Acuña de Figueroa, Francisco (Montevideo, 1790-1862). Foi o primeiro escritor de importância no Uruguai. Compuxo o himno nacional do seu país em 1833. Foi também escritor satírico e humorista. As suas “Obras Completas” (1890, 12 vols.), incluiem o seu “Diário histórico del sitio de Montevideo en los años 1812-1834” (2 vols.). Reuniu mais de 1.450 epigramas nunha “Antología epigramática” (2 vols.) e “Poesías diversas” (8 vols.).
Acuña, Manuel (Saltillo, 1849 – 1873). Poeta mexicano. Um dos poetas mais prometedores da sua xeraçón. Suicidou-se muito novo, a causa de muitos factores, entre eles, o amor frustrado por Rosário, musa de um dos seus poemas mais conhecidos, ainda que non dos melhores. Também tivo unha vocaçón frustrada: a da medicina, que abandonou, quase ó terminar a carreira, pola literatura. Non obstânte, ésta o aproximou ao mundo dos cadáveres e das disecçóns, que tenhem um lugar preponderante na sua obra. Ateu e Romântico, escrebeu a obra de teatro “El pasado” (1872), na que ataca apaixonadamente os crímes que a sociedade cristán comete pelo seu fanatismo relixioso. A sua poesía é materialista, sendo a sua poesía amorosa, non do tipo lírico que costuma ser comúm ao romantismo mais superficial, senon mais sombría e amarga. Ainda que na sua curta obra, se apercebem vacilaçóns e influênças (Hugo, Espronceda), logra orixinalidade e, nalgúns momentos, excelentes escritos. José Luis Martínez editou as suas obras completas (1948).
Durante o século XVII, o ideal do “homem honesto” (do honnête homme) para a classe média e alta francesa refere-se a um modo de vida, à arte de construir unha existência própria que xire ó redor da honestidade e da humanidade, e que se afaste das artes sibilinas e enxenhosas. Portanto o “honnête homme” distancia-se completamente do modelo do “homem cortesán”, caracterizado polas artes da máscara, da seduçón e do engano. Nos seus “Pensamentos”, Pascal eloxía este ideal de home honesto e afirma que non desexa outra cousa para sí: “É preciso que non se possa dizer de alguém, nem que é “matemático”, nem “pregador”, nem “eloquente”, mas que é um “homem honesto”. Apenas esta qualidade universal me satisfaz”.
Non é possíbel unha estimaçón quantitativa da extensón da literatura em ningúm período dentro do mundo romano. O que podemos dizer com algunha seguridade é que a literatura sobre a qual tratamos aquí era de princípio a fím o côto da élite relactivamente reducida na que florecia unha cultura elevada. As únicas excepçóns de importância a esta regra, forom o drama e a oratória, que necessariamente estabam dirixidos a um público mais âmplo. Os demais xéneros literários, xunto com os modelos helenísticos de refinamento técnico e erudicçón em poesía, assumirom que o poeta escrebia para um grupo selecto de leitores que compartiam as suas ideias sobre como debía escreber-se a poesía e eram competentes para xulgar o seu trabalho. Desde o princípio a literatura latina foi questón de grupos e cenáculos literários. O feito está em íntima relaçón com a maneira muito informal em que os libros se “publicabam” e circulabam. Esta situaçón non se alterou com a expansón do poder romano e a conversón de Roma nunha capital cosmopolita. A literatura latina adquiríu as características de unha literatura mundial: Ovidio e Marcial dan a entender que som conscientes de que o seu público se extende de Britânia ao Mar Negro. Mas a maior parte da actividade literária estaba concentrada em Roma, e era nesta cidade onde os escritores das províncias se forxabam um caminho. A pesar da enorme e heteroxénea povoaçón da capital, o público literário debe ter sido relactivamente pequeno: os epigramas de Marcial dán a impressóm de unha sociedade cerrada cuxos membros se conheciam entre sí. A analoxía, ponhamos de Londres do século XVIII, suxére que isso é o que debe supôr-se. Existíam círculos literários nas províncias, como o de Nápoles, com o que estaba relacionado Estacio, mas era Roma a que oferecía as melhores oportunidades aos escritores, xá foram amadores ou professionais. Ainda que o poeta que era consciente do seu status tradicional rexeitaba a ideia de unha audiência massiva, os escritores estabam extremadamente atentos à necessidade de comprazer, se queríam que as suas obras – e a partir déstas eles mesmos – perviviram. Unha afirmaçón como a da oda de Horácio “Exegi monumentum” e o final das “Metamorphoses” de Ovidio mostram que esta ideia da pervivência a través das próprias obras era muito poderosa. Mas antes de submeter-se a um veredicto do qual non podiam ter apelaçón, um autor intentaría a miudo presentar a sua obra a um círculo mais reducido. Había para isso boas razóns prácticas, basadas no carácter das publicaçóns antigas. Unha vez que o libro estaba em plena circulaçón, non había meios efectivos de correxí-lo e menos de retirá-lo. Por isso, eram prácticamente vanos os segundos pensamentos; non podía garantizar-se que unha segunda ediçón correxida substituira à primeira. Horacio aconselha aos autores noveles mostrar a sua obra a críticos competentes e deixár-lha a eles durante nove anos para revisá-la antes de ser arroxada ao mundo: “nescit uox missa reuerti” (a palabra unha vez lanzada non pode revocar-se). Ao menos algúns dos poetas que morrerom deixando as suas obras para ser publicadas polos seus herdeiros – Lucrécio, Catulo (?), Virgilio, Persio – podem ter actuado por um desexo de pospôr o mais possíbel esse momento irrevocábel. Os sentimentos de Virgilio sobre o tema eram realmente tán fortes que tratou de assegurar que a sua Eneida inacabada morrera.
