O pensamento gramsciano actual diagnostica que nos encontramos nunha “crise orgânica” (Errejón, “Power is Power, Política y Guerra”). Com esse termo, Gramsci refería-se a unha situaçón em que “as grandes massas non acreditam xá no que antes acreditavam” (Gramsci, Cadernos do Cárcere). Trata-se de um interregno no qual “o velho morre e o novo non acaba de nascer”. Neste tipo de momentos históricos, os poderosos perderam o seu controlo hexemónico e non têm outro remédio senón recorrer à ameaça e à coerçón. Som momentos nos quais é necessário recordar quem tem a faca e o queixo na mán. Isso pode ir da ameaça de deslocalizar empresas, no caso de perxudicárem sindical ou lexislativamente os seus interesses, a medidas lexislativas de excepçón (como as que foram decretadas em nome da luta antiterrorista, como a legalizaçón da tortura nos Estados Unidos ou a “Lei da Mordaça” em Espanha) ou, chegando a esse caso, directamente da ameaça de um golpe de Estado (militar, financeiro ou xudicial), como tantas vezes aconteceu na História, sempre que o resultado das eleiçóns non convinha aos poderes. Nestes casos de “crise”, a correlaçón de forças entre os diferêntes interesses contrapostos é, sem dúvida, crucial. Mas ao mesmo tempo que se medem as forças efectivas, isto é, a capacidade de ganhar a batalha sobre o tabuleiro de xogo, está a decidir-se também o tipo de tabuleiro em que se vai xogar. Nas palabras do politólogo espanhol Íñigo Errejón, non só cabe a possibilidade de ganhar ou perder a partida, como também é possíbel modificar “a configuraçón actual do tabuleiro” ou, inclusive, “dar um pontapé no próprio tabuleiro” (Errejón, “Power is Power, Política y Guerra”).
Este libro, primeiro exemplo de literatura de cabalaria em castelán, pertence também muito probabelmente aos anos do reinado de Sancho IV, ainda que a dataçón é insegura e foi discutida. Menéndez Pidal pensa que sobre o 1293; Paul Groussac e Gaston Paris situam-no no século seguinte, basándose que no texto se menciona a supressón da ordem dos Templários, que tivo lugar em 1310. Agapito Rey supón que este pasaxe foi unha interpolaçón tardía e apoia a data de Menéndez Pidal. Também Northup aceita a época de Sancho IV. A obra foi impresa em Salamanca no 1503, e conservam-se três manuscríptos de diferênte época que reproduzem partes do texto. Gayangos os utilizou imperfeitamente para a sua ediçón de 1858. O assunto central da “Gran Conquista” foi o relato das Cruzadas a Terra Santa, que tivérom lugar durante o século XII. A obra espanhola segue principalmente o “Roman d’Eracle”, adaptaçón francesa da “Historia rerum in partibus transmarinis gestarum” do Arzobispo Guillermo de Tiro, mas aproveita também outros textos franceses e provençais, como a “Chanson de Jérusalem”, as duas “Chanson d’Antioche” (a provençal e a francesa) e os “Chétifs”, que traduz literalmente o resume, intercalándo-os como capítulos do texto básico, que chegam assim a 1100. Com o relato das Cruzadas, entrelazam-se numerosas lendas de muito diverso assunto, de grande interésse pola sua relaçón com as xestas e com a literatura cabaleiresca. Entre ditas lendas destacam as referêntes ao nascimento e xuventude de Carlomagno, chamado Mainete, e a do “Caballero del Cisne”, introducída na “Gran Conquista” para estabelecer a xenealoxía de Godofredo de Bouillon, herói da primeira Cruzada, a quem os poetas medievais atribuírom fantásticos antepassados; outras lendas tenhem também por obxecto fixar a xenealoxía de algúm cruzado distinguido. A lenda de Mainete é diferênte da que se inserta na “Primeira Crónica General” e no poema de “Roncesvalles”; fundíndo-se com a lenda de Berta, primeira versón deste tema conhecida em España. Na “Gran Conquista”, Berta é filha única de Flores e Blancaflor. “reis de Almeria”, non de Hungría, como se afirma em todas as demais versóns da famosa lenda carolinxia, menos unha, polo que a espanholizaçón dos pais de Berta non foi invençón da “Gran Conquista”. Quando da morte do rei Pepino os filhos da falsa Berta tramam a morte de Mainete, o xovem Carlos escapa para España, e começa assim a lenda própria de Mainete, unha das primeiras em Espanha do ciclo carolínxio. A lenda do “Cabaleiro do Cisne”, tema literário de grande difusón, recolhido por Wagner no seu “Lohengrin”, penetra também na Espanha por primeira vez na “La Gran Conquista de Ultramar”.
