Olhemo-nos frente a frente. Somos hiperbóreos, e sabemos muito bem como vivemos separadamente. “Nem por terra nem por mar, encontrarás o caminho que conduz aos hiperbóreos”, como Pindaro xá disse de nós. Mais além do Norte, do céu, da morte – a nossa vida, a nossa felicidade… Descubrimos a felicidade, sabemos o caminho, encontrámos a saída do labyrintho atravez de milhares de annos. ¿Quem a encontrou? O homem moderno, talvez? — “Eu non sei sair nem entrar. Eu som todo aquele que non sabe sair nem entrar” — suspira o homem moderno… Enfermábamos d’este modernismo — enfermávamos da paz doentia, do cobarde compromisso, de toda a virtuosa immundicie do moderno sim e non. Esta tolerancia e “largeur” do coraçón, que tudo “perdôa” porque tudo “comprehende” é para nós como o vento sirocco. Antes viver entre os xêlos que em meio das virtudes modernas e outros ventos do Sul!… Fômos bastante coraxosos, non tivemos consideraçóns, nem comnosco nem com os outros: mas durante muito tempo non soubemos “aonde” ir com a nossa coraxem. Habiamo-nos tornado tristes, chamavam-nos fatalistas. A nossa fatalidade — era a plenitude, a tensón, a inmobilidade das forças. Tinhamos sêde de relampagos e de factos, conservavamo-nos o mais lonxe “possíbel” da felicidade dos fracos, da “resignaçón”… A nossa atmosphera estaba carregada de tempestade, a nossa própria natureza se ofuscaba “porque non tínhamos caminho”. Eis a fórmula da nossa felicidade; um sim, um non, unha linha recta, um fim.
CUNQUEIRO MORA, Álvaro (Mondonhedo, 1911). Poeta, româncista e xornalista. O seu primeiro libro de poemas foi, “Mar ao norde” (Santiago, 1932), está influenciádo polo “surrealismo”, mas, as suas obras mais importântes están ligadas à mais antiga tradiçón poética de Galiza, como “Cantiga nova que se chama riveira” (Santiago, 1933), na qual expressa unha temática vanguardista valendo-se das formas métricas mais antigas da sua literatura. Seguíu cultivando esas tendências em “Elegías y canciones” (Barcelona, 1940), mas a abandonou depois de “Dona do corpo delgado” (Pontevedra, 1950). A maior parte dos poemas que escrebeu depois dessa dacta permanecem inédictos. Escrebeu também românces em castelán: “Un hombre que se parecía a Orestes” (1969), ganhadora do Premio Nadal (1968), e “El año del cometa” (1974). Também publicou libros de ensayos, fundamentalmente sobre Galiza: “Paisajes y retratos” (1936), “La otra gente” (1975) e libros de viáxes como: “Merlín y familia” (1957), ademais de unha descripçón da ruta de Santiago. Em 1980 publicou “Herba aquí ou acolá”.
