaría um ano na Terra. Ós noventa anos, estaríamos navegando ó borde da nossa Galáxia, a unha velocidade próxima do 99% da velocidade da luz. A “Máquina do Tempo”, tería unhas dimensóns muito grandes, pois ademais da enerxía necessária, tería de sumar todo o suporte vital, para muitos anos, ou tálvez sem retorno.
léria cultural
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¿QUE RECEBE VATTIMO DE NIETZSCHE?
1º A dissoluçón de todos os absoluctos ou limítes referênciais últimos; fundamentos, suxeitos, substráctos racionais asseguradores (em grego diz-se da mesma maneira “hypo-keímenon”, “o que subjaz”).
2º A dissoluçón dos néxos causais “acostumados” sucessivos ou contíguos, que precisam de “supor” a crença no tempo linear. A consequênte dissoluçón do “suporte” racional da unión de todos os xuízos.
3º A dissoluçón do Tempo linear, pois non podemos explicar os nexos da sucesón; e a sua alternativa; a interpretaçón de unha temporalidade ontolóxica (do ser e da linguaxem) que volta, que se curva, que oscila: o eterno retorno.
4º A libertaçón do sentido simbólico interpretatívo, estéctico e criativo, tanto para a existência como para a propósta de unha “Cultura Culta”, poética, estéctica e hermenêutica; teatral. Aquí entram em xogo o “Continuar a sonhar, sabendo que se está sonhando” ou “Non há factos, mas sim interpretaçóns” e “Verdade e mentira em sentido extramoral” que implica as potências do falso e a vontade de arte.
5º A “Crítica da Crítica”: a profunda compreensón (exculpaçón) de que a mentira, o erro, o falso e até o mal (também o da metafísica) son, ou foram historicamente necessários. Son necessidades da vida (alma) e do espírito da arte (criatividade) que agora se tornaram supérfluas e até perxudiciais. Isso non deve levar ao desprezo das épocas anteriores. É o perdón e a compreensón que permite aflorar o “eterno retorno” e non a temporalidade edíptica do espírito de vingança como doênça-repetiçón da violência bélica da História.
6º O pensamento da experimentaçón que prolonga as hipóteses, levando-as até ás suas últimas consequências para podermos saber que se trata de possibilidades desexáveis ou indesexáveis e em que medida se misturam, muitas vezes, ambos os aspectos.
7º A compreensón tráxica que a morte e a finitude na vida implicam, impedindo de separar o verdadeiro do falso e a aparência da realidade.
8º Sem esquecer que a traxédia é unha obra de arte onde se pon a morte em cena.
9º O convite culto a cultivar as paixóns (desexos alegres) bem temperadas, do homem de bom temperamento.
10º Em síntese: niilismo activo, dissoluctivo e criativo, poético, xuntamente com a bençón da imanência.
teresa oñate e brais g. arribas
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EM NOME DE GUILLADE (AS PRESAS COMUNS)
Presa do Porto do Río
AS PRESAS COMUNS
Aínda que a agricultura, anda bastânte abandonadinha, non há que esquecer que éstas presas som necessárias para cultivar, quando d’um colápso civilizacional. Que seguro, que o haberá. Apesar de nós, non voltar a vista nesse sentido, e preferir mirar para outro lado, dando a possíbilidade como demasiado lonxana ou inexistente. Dado que o nosso mundo, leva perdendo água e outros líquidos, fái xá muito tempo. Poderemos ver-nos obrigados a cultivar novamente, esperemos que non, pois xa perdemos quase toda a manha para tal laboura. Todos os regueiros, albergan éstas presas para regadío dos cultivos locais.
Presa de Novás
Presa de Valongo
Presa do Ledo
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a irmandade circular
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AS MEMÓRIAS DE MANUEL DA CANLE (47)
Profecías em Lisboa. De día a día sonhaba que andava por caminhos conhecidos da minha terra, sonhei com minha nái, que eu estaba nas veigas de Matamá em Abril e ela andáva leirando, eu alí escondido sem naide saber de mím, sonhei que vinha Pura do Pachugo montada num cabalo, cara á minha casa. Ouvín a voz da Ganeca decindo, que se iba prá casa sería malo pra mím. Sonhei estár no Cotinho a cantar as palabras Réquien… o Spírito… molestoume e fixo derramar o leite dos amores, e isto repetiu-se amiúdo durante os dous primeiros meses. O 23 de Sptembro, tive um sonho na Calzada de Stª. Ana, que logo se me esqueceron, eu xá pensaba voltar a Galiza. Tiven mais alguns sonhos, mas quedaron na fonte do olvido. O primeiro de Outubro de 1914, de noite sonhei que estába na minha terra, e vexo vir Isolina do Caetano, eu mirando para ela sem afecto ningúm, entón ela dixo-me com voz alegre como parecendo de risa. ¡Adios Manuel! Eu respondin-lhe, mas non sei que foi. Despois de momentos eu aparecín na casa do meu pái á mesa, dando-me pán… Despois, sem saber como nem por donde aparecín com Vidal de Vilacoba, non sei que facendo, mas me parece que estabamos comendo, eu quería pagar unha conta e estaba titubeando com o dinheiro, logo foi Vidal e deu-me unha moeda de vinte reais e parece que algunhas pesetas soltas, tudo em prata. Perguntei-lhe, para que era aquílo, e dixem que non lhas quería. El dixo que logo as ganhaba, que eran para trabalhar alí com el, e logo despertei e atópo-me em Lisboa, día de todos os fieles-difuntos. O día 3 de Novembro de 1914, sonhei que estaba em um sítio que non conhecín, vexo a Isolina do Caetano a quatro patas, como que se quería levantar, e eu me abrazei sobre ela com mal pensamento, e nésta disposiçón falamos, logo fomo-nos pondo em pé na dita disposiçón, e ela com as costas dando-me empurróns, non lhe fixem mal, nem se derramou o leite dos amores.