“Conhecer é recordar”, cantam sabiamente os poetas, diz Sócrates a Ménon quando, depois de várias tentativas falhadas, este parece desistir de dar resposta à pergunta sobre o que é a virtude. E, de facto, também o Parlamento britânico “recorda”, entón, certos aspectos deveras imprescindíbeis. Non há capital sem unha oferta de mán de obra assalariada, non há capital sem operários; mas de nada vale meter num barco os operários se non se meter também “aquilo que os faz ser operários”. Non se trata de exportar operários, mas de exportar “a operariedade”, “aquilo que faz o operário ser operário”, “aquilo em que consiste ser operário”. Todos os indivíduos sabem o que é um operário. Alguns sabem-no por experiência própria; outros, pola experiência de lidar com eles. Algo muito grave debe haber ocurrido nas colónias para que, de repente, todo este maciço de evidências se desfixésse e o Parlamento britânico se apercebesse de que se tinha esquecido do que era um operário. “Esquecemo-nos do que é um operário? Que alguém baixe à rua e nos traiga um!”, podería ter-se exclamado. Um operário é unha pessoa que assina um contracto de trabalho em troca de um salário. E, em Manchester non resulta difícil encontrar um. Basta possuir capital, dinheiro, meios de produçón e um pouco de espírito empresarial, ou simplesmente vontade de xogar na Bolsa, para que toda unha série de pessoas alinhe no xogo, tomando a decisón de serem voluntariamente operários. Um operário diria o filósofo Jean-Paul Sartre, é unha pessoa que toma a cada momento a decisón de se comportar como um operário, desde o momento em que toca o despertador e aceita levantar-se da cama para se dirixir ao seu posto de trabalho. Também o filósofo Michel Foucault asseguraria que um operário é unha espécie de mistura de xestos, órganos e desexos, convenientemente disciplinada, vixiáda e castigada, para se mover como os operários o fazem. No entanto, o Parlamento britânico non concluíu que o senhor Peel debería ter levado para o río Swan o panótico de Bentham (isto é, aquele imenso dispositivo de vixilância e controlo disciplinar exaustivo de que nos fala Foucault), nem se lhe ocorreu enviar directores de consciência que fixéssem as liberdades de lá mudar de parecer relativamente ao som do despertador. Um operário indisciplinado que, polo menos em Manchester, atira o despertador pola xanela e decide continuar a dormir, non deixa por isso de ser um operário. Transforma-se, simplesmente, num operário no desemprego. Em Manchester, non se deixa de ser operário assim tán facilmente: nem à força de liberdade nem à força da indisciplina. Desta maneira, o Parlamento britânico non se tornou nem sartriano nem foucaultiano, mas teve quase unha espécie de revelaçón “platónica” ou, se quiser-mos, estructuralista: em vez de exportar a “mauvaise foi” sartriana ou a microfísica das disciplinas foucaultianas, pôs-se a pensar em como xerar materialmente certas “condiçóns estructurais” que, sem necessidade de pôr em xogo unha intervençón continuada de exercícios de poder, fossem capazes de fazer o operário ser operário.
Assim que, sabendo que a prosperidade non era nada novo para mim, non outorguei muita importância ao auge de Canet; xamais tivem um conceito estábel da riqueza. Quando os negócios começarom a ir-me bem, sabía o que som os vaivens da fortuna e que ésta é unha deidade muito volúbel. Podía ter-me enrriquecido em Barcelona com o ofício de negro de estudantes, incluso podía ter unha carreira de proveito, unha vez volto aos estudos e aos libros; mas o que era capaz de aprobar por encargo, era incapaz de sacá-lo para mim. E, alí estaba, empantanado nunha ciénaga de suspensos em Matemáticas, Física e Química, e enrredado noutras peripécias menos exemplares e de maior solaz. Decidím polo tanto cortar com esta etapa de falsificaçóns e de cátedra latinista, pois o importânte era viver a minha vida sem que nada nem ninguém me atosigara. Dabame igual unha cousa que outra, sempre que a minha liberdade non peligrara: soplón anarquista entre maderos, confidente de putas, falsificador de exámes, camarero, contrabandista ou mamporrero. Agora, tocaba camarero outra vez; mas com mais fundamento que os dias da cafetaría de Aribau. (…) Para minha disculpa, caso de que a necessitára, e para que non haxa malos entendidos, direi que o gacho non me interessaba nada; mas, a mulher sim. Voltabam de unha “noche loca” e o “gin-tonic” rezumaba por todos os poros da sua pel. Levabam duas semanas em España e até entón eram unha parexa discreta e reconcentrada neles mesmos: um matrimónio xovem, menores de trinta anos, acaso em “lua de mel”. Mas, esa noite soltou-se a lado selvaxem e queriam seguir a festa dentro do bar do qual, a essas horas da madrugada, eu era dono e senhor. O bar estaba pechado, excepto para mim e para quem eu queria admitir. Meditaba na penumbra, solitário e nebulosamente beôdo, como esperando algúm suceso extraordinário. No fundo, o único que esperaba era a plenitude da solidón: esse momento no qual se reseca a boca, agudiza-se o entendimento de maneira insufríbel e as cousas vem-se com unha espantosa claridade. O alcohol, em vez de embotar o pensamento, agudíza-o. Bebe-se para escurecer a mente e para destruir o corpo; e notas que este começa a pôr-se ingrávido e aquela resplandecente. Naquel tempo ocurría-me algunhas vezes. Somente a resaca presentída para o día seguinte me paraba; tudo o que era ingravidez pola noite, transformába-se em pedra e martírio ao despertar. Entón a luz da razón torna-se torpeza e a cabeça é um campo de batalha. Nel lutam a néboa com a luminosidade, a lembrânza com o esquecimento, o vigor com o cansaço. O resultado é unha dor enlouquecida que rebota, sem escapatória, dentro do crâneo; tálmente as migranhas de doña Montse.
