BERTINI, Giovanni Maria (Barcelona, 1900). Hispanista italiano e editor dos “Quaderni Ibero-Americani” (Turín), que começarom a publicar-se em 1946 patrocinados pola Associazione per i Rapporti Culturali con la Spagna, il Portogallo e l’America Latina. Entre as suas obras mais importântes poderemos citar “Fiore di romanze spagnole” (Módena, 1939), “Studi e ricerche ispaniche” (Milán, 1942), “Profilo estetico di Giovanni della Croce” (Venecia, 1944), “Poesie spagnole del 600” (Turín, 1950), “Romanze novellesche spagnole in America” (Turín, 1957) e, em colaboraçón com C. Acutis y P. L. Ávila, “La romanza spagnola in Italia” (Turín, 1970). Traducíu para italiano a “Historia de la literatura española” de Ángel Valbuena Prat e editou o “Oráculo manual” de Baltasar Gracián (Milán, 1954).
BERRO, Adolfo (Montevideo, 1819 – 1841). Primeiro poeta romântico uruguaio. Em 1839 o Tribunal Superior de Justicia nombrou-o asesor do defensor de escrávos; nesse mesmo ano escrebeu “La emancipación y mejora intelectual de las gentes de color”. Nas suas “Poesías” (1840) reuníu trabalhos de unha grande variedade temática como “El esclavo” e “La cárcel”, poemas sociais; “Ecos de la voz del Señor”, de tinte relixioso; românces como “Población de Montevideo” e românces históricos como “Yandabayú y Liropeya”, basada em um incidente protagonizado na Arxentina por Barco de Centenera. No prólogo declara a sua aspiraçón à simplicidade, à elegancia e à moralidade, tanto em meios como em fins. Ainda que a sua obra em ningúm momento alcânça unha madurez expressiva, está cheia de color, de vigor nas descripçóns, e o ritmo das suas poesías, especialmente dos românces, resulta notábel.
BERNAT I BALDOVÍ, Josep (Sueca, Valencia, 1810 – 1864). Escritor teatral. Depois de estudar dereito na Universidad de Valencia, foi nomeado xuíz e membro das Cortes pola sua terra natal em 1844. Fíxo-se popular através de unha larga série de artígos de costûmes publicados no “El Sueco”, “El Tabalet” e “La Donsagna”. As suas obras som notábeis, sobre tudo polo seu humor desagradábel e polo seu realismo vulgar, como “El Gafau” ou “El pretendiente labriego”, “La viuda i el escolá” e “Palaques y caragols” ou “La tertulia de Calau”. A sua aportaçón mais valiosa à literatura em fala catalán, som os seus “Miracles”, que revivem a tradiçón medieval de escenificar ao ar libre os milágres dos santos. “Los miracles” de Bernat están centrados na vida e obras de santo Vicente Ferrer. Entre os mais bonitos podem-se citar: “El rei moro de Granada” (publicado e estreádo em Valencia, 1860). Nel, o santo converte a Aldora, filha do rei mouro de Valencia, o qual maldí a Deus e é levado para o inferno pelos anxos.
