
Para iniciar-se na escritura, o fundamental é, xá vir arrastrando escondidas ganas de o fazer. Se o bichinho andaba a roer por dentro, um poderá acáso, mais tarde ou mais cedo, por cair na perigosa tentaçón do démo. Primeiramente, há que albergar unha sólida bagáxem como leitor empedernído, ser um amante da sabedoría, e preocupar-se um pouco pola humanidade, non demasiádo, até ao ponto de metermo-nos na vida dos outros. Logo, há que ter algo que dizer, pois doutra maneira, vale mais non escreber nada, e estar caladinho. Outro aspecto importante, será o domínio da fala com a qual vamos trabalhar, um profundo respeito polo idioma, procurando non estragar unha herança comúm a todos. O conhecimento dos segredos e das técnicas do ofício, xá virám com o transcorrer dos tempos e das vidas. ¿Escreber na solidón ou no ruído do mundo? ¿De pé ou de pernas pró aire? ¿Recorrer à metáfora ou refutá-la? ¿Fazer falar um morto ou unha personáxe? Todas as formas puidéram ser válidas, como na guerra! O gosto de comunicar com outras mentes perdidas, nesta nossa varafunda. Mas porém, non também, estar demasiádo dependente dos leitores, e da opinión pública, e da popularidade, tendo em conta, que estes vícios som sempre património de unha escássa minoria, que lógra disfrutar com estas cousas. ¡¡Puras palabras!!
LÉRIA CULTURAL