Pascal descrebe Epicteto da seguinte maneira: “É um dos filósofos do mundo que melhor conheceu os deberes do home. Acima de tudo, quer que este considere Deus, como seu principal obxecto; que estexa persuadido de que governa tudo com xustiça; que se submeta a ele de bom grado, e que o siga de forma voluntária em tudo, considerando que fai tudo com grande sabedoria: que assim, esta disposiçón calará todas as queixas e todas as maledicências e preparará a sua mente para suportar com calma os acontecimentos mais penosos. “”Nunca digam, (afirma Epicteto): perdim isto. Digam antes: Devolvim-no. O meu filho morreu, devolvim-no. A minha mulher morreu, devolvim-na. Fixem o mesmo com as riquezas e com tudo o resto. Mas dizem que aquele que mo tira é um malvado. ¿Porque é que vos zangais quando aquele que vo-lo emprestou o volta a pedir? Enquanto vos deixa usá-lo, cuidai dele como um bem que pertence a outro, tal como um home que está a viaxar se considera a si próprio dentro de unha estalaxem. Non deveis desexar que essas cousas que se fazem se fagam como quereis, debeis querer que se fagam como acontece””. “”Lembrai-vos (afirma noutro momento) de que estais aquí como actores e representais unha personáxe de comédia, que o “senhor” vos quixo dar. Se a personáxe for curta, interpretai-a de forma curta; se for longa, interpretai-a de forma longa; se quer que interpreteis um mendigo debeis fazê-lo com toda a naturalidade possíbel; e debe ser assim com tudo. É responsabilidade vossa representar bem a personáxe que vos foi atribuída; mas escolhê-la é cousa de outros. Tende sempre diante dos vossos olhos a morte e os males que parecem mais insuportábeis, e nunca pensareis nada baixo, e nunca desexareis nada com excesso””.”
Os rapaces, impacientes para esperar a que a fornada saíse e antes de que a masa se dividese en bolos, pedían ós pais que lles deixasen probar a masa fritida en aceite (se era en manteiga de vaca, a felicidade era completa) e estirada en finas tortiñas.
INGREDIENTES:
Masa de trigo, millo ou centeo acabada de levedar; manteiga de vaca ou aceite.
RECEITA:
Ben estirada a masa, facíanse as tortas (do diámetro do fondo dunha tixola mediana) e botábanse en dúas/tres culleradas de aceite ou manteiga derretida. Nun par de voltas, e esmagándoas co garfo, xa estaban listas e eran practicamente devoradas así en quente.
GALICIA PARA COMELA (VOLUME I) HÉRCULES DE EDICIONES S. A.
Desta forma, partilhou a certeza de Schopenhauer de que non podemos conhecer o mundo tal como é, mas que lidámos sempre com a nossa representaçón, com a imáxe que dele construímos. Vemos o mundo que pensamos conhecer tal como ele nos aparece a nós como humanos. A postura de Wittgenstein participa aínda da crítica ao conhecimento humano que Kant desenvolveu na “Crítica da Razón Pura”: só podemos conhecer o mundo dos fenómenos, isto é, a realidade tal como ela é recebida polos nossos sentidos e fica configurada polos nossos esquemas mentais; a realidade tal como é em si mesma é-nos vedada. Tem igualmente afinidades com a demolidora análise do conhecimento, de Nietzsche. De facto, a filosofia de Kant teve um impacto considerábel em Schopenhauer e este, por sua vez, influíu em aspectos fundamentais da filosofia de Nietzsche. Igualmente, Wittgenstein herdou de Schopenhauer a ideia da impossibilidade de unha hierarquia de linguáxens e a crença de que a linguaxem quotidiana, isto é, o “non lóxico”, está em ordem tal como é. Para conceber o que Wittgenstein xulgou essêncial no pensamento de Schopenhauer é interessante considerar a opinión tán negativa que este mereceu de Boltzmann. Wittgenstein leu atentamente os seus “Escritos Populares”. Num polémico capítulo sobre Schopenhauer, Boltzmann realçava o carácter “acientífico” e pouco rigoroso da sua filosofia, criticando tanto os seus conceitos fundamentais como a base da sua proposta ética, a visón pessimista da existência humana. Embora partilhasse unha parte dessas críticas, Wittgenstein debe ter pensado que a Boltzmann lhe escapava o fundamental: a sua capacidade para ver as cousas nunha perspectiva individual. Schopenhauer (como Weininger) proporcionou-lhe alternativas aos modelos estabelecidos na academia anglo-saxónica.