Enquanto cópia, os obxectos particulares do mundo da experiência, non som propriamente reais, nem o mero non-ser o é, mas encontram-se a meio caminho entre um e outro em virtude, precisamente, dessa participaçón no ser. No entanto, nem todas as Formas som iguais. À medida que Platón foi desenvolvendo o seu pensamento, introduzíu um tipo de hierarquia entre elas, decerto como resultado das deficiências que o próprio filósofo ou outros detectaram na sua formulaçón inicial. Assim, acima das múltiplas Formas individuais impôn-se unha única Forma, com um “status” ontolóxico privilexiádo, a “Forma do Bem” ou da “Beleza”, que áxe como princípio unificador de todas as Formas e, em certo sentido, como “causa” e orixem das restântes (a Forma resplandecente do Bem é como o Sol que “ilumina” as demais Formas): “Fica sabendo que o que transmite a verdade aos obxectos cognoscíveis e dá ao suxeito que conhece esse poder, é a ideia do bem. Entende que é ela a causa do saber e da verdade. (…) Logo, para os obxectos do conhecimento, dirás que non só a possibilidade de serem conhecidos lhes é proporcionada polo bem, como também é por ele que o “Ser” e a “essência” lhe som adicionados, apesar de o bem non ser unha essência, mas estar acima e para além da essência, pola sua dignidade e poder”. Passemos a ver porque é que Platón a propôs como soluçón para a dictomia entre o “Uno e o múltiplo”, que assolaba a filosofia grega. Xá vimos como o pensamento parecia esixir que o real fosse único e inmutábel: se algo é a xustiça, é-o aqui e na Cochinchina, agora, ontem e daqui a duzentos anos, e a mesa non é hoxe a superfície sobre a qual nos apoiamos ao comer e amanhá o obxecto pontiagudo com o qual espetamos a carne. Unha mesa é unha mesa e ponto final. Pois bem, as Formas, pola sua própria definiçón, som inmutáveis e únicas, polo que satisfazem ambos os requisitos, convertendo-se assim nos componentes do real. Simultaneamente, som únicas mas múltiplas, isto é, há inúmeras Formas mas há apenas unha “Forma de Mesa”. Quanto ao mundo da nossa experiência, nele há unha multiplicidade de obxectos que som cópias de unha única Forma (cada um da sua), suxeitas à mutabilidade e ao devir por non serem plenamente reais, mas apenas cópias imperfeitas do real. Unidade, multiplicidade, inmutabilidade, devir… Tudo explicado! ¿Ou non?
O mundo de Newton e a física clássica baseiam-se num universo infinito e inmutábel, um universo aristotélico cuxo curso era linear e mecânico e era descripto polas leis da física com absolucta certeza e harmonia. Esta concepçón do universo foi destruída no início do século XX polo trabalho de cientistas como Max Planck, Louis De Broglie e Erwin Schrödinger. Muito aconteceu desde 1900, quando Planck criou o conceito de “quantum”, e a física quântica proporcionou-nos muitos marcos. Todos eles nos trouxeram a um mundo com novas aplicaçóns prácticas que están a mudar a nossa tecnoloxia e a nossa comprehensón da natureza. Non há dúvida de que quanto mais nos aprofundamos na mecânica quântica, mais estranho se torna o mundo, mas apreciar essa estranheza é precisamente a base para mudar a direcçón das nossas vidas e dar o salto do vulgar para o extraordinário. (…) “Essa estranheza cósmica, aliada ao práctico e ao fisico, permitir-nos-á atravessar mundos paralelos para alcançar os nossos sonhos”.
O seu proxecto de elaborar unha história da sexualidade, non virá a acontecer. Contrariamente ao previsto, o segundo e terceiro volumes (“O Uso dos Prazeres” e “O Cuidado de Si) serán publicados em conxunto sete anos mais tarde, em 1984. Receberá os exemplares do terceiro volume no hospital, dez dias antes da sua morte. A recepçón de “A Vontade de Saber” foi, unha vez mais, polémica: enquanto os grupos feministas ou gay a aclamarom com complicidade, foi obxecto de ataques furiosos por parte dos círculos psicoanalíticos. Por sua vez, Foucault sentiu-se decepcionado por non ter sido dada atençón suficiente à sua chamada de atençón sobre a biopolítica, noçón que ele considerava cada vez mais fundamental. Lamentou que a polémica tivesse xirado quase sempre sobre questóns menores, secundárias. E o campo de interrogaçón que a noçón de biopolítica abria, prometia ser muito extenso, mas ao mesmo tempo fácil de desenhar nas suas linhas mestras. Além do mais, permitia-lhe reformular de um modo muito mais operacional boa parte tanto do seu entrelaçado conceptual anterior como dos resultados obtidos. Daqui para a frente, Foucault dedicar-se-á exclusivamente a esse assunto, esquecendo a prometida “História da Sexualidade”, polo menos aparentemente. Enfrentará a biopolítica a partir dos dous pontos limite do seu arco, como se ao avançar dos dous extremos tentasse abarcar o arco inteiro. Por um lado, questionará a biopolítica como o xogo das forças que comandam a “existência da espécie”, a biopolítica da populaçón. E, no extremo oposto, questionará as que promovem o surximento da consciência de si como “corpo dotado de sexualidade”, o que a dada altura, chamou as “tecnoloxias do Eu”. Foucault dedicará mais tarde os seus cursos no Collège de France ao avanço de trechos neste percurso.
