
Xá que o estudo em segredo daqueles autodidactas, implicaba o risco de ser expulso da escola, quem participara num círculo político debía ser consciente do perigo que esse “pasatempo” significaba para a sua liberdade e também para a sua vida. “Às reunións do círculo vinha de vez em quando algúm membro do partido do Proletariat que estaba aínda em liberdade: daba unha orientaçón ou contaba algo sobre a história do movimento revolucionario no Occidente ou na Russia, ou começaba a impartir um curso de socialismo –recorda Adolf Warski, quem, anos mais tarde, sería um dos amigos mais íntimos de Rozalia–. Mas estas actividades acababam sempre depois de unha ou duas liçóns. E o conferenciante desaparecía logo, detrás dos muros do pabilhón da cidadela de Varsovia ou escapaba para o estranxeiro.” Aqueles desexosos de saber contabam para a sua formaçón política na clandestinidade com alguns panflectos em polaco, ruso ou alemán, que quedabam dos grupos que tinham sído detídos, e passabam de mán em mán como relíquias. O ideal de unha sociedade xusta e digna, sempre chamou os xóvens com inquietudes, e agora, na forma de um socialismo concebido por Karl Marx e polos seus precursores, exercía unha forte fascinaçón entre os alumnos rebeldes da Polonia. Nos anos 1887 e 1888, entraram no círculo os primeiros escritos de Karl Marx; sobre tudo, o “Manifesto comunista” na traducçón rusa de Plejanov. Desde os anos oitenta existía também unha edicçón polaca. Era um material que tinha entrado no país como contrabando, baixo riscos de morte. As revistas socialistas eram imprésas no estranxeiro e traíam-nas mensaxeiros a través da fronteira. Em 1888 e 1889, voltárom a produzir-se na Polónia arrestos massívos. Foi por aquel entón, quando Rozalia escrebeu a dedicatoria no seu retrato. Em muitos sentidos, Rozalia estaba em desvantáxem: había crescído num país ocupado, era xudía, non era varón e tinha um defeito físico. Talvés sonhaba com superar todos esses obstáculos ou equipará-los mediante um posto e unha profissón, mas esta vía lhe estaba vedada. Por outro lado, tinha-se graduado de secundária, com as melhores notas da sua clásse, albergaba unha educaçón âmpla e o valor de pensar em contra das convençóns. Non obstânte, as universidades da Polonia e da Russia non admitíam mulheres. Rozalia non quería levar a mesma vida que a sua nái, e certamente tampouco que a sua irmán Hannah, que entre tanto había superado os trinta e representaba o papel de unha servínte dentro da família. Xá tinha vivido de perto a busca humilhante e infructuosa de um marido para a sua irmán coxa. ¿Acaso a “Universidade Ambulante” lhe ofertaría unha alternativa? Esta associaçón ilegal era um programa educativo para meninas e mulheres com nível secundário, impartido no maior dos segredos, de noite e aos Domingos, por docentes progressistas; as liçóns entraríam mais tarde em conflícto com o direito vixente.
MARIA SEIDEMANN