DAMIRÓN, Rafael (1882-1956). Poeta, autor teatral e novelista dominicano. “Del cesarismo” (1911) trata da história política contemporânea, mas o autor alcançou a fama com as seguintes novelas e quadros de costûmes: “El monólogo de la locura” (1914), “La sonrisa de Concho” (1921), “¡Ay de los vencidos!” (1925), “Estampas” (1938), “La cacica” (1944), estudo psicolóxico de unha mulher ruda e poderosa, “Hello Jimmy!” (1945) e “Canciones de antaño” (1946). As suas obras de teatro, de tendência realista, non resultarom tán exitosas: “Alma criolla” (1916), “Como se cae la balanza”, “Mientras los otros rien” e “La trova del recuerdo” (1917). Em “Pimentones” reuníu os seus artígos xornalísticos (1944).
DALTON, Roque (San Salvador, 1935-1975). Poeta salvadorenho. Estudou dereito nas universidades de El Salvador, Santiago de Chile e México. Em 1955 ingresou no partido comunista salvadorenho e desde entón a sua obra literária e a sua militância política correrom paralelas. Foi encarcerádo várias vezes e acabou exilando-se em México, Checoslováquia e Cuba. Em México publicou o seu primeiro libro de poemas, “La ventana en el rostro” (1961). Foi representante do Partido Comunista Salvadorenho em Praga, e com este cargo viaxou polos países do Este. Abandonou o partido e integrou-se na guerrilha, dentro do Frente Revolucionário del Pueblo (FRP). Foi membro do comité de colaboraçón da revista cubana “Casa de las Américas” e publicou em La Habana grande parte da sua obra: “El turno ofendido” (1963) e “Los testimonios” (1964), entre outras obras. “La taberna y otros lugares” é sem dúvida o seu libro mais importânte. Nele entrecruzam-se as diversas influênças que Dalton recebeu na sua literatura: o realismo socialista e o surrealismo, o prosaísmo e a eufonía, o testemunho colectivo e o eu poético. Obra complexa e alonxáda do panflecto, “La taberna” é um dos monumentos da poesía centroamericana contemporânea. Dalton escrebeu também estudos políticos como “¿Revolución en la revolución?” (1970). “Las historias prohibidas de Pulgarcito” é unha orixinal mistura de poesía, narraçón e autobiografía, que non logra superar “La taberna”, apesar da sua ambiciosa construcçón técnica. Postumamente víu a luz “Pobrecito poeta que era yo”, novela com toques autobiográficos. Em 1975 o FRP decidíu executar a Dalton, sobre a base de unha acusaçón de colaborar com o inimigo, ainda que nunca forom aclarados os feitos do crime.
DALÍ, Salvador (Gerona, 1904). Pintor e escritor catalán, que se uníu ao movimento surrealista em 1929 e inventou o “método paranoico-crítico”, que segundo R. Melville consiste no uso calculado da ilusón e a alucinaçón, para converter os obxectos da vida real na iconografía dos desexos e dos temores. Este método era contrário ao “automatismo surrealista”. A sua fama começou a extender-se a partir dos anos trinta com obras como “La persistencia de la memoria”, que hoxe pertence ao Museo de Arte Moderno de Nova York. O seu primeiro libro importânte foi unha autobiografía, “La vida secreta de Salvador Dalí” (1942), seguida de “Journal d’un génie” (París, 1964). A sua imáxem de “enfant terrible”, alimenta-se de declaraçóns chocantes, tales como “renégo de tudo o anteriormente feito por mim” (1951). Os xuízos que lhe merecem os seus contemporâneos, aparecerom nunha ediçón bilingüe (francês-inglês), “Dalí on modern art: the cuckolds of antiquated modern art” (Londres, 1958). Fixo também dous filmes extraordinários com Luis Buñuel: “Un perro andaluz” e “La edad de oro”, que aportou um ar fresco no ambiente intelectual, mais bem enquilosado naqueles anos. A sua aportaçón mais importânte à literatura foi “Rostros ocultos” (Barcelona, 1952). A heroína da novela, a senhora Solange de Clèda, amante mística e física do conde Hervé de Grandsailles, personáxe basado no marqués de Sade. Os feitos som narrados dentro de unha atmôsfera de sonho e irracionalidade, na que os elementos principais som o erotismo, a maxía, os pesadelos e a violência.
