CUESTA Y CUESTA, Alfonso (Cuenca, 1912). Novelista e contista equatoriano, cuxa fama segue em crescendo a pesar de que se resiste a publicar as suas obras. Foi um dos membros mais destacados do grupo “Elan”, de da xeraçón de 1933. Está considerado como um dos analistas mais agudos da mentalidade e da conducta dos nenos de hispanoamerica, expressa estes conhecimentos no seu libro “Llegada de todos los trenes del mundo” (1932) e nunha novela, todavía inédicta “Los hijos”, que ganhou o segundo lugar do prémio convocado pola Casa de las Américas de La Habana.
CUESTA, Jorge (Córdoba, Veracruz, 1903-1942). Poeta e ensaista mexicano. Estudou ciências químicas. Foi colaborador da revista “Ulises” (1927-1928) e membro do grupo “Contemporáneos” com Villaurrutia, Novo, Pellicer, Owen, etc… A sua breve obra poética (algo mais de quarenta poemas) situa-o entre os mais importântes poetas da sua xeraçón, sobre tudo com “A un dios mineral”, poema hermético, no qual a estéctica de Cuesta manifésta-se no seu esplendor. Cuesta propunha a obra literária como um tratado de frialdade, non de comunicaçón. O estilo esmerado, frío, descríptivo e ao mesmo tempo suprametafórico da sua obra pervivíu e influênciou nas xeraçóns posteriores. Cuesta perdeu a razón e suicidou-se. As suas obras em prosa e verso están reunidas no volûme “Poemas y ensayos” (1964, 4 vols).
CUERVO, Rufino J. (Bogotá, 1844- París, 1911). Filólogo colombiano. Viveu em París, onde morreu. O Instituto Caro y Cuervo foi fundado para fazer novas edicçóns das obras de Cuervo, das que xá aparecerom as seguintes: “Obras inéditas” (1944, ed. R. P. Félix Restrepo); “Diccionario de construcción y régimen de la lengua castellana” (1953-1961, três volûmes); “Disquisiciones sobre filología castellana” (1950, ed. R. Torres Quintero) e o “Epistolario” (1965-1972, cinco vols.).
CUÉLLAR, José Tomás de (México, 1830-1894). Dramaturgo e novelista que escrebeu a miúdo baixo o pseudónimo de “Facundo”, estudou humanidades e filosofía na sua cidade natal e posteriormente foi alumno da Academia Militar de Chapultepec. Participou na defesa mexicana contra os invasores norteamericanos em 1847. Estudou depois pintura e desenho na Academia de San Carlos. Em 1848 começou a colaborar em xornais e a escreber obras de teatro. A primeira representaçón foi “Deberes y sacrificios” (1855), à qual seguírom “El arte de amar”, “El viejecito Chacón”, “¡Qué lástima de muchachos!” e “Natural y figura”, na qual satiriza a influênça francesa na vida mexicana. Baixo o pseudónimo de “Facundo” escrebeu unha série de novelas conhecidas no seu conxunto com o nome de “La linterna mágica” (primeira série, seis volûmes, 1871-1872; segunda série, vintiquatro volûmes, Barcelona, 1889-1892), que, segundo o próprio autor, “no trae costumbres de ultramar, ni brevete de invención; todo es mexicano, todo es nuestro, que es lo que nos importa”. Estes quadros, parte ficçón e parte realidade, inauguram em México o xénero “costumbrista”. As suas novelas e quadros revelam ao humorista e ao moralista. Em certa maneira segue a tradiçón de Fernández de Lizardi, mas com maior dinamismo e com um melhor manéxo do diálogo e da situaçón. Cuéllar é um autor urbano, mais convincente nos seus retratos da clásse média que nos da aristocrácia ou nos da clásse proletária.
CUÉLLAR, Jerónimo (Madrid, 1622-c. 1666). Dramaturgo da escola de Calderón. Obtívo um pequeno emprego na corte, e em 1650 recebeu o hábito da Ordem de Santiago. Foi-lhe atribuída a obra teatral “El pastelero de Madrigal (Manuel Fernández y González convertíu-a em novela em 1862), mas a única obra sua que nos queda é “Cada cual a su negocio y hacer cada uno lo que debe” (BAE, 1858, vol. 47), intelixente peza teatral dentro das normas e tratamento usuais desde Calderón.