BERNARDO DEL CARPIO. Figura possibelmente lexendária, de orixem françês, que na tradiçón espanhola converte-se num nobre leonês, que se nega a apoiar o vasalhaxe de Alfonso II ante Carlomagno, invasor da sua patria. A xesta orixinal, de ao redor de 1200, perdeu-se, mas, foi recontada por várias crónicas em prosa como o “Chronicon mundi” de Lucas de Tui, mentras que outras ignoram a esta personaxem. Ao parecer a sua criaçón levou-se a cabo para responder às extravagâncias que se mencionam nos primeiros versos da “Chanson de Roland”, nos quais se afirma que Carlomagno e os seus francos libertarom a Espanha do látigo da ocupaçón sarracena. A versón de Rodrigo de Toledo segue probabelmente unha xésta mais tardía, que non era a orixinal. “A Crónica general”, que intenta fundir ambas, fracasa no seu intento. De acordo com as histórias de Bernardo que nos contam os românces, Bernardo é sobrinho do rei Alfonso II, filho da irmán do rei e do conde de Saldaña. Alfonso el Casto desherda a Bernardo, seu lexítimo herdeiro, alegando que é filho bastardo. Bernardo suxére ao rei, que os seus pais casarom em segredo e que é filho lexítimo. Para evitar que Bernardo herde o trono, Alfonso planea nomear a Carlomagno como sucesor. Isto fai que Roldán e Bernardo entrem em pugna xá que Roldán era sobrinho de Carlomagno. Bernardo, xunta-se entón aos mouros e com eles colabora na derrota de Carlomagno. Unha vez morto o rei Alfonso, Bernardo pede que o seu pai sexa libertado, Alfonso III afirma que assím se fará. Mas, quando Bernardo acude a receber ao conde, encontra-o morto. Varios dramaturgos se inspirarom na vida desta personáxe lexendária, Juan de la Cueva em “La libertad de España por Bernardo del Carpio”; Lope de Vega em “Las mocedades de Bernardo y Hartzenbuch en Alfonso el Casto”. Agustín Alonso, Francisco de Villena, Suárez de Figueroa, Bernardo de Balbuena e outros muitos poetas inspirarom-se nel para escreber poemas épicos.
BERNÁRDEZ, Francisco Luis (1900 – 1978). Poeta arxentino. Passou a sua xuventude em Espanha, onde leu os poetas modernistas, que influenciarom os seus primeiros libros, “Orto” (1922), “Bazar” (1922), “Kindergarten” (1924) e “Alcándara” (1925). Colaborou na revista “Martín Fierro” (1924 – 1927), mas o seu trabalho posterior, de cariz relixioso, é mais característico do seu estilo, “El buque” (1935), “Cielo de tierra” (1937), “La ciudad sin Laura” (1938), “Poemas elementales” (1942), “Poemas de carne e hueso” (1943), “El ruiseñor” (1945), “Las estrellas” (1947), “El ángel de la guarda” (1949), “La flor” (1951) e “El arca” (1954). Nas suas últimas obras utilizou um verso de 22 sílabas, que o acercou à prosa poética de Claudel. Foi um mêstre do soneto, como por exemplo em “Homenaje a Garcilaso” e “Soneto lejano”
BERNÁLDEZ, Andrés (c. 1450 – 1513). Historiador, capelán de Diego Deza (1443 – 1523), arzobispo de Sevilla e autor da “Historia de los reyes católicos don Fernando y doña Isabel” (ed. F. de G. Ruiz de Apodaca, Granada, 1856, 2 vols.). Como historiador resulta bastânte pessado, inxénuo e antisemita. Foi um adorador de Cristóbal Colón, a quem conheceu perssoalmente e cuxos papeis pessoais pudo consultar. Só a Colón, dedica quatorze capítulos da sua História.
BERMÚDEZ DE CASTRO Y DÍEZ, Salvador (Jerez de la Frontera, 1814 – 1883). Poeta romântico. Foi princípe de Santa Lucía, duque de Ripalda e marqués de Lema e de Nápoles. Foi embaixador em México (1844 – 1847) e em París (1865). Os seus “Ensayos poéticos” (1840) venhem precedidos por unha introduçón na que culpa da sua frixidez o descontento ao espírito da época em que forom imbuidos: “talvez nestes ensaios há alguns que som triste mostra de um escépticismo desconsolador e frío. Lo sé. pero no es mía la culpa: culpa és de la atmósfera emponzoñada que hemos respirado todos los hombres de la generaçión presente…” Escrebeu também “Antonio Pérez” (1841), biografía do secretário de estado de Felipe II.