DACARRETE, Ángel María (1827-1907). Poeta. Foi discípulo de Lista. Conheceu a Bécquer e convertíu-se no seu mais importânte precursor, ao misturar elementos alemáns com espanhois, “la soleá” com o “lied”, ademais de ter composto a estrofa “becqueriana” de um eptasílabo ou, às vezes de um pentasílabo. Foi colaborador de “La América”, fundada em 1857, e na que colaborarom também Campoamor, Eulogio F. Sanz e Castelar. O ar angloxermánico da revista compracía a Dacarrete, que fazia excelentes imitaçóns de Heine, ao tempo que criába unha obra mais pessoal. As “Sus Poesías” aparecerom depois da sua morte (1906).
DABOVE, Santiago (1889-1949). Contista arxentino cuxa obra foi publicada por primeira vez, na “Antologia de la literatura fantástica” (1940) editada por Borges, Bioy Casares e Silvina Ocampo. O seu libro “La muerte e su traje”, colecçón de contos, quedou inédito por desexo do autor, ainda que cedeu à petiçón de publicar algunhas narraçóns em revistas literárias. Talento orixinal e audaz, criou narraçós de loucura, terror, viàxe no tempo (“El experimento de Varinsky”) e metamorfose (“Ser polvo”). Amigo de Macedonio Fernández e de Borges. O retracto que fai do tipo psicótico resulta demasiádo convincente para ser obxecto de unha leitura pracenteira, mas o seu estilo non carece de humor. Descrebe os pesadélos com cuidadoso esmero.
CHUMACERO, Alí (Acaponeta, Nayarit, 1918). Poeta e crítico mexicano. Foi influído pola obra de Octavio Paz e de Xavier Villaurrutia. É o membro mais sobranceiro do grupo de poetas de “Tierra Nueva”, revista que deu nome ao grupo e que se editou de 1940 a 1942. Este grupo reuníu a J. Cárdenas Peña, J. González Durán, e Manuel Clavillo, entre outros. Como os seus antecessores do grupo os “Contemporáneos”, considerarom a poesía como um fim em sí mesma, sem ter que aportar unha carga de menssáxe ou moral social. Os libros de Chumacero mostram unha gradual aprofundizaçón e severidade na expressón; os seus temas som o desexo, o amor, a solidón e a morte. “Páramo de sueños” (1944), “Imágenes desterradas” (1948) e “Palabras en reposo” (1956) som alguns dos seus títulos mais significativos. Editou e prologou a obra de Ángel del Campo, “Micrós”, Xavier Villaurrutia e Alfonso Reyes. É coautor da excelente antoloxía “Poesía en movimiento.” México 1915-1966, em colaboraçón com Octavio Paz, José Emilio Pacheco e Homero Aridjis (México, 1966).
CHAVES, Fernando (Otavalo, 1902). Novelista equatoriano. Foi director da Biblioteca Nacional de Quito. Escrebeu as novelas “La Embrujada” (Quito, 1923) e “Plata y bronce” (1927) mentras exercía de maestro rural. A importância destas obras radica em que som as primeiras escritas no Equador e som modelo do qual se servirá Jorge Icaza, para escreber a sua muito mais ambiciosa novela “Huasipungo”. Chaves non tratou ós indígenas equatorianos como a elementos de tipo pintoresco e folklórico, senón como elementos muito importântes do desarrolho da sua naçón e um problema político digno de ser estudado. Em “Plata y bronce”, Raúl, um home de raza criolha, enamora-se e seduce a unha xovem indígena. A posterior vingança dos indios, non se basa só nesse incidente, senón nos séculos de exploraçón da sua raza polos caciques e os latifundistas. O assunto converte-se na gota que desborda o copo e que desencadeia a violencia. “Escombros” (1958) resulta totalmente diferente da obra anterior de Chaves, tanto no tema como no estilo e na actitude. O indignado defensor do “indigenismo” dá passo nesta novela ao desencantado home de mundo. Perpetua, unha mulher encantadora mas inescrutábel, viáxa com um home que a adora, mas que permanece tán distante como ela. Alguns passaxes da novela, descendem, ainda que lonxanamente dos diálogos socráticos. Desenrrola-se dentro de unha atmôsfera outonal de solidón e de esterilidade.
CHANGMARÍN, Carlos Francisco (Caserío de Leones, Veraguas, 1922). Poeta e contista panamenho, que foi também famoso pintor, autor de cançóns populares e fotógrafo professional. Os seus contos de “Faragual” (1961), mostram o destino e a traxédia da xente do campo de Veraguas. A sua poesía está reunida em “Punto e Llanto” (1948) e “Poemas corporales” (1956).