“Mais triste que as lágrimas de Simónides”: esta expressón proverbial reflexa a celebridade das endeichas de Simónides (thrénoi) e o poder dos seus “pathos”. Dionisio de Halicarnaso cita um fragmento de vintiseis versos que descrebe a Dánae abandonada com o seu filho pequeno Perseo. Dionisio admira a fluidez e unidade dos ritmos, mas o pasaxe é igualmente notábel polos seus contraste entre o mar selváxem e escuro e o neno dormido, e entre o escenário elaboradamente descrito e a sinxeleza das palabras iniciais de Dánae: “Oh, filho meu, que pena tenho; mas tú dormes, menino de peito, querido, dormitas…” (…) Foi esta habilidade para apresentar situaçóns humanas básicas afectando sinxeléza, mas com a proporçón xusta de detalhe poético, o que lhe valeu a Simónides o seu grande predicamento como escritor de epigramas funerários. Com Simónides, o epinicio, ou oda à victória, é reconhecido como forma literária completa, coincidindo com a crescente importância das competiçóns atléticas do século VI. Dos epinicios de Simónides, non obstânte, só se conservam uns retazos diminutos (incluíndo os axádos de papiros recentes). (…) Simónides também compuxo poemas corais sobre temas históricos relacionados com as Guerras Médicas, como a “Batalha de Artemision”, a “Batalha de Salamina” e a “Endeixa polos caídos das Termópilas”. (…) Os fragmentos existentes revelam um rico repertório de temas míticos, que ván das lendas heroicas familiares, como as dos “Argonautas”, “Teseo”, ao fantástico: “Talos guardando Creta” ou “as filhas de “Anio”, que mudam tudo o que tocam em vinho, azeitonas e grán. (…) Conservam-se alguns versos explêndidos que descrebem os páxaros e os peixes que seguem a Orfeo quando canta, e um estremecedor pasáxe dactílico pronunciádo por unha mulher abandonada, como Dánae: “o ruxído do mar ascendente rompendo por todas partes me sobrecolhe”. Ainda que Simónides usa adxectivos compostos e epítectos decorativos e coloristas que caracterizam a poesía lírica arcaica final, resulta igualmente notábel pola sua moderacón e equilibrio. Os críticos da Antiguidade admirabam a sua “suavidade e elegância”, e a sua “composiçón suave e decorativa”. Ao lado dos detalhes sensuais de pasáxes como: “Andurinha azul escuro, gloriosa mensaxeira da primavera de suave perfume”, ou a decripçón dos “dias tranquilos”, mantém-se o austero estilo gnómico da oda sobre os mortos das Termópilas, com a sua sucesón de breves cláusulas antitécticas e pesados nomes, a sua parquedade adxectival e a sua quase total ausência de linguáxe figurativa. O fragmento pode ilustrar a alabanza de Dionisio a Simónides pola sua “eleiçón de palabras e a sua exactitude para combinálas”: “Sendo humano, non digas nunca o que vai passar manhán, nem, se vés feliz a um home, quanto tempo lhe durará a fortuna. Porque nem sequer o movimento da mosca de finas asas é mais rápido que o mudar dos mortais”.
