
Non terem as fortes raças do resto da Europa repelido o Deus christán, é cousa que non fai honra em verdade á sua aptidón relixiosa, para nón dizermos nada do seu gosto. Teríam que haber acabado com essa criaçón da “décadence”, enfermíça e decrepita. Mas têm sobre sí unha maldiçón, por nón terem acabado com ela: admitíram em todos os seus instintos a doênça, a velhice, a contradiçón –e desde entón xá nón “criáram” nenhum Deus. Quase dous mil anos, e nem um só Deus novo. Senón que subsiste ainda e como por direito, tal qual um “ultimatum” e “maximum” da força criadora do divino, do “creator spiritus” no home, esse Deus de monotono-theismo christán! Esse hybrido edifício de escombros de zero, idéia e contradiçón, no qual encontram a sua sançón todos os instintos de “décadence”, todas as cobardias e todas as fadigas da alma!
FRIEDRICH NIETZSCHE