
FEIJOO Y MONTENEGRO, fray Benito Jerónimo (Casdemiro, Ourense, 1676 – 1764). Importante ensaista cuxos discursos e cartas foram unha das aportaçóns mais lúcidas e vigorosas á vida espanhola e à literatura da primeira metade do século XVIII. Feijoo fíxo-se benedictino em 1690, e desde 1709 ensinou teoloxía no Mosteiro de San Vicente de Oviedo. Alí realizou a sua obra, e manteve correspondência com muita xente, incluso depois da sua retiráda em 1739. Naturalmente, esteve influído pola Ilustraçón francesa e também pola tradiçón erasmista espanhola, especialmente por Juan Luis Vives (1492-1540). Atacou a ignorância supersticiosa na qual tinha caído o pobo e o clero espanhol. Defendeu a investigaçón imparcial, o estilo de prosa clássico sem recargamentos frente aos excessos barrocos caricaturizados polo padre Isla, no seu “Fray Gerundio” (1758), e a experimentaçón frente à cega aceitaçón da tradiçón e o dogma. Apresentado a miúdo como o Voltaire espanhol, Feijoo era em realidade um conservador em muitos aspectos, defendendo, por exemplo, os priviléxios da aristocracía ou a continuidade do intervencionismo eclesiástico em asuntos do estado. A sua vida pública caracteriza-se pola ausência de incidentes notábeis. Denominába-se a si mesmo um “cidadán libre da república das letras” e passou toda a sua vida compôndo os tractados polos quais é conhecído hoxe, e respondendo aos panflectos e cartas dos seus críticos, entre os que se encontrabam o dominicano Jacinto Segura, Torres Villarroel, Mañer e Armesto y Osorio. Em 1750, Fernando VI ordenou que ninguém voltára a atacar os escrítos de Feijoo. Foi unha victória dos seus aliádos, tais como o padre Isla, Sarmiento e Juan de Iriarte. As suas obras som: “Carta apologética de la Medicina scéptica del doctor Martín Martínez”; os cento dezoito discursos do “Theatro crítico universal” (9 vols., 1726-1740); as cento sessenta e três cartas “Cartas eruditas y curiosas” (5 vols., 1742-1760); a “Justa repulsa de iniquas acusaciones” (1749); e as obras que non chegou a imprimir em vida, “Adiciones” (1783), “Las poesías” (Lugo, 1899), e “Colección de poesías inéditas” (Vigo, 1901). Aínda que Feijoo non era um epecialista e nunca se dedicou a investigar rigorosamente um problema concreto, os seus interesses enciclopédicos e o seu espírito científico, fán dele unha personáxe excepcional do século XVIII espanhol. Os seus ensaios ocupam-se das supersticóns e o folklóre (mostrando como o ignorante pretende xeneralizar a partir de um feito único, sem intentar repetí-lo para verificar a sua hipótese), de política, história e sociedade, de linguáxe, literatura e estéctica, e da maioría das ciências. Muitas das ideias de Feijoo, espressadas de forma farto liberal, despertaram polémicas. Entre estas temos “Los orígenes de las lenguas gallega e portuguesa”, “Música de los templos”, “Milagros supuestos” (consideraba que eram suficientes os poucos milágres autênticos e que non había necessidade de inventar mais), “Defensa de las mujeres” e “El estudio no da entendimiento”.
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