CUBILLO DE ARAGÓN, Álvaro (Granada, 1596?-1661). Estudou humanidades em Granada. Passou parte da sua vida como gobernador da prisón de Calatrava. Sempre em apuros económicos, nunca perdeu a oportunidade de escreber versos para os mais variádos clientes. O seu melhor poema é “Curia Leónica” (1625), unha alegoría. As únicas obras teatrais que publicou em vida aparecerom em “El enano de las musas. Comedias e obras diversas, con un poema de las Cortes del León, y del Águila, acerca del búho gallego” (1654). Enxenhoso e a miúdo subtil nos diálogos, foi um mêstre em vários estilos: no heroico “El genízaro de España, y rayo de Andalucía”, no relixioso “Los triunfos de san Miguel”. Outras obras suas som “El conde de Saldaña y su secuela, Hechos de Bernardo del Carpio”; “La perfecta casada”; “Las muñecas de Marcela”; “El señor de las Noches Buenas”; “El amor cómo ha de ser” e “El invisible príncipe del baúl”.
CUADRA, Pablo Antonio (Managua, 1912). Poeta, ensaista e autor teatral nicaragüense. É um dos escritores de maior importância da literatura do seu país. Foi editor de várias revistas literárias como: “Vanguardia” (1929) e “Trinchera” (1936-1939), assim como do suplemento literário do xornal “La Prensa de Managua” (1941) e de “El Pez y la Serpiente” (1961). A sua poesía está imbuída de um profundo amor por Nicaragua e um grande apego à tradiçón hispânica e católica. Oreste Macrí chamou-o o promotor de um “nuevo clasicismo rural” em Centroamérica, em libros como “Poemas nicaragüenses” (Santiago de Chile, 1934), “Canto temporal” (Granada, Nicaragua, 1943) e “Corona de jilgueros” (Madrid, 1949), que é unha recopilaçón dos seus poemas escritos entre 1929 e 1949. “En el jaguar la luna” (1959) Cuadra ensanchou a sua perspectiva, que agora contempla o continente enteiro. Outros libros seus som: “Cantos de Cifar” (1971), “Tierra que habla” (1974), “Esos rostros que asoman en la multitud” (1975). Entre os ensaios citaremos “Hacia la cruz del sur” (Buenos Aires, 1938), “Breviario imperial” (Madrid, 1939), “Promisión de México” (México, 1945), “Entre la cruz y la espada” (Madrid, 1949), “América o el purgatorio” (Madrid, 1955) e unha colecçón dos artígos que publicou em “La Prensa: El Nicaragüense (1974), entre outros. As suas obras de teatro som desiguais. A primeira foi de tema político: “Por los caminos van los campesinos” (1936). Outros títulos da sua bibliografía teatral som: “La cegua” (1945), “Máscaras exige la vida” (1952) e “Tres obras de teatro nuevo” (1958). Em 1979 publicou o libro de poemas: “Cantos de Cifar”; em 1981, “Siete árboles contra el atardecer” (Caracas).
CUADRA, José de la (Guayaquil, 1903-1941). Contista, novelista e ensaista equatoriano, membro do grupo de Guayaquil. A sua melhor novela foi “Los Sangurimas” (1934), história neorrealista situada entre os violentos montuvios de Equador, aos quais também dedicou um estudo em 1937.
CUADERNOS AMERICANOS. Importânte revista publicada em México por um grupo de exiliados hispânos, como Juan Larrea e León Felipe em colaboraçón com os mexicanos: Jesús Silva Herzog e Bernardo Ortiz de Montellano, entre outros. Quando “España Peregrina”, non puido salvar as dificuldades para seguir publicando-se, os intelectuais acudirom a Silva Herzog para financiar outra revista que a vinhéra substituir. Herzog pensou um novo proxecto mais hispanoamericano. Assim, o primeiro número foi publicado em Xaneiro de 1942. Nela colaborarom Bergamín, Chumacero, Francisco Giner de los Ríos, Cardoza y Aragón, Pla y Beltrán, e outros muitos escritores.