manuel calviño souto
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A CANTEA
A Cantea ou Pedrea, mais que um xogo era unha salvaxada. Era unha batalha a pedradas, a cantazo limpo decía-mos nós. Pedrea soába mais fino e assím o chamaban os da capital, crianças relímpas, que ás vezes, muitos fins de semana, em época de pesca ou de caza, vinham por aquí. Muito perípostos e penteádos, mas non había que fiár-se. Davam cada cantázo que te descalabrábam. Admitíam-se sem diferenças, para que logo non dixéram. A cantea era um combate de estratéxia e, por suposto, de puntaría. E facía-se, xeralmente, por bandos de afinidade, ou por bairros; no meu pequeno povoado soliamos elexír, como terreno neutral, o bairro do meio. Zumbávan os cantos com grande perígo de cristáis e cortinas; mas com maior perígo para as cabezas. Algunhas eran tán duras, que o que verdadeiramente perigaba eran os cantos. Os dous exércitos despregábam-se buscando a proteçón das árbores, desmontes ou esquinas. Lanzába-mos á mán, nada de fundas ou de fïsgas, chamados tamém tirachinas. A brazo. E ninguém se rendía, a non ser por cansaço das duas partes, por algunha cabeza aberta ou polo cristal de unha xanéla feito anácos. Neste caso, os riváis facían causa comúm e saía-mos escopeteádos, antes que a dona da casa vinhéra feita um basilísco, “demónios, vou-vos matar!” A mím gostába-me o papel de árbitro, mas isso alí non valía. E unha vez que me puxém pesado, dixeron-me que sí, e moeron-me a cantazos os dous bandos. Escondido detrás dunha árbore, tumbado no chán como as lêbres na sua cama, choviam-me as pedras, que me deixarón o corpo cheio de bultos. Nunca mais, voltei a fazer outra. O papel de componedor ás vezes têm éstas consequências indesexáveis.
javier villán e david ouro
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NIETZSCHE (A GAYA SCIENZA, GAI SABER OU POESIA) (15)
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No verán de 1881, descobre Sils-Maria, unha aldeia da Engadina suíça, pola qual ficaría fascinado e onde irá regularmente até ao seu colapso mental em 1888. Em Sils-Maria, encontra a ispiraçón enquanto se passeia durante horas por lagos e bosques. A claridade dos céus e o ar puro das montanhas proporcionam a Nietzsche a ocasión perfeita para alcançar “a grande saúde”, um estado de plenitude física, intelectual e espiritual que perseguirá obsessivamente durante o resto da sua vida. Em tal estado, nesse verán terá, pela primeira vez, unha ideia que será crucial na sua filosofía posterior: o eterno retorno de todas as cousas. A descoberta fá-lo-á sentir-se “a seis mil pés sobre o mar, e muito mais alto aínda sobre todas as cousas humanas”. Pouco depois, descobre entusiasmado Baruch de Espinosa, o filósofo xudeo do século XVII, em quem encontra “um predecessor”, tanto polas sua ideias como pola sua personalidade (Espinosa foi um solitário empedernido que desenvolveu o seu pensamento fora da universidade). A descoberta torna-lhe mais leve a solidón. Unha “solidón a dous”. No início de 1882, os problemas visuais levam-no a encomendar a “bola de escrever” de Hansen, a primeira máquina de escrever produzida em série. Nietzsche xulga que as teclas e a sua disposiçón, baseada nos movimentos de dedos dos pianistas, tornar-lhe-án mais fácil a tarefa de verter as suas ideias para o papel. Dactilografía algunhas cartas e poemas, mas, pouco tempo despois, a máquina avaría e regressa à pena. Nessa época, trabalha em “A Gaia Ciência”, um libro pensado como continuaçón festiva de “Aurora”. Trata-se de unha tentativa de combinar o espírito iluminista e científico iniciado em “Humano” com a alegria e vitalidade do joglar (o seu subtítulo é “A Gaya Scienza” ou “Gai Saber”, o nome que os trovadores davam à poesia). Ésta xovialidade assemelha o libro à “Carmen de Bizet”, unha ópera que Nietzsche tinha descoberto pouco antes, em Génova, e que chegará a obcecá-lo (vê-la-á unhas vinte vezes nos anos seguintes). Nela encontra a antítese exacta do wagnerismo: luminosidade face à escuridón, lixeireza face à gravidade, sensualidade face ao idealismo, “mediterraneidade” contra xermanidade.
