
FELIPE CAMINO, León (Tábara, Zamora, 1884-1968). Pasou a sua xuventude em Salamanca, estudou farmácia e exercéu em Almonacid de Zorita, na Alcarria. Foi um viaxeiro empedernído. Passou algún tempo em África, até que finalmente pousou em México ao finalizar a guerra civil espanhola em 1939. O seu tôn idealista e profético foi comparado ao de Walt Whitman, cuxa obra traduzíu para castelán. Mais tarde sofréu a influênça do surrealismo e depois da literatura socialmente comprometida. Para lograr os seus surprehendentes efeitos literários vale-se dum estilo bruscamente coloquial em verso libre. “Versos y oraciones del caminante” ( I , 1920; II Nova York, 1930) apressentam-no como um autor orixinal, mas non foi até “El español del éxodo y del llanto” (México, 1939) que surxíu como um conmovedor poeta do exílio, infeliz mas convencído de continuar o caminho correcto. Em “El hacha” (México, 1939) queixa-se amargamente do aniquilamento que fíxo a guerra, e em “El gran responsable” (México, 1940) e em “El poeta prometeico” (México, 1942) submérxe-se na luta solitária em favor dos párias deste mundo. Reuníu as suas melhores obras em “Antología rota, 1920-1947” (Buenos Aires, 1947; 2ª ed., 1957), seguindo a esta “El ciervo” (México, 1958). As suas “Obras completas” apareceram em Buenos Aires em 1964.
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