
Sendo o ruso a fala oficial, e também nas escolas había que falar ruso, incluso nos recreios e na classe de polaco. Zofia Dzierzynska, esposa de um companheiro de luta da que mais tarde sería Rosa Luxemburgo, e que frequentou a mesma escola, descrebe nas suas memórias o rigor com que se vixiaba o cumprimento da prohibiçón: “Uns dias antes dos exámes finais, quando xá era candidata à medalha de ouro, baixando pola escáda depois da clásse. Alguém me chamou de baixo e perguntou-me em polaco, se sabía ónde estaba outra companheira. Voltei-me, sem dar com ela, e respondí em polaco que non. Nesse momento, a directora, que subía as escadas e à qual eu non tinha visto a tempo, agarrou-me do brazo; meteu-me um sermón, levou-me arrasto para o segundo andar e ordenou à minha mêstra que me pechára no calabouzo durante três horas. ¡E por unha só palabra dita em polaco! Estas três horas no calabozo, valerom-me um quatro em conducta, com o qual a nota de todo o ano baixou automaticamente para um notábel. E, por conseguinte, nunca mais se ouvíu falar da medalha de ouro.” História e literatura polacas, non eram matérias de estudo, e a asignatura de polaco ocupába-se quase exclusivamente da gramática. Toda essa cultura polaca que durante séculos tinha formado o espírito e a imaxem da cidade de Varsóvia non cabía na educaçón superior. Rozalia aproximou-se de um círculo estudantil clandestino. Estes círculos existían quase em todas as escolas e institutos polacos, e ocupabam-se de tudo aquilo que pudéra alimentar a consciência nacional oprimida; como o estudo das insurreiçóns e a leitura de escritores polacos. Em primeiro lugar, do poeta romântico Adam Mickiewicz, cuxas obras estudáram de memória e com admiraçón xeraçóns enteiras de xóvens polacos. Había círculos estudantís que, na sua sede contínua de conhecimento, dabam um passo mais alá. Estudabam as causas da opressón nacional, misturabam a literatura polaca com contáctos com o movimento operário na clandestinidade. E, os pontos em comum eram numerosos. A palabra “socialismo”, por exemplo, non a descubríram de Karl Marx, senón de um artígo do poeta Mickiewicz: “A palabra “socialismo” é unha expressón completamente nova (escrebeu Mickiewicz). A pesar de que a antíga sociedade e os seus representantes non entendíam o significado dessas palabras, advinhavam nelas a sua condena de morte.
MARIA SEIDEMANN