Por isso Aquél -ainda que, varón douctíssimo- chama sem razón absurdo a Vives, debido a que afirma que a indagaçón da natureza da mente está cheia de obscuridade. Mais lonxe vou eu: se a opinión de Vives é absurda, eu quero ser absurdíssimo, pois non só a considero plena de obscuridade, senón que ainda tenebrosa, escabrosa, abstrusa, inaccesíbel, por muitos intentada sem que ninguém o tenha conseguido, nem vaia a conseguí-lo. Acaso a el, como era de inxénio agudíssimo, lhe resultou fácil, e com verdade que tratou da alma com suma elegância e doctamente, ao igual que fixo com a maioria das cousas de que se ocupou. Mas, em modo algúm tratou dela de forma absolucta, nem com ordem, nem na sua totalidade. Dixo muitas cousas que enganam à mente com o boato externo das palabras, cousas que inxeridas em abundância, parecem acalar a fáme, mas, se as examinas com mais rigor, acabam por deixar ao descoberto o engano, e a questón fica como dantes, difícil, segundo mostraremos no seu lugar. Mas, agora analizemos o que versa sobre o presente assunto. ¿Que é o conhecimento? Aprehensón de unha cousa. ¿Que é aprehensón? Aprendé-lo tú por tí mesmo, pois nem eu podo meter tudo na cabeza. Se insistes em perguntar, direi-che: intelecçón, visón penetrante, intuiçón. Se me segues perguntando por éstas, calarei: non podo, non sei!
No entanto, infelizmente, non tive só os dois professores anteriormente mencionados. Tive mais e entre os outros, existem três que sobrevoavam o cúmulo da brutalidade e também da inutilidade. O primeiro deles todos tinha de alcunha o nome do sátrapa que governava Portugal: Salazar. Era a sua viva imaxem. Era coronel e dizia a lenda que durante a libertaçao de Goa, Damao e Dio, pela sua gente legítima, os hindus, foram encontrá-lo, presa do pânico subido a unha árvore. Mas, ainda que tivesse tratamento de coronel só me leccionou Matemática no terceiro ano. Com este “ilustre matemático” tive um pequeno desentendimento, que me deu para ver o talante do Director Raul Lopez. Estava o ínclito professor com um colega no quadro à volta de um problema de conxuntos, quando o senhor Coronel Salazar se engana. O desentendimento estava a provocar trifulca, e este tipo de despesas sempre era o aluno que pagava. Apercebi-me do erro; no ano anterior, extra programa, o Dr. Catarino trabalhara bem connosco, esse tipo de questóns. Entao querendo ser justiceiro e simultâneamente dar uma boa cachaporra psicológica no militar, levantei-me e disse: quem está enganado é o Senhor Coronel… Armou-se “zum-zum” na sala. O colega que estava no estrado (um rapaz da Guiné-Bissau; era alto; forte e tinha, xá naquela idade, toques de alopecia. Como de tantos outros, ainda que retenha a cara, non recordo o nome.) respirou aliviado, porque os dardos do professor mudaram de alvo. Fui chamado ao estrado com autoridade e raiva. Fui intimado a resolver o problema e assim o fiz; o Coronel Salazar tentou desmentir-me. E, ao Zeca das bolinhas e das meninas, ontem e hoxe, tendo razao e sabendo, ninguém desmente. Pode desaparecer o mundo, mas, o Zequinha das garotas nao se cala quando tem argumentos. O processo dialéctico foi forte e, outro colega meteu também a pá no forno para aquecer. O Salazar rebentava de furor. Saíu-se, finalmente, pela tangente e disse: amanha quero os três aqui para resolver os seguintes problemas… Respondi: se me chama amanha por culpa disto; non lhe respondo. No dia seguinte ou na próxima aula, entrou o professor com a cara de sátrapa, e de imediato disse: Montero ao estrado. O tal, dito cujo Montero, que cresceu com leite de cabra, levantou-se e foi para o estrado. O coronel, mandou-me fazer o problema. Neguei-me. E voltei-me a negar. E, por se era pouca a música, continuei a negar-me. Os dous colegas atingidos na aula anterior também foram convidados pelo Salazar, para somar-se à dança do “Vira milho”… Negamo-nos. O Salazar (honra lhe sexa feita: nao nos tocou.) expulsou-nos da aula mas, fazendo alguma recomendaçao a alguém – talvez a um prefeito – e fomos encaminhados para o chefe dos prefeitos Curinha (o tal que a direcçao dos pós-CNA despromoveu e colocou como prefeito de sala, substituindo-o pelo prefeito mais áspero e menos querido do antigo CNA: o Pinto.) Narramos o caso. O Curinha, com ar sério, disse: vamos ao Douctor Raul Lopes.