Imaxinemos alguém que está a trepar pola vertente escarpada e angulosa de unha montanha hostil, muito exposta à força dos ventos e às demais inclemências do tempo. As suas máns, xá cobertas de cortes e feridas, aferram-se às rochas ásperas das quais desconhece a estabilidade e fixaçón. Os seus pés, castigados polas bolhas, procuram às apalpadelas pontos de apoio seguros. A visibilidade do castigado trepador está muito limitada pola bruma. E quando, por fim, consegue superar a imponente vertente e alcançar um lugar estábel e cómodo onde lhe é possíbel recuperar o fôlego, descobre, desanimado, que non há no planalto qualquer caminho sinalizado, que quase non conta com orientaçón fiábel para avançar para algum lado, e comprehende que, muito mais esgotante do que o esforço físico, e mais ainda do que o medo, é avançar sem ter a certeza de para onde vai, temendo a cada passo descubrir que é necessário fazer todo o caminho de volta até ao ponto de partida. É assim que unha pessoa se sente na primeira leitura da “Crítica da Razón Pura”. As tentaçóns de abandonar som frequentes, proliferam as dúvidas de que se xustifique perseverar no esforço. Há diversos pântanos que temos de contornar para non nos afundarmos, muitas escarpas das quais a vertixem e o esgotamento impedem que nos assomemos. De cada lado se vêm trilhos demasiado estreitos polos quais non podemos enveredar e, por mais unha vez, temos de passar por silvas que nos desgarram. Mas se por convicçón ou por brio se continua, apesar de tudo, a subir as encostas quando xá o ânimo fraquexa, acabamos por chegar a unha estreita colina pola qual se passa para outro espaço: o ar e o céu som especiais, mais intensos e densos, donde se avista um vale imenso de orografia singular, de vexetaçón mais rala, de arbustos retorcidos e onde apenas campeiam os pinheiros negros e os abetos mais resistentes. Passou-se da filosofia clássica à filosofia moderna e o regresso deixou de ser possíbel.
Os Celtas, som a raza dourada da nossa velha Europa. Segundo os nossos Druídas ocultos, há três naçóns celtas: os Fir Galliuim (os Galos), os Fir Donnan (os Xermânicos) e os Fir Volga (os Normandos). Quem sería tán desalmado, como para non admirar as nossas fermosas “Chachapoyas”. A grande cultura céltica, emerxe do fundo da idade do “Bronce Atlântico”, e foi enfrentando inimigos monstruosos através do tempo. Alberga unha profunda raíz igualitária e comunal. O Império Romano e o cristán, intentárom exterminá-la definitivamente, arremetendo sobre tudo, contra os seus tesoureiros os Druídas e as suas personalidades destacadas. Unha vez que, ningúm pobo é homoxéneo, pechado e estábel, como acreditavam os nacionalistas do século XIX, por razóns políticas. Embora os arqueólogos pensassem que os celtas vinham da Europa Central, estes xá viviam na Galiza e na Irlanda desde a Idade do Bronze. Os Celtas, eram pobos que habitavam a Europa Occidental na Antiguidade, desde a Irlanda e a Galiza, até à Galácia lonxínqua na actual Turquía. Desde Escócia até ao norte da Itália. Celtas é um conceito complexo, falas, culturas, habitáculos, tráxes, músicas, xóias, armas. O nosso conhecimento dos Celtas, vem de tradiçóns orais, dos históriadores gregos e latinos, da língua e da literatura e também da toponímia. Os Celtas peninsulares tinham unha cultura diferenciáda dos de Hallstatt e dos de La Tène. Os Celtas Atlânticos, Goidélicos em Irlanda (Cuchulain), os bretóns de Grán-Bretanha, que passarom a Bretanha com a caída do Império Romano. Tinham unha imaxinativa literatura épica e mítica, da qual derivam os românces de cabalaria. Também possuíam grandes santuários megalíticos, para regular o calendário, e que evidencíam conhecimentos astronómicos druídicos. Unha arte, com forte personalidade e grande beleza abstrácta, e a sua música e os cantos dos seus bardos, ainda hoxe resoam nos nossos ouvidos. Tinham grande fama guerreira, e acabarom com Roma no ano 387 a. C.