CUADERNA VÍA. Forma métrica utilizada polos clérigos dos mosteiros de Castela que utilizabam o “mester de clerecía”. Foi substituída a princípios do século XV polo verso de arte maior. O têrmo utilizou-se no século XIII e XIV, para nomear unha estrofa de quatro versos, cada um de quatorze sílabas, divididos em dous hemistiquios de sete. Cada estrofa repete normalmente a mesma rima consonântica nos seus quatro versos: “Si estos votos fuessem lealment enviados, / estos sanctos preciosos serien nuestros pagados, / avriemos pan e vino, temporales temprados, / non seriemos com somos de tristicia menguados” (Berceo). A “cuaderna vía” ou “alejandrino” -assim chamada na estrofa segunda do “Libro de Alexandre” non é orixinária da Península, e probabelmente proceda da poesía latina da Idade Média ou da poesía francesa do século XII. A rima é aaaa, bbbb, etc…
CRUZ CANO Y OLMEDILLA, Ramón de la (Madrid, 1731-1794). Autor teatral cuxo nome vai sempre ligado ao melhor momento do “sainete” madrileno. Começou por escreber traxédias e comédias, quase sempre adaptaçóns e traduçóns de orixinais franceses e italianos como “Bayaceto” (do Bajazet, de Racine), “Hamlet”, da traduçón italiana da obra de Shakespeare feita po Duciso, y “Aecio” (de Metastasio). Em “Teatro” (1786-1791, 10 vols.) incluíu dezanove obras sérias e quarenta e sete sainetes, num intento para persuadir aos leitores de que também fora um autor sério. Non obstânte, passou à história da literatura graças aos seus sainetes. Insistíu sempre em que se inspiraba em feitos da vida real, mas apartando os elementos amargos que acostumam existir nela. Nestas obras há a miúdo, um afán moralizador do qual carecíam os “entremeses” do século XVII. Também há maiores câmbios em escena. Predominam os tipos de baixa extraçón social, como o “viscaíno”, em boca de quem pôn um castelán “cómico”. Reflexa a sociedade desde um ponto de vista tradicionalista, como na licçón que dá o aristocrático esposo à sua mulher, que antes fora criáda, em “La presumida burlada”. Os tipos que retrata nos seus sainetes non chegam nunca a convertir-se em personáxes, e a sequência das escenas, non leva tampouco ao desarollo de um argumento bem estructurado, assim que com frequência o final resulta disparatado ou pouco consequênte com a obra. “El alcalde limosnero” é o típico exemplo das suas obras: nela, um alcaide de pobo, que é o responsábel de distribuir as limosnas, debe manter a um fidalgo arruinádo, a unhas doncelas e a um soldado. Em “Manolo, De la Cruz” paródia as traxédias do seu tempo, cheias de mortos e de enrredados argumentos. Também foi autor de “zarzuelas”, entre elas “As segadoras de Vallecas” (1762) e “Las foncarraleras” (1772). Na Academia de los Arcades, era conhecído como “Larissio Dianeo”. Entre os seus epígonos figuran Luceno e Ignacio González del Castillo (1763-1800).
CRUCHAGA SANTA MARÍA, Ángel (Santiago, 1893-1964). Poeta chileno que ganhou o Premio Nacional de Literatura em 1948. Trabalhou durante um tempo no Banco Español e na Biblioteca Nacional. Foi presidente da Alianza de Intelectuales. De algunha maneira non albergou um estilo próprio, e moveuse dentro do “posromanticismo”, do “realismo” e do “simbolismo”, e também cantou as paisáxes e a natureza do seu país natal. Alguns dos títulos das suas obras forom: “Las manos juntas” (1915), “Job” (1922), “Afán del corazón” (1933), nos que mostra unha tendência ascéptica, perdida xá em “Paso de sombra” (1939) e “Anillo de jade” (1959). Neruda seleccionou unha “Antología” (Buenos Aires, 1946) da sua obra, mais coherente que a que reuníu o próprio autor em “Pequeña antología” (1953).