Durante os anos setenta, Rorty leu Kuhn, que em 1962 publicara a lendária “A Estrutura das Revoluçóns Científicas”, e também Feyerabend, cuxo renovador “Contra o Método” aparecerá em 1875. Tanto Kuhn como Feyerabend axudaram Rorty a distanciar-se non só de reformadores do empirismo lóxico como Quine, mas também de outros pensadores, como Karl Popper, que também tinham ido mais além do positivismo em nome do racionalismo (a sua “A Lóxica da Pesquisa Científica” adquiriu mais influência depois de traduzida para inglês em 1959 e, sobretudo, a partir da sua segunda ediçón de 1968). Kuhn e Feyerabend tinham pensamentos muito diferentes, mas igualmente úteis para questionar a ideia de que a ciência é a suprema exemplificaçón da noçón do “progresso” (entendido como passaxem do erro para a verdade), e a de que esse progresso é possível graças à aplicaçón do método científico. Efectivamente, segundo Kuhn, a história da ciência non é um processo de acumulaçón de conhecimentos, mas unha sucessón de diferentes formas de ver e explicar o mundo. A ciência non avança de forma progressiva, mas passando de um estado de “normalizaçón” para um de “alteraçón”, de unha fase de “consenso” para unha fase de “revoluçón”. Durante essas mudanças non som apenas substituídas unhas explicaçóns por outras, também muda a visón inteira dos factos e fenómenos que é preciso explicar. As teorias do passado podem parecer absurdas retrospectivamente, mas em relaçón ao seu tempo e ao conhecimento disponível tinham o seu sentido. Entendê-las requer um tipo de comprehensón semelhante à necessária para falar outra linguaxem ou para, noutra cultura, lidar com crenças diferentes das nossas.
Se em princípio saímos para Braga, com a intençón de buscar unha vía cômoda para viaxar a Lisboa, o passeio acabou por transformar-se nunha experiência mesmamentemente inesperada. Vamos pela auto-estrada A-3, desde Valênça até à saída Braga Sul. Na saída da autoestrada, logo ó princípio, xirar à direita quando apareça o letreiro “Caminhos de ferro”. Depois, estar atento ao “Parque de estacionamento” da “Estaçao de Braga”, onde se pode deixar o carro toda unha semana por aproximadamente trinta euros. Os horários do “Alfa Pendular”: 5 horas; 9 horas; 12 horas; 17 horas, aproximadamente. O Preço é de 38 euros e tál, mas, se for um reformado, poderá pagar a metade.
Logo, aviámos para a Póvoa de Lanhoso, para comer no Victor, percorrendo once quilómetros de estradas beiradas polas famosas vinhas altas, que ainda há bastântes na beira rua, antigamente decíam que estas vinhas altas era para combater a acidês do vinho debida à humidade do clima.
Sao Joao de Reis, é unha aldeia da Póvoa do Lanhoso, e o único rei actual é o Victor, que se esqueceu de colocar o cartel do restaurante, é como se coméramos na sua eira, ó lado das laranxeiras e das oliveiras.
Especializado em bom bacalhau da Noruega, gordo, assado na brasa, o qual lhe dá um sabor especial.