Marx distingue diversas formas de alienaçón no trabalho capitalista assalariádo; algunhas delas, que aquí non analisaremos, como a alienaçón do “ser xenérico” e a “alienaçón em relaçón ao outro”, xiram em torno da perda da vida comunitária a favor da figura do indivíduo. Essa ideia do homem como “ser comunitário”, que vê no individualismo unha figura de alienaçón, manter-se-á ao longo da sua vida. Aqui o “ser xenérico” está pensado como “essência humana”, corresponde a unha ontoloxia humanista. Nos seus textos de maturidade, o “ser xenérico” tornar-se-á “ser comunitário”, pensado como “condenado” ao trabalho social, do qual non escapa, mesmo nas sociedades individualistas como o capitalismo. Centrar-nos-emos em outras três figuras da alienaçón: no “producto”, no “processo” e no “obxecto”. As duas primeiras som as que mais claramente tornam visíbel a inxustiça e a miséria humanas no capitalismo, as duas formas mais rexeitadas polo humanismo; non obstante, Marx enfatiza a terceira, que coloca na base do restante. É a figura mais técnica, mais difícil de detectar, mas sem a pensar escapar-nos-ia o mais essêncial do pensamento de Marx. Iremos do mais simples ao mais desconhecido.
O termo “supernova” foi proposto em 1930, por um astrofísico de excentricidade memorábel, chamado Fritz Zwicky, nascido na Bulgária e educado na Suíza. Foi para o Instituto de Tecnoloxía da Califórnia em 1920, onde se tornou conhecido, pola sua personalidade contundente e talentos díspares. (…) Mas Zwicky, também era capaz de análises simplesmente brilhantes. No início dos anos 1930, começou a interessar-se por algo que há muito preocupaba os astrónomos: o aparecimento inexplicábel e ocasional de pontos de luz no céu, por outras palabras de novas estrelas. E teve a ideia improbábel de que talvez o neutrón – a partícula subatómica recentemente descoberta em Inglaterra por James Chadwick, que era a grande e badalada novidade da altura – estivesse no centro da questón. Ocorreu-se-lhe que, se unha estrela colapsasse, para unha densidade semelhante à do centro dos átomos, acabaría por formar um núcleo extremadamente compactádo. Os átomos seriam literalmente esmagados uns contra os outros, e os seus electróns seríam forçados para dentro do núcleo, formando neutróns. Ter-se-ia assim unha estrela de neutróns. Imaxine-se um milhón de bolas de canhón realmente pesadas, expremidas até chegarem ao tamanho de um berlinde, e… bem, nem sequer chegámos lá perto ainda. O núcleo de unha estrela de neutróns, é tán denso que unha culher cheia da sua massa, pesaría noventa mil milhóns de quilos. ¡Unha culher! Mas ainda non era tudo. Zwicky percebeu que, após o colapso de unha estrela, ainda sobraría unha enorme quantidade de enerxía libertada, o suficiente para provocar o maior “big bang” do universo. Chamou a essas explosóns “supernovas”. E elas viríam a ser consideradas os maiores acontecimentos na história do Universo.