Heis aquí as Azores, últimas pérolas vacilantes na antiga coroa portuguesa. O capitán por xentileza, apartou-se lixeiramente da rota e enfilou o buque por entre duas ilhas cuxo verdor alegre, rompeu a matadora monotonía do Oceáno, encanta a mirada e levanta o corazón. Ambas estavam prolixamente cultivadas, e o esforço humano obstenta-se por todas as faldas da montanha. Aspiramos com ledícia, durante momentos a atmósfera cargada de emanaçóns vexetais, e logo o grupo de ilhas começou a perder-se no horizonte, desvanecêndo-se como unha ilusón. (…) Depois de unha larga travessia de quince días, avistamos as pintorescas costas da Guadalupe e o vapor arroxa a âncora na bahía da Pointe-à-Pitre. O efeito óptico resulta admirábel: a luxuriosa vexetaçón dos trópicos, tán característica sempre, obstentosa ante os olhos extácticos dos europeios, que contemplam em pasmáda admiraçón os elegantes coqueteiros, com seus frutos apiñádos na altura e os bananos de largas e perezosas ramas, lentamente mecidas polo vento. O calor é violento e todos desexámos saltar a terra, quando se nos anûncia que Pointe-à-Pitre está em quarentena, porque fai estragos a febre amarela. Para nós non había inconveniente em baixar, por quanto nos portos da costa do Caribe, a onde nos diriximos, habita com tanta frequência essa temída maleita, que se considéra xá como da família. Mas, como da Guadalupe parte o anexo que debe conducir ao seu destino os passaxeiros que ván para Cayena e ahí seríam suxeitos a quarentena, evitámos o contácto para non os comprometer. Este ailhamento non impéde (o que me fai rir, sobre a eficácia destas quarentenas em todas as partes do mundo) que nos abasteçámos de víveres em abundância, especialmente de frutas. Volto a encontrar o sabroso aguacate, que os francêses chaman avocat, os peruanos palta, que varía de denominaçón em cada Estado de Colombia e que Humboldt chamou tán exactamente “manteiga vexetal”. Aparece a chirimoya, clássico fruto tropical, com o seu sabor a caramelo, e o mango indixesto, que trascende desde lonxe à essência de trementina. Mirámo-los com olhares ávidos, porque o calor incita, mas a prudência vence e recuámos, evitando unha febre segura. Horas depois detémo-nos em La Basse-Terre, no costado oposto da ilha. O aspecto é menos brilhante, e tampouco nos está permitido baixar a terra. Ao cair da noite, continuámos viáxe, e sobre a aurora tocámos por breves momentos em Saint-Pierre, a capital comercial da Martinica, como Fort-de-France é a capital política. Apenas clareaba, seguimos marcha, polo que me sería impossíbel dar notícia deste porto, que asseguram oferece um belíssimo quadro à vista. Por fim, heis-nos em Fort-de-France, o antigo Fort-Royal, teatro de tantas e tenáces lutas entre inglêses e francêses, a patria da “Doce Josefina Beauharnais”, cuxa estátua, em lascivo tráxe do Directório, se levanta na praça; aquí o lugar onde passou a sua xuventude aquela mademoiselle d’Aubigné, que debía casar-se em primeiras núpcias com um rimador paralítico e mendicante e em segundas com um senhor Borbón, que reinou sessenta anos a França baixo o nome de Luis XIV.