CHAMPOURCIN, Ernestina de (Victória, 1905). Poeta. Casou com o poeta Juan José Domenchina, e depois da guerra civil espanhola viaxou para México com el. Alí, em colaboraçón com outras mulheres escritoras, entre elas Nuria Balcells, fundou a revista “Rueca”. As suas orixens vascas evidencíam-se através de toda a sua obra. A influência de Juan Ramón Jiménez, em câmbio, passa a ser quase imperceptíbel nos seus últimos títulos. A sua temática acostuma a ser o amor e a “mística”. Publicou “En silencio” (1926), “Ahora” (1928), “La voz en el viento” (1931) e “Presencia a oscuras” (1952) entre outros. Traducíu a Elizabeth Barrett-Browning e a Emily Dickinson, assim como a Gaston Bachelard. A sua única novela, “La casa de enfrente” (1936), é interessante pola maestría com que dibuxou a personáxe de Elena.
CHACEL, Rosa (Valladolid, 1898). Novelista. Passou vários anos em Itália estudando arte. Antes da guerra civil tinha-se forxado unha pequena reputaçón literária com a novela “Estación, ida y vuelta” (1930), antecedente importânte das obras do “nouveau roman”, e com os sonetos de “A la orilla de un pozo” (1936). Depois de 1939 emigrou a Buenos Aires e viviu um par de anos em Nova York. Regressou a Espanha brevemente e depois passou unha larga temporada em Rio de Xaneiro. A sua obra narrativa foi practicamente desconhecida em Espanha, até aos anos setenta. Em Barcelona foi reimpresa “La sinrazón” (1970, Buenos Aires, 1960), que veio a ser o primeiro tomo das suas “Obras completas”, que mostram unha boa evoluçón desde a sua “Teresa” (1941), excessivamente pintoresca, que trata da vida de Teresa Mancha, amante de José de Espronceda. A heroína das “Memorias de Letícia Valle” (Buenos Aires, 1945), é unha nena de onze anos, que seduce a um home casado. “Sobre el piélago” (Buenos Aires, 1952) reúne alguns dos seus contos. Em 1976 publicou “Barrio de Maravillas” e uns anos depois “Novelas antes de tiempo” (1981).
CHABÁS MARTÍ, Juan (Denia, Alicante, 1898-1954). Novelista e poeta. Foi professor de literatura em Genoa e, depois da guerra civil, em Cuba. “Espejos” (1920) é um libro muito temperám, influenciádo por Juan Ramón. As suas novelas, influenciádas por Gabriel Miró, forom descriptas por Eugenio de Nora como cheias de um “lirismo psicolóxico”. Som “Sin velas, desvelada” (Barcelona, 1927), “Puerto de sombra” (1928) e “Agor sin fin” (1930). “Fábula y vida” (1955) é unha colecçón de contos, e “Vuelo y estilo” (1934), de ensaios.
CUZZANI, Agustín (1924). Dramaturgo arxentino. Antirrealista e expresionista, e a sua obra entra na linha da farsa contemporânea de Beckett ou Pinter. Com frequência a obra do arxentino protesta contra a inxustiça e a conformidade. “Una libra de carne” (1954) é unha reelaboraçón da narraçón de Shylock. “El centroforward murió al amanecer” (1955), é unha crítica intelixente do sistema capitalista. As suas duas obras seguintes resultam algo inferiores: “Sempronio” (1957) e “Los indios estaban cabreros” (1958). Mas, superou toda a sua obra anterior com “Para que se cumplan las escrituras” (1965), parábola de Dios, o home e o mundo da informática. Em “Teatro” (1960), foi reunída toda a obra publicada até à data.
CURIAL E GÜELFA. Título dado normalmente a unha novela catalán anónima do século XV, escrita probabelmente entre 1435 e 1462 por um autor familiarizado com a topografía italiana, talvés porque residíra algúm tempo na côrte de Nápoles. Dentro da tradiçón dos libros de cabalaria resulta excepcional, pois carece de elementos máxicos e maravilhosos. Curial é um guerreiro extraordinário, que por amor à sua dama, Güelfa, converte-se num perfeito amante, cabaleiroso e xentil. Curial, home tímido de humilde condiçón, foi tentado por Laquesis, filha do duque de Bavaria (Laquesis é na mitoloxía grega a que decide o destino). Finalmente, depois de incontábeis aventuras, Curial consegue casarse com a sua amada Güelfa. A caracterizaçón das personáxes é mais subtil do que a maioria das obras deste tipo. Está baseada em Pere II (1276-1289). A fonte inmediáta do libro, está no número sessenta e um das “Cento novelle antiche”. Foi publicáda várias vezes: 1901, 1930-1933.