Schopenhauer, o único home conhecído, que talvés descubríu o segredo do universo. É natural e lóxico que semelhante lumbrera, despertára as invexas e a maldicência de unha multidón de “salgalheiros”. Publicada a sua grande obra “O mundo como vontade e representaçón”, pensou optimistamente, e isso que non está catalogádo como tal, que o seu êxito estaría assegurado. Animádo por estas felízes perspectivas, iniciou unha gratificante e bem merecída viáxe por Itália, onde disfrutou grandemente admirando os monumentos da Antiguidade clássica, e namorando unha fermosa doncéla. Em 1822, passaría mais unha temporada em terras itálicas, tempos que parece ser, forom dos mais felízes da sua vida. Quando voltou, decidíu dar aulas como docente externo na Universidade de Berlim, lugar que lhe foi outorgado para leccionar “Filosofia exaustiva, ou doutrina da essência do mundo e do espírito humano”. Só pedía expressamente que, o seu horário coincidíra com o de Hegel. Evitando desta simples maneira, toda a “Salgalhada” que abarrotaba a sala do outro. Somente logrou três alumnos, que parece ser, non eram especialmente brilhantes. Mas, para um home que non vivía da filosofia, senón para a filosofia, isso carecía de importância e de incómodos. Foi leccionândo durante anos em Berlim, até que decidíu trasladar-se em 1833 para Frankfurt, um clíma mais benígno e com grande âmbiente musical, ademais de dotádo também de bons médicos. Tinha criádo um bom sistema filosófico, à maneira dos gregos antigos, neste aspecto podía considerar-se um autêntico filósofo à maneira velha, com o descobrimento de um “argé” primoroso. Os seus contemporâneos, carecíam da quadruple raíz do princípio de razón suficiente. Non había grandes pensadores e menos ainda grandes leitores. Os filósofos de moda, eram: Hegel, Fichte e Schelling, os chamados “idealistas alemáns”. Ainda assim, sabía, que a cousa mudaría com os tempos, para melhor ou para pior. Talvés pensára, que a verdade é coxa, mas, às vezes acaba por chegar. A filosofia destes anos, nada tinha de pessimista. Verdadeiramente, o movimento cultural do romantismo, com os seus líderes literários como os irmáns Schlegel e o filósofo Schelling e a corrente filosófica do “idealismo alemán”, com Fichte e Hegel à cabeça, endeusabam a natureza e o “espírito” e sobrevaloravam o poder do “eu”. Estes autores non se mostravam críticos da realidade, pois esta era para eles “tal como debería ser”. Se o ser humano non estaba de acordo com ela, sempre podería tentar transformá-la em algo melhor. Porque, para eles a totalidade evoluía sempre para melhor.
DÁVALOS, Marcelino (Guadalajara, 1871-1923). Contista, poeta e autor teatral mexicano. A sua primeira obra dramática, “El último cuadro” (1900), estaba situáda em Espanha e mostraba a influênça de Echegaray. Aborda temas do seu país em “Guadalupe” (1903), um alegato contra o alcoholismo, e “Así pasan…” (1908), onde mostra a vida de unha actriz medíocre, a ponto de envelhecer. Tinha um grande sentido do teatro, mas faltou-lhe sensibilidade e sentido da linguáxe teatral. As suas últimas obras teatrais forom: “El crimen de Marciano” (1909), “Jardines trágicos” (1916) e “¡Indisoluble!” (1916). Também foi autor dunha “Monografía del teatro” (1917, 2 vols.) e “¡Carne de cañón!” (1915), unha colecçón de dez contos sobre as víctimas do Porfiriato. Os seus libros de poesía som: “Iras de bronce” (1916), “Del Bajío y arribeñas” (1917) e “Mis dramas íntimos” (1917).
DÁVALOS, Balbino (Colima, 1866-1951). Poeta e diplomático mexicano, traducíu a Gautier, Verlaine, a Aphrodite de Pierre Louÿs e a Monna Vanna de Maeterlinck. A sua poesía apareceu em “Las ofrendas” (Madrid, 1909) e os seus ensaios críticos em “Sobre poesía horaciana en México” (1901) e “Discursos leídos ante la Academia Mexicana” (1930). Foi professor de línguas románicas nas universidades de Minnesota e Columbia.
DARÍO MALDONADO, Samuel (1870-1925). Ensaísta, explorador e poeta venezuelano. A sua autobiografía, “Tierra nuestra” foi considerada um “innventário emocionado” de Venezuela. No transcurso de unha exploraçón à selva, as personáxes falam e discutem sobre variádos temas, desde diferêntes perspectivas: do literato caraquenho xá decadente até ao perigoso cacique de pobo. Deixou um longo poema em fragmentos, “Luis Cardozo”, no qual o herói, de novo um explorador e home do trópico, é visto como unha espécie de Childe Harold, em cuxa mente lutam elementos primitivos e civilizados, tema de civilizaçón e barbárie que tem raízes muito profundas na literatura hispâna.