O Victor, é um negócio peculiar, familiar, e dunha sinxelêxa pasmosa. Conservou o essêncial da cozinha casseira das festas das aldeias.
Para começar, unha chouriza assada na brasa, que era bastânte saborosa e non demasiado gordurosa.
Bacalhau com batatas à murro, é o prato da casa, e a melhor parte som as lascas gordas, pois as partes delgadas están bastânte mais duras.
O “Leite Crême” caseiro, estaba delicioso.
E a “Tarta de Laranxa” também.
A visita a esta aldeia, é como um retorno ao mundo de todos os “Reis Pequenos”, da farturenta vida rural, xá lamentábelmente passada.
Como um sepulcro da cidade, a Roma moderna quebrava e enterrava as suas próprias ruínas, “profundas até aos antípodas”. Na arqueoloxia da censura e das fogueiras dos libros encontram-se sempre o espectro de Roma, há muito tempo sombra da liberdade, tal como Montaigne podia ler no “Discurso da Servidón Voluntária” de La Boétie. Por fim, os “Ensaios” serán incluídos no “Índex” a 28 de Xaneiro de 1676, devido à influênça de Montaigne nos ambientes libertinos, cépticos, epicuristas, precisamente nos “esprits libres”. A 19 de Abril do mesmo ano (1571) vai a Loreto e, a 25, deixa um ex-voto na basílica, que se tornou num lugar de peregrinaçón. Depois desloca-se até Florença, Pisa e Bagni di Lucca para beber as àguas. Entretanto, e sem o seu conhecimento, Montaigne tinha chegado ao final da sua aventura italiana e do seu “tour”. Quase um ano depois da sua partida, durante a estada termal em Bagni di Lucca (7 de Septembro), chega-lhe a notícia da sua nomeaçón como presidente da Câmara de Bordéus por dous anos. No entanto, Montaigne non se dispón a preparar as malas (alguém avança a hipótese de que, certamente, foi pola decepçón da falhada nomeaçón formal como embaixador do rei de França em Roma: a nomeaçón para presidente da Câmara deverá ter-lhe parecido unha compensaçón inadequada). No final do mês, volta a Roma, de onde regressa a casa a 15 de Outubro. Chegará a 30 de Novembro, unha quinta feira, dia de Santo André: “Tinha partido a 22 de Xunho de 1580, para ir a La Fère. Por isso a minha viaxem durou dezassete meses e oito dias”. Unha viaxem que durou quase um ano e meio e que tinha mudado várias cousas. Até entón, Montaigne non tivéra de enfrentar a censura. Mas, com todos os seus olhos, até no seu caso “indulxente”, a censura tinha realizado o seu trabalho.
O mosteiro de San Cugat del Vallés é o seguinte escenario da sesión das Cortes e, un día despois, esta celébra-se na Caja de Ahorros de Sabadell. Viana asina, xunto a varias ducias de deputados, a súa derradeira iniciativa parlamentaria para que o Congreso lle conceda unha pensión á familia dun deputado falecido. No debate político ponse de manifesto unha crecente oposición a Negrín e á súa política de resistencia. Tan só o Partido Socialista, o Partido Comunista e unha parte de Izquierda Republicana, na que se inclúe Viana, manteñen o seu apoio incondicional ao presidente. Iníciase así unha etapa de división no seo de Izquierda Republicana entre os detractores e os partidarios de Negrín. Alejandro Viana sitúase no grupo que mantén o seu compromiso co presidente. Na súa actividade como deputado, Viana incorpórase á Unión Interparlamentaria e con Tafall e Castelao visita en Barcelona o presidente da Generalitat. Lluís Companys. Ademais, continúa exercendo a súa responsabilidade no Banco de Crédito Industrial e participa activamente na vida da comunidade galega na capital catalá: preside a asemblea de Solidariedade Galega Antifeixista e a asemblea de afiliados de Izquierda Republicana de Pontevedra, na que se reconstitúe a organización provincial e se lles rende unha emocionada lembranza a todos os correlixionarios asasinados ou falecidos na fronte de batalla. Antes de finalizar 1938 as autoridades franquistas dan un novo paso na persecución de Alejandro Viana: á causa xudicial aberta por un delito de masonería súmase agora outra por responsabilidades políticas.