A pergunta-chave é como o modelo de individualidade firme e autónoma que a Modernidade oferecia se transformou nunha personalidade autoritária cuxo carácter distintivo consiste nunha submissón extrema ao líder, como as ideias de liberdade e igualdade som substituídas por recursos à hierarquia e à dependência. Abandona-se assim o indivíduo a unha esfera pública “desnaturada” que passa a identificar-se com a propaganda e a manipulaçón informativa. A sociedade de massas aniquila o núcleo iluminista da esfera pública. Tudo isto explica o auxe histórico do nazismo e de outras manifestaçóns do autoritarismo. O lazer, o consumo promovido polas novas indústrias culturais, a publicidade comercial e os meios de comunicaçón transformam-nos de público culto em público consumidor de cultura de massas. A consequência é que da esfera privada xá non brota unha publicidade criticamente informada, pois as distâncias foram abolidas e o privado – terreno necessário para o surximento do indivíduo que pensa por si mesmo – foi invadido polo ronronear incessante, primeiro da rádio e depois do televisor e das novas tecnoloxias. A saída que se vislumbra para esta situaçón é que “as pessoas venham a tomar nas suas máns as condiçóns da sua existência privada, servindo-se da mediaçón de unha esfera pública politicamente activa”. Habermas volta à carga defendendo o momento burgués iluminista: “A cultura burguesa non era mera ideoloxia, xá que o raciocínio das pessoas privadas nos salóns, clubes ou sociedades de leitura non estavam directamente submetidos ao ciclo da produçón e consumo, aos dictames das necessidades existenciais; visto que antes estaba na posse de um carácter “político” emancipado ( no sentido grego ) das necessidades existenciais também na sua simples forma literária (na autocomprehensón com relaçón às novas experiências da subxectividade), podia constituir-se nunha ideia que depois dexeneraria em ideoloxia, a saber, a ideia de “Humanität”.” Ocorre depois unha “refeudalizaçón” da esfera pública, regressam os estilos ostentatórios da realeza consubstanciados no cesarismo dos novos líderes. Ao raciocínio e ao debate sucedem-se, com a axuda dos meios de comunicaçón e de propaganda, os usos aclamatórios. O carisma do líder ofusca o espaço das argumentaçóns racionais. As campanhas eleitorais, com as suas ladainhas de “slogans” e os seus argumentários fechados, som um insulto à intelixência dos cidadáns. Habermas, polo contrário, defende um espaço público discursivo e um tecido político associacionista – unha democracia participativa e radical -, mais além do sistema dos partidos de massas. O “partido da integraçón (…) captava temporariamente os eleitores e motivava-os para a aclamaçón sem remover a sua menoridade política”
Quando os céus están limpos e a Lua non brilha muito, o reverendo Robert Evans, um home sossegado e bem disposto, coloca um velho telescópio no terráço traseiro da sua casa nas Blue Mountains, na Austrália, e pôm-se a fazer unha cousa extraordinária. A perscrutar o passado, encontrando estrelas mortas. Olhar para o passado é a parte mais fácil. Dê unha espreitadela no céu nocturno, e o que vir xá passou à história, e há muito tempo – verá as estrelas, non como elas som agora, mas como quando a luz as deixou. A verdade é que a Estrela Polar, nossa fiel companheira, pode muito bem ter-se extinguido no passado mês de Xaneiro, ou em 1854, ou em qualquer outra data desde o século XIV, e nós simplesmente ainda non sabemos. O máximo que podemos afirmar é que ainda estaba a arder há 680 anos. As estrelas morrem a toda a hora. O que Rob Evans faz melhor do que qualquer outra pessoa, que algunha vez tentou fazer o mesmo, é detectar esses momentos, de despedida celestial. Durante o día, Evans é um simpático sacerdote xá reformado da Uniting Church da Austrália, que faz alguns trabalhos por conta própria e investiga os movimentos relixiosos do século XIX. Mas à noite é, à sua modesta maneira o titán dos céus. Anda à procura de “supernovas”. As supernovas surxem quando unha estrela xigante, muito maior que o nosso Sol, cai e explode de forma espectacular, libertando num instante a enerxia de cem mil mulhóns de soles, que, durante algum tempo, ardem com mais intensidade e luz do que todas as estrelas da galáxia. “É como um bilión de bombas de hidroxénio a rebentar ao mesmo tempo”, afirma Evans. Se unha explossón de supernovas acontecesse num rádio de quinhentos anos luz de nós, seríamos aniquiládos – “sería o fim do espectáculo”, diz Evans com humor negro. Mas o universo é muito vasto, e as supernovas están demasiado lonxe para nos poderem causar qualquer dano. Na realidade, a maior parte está a distâncias tán inimaxinábeis que a sua luz só nos chega sob a forma de unha tenuíssima cintilaçón. Durante o mês em que se conseguem ver, a única cousa que as distingue das outras estrelas é o facto de antes non haber nada naquela porçón de espaço que agora ocupam. E é dessas raríssimas e anómalas alfinetadas brilhantes que o reverendo Evans anda à procura na superpovoada cúpula do céu nocturno. Para perceber a importância deste feito, imaxine unha mesa de casa de xantar coberta por unha toalha negra, onde alguém deixa cair unha mán cheia de sal. Suponhamos que os gráns de sal som unha galáxia. Agora imaxine mais mil quinhentas mesas iguais, suficientes para encherem o parque de estacionamento de um hipermercado, ou para preencher unha linha de três quilómetros de comprimento – todas com sal espalhado aleatoriamente. Agora acrescente um grán de sal a qualquer unha das mesas, e deixe Robert Evans andar por entre elas. Ele vai encontrá-lo logo. Esse grán de sal é unha supernova. O seu dom resulta tán excepcional, que Oliver Sacks, em “Um Antropólogo em Marte”, lhe dedica unha passaxem de um capítulo sobre sábios autistas – acrescentando rapidamente que “non está a suxerir que ele sexa autista”. Evans, que nunca conheceu a Sacks, rí-se de poder ser considerado autista ou sábio, mas non consegue explicar bem de onde vem o seu talento. “Parece que tenho unha queda especial para memorizar campos de estrelas”, disse-me com ar de quem pede disculpa, quando o fum visitar, a ele e à sua mulher, Elaine, na casinha digna de unha postal, que habitam num recanto tranquilo da vila de Hazelbrook, onde finalmente acaba a enorme cidade de Sydney e começa a infindábel floresta australiana. “Non tenho grande xeito para outras cousas”, acrescentou. “Non consigo lembrar-me dos nomes das pessoas…” “Nem de onde deixa as cousas”, gritou Elaine da cozinha.