DARÍO, Rubén (San Pedro de Metapa, Chocoyo, 1867-1916). Pseudónimo de Félix Rubén García Sarmiento. Poeta nicaragüense de proxecçón universal. A sua infância em León, foi infeliz e permaneceu como tema recurrente da sua poesía. Foi o poeta mais importânte da sua época dentro do âmbito hispâno; experimentou acertadamente em muitos estilos e formas poéticas: do “parnasianismo” ao “simbolismo” e do hexámetro latino ao soneto. Teve unha consciência, inigualábel aínda hoxe, da fala que manexou, das suas possibilidades fonéticas e da sua flexibilidade. Darío acunhou o termo “modernismo” e converteu-se na cabeça deste movimento. Viaxou a Managua e a San Salvador como menino prodíxio e publicou unha grande quantidade de efímeros poemas cívicos. O seu primeiro libro importânte foi “Azul” (Valparaíso, 1888), que contem poemas e contos. Juan Valera fixo unha resenha eloxiosa do libro, que foi reeditado dous anos depois com algunhas adicçóns e com um prólogo do mesmo Valera. Como diplomático, viaxou por vários países. Fomentou o intesse dos literátos franceses pola literatura hispâna, mas sobre tudo, introduzíu as correntes europeias no âmbito bastânte pechado e apático, da literatura hispâna do seu momento. Viveu unha vida bohémia e foi amigo de Valera, Pardo Bazán, Verlaine, Moréas e Gourmont. Ao seu regresso a Buenos Aires em 1893, dedicou-se durante cinco anos a colaborar com “La Nación”, diário ao qual tinha enviádo artígos desde Europa a partir de 1889. Na cidade bonaerense publicou “Los raros”, libro no que retrata a escritores como Poe, Bloy e Leconte de Lisle, e “Prosas profanas”, ambos em 1896. Este último foi recebido com verdadeiro fervor pola nova xeraçón; foi imitádo ao largo e ao ancho de todo o continente, tanto polo seu atrevido linguáxe, cheio de extanxeirismos e de exotismos, como também pola sua audácia métrica: disonâncias, asimetrías, ritmos internos e maneirismos que resultabam extraordinariamente orixinais. Exótico, nostálxico e cosmopolita, o libro foi atacado em Buenos Aires por Paul Groussac, mas Darío non se desanimou por isso e publicou unha edicçón aumentada em París, em 1901. Continuou a viaxar por França, Inglaterra, Austria e Alemanha, e em 1905 publicou em Madrid “Cantos de vida y esperanza”, libro importânte no qual se volta para sí mesmo e ao mesmo tempo está mais interessado em acontecimentos políticos e sociais. A sua visón pessoal resulta mais madura e o seu estilo menos ecléctico. Com um sentido da vida quase oriental, a sua deificaçón do artista resulta mesmamente absolucta. Regressou a Nicaragua depois de dezoito anos em 1906. “El canto errante” (Madrid, 1907) reforçou o seu prestíxio. Seguirom aparecendo com regularidade novas obras: “Poema del otoño y otros poemas” (Madrid, 1910) e “Canto a la Argentina y otros poemas” (Madrid, 1914), um dos seus melhores libros: nele está plasmádo o fruto da sua experiência pessoal e alcançou um estilo raro e particular. Disolucto, relixioso, solitário, às vezes cínico e outras vezes infantil, Darío resulta demasiádo complexo para ser definido em breves palábras. A. Méndez Plancarte reuníu as suas: “Obras completas” (Madrid, 1971, dous volûmes) e as “Poesías completas” (Madrid, 1952).