CULTERANISMO. Termo orixinalmente peiorativo (pola sua similitude com “luteranismo”) acunhado a principios do século XVII, para descreber um estilo de extrema artificialidade, tinxído de cultismos e de associaçóns com a mitoloxía, a sintáse e o vocabulário do mundo clássico. Posseía também multitude de referências erudictas às literaturas clássicas e extranxeiras, e estaba cheio de neoloxismos e arcaísmos, que faciam as obras practicamente inintelexíbeis para o leitor comúm. Considera-se que o “Libro de erudición poética” de Luis Carrillo y Sotomayor, publicado por primeira vez nas suas “Obras” (1611), é unha espécie de “manifesto” do movimento, que alguns pensárom se opôm ao “conceptismo”. Carrillo afirma que o poeta tem de empapar-se nas fontes clássicas e mitolóxicas e descobrir, desde aí, significados ocultos que poidam ser desvelados somente por um leitor igualmente culto e infinitamente paciente. A obscuridade na expressón non debe buscar-se por sí mesma, senón que debe ser o resultado de unha complexidade interna do pensamento e de unha elaboraçón poética extrema. A sua própria “Fábula de Acis” ilustra como exemplo claro estes preceptos, mas sem dúvida é a figura de Luis de Góngora a que deu renome ao movimento. Contra el fixérom causa comúm Quevedo, em nome dos “conceptistas”; Lope de Vega e os poetas populares; Jáuregui e a escola de Sevilla; e Pedro de Valencia y Cascales, por parte dos humanistas. Non obstânte, este estilo foi defendido por: Trillo y Figueroa, Espinosa Medrano, Díaz de Rivas e García Salcedo y Coronel. Ademais do “Polifemo”, das “Soledades” e do “Panegírico” de Góngora, as obras de Tassis y Peralta, Soto de Rojas, Bocángel e Polo de Medina som também representativas deste estilo. A obra cimeira foi o “Polifemo” de Góngora, que é especialmente importânte, pelo uso que fai da metáfora e das imáxens non só visuais, mas também dos sons, essências e pedras preciosas. Os inimigos do “culteranismo” atacarom as obras em xeral bassando-se na frequência no uso dos hipérbatos e das alussóns clássicas, non sempre afortunadas.
CUEVA, Juan de la (Sevilla, 1543 – 1610). Autor teatral e poeta. Passou algúns anos em México, na companhia do seu irmán Claudio, que foi inquisidor. Ó seu regresso, Cueva começou a escreber obras teatrais em 1579. A sua “Primera parte de las comedias y tragedias” (1583; segunda ediçón, 1588) foi importânte, como afirmou Marcel Bataillon, porque foi publicada. Na realidade, quase ningum autor de entre os seus contemporâneos se tomaba a moléstia de publicar as suas obras, a causa do qual hoxe som pouco conhecídas. Das quatro traxédias e dez comédias, que conhecemos deste autor, pode-se fazer a seguinte classificaçón: de tema clássico: “Tragedia de Ayax Telamón”; “Tragedia de la muerte de Virginia” e “Comedia de la libertad de Roma por Mucio Scévola”; de argumento totalmente ficticio: “El infamador”, “El viejo enamorado” e “La constancia de Arcelina”; de tema nacional: “Los siete infantes de Lara”, “El saco de Roma”, “La muerte del rey Don Sancho” e “La libertad de España por Bernardo del Carpio”. O seu desarrolho da morte de Virginia, foi sem dúvida o melhor do seu tempo, mas o grande acerto é a técnica com que adaptaba os românces e as crónicas medievais à escena. A ela debe o teatro do “Siglo de Oro”, a maior quantidade de temas, ainda que o feito de que Lope non mencione a Juan de la Cueva nos seus escriptos, nos fai pensar que non valoraba a sua importância dentro da tradiçón dramática espanhola. De la Cueva, non obstânte, non dominaba a arte da composiçón das escenas, nem tinha altura literária. Os seus poemas som também débeis e pouco orixinais: “Obras” (Sevilla, 1582), contem poesía petrarquista, a maior parte dela dotada de um forte erotismo; “Caro febo de romances historiales” (Sevilla, 1587), sendo qualificados por Gallardo, como os piores românces que se lêm em castelán; a “Conquista de la Bética, poema heroico” (Sevilla, 1603) resulta bastânte tédiosa e “Ejemplar poético o Arte poética española” tampouco é muito melhor (1770; 1774, 1904; 1924).