CARRIÓN, Miguel de (1875-1929). Novelista, xornalista e médico cubano. A sua obra recebeu a influência de Vicente Blasco Ibáñez. Escrebeu novelas de realismo psicolóxico e de análisis social e ocupou-se fundamentalmente da hipocresía e dos falsos valores da sociedade caribenha. Como positivista que foi, atacou as falsas vocaçóns relixiosas e o fanatismo em “El milagro” (1903), escrita entre 1896 e 1897. Nas novelas “Las honradas” (1918) e “Las impuras” (1919) mantem que os principios da “honra” a miúdo están fundamentados em motivos bem mais mezquinhos. “La esfinge”, a sua última novela, ficou inconclusa, e non foi até 1961 que foi publicada. Os seus contos forom reunidos no volûme chamado “La última voluntad” (1903).
CARRIÓN, Benjamín (Loja, 1897). Filho do poeta romântico Manuel Alejandro Carrión. Ensaista e crítico literário equatoriano, que escrebeu unha novela sobre o desencanto intelectual, “El desencanto de Miguel García” (Madrid, 1929). Foi embaixador do Equador em México e transformou o Instituto Cultural Ecuatoriano na Casa de la Cultura Ecuatoriana. De tendências claramente esquerdistas, apoiou ao rexíme popular cubano de Castro. O seu primeiro libro foi o intelixente e comprehensivo estudo: “Los creadores de la nueva América” (Madrid, 1928) em colaboraçón com José Vasconcelos, Manuel Ugarte, F. García Calderón e Alcides Arguedas. “Mapa de América” (Madrid, 1930) trata dos seguintes escritores: Teresa de la Parra, Jaime Torres Bodet, Visconde de Lascano Tegui, Pablo Palacio e Carlos Sabat Ercasty. “Atahualpa” (México, 1934) trata da conquista do grande império inca. Os seus libros posteriores xa non tenhem a importância dos anteriormente mencionados, mas “El nuevo relato ecuatoriano” (1950-1951, dous volûmes) resulta um estudo útil com unha antoloxía de autores bastânte representativos.
CARRIÓN, Alejandro (Loja, 1915). Poeta, novelista e contista equatoriano. Foi fundador da importânte revista “Letras del Ecuador”, e editor durante alguns anos de “El tiempo” de Bogotá. Durante anos escrebeu a columna política do diário “El Universo”, baixo o pseudónimo de “Juan sin Cielo”. Em 1956 fundou a revista “La Calle”, que apareceu em Quito. Os seus primeiros escríptos aparecerom nas revistas do grupo “Elan”. “La manzana dañada” (1948) reúne unha série de contos basados em recordos da sua própria infância e adolescência. “La espina” (1959) é unha novela sobre a solidón do home. A sua “Poesía” (1961) reúne a maior parte de sua obra, caracterizada pola desilusón a miúdo de tinte metafísico e outras vezes romântico, movimentando-se nunha oscilaçón entre a natureza e os seres humanos, que acaba quase sempre em pessimismo, como no poema “Buen año”: “¡Nunca hace buen año para los labradores!”.
CARRIÓ DE LA VANDERA, Alonso (Gijón, c. 1715-d. de 1778). Foi administrador nas colónias e escritor de libros de viáxes. Chegou a Nueva España em 1735, mas preferíu residir em Lima, onde vivéu até a sua morte. Em 1746 foi correxidor e em 1771 inspector de Correos. Como “Concolocorvo” escrebeu a picante e a miúdo asombrosa novela “El lazarillo de ciegos caminantes… sacado de las memorias que hizo don Alonso Carrió de la Vandera, por Don Calixto Bustamante Carlos Inca, alias “Concolocorvo” (Gijón, 1773, mas em realidade Lima, 1775 ou 1776). A obra resulta algo assim como unha guía do caminho que vai de Buenos Aires a Lima e foi descrípta por Jean Franco como “unha bocanada de ar fresco num mundo colonial mal ventilado”. Os seus elementos picarescos, levarom a alguns críticos a catalogá-la como novela. As simpatías de Carrió están do lado dos criolhos, e em menor medida com os peninsulares e Espanha. Ao mesmo tempo, rechaza a emitaçón servíl de modelos europeios da sociedade colonial e algunhas instituiçóns da metrópole, causas polas quais se escudou detrás do pseudónimo.
