
Marco Tulio Cicerón (106-43 a. C.) foi estudado sem cesar como personáxe e como político, e de feito estes aspectos seus forom interesantíssimos, mas a sua importância principal é como home de letras. Profundamente consciente do filisteísmo de muitos romanos, este “home novo”, sem ascendentes, adoptou como antepassado espiritual a Escipión o Xovem e aos seus amigos do século II, os difusores do helenismo, baixo a direcçón do estoico Panecio, que forom também exemplos de patriotismo romano, “decorum y humanitas”. “Mais que outros, som um filoheleno e sabe-se que o som”, afirma a Ático, aínda que a sua admiraçón era pola literatura, a filosofía e a arte dos grandes gregos do passado, mais que polos taimados “grieguinhos” contemporâneos. Nos seus diálogos, compostos nas vilas bem situadas que tinha adquerído em Túsculo (acima de Frascati) e na costa oeste da Italia, e que usou também às vezes como escenário, parece interessado em retratar unha sociedade muito cortês: ninguém pode permitir-se ser tosco, a diferênça dos sofistas de Platón. As suas personáxes tenhem essa tolerância que é unha das suas características pessoais. Quando tinha dezoito anos, Filón de Larisa, cabeça da Academia Nova de Atenas, visitou Roma e causou-lhe unha profunda impressón. Filón situába-se para ouvir as duas partes num debate, antes de formar-se unha opinión própria. Afirmando, que nada podía conhecer-se como certo, lamentaba o dogmatismo e insistía em que todas as conclussóns eram provissionais. Assim, quando Cicerón visitou depois Atenas, para aprender, decidíu incorporar-se à Academia. A sua própria filosofía da vida era ecléctica e assistemática, adaptada ao seu temperamento. Non era um autêntico filósofo e disso tinha consciência, aínda que se sentía fascinádo pola filosofía. Acolhía bem a crítica e reclamaba o dereito a mudar de ideias. Nunha passáxe de um prólogo ao seu diálogo “sobre a natureza dos deuses”, que ganhou a admiraçón de Voltaire, lamenta a fórmula pitagórica “O mêstre díxo…”: “Os que perguntam, o que eu penso, som innecessariamente curiosos. Nunha discussón o que debe procurar-se, non é tanto o peso da autoridade, mas a força da argumentaçón. De feito, a autoridade dos mêstres consagrados, resulta às vezes um obstáculo para os potenciais discípulos.”
E. J. KENNEY E W. V. CLAUSEN (EDS.)