Ou a influência decisiva de Kant em Rawls. Distinguimos entre o racional e o razoábel, unha distinçón análoga à distinçón kantiana entre o “imperativo hipotéctico” e o “imperativo categórico”. O procedimento do “imperativo categórico” kantiano submete a máxima racional e sincera do axente (formada à luz da razón empírica práctica do axente) às constriçóns desse procedimento e, assim, constranxe a conducta do axente, submetendo-a às esixências da razón pura práctica. De modo similar, no momento de alcançar um acordo racional sobre os princípios de xustiça, constranxe as condiçóns razoáveis impostas às partes na posiçón orixinal, partes que tentam promover o bem dos seus representados. Em cada caso, o razoável tem primazia sobre o racional, subordinando-o absoluctamente. Esta primazia expressa a primazia do xusto; e assim a xustiça como equidade faz lembrar a doutrina kantiana, que também tem essa característica.
Por sua vez, a Irlanda viveu durante todo o século XVIII com o estigma de unha naçón que apoiara o derrotado rei católico Jaime II, o que provocou o control total da maioria católica por parte dos irlandeses protestantes. Os católicos foram impedidos de possuir propriedades ou assumir cargos políticos. Paralelamente, a desunión histórica dentro da própria Irlanda agravou os problemas, reflectidos sobretudo na precariedade da economia e da agricultura. Berkeley non foi minimamente alheio a estas questóns, e preocupou-se com os temas sociais, inclusivamente contra os seus próprios interesses. Era um pastor protestante testemunha da extrema pobreza e dos maus tratos a que eram submetidos os católicos irlandeses por parte dos governantes ingleses, logo, non foi só a compaixón cristán que o levou a denunciar e procurar medidas que remediassem essa situaçón; como irlandês, conhecia bem o que se passava na Irlanda, e, por isso, formulou unha série de propostas económicas e sociais que tractabam de dar resposta a ésta situaçón insustentábel. Em 1721, publicou o “Ensaio para Prevenir a Ruína da Grán-Bretanha”, libro no qual fica patente a preocupaçón de Berkeley face à precária situaçón económica, consequência da famosa bolha financeira da “Companhia do Mar do Sul”, o grande acontecimento em Londres no ano 1720. A Companhia do Mar do Sul (ou dos Mares do Sul) dedicava-se, desde a sua fundaçón, ao comércio de escravos, um negócio emerxente, como demonstrou a ascensón imparábel do valor das suas acçóns. A cruel escravatura tinha estado presente em todo o período de auxe do Império britânico, até ao ponto de nas Ilhas Britânicas os escravos serem utilizados para animar as feiras ou os circos. A normalidade com que se aceitaba a escravatura evidência o facto de o próprio Berkeley ter adquirido escravos quando esteve na América, enquanto defendia a igualdade e a concórdia entre os seres humanos. Quando a borbulha financeira da Companhia do Mar do Sul rebentou, levando pequenos e grandes investidores à ruína, descobriu-se que muitas personaxes de relevância política e social, como ministros e grandes financeiros, estabam implicadas nunha fraude em que se misturaba o comércio de escravos com a mentira política. “Consigo predizer o movimento dos corpos celestes, mas non a loucura humana”, repetia incrédulo o indignado Isaac Newton, quando soube que as suas economias se tinham esfumado por culpa da referida borbulha financeira. Especulaçón, informaçón falsa, sobrevalorizaçón das acçóns e investidores com poder político xuntaram-se no centro da tempestade e criarom o Lehman Brothers do século XVIII.