CARRILLO Y SOTOMAYOR, Luis de (Córdoba, 1581 ou 1582-1610). Foi de nobre família, capitán de galera, poeta e crítico literário. Educou-se em Salamanca. Trasladou-se depois a Nápoles, onde se relacionou com os grupos literários da cidade; alí conheceu a Giambattista Marino, cuxa obra “Adone” (1623) impúxo unha nova moda no referênte ao ornato, imáxens e conceitos em literatura. No seu “Libro de la erudición poética” (ed. M. Cardenal Iracheta, 1946) afirma que a poesía espanhola debe voltar à sonoridade e à seriedade da literatura latina. Que debe escrever-se únicamente para um público minoritário e debe expressar-se através de alusóns clássicas, metáforas audaces e um escolhido vocabulário, que estéxa formado polas palabras mais arcaicas que se forom perdendo. A sua obra constituie o andamiáxe teórico do “culteranismo”. Traducíu a Ovidio e Séneca e cultivou a poesía que predicaba. A ediçón das suas “Obras” (1611), foi substituída pola correcta ediçón de 1613. O seu poema mais conhecido é a “Fábula de Acis y Galatea”, que erroneamente se pensou que influíra no “Polifemo” de Góngora.
CARRILLO E. Francisco (1925). Poeta e antólogo peruano. Entre os seus libros de poemas encontramos “Rimas de juventud” (1945), “Provincia” (1961), “Cuzco” (1962) e unha selecçón da sua obra, “En busca del tema poético” (1965). Os poemas a miúdo ofertam unha visón triste da miséria e da pobreza alheias, vistas desde unha inevitábel diversidade. Publicou também importântes antoloxías: “Las 100 mejores poesías peruanas contemporáneas” (1961); “Antología de la poesía peruana joven” (1965) e “El cuento peruano 1904-1966” (1966).
CARRIEGO, Evaristo (Paraná,1883-1912). Poeta e xornalista arxentino, que deixou constância do seu amor por Buenos Aires -cidade à que se tinha trasladado a sua família em 1887- no libro “Misas herejes” (1908) e no publicado póstumamente “La canción del barrio” (1913). Ambos libros están tinxídos de socialismo que depois abandeiraría o grupo Boedo. Um mes antes da sua morte a companhía de Teatro Nacional, estreiou a obra num acto “Los que pasan”. A sua obra teve influênça em muitos escritores arxentinos de primeira linha, como Roberto Arlt e Jorge Luis Borges.
CARRERE MORENO, Emilio (Madrid, 1881-1947). Poeta prolífico, xornalista, contista e romancista. As suas doze novelas caírom no esquecimento. Levou a bonhomía da sua vida, para a sua criaçón literária a través de um naturalismo derivado do de Zola, misturado com um costumbrismo madrileno tinxído de um tenue erotismo. Poucas forom as páxinas das suas novelas que se salvarom, xá que a linguáxe que utiliza é exasperadamente peseudoarcaico e anacrónico. Escrebeu “El reloj del amor y de la muerte” (1915), “Aventuras de Amber el luchador” (1920), “La torre de los siete jorobados” (1924) e “La calavera de Atahualpa” (1925), som alguns títulos de românces. Durante toda a sua vida sentíu grande amor pola sua cidade natal, que o nomeou historiador oficial da Vila. A sua melhor obra teatral é “La canción de la farándula” (1912). Como poeta recebeu a influênça de Verlaine (ao qual traducíu) em “El caballero de la muerte” (1909), quem também trasluce algo de Darío. Outros libros de poesía som “Del amor, del dolor, y del misterio (1915) e “Dietario sentimental” (1916). As suas “Obras completas” (quinze volûmes) aparecerom entre 1919-1922.
CARRERA ANDRADE, Jorge (Quito, 1903-1978). Poeta, antropólogo, historiador da literatura e diplomático equatoriano. Foi secretário de Gabriela Mistral em Marselha e as suas primeiras influênças forom francêsas: Baudelaire, Jammes e Renard. Traducíu a Valéry, Reverdy e outros escritores galos. Fundou a editorial Asia-América em Xapón e publicou os seus “haikús” em “Microgramas” (Tokio, 1940). Poemas de vários libros publicados antes e depois de essa data, forom reunidos em “Registro del mundo: antología poética 1922-1949” (Quito, 1949), libro ao que seguíu “Lugar de origen” (Caracas, 1945) e logo unha antoloxía mais completa, “Edades poéticas 1922-1956” (Quito, 1958), e “Obra poética completa” (1976). William Carlos Williams escrebeu sobre a obra deste poeta, que as suas imáxens som tán claras e tán relacionadas com o primitivo, que se tem a impressón de que vê o mundo como o virom os aboríxens: resulta um prazer triste, mas fermoso.