As expectativas mais elevadas de quem está mais bem situado serán xustas se (e apenas se) funcionarem como parte de um modelo que melhora as expectativas dos membros menos favorecidos da sociedade. O “princípio de diferença” tem, assim, a funçón de resgatar os que perdem imerecidamente na competiçón social debido ao fracasso da “igualdade de oportunidades”. Mas non o faz com unha vocaçón puramente compassiva, apesar de ser o princípio que – dos três – melhor combina com a ideia de fraternidade, como o próprio Rawls reconhece, respeitando assim a antiga herança revolucionária de “liberté” (princípio de igual liberdade), “égalité” (princípio de igualdade de oportunidades) e “fraternité” (princípio de diferênça), visto que representa o culminar do ideal politicamente igualitário da reciprocidade. Segundo Rawls, “o princípio de diferênça parece corresponder ao significado natural da fraternidade: a saber, à ideia de non querer ter maiores vantaxens a non ser que isto sexa em benefício de quem está nunha pior situaçón”. Porém, non fica claro se aqui Rawls interpreta a fraternidade como unha virtude das instituiçóns, procurada por si própria, como a liberdade e a igualdade, ou enquanto consequência involuntária, mas desexábel, do “princípio de diferença”. A unión inseparábel entre a “igualdade de oportunidades” e o “princípio de diferênça” impede que se defenda que a teoria de Rawls está ao serviço da “meritocracia”. A teoria de Rawls non significa meritocracia, mas sim igualitarismo. A igualdade estructura toda a teoria, podendo os seus traços mais característicos ser vistos em três dos seus aspectos constitutivos: a aplicaçón dos princípios de xustiça à estructura básica da sociedade, o ideal de igual cidadania que os princípios servem, e a ideia de reciprocidade, sem a qual non se concebe unha sociedade xusta.
Os poetas novos, como se os conhece convencional e convenientemente, forom chamados assim por um poeta mais velho a quem non gostavam, ou ao menos algúns deles. Observa-se que a supressón da “S” final foi noutro tempo característica dunha fala refinada, mas que agora semelha algo rústica, “subrusticum”. Agora, os poetas novos evitam-na, “nunc fugiunt poetae noui” (Acostumávamos falar assim), xunta citando os Annais de Ennio e de Lucilio. Aproximadamente um ano mais tarde, refére-se outra vez a estes poetas pondo polas nubes as virtudes de Ennio. “¡Oh poeta excelso, ainda que sexa despreçado hoxe por estes cantores de Euforión!” ¿Quem eram estes poetas, cantores Euphorionis? Catulo non, certamente, pois tinha morto há quase dez anos. Probabelmente o seu amigo Cina, um dilixente imitador de Euforión, e poetastros contemporâneos imitadores de Cina. Possibelmente se tratára de Cornelio Galo, entón de uns vinticinco anos, e que traducíu a Euforión. É um erro cometido com frequência falar da “poesia de Cicerón” como se fora um corpus, em que se puidéra trazar um desarrolho consequênte desde o princípio ao fim. Cicerón era sério com respeito à poesía, sempre que o seu carácter lho pedíra. Dominaba a forma poética até um gráu excepcional e nunha idade muito temperám, e na sua versón xuvenil dos “Phaenomena” de Arato produxo os primeiros hexámetros elegantes escritos em latím. Aquel desafortunado verso, escríto anos mais tarde, debe-se perdoá-lo e esquecer: “O fortunatam natam me consule Romam!” (¡Oh afortunada Roma, nacida no meu consulado!) Non pode ridicularizar-se a Cicerón nem como poeta, nem como crítico de poesía: Foi um crítico perspicaz e muito digno de ter-se em conta, e tán bom poeta, como um home muito sensato, que nunca experimentou o furor sagrado da poesía. No cinquenta antes de Cristo, Cicerón começa unha carta a Ático, com unha referência maliciosa a um maneirismo dos poetas novos, o hexámetro espondaico. “Chegados a Brindis o vintiquatro de Novembro, com tanta bonanza na viáxe coma tí. “Suavemente nos soprou desde o Epiro o Onquesmítico”. ¡Ea, vende este espondaico como teu a qualquer dos neotéricos!” Esta graciosa composiçón de Cicerón, é perfeita, cerrando com unha “erudicta” alusón xeográfica a um minúsculo porto da costa do Epiro. O hexámetro espondaico é tán antigo como Homero, mas nel resulta infrequênte e fortuíto. Nos poetas helenísticos – Arato, Calímaco, Apolonio, Euforión e outros – e nos seus emitadores latinos fai-se frequênte e intencionado. Cicerón era muito consciênte disto, xá que se esforçava por evitá-lo.