Os ulteriores aspectos do universo para os quais foi descoberta unha lei ou modelo forom as forzas eléctricas e magnéticas. Essas forças comportam-se como a gravidade, mas com a importânte diferênça de que duas cargas eléctricas ou dous imáns do mesmo tipo se repelem mentras que cargas diferentes ou imáns de tipo diferente atraem-se. As forças eléctricas e magnéticas som muito mais intensas que a gravidade, mas habitualmente non as notamos na vida quotidiana porque os corpos macroscópicos contenhem quase o mesmo número de cargas eléctricas positivas e negativas. Isso significa que as forças eléctricas e magnéticas entre dous corpos macroscópicos prácticamente anulam-se entre sí, à diferença das forzas gravitatórias, que sempre se sumam. As nossas ideias actuais sobre a electricidade e o magnetismo forom desarrolhadas durante o intervalo de um século, desde meiádos do século XVIII até mediados do século XIX, quando físicos de diversos países levarom a cabo estudos experimentais detalhados das forças eléctricas e magnéticas. Um dos descubrimentos mais importântes foi que as forças eléctricas e as magnéticas estám relacionadas entre sí: unha carga eléctrica em movimento produce unha força sobre os imáns, e um imán em movimento produce unha força sobre as cargas eléctricas. O primeiro em advertir que había unha conexsón entre ambas foi o físico danês Hans Christian Oersted. Mentras estaba preparando unha classe na universidade, em 1820, Oersted observou que a corrente eléctrica da batería que estaba utilizando desviaba a agulha de unha brúxula vecinha. Non tardou em dar-se conta de que a electricidade em movimento producía unha força magnética, e acunhou o termo “electromagnetismo”.
No entanto, paulatinamente, os filósofos da ciência foram-se interessando cada vez mais pola visón do desenvolvimento das teorias científicas expostas em “A Estructura das Revoluçóns Científicas”. Deixaram de considerar Kuhn um mero historiador e compreenderam que a interpretaçón da ciência proposta por ele implicaba um formidável desafio a unha série de ideias tradicionais da filosofía da ciência, ideias acerca do progresso científico, dos critérios de identidade das teorias, de como se ponhem à proba, da relevância da história ( e da psicoloxia ) para a filosofia da ciência, etc. Foi o início, em meados da década de 1960, do que, em retrospectiva, se costuma denominar a “revolta historicista” em filosofia da ciência: unha revolta desencadeada, non só mas em grande medida, pola concepçón kuhniana das revoluçóns científicas. A comunidade dos filósofos da ciência dividiu-se em dous grupos irreconciliáveis (apesar das tentativas de mediaçón do próprio Kuhn): por um lado, os que execravam as ideias kuhnianas e, por outro, os que se sentiam entusiasmados com elas. Houve um evento particular que contribuiu para divulgar o interesse (quer fosse positivo quer negativo) polas ideias de Kuhn entre os filósofos da ciência, o Colóquio Internacional sobre Filosofía da Ciência que teve lugar em 1965, no Bedford College da Universidade de Londres. Kuhn foi convidado para esse colóquio no sentido de expor a sua inovadora concepçón do desenvolvimento da ciência – e para receber fortes críticas dos popperianos, em particular do próprio Popper. A este evento e às suas consequências iremos referir-nos na última parte deste libro. Durante a sua permanência em Berkeley, Kuhn conheceu Paul Feyerabend. Ambos verificaram, espantados, que tinham criado, simultânea e independentemente, o conceito de “incomensurabilidade” para descreber a relaçón entre duas teorias rivais (analisaremos esta noçón mais à frente). Por esta razón, a tese de que há unha incomensurabilidade entre teorias rivais também costuma ser conhecida como “tese Kuhn-Feyerabend”. Todavia, embora os filósofos partilhem esta ideia e o interesse pola história da ciência, as posiçóns filosóficas de Kuhn e Feyerabend son bastante diferentes. Em meados dos anos de 1960, e apesar da sua fama crescente, Kuhn começou a ficar descontente com os colegas da Universidade de Berkeley, em especial com os filósofos, que mantinham unha actitude muito distanciada em relaçón a ele. Decidiu, por isso, aceitar a proposta da Universidade de Princeton para aí se estabelecer como catedráctico. Em Princeton, onde esteve entre 1964 e 1979, Kuhn sentiu-se muito mais bem acolhido e estimulado que em Berkeley. No entanto, continuava a sentir-se incompreendido no meio académico em xeral, e sobretudo no meio filosófico, tanto por parte dos seus simpatizantes como dos seus detractores. Os primeiros costumabam (e costumam) vir de unha tradiçón “socioloxista e relactivista”, para a qual os conceitos e as teorias científicas som, como tudo o resto, producto de certos constranximentos sociais e da sua evoluçón histórica, e non podem ter pretensóns a proporcionar um conhecimento obxectivo da realidade. Os detractores atiravam-lhe à cara exactamente o mesmo: que era um relactivista socioloxista, e além disso um “irracionalista”, e que concebia o desenvolvimento da ciência como um processo non guiado pola razón, mas polos preconceitos e polas paixóns.