CARRASQUILLA, Tomás (Santo Domingo, Antioquia, 1853-1940). Novelista colombiano. Estudou leis em Antioquia, mas interrompeu os estudos a causa da guerra civil e nunca regressou. É o romancista mais interessante e popular da rexión. Tinha um verdadeiro talento para recrear a lenguáxe coloquial. “Frutos de mi tierra” (1896), é um românce expontâneo, cheio de humor e talento despregado na narraçón da anécdota. O seu obxectivo de trabalho é xeralmente a exploraçón dos habitantes dos povoádos, por parte dos habitantes da cidade. As suas personáxes centrais som um avarento par de irmáns. O tratamento de Carrasquilla animaliza as suas personáxes como forma da sátira, assim que em certo nível a novela converte-se nunha fábula. Outras obras som “Salve Regina” (1903), “Grandeza” (1910), “El Padre Casafús” (Madrid, 1914), “Entrañas de niño” (Madrid, 1914), “Ligia Cruz, superhombre” (1926), “El Zarco” (1925) e “La marquesa de Y olombó” (Medellín, 1928), novela histórica sobre unha mulher que se enriquece com as minas no século XVIII. Em 1928, o autor sofreu unha caída que o confinou nunha cadeira de rodas. Dictou assim unha das suas melhores obras, “Hace tiempos” (1935-1936, três volûmes). Também é autor de unha colecçón de contos populares, “En la diestra de Dios Padre” (1897), na qual um campesino burla ó diábo; está escrípta num estilo que recorda o das “Tradiciones peruanas” de Ricardo Palma. “Dominicales” (Medellín, 1934) contem quadros de costûmes nos que se descrebe a vida que se leva os Sábados e Domingos no povoádo. Os seus contos forom publicados em Medellín em 1956 e as suas “Obras completas” em 1964.
CARRANZA, Eduardo (1913). Poeta colombiano, cabeça vissíbel do grupo “Piedra y Cielo”, chamado assim pola revista que os deu a conhecer ao redor de 1935. O grupo reaccionaba contra a estéctica do poeta nacional oficial Guillermo Valencia e chamarom assim à sua revista e a sí mesmos, para homenaxear ao poeta Juan Ramón Jimenez, que publicou um libro com esse título. A sua aspiraçón era criar unha poesía de atrevidas metáforas, de amor à terra nativa e de veneraçón a Cristo. A poesía de Carranza publicou-se em “Azul de ti: sonetos sentimentales” (Salamanca, 1952), escrito entre 1937 e 1943; “Los pasos contados” (Madrid, 1970), escrito entre 1935 e 1968; “Canciones para iniciar una fiesta” (Madrid, 1953), escrito entre 1935 e 1950. Traducíu a Tagore e a Rémy de Gourmont.
CARPENTIER, Alejo (La Habana, 1904-1980). Novelista cubano de orixem francorusso. Em 1924 foi editor da revista mais importânte de Cuba, “Carteles”, e colaborou na fundaçón do grupo “Minorista”. Foi encarcerado em 1927 por firmar o manifesto desse grupo contra o dictador Machado. Carpentier escapou de Cuba com um passaporte falso e trabalhou como xornalista em París até ao seu regreso à ilha em 1939. Saíu de novo para a Venezuela, exiliádo em 1945, primeiro como colaborador de unha estaçón radiofónica em Caracas e depois como professor da universidade. Alí radicou até ao triunfo da Revolución cubana em 1959, ano no qual se reincorpora ao seu país. A sua melhor novela, “Los pasos perdidos” (México, 1953), é, segundo J. B. Priestley, unha das obras fundamentais do nosso tempo. Também escrebeu “¡Ecué – Y amba-O!” (Madrid, 1933), sobre os elementos africanos da vida e a arte cubanas. “El reino de este mundo” (México, 1949); “El acoso” (1956); “Guerra del tiempo” (México, 1958), novela em três narraçóns sobre o tempo; “El siglo de las luces” (México, 1962), situada durante a Revolución francesa na Guadalupe e outros lugares das Indias Occidentais, é unha das suas melhores obras; “Tientos y diferencias” (México, 1964); “Tres relatos” (Montevideo, 1967); “Literatura y conciencia política en América Latina” (Madrid, 1969); “La ciudad de las columnas” (Barcelona, 1970); “El derecho de asilo” (Barcelona, 1972); “El recurso del método” (México, 1974), que é unha irónica e amarga denuncia da dictadura de Gerardo Machado escrípta no melhor estilo de Carpentier, digna de formar parte da tradiçón das novelas sobre dictadores, ao lado de Asturias, García Márquez e Roa Bastos. “Concierto barroco” (México, 1974), é unha ambiciosa novela curta que conta a disparatada história de um criollo mexicano que deixa a seu país, recruta a um criádo negro e viáxa por Espanha e Itália, durante o século XVIII. O estilo volta-se gradualmente mais ornamental e barroco à medida que as personáxes retroceden ao XVII. Durante o carnaval de Venécia, o criolho, disfarzado de Moctezuma, conhece a Haendel, Vivaldi e Scarlatti. Com eles e a música do criádo negro improvisasse unha espécie de orxía musical, que culmina com a inspiraçón de Vivaldi de escreber unha ópera diferênte às que están de moda, e que terá como personáxe central a figura do imperador Moctezuma. O divertimento que leva a cabo Carpentier nesta obra está subtilmente apuntalado pelos seus conhecimentos musicais, vertidos em parte no seu estudo “La música en Cuba” (México, 1946). Mais tarde, publicou “El arpa y la sombra” (1979), novela que trata do amor impossíbel entre Cristóbal Colón e a Reina Católica, num marco de confidências pensadas polo almirante, desde o momento da sua morte, até ao momento da sua condenaçón-salvaçón. Segue um pouco o estilo entre fantástico-delirante e romântico-histórico de “Concierto barroco”. Finalmente, a novela da Revolución Cubana, contada a través da longa vida de unha apolítica dançarina russa, “La consagración de la primavera” (1978). Um ano antes aparecerom os seus artígos xornalísticos reunidos em “Crónicas” (dous volûmes), que recolhem as suas aportaçóns a revistas e diários a partir de 1922.