toni llácer
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DERIVA HISTÓRICA (O PETRÓGLIFO DE MIRÓN)
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O PETRÓGLIFO DE MIRÓN
XACIMENTO ARQUEOLÓXICO GA36042062
Este petróglifo, está catalogado com o nome de “Petróglifo de Oións”, mas desconfio eu, que este é o de Mirón, e que o de Oións, está mais abaixo, no povoado prehistórico de “As Castinheiras”, e que agora foi rexistrádo como “Petróglifo de Oións Nº 2”. O lugar é um soberbo mirador, cara a poênte do sol, e chama-se Mirón. O conxunto está bastânte erosionado, semi-enterrado, com panel a rás-de-chán, de formatura côncava, com lixeira pendente ó sul. Duas crúzes e um círculo. Pode estár relacionado com a civilizaçón prehistórica, que vivía no povoado de “As Castinheiras” e com o “Petróglifo de Oións Nº 2”, pois forma parte da mesma vertênte, virada cara ó Sol e á Áuga.
a irmandade circular
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QUE NADA SE SABE (22)
Supón, para que continue o discurso, a explicaçón que eu dei do nome de ciência, e tomemos de aí, que nada se sabe. Mas, supor, non é saber, senón finxír, polo qual de suposiçóns surxirán ficçóns, non ciência. Mira, onde nos levou xá o discurso; toda ciência é ficçón. Evidentemente; a ciência obtêm-se por demonstraçón; ésta supón a definiçón, e as definiçóns non podêm probar-se, senón que debêm ser crídas; logo a demonstraçón a partir de suposiçóns producirá unha ciência hipotéctica, non segura e certa. Tudo isto é concluínte, desde a tua posiçón. Ademais, em toda ciência, segundo tú, há que supor uns princípios, e non lhe corresponde a ela discutílos; logo o que se segue destes, será suposto, non sabído. ¿Há algo mais lamentábel? ¡¡Para saber, é necessário ignorar!! Pois, ¿que é supor, senón admitir o que non sabemos? ¿Non sería melhor comezar por saber os princípios? ¡¡Renégo, os princípios da tua arte; proba-os!! “Non se debe argüir, contra os que negan os princípios”, dís. ¡¡É, que non sabes probar!! ¡¡És ignorante!! ¡¡Non sabes!! Mas, atanhe a unha ciência superior ó comum, probar os princípios das demais? Saberá talvez tudo? Portanto, o que terá ésta ciência comúm? ¡¡Non obstânte, tú, non sabes nada, pois quêm ignora os princípios, ignora também a realidade!!
francisco sánchez
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O ARO
O malo do aro, é que era muito aborrecido. O bom, que podía xogar-se em solitário. Carecia da condiçón competitiva de quase todos os xogos, competência que marcába o espírito da época, de todas as épocas: ganhar. Sempre había que ganhar a alguém, algunha cousa. E sem essa condiçón de ganhadores, o qual supunha a necessídade de um perdedor, non havía nada que facer. Sem um perdedor, ao que poder mirar por cima do hombro, um non era nada. Por isso, com frequência facíamos carreiras de aros que davan ó xogo certa categoría e emoçón, um contra outro, por afinidade ou por antipatía, dava igual. O caso era correr contra alguém; muito melhor, por suposto, contra alguém a quém, por qualquer circunstância lha tinhamos xurada. Os instrumentos usados non tinham mistério. Um aro procedente das velhas pipas, cortados e soldados por um ferreiro para reducí-los se eran demasiádo grandes e unha manivela de arame gordo que acabava num rectângulo aberto onde se encaixava o aro. A graça consistía em impulsar este, guiado com a manivela, á maior velocidade possíbel. Influían na carreira dous aspectos: a rapidez do corredor e a sua destreza para manter o aro rodante sem tropezos nem accidentes. Ás vezes um exceso de velocidade rompía o equilíbrio do aro, dificultando assím a carreira. Ésta podía ser linear, exclussivamente de velocidade a unha distância determinada; ou podía ser com obstáculos e dificuldades interpostas. Competir contra um mesmo, correr por correr sem présas, era muito gráto. Era unha forma de demonstrár-se a sí mesmo, que as cousas podem facer-se por prazer, sem rivalidades nem finalidade lucratíva. Mas isto apenas ocurría; e só o facían alguns solitários, ós que non importáva o que dirán. Passava-mo-lo muito bem, inventando obstáculos e improvisando habilidades para regosto pessoal e invexa dos demais. Mas como non queríamos competir, ou o facíamos a reganhadentes, os demais chamaban-nos “caguetas”
javier villán
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