
O fenómeno mais proeminente do período de Hallstatt, foi o desenvolvimento na Europa Central de unha série de grandes povoaçóns, xeralmente fortificadas, conhecidas como “residências principescas” (Fürstensitze em alemán). Estes sítios, espalhados desde a França até à República Checa, desenvolveram-se principalmente durante os séculos VI e V a. C. Apesar da sua diversidade, a maior parte deles apresenta características como a existência de unha zona superior fortificada (por vezes designada por “acrópole”), a presença de importaçóns provenientes do mundo mediterrâneo (sobretudo cerâmica grega, mas também productos de outras rexións, como a Etrúria) e a construçón de túmulos sumptuosos sob mâmoas em redor dos povoados. Os “túmulos principescos” (Fürstengräber) serviam de lugar de enterramento para indivíduos da elite social e, por vezes, também para os seus familiares. Entre os obxectos mais proeminentes encontram-se frequentemente carros de quatro rodas (autênticas maravilhas da época), recipientes de metal para beber e comer, têxteis ricamente decorados, bem como xóias e outros artigos de adorno pessoal. Em muitos casos, os bens sepulcrais incluíam importaçóns do mundo mediterrâneo. Dentro do grupo dos “túmulos principescos”, podem estabelecer-se algunhas diferênças de categoría, indicando a existência de diferentes degraus na pirâmide social, desde pequenos chefes locais até personáxens que podem ser designados como reis e rainhas. De facto, os túmulos mais ricos do período Hallstatt podiam pertencer tanto a homes. (caso de Hochdorf) como a mulheres (por exemplo, o túmulo de Vix). Estas últimas parecem ter detído um importante poder relixioso e, por vezes, político, desempenhando um papel fundamental à frente das suas comunidades.
MANUEL FERNÁNDEZ GÖTZ