CARO BAROJA, Julio (Madrid, 1914). Etnólogo e historiador. Foi director do Museo del Pueblo Español de Madrid (1944-1955) e professor de etnoloxía em Coimbra (1957-1960). Entre os seus muitos e importântes estudos destacam “Los pueblos del norte de la península ibérica” (1943), “Los pueblos de España” (1946), “Los vascos” (1949; 3ª ed. 1971), “Las brujas y su mundo” (1968), “El señor inquisidor y otras vidas por oficio” (1968), “Teatro popular y magia” (1974) e “De la superstición al ateísmo” (1975). A sua contribuçón mais importânte para o estudo da história literária foi o “Ensayo sobre la literatura de cordel” (1969), mas a sua melhor obra foi sem dúvida “Los judíos en la España moderna y contemporánea” (1962, três volûmes). As suas “Obras completas” publicarom-se em 1973; “Vidas poco paralelas” (1981).
CARO, Rodrigo (Utrera, 1573-1647). Arqueólogo, antiquário e poeta menor. Foi um dos primeiros espanhois que investigaron os monumentos históricos e as ruínas em Espanha, com métodos que se relacionam xá com os utilizados modernamente. Depois do breve estudo “Santuario de Nuestra Señora de la Consolación, y antigüedad de la villa de Utrera” (Osuna, 1622), publicou “Antigüedades y principado de la ilustrísima ciudad de Sevilla y corografía de su convento jurídico, o antigua cancillería” (Sevilla, 1634), obra muito importânte no seu tempo. Escrebeu também “Varones insignes en letras naturales de la ilustrísima ciudad de Sevilla” (Sevilla, 1915) e um volûme de correspondência (ed. S. Montoto). Em quanto à sua poesía, seguíu o modelo de Fernando de Herrera, mas non o seu gongorismo. Entre os seus poemas destacamos “A la villa de Carmona”, em silva; “Silva a Sevilla antigua y moderna”, primeiro publicada em 1634 e editada depois por M. R. Martínez em 1947. É recordado polo seu tán citado “Canción a las ruinas de Itálica”, num princípio atribuída a Francisco de Rioja, que trata das reflesóns que essas ruinas, situadas tán perto da cidade de Sevilla, suscitárom no poeta. Os versos resultam sem dúvida impecábeis, no referênte à técnica, mas falta forza e inspiraçón poética. As suas “Obras” (1883-1884, dous volûmes) inspiráron a Menéndez y Pelayo um interesante ensaio.
E, no referído à côr, a dúvida resulta ainda maior todavía. ¿Quando há que fiar-se del? Quando esté mais próximo da sua natureza e menos afectado por algo extranho. Mas ¿quem conhece a natureza do ar? ¿Quem o víu puro? Esta submetído a um câmbio continuádo, por obra, desde arriba, do Sol, da Lúa e de outras cousas, assim como, desde baixo, por obra da terra, da água e dos corpos mixtos. O mesmo há que pensar do vidro e da água, mas incluso a soluçón resulta mais difícil, pois na visón que se leva a cabo através do vidro ou da água existem dous meios externos: o ar e um deles. Pôn unha moeda num recipiente largo e deixa-o no chán; alonxate del até que xa non vexas a moeda. Manda entón encher de água o recipiente: pronto verás a moeda, e a verás mais grande que antes. ¿Por qué non se podía vêr antes através do ar, sendo assim que, segundo tú, é o meio óptimo? ¿Por qué a moeda aparece agora mais grande? Non o sabemos. Só nos cabe manifestar algunha opinión, e nós a manifestaremos quando cheguemos ao “Examen rerum”.