Do habitante das cavernas, e do que levantou as suas tendas sobre as àguas, assím como do que arou sobre os cûmes, e alí tivo a sua casa, nos quedam desde logo mais que restos suficientes para afirmar que baixo estes céus existirom homes prehistóricos, ou quando menos das primeiras sociedades. Precederom em muito tempo ao àrio? Ninguém o dirá por agora. Quedam, é verdade, os restos materiais que testemunham a sua presença no nosso país; non mais que isto. Non se sabe nem quando veio, nem quanto tempo permaneceu aquí. Graças que sexa dado presupor, que eram poucos e que pronto forom despoxados. O dia em que as tribus célticas puxerom o seu pé na Galiza e se apoderarom do extenso território que compunha a província galega, à qual derom o seu nome, fala, relixión, costûmes, nunha palabra, vida enteira, esse dia acabou o poder dos homes inferiores na nossa terra. Fossem ou nón, fineses ou xente mais humilde todavia, de cor amarela, fala monosilábica e vida intelectual rudimentária, tiverom que apartar-se e desaparecer. Nem na raza, nem nas costûmes e superstiçóns, nem sequer nos homes de localidade deixarom as pegadas do seu paso. Algunhas vezes, é certo, cruzam as altas mesetas ou os mais ásperos desfiladeiros homes cuxo corpo desmedrado e cuxa triste fisonomía recordam ó primitivo habitante ou que presumimos como tal, mas isto somente é unha excepçón. Fruto do atavismo, persistência da raza ou dexeneraçón de outra superior, som contados e som conhecidos logo pelo seu aspecto, nos lugares que preferem e ocupaçóns que enchem as suas vidas. Tudo confirma polo tanto, que o celta se apoderou da Galleira, como verdadeiro vencedor; isto é, por enteiro e para sempre. El cobre durante os séculos o nosso território, é um verdadeiro possuidor: os seus filhos acampam todavia nos mesmos lugares que eles lhe derom por herdanza. Se alguém pode disputar-lhe os seus domínios é o elemento xermánico que aquí, como em muitos poucos países, se apresenta à sua vez avassalador e triunfante. Assím que para que o nosso passado se ilumine, para que as recordaçóns começem e a história escreba as suas primeiras páxinas, necessita-se que asome aquela xente que de tal maneira encheu o chán galego, que non parece senón que tudo o actual tem a sua orixem e raíz nela só. Os mesmos monumentos prehistóricos podem ser-lhe adxudicádos sem temor, ó menos na sua maior parte. Nada há na nossa antiguidade que deles non venha, ou com eles non comêçe. O celta é o nosso único, o nosso verdadeiro antepassado. Chegará o dia em que a ciência histórica, desprendêndo-se de algúns prexuíços e fazendo caso omiso de teorías que só importam para fazer-nos ver quanto de vácuo ocultam baixo as suas aparentes vestiduras científicas, alheias non obstânte à índole da história, poida ésta penetrar nos obscuros limbos da época primitiva e tempos que imediatamente seguem, e fazer que essas xentes revivam, e revêlem a sociedade rudimentária que nelas e com elas tivo princípio. As numerosas investigaçóns que hoxe se levam a cabo em todos os países e baixo céus tán diversos, permitirám à sua hora reconstruir o passado, non tal e qual o descrebem, senón como foi, uno e múltiplo, vário e unifome a um tempo, segundo as idades, segundo as famílias de homes, segundo os accidentes da sua vida histórica. O mundo primitivo sairá entón como Lázaro do seu sepulcro à voz do historiador, apresentándo-se ante o que o interrogue, em carne e osso e como quem ao levantar a lousa que o cobre, ensina e fái patente quanto com el se tinha enterrado. Esperando esse dia, e entanto non se conhece melhor o mistério das nossas orixens, limitémo-nos a estudar os monumentos mais antigos que se conhecem no nosso chán.