A questón é que, naquele momento. non había quem enfrentasse Cromwell, nomeado “Lord Protector” do império britânico. Unha revoluçón surxida a favor do parlamentarismo tinha acabado por estabelecer unha oligarquia que governaria despoticamente. Nesses anos da Commonwealth, em que o bem-estar non foi tán comum como os ingleses tinham pensado, Locke introduziu-se nos círculos de poder por intermédio de Lorde Anthony Ashley-Cooper. Fundador do partido Whig britânico, orixem daquele que hoxe conhecemos como Partido Liberal inglês, lorde Ashley era um defensor do parlamentarismo. Foi um político de relevo que participou nos feitos mais relevantes da política inglesa após a queda de Cromwell. Como membro do parlamento, fez parte da delegaçón que se deslocou aos Países Baixos, em 1660, para trazer Carlos II de volta, o rei que o nomearia lorde. Uns anos depois, em 1667, Locke fez parte do seu serviço como médico pessoal, secretário e home de confiança. Ambos travaram unha amizade duradoura, da qual Locke beneficiou non só economicamente, como também no aspecto intelectual, visto que as teses liberais de Ashley-Cooper o influenciarom de forma evidente. Xuntos redixiram a Constituiçón da província da Carolina, na América, unha das colónias que Ashley-Cooper administrava. Nesse primeiro texto ainda non encontramos o Locke tolerante e aberto das suas obras posteriores, mas fica patente o seu interesse pola lexislaçón e pelo ordenamento político. Em 1672, lorde Ashley foi nomeado conde de Shaftesbury e Locke beneficiou da boa posiçón do seu protector para desempenhar vários cargos administractivos de relevo. Todavia, com a deriva absoluctista do rei, Shaftesbury caiu em desgraça, e Locke teve a mesma sorte. Ambos tiveram de se exiliar nos Países Baixos, onde Shaftesbury faleceu em 1683. Cromwell morreu quase dez anos depois da sua chegada ao poder. O seu filho, a quem faltavam as habilidades para o comando do proxenitor, non conseguiu manter o legado. O povo inglês, após os excessos do seu próprio parlamento, acolheu de bom grado a restauraçón da monarquia. Carlos II tomou o poder de forma pacífica e deu início a um novo período de estabilidade, enquanto o parlamento se protexeu contra o catolicismo e obrigou o rei a assinar a “Test Act”, que dictava que todos os governantes non só deviam xurar fidelidade ao rei, como também à fé anglicana. Apesar da rexeiçón do catolicismo, a Inglaterra viveu unha época de maior abertura do que a anterior, como demonstra a assinatura da lei do “Habeas Corpus”, que procurava garantir os direitos dos súbditos contra as detençóns arbitrárias e, assim, evitar inxustiças. Unha lei muito ao gosto de Locke, apesar de os católicos ficarem excluídos do seu amparo, o que nos revela que as antigas desavenças non tinham sido superadas e que ainda era preciso trabalhar a convivência. Morto o rei sem descendência, em 1685 a coroa passou para as máns do seu irmán, que se tornaria o último rei católico do Reino Unido. Com a subida ao trono de Jaime II non acabaram os problemas para Locke, pois o rei acusou-o de estar envolvido num complô para impedir a sua nomeaçón. Parece que Locke, refuxiado nos Países Baixos, non teve nada a ver com o assunto, mas o rei pediu às autoridades holandesas que o prendessem. Estas, por sorte, pouco receptivas às monarquias absoluctistas, non estiverom para isso. Mesmo com toda a axitaçón, o exílio holandês foi productivo para Locke, que conseguiu organizar as suas ideias e redixir grande parte das obras que há tantos anos andava a preparar. A mentalidade tolerante que se respirava nos Países Baixos debe ter constituído mais um incentivo para se pôr a escrever e a preparar os seus textos com vista à sua futura publicaçón.