CROTALÓN, El. Sátira escrita por volta de1552, por Chistophoro Gnosopho. Algúns críticos pensam que foi escríta por Cristóbal de Villalón, aínda que Bataillon, pensa que foi escríta por um súbdito italiano naturalizado espanhol. O título vem da palabra “crótalo”, instrumento musical de orixem arcaica, emparentado com as castanholas, que podem atrair um espírito a esta vida e fazê-lo falar. Assim, no sonho do autor, dialogam um zapateiro e um galo. Trata-se de um diálogo erasmista pleno de sarcasmo, no qual o galo vai describindo as suas vidas anteriores, e criticando ácidamente unha grande quantidade de costûmes hipócritas prevalecentes na sociedade espanhola da época. As anedoctas som narradas com um estilo fluído e preciso que transformam o libro num dos melhores do seu tempo.
CRONICONES. Crónicas medievais escritas em verso ou prossa, chamadas assim para diferenciálas das narraçóns históricas chamadas “crónicas”, que tenhem mais elementos de ficçón que os “cronicones”, às vezes meros anais ou descripçóns detalhadas dos feitos. Carecem de unha visón crítica dos acontecimentos e a sua precisón é muito variábel. Em latim conhecemos “Epitome imperatorum vel arabum ephemerides”, também conhecido como “Cronicón del Pacense”, que cobre os acontecimentos dos anos 611 até 754; o “Croniçón de san Isidoro de León”, que contém os datos mais precisos para a história dos anos 618 até 939 em Castela, que também é conhecido como “Anales castellanos primeros”; e estes están complementádos polos “Anales castellanos segundos”, que ván até 1126. O “Cronicón de Alfonso III” (672-866) foi atribuído a Sebastián, bispo de Salamanca (ou de Oviedo) na sua segunda versón xá revisada. O “Cronicón Albeldense” foi chamado assim polo mosteiro rioxano onde foi encontrado; é anónimo até 883. A partir dessa data foi composto polo monxe Vigila, que narra os feitos até ao ano 978. Outros cronicóns som “Cronicón del Silense”” (718-1054), “Cronicón complutense” (281-1065); “Cronicón de Pelayo” , escrito polo bispo de Oviedo (982-1109); “Cronicón compostelano” (362-1126); “Cronicón Lusitano” (311- 1222); “Cronicón burgense” até 1250, e “Cronicón barcinonense” (958-1308). Os cronicóns escritos em castelán som menos numerosos: dous de Cardeña (797-842 e 856-1327), tres “Anales toledanos”; o de “Lucas de Túy” ou “El Tudense” e a “Historia gótica ” ou “De rebus Hispaniae” de Rodrigo Ximénez de Rada.
CRÓNICAS. Histórias escritas normalmente polas testemunhas dos feitos ou tomadas de acontecimentos contemporâneos dos seus autores. Carecem de valor crítico ou analítico. A miúdo som parciais ou panexíricas. Non sempre descartam as lendas e os elementos de ficçón, que passam a formar parte da narraçón ao mesmo nível que os feitos reais. A crónica mais antiga das Espanhas, foi escríta em prossa navarro-aragonesa e encontra-se no final do manuscrípto do “Fuero general de Navarra. A sua data de composiçón foi fixada em 1186. Os historiadores fixérom um bom uso das crónicas, onde sacarom multidón de dactos importântes. Unha das mais famosas é a “Estoria de España” (também conhecída como “Primera crónica general”), feita por mandato de Alfonso X el Sabio, nas postrimerías do século XIII. Existem muitas crónicas datadas no século XIV e especialmente no XV, como a “Crónica del rey don Pedro” de López de Ayala, a “Crónica de don Álvaro de Luna” (de Gonzalo Chacón?) e a “Crónica sarracina” de Pedro del Corral, entre outras.