Embora depois da Segunda Guerra Mundial, e até à sua morte, Popper tenha continuado a desenvolver e a apurar as suas ideias sobre filosofia da ciência e teoria xeral do conhecimento, pouco de novo teve a dizer sobre temas de filosofia social e política. Segundo parece, considerava que xá nada tinha de essencial a acrescentar ao que escrevera em “A Pobreza do Historicismo” e em “A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos”. No entanto, e curiosamente, foram as suas teses sociopolíticas que o tornaram famoso na Europa continental, sobre tudo na Alemanha, onde, a partir da década de 1960, proliferaram tanto entusiastas e seguidores como detractores acérrimos de Popper. É a época do que em alemán se denomina “Positivismusstreit”, ou sexa, a “polémica do positivismo”: por um lado, um confronto renhido e prolongado entre os partidários do liberalismo popperiano (e da sua acesa crítica a Hegel e Marx) e, por outro, a chamada “escola de Frankfurt, cuxos representantes mais conhecidos som Theodor W. Adorno e Jürgen Habermas. A escola de Frankfurt, que inspirou unha boa parte do ideário da rebelión estudantil de 1968, pretendia desenvolver unha crítica sistemática da sociedade capitalista contemporânea, baseando-se nunha síntese do marxismo e da psicanálise. Contudo, para Popper, marxismo e psicanálise som dous exemplos típicos de pseudociências, polo que non é de estranhar a antipatia mútua que se desenvolveu entre popperianos e frankfurtianos desde o início. No mundo anglo-saxónico, a polémica do positivismo foi ignorada, provavelmente devido à convicçón, tán enraizada entre os intelectuais britânicos e norte-americanos, de que nada de interessante se pode esperar de pessoas que falam e publicam nunha fala que non sexa o inglês. Por essa altura, os obxectivos de Popper iam por outros caminhos: por um lado, neutralizar as – segundo ele – ideias perniciosas de Thomas Kuhn sobre o desenvolvimento das teorias científicas (disto falaremos na terceira e última parte deste libro); po outro, desenvolver unha metafísica e unha filosofia da mente coherentes com a sua filosofia da ciência, xá durante a sua estada na Nova Zelândia, Popper travara amizade com o conceituado neurofisioloxista John Eccles, tendo os dous, mais tarde, escripto em coautoria “O Eu e Seu Cérebro”. Contrariamente às concepçóns materialistas usuais nos meios científicos e filosóficos da nossa época, para as quais a mente non é unha entidade substancialmente diferente da matéria, Popper e Eccles defendem no seu libro um dualismo taxativo: o físico e o mental som dous mundos autónomos e independentes. Esta perspectiva, por outro lado, é coherente com a concepçón metafísica popperiana do que denomina os três mundos: o físico, o mental e o cultural, que interáxem mas non irreductivelmente diferentes, concepçón desenvolvida de forma sistemática em “Conhecimento Obxectivo”.
Acuña, Hernando de (Valladolid, c. 1520 – c. 1580). Poeta e soldado que combateu na Alemanha, Itália e Túnez. A sua viúba publicou as “Várias poesías” (1591), nas quais percebe-mos as influências de Petrarca. Traducíu alguns fragmentos de Ovidio, os primeiros quatro libros do “Orlando innamorato” de Boyardo e “Le chevalier délibéré” de Olivier de la Marche.
Acosta y Bello, Agustín (1886 – 1979). Poeta cubano. O seu primeiro libro, “Ala” (1915), trataba do amor e do patriotismo. À publicaçón de “Hermanita” (1923) seguíu a de “La zafra” (1926) e os sinxélos versos de “Los camellos distantes” (1936). O seu melhor libro é “Últimos instântes” (1941). Também de alta qualidade é “Las islas desoladas” (1943). Publicou despois “Jesús” (1956) e “Caminos de hierro” (1963).
Acosta Enríquez, José Mariano (fl. 1779 – 1816). Autor mexicano. Escrebeu “Sueño de sueños (c. 1800), onde Quevedo, Cervantes, Torres Villarroel e o autor, viaxam ó inferno e falam de variados temas, especialmente de modas e tendências literárias.
Acosta de Samper, Soledad (Bogotá, 1833 – 1903). Historiadora e autora de novelas históricas. Escrebeu com vários pseudónimos: “Aldebarán” e “Bertilda”, entre outros. A sua melhor obra é “Los piratas en Cartagena (1885). Também escrebeu “Los españoles en América”, “Un hidalgo conquistador”, “El tirano Aguirre” e “Vasco Núñez de Balboa”. Dirixíu a publicaçón feminista “La mujer” (1878 – 1882).