FRANCISCO RODRÍGUEZ IGLESIAS (HÉRCULES DE EDICIONES)
Vivían nun lugar dous irmáns, un moi rico e outro moi pobre. E un día en que non había que comer na casa do irmán pobre, foi iste e díxolle a un dos seus fillos: -Anda, chégate nun istante á casa do teu tío e dille, da miña parte, que che dea un pouco de pan polo amor de Dios. Chegouse o rapaz á casa do rico e repetiulle, palabra por palabra, o recado do pai. E entón o tío, despois de rosmonear, meteuse pra dentro e volveu logo cun anaco de pan e deullo ao rapaz, ao tempo que lle decía: -Toma o pan. E dille ao teu pai que llo dou como se llo dera ao demo. E o rapaz contoulle ao pai o que lle pasara co tío, e daquela foi o pai e, collendo o anaco de pan, dixo: -Ai hom, pois agarda; que llo vou levar ao demo. E foise andando e, cando xa levaba andado moito camiño, alcontrou cunha señora que lle perguntou: -E logo, ¿pra onde vas? -Pois voulle levar iste pan ao demo. Porque eu son probe e teño moitos fillos e o meu irman é moi rico e deunos hoxe iste pan, que eu lle pedira polo amor de Dios, e dixo que mo daba como se llo dera ao demo. E entón a señora sacou un anel e púxose: -Deiquí en adiante non has de pasar mais necesidade. Toma iste anel; e cando precises algunha cousa non tes mais que pedirlla. E se algo che cómpre pra outra vez vén a alcontrarme niste mesmo sitio. Volveuse o home pra casa, e, como todo o que lle pedía ao anel todo lle daba, deu en ir pra arriba que non había máis que ver. E ao irmán rico entroulle moita envexa de ver ao pobre tan ben acomodado, e un día falou ca súa muller do caso e a muller, que era comadre da probe, díxolle: -Ai, comadre; mire que a xente xa se sabe como é. e todo se lle volven falas de que se os cartos lles veñen dun lado ou doutro, e eu non sei, mais paréceme que van chamar á xusticia. E a comadre, que era unha infeliz, contestoulle: -Non, a xente fala porque quer. É certo que denantes eramos probes e que agora estamos máis gobernados. Pero todo lle veu dun anel que lle deron ao meu home; que cousa que lle pide, cousa que lle dá. A muller do rico que se pasmaba moito ao ouvir aquelo, e, como quen non quer facer nada, díxolle á comadre que lle prestara o anel e que deseguida llo volvía. E a outra infeliz, prestoullo, e a comadre volveulle outro que non tiña virtude ningunha. Dalí a uns días, o home pediulle ao anel algo que lle cumpría e o anel non llo deu. E entón o home marchou ao sitio da primeira vez e atopou alí á señora, que lle perguntou: E logo, ¿que che pasa, meu fillo? -Pois, que me ha pasar. Que tiña un benciño de Dios; un anel que me daba todo o que lle pedía. E a miña muller prestoullo á miña cuñada e cando llo volveu, volveulle outro que non sirve pra cousa ningunha. E daquela a señora, sacou unha servilleta, deulla ao home e díxolle: -Toma ista servilleta. Cando che cumpra comer, non tes máis que decirlle: -Servilleta, pon a mesa, e xa verás como vos podedes fartar todos. Marchou o home e pasado algún tempo, foi a unha feira e deulle a gardar a servilleta a unha taberneira, e deixoulle moi encargado que non lle mandara pór a mesa. Mais á taberneira entroulle curiosidade por ver o que era aquelo e, en canto tivo modo, mandoulle á servilleta que puxera a mesa, e co que lle serviu deulle de xantar a cantos lle foron á taberna. E levada da cobiza, en canto volveu o home entregoulle unha