“Na minha opinión, o “cientista normal”, como Kunh o descrebe, é unha pessoa de quem nos deberíamos compadecer. (…) O “cientista normal”, tal como Kuhn o descrebe, non tívo unha boa formaçón. Foi educado dentro de um espírito dogmático: foi víctima de adoutrinamento. Aprendeu unha técnica que se pode aplicar sem se perguntar porque pode ser aplicada”. E vai mais lonxe na sua avaluaçón negativa da ciência normal: “Admito que este tipo de actitude exista, mas vexo nela um perigo muito grande, nela e na possibilidade de ser normal (…): um perigo para a ciência e também para a nossa civilizaçón.” Resumindo, em Popper, ao contrário de Kuhn, a ciência normal non é boa ciência, mas ciência radicalmente mala. Assumindo unha espécie de visón trotskista do desenvolvimento da ciência. Popper defende de maneira explícita unha “Revoluçón permanente” na investigaçón científica, contra a qual Kuhn, na sua réplica posterior, obxectará que esixir unha “revoluçón permanente” na ciência sería como perseguir a ideia de um “quadrado redondo”, ou sexa, unha contradiçón intrínseca. Popper também está disposto a admitir que, quando um cientista emprehende unha investigaçón sobre certo campo inovador da experiência, o faz necessariamente dentro de certo quadro conceptual xeral, pressupondo certas noçóns básicas e princípios fundamentais -um paradigma, se preferirmos. Mas este quadro conceptual pressuposto pode ser questionado polo investigador em qualquer momento. O cientista pode sair dele para avaliar os seus possíbeis méritos e deméritos, e compará-lo com o quadro conceptual diverxente de que parte um colega. Segundo Popper, Kuhn é víctima daquilo a que chama “o mito do referencial”, quer dizer, a crença na impossibilidade de o investigador sair por momentos do referencial de conceitos e princípios dentro do qual trabalha e compará-lo com um referencial concorrente. Este mito do referencial conduziria, por sua vez, a unha visón “irracionlista e relativista” da actividade científica: é irracionalista porque, se é impossíbel examinar criticamente, através de argumentos racionais, os méritos e defeitos respectivos de dous referenciais, a passaxem de um paradigma para outro só pode derivar de unha decisón irracional, unha espécie de conversón relixiosa; e é relativista porque, non habendo critérios comuns para avaliar os diferentes referenciais, cada cientista pode continuar a aderir, se assim quiser, à verdade relativa do seu referencial, aconteça o que acontecer.
Tán exasperante para os viticultores, como fascinante para os catadores. A pinot noir é a uva dos grandes borgonhas tintos. A sua Meca é a Côte d’Or, mas atesoura unha larga história nos archivos borgonhóns, que a fán remontar ao século XIV. Alberga unha certa inestabilidade xenética, que leva a numerosas mutaçóns, e também é bastânte senssíbel às doênças. As xeládas de primavera, no verán as chuvias e os grandes calores, e depois o frescor outonal dificulta a maduraçón, ademais dá pouco vinho. O sabor da pinot noir resulta difícil de definir porque, como ocurre com outras variedades tintas, depende muito dos terrenos e também da vinificaçón.
LUGARES ONDE SE PODE ENCONTRAR
A história deste Domaine remonta-se ao seu fundador epónimo e a 1880, mas foi o actual Robert Drouhin quem, em 1957, tomou o mando e elevou a sua fama. Non só limitou os fertilizantes, travou os químicos e reducíu os rendimentos productivos, também comprou vinhedos em Chambertin-Clos de Bèze, Bonnes Mares e Musigny. Em 1973 contratou a primeira enóloga de Borgonha, Laurence Jobard, e foi ela quem criou este vinho, na faustuosa adega gôtica debaixo do antigo palácio dos duques de Borgonha, construído para os reis da França. Ao norte de Beaune, depois de Grands-Echézeaux e Clos Vougeot, um pouco antes do poboádo Chambolle, há um pequeno promontório com unhas vistas fantásticas sobre a explanada que se encontra debaixo. O chán parece lixeiro e está pragado de pequenos seixos. É Musigny, que oferta um vinho de pureza excepcional. Pesse à sua xuventude, predominam os sabores a cereixa e violeta, mas só depois do envelhecimento aparecem os autênticos sabores. Refinado e complexo, matíces de folhas caídas, bosques exóticos, incluso rastros de couro. No paladar é um vinho de um refinamento, harmonía e elegância incomparábeis. No seu melhor momento, é a expressón mais pura da pinot noir do mundo. A anhada de 1978 foi memorábel em toda Borgonha. Dado que a produçón total do Musigny de 1999 foi só de duzentas e vinte caixas, os afortunados que tenham unha garrafa podem considerar-se ricos.
