
Ou a influência decisiva de Kant em Rawls. Distinguimos entre o racional e o razoábel, unha distinçón análoga à distinçón kantiana entre o “imperativo hipotéctico” e o “imperativo categórico”. O procedimento do “imperativo categórico” kantiano submete a máxima racional e sincera do axente (formada à luz da razón empírica práctica do axente) às constriçóns desse procedimento e, assim, constranxe a conducta do axente, submetendo-a às esixências da razón pura práctica. De modo similar, no momento de alcançar um acordo racional sobre os princípios de xustiça, constranxe as condiçóns razoáveis impostas às partes na posiçón orixinal, partes que tentam promover o bem dos seus representados. Em cada caso, o razoável tem primazia sobre o racional, subordinando-o absoluctamente. Esta primazia expressa a primazia do xusto; e assim a xustiça como equidade faz lembrar a doutrina kantiana, que também tem essa característica.
JOHN RAWLS, Xustiça como Equidade.