servilleta calquera. Mais como aquela servilleta, por moito que lle dixeran, non punha nada, o home marchou a buscar á señora, que lle dixo: -E logo, ¿que che pasa, meu fillo? -Pois pásame, que tiña um benciño de Dios, que era unha servilleta que me daba comida, e foi unha taberneira e cambeouma por outra. E entón a señora veu cun burro e díxolle: -Toma iste burro. En canto lle mandes que cague, cagará ouro. E dalí a uns días o home foi á mesma feira en que lle cambearan a servilleta, e, namentras il daba unha volta, deixoulle o burro a gardar á mesma taberneira, encargándolle moito que non o mandara cagar, porque cagaba ouro. Mais a taberneira, despois de mandar cagar ao burro e de encher unha cesta de moedas de ouro, colleu o animal, escondeuno e puxo outro no seu canto. E como aquil cagaba o mesmo que os outros burros, o home foise a buscar á señora e a contarlle o que lle pasara. E daquela a señora deulle unha matrácola, que no intre en que se lle decía: -Matrácola, matracolea, mallaba en todo o que se lle puña por diante, e ainda lle encargou que lla deixára a gardar á taberneira que lle cambeara a servilleta e mais o burro. Foi o home xunto á taberneira e dixolle: -Mire, mentras eu vou dar unha volta pola feira, téñame conta dista matrácola. Ora, teña tino de non lle decir: -Matrácola, matracolea. Mais a taberneira, coidando que o home a enganaba, mandou deseguida: -Matrácola, matracolea. E a matrácola deu en mallar nela e en romperlle os vasos, as xerras e as mesas e en arrearlle duro á xente que comía na taberna. E entón a taberneira foi correndo buscar ao home e púxoselle: -Ai, tío home; veña, por Dios, sacarme o demo da casa. E o home chegouse alá e dixo: -Matrácola, matracolea deica que me volvan a servilleta e o burro. E a taberneira, co medo, volveullos, e o home foise á casa con todo. Mais resultou que se puxo máis rico que ningún do lugar, e resultou, tamén, que cando alguén se metia coíl, a matrácola arreáballe de raio, e a xente, co medo, e ca envexa, foi dar parte ao rei de que había alí un home que tiña tratos co demo. E o rei mandou unha tropa de soldados que colleron ao home e levárono a un campo pra o matar, mais il díxolles que se o deixaban que lles había servir unha comida moi boa. Responderonlle que si, e sacou a servilleta, e os soldados comeron tanto e tan ben, que volveron xunto do rei decíndolle que non podian matar a un señor tan bo e que lles déra tan boa comida. Mais coma os veciños non parában de denunciálo, o home foi a buscar á señora, que dista vez deulle unha chicharra, decíndolle: -Se te volves ver en peligro, non tes máis que decirlle á chicharra que toque. E, pasado algún tempo, vinéron outros soldados que o prenderon e levárono a un campo para matalo, e os veciños foron coíles moi contentos. Chegaron todos ao campo, e o home, cando xa o ían matar, púxoselle á chicharra: -Chicharra, toca. E o mesmo foi empezar a tocar que empezar a beilar os soldados e os veciños e estiveron beilando tres días sen parar. E os soldados foron xunto ao rei a decirlle que non se podía coaquil home e os veciños colleron tanto medo, que non o volveron denunciar. E o home viviu tranquilo e rico, aproveitándose dos seus benciños de Dios.
LÓPEZ CUEVILLAS, F. FERNÁNDEZ HERMIDA, V.; E LORENZO FERNÁNDEZ, X., 1936: PARROQUIA DE VELLE, SEMINARIO DE ESTUDOS GALEGOS, SANTIAGO DE COMPOSTELA.