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Quando em 1760 a família de Groonembourg decidíu vender as suas acçóns dos vinhedos de Vosne e La Tâche, estes vinhos xá gozabam de grande prestíxio. Aquilo explicaba a ferocidade com que se desatou a guerra das puxas, e o preço final que teve de pagar Louis François de Bourbon, príncipe de Conti, para desbancar a sua enemiga declarada, madame de Pompadour. Logo, xuntou o seu título ao nome da finca Romanée, unha xóia confiscada trinta anos antes pola Revoluçón. Unha das habilidades mais notábeis do vinhedo de La Tâche é alumbrar unha fantástica pinot noir, incluso nas cepas teoricamente “acabadas”; toda unha proeça, dada a natureza extremadamente indómita da pinot noir borgonhona. O vinhedo tem pouco mais de seis hectáreas e apenas produze mil novezentas caixas ó ano, se bem isto representa a maior producçón dos “grands crus” da finca. O seu extratosférico preço entende-se pola conxunçón da escasséz e da exacerbada reputaçón da vinha. A producçón foi reduzida em 1999 e o vinho é, consequentemente, ainda mais concentrado. Degustado nada mais apresentar-se, tem um buquê asombrosamente complexo a carne magra, essência de morângo e fumo. Ao paladar, exhibía taninos bastânte marcados, mas envoltos num sumptuoso manto de frutos roxos e negros, xeneroso carbalho e destelhos de acidéz própria de cereixas, mentras que o pesado final se desarrolha entre cereixa negra, madeira de sândalo e notas de especiarias.
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O Domaine Armand Rousseau non é só o maior proprietário de Chambertin, senon também o segundo proprietário mais importânte da vecinha Chambertin-Clos de Bèze. A finca incluíe nada menos que seis “grands crus”, que entre todos se extendem por oito hectáreas, fundadas nas décadas de 1950 e 1960 por Charles Rousseau e o seu pai. O vinho elabora-se por pautas modernas nos arredores de Gevrey-Chambertin. O Chambertin e o Clos de Béze som vinificados utilizando parte dos cangalhos, depois do qual é aloxádo nunha adega para que cumpra o procéso de fermentaçón maloláctica e para esperar que se emgarrafe a colheita anterior. As barricas som trasladadas a unha adega mais profunda e mais fría, traséga-se unha vez e emgarrafa-se ao cabo de mais ou menos vinte meses. Chambertin e Chambertin-Clos de Bèze som dous dos poucos vinhos que podem situar-se na cima da xerarquía borgonhona, xunto ao melhor de Vosne-Romanée. ¿Qual é a diferênça entre o Chambertin e o Clos de Bèze? No caso de Rousseau, e utilizando as palabras do próprio Charles, “o Chambertin é masculino e robusto. Carece de parte da delicadeza na sua xuventude, para logo redondear-se. O Clos de Bèze resulta mais complexo, tem mais clásse e é mais delicado”. Este Clos de Bèze é profundo, apresenta múltiples dimensóns, está super concentrado, é rico, suave e maravilhosamente equilibrado.
Popper aceita, e até sublinha, a necessidade de reformas sociais e políticas para resolver os problemas, muitas vezes urxentes, com que unha determinada sociedade se confronta. Mas “reforma” é algo muito diferente de “revoluçón”. As “reformas” non pretendem melhorar toda a sociedade de unha só vez, mas fazê-lo passo a passo: primeiro resolve-se este problema, depois o outro, depois o seguinte. Esta metodoloxía para resolver problemas sociais é descrita por Popper como “enxenharia social”. É unha forma de proceder parecida com a do enxenheiro ou do cientista experimental que tenta resolver um problema complicado: primeiro fixam-se certos parâmetros e modificam-se outros para ver o que acontece. Se isto conduzir a um resultado satisfactório, no passo seguinte modificam-se alguns dos parâmetros que antes se tinham fixado. E assim sucessivamente. É este o espírito reformista defendido por Popper, muito diferente do espírito revolucionário. O único tipo de revoluçón que Popper aceita é aquele que derruba um rexíme dictatorial ou autoritário, para abrir caminho a unha sociedade verdadeiramente democrática, ou sexa, unha “sociedade aberta”, na sua terminoloxía. Tal sociedade é precisamente aquela em que ninguém é detentor do poder absolucto, e em que o Estado non é um fim em si mesmo. Nunha “sociedade aberta”, o poder político é sempre controlado por unha multiplicidade de instituiçóns ou contrapoderes, e a sua finalidade é sempre beneficiar todos e cada um dos indivíduos, e non unha